Ciclista só pode usar o lado direito da via?

Ciclista na faixa da esquerda, aguardando o semáforo para acessar a ciclovia do canteiro central: dentro da lei. Foto: Willian Cruz

Em uma reportagem sobre ciclovias (junho de 2008), Danilo May, leitor da Folha e deste blog, encontrou na frase final algo que considerou uma incoerência: a afirmação de que o ciclista deve usar apenas a margem direita da pista. Danilo enviou mensagem ao Ombudsman, que consultou o jornalista responsável pela matéria.

A primeira impressão, principalmente para alguém que nunca utilizou a bicicleta como meio de transporte, é de que o ciclista deve mesmo usar sempre o lado direito da via, por ser um veículo mais lento. Esse pensamento orientou a justificativa do repórter (grifos dele):

Em uma leitura estrita, o argumento do leitor aparenta ter alguma pertinência. O Código Brasileiro de Trânsito diz o seguinte:Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.

Porém, o inciso IV do artigo 42 diz o seguinte:IV – quando uma pista de rolamento comportar várias faixas de circulação no mesmo sentido, são as da direita destinadas ao deslocamento dos veículos mais lentos e de maior porte, quando não houver faixa especial a eles destinada, e as da esquerda, destinadas à ultrapassagem e ao deslocamento dos veículos de maior velocidade;

Deste modo, ao informar que “Enquanto as ciclovias não chegam, o ciclista deve respeitar as leis de trânsito: andar pela margem direita, no mesmo sentido da via”, procurei fazer uma interpretação do Código de Trânsito que levasse em consideração o bom senso no uso da via. Deste modo, sinceramente não creio que seja o caso de erro de informação.

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Ok, vamos desmitificar esse assunto.

- O Art. 58 diz que as bicicletas podem usar OS bordos da pista. A pista tem dois bordos, o esquerdo e o direito.

- O inciso IV do art. 29 (e não 42) diz que as faixas da direita são destinadas aos veículos mais lentos E de maior porte (não OU de maior porte).

Com base nesses dois trechos, conclui-se que o inciso IV do art. 29 determina que veículos LENTOS E DE GRANDE PORTE (ônibus, caminhões, escavadeiras e tanques de guerra) usem a pista da direita. Acrescente-se a isso o argumento citado pelo Zé Lobo, da ONG Transporte Ativo: “O inciso IV do artigo 29 diz que a faixa da direita é dos veículos mais lentos. Mas não por velocidade final e sim por velocidade na via. Em vias engarrafadas, a bicicleta normalmente é o veículo mais rápido. Logo, a justificativa não faz sentido.”

Concordo com a avaliação do jornalista de que o lado direito é mais seguro para os ciclistas, afinal na pista da esquerda os veículos geralmente transitam com maior velocidade. Entretanto, há situações específicas em que o bordo esquerdo se torna mais seguro (desde que, é claro, a via seja de mão única). Vamos a duas delas.

Carros estacionados apenas à direita

Com carros parados na faixa direita, o ciclista precisa se posicionar a uma distância que o proteja da abertura de portas. Em uma rua de mão única, com duas faixas livres, onde os carros não trafeguem em velocidade, seria mais coerente e seguro usar a da esquerda, para não precisar se posicionar exatamente no meio da rua, ocupando menor espaço viário e eliminando o risco da abertura de portas.

Apesar disso, entendo como mais seguro ocupar toda a faixa direita, logo após a zona de abertura de portas, por um motivo muito simples: os motoristas não aceitam o ciclista na esquerda, por não entender que está dentro de seu direito e que seu posicionamento ali é mais seguro e afeta menos o trânsito, desde que o motorista não exceda o limite de velocidade.

Desvio ou conversão à esquerda

O motorista de um carro que queira pegar um desvio à esquerda, em uma grande avenida, precisa ir se deslocando aos poucos nessa direção. Sair da direita na última hora para cruzar a avenida pode ser desastroso.

Como por questões de velocidade relativa e de segurança no trânsito o ciclista não pode mudar aos poucos de faixa, como faz quem está dirigindo um automóvel, o melhor procedimento é se conservar na esquerda desde quando puder fazê-lo, preferencialmente no semáforo que antecede a conversão necessária, de modo que ele já se encontre na pista correta ao chegar na altura da saída que precisa pegar. Sinalize o quanto possível sua intenção de virar à esquerda, para explicar aos motoristas que vêm atrás por qual motivo você está ali.

Medindo com a régua errada

Há detalhes que só são percebidos por quem utiliza a bicicleta como meio de transporte. Opinar com base unicamente na experiência de motorista pode, por vezes, soar como um pianista dando sugestões a um flautista sobre a força com a qual ele deve apertar os furos da flauta.

O problema em dizer em uma matéria aberta ao grande público que o ciclista DEVE usar o bordo direito é incutir na cabeça dos motoristas que o ciclista que estiver no lado esquerdo da pista está automaticamente errado.

Ainda assim, evite

Em uma rua onde a circulação se dá em velocidades moderadas, se os motoristas circularem dentro dos limites de velocidade, o ciclista na esquerda impactará menos que na segunda faixa, onde circula para não interferir com os ônibus ou para fugir da zona de portas.

Mas, como bem demonstrou o repórter da Folha, muitos motoristas ainda têm grande dificuldade em compreender e principalmente aceitar uma bicicleta na faixa da esquerda. E sabemos muito bem que há certos tipos de motorista que, apoiados pela impunidade, punem com buzinas, atitudes agressivas e ameaças de atropelamento os ciclistas e pedestres que eles acreditam estar fazendo uso incorreto da via. Como se as supostas infrações de trânsito (ou até mesmo as reais) fossem tão graves que merecessem ser punidas com morte ou mutilamento imediatos.

Dicas para o ciclista urbano

1Como se manter seguro

2Pedalando para o trabalho (vídeo)

3Não pedale na contramão

4Ocupe a faixa

5Cuidado com as portas

6O que diz o Código de Trânsito

710 dicas para os dias de chuva

8E se a empresa não tem chuveiro?

97 truques para as subidas mais difíceis

107 dicas para pedalar de madrugada

11Medo de pedalar nas ruas?
Chame um Bike Anjo!


48 comentários para Ciclista só pode usar o lado direito da via?

  • Raquel Guimarães

    Sou de BH e tem pouco mais de um mês que resolvi vir de bike para o trabalho. A maior parte do meu trajeto é por toda extensão da Avenida Augusto de Lima – bairros Barro Preto e Centro.

    Cada pista da Avenida possui 3 faixas. Sempre andava pela direita, mas outro dia uma ciclista sugeriu-me andar pela pista do meio. Tenho feito isso e tenho achado muito mais seguro do que andar pela esquerda ou pela direita. Ocupo uma vaga, mantenho distância dos outros veículos e acabo dando a oportunidade para os veículos automotores me ultrapassarem pela esquerda.

    O que vocês acham?

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    • Barrão

      Passei muito por esses trechos quando morava aí. Na Augusto de Lima eu também sempre utilizei a faixa do meio, principalmente por causa do tráfego de ônibus que é grande ali. Na verdade as grandes avenidas que cortam o Barro Preto e proximidades, eu quase sempre usei a segunda faixa.
      Mais pra cima, na Afonso Pena, eu preferia a pista da esquerda entre a rodoviária e palácio das artes.

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    • Daniel

      Como assim? A pessoa sugeriu e você achou por bem fazer? Não faz sentido e é arriscado.

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  • Rodrigo Seco

    Eu acho que temos uma questão de português aqui e não de lei. Essa questão de e ou ou pode confindir muito. “E” pode significar união que pode adicionar ao mesmo ou a outro. Exemplo: Quero balas pretas e vermelhas. Seguindo a lógica acima, as balas deveriam ter duas cores. Não poderiam ter uma bala totalmente vermelha e outra totalmente preta? Lógico que sim. Tudo isso é verificado no plural do substantivo veículos. Ou seja, teremos diversos veículos, sendo os lentos e os de grande porte. Não necessariamente os dois, mas podendo ser os dois ou um deles. Se usasse ou, aí sim não poderia ser de grande porte e lento junto. Só poderia ter uma das duas características, o que não faria sentido algum.

    Polêmico. O que acha? Thumb up 4 Thumb down 4

  • Miguel

    Willian, nesse caso, sua interpretação está equivocada. A questão dos dois bordos não diz que pode-se utilizar os dois bordos no sentido que se trafega, pois o artigo diz claramente: “nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via”. Claro que existem dois bordos, mas deve-se utilizar o da direita. Se for pista de mão-dupla, quem vier no SENTIDO contrário utilizará justamente tal bordo, que será o “seu” bordo direito, esquerdo do sentido que estamos indo. Por isso o texto diz “nos bordos da pista”…
    Por isso existem as normatizações, senão seria um verdadeiro caos… Muito há a evoluir ainda, claro, mas vamos nos basear no que há hoje, que visa, acima de tudo, salvaguardar a VIDA; e, à medida que seja necessário, adaptar, modificar, evoluir, o Código de Trânsito Brasileiro ou o que mais precise.
    Isso é importante esclarecer, pois pode gerar ainda mais controvérsia, e estamos aqui para contribuir todos (bem, deveria ser assim…) para evitar acidentes, esclarecendo os menos experientes…
    Inclusive, o comentário do Isaac contribui também, pois é justamente isso. A obrigatoriedade do retrovisor tem esse fundamento. Assim como antigamente, para baratear custos, se colocava apenas retrovisor do lado esquerdo dos automóveis, pois precisava-se enxergar quem vinha à sua esquerda, pois ninguém passaria, logicamente, à sua direita… Claro que essa realidade mudou, pelas pistas serem mais movimentadas etc, etc, etc e mais etc. As coisas mudam, e tudo se adapta. ;)
    Reveja seu ponto de vista, pense nessa ótica que coloquei; acredito que entenderá. Somos ciclistas, precisamos conscientizar a sociedade como um todo, incluindo nós mesmos, que pedalamos e dirigimos. E ainda somos pedestres, antes de tudo. Orientar algo diferente disso pode prejudicar mais que ajudar, causando acidentes inclusive entre ciclistas, além dos mais graves, claro, entre ciclistas e automóveis. A parte mais frágil sempre precisa ser preservada, essa é a ênfase do CTB.
    Há o ideal e há o possível. Nem sempre temos o que gostaríamos, mas podemos evoluir esse possível. E, sinceramente, o ideal é, muitas das vezes, uma questão de ponto de vista… Abraço!

    Polêmico. O que acha? Thumb up 4 Thumb down 6

    • Renan

      Miguel, acho que você se equivocou.

      No texto que você citou: “nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via”, nada impede que se use o bordo esquerdo, que existe nos casos de pista de mão única ou as de mão dupla que têm barreiras físicas consideráveis no meio.

      No meu entendimento, por estes artigos citados, o ciclista, APENAS quando for o veículo mais rápido da via, pode usar o bordo da esquerda.

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      • Miguel

        Renan, leia o que diz o código, leia o que escrevi, e leia também o que escreveu o Isaac, que também está corretíssimo e fundamentado.
        Bem, esse assunto ainda precisa ser detalhadamente normatizado, para tentar salvaguardar a vida das pessoas o máximo possível.
        Imagino como seria então o ‘salve-se quem puder’ com a correria de um tentando correr mais que o outro pra poder passar os carros pela esquerda, justificando que estariam mais rápidos que os mesmos… Seria um incentivo incrível à falta de prudência. Teria ainda mais loucos no trânsito que já há atualmente. Imagino a quantidade de acidentes ainda maior, com muitos ciclistas atropelados. Bem, cada um com sua “opinião” muito bem fundamentada, claro.
        Eu, particularmente, dirijo centenas de quilômetros por semana – de carro; pedalo outras centenas de KM e também ando alguns KM. Então, utilizo muito o sistema viário. Acredito que todos que façam uso, COM EXCELÊNCIA, claro, que tenham capacidade e experiência, entendam o que falei.
        Mas, claro, todos tem direito de ter opiniões diferentes, mas quando se trata de normatização, eu, ao menos, sou bastante exigente em tudo, pois tem seus fundamentos, tem sentido de ser de tal forma, normalmente. Experiência é o fundamental, porque tem muitos que adoram ser “especialistas” sentados na frente do computador, aí fica muito difícil.
        Se houvesse normatização precisa e estrutura adequada, não existiria dúvida e nem precisaria haver dúvidas desnecessárias. Aí, opinião deixa de contar e passa a haver certo e errado – mesmo que se discorde.
        Há casos de determinadas cidades grandes, como Rio e São Paulo, em que, em muitos lugares, se torna até perigoso pedalar do lado direito. Fato. Porém, ainda percebo que seria mais perigoso andar do lado esquerdo. Bem, eu dirijo por TODO Rio de Janeiro, principalmente toda cidade do Rio, com todo trânsito caótico e sei bem como é arriscado para todos, inclusive pra quem dirige decentemente; pois tem muitos mais doidos, ou despreparados – muitas vezes as duas coisas – que pessoas normais e preocupadas. Então, que se cobre logo regulamentação, porque pessoas morrem.
        Equívoco não é discordar, isso é direito de todos – ainda, como as coisas vão. Equívoco é, sem fundamento – na maioria das vezes muitos sem nenhum conhecimento, escrever apenas por sua opinião, sem acrescentar nada. Sem fundamento tudo é apenas opinião.
        Quem não tem pontos de vista embasados, não deveria vir aqui pra confundir os menos esclarecidos; deveria fazer um pouquinho pra melhorar a sociedade, isso sem seria contribuição.

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  • eduardo

    Moro no Rio de Janeiro e pedalo, principalmente, na faixa da esquerda. Do lado direito os ônibus e caminhões – que pra mim deviam ser proibidos de circular por dentro dos bairros – costumam tirar muita fina. Do lado esquerdo, se nao estiver muito pro meio da pista, só alguns carros buzinam ‘pra sairmos da area deles’… Do lado direito, aqui no Rio muitos motoristas param para pedestres fora do ponto. E de ambos os lados é muito comum motoristas de carros de passeio entrarem sem ligar a seta. Do lado direito também tem muito mais buracos e desníveis no asfalto… Isso sem falar dos pedestres que, em certas ruas, tem o costume de andar pelo meio fio… Tem as bicicletas na contramão… Enfim, direção defensiva sempre.

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  • Ernesto Guevara

    Art. 219. Transitar com o veículo em velocidade inferior à metade
    da velocidade máxima estabelecida para a via, retardando ou obstruindo
    o trânsito, a menos que as condições de tráfego e meteorológicas não o
    permitam, salvo se estiver na faixa da direita:
    Infração – média;
    Penalidade – multa.

    Bicicleta veículo de propulsão humana que normalmente não atinge mais de 30 km/h.

    Art. 105. São equipamentos obrigatórios dos veículos, entre outros
    a serem estabelecidos pelo CONTRAN:

    VI – para as bicicletas, a campainha, sinalização noturna dianteira,
    traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo.

    Deixo uma pergunta. Em uma via de mão única com um cruzamento de mão dupla, um carro que vem esquerda ultrapassa o cruzamento com dois na via de mão única, um ao lado esquerdo da via outro do lado direito. Quem tem mais chance de sobreviver o que vai esquerda ou o que vai a direita, considerando que os dois viram o carro no mesmo instante?

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    • Sobre o artigo 219, repare no “salvo se estiver na faixa da direita”. Trocando em miúdos, não há velocidade mínima na faixa direita (mas na esquerda há). Não sei se foi isso que você quis evidenciar. De qualquer modo, não invalida o texto apresentado aqui na página.

      Quanto à pergunta, não entendi onde quer chegar. É pegadinha? Seja qual for a resposta que você der para a questão, se você inverter e colocar “um carro que vem da direita” inverte todo o raciocínio. Há resposta, mas não há conclusão inteligente possível a partir desse questionamento.

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  • Isaac

    Olá William,

    primeiramente, parabéns pelo seu blog!

    Achei interessante e pertinente a sua análise, mas tendo em vista cursar direito, sei que há outras considerações a se fazer ao se analisar as leis.
    1º Não podemos analisar esta ou aquela lei somente. Em um julgamento, deve-se utilizar TODO o ordenamento jurídico disponível.
    2º Vamos acrescentar outro trecho do CTB que acredito ser interessante para a discussão:

    “Art. 105. São equipamentos obrigatórios dos veículos, entre outros a serem estabelecidos pelo CONTRAN:

    VI – para as bicicletas, a campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo.”

    Realizemos um esforço de reflexão com base nesse artigo: qual o motivo de o código obrigar SOMENTE espelho retrovisor do lado ESQUERDO e não em ambos os lados?

    Acredito que realizando essa obrigatoriedade, o código e, consequentemente o legislador, tem a intenção de dizer que o trânsito de veículos automotores só se encontrará do lado esquerdo da bicicleta, tendo assim a necessidade de só se olhar para trás no lado esquerdo.

    Pense sobre isso.

    Embora poucos sejam adeptos dos espelhos refletores, acho-os muito importantes para se monitorar o trânsito atrás do ciclista, podendo evitar inclusive os “finos” ou “finas” (como queira) de veículos. Retrovisores são muito úteis no trânsito urbano. Teste colocá-los em uma magrela! É muito bom não ter q se virar quase todo para poder ver os carros atrás, correndo o risco de acertar um buraco e levar um tombo.

    Parabéns mais uma vez pelo seu blog! Esse e muitos outros regam o aumento da conscientização pelo povo brasileiro acerca dessa problemática (a bicicleta como meio de transporte). Sucesso!

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    • Justo

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      • Justo, acho melhor você se informar sobre para que serve o IPVA.

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      • Miguel

        Mesmo pagando IPVA, também temos direito de ser ciclistas e todos devem ser respeitados. Até você, que não respeita, ainda assim, mesmo que seja injusto, deve ser respeitado. Isso porque, só assim ter-se-ia uma sociedade de fato e de direito. Normatizações por si só não estabelecem padrões; até porque as próprias regulamentações se adaptam às necessidades da sociedade, que modifica seus costumes.
        Antes de falar algo tão idiota, talvez apenas (talvez), para “causar”, pense um pouco, se isto te for possível…

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    • Walter Vianna

      Isaac, particularmente eu acho mais seguro pedalar pela direita, mas discordo da sua conclusão dizendo que o CTB obriga utilização de espelho no lado esquerdo porque deve-se andar pela direita. No meu entendimento o legislador obriga uso do espelho no lado esquerdo tanto em bicicletas quanto em veículos devido a ultrapassagem por outro veículo ser somente pela esquerda, de modo que antes de iniciar a manobra de ultrapassagem trocando de pista de rolagem, o condutor deve olhar no espelho esquerdo para se certificar de que não há outro veículo vindo pela mesma via em que se pretende entrar. No caso da bicicleta que também poderá ultrapassar outro veículo, sendo carro ou outra bicicleta, se aplica a mesma regra na ultrapassagem e o espelho serve para o mesmo propósito.

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  • Desio

    É o que digo para todos meus amigos e inimigos (rsrsrs) o que serviu ter feito o CFC quando foram tirar a CNH mas, ninguém percebe, não dá importância ou simplesmente burla a lei e paga pra não fazer isso. Aí dá no que dá: a ignorância no trânsito! Na Avenida Doutor Chucri Zaidan, nas proximidades da Globo e da ponte do Morumbi eu costumo trafegar pela faixa da esquerda, pois, na direita ali não dá! Muitos carros e ônibus que vão para o Morumbi ou para a Marginal sentido Interlagos, vão entrar com toda a velocidade na ponte do Morumbi e quem tá na direita vai ter que esperar a boa vontade dos animais, digo, dos motoristas e podem sofrer graves consequências. Sejam elas físicas ou psicológicas…

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  • Betocadevoce

    ESTÃO COLOCANDO FAIXAS EXCLUSIVAS DE ÔNIBUS NA DIREITA DAS VIAS !!

    FAÇO UM DESAFIO PARA PEDALAREM NAS FAIXAS EXCLUSIVAS DA AVENIDA INAJAR DE SOUZA z/n E SE PREPAREM PARA NÃO SEREM ATROPELADOS, POIS ESTA VIA JA TEM UM NOME: _”GARGANTA DO DIABO” …POIS NÃO EXISTEM FISCALIZAÇÔES POR LÁ E SALVEM SE QUEM PUDER!

    PASSO POR ELA COM MINHA BIKE E QUASE TODOS OS DIAS TENHO UMA HISTORIA PARA CONTAR.

    MOTORISTAS QUE JOGAM OS VEÍCULOS EM CIMA SÓ PARA VER O TOMBO.

    ESSES MOTORISTAS NÃO QUEREM A GENTE PEDALANDO SOBRE ELA!
    SE ALGUÉM TIVER DÚVIDA !

    VENHAM E TOMEM PROVA DISSO !!!

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  • Douglas

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  • alexandrino barreto neeto

    Não concordo que nós ciclistas podemos andar na “contra mão”. Em uma rodovia ou mesmo no centro de uma cidade duja trafego seja de mão única , meu ponto de “fuga” em caso de um provavel acidednte frontal , será sempre para o acostamento da direita e sendo assim cvaso um ciclista que venah trafegando na “contra mão” será automaticamente apanhado de frente.Ciclista tem que trafegar na mão e tambem fora de calçadas.Respeito todos os ciclistas,mas tambem quando motorista quero ser respeitado.

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  • Eu quasse sofri um acidente na radial leste indo pra paulista a trabalho ao ser utrapassado pelo onibus onde o mesmo estava em auta velocidade e parol na munha frente mer jogando contra acaussada

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  • cleber de oliveira barbosa

    Estava ultrapassando pelo lado esquerdo um ônibus que esta a direita parado em um ponto. Antes que eu completasse a ultrapassagem, o mesmo acelerou trocando de pista porque havia outro ônibus parado a sua frente. Ele bateu a lateral dianteira na minha bike. Quando eu cai; outro veiculo que vinha na outra faixa na mesma direção passou por cima da bike.
    Eu teria o direito de ultrapassar pelo lado esquerdo ele estando parado?
    Se tenho direito… O que fazer para não ficar com o prejuízo?

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    • Cleber, a meu ver você tem o direito de ultrapassagem sim. Inclusive é o melhor a fazer para não atravessar do lado direito correndo o risco de topar com passageiros que sobem ou descem do ônibus.
      O fato do ônibus largar trocando de faixa eu não posso dizer que ele seja ‘culpado’, pois veículos grandes tem também um ponto cego grande, e ele possa simplesmente não tê-lo visto, bem como ter sido imprudente em arrancar sem olhar, mas acho que tanto eu como até mesmo você não pode afirmar nenhuma das duas coisas.

      Fica a dica: sempre ao ultrapassar um veículo (até mesmo pela direita) observe seus retrovisores, se você vê o rosto do motorista você terá certeza de que ele também estará te vendo e não estará em seu ponto cego, e às vezes pode até dar uma aceno para que ele dê a preferência da qual você tem o direito. Inclusive também adoro pisca em retrovisor por causa disso, quando o usam.

      Para se ter uma noção do ponto cego em caminhões em relação ao ciclista, veja isso: http://www.youtube.com/watch?v=wzL0Kyk4m-8

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    • Cleber, espero que você não tenha se machucado! Você agiu corretamente ao ultrapassar o ônibus pela esquerda, pois pela direita poderia atropelar alguém descendo dele ou uma pessoa que viesse correndo para subir. Mas o Fernando Norte tem toda razão sobre os pontos cegos: o ônibus é enorme e o motorista pode não enxergar um ciclista que o esteja ultrapassando a uma distância muito pequena.

      É preciso muito cuidado para ultrapassá-los. O ideal é mudar totalmente de faixa, ter iluminação dianteira piscante na cor branca e ficar atento ao pisca do ônibus, que costuma ser acionado quando ele começa a se deslocar. Se você estiver no meio da segunda faixa, conseguirá reagir a tempo caso o ônibus comece a vir em sua direção.

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  • Sandro Helmann

    Muito bom o artigo, mas bom esclarecer que é o artigo 29, inciso IV, e não o 42 do CTB que trata da circulação na faixa da direita.

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    • Tem toda razão, Sandro! O art. 42 diz que “nenhum condutor deverá frear bruscamente seu veículo, salvo por razões de segurança”. Foi um erro na justificativa do reporter, propagada depois no nosso texto. Corrigido, obrigado!

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  • En: Desvio ou conversão à esquerda

    Cuando la calle o avenida tiene varias pistas, en mi opinión es mejor seguir por la derecha y al llegar al semáforo detenerse junto a la senda peatonal.
    Cuando la luz del semáforo cambia entonces cruzo.

    Creo que es MUCHO más seguro que intentar ir ubicándose en las pistas de la izquierda desde el semáforo anterior donde la diferencia de velocidades y masas es enorme y cada vez mayor.

    Saludos

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  • [...] andar na rua, no sentido dos carros e nas faixas laterais da via (inclusive na esquerda em caso de vias de mão única, embora geralmente isso seja bastante perigoso, sobretudo em [...]

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  • Aron

    hoje estava eu voltando do serviço e por volta de umas 0:25 min estou eu na av paes de barros na faixa da direita (mais no meio da faixa da direita do que para o canto) e encosta um agile atrás de mim buzina e acende o farol alto fui com a bicicleta um pouco para o lado e o agile acelerou indo para o meio das duas faixas da direita e da esquerda e o motorista muito do simpático começa a me chingar pois eu estava na faixa da direita atrapalhando a passagem dele..informei que estava agindo da maneira correta (seguindo orientação do site Vá de Bike nao sei se interpretei mal) e expliquei que se fosse para o canto direito ele iria me “espremer até ei sair da pista…como ele estava ocupando duas faixas pois estava no meio da rua e discutindo comigo ao chegar perto do farol ele simplesmente jogou o carro para o meu lado e continuou discutindo..nessa hora eu falei por este motivo que eu estou no meio de faixa da direita para nao acontecer o que o senhor está fazendo…ele continuou chingando falando que conhecia os direitos deles e que eu estava errado..nessa hora ja tinha um carro atrás de nos dois e um do lado dele só observando o que ele iria fazer..ai ele arrancou com o agile dele e o carro que estava atrás mudou de faixa para me ultrapassar….para quem nao conhece a av paes de barros é uma avenida com duas faixas para carros e uma faixa exclusiva de onibus…..agora quero saber se eu estava errado ou certo de ficar no meio da faixa da direita…e como devo proceder em situações como essa sou novo no meio biciclistico

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    • Walter Vianna

      Aron, na minha opinião você estava certo ocupando toda faixa, o que acho errado é construírem faixas exclusivas para ônibus no lado direito sem separação física, o que caracteriza preferencial para ônibus e não exclusiva, desta forma o ciclista fica sem o bordo da pista que justificaria andar entre as pistas. Aqui em Porto Alegre passo em um trecho preferencial para ônibus separado por uma listra azul no asfalto, mas eu pedalo na pista preferencial próximo ao bordo e o ônibus desviam de mim para ultrapassar, porque quando algum tira um fino ou buzina para sair da frente eu registro uma ocorrência no órgão de trânsito e reclamo para a empresa alegando minha preferência na via sobre os demais veículos.

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  • Rangel

    Excelente post!

    Um direito nosso que muitos desconhecem, principalmente motoristas!

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  • Boa tarde,
    Utilizo muito a faixa direita mas existem situações que é muito perigoso permanece nela.
    Como exemplo tenho a ponte Pte. ENG. Roberto Rossi Zuccolo ( Ponte da cidade Jardim) ficar no lado direto dela é muito perigoso pois ela dá acesso a um via muito movimentada (Marginal Pinheiros), 60% dos carros que “pegam” ela vão fazer o acesso e eles cruzam de uma maneira não muito amigável sem falar os ônibus,principalmente o Term. Jardim Ângela (637-A) aquele ônibus parece um trem :) .
    Sempre quando utilizo ela no acesso sinalizo e vou “passando” ate a borda esquerda ate o final da ponte.

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  • Acho muito perigoso andar na faixa de ônibus que, por sinal, me deixa com uma pulga atrás da orelha. Em São Paulo são FAIXAS EXCLUSIVAS DE ÔNIBUS? Se for exclusiva, bikes podem transitar nelas?

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  • Guilherme Marson

    Excelente artigo, William. Parabéns. Sempre andei do lado direito, achando que estaria errado caso andasse do lado esquerdo.
    Mas gostaria que você tirasse uma dúvida.
    Na cidade onde eu moro (Jacareí-SP) a quantidade de bicicletas é relativamente grande, pois as pessoas utilizam “a magrela” como meio de transporte para o trabalho, compras e outros afazeres.
    O problema é que muitas pessoas insistem em andar na contra-mão (seja no lado direito ou esquerdo da pista).
    Li seguinte trecho: “Art. 58. Nas vias urbanas… no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores”.
    Está errado caso o ciclista transite na contra-mão?
    E bicicleta na calçada? Isso é permitido? Não lembro em qual artigo da CTB eu li, mas fala que para o ciclista se igualar ao pedestre na calçada, o mesmo deve descer da bicicleta e empurrar “a magrela”. caso haja algum acidente (um ciclista atropelar um pedestre na calçada, por exemplo) o ciclista deve se responsabilizar pelo acidente.
    Além de fazer parte da comunidade ciclista, tenho que dirigir praticamente todos os dias, pois necessito do carro como meio de trabalho. Mas não há nada melhor do que voltar para a casa pedalando depois de um dia de trabalho. A sensação de estar livre, sem estar dentro de uma “caixa metálica”, causando lentidão e congestionamento, não tem preço.
    Muito obrigado pelas dicas.

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  • Legal William,
    Sempre me incomodei quando alguém fala que o CERTO é andar do lado direito ‘conforme a lei’. É melhor sim, mas não nunca achei nada na lei que obrigasse isso, como vc bem explicou.

    Só acrescentando um fato que eu acho importante da segurança de andar do lado direito, que é a noção de espaço do motorista. Muitas a tem naturalmente em todo o entorno, mas há uma parcela de motoristas ainda meio atrapalhados. Ele se posiciona do lado esquerdo do veículo, logo a dimensão de proximidade desse lado é melhor do que o lado direito. Por isso, a tendência é de tomar mais ‘finas’ desse lado, aonde o motorista tem a dimensão que não irá esbarrar no ciclista com mais precisão, quando do outro lado a tendência que passe mais longe pela falta dessa dimensão: “é melhor passar mais longe do que tentar passar mais perto e errar”.

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  • Concordo em usar a esquerda às vezes, especialmente quando você vai virar a esquerda (chega a ser pleonástico)!
    Sobre pedalar na faixa de ônibus,o risco está nas ultrapassagens, tanto da bike pelo ônibus como do ônibus pela bike.
    Se você diminuir ao máximo a necessidade de ultrapassagens, a faixa de ônibus pode ser o melhor lugar da via para pedalar: larga e sem carros!
    Um bom exemplo é a Rua Borges Lagoa, na Vila Clementino, que tem uma larga faixa exclusiva de ônibus à direita.
    Lá a velocidade média de um ônibus (contando as paradas nos pontos e nos semáforos) é muito parecida com a da bike, às vezes ligeiramente menor.
    Nesse caso, se você deixar de ultrapassar uma vez um ônibus quando ele para no ponto, vai sincronizar sua velocidade e pedalar em bom ritmo sem ser incomodado.
    É questão de ajustar sua velocidade para, na média, ficar igual à do ônibus na sua frente. Ele arranca e chega antes no ponto seguinte; você vai na boa de forma que o ônibus já vai ter arrancado do ponto quando você chegar.
    Assim você não precisa ultrapassá-lo, nem o ônibus que vem atrás, geralmente com a mesma velocidade média, não vai precisar ultrapassar você.

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  • Informação interessante, nunca tinha feito uma interpretação com essa precisão! Então podemos teoricamente andar no borod esquerdo!
    Reparei em Vitória que algumas avenidas de duas pistas, tem a pista de direita menor do que a pista de esquerda. É um absurdo, na pista de direita deveria ter ônibus e ciclistas, ou seja deveria ser bem mais larga, se for possível e não o contrário!

    Emmanuel M. Favre-Nicolin
    Blog Vitória Sustentável
    http://vitoria-sustentavel.blogspot.com

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  • helcio

    ALém dos argumentos usados, acrescento que em muitas vias, notadamente as que contam com muitos ônibus e pontos para eles pararem, mas que nem por isso os carros atingem grande velocidade na pista da esquerda, sinto-me mais seguro pedalando na pista da esquerda. Outro fato a ser levado em consideração são as estatísticas quanto aos acidentes envolvendo ônibus e caminhões. Se o número for proporcionalmente alto, como muitos dizem, por que dar prioridade por andar do lado deles?

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    • Estou contigo nessa. Na volta para casa sigo na Guaraiúva quase inteira pela pista da direita em virtude dos ônibus. Ocorre que como o trânsito é pesado, costumo ser, mesmo o veículo mais rápido da via.

      Eu só passo para a esquerda a partir de um sinal no qual os ônibus saem da via e vão para outra.

      Apesar de estarmos em uma cidade gigantesca, se você fizer seu caminho de bicicleta no mesmo horário todos os dias as chances dos motoristas que estão ali já terem visto você são grandes.

      Sinto que tanto no caminho de ida quanto no de volta os motoristas estão cada vez mais habituados com a minha presença e com as atitudes que costumo tomar.

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  • Stan, o que você descreve como seu posicionamento na faixa da direita é na linha do que eu recomendo aqui:
    http://vadebike.org/2006/03/dicas-para-o-ciclista-urbano-4/

    Sobre a atitude da viatura da Corregedoria, só posso lamentar… Nessas horas nem adianta tentar citar a legislação. E, sendo a Corregedoria, você vai reclamar pra quem? Who watches the watchmen? Quis custodiet ipsos custodes?

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  • Panóptico, o art. 211 do CNT caracteriza como infração o seguinte:

    Art. 211. Ultrapassar veículos em fila, parados em razão de sinal luminoso, cancela, bloqueio viário parcial ou qualquer outro obstáculo, com exceção dos veículos não motorizados.

    Ou seja, veículos não motorizados podem ultrapassar pelo corredor a fileira de veículos que pararam no sinal fechado.

    Mas como você comentou, há vias em que não há espaço entre os carros parados. Perceba que nesses casos, mesmo os motociclistas procuram vias alternativas. Ir pela esquerda na contramão é bastante perigoso, ficar entre as duas pistas geralmente também o é. Ou você espera atrás dos carros (haja paciência) ou vai pela calçada. O certo é desmontar da bicicleta e empurrar na calçada, mas se você pedalar devagar, dando preferência para os pedestres, lembrando que a calçada ali é *deles* e você está só de visita, parando para eles quando for necessário, tomando muito cuidado com as saídas de garagens e desmontando e empurrando se houver muita gente passando a pé, passa a ser viável usar a calçada.

    Não é o certo, mas se a rua só permite o tráfego motorizado e você vai transitar bem devagar e tomando o cuidado necessário com os pedestres, que são os verdadeiros “donos” da calçada, ok. Eu prefiro tentar algum caminho alternativo.

    No caso específico da Av. Europa, tem algumas alternativas extremamente agradáveis nas ruas da região. Dê uma pesquisadinha no Google Maps ou no Bikely.

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  • Stanley Calderelli

    Eu pedalo à direita. Mas à direita relativamente em que eu possa trafegar. Nunca junto da sargeta.

    Há trechos (a maioria deles) onde quem está à direita da avenida (4a. faixa), pode sofrer fechadas de taxistas ou de ônibus, “portadas” ou pedalar com dificuldades por haver tantas falhas no asfalto.

    Prefiro ficar sempre à esquerda da “faixa da direita”. Entre a 4a. e a 3a. Assim há como “fugir” de algum mal-educado que me feche a passagem.

    Ou se eu tenho que virar à próxima esquerda, me apoio ANTES â faixa 1. Pode parecer mais perigoso, mas entendo ser o mais prudente.

    Aliás, é um dos espaços onde sou mais respeitado apesar da velocidade maior dos carros.

    No entanto, numa certa manhã de ida ao trabalho, no último trecho de Avenida antes de sair à esquerda, eu estava na 1a faixa (a da esquerda, adjacente ao canteiro central) quando fui truculentamente obrigado a parar por policiais de dentro de uma viatura (SUV) da Corregedoria da Polícia, que (interromperam o fluxo da avenida) me exigindo que atravessasse até à direita para seguir.

    Assim, tive que virar à esquina à esquerda atravessando pela faixa.

    Se eu “pudesse” continuar onde estava, não interromperia o fluxo de ninguém nem o meu para terminar o trajeto.

    Bom…. mas foi só uma vez.

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  • Fabiano Faga Pacheco

    [Comentário oculto devido a baixa votação. Clique para ler.]

    Esse comentário não tem feito muito sucesso. Thumb up 0 Thumb down 5

  • panoptico

    Pois é, como ciclista novato esta questão tb me surgiu recentemente. Percebi o que muitos motoboys vinham reclamando.

    Quando estreitaram as faixas para caber mais carros, nem moto, nem ninguém passa entre os carros parados (engraçado esse movimento ter sido anterior à atual onda de carros largos em SP).

    Percebi que em alguns trechos de trânsito parado, por exemplo na avenida Europa, eu ficava parado junto no trânsito e com a cara no escapamento do carro a minha frente.

    Deveria ir para a esquerda, sendo que vem carros na direção contrária, ir para a calçada que tem pouco movimento e é larga, tentar ir pelo meio, como as motos?

    Acabei procurando vias alternativas que são mais escuras e perigosas por conta da maior velo dos carros.

    Achava que indo pela direita eu iria tranquilo, mas, em diversas ruas, a bicicleta não cabe à direita qd o trânsito está totalmente parado.

    Ando observando ciclistas mais experientes e lendo sobre estas questões práticas para entender melhor como agir em cada situação.

    abraço,
    panóptico

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