Uma nova ciclorrota em São Paulo

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A nova ciclorrota já começou a ser sinalizada. Essa bicicleta está no asfalto da R. Cel. Lisboa, esquina com a R. Me. Cabrini.

Uma nova ciclorrota começa a surgir em São Paulo. Na noite dessa segunda-feira, 21 de maio, o Vá de Bike encontrou pelas ruas do bairro de Vila Mariana a sinalização de solo característica das rotas cicláveis que a CET – Companhia de Engenharia de Tráfego – tem sinalizado na cidade.

Essa nova sinalização faz parte da iniciativa de bicicletas compartilhadas que se iniciará em São Paulo muito em breve, visando aumentar a segurança viária das regiões onde os usuários do sistema circularão. As rotas são baseadas no mapeamento feito pelo Cebrap.

Pelo que pudemos apurar até o momento, os bairros atendidos inicialmente – e que devem receber a sinalização – seriam Brooklin, Vila Olímpia, Moema, Itaim Bibi, Jardim Europa, Vila Mariana e Jardim Paulista.

Efeito instantâneo

Pouco antes de ter notado o início da nova sinalização, ocorreu um fato curioso: mesmo eu encostando para dar passagem para uma senhora numa SUV, ela fez questão de parar o carro no meio da rua, segurando os demais para que eu entrasse na sua frente e virasse na próxima rua à esquerda, onde ela percebeu que eu queria ir.

Agradeci, entrei, virei na rua. E então me dei conta do motivo para ela ter feito aquilo: havia uma bicicleta pintada no asfalto bem ali, embora na direção contrária. Ela certamente a havia visto e entendido que deveria dar preferência ao ciclista. Sensacional.

Ciclorrotas
As Ciclorrotas são vias sinalizadas indicando os melhores caminhos para se trafegar em bicicleta, evitando tráfego agressivo e minimizando subidas. Também são importantes por legitimar a presença da bicicleta nas ruas e oficializar sua preferência de circulação, prevista no Código de Trânsito. Saiba mais.

A nova ciclorrota coincide com parte do caminho que faço com frequência, um trajeto que leva da região do Ibirapuera até a Vila Mariana evitando vias rápidas e minimizando as subidas. Um percurso bem escolhido, que até hoje era utilizado apenas por quem conhece muito bem a região.

Com alguma frequência vejo crianças e adolescentes pedalando na rua por ali, mesmo à noite. A ciclorrota beneficiará mais cidadãos do que se imagina.

A foto que ilustra esta página foi tirada neste ponto.

Viu mais bicicletas pintadas no asfalto da região? Conte aqui nos comentários!

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29 comentários para Uma nova ciclorrota em São Paulo

  • Daniel Branco

    Pois é, Curitiba teve fama de Cidade Ecológica, até o logo da Prefeitura tinha uma folhinha verde. Pura bobagem !!!
    Curitiba é sim uma cidade cenográfica, maquiada.Por isso engana todo mundo !!!
    Nossas ciclovias não se conectam e em alguns trechos temos que pedalar fazendo corrida de obstáculos, tamanha quantidade de raízes que estão por baixo da manta asfáltica ocasionando a elevaçao da via. Temos muitos trechos sem luz, sem segurança, com várias placas e postes no meio da via. Também temos que desviar dos pedestres, carrinheiros, mamães com carrinhos e seus bebês, até carros parados na via se encontra.
    Pois é, Curitiba tá longe de ser chamada ecológica, pois não existe usinas de tratamento de esgôto, tudo cai nos rios e desce e desce e desce ! Coitado dos Argentinos .
    Mas o que se espera desses vereadores que nem formação acadêmica tem ???
    Daniel B.

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  • ABMBDC

    Estava vendo as fotos do Bike Sampa. Eu sou absolutamente contra a obrigatoriedade do espelho retrovisor do lado esquerdo. Mas consta do CBT. E a Bike Sampa não tem! Hehehe….

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  • Danilo

    Ontem saindo do trabalho sofri um acidente pedalando pela Eliseu de Almeida rumo ao metrô Butantã – sim, a famosa e esburacada Eliseu de Almeida, onde deveria haver uma ciclovia há anos. Por sorte não me machuquei tão seriamente, mas deixo a pergunta: alguém sabe a quantas anda a tal ciclovia? Há qualquer ciclorrota (ou planos de uma) na região? Fico feliz pela Vila Mariana (embora já tenha passado apuros na mão de um taxista na ciclorrota do Butantã que, ao ser abordado, disse que nem fazia ideia do que o símbolo de uma bicicleta significava na via), mas gostaria de saber como vai o avanço também por outras partes.

    Abraços!

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  • Marcia

    Das rotas que verifiquei na Vila Mariana a que não concordo é com da Rua José Antonio Coelho entre a Rua Cubatão e a Domingos de Moraes. Nos horários da 6 da manhã até às 8 da noite é intransitável. Pois, os carros não conseguem estacionar, tem filas duplas até triplas. Devido o numero de alunos na Escola, rota de ônibus e o fluxo de carros é grande, pois é a ultima entrada para a Domingos de Moraes saindo da Cubatão. Se por lei o motorista tem que estar à um metro e meio de distancia do ciclista vejo carros batendo em retrovisores de carros estacionados, onde espaço é minimo. Acidentes ocorrerão, com certeza.

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  • Edson M.

    Foi com agradável surpresa que vi a instalação de estações da Bike Sampa em algumas ruas da Vila Mariana, uma delas bem próxima de onde moro.

    No entanto, não vi nenhuma unidade instalada (tampouco projeto) nas estações de metrô mais próximas – Ana Rosa e Vila Mariana – nem no Parque do Ibirapuera, locais que gerariam, sem dúvida alguma, uma grande demanda de utilização das bikes.

    No mais, parabéns aos idealizadores e patrocinadores, desejando muito sucesso à iniciativa.

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  • JMario

    Caros,
    Sou ciclista há um bom tempo. Vou do B. do Limão até Av. Paulista , onde trabalho.

    Todos os dias levo as “finas” tão citadas aqui. Pouco adianta a CET anunciar que irá multar, se a cultura dos motoristas brasileiros é tratar os ciclista como antígenos.

    Não existe ciclorrota de onde resido até a Av. Sumaré. Há um enorme RISCO ao cruzar as Pontes Limão e Júlio Mesquita Neto. A primeira pela velocidade dos veículos e buracos, mas a segunda é pior pelo o dobro da velocidade dos carros e falta de iluminação pública. Nem vou considerar o viaduto Pompéia, aquele caos…

    Semana passada quase virei estatística na Ponte do limão por causa de um Fiesta da década de 90. Me fechou na alça de acesso quando retornava para casa.

    Deixo aqui meu protesto não só pelas pontes que trafego, mas por todas não terem a mínima segurança e nem estarem no projeto.

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    • Willian Cruz

      JMario, as pontes de nossa cidade, em grande parte projetadas como alças de acesso, representam realmente pontos de risco para ciclistas e até pedestres, tendo sido quase todas planejadas exclusivamente para o automóvel. Algumas, nem calçada têm! E isso precisa mudar. Pretendo abordar o assunto futuramente aqui no Vá de Bike.

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  • Rafael

    Dando uma de hacker 😛
    O site “ainda não estreiado”* do Bike Sampa revela, além das 6 estações já conhecidas, mais 4 estações em implementação. Todas na Vila Mariana.

    *O endereço http://www.bikesampa.com.br ainda não entrou no ar, mas dá pra acessar por aqui: http://www.mobilicidade.com.br/bikesampa.asp

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  • Leonardo Augusto

    Sobre as bicicletas alugáveis que começará amanhã, qual a diferença dessas para aquelas oferecidas no metrô. Que por falta de incentivo e estrutura caiu no esquecimento.

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  • Rafael

    O aplicativo para Android do sistema Bike Sampa (o mesmo que já ocorre no Rio e foi citado aí em cima) já está disponível no Google Play. De graça. https://play.google.com/store/apps/details?id=com.mobilicidade.bikesampa
    Ainda tem alguns erros, devem corrigir após o lançamento oficial, amanhã.
    Já dá pra ver as 6 estações na Vila Mariana. Sesc, ESPM, Cinemateca, Belas Artes, etc…
    Achei interessante o Termo de Adesão (sim, eu leio hahaha) citar que não pode andar de bike na areia (ok) ou possas d’água (!!) ;DDD

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  • Mariana

    Só completando: entre a saída Vila Olímpia da da ciclovia do Rio Pinheiros e a Estação Berrini da CPTM…

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  • Mariana

    Olá, estou em busca de uma ciclorrota entre a saída da ciclovia do Rio Pinheiros e a Estação Berrini da CPTM (também próxima à ciclovia, mas ainda sem o necessário acesso). Dei uma olhada no mapa de ciclorrotas da cidade de São Paulo e reparei que este trecho não é englobado pelo “centro expandido” da cidade, apesar de muito movimentado. Alguma sugestão? obrigada,

    Mariana

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  • Luis

    Infelizmente ciclo rota somete nos bairro de maior poder, queria ver isto acontecer na estrada do M´Boi Mirim e Estrada do Guarapiranga, ninguem olha para ná da periferia.

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  • Gustavo

    Oi
    Passei pelo local hoje e vi pintadas em vários lugares. Na frente da Cinemateca, até o Instituto Biológico, etc. Tá tudo lá, só não vi placas, como em outras rotas.
    Inclusive a reforma da calçada da Cinemateca ficou bem boa, pois agora aquele largo não é mais só dos carros como antes, e sim também de pedestres e bicicletas.
    Daí pensei: óbvio que deveria ter uma ciclorrota bem mapeada por aqui, é do lado da Cebrap.
    Já tinha o arquivo em pdf, mas parece que se consegue uma cópia em papel na própria Cebrap.
    De certa forma, concordo com o Fábio Montarroios, deve-se tomar cuidado para o avanço em termos de convívio não vire segregação, dando a impressão que ciclistas só podem usar os lugares co o chão pintado. Sei que não é essa a intenção, mas pode vir a ser o reverso da moeda.

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  • sergio

    encontrei também na rua pelotas, perto do sesc vila mariana e na humberto primo. faço esse caminho voltando da usp à noite.

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  • Natália Dias

    Mas esse mapa tem q imprimir em fl de plotagem, né? Tipo folha A0?

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  • fabio montarroios

    desculpe, mas não posso compartilhar do entusiamos com as ciclorotas sinalizadas deste modo, com pinturas no chão, pois se uma placa, fixada no poste e até mais visível e mais, digamos significativa em termos simbólicos, de limite de velocidade é constantemente ignorada, esta pintura no chão, assim como aquela “devagar” que antecede curvas ou trechos que requeiram redução da velocidade, também serão ignoradas a curto prazo. só se moramos em planetas diferentes, pois na minha região, zona norte, todo motorista me ultrapassa, quando estou de bike, não reduzindo a velocidade, mas acelerando (e forte)… acredito que se a CET continuar considerando assim, o propósito das ciclorotas será também de arremedo, pois, e apesar de ser um estudo sofisticado do qual já fiz uso várias vezes, ele indica ao ciclista como “fugir” do trânsito pesado e, convenhamos, se todos temos direitos, por que diabos precisamos fugir? as ciclorotas devem ser consideradas como o lugar mais indicado para instalação de ciclovias… ainda acho temerário este estímulo ao compartilhamento das ruas com veículos pesados e motoristas (não todos, claro) q se comportam como verdadeiros cretinos…

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  • Renie Robim

    Willian,

    Passo praticamente todo dia na ciclorrota da mooca e gostaria de uma ajuda sua. Há um trecho que é subida, a via é de duas mãos, há carros estacionados, o que acontece é que é um trecho que o motorista se irrita facilmente, pois não consegue ultrapassar o ciclista e o ciclista acaba segurando o trânsito, pois tem que ocupar toda a faixa, mesmo sinalizado, é normal buzinas e xingamentos. Gostaria de entrar em contato com a CET e ver se eles conseguem fiscalizar este ponto, ou proibir estacionamento do lado direito da pista. A parte que falo fica mais ou menos na altura do número 700 da serra de jairé.

    Um abraço

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  • ALAN THISTED

    Willian, o que seriam as bicicletas compartilhadas citadas no começo do texto?

    Passo na ciclorrota parque da Água Branca – Villa Lobos todo dia e a mesma continua sem as placas de velocidade máxima de 30 km/h, já que é uma via compartilhada conosco. O trecho onde mais levo finas é justamente entre a Pompéia e Sumaré, e nesse trecho alguns veículos chegam a atingir 60 km/h, mesmo com os semaforos. Sem essa sinalização e sem fiscalização, continuamos a ser um empecilho aos veículos que se julgam donos das ruas e ficamos sem a garantia de segurança.

    Parabéns por mais essa matéria. Abraço e bons pedais!

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    • Paulo

      Esse pedaço da ciclorrota da Lapa é tenso mesmo.

      Não é à toa que houve um acidente, no domingo do dia 20/05 (8 da manhã!) envolvendo um ciclista e um ônibus, em plena ciclorrota. Parece que foi no cruzamento da Bartira com a Cayowaa… Aliás, alguem ficou sabendo de mais infos sobre esse caso?

      A sinalização da ciclorrota é uma grande conquista, mas ainda é muito pouco se não for respeitada pelos motoristas!

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      • ALAN THISTED

        Ali tem um trecho onde circula o Aeroporto-Perdizes, é bem perto de onde moro mas nao fiquei sabendo de nada no dia, mesmo porque tinha a Feira da Pompeia, evento que mobilizou mais de 50 mil pessoas nas ruas o dia todo.

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    • Willian Cruz

      Alan, é o serviço de aluguel de bicicletas. Quanto ao trecho tenso e sem sinalização vertical, entre em contato com a CET através do Fale Conosco: http://www.cetsp.com.br/

      Ou abra uma reclamação no site da prefeitura: http://sac.prefeitura.sp.gov.br/

      Abraço,

      Willian Cruz

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  • Leandro

    Legal, Willian, vamos caminhando pouco a pouco. E, como de hábito, muito bom o texto comemorativo de mais esta sinalização.

    Mauro, infelizmente não há uma “versão digital” para o mapa das Ciclo Rotas. A impressão inicial, de apenas 1.000 exemplares, esgotou rapidamente. Há possibilidades de no futuro ele ser incorporado ao Gmaps, virar app para smartphone etc, mas nada de concreto no curto prazo.

    Por ora, é possível baixar um PDF aqui:
    http://www.cebrap.org.br/v2/researches/view/131

    Abraços,
    Leandro.

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  • Mauro-SP

    Willian ou demais colegas, alguém tem a informação sobre o trajeto completo dessa ciclorrota que passa por Vila Mariana? Onde ela começa e onde termina? Já existe uma versão digital das ciclorrotas de S. Paulo?

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