Como passar as marchas da bicicleta

Foto: Willian Cruz

Foto: Willian Cruz

Uma dúvida que assola os iniciantes é como passar as marchas de forma correta. Este artigo tenta esclarecer essa questão, em linguagem simples e clara.

Nas bicicletas que têm engrenagens de marchas apenas na roda traseira – ou marchas internas, dentro do cubo (eixo) – não há muito segredo: um único passador é responsável pela mudança e é fácil perceber se a bicicleta está ficando “leve” ou “pesada”, o que torna a passagem de marchas bastante intuitiva.  Entretanto, quando há passadores dos dois lados do guidão, muita gente acaba se confundindo. Não se preocupe, isso é normal. Estamos aqui para te ajudar.

A explicação contida neste artigo é detalhada. Se não tiver paciência de ler tudo, pule direto para o box azul escrito Resumo, ali no meio da página.

Dúvidas?

Envie sua dúvida para o e-mail contato@vadebike.org, com o assunto “Dicas Shimano“.
Ela pode resultar em uma matéria completa sobre o assunto e você ainda receberá um conjunto de nossos adesivos! \o/

Passador Revoshift. A parte bojuda é rotacionada com a mão para fazer a passagem de marcha.

Passador Revoshift. A parte bojuda é rotacionada com a mão para fazer a passagem de marcha.

Passadores

Em bicicletas que tenham apenas câmbio traseiro, há um único passador, geralmente no lado direito do guidão. Quando a bike tem câmbio dianteiro e traseiro, há dois passadores: um no lado esquerdo do guidão e outro no lado direito. Na esquerda, você tem sempre duas ou três posições; no lado direito, a quantidade varia de acordo com a quantidade total de marchas que você tiver (multiplique um número pelo outro para saber o total de marchas da sua bicicleta).

Sistema rapid-fire. Em destaque, a alavanca utilizada com o indicador. A alavanca do polegar fica embaixo do conjunto.

Sistema rapid-fire. Em destaque, a alavanca utilizada com o indicador. A alavanca do polegar fica embaixo do conjunto.

Os passadores podem ser de alavanca simples, duas alavancas (rapidfire,  EZ-fire, trigger shifter) ou de girar (grip shift, Revoshift).

Nos de alavanca simples, há uma única alavanca pequena que, conforme movida para um lado ou outro, aumenta ou diminui de marcha. Algumas bicicletas de estrada mais antigas têm essa alavanca no quadro, mas é um modelo pouco comum hoje em dia.

Os de alavanca dupla ou rapid-fire/EZ-fire têm alavancas separadas para aumentar e para diminuir, dispostas estrategicamente perto dos dedos indicador e polegar, de forma que você suba a marcha com um dedo e desça com o outro, tornando a passagem mais simples, rápida e eficiente.

O sistema Revoshift ou grip-shift  é formado por uma cobertura giratória próxima à manopla, que envolve parte do guidão e aumenta ou diminui a marcha conforme girada.

O que significa “Sistema Indexado”?

dica shimano

Foto: Orin Zebest (cc)

O sistema antigo de marchas funcionava como um rádio com dial manual, onde você tinha que acertar o ponto “na mão”. Foto:Orin Zebest (cc)

Até bem pouco tempo atrás a tecnologia de mudança de marchas era simples. Enquanto o ciclista pedalava, o câmbio traseiro ou dianteiro, acionado pelo cabo da alavanca de mudança de marchas, empurrava a corrente até ela engatar no próximo pinhão do cassete ou na próxima coroa do pedivela. Simples assim, era como se mudava a marcha da bicicleta. Acontecia muitas vezes, porém, do ciclista acionar demais ou de menos a alavanca, fazendo com que a corrente engatasse numa outra marcha. Com isso, muitas vezes o ciclista tinha que olhar para baixo para se certificar de que a marcha correta havia entrado. Era como tentar mudar de estação naqueles rádios antigos…

Foto: jypsygen (cc)

Como a troca de estação em um rádio digital, um botão faz a mudança de marcha, parando automaticamente na posição correta. Foto:jypsygen (cc)

A Shimano viu esta dificuldade e seus engenheiros procuraram solucionar o problema. Após muito estudo, tentativas, testes e mais testes, a empresa inovou e apresentou ao mundo a tecnologia SIS: Shimano Index System (Sistema Indexado Shimano). O SIS consistia em uma indexação da mudança de marchas: agora, o ciclista não tinha mais que “caçar a marcha certa”; com o SIS, ao fazer a mudança de marcha, ela engatava automaticamente e o ciclista ouvia um “clique”, o que lhe dava a certeza de ter mudado a marcha!

Assim a Shimano contribuiu definitivamente para a indústria da bicicleta, tornando o SIS um padrão da indústria mundial e facilitando a vida dos ciclistas profissionais e dos ciclistas de final de semana. Quando andar em sua bicicleta e estiver mudando as marchas, independente dos componentes serem Shimano ou não, lembre-se: aquele “clique” que você escuta ao mudar a marcha foi um desenvolvimento da Shimano.

Simples ou indexado

O sistema de câmbio pode ainda ser simples ou indexado. Os sistemas rapid-fire/EZ-fire são sempre indexados; os outros sistemas podem ser indexados ou não.

No câmbio indexado, conforme você troca de marcha nos passadores, a corrente “passa” para o lugar exato onde ela deve estar para que a próxima marcha entre e ouve-se um “clique”.

Já nos sistemas mais simples, é você quem tem que acertar o ponto da corrente para ela entrar na posição correta. Você saberá que ainda não está na posição correta se estiver fazendo barulho, enroscando, etc. A experiência de usar um sistema desses costuma ser bastante ruim.

O sistema indexado geralmente é mais vantajoso, mas precisa estar sempre regulado. Quando o câmbio desregula, ainda que milimetricamente, a passagem de marchas se torna difícil e às vezes a marcha não entra. O sistema se desregula com o uso, isso é normal, mas os conjuntos mais modernos levam mais tempo para desregular e tem a regulagem simplificada, podendo ser ajustados sem ferramentas e até mesmo sem parar a bicicleta, com dispositivos junto aos passadores.

Quando o mecanismo desregula, as marchas não passam corretamente e ficam “arranhando”, ou ficam pulando de uma posição para outra enquanto você pedala, o que pode até ocasionar uma quebra da corrente.

A maioria das mountain bikes tem três coroas, o que significa três posições possíveis para o câmbio dianteiro.

A maioria das mountain bikes tem três coroas, o que significa três posições possíveis para o câmbio dianteiro.

Passando as marchas

O passador do lado esquerdo move o câmbio dianteiro, que são as marchas das coroas – engrenagens que ficam no pedivela (onde se pedala). Elas têm esse nome porque se assimilam a uma coroa. A semelhança é remota, admito: parecem-se mais com coroas de espinhos do que com coroas de jóias. :)

No lado direito, move-se o câmbio traseiro, que chamamos também de catraca ou cassete (pronuncia-se K7). Há uma diferença técnica entre esses dois termos, mas ela não importa agora: qualquer dos dois que você usar, será entendido. Alguns ciclistas mais antigos chamam também de pinhão.

A ordem da passagem das marchas não é sequencial. Há uma sequência lógica, mas parece ser meio misturado mesmo. Para os exemplos abaixo, usei uma relação típica de 21 marchas, a mais encontrada no mercado, mas mesmo que sua bicicleta tenha uma quantidade diferente de marchas, você entenderá os exemplos.

A ordem correta para passar as marchas em um bicicleta de “21 velocidades”, em termos de esforço crescente, é a que está listada abaixo. Considere o primeiro número de cada par como a marcha da frente (a da coroa, geralmente do lado esquerdo do guidão) e o segundo como a de trás (catraca). Em ambos os casos, a marcha 1 é a mais leve (em algumas bicicletas, vem marcada com um L, que representa “low” – baixa).
1-1 / 1-2 / 1-3 / 2-2 / 2-3 / 2-4 / 2-5 / 2-6 / 3-5 / 3-6 / 3-7

Mas não tente decorar! Você vai perceber aos poucos qual a melhor passagem de marchas. Vai entender, por exemplo, que a 2-2 é realmente mais “pesada” para pedalar que a 1-3. Você pega isso na prática e acaba se tornando instintivo, por enquanto é só entender que elas são um pouco “misturadas”.

Resumo

O melhor mesmo é entender que marcha leve de um lado combina com marcha leve do outro!

1 na frente, 1 ou 2 atrás
2 na frente, 2 até a penúltima marcha na direita
3 na frente, duas últimas marchas atrás

É bem mais fácil de lembrar e funciona bem. Você usa a 1 e a 2 na direita com a 1 na esquerda, depois passa a esquerda pra dois e vai subindo a direita até a 6, depois muda a esquerda para 3 e depois usa a última na direita. Aos poucos você vai fazendo as variações, conforme pegar o jeito.

Se ainda assim estiver muito complicado, coloque a corrente na coroa do meio e mantenha ela ali, trabalhando apenas com o câmbio traseiro, até se acostumar.

Devo me preocupar com isso?
Segundo a Shimano, não. Se estiver com um grupo de componentes de sua fabricação, bem regulado e devidamente montado na bike (compatível, ajustado, etc.), o ciclista pode utilizar todas as marchas de sua bicicleta, sem se preocupar com o câmbio cruzado. O importante é evitar as marchas pesadas nas subidas e as marchas leves nas descidas.

Câmbio cruzado

Existem algumas combinações de marchas que evitamos, para não forçar o mecanismo: repare que se você colocar a 3 na esquerda e a 1 na direita, ou a 1 na esquerda e a 7 na direita (ainda no nosso exemplo de 21 marchas), a corrente fica muito esticada e um pouco torcida, desalinhada em relação ao quadro. Em alguns casos, ela fica até fazendo barulho, por roçar no mecanismo do câmbio dianteiro. Isso é o que chamamos de câmbio cruzado.

Essas posições forçam o conjunto todo e exercem uma pressão lateral para a qual, em muitos casos, a corrente não foi projetada para suportar. Como resultado, há desgaste prematuro do conjunto e em alguns casos até quebra da corrente. Evite as seguintes combinações: 1-6, 1-7, 3-1 e 3-2 (novamente tendo como base 21 marchas), ou seja, as duas combinações mais extremas de cada ponta. Se puder evitar também o 2-1 e o 2-7, também ajuda.

Quer dizer então que eu comprei uma bicicleta com 27 marchas mas não devo usar todas? Exatamente. A quantidade total de marchas representa apenas a quantidade de combinações possíveis, mas na prática não é recomendável usar todas. E, sinceramente, você não sentirá falta alguma dessas combinações. Não porque 27 ou mesmo 21 marchas sejam demais, mas sim porque o que importa são os limites máximo e mínimo de esforço/velocidade na pedalada. A combinação mais pesada em uma relação de 27 permitirá velocidade maior que a combinação similar de uma de relação de 18 – e a mais leve é *bem* melhor para as subidas em uma 27 do que em uma 18.

Passando mais de uma marcha por vez

Alguns sistemas permitem ao ciclista passar mais de uma marcha por vez. Isso deve ser feito apenas no passador da direita (câmbio traseiro), tanto para diminuir quanto para aumentar a marcha. Alguns câmbios indexados do tipo rapid-fire permitem fazer a mudança de duas em duas ou até de três em três marchas na relação traseira, com uma pressão mais forte do polegar.

Não é recomendável fazer isso na marcha dianteira (esquerda), senão a corrente pode enroscar no mecanismo ou até cair para fora das coroas.

Subidas

Nas subidas torna-se mais difícil passar a marcha, porque você está fazendo uma força de tensão maior na corrente ao pedalar. Isso dificulta ao mecanismo passá-la para outra posição, principalmente no câmbio dianteiro. A corrente “gruda” na coroa em que está: se estiver na frente, vai ficar fazendo barulho sem sair do lugar; atrás, mudará com um estalo, com impacto prejudicial na corrente.

Para facilitar essa passagem, pedale um pouquinho mais forte antes de fazer a passagem e, então, diminua a força que você está aplicando na pedalada enquanto faz a passagem, para fazê-lo girando mais leve, sem muita tensão na corrente. Para quem dirige automóveis, é mais ou menos o mesmo conceito da passagem de marchas em um carro, em que para subir a marcha você primeiro acelera um pouco, para então aliviar a aceleração enquanto pisa na embreagem e faz a passagem. Na verdade, usando essa técnica em um bom e velho Fusca você consegue até passar a marcha sem pisar na embreagem! :)

Cambio de Marcha Interna Nexus
dica shimanoSe mesmo após ler este artigo você ainda considera mudanças de marcha na bicicleta um assunto complicado, talvez um Cubo de Marcha Interna seja uma solução perfeita para você.

Veja só:

    • Os Cubos Nexus da Shimano possuem 3 ou 8 marchas;
    • Trocar a marcha é fácil: basta girar a alavanca Revoshift e você faz a mudança, tornando-a mais leve ou mais pesada (para mais ou menos velocidade)
    • A mudança da marcha pode ser feita com a bicicleta parada ou em movimento!
    • Você não precisa fazer cálculos ou pensar em que marcha ou velocidade está, apenas vá mudando de marcha para encontrar a velocidade ideal para o seu pedal
    • Os Cubos Nexus não desregulam. A corrente não corre risco de cair
    • Os Cubos são selados e totalmente protegidos contra intempéries: a manutenção é feita em média de 2 em 2 anos
    • Os Cubos de Marcha Nexus são perfeitos para a mobilidade urbana: o sistema é utilizado em vários sistemas de bicicletas compartilhadas no Brasil, justamente pela facilidade de uso e baixa manutenção
    • Por serem simples na operação, são também indicados para bicicletas infantis, de passeio, urbanas e bicicletas femininas
    • Por fim, sua bicicleta fica com um visual clean e bonito sem câmbios dianteiro, traseiro e cassetes!

Experimente! ;)

Dúvidas?

Envie sua dúvida para o e-mail contato@vadebike.org, com o assunto “Dicas Shimano“.
Ela pode resultar em uma matéria completa sobre o assunto e você ainda receberá um conjunto de nossos adesivos! \o/


91 comentários para Como passar as marchas da bicicleta

  • sandro

    Oi Willian,estou precisando de uma ajuda! Comprei uma Caloi 10 modelo novo(12 marchas),queria saber como funciona a troca de marchas dessa Caloi.Desde já ,agradeço!

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • Gilberto Couto

    Boa William! Belo post, muito bem explicado!

    Mas eu estou com uma dúvida, e penso que talvez tenha sido enganado pelo vendedor. Troquei o passador de marchar e cambio de minha bike por outros da Shimano, sendo que o passador é de modelo rapidfire; beleza, o passador do cambio do peão é de facil manuseio, basta um “toquinho” e a corrente já foi, mas o da coroa… Caramba, tenho que levar o dedo la na frente, tendo que descer a minha mão no guidom para isso. Levei na loja onte instalei e o vendedot, claro, disse que estava funcionando corretamente, que era assim mesmo, e que isso não tem regulagem. Pergunto: ele está certo? Em minha cabeça, o passador da coroa deveria estar adaptado à seus tres estágios e permitir uma troca mais fail e ágil. Ainda não consegui encontrar uma outra pessoa com esse tipo de passador para tirar a prova real.
    Obrigado a todos e um abraço!

    Thumb up 0 Thumb down 0

    • Oi, Gilberto. É difícil avaliar, pode ser tanto uma dificuldade de adaptação, caso você esteja acostumado com o grip shift, quanto o modelo do câmbio dianteiro. Alguns realmente são bem “fundos” e não tenho certeza se é possível regular isso, pode ser uma característica do câmbio (e não do passador). Acho que cabe uma segunda opinião, com o mecânico de outra loja.

      Thumb up 1 Thumb down 0

  • Mariana

    tenho uma caloi vitus tem 2 semanas de uso e os dentes das 3 coroas dianteiras estao desgastados e alguns ate quebrados… o que houve?
    Alguem pode me ajudar?
    Obrigada

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • Cadu

    Parabéns brother, muito boas as dicas!
    Obrigado.

    Thumb up 1 Thumb down 0

  • Carlos Moreno

    Gostei da dica , sempre fiz caminhdas longas a pé agora comprei duas bike para mim e esposa para curtir nas pistas de ciclovia , foi muito importante essas dicas pois sempre tive dificuldades por isso optava por caminhdas , apesar que não vou deixar de faze-las .

    Thumb up 3 Thumb down 0

  • CARLOS ALBERTO DUARTE

    Estou voltando para as bicicletas, depois de um longo período afastado. Então, viajo pelos sites de bikes, vendo videos, pegando dicas, enquanto reformo uma velha amiga bike que já estava meio enferrujada. Tomo a liberdade de deixar minha modesta opinião de como usava o cambio em pequenas viagens que fiz há uns 40 anos atras. Como numa viagem a pressa é inimiga, pedalava com o cambio de traz numa marcha média, e ia mudando apenas as tres da frente. Se fosse necessário, subia ou descia uma ou duas marchas atras. Espero ter ajudado um pouco.

    Thumb up 1 Thumb down 0

  • ela é grip-shift o passador da minha bike

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • Bem minha bicicleta tem 10 marchas (7 á tras e 3 na frente)ela é novinha acabei de comprar mas quando vc passa para a 2 ela nao vai para a 2 coroa ela fica na primeira ai eu passo para 3 ai que ela vai para segunda isso me irrita oq fasso?

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • david paulo

    valew me ajudou muito mais so uma pergunta se é comum a corrente fica tipo arranhado o cambio dianteiro

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • não entendi muito bem a questão das marchas. então se eu quiser uma marcha bem pesada eu colocaria na marcha 3 (esquerda) e 7 (direita)? Da mesma forma se eu quisesse algo bem leve, eu colocaria 1 na esquerda e 1 na direita?. obrigado

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • gostei muito das explicações! Eu não tinha noção alguma da importância das trocas de marchas. Ajudou muito.

    Thumb up 3 Thumb down 0

  • Nick Vila Maior

    Post excelente que sempre vale a pena lembrar e reciclar, ou recomendar aos amigos iniciantes!

    Thumb up 1 Thumb down 0

  • Julia

    Ajudou bastante! O seu texto foi o mais esclarecedor que encontrei! Obrigada! :)

    Thumb up 2 Thumb down 0

  • Italo Marques\Pe

    Obrigado colega pela dica vai me ajudar muito essa é a resposta de parar de quebrar as machas, vou ter uma grande economia kkkk abraços gostei do blog bem informativo bom pra quem é ciclista como eu kkk tchau.

    Thumb up 2 Thumb down 0

  • banger

    Como saber se a bike é cambio cruzado ou não ?

    Thumb up 0 Thumb down 0

    • Oi, Bangert. “Câmbio cruzado” é na verdade uma expressão que representa uma combinação de marchas que estica e torce a corrente, danosa para o mecanismo. Alterei a redação do texto para tornar isso mais claro.

      Comentário bem votado! Thumb up 5 Thumb down 0

  • Arthur

    meu passador e shimano rapid-fire, e agora eu gostaria de saber se ele esta desregulado ou quebrado quando passo as marchas da catraca ele passa normalmente mas ele n volta a posição inicial após a passagem,me obrigando assim a fazer ele voltar manualmente se quiser passar a marcha novamente. oque pode ser ?

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • cleide

    Oi, William. Agradeço pelas dicas, comprei uma bike e estava com muitas dúvidas, pois nunca tive uma com marchas, mas agora acho que vai dar pra curtir melhor minha magrela! Valeu mesmo, Cleide.

    Thumb up 2 Thumb down 0

  • Adriana

    Oi William! Obrigada por responder. Verifiquei minha bike e vi q está na coroa do meio mesmo. Vou seguir seu conselho e deixar assim. Um abraço e feliz 2013!

    Thumb up 3 Thumb down 0

  • Ramom Rodrigues

    Eu estou com dificuldades quando estou na marcha 2/3 (2frente 3atras) e quero passar pra 1/2 ai fica muito leve, não seria melhor passar pra 1/3 e depois pra 1/2?????

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • Adriana

    Oi William!

    Sou iniciante nas pedaladas e seu post me foi muito útil. Mas o trocador de marchas da minha bike é o shimano tz20 (se colocar no google aparece a imagem). O trocador da esquerca (coroa) não tem números, e sim um indicador de nível de intensidade (- ou +). Como posso saber quando está na coroa maior ou menor?? Eu queria deixar em uma posição intermediária, em que não precisasse ficar trocando as coroas e pudesse usufruir a maior variedade de posições da catraca. Agradeço muito sua ajuda!

    Thumb up 0 Thumb down 0

    • Adriana, sem testar seu passador é difícil saber, mas provavelmente o sinal de menos corresponde à numeração menor e o sinal de mais à maior.

      Mude a marcha dianteira para ficar na coroa do meio, não mexa mais e seja feliz. :) Pelo menos até você ter intimidade suficiente com o câmbio para experimentar mudanças na coroa quando chegar naquele subidão…

      Thumb up 2 Thumb down 0

  • Guilherme

    Acho que há um modo mais simples e funcional.

    Aprendi desse jeito, conheço muitos que usam essa técnica e nunca houve problemas com câmbios ou desregulagens.

    Coroa pequena: usar com as 3 catracas maiores.

    Coroa do meio: usar com todas as catracas.

    Coroa maior: usar com as 3 catracas menores.

    Comentário bem votado! Thumb up 10 Thumb down 0

  • Olá amigos,,,,,gostei muito do blog,
    e queria convida voces pra fazer parte da minha pag.. no facebook
    curt.. ae tem muita coisa legal pra quem e fanatico no Ciclismo ;p
    http://www.facebook.com/ciapedalataquari

    Thumb up 0 Thumb down 1

  • Luiz Coimbra

    Luiz

    Willian , comprei minha byke hoje (3X9) e como iniciante estava com muita muita dúvida com relação a mudança de marchas. Seu artigo foi de grande valia para mim, e caso tenha alguma dúvida recorrerei a vc. Abs.

    Thumb up 2 Thumb down 2

  • célia fernandes

    eu li tudo confesso tenho várias duvidas em relação a passagem de marchas mas creio que com a prática aos poucos eu chego la eu agradeço as dicas mesmo vou fazer o possivel p usar as marchas de maneiras correta.

    Thumb up 2 Thumb down 0

  • Valdson

    Willian, acho que aquele 1-4 está sobrando na sequencia do texto, não?
    Corrigindo, ficaria assim:
    1-1 / 1-2 / 1-3 / 2-2 / 2-3 / 2-4 / 2-5 / 2-6 / 3-5 / 3-6 / 3-7

    Eu uso um pouco diferente, de um jeito que eu escolhi por ficar mais bem distribuído o número de marchas em cada coroa. Nesse esquema que vc mostrou ficam 5 marchas na coroa do meio e 3 nas das pontas, no que eu escolhi ficam 3 na do meio e 4 nas das pontas:
    1-1 / 1-2 / 1-3 / 1-4 / 2-3 / 2-4 / 2-5 / 3-4 / 3-5 / 3-6 / 3-7

    Mas lendo esse seu texto tive a ideia de começar a usar um esquema um pouco diferente, de modo a tentar diminuir as mudanças na coroa. A ideia seria usar uma sequencia na subida de marchas, e outra na descida.
    Subindo:
    1-1 / 1-2 / 1-3 / 1-4 / 2-3 / 2-4 / 2-5 / 2-6 / 3-5 / 3-6 / 3-7
    Descendo:
    3-7 / 3-6 / 3-5 / 3-4 / 2-5 / 2-4 / 2-3 / 2-2 / 1-3 / 1-2 / 1-1

    Thumb up 3 Thumb down 0

  • Luis

    Boa explicação. Quando comecei a fazer isso me confundia um pouco, mas acostuma.

    Agora, uma dúvida relacionada a uma parte do texto. Há algum jeito de saber que a corrente está desgastada para repará-la preventivamente? Algum ruído ou dificuldade de engatar? Faço revisão completa a cada 6 meses, mas se possível gostaria de saber identificar os sintomas, supondo que isso seja possível. Até hoje, só quebrei uma corrente (quando utilizava apenas a coroa maior)… perto de casa, para minha sorte.

    Abs

    Thumb up 2 Thumb down 0

    • Luis, se a catraca “pula” um elo da corrente, é porque já está numa situação bem ruim. Há uma ferramenta que mede o desgaste da corrente, que vai “esticando” com o tempo. Troque-a a cada 2 mil km no máximo. Há quem faça um rodízio: corrente nova por 1000km, depois troca por outra nova guardando a primeira; quando essa segunda atinge os 1000km, troca de volta para a primeira, para rodar mais mil nela, que depois disso é descartada; usa-se a segunda por mais mil e reinicia-se o ciclo. Isso aumentaria a durabilidade do cassete e da coroa, porque usar a mesma corrente até o final causa um desgaste nas engrenagens que “casa” com a corrente gasta, impossibilitando seu uso com uma corrente nova depois. Um bom mecânico poderá lhe explicar isso melhor.

      Comentário bem votado! Thumb up 7 Thumb down 0

      • Luis

        Valeu pela dica! Minha corrente que quebrou tinha exatamente o mesmo sintoma da primeira linha… achei que era regulagem e fui empurrando… minha corrente atual está nos 800Km, bom momento de fazer essa pergunta! Abs

        Thumb up 3 Thumb down 0

  • [Comentário oculto devido a baixa votação. Clique para ler.]

    Esse comentário não tem feito muito sucesso. Thumb up 0 Thumb down 29

  • roberta

    O texto está ótimo, só fiquei com uma dúvida: qdo vc diz posição “1″ da coroa vc se refere a menor ou a maior coroa ????

    A mesma pergunta faço em relação a posição “1″ por exemplo da catraca: é a menor ou a menor das catracas?? Obrigada!

    Thumb up 2 Thumb down 0

  • Órion Brasil da Costa

    Boas dicas que vão acelerar meu processo de aprendizagem. Muito obrigado.

    Thumb up 2 Thumb down 0

  • Gostei muito. Comprei uma bicicleta recentemente e não tenho experiência sobre o assunto. Esclareceu as minhas dúvidas sobre a passagem correta das marchas. Obrigado.

    Thumb up 3 Thumb down 0

  • Francisco Godoy

    Boa noite, na verdade eu gostaria muito de tirar uma dúvida, e desde já agradeço a quem puder me ajudar.
    Gostaria de saber se há problema de câmbio cruzado quando vc tem apenas duas coroas numa mountain bike, ou eu posso usar todas as engrenagens do cassete?
    Particularmente, penso que não, não há nenhum problema, pois a corrente não chega a ficar excessivamente cruzada, mas de qquer modo gostaria de ouvir a opinião de experts.
    Obrigado,
    Francisco Godoy

    Thumb up 0 Thumb down 1

  • Rodolfo

    Galera, não sei se estou fazendo a perguntan o local correto, mas caso não esteja me desculpem de antemão. O passador das marchas da minha bicicleta é um desses de girar e estou tendo uma dificuldade enorme na hora de mudar o do punho esquerdo, ou seja, mudar a coroa, né? Na maioria das vezes que tento realizar a passagem, a corrente faz um barulho estranho e geralmente não muda na primeira vez. Alguém saberia me dizer o que seria esse problema e se seria o caso de modificar o passador?

    Valeu !

    Thumb up 0 Thumb down 0

    • Ricardo Camara

      Parece problema de regulagem do câmbio. Pode ser também a qualidade dele. A Caloi por exemplo, vem cada vez mais eliminando o câmbio Shimano das bicicletas mais baratas e instalando o câmbio de marca própria, que não é lá estas coisas e venho tendo problemas parecidos e a culpa é colocada por diferentes bicicletários, inclusive autorizadas, na qualidade do câmbio. Tenho duas bicicletas antigas, de categorias inferiores a atual, uma delas Caloi, porém com câmbio Shimano e funcionam bem melhor, principalmente nas marchas da frente (coroa). Obs.: a versões atuais destas bicicletas não vêm mais com câmbio Shimano.

      Thumb up 3 Thumb down 0

  • Moreira

    Sem duvida existe pessoas de bom coração no nosso planeta ; E voçê é uma delas,obrigadão…..

    Thumb up 3 Thumb down 0

  • Neto Goulart

    Cara, parabéns pelo blog, já esta no meu favoritos. Comecei a pedalar esta semana e realmente não entendi nada. Tenho uma caloi snake 21v. Na manopla direita tenho 1 a 7 posições e na esquerda a letra H com 10 posições e no final a letra L, e não sei mesmo o que fazer, vou testando e vendo, pelo que pewrcebi conforme mudo (1a7) e não troco na esquerda, começa um barulho estranho que se mudo na esquerda melhora. Mas vou levando
    abraços e mais uma vez parabéns pelo blog
    Neto

    Thumb up 1 Thumb down 1

  • Vinicius

    Segundo dúvidas, aí vai:
    - 1 será sempre a mais leve.

    Para as Coroas (Dianteira):
    - 1: coroa MENOR, mais leve (Low)
    - 2: coroa intermed., média
    - 3: coroa MAIOR, mais pesada (High)

    Para as catracas (Traseira):
    - 1:catraca MAIOR, mais leve (Low)
    - …
    - 7:catraca MENOR, mais pesada (High)

    Espero ter ajudado,
    grande abraço,
    PARABÉNS pelo blog,

    Vinicius Ribeiro.

    Comentário bem votado! Thumb up 20 Thumb down 0

  • fabiana

    Depois que enviei meu comentario é que li os outros comentarios; na resposta q vc deu a Marlon respondeu a minha, so que eu queria entender a macha 1 da esquerda usa-se quando comeca pedalar com a direita na 1 depois na 2 ai passa para a 2 na direita ate a 6 na esquerda , dai na 6 pula para a 3 na direita e fica 3 e 6 depois para 3 e 7 e se estivessimos antes de uma subida, como seria? eu teria que passar de vez para a 2 na direita e a da esquerda para a 6? e se tivesse que usar a 1 coroinha rapidamente como seria?

    Comentário bem votado! Thumb up 5 Thumb down 1

  • Fabiana

    Gostei muito do seu artigo sobre as machas, mas queria um esclarecimento : quando vc fala macha 1,2 3 da esquerda , a 1 é a coroinha? fiquei meia confusa, pois quero aprender passar as machas corretamente, porque nas trilhas nao estou conseguindo subir ladeiras e faço confusão com as machas.

    sds,

    Fabiana

    Thumb up 3 Thumb down 0

  • Rose

    Gostei muito da explanação sobre as marchas. Muito boa mesmo. Eu comecei a descobrir, instintivamente, isso depois que comecei a pedalar longas distâncias.

    Comentário bem votado! Thumb up 4 Thumb down 0

  • Eduardo Luedy

    quando vc diz que a melhor ordem é:
    1-1; 1-2, eu entendo.
    Mas 2-1, eu não entendo! E mesmo a 3-1, que vc mesmo não recomenda. Por favor, se for possível, explique essas combinações.
    A dica que me deram quando eu comecei a rodar de bike foi justamente a que vc colocou mais abaixo em seu post:
    1 na esquerda, 1 ou 2 na direita
    2 na esquerda, 2 a 6 na direita
    3 na esquerda, 6 ou 7 na direita

    Por isso, fiquei sem entender as outras que vc lista mais acima.
    Abraços e parabéns pelo excelente blog.
    eduardo

    Thumb up 3 Thumb down 2

  • Rafael

    Cara, bem legal. ACABEI de comprar uma bike de 18 marchas, amanha levo ela pra ser montada na autorizada da empresa. Sem esse guia eu acho que iria escangalhar a bicicleta! Muito legal essa dica das passadas. Vou tentar lembrar e sentir. Vamos ver se entendo o que é a “1″ na esquera. Se é pra trás ou pra frente (a minha bike é passador grip-shift). Como sugestão, vale colocar umas setas e números nas fotos para totais TAPADOS como eu. ahahahaha.

    Comentário bem votado! Thumb up 6 Thumb down 0

  • Caroline Louise Benv

    Oi, tudo bem?
    Eu li a matéria de como usar corretamente as marchas, só que tenho uma dúvida… No câmbio esquerdo, quando você diz 1, 2 ou 3, o 1 correspode ao H (high) ou ao L (low)… a única coisa que tenho certeza é q o 2 é no meio hehehe… se puder me esclarecer ficarei grata.
    Obrigada pela atenção e a matéria ficou muito boa

    Comentário bem votado! Thumb up 4 Thumb down 0

  • Fourier

    Valeu pelas dicas Cruz.

    Marcha é um negócio complicado mesmo.

    Comentário bem votado! Thumb up 6 Thumb down 0

  • Marlon, a 1 é sempre a mais “leve”. Afinal, assim como começamos a contagem dos números pelo 1, começamos a pedalar na marcha mais leve, passando para a mais pesada conforme ganhamos velocidade. A analogia é clara e é a mesma utilizada pelos passadores numerados, por isso não imaginei que alguém pudesse se confundir ao ler. Espero ter esclarecido agora.

    Comentário bem votado! Thumb up 18 Thumb down 0

  • Flávia

    Depois do meu noivo, fanático por ciclismo, tentar me explicar isso nos últimos dois anos, acho que ele me mata se eu falar que eu finalmente entendi quando li todo o post.
    hahahahahahah
    Aliás, nós dois somos entusiastas de bikes (mais ele do que eu, que só adotei o hábito recentemente) e adoramos o seu blog!
    Parabéns!
    bjs

    Comentário bem votado! Thumb up 15 Thumb down 1

  • Marlon

    Pq tem câmbio q identifica as marchas mas já outros não identificam certo! sem especificar qual é a coroa 1 ou a catraca 3 fica complicado.

    Thumb up 2 Thumb down 0

  • Marlon

    Kra, eu entendi certo. Entendi pq adoro bike e me interesso pelo assunto. Mas pra um kra leigo acho q complica um pouco se vc n identificar a numeração das coroas e das catracas. A coroa 1,por exemplo, é a maior ou é a menor? Entendeu? se liga!

    Polêmico. O que acha? Thumb up 12 Thumb down 14

  • paulo edmond

    Gostei muito das dicas s/marchas. Valeu mesmo. Obrigado. Fica na paz.

    Comentário bem votado! Thumb up 6 Thumb down 2

  • Ricardo Daniel

    Foi um post muito bom, pois muitas pessoas deixam de usar a bike pq acham difícil essas trocas de marchas,
    ps, quem não vai gostar desse post deve ser as oficinas de bike, vai cair a clientela (risos), t+

    Polêmico. O que acha? Thumb up 6 Thumb down 4

  • Chester

    O amigo agradece! :-) O que eu precisava era justamente de um esquema resumido como o que você passou depois da lista completa. Confesso que não captei muuuita coisa, mas creio que é preciso uma certa estrada e sentir alguns dos lances, e vou retomar conforme o avanço… Novamente, obrigado!

    Comentário bem votado! Thumb up 14 Thumb down 2

Enviar resposta

  

  

  

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>