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Bicicletas geram energia elétrica em festival de arte e sustentabilidade em São Paulo

Festival teve shows, palestras, bate-papo, piquenique e outras atividades. Toda a energia do evento foi gerada pelas bicicletas "Gerônimas". Foto: Rachel Schein

Festival teve shows, palestras, bate-papo, piquenique e outras atividades. Toda a energia do evento foi gerada pelas bicicletas “Gerônimas”. Foto: Rachel Schein

Detalhe das Gerônimas. Foto: Rachel Schein

Detalhe das Gerônimas. Foto: Rachel Schein

Durante os dias 12 e 13 de abril, a praça Victor Civita, zona oeste da capital paulista, recebeu a segunda edição do Prototype, festival de sustentabilidade na arte promovido pelo Instituto Goethe. O festival é parte integrante do projeto “Alemanha + Brasil 2013.2014″. Piquenique coletivo, ações participativas, instalações, pedaladas, música ao vivo, bate-papos e intervenções de artistas brasileiros e estrangeiros fizeram parte da programação do evento, que ainda promoveu alguns debates sobre o tema.

Segundo Isabel Hölzl, coordenadora do festival, os coletivos paulistanos que participaram do Prototype foram selecionados principalmente pelo que têm trazido à cidade nas proximidades da praça Victor Civita. “Buscamos juntar iniciativas e coletivos que já existem em São Paulo, especialmente no bairro de Pinheiros [onde ocorreu o festival], para poder ser uma plataforma de encontros, sinergias e ideias parecidas”.

Entre os participantes do evento estavam o coletivo A Batata precisa de você, que promove a ocupação regular do Largo da Batata; o projeto Rios e Ruas, que redescobre os rios de São Paulo; a incubadora o’Gangorra, espaço de coworking que promove ações e projetos de mobilidade e sustentabilidade; e a Bike Party, festa móvel em que os participantes pedalam pela cidade.

Energia das pedaladas

Toda a energia do festival foi gerada pelas “Gerônimas”, bicicletas geradoras de energia criadas pelo coletivo CRU, que alimentaram microfones, caixas de som e projetores. Foram utilizados três kits de geradores, com duas bicicletas cada um. O engenheiro elétrico e ciclista Silas Batista dedicou-se pelo menos dois anos ao desenvolvimento de diversos protótipos das Gerônimas, até chegar a um modelo eficiente e fácil de ser operado.

As bicicletas, presas em um suporte, giram um eixo com a roda traseira. Este eixo, por sua vez, gira um gerador, que carrega uma bateria de 12v com corrente contínua. Um inversor transforma a corrente contínua em alternada, liberando uma tomada de 110v, com a qual pode-se carregar o aparelho que quiser.

A quantidade de energia gerada depende da quantidade de pessoas pedalando e a cadência das pedaladas. ”Dá pra fazer uma música, alimentar microfones, fazer um festival todo gerado a bikes geradoras, essa era a ideia”, contou Isabel.

Enquanto outros eventos usam geradores a diesel, gasolina ou gás, contribuindo com o efeito estufa e aumentando a poluição nociva da cidade, o Prototype teve energia limpa, movida a arroz com feijão.

Instalação "Fruta faz música" permitia que público tirasse som de frutas ligadas a um emaranhado de fios. Foto: Rachel Schein

Instalação “Fruta faz música” permitiu que público tirasse som de frutas ligadas a um emaranhado de fios. Foto: Rachel Schein

Experimentação e troca de conhecimento 

O alemão Pablo Wendel, fundador da empresa Performance Electrics, apresentou as performances e instalações que faz com diversas formas de energia. A empresa fornece energia elétrica gerada pela arte, a chamada Kunststrom, incluída na rede pública de energia elétrica da Alemanha. Museus, coleções de arte, festivais, assim como residências utilizam energia da Kunststrom.

A instalação “Fruta faz música”, de Jan Brokof e Gregor Knüppel, era uma das mais curiosas do festival. O público podia interagir “tirando som” de limões, laranjas e abacaxis ao espetar cabos de energia nas frutas.

No sábado, os artistas realizaram um debate sobre sustentabilidade na arte. No domingo, o público participou de um bate-papo informal sobre o tema.

O artista Jum Nakao, que participou do evento com a instalação “Fonte Efêmera”, acredita que muitas pessoas ainda vivem na “anestesia que é a sociedade”, e por isso aposta na arte como um “desanestésico” da percepção humana. “Dentro desse processo de desanestesiação, nós estamos reconectando as pessoas com a sensibilidade, com a alma, com aquilo que eu acho que é a essência. Porque quando se perde a essência, qualquer coisa serve: qualquer forma de energia serve, qualquer forma de vida serve, qualquer comida serve, qualquer forma de viver se encaixa. O mundo fica sem sentido. E para que o mundo tenha sentido, a arte tem que humanizar as pessoas. É por isso que todos nós estamos aqui buscando um pouco dessa reconexão”, afirmou o artista.

Ao longo de todo o festival, crianças e adultos desenharam um mapa afetivo apontando seus lugares preferidos na cidade. Foto: Rachel Schein

Ao longo de todo o festival, crianças e adultos desenharam um mapa afetivo apontando seus lugares preferidos na cidade. Foto: Rachel Schein

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