A mobilidade e as bicicletas de Amsterdam, ao vivo, 24h por dia

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Imagem: TERENA/Reprodução

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Para se ter uma leve ideia de como é a vida numa cidade que prioriza outras formas de transporte que não o deslocamento individual em automóvel, vale a pena dar uma conferida nessa webcam, disponibilizada pela TERENA (Trans-European Research and Education Networking Association):

Essa câmera transmite ao vivo, 24 horas por dia, o que se passa na Koningsplein, uma praça em Amsterdam (veja no mapa). Você vai notar que são poucos os automóveis, boa parte deles sendo usados para entregas de mercadorias e não para transportar pessoas. Há muitas bicicletas, pedestres e, se você esperar um pouco, poderá até ver passar o bonde (tram) que está na foto que abre esta página.

Sim, há bondes circulando em várias cidades da Europa. Eles compartilham espaço nas ruas com carros, pessoas, bicicletas e ônibus, como deve ser. O bonde, algo que nos parece arcaico devido à cultura automobilística que se instaurou por aqui, auxilia bastante na mobilidade urbana por ser um transporte de massa, não poluente, com acesso facilitado e horários definidos. Como os carros não atrapalham seu fluxo, ele consegue cumprir razoavelmente bem seus horários.

Saiba mais sobre o tram neste post esclarecedor de Daniel Duclos

Nesse ponto de Amsterdam, as bicicletas circulam junto aos automóveis, em uma ciclofaixa (de transporte e permanente) pintada na lateral da via. Há sempre muitas bicicletas estacionadas na praça, de pessoas que foram a algum lugar por perto. Passam bicicletas por ali o tempo todo, veja nas imagens.

“Ah, mas aqui é diferente…”

Acha que nada disso funcionaria no Brasil? Impossível fazer o brasileiro ter esse nível de civilidade, convivência e educação? Então leia o texto nós não somos dinamarqueses, do Denis Russo, e pense duas vezes.

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17 comentários para A mobilidade e as bicicletas de Amsterdam, ao vivo, 24h por dia

  • Alexander

    Primeiro: bonde não é transporte de massa. Trem é transporte de massa, bonde não.
    Segundo: bonde não é “não poluente”. Bonde é um transporte ELÉTRICO, e boa parte da eletricidade da Europa vem de termelétricas e usinas nucleares (isso está mudando, mas ainda é uma realidade). Os únicos transportes não poluentes são bicicleta, patins, patinete e etc. Se usa eletricidade, polui sim!

    E não estou contando poluição na fabricação (pq aí nem os transportes ativos se salvam), to contando só a poluição no deslocamento.

    Não é pq não queima gasolina, que a parada é “não poluente”. Cuidado com o que escreve por aí.

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    • Renato

      Em relação a capacidade de transporte por veículo x carro, o bonde, assim como o metrô e o trem praticamente são transportes não “poluentes”.

      Um trem do metrô transporta 2.000 pessoas por veículo em média. Qtos carros altamente poluidores seriam necessários para carregar 2.000 pessoas de apenas 1 trem?

      Se for assim, então sua casa tb é poluidora, pois tudo que vc usa depende de eletricidade, não? Pare de usar seu carro, seu chuveiro eletrico e use somente luz natural.

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  • Helder Nobre

    País lindo que amo, pretendo um dia ir morar por lá!!

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  • EUMI. PAT

    Eu já estava mesmo pensando em voltar a andar de bike, pois há muito tempo que não o faço. Agora com estes incentivos; apesar da loucura do trânsito, vou voltar a “byketear”. Vamos nessa galera!!!

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    • Waldyr

      Bom dia! Comece treinando nos FDS, quando vc tem as ciclovias e ciclofaixas. Com isso vc programará melhor seu trajeto e horário de saída de casa para os compromissos e vice-versa, além de conhecer melhor rotas alternativas às ciclofaixas (de lazer nos FDS), durante a semana! Comece indo uma ou 2 vezes por semana ao trabalho, usando a bike e, depois você aumenta a frequência, conforme seu corpo se acostume à rotina ciclística. Não esqueça de programar (se necessário) paradas (para descanço, calibrar pneus, usar o WC, beber água etc.) ao longo do percurso.

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  • Jomar

    Na minha opinião a maneira mais eficaz dos ciclistas serem “enxergados” pelos administradores municipais é colocar as bicicletas na rua seguindo o que diz o código de trânsito em vigor.

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    • Aldo Malta

      Concordo. Quanto mais bike nas ruas mais seremos vistos. Por isso não abro mão da minha magrela. Fico feliz qdo vejo outros ciclista na city. Bora tirar as bicicletas do porão, galera.

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  • Aldo Malta

    Antes para ir para o trampo eu subia a Consolação de bike e descia a Rebouças em direção a Faria Lima. A subida da Consolação é ruim devido as buzinas e finos que os motoristas tiram do ciclista e pq não é possível pedalar na calçada (sim, eu pedalo, tb nas calçadas)pelo fato de serem desniveladas, sem falar nos trechos onde não existe calçadas (antiga biblioteca circulante até onde será o metro que o Alckmin deu pro mackenzie). Minha alegria era chegar no calçadão do cemitério da Consolação. Mas a adm do cemitério construiu umas jardineiras horríveis que alem de esconder os transeuntes, de tão estreita impossibilita o ciclista de pedalar. Antes era tranquilo pedalar pela calçada larga do cemiterio sem atrapalhar os passantes. Essa obra pavorosa é mais uma prova que em SP a cada dia alguém inventa algo que piora a vida do ciclista e do pedestre.

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  • Doralice Araújo

    Simplesmente estimulante,William, mas falta ainda a vontade política e a cobrança objetiva do cidadão para mudar o panoramaBR com relação ao tema do pedal. Divulguemos os bons exemplos, então, prezado blogueiro.

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  • Vitor

    Acho difícil acontecer por aqui. Só acredito vendo. Infelizmente…

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  • Ricardo

    William,

    Muito interessante. Principalmente o texto do Denis Russo que eu não conhecia. Entender o processo de formação diz muito sobre o que são atualmente.

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  • OLDBDANI

    Moro no Morumbi e faço parte do trajeto ao trabalho até o Metrô Brás) de bike (14km). Nosso Prefeito e Secretários não tem feito o possível para criar ciclofaixas: Na Av. Eliseu de Almeida previa-se ciclofaixa no projeto de reconstrução e nada fizeram. Na Av. Francisco Morato e Rebouças as calçadas tem largura suficiente para dividi-las com pedestres (em alguns pontos há 8m de calçada ociosas como, por ex, na altura do nº 1800 da FMorato . Uma cidade que gasta fortunas em viradas culturais, esportivas, paradas; árvores de Natal gigantescas feitas de andaimes – de gosto duvidoso, mas não investe quantias pequenas em criação de ciclofaixas,que dependem mais de tinta,como fazem na Itália (Schio; Marghera, de Ve). Precisamos pressionar mais, nos reunirmos, porque políticos atendem demandas quando há solicitação de peso.

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  • Angelo

    Precisamos da experiência de outros povos para fazer algo de bom ou melhor e colocar na cabeça dos nossos dirigentes que se dá certo lá tambem aqui dará certo. UNAMOS NOSSAS FORÇAS.

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