Ciclismo de pista do Brasil ganha velódromo de padrão internacional em Indaiatuba

Velódromo de Indaiatuba tem 250 metros lineares e está apto para receber eventos internacionais da modalidade. Foto: Giuliano Miranda/SCS/PMI

Velódromo de Indaiatuba tem 250 metros lineares e está apto para receber eventos internacionais da modalidade. Foto:Giuliano Miranda/SCS/PMI

O Brasil está prestes a ganhar um velódromo de padrão internacional em Indaiatuba, cidade a  100 km de São Paulo. A prefeitura concluiu a construção da pista de 250 metros lineares no fim de agosto e agora concentra esforços na construção do Centro de Formação de Atletas de Alto Rendimento.

Instalado em uma área de 2.876,76 m² no Jardim Regina, o local recebeu investimento de mais de R$ 1,3 milhão, sendo R$ 975 mil referentes ao convênio com o Ministério de Esportes. De acordo com o secretário de Planejamento Urbano e Engenharia de Indaiatuba, Sandro de Almeida Lopes Coral, o Velódromo de Indaiatuba cumpre todas as exigências da União Ciclística Internacional (UCI) e está apto para receber eventos internacionais da modalidade.

Na segunda etapa das obras, que já teve início, serão construídos uma arquibancada coberta com capacidade para cerca de mil pessoas e o bloco das equipes, que incluirá dez boxes para equipes com banheiros, ambulatório, sala de imprensa, administração, rack para som e vídeo, cozinha, despensa, refeitório e terraço.

O projeto ainda inclui lanchonete, apoio para lanchonete, sala de segurança, ambulatório, pátio, sanitários masculinos, femininos e acessíveis, além de depósitos.

Para a construção do centro de formação de atletas serão investidos pouco mais de R$ 4,6 milhões, sendo boa parte do dinheiro proveniente de convênio firmado com o governo federal. O prazo de construção da segunda etapa é de 15 meses, segundo a prefeitura de Indaiatuba. A prefeitura também apoia a equipe de pista ADI/Secretaria Municipal de Esportes de Indaiatuba.

Velódromo do Rio de Janeiro será remontado no Paraná para as Olimpíadas de 2016. Foto: EOM/AECOM

Velódromo do Rio de Janeiro será remontado no Paraná para as Olimpíadas de 2016. Foto: EOM/AECOM

Rio 2016

Com as Olimpíadas do Rio de Janeiro a menos de dois anos de sua realização, os atletas brasileiros sofrem com falta de espaços adequados para treinamento e desenvolvimento do esporte.

O velódromo construído para o Pan Americano de 2007, também na capital fluminense, não poderá ser utilizado e foi desmontado em 2013. Com isso, a equipe de ciclismo de pista do Rio de Janeiro teve de ser encerrada. A cidade de Goiânia (GO) seria o destino da pista desmontada, mas a prefeitura desistiu devido ao alto custo para transporte, reinstalação e manutenção.

O destino agora é Pinhais, no interior do Paraná. A estrutura continua aguardando transferência dentro de contêineres no Rio de Janeiro e, segundo o presidente da Federação de Ciclismo do Rio de Janeiro, Cláudio Santos, em entrevista ao Gazeta do Povo, “não sei dizer se mais de 12% poderia ser reaproveitado. É bem provável que o custo total dobre”. O valor estimado para a transferência é de pelo menos R$ 12 milhões, mais o custo da instalação.

Orçado em R$ 136,9 milhões, o velódromo que será usado nos Jogos Olímpicos em 2016 já está em construção e tem previsão de conclusão no segundo semestre de 2015. O valor a ser investido, se não houver estouro no custo, é dez vezes superior ao gasto no velódromo erguido para o Pan-Americano de 2007.

Esporte renegado

Das quatro modalidades nas competições de ciclismo – estrada, mountain bike, pista e BMX – todas contaram com participação do Brasil nas Olimpíadas de Londres 2012, exceto as provas de pista. Foram nove atletas representando nosso país, a maior delegação brasileira da história do ciclismo (além de três triatletas), mas não colocamos ninguém no velódromo.

O Brasil tem pouquíssimos velódromos em utilização, com destaque para Americana (SP), Caieiras (SP), Curitiba (PR) e Maringá (PR). Como consequência disso, o Brasil é insignificante na modalidade que rende o maior número de medalhas para um país (mais de 50).

O antigo velódromo da Universidade de São Paulo (USP) não será reformado para uso por ciclistas. O projeto de reforma prevê, inclusive, sua demolição. “Um velódromo ali não tem nada a ver com a Universidade”, afirmou o diretor do CEPEUSP em 2012.

A menos de dois anos para as Olimpíadas do Rio de Janeiro, o ciclismo no Brasil continua renegado.


1 comentário para Ciclismo de pista do Brasil ganha velódromo de padrão internacional em Indaiatuba

  • FERNANDES

    O CICLISMO DEVERIA TER UMA ATENÇÃO MUITO MAIOR POR PARTE DO MINISTÉRIO DO ESPORTE.ATÉ PARA SE CRIAR UMA ASSOCIAÇÃO,É UMA BUROCRACIA INFERNAL E ÀS VEZES ATÉ A FEDERAÇÃO QUER IMPOR UM ESTATUTO DELES.TEMOS TUDO PARA CRESCER E TER NO FUTURO GRANDES VOLTAS COMO O TOUR, A VUELTA E O GIRO DA ITÁLIA.FALTA VONTADE POLÍTICA E MAIS INTERESSE EM PROMOVER MAIS COMPETIÇÕES EM TODOS OS NÍVEIS.A MAIORIA ENTRA NO TRÂNSITO PRIMEIRO, COM UMA BIKE. PODEMOS EDUCAR OS PEQUENOS E TER BONS MOTORISTAS E BONS CIDADÃOS. CHEGA DE MAIS CARROS POLUINDO TUDO, CAUSANDO DOENÇA E INCENTIVANDO O COMODISMO E O SEDENTARISMO. E AÍ? VAMOS PEDALAR?

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