Bicicleta gera mais emprego que indústria siderúrgica, minas e pedreiras na Europa

Ciclista pedala em Londres, Inglaterra, uma das cidades europeias que mais investem na bicicleta como meio de transporte. Foto: Joe Newman (cc).

Ciclista pedala em Londres, Inglaterra, uma das cidades europeias que mais investem na bicicleta como meio de transporte. Foto: Joe Newman (cc).

Uma pesquisa da Federação Europeia de Ciclismo (ECF, na sigla em inglês) mostra que a bicicleta gera mais emprego na Europa do que a siderurgia, minas e pedreiras. São 655 mil pessoas trabalhando na economia ciclística, que inclui produção de bicicletas, turismo, varejo, infraestrutura e serviços, contra 615 mil pessoas nas áreas de mineração e pedreiras, e apenas 350 mil trabalhadores empregados no setor siderúrgico.

De acordo com a pesquisa “Trabalhos e geração de emprego no setor ciclístico europeu” esse número pode chegar a 1 milhão em 2020, se os 3% de deslocamentos feitos de bicicleta forem duplicados.

Em entrevista ao jornal The Guardian, o diretor de desenvolvimento da ECF, Kevin Mayne, disse que a pesquisa manda uma mensagem muito clara aos governos e autoridades. “Você sabe que investir no ciclismo é justificado do ponto de vista do transporte, das alterações climáticas e dos investimentos em saúde. Agora podemos ver claramente que a cada nova ciclovia que você constrói e a cada novo ciclista você está contribuindo para o crescimento do emprego. Investir em bicicleta proporciona um melhor retorno econômico do que qualquer outra opção de transporte. Esta deve ser a sua primeira escolha.”

Para a ECF esses números podem crescer ainda mais se houver incentivo para bicicletas elétricas, campanhas de segurança rodoviária e projetos de infraestrutura. A entidade quer que 10% do orçamento de transportes da Europa seja reservado para o ciclismo.

Empregabilidade maior que a do automóvel

Segundo o estudo, a bicicleta tem uma maior intensidade de emprego do que qualquer outro subsetor dos transportes. A indústria automobilística, por exemplo, emprega três vezes menos pessoas por milhão de euros de volume de negócios do que a economia da bicicleta.

A pesquisa da ECF aponta que a maior parte dos postos de trabalho estão ligados ao turismo de bicicleta (cicloturismo), incluindo hospedagem e restaurantes. São 524 mil pessoas empregadas, em comparação com 80 mil no varejo, o próximo subsetor mais alto. Outro dado interessante é que a economia da bike oferece um mercado de trabalho mais inclusivo e de fácil acesso para os trabalhadores pouco qualificados.

Benefícios para o comércio

Vale ressaltar ainda que o estudo aponta os benefícios do incentivo à bicicleta para o comércio local, pois “os ciclistas vão mais para lojas, restaurantes, cafés do que usuários de outros modos de transporte”, diz a pesquisa.

O estudo completo pode ser lido aqui.


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