Ciclovia mais que dobrou o número de bicicletas na Avenida Paulista

Foto: Willian Cruz

Ciclistas trafegam durante a tarde na Avenida Paulista. Foto: Willian Cruz

Primeiro vem a ciclovia e depois os ciclistas. Esta frase nunca fez tanto sentido na cidade de São Paulo. Após a inauguração da ciclovia no canteiro central na avenida mais famosa da cidade, o número de ciclista mais que dobrou.

Congestionamento de ciclistas na Av. Paulista, às 22h. Foto: Willian Cruz

Congestionamento de ciclistas na Av. Paulista, às 22h. Foto: Willian Cruz

É o que revela uma contagem feita pela Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), que registrou 2.112 pessoas pedalando durante o período de estudo. O levantamento anterior apontou 977 ciclistas, antes da inauguração da ciclovia. A contagem foi feita das 6 horas às 20 horas do dia 15 de setembro e mostra que, pela avenida Paulista, passou uma média de 150 bicicletas a cada hora.

Durante os horários de maiores movimentos é muito comum se deparar com congestionamento de bicicletas, sobretudo nos cruzamentos. A prova de que a malha cicloviária é indutora de demanda é revelada também em outras contagens.

A ciclovia instalada na avenida Eliseu de Almeida, por exemplo, fez com que o número de ciclistas aumentasse 40% em apenas um ano, segundo estudo feito na região.

Fonte: Ciclocidade

Fonte: Ciclocidade

Mais mulheres

O estudo mostrou ainda que cresceu o número de mulheres ciclistas, de 80 para 298, subindo dos 8% anteriores para 14% no local. É o maior número de mulheres ciclistas nos locais em que são feitas as contagens.
Aumento de ciclistas mulheres é perceptível. Fonte: Ciclocidade

Aumento de ciclistas mulheres é perceptível. Fonte: Ciclocidade

Pico noturno

A ciclovia da Paulista possui uma peculiaridade em relação às outras: um pico noturno. O estudo mostra que entre às 19h e 20h passaram pela via 331 ciclistas – mais de 5 por minuto, ou um a cada 11 segundos. Se a contagem tivesse se estendido para até pelo menos as 22h, o volume de usuários teria sido bem maior, com um aumento da média geral.

Comparativo com contagens anteriores. Fonte: Ciclocidade

Comparativo com contagens anteriores. Fonte: Ciclocidade

Malha conectada

A ciclovia da Paulista é um importante eixo integrador da malha cicloviária. Se o número de ciclistas aumentou com a abertura da via, nos próximos meses tende a crescer ainda mais, com a entrega de novas estruturas:

Inicio de pintura da Ciclovia da Consolação - Foto: Claudio Kerber

Inicio de pintura da Ciclovia da Consolação (à esquerda). Foto: Claudio Kerber

Rua da Consolação

O trecho já em obras contempla uma ciclovia unidirecional, ou seja, cada sentido da via terá o espaço destinado ao ciclista acompanhando a direção dos demais veículos. Este trecho em obras deve conectar a Paulista com centro. Do lado do Jardins, a Consolação também deve receber vias para ciclistas, da Paulista até a futura ciclovia da avenida Brasil. A estrutura deve cruzar a ciclovia da rua Uruguai/Honduras.

Avenida Doutor Arnaldo

A via também deve receber uma ciclovia até o final de 2016, desde a avenida Paulista até rua Galeno de Almeida, que por sua vez conectará a ciclovia da avenida Sumaré, é o que revela uma publicação do coletivo Bike Zona Oeste. A nova estrutura deve ser implantada junto ao canteiro central.

Nova ligação com Ibirapuera

A avenida Bernardino de Campos terá uma nova ligação com o Parque do Ibirapuera através das ruas Manuel da Nóbrega, Tutóia e Doutor Rafael de Barros.


12 comentários para Ciclovia mais que dobrou o número de bicicletas na Avenida Paulista

  • Rosana Lobo Cunha

    Ciclovias sempre, em todas as ruas!!
    O trânsito caótico das cidades urbanas precisa acabar.
    Transporte coletivo e bicicletas, por uma cidade mais humana e saudável é um sonho possível e depende de vontade política.

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  • Manoel

    tem que ter espaços para todos, a pé, de byke etc,moro em Guarulhos aqui não tem ciclovia ,fui em são paulo adorei é muita ciclovia , muito organizado melhor para os motoristas que tem menos engarrafamento e para a população que tem menas poluiçao e para os ciclistas que fazem exercicio enfim é bom para todos

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  • claudinei

    moro em guarulhos e realmente acho uma pena as ciclovias não serem interligadas,gostaria muito de me deslocar a varios bairros de são paulo más esbarro na realidade de ter que me limitar a pequenos passeios aos FDS, guarulhos disponibiliza apenas a av paulo faccini somente aos domingos.lamentavel.

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  • RicardoP

    É uma vitória. No entanto, o fluxo de pedestres, carros e passageiros de ônibus no mesmo local ainda é centenas de vezes maior.

    Polêmico. O que acha? Thumb up 2 Thumb down 6

    • Gilson

      Isso não exclui a necessidade de se fazer obras para dar mais segurança a quem escolheu se deslocar de bicicleta, através das ciclovias. São vidas que irão ser preservadas.

      Se fosse seguir tua linha de raciocinio, então os carros não deveriam receber obras, pois representa a minoria do total de todos os deslocamentos feitos diariamenten na cidade.

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      • RicardoP

        A divisão de deslocamentos da cidade é, mais ou menos, de 1/3 para cada modal, entre carro, caminhada e transporte público. Carros não são a minoria dos deslocamentos.

        Para mudar o futuro é preciso ser honesto. Com mentiras não chegaremos a lugar nenhum.

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        • Marcos

          Errado!

          A unica mentira aqui é a sua. Precisa se informar melhor.

          Segundo pesquisas de mobilidade da CPTM, Metrô e Rede nossa São Paulo, os deslocamentos feitos de carro representam cerca de 30% do total de todos os deslocamentos feitos na cidade diariamente.

          A maior parte é feita a pé e de transporte publico, sendo 8 milhões por dia na rede da CPTM e metrô e 5 milhões na rede de ônibus municipais, totalizando cerca de 12 milhões de viagens feitas diariamente.

          As pesquisas podem ser encontrados no site das respectivas empresas.

          Polêmico. O que acha? Thumb up 4 Thumb down 4

          • Tarantino

            E 30% por acaso não é aproximadamente 1/3 dos deslocamentos?

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          • RicardoP

            Sua resposta não fez sentido algum, pois apresentou um número idêntico ao meu. Nenhum dos modais principais pode ser chamado de “minoria” se todos possuem a mesma ordem de grandeza.

            O transporte através de veículos automotores, sejam motos, ônibus ou carros, forma um bloco que corresponde à maioria esmagadora dos deslocamentos na cidade. Ou seja: o asfalto e as máquinas que ali são operadas são extremamente úteis para a sociedade.

            Esse tema infantil de que “só uma minoria rica usa carro e portanto podemos deitar e rolar em cima dos direitos deles” não possui base nenhuma na realidade. O automóvel se tornou o grande símbolo do fracasso das políticas públicas de mobilidade em São Paulo. É utilizado essencialmente por quem não pode pagar 700 mil para morar em um cubículo em Pinheiros ou nos Jardins, do ladinho do trabalho.

            E isso tudo só vai piorar com medidas iludidas, improvisadas, simbólicas, partidárias. Ainda mais se o foco das ações públicas for, aí sim, uma minoria elitizada e radical.

            Eu repito: não é mentindo e exagerando que as coisas vão melhorar. Todas as iniciativas que foram radicalizadas fracassaram desastrosamente. Você pode mentir para algumas pessoas algumas vezes, mas não pode mentir para todos, a todo momento.

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  • otimo quanto mais melhor,porem na z.leste tem muito viaduto que podia servir de area de lazer p/ as pessoas pedalarem aos fims de semana ja que quase nao passam carros como foi feito no minhocao.

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