
Relato e fotos da homenagem a Márcia Prado
Veja fotos e um breve relato de como foi a homenagem a Márcia Prado, na Av. Paulista, em janeiro de 2013.
Apesar da tempestade que caiu em São Paulo momentos antes, cerca de 30 pessoas não se renderam à chuva e compareceram em 14 de janeiro ao Memorial Márcia Prado – a bicicleta branca na Av. Paulista – para fazer uma homenagem. Nesse dia, completaram-se 4 anos de sua morte, sem que o caso tenha sido resolvido na justiça.
A ghost bike serve para lembrar o que aconteceu ali. Uma morte causada pela irresponsabilidade a a intolerância. Um lembrete aos motoristas de que um “sustinho” pode matar e aos ciclistas de que a luta por uma cidade mais humana e menos agressiva deve continuar. Uma morte como essa não pode cair no esquecimento e ser considerada normal, uma consequência aceitável do modelo de mobilidade baseado no automóvel.
Mortes não são aceitáveis, principalmente quando poderiam ser evitadas com ações do poder público e com mudança de comportamento do cidadão.
Foram acendidas velas, depositadas flores e afixado novo cartaz na bicicleta, contando o que aconteceu ali. É comum pessoas pararem ali ao longo do dia para tentar entender por que aquela ghost bike foi instalada e o cartaz ajuda a contar essa história e a pedir respeito à presença e à vida dos ciclistas nas ruas. Outros dois cartazes como esse foram retirados, por motivo desconhecido.
Por volta das 20h, quando quase todos já estavam por ali, a chuva parou totalmente. A calmaria durou cerca de uma hora e meia, tempo suficiente para todos fazerem suas homenagens, conversarem, se conhecerem. Quando alguns começaram a se despedir, a chuva recomeçou timidamente, abençoando a todos a caminho de suas casas ou seus compromissos.
Vocês conclamam os “rigores da lei” porque nenhum de vocês é o réu! Ficam aplicando “sentenças” sem terem preparo para isso! A verdadeira sentença já foi dada: 3 anos e 6 meses, convertidos em prestação de serviços comunitários e suspenção da CNH por igual período! É isso, a medida do JUSTO, se excesso nem falta! Simples assim!
muitos motoristas ainda fechão os ciclistas e não respeita a vida dos outros so por causa do carro tenha me dó vamos repeitar a vido pois aqui se faz e aqui se paga. como diz o ditado popular
É um gesto muito bonito, a família deve ficar sensibilizada. Temos uma ghost bike aqui no DF, do Pedro Davison (não sei se tem outras), onde se reúnem amigos e conhecidos no dia 20 de agosto, pelo que fiquei sabendo por perfis no facebook. Foi nstalada aí na Avenida Paulista algma ghost bike pela Julie?
Foi sim Rosana,
na verdade, poucos metros a frente a Ghost Bike da Marcia.
Obrigada.:)
Rosana, desculpe a demora em responder. A ghost bike da Julie está logo na esquina. Vinícius, obrigado por responder. 🙂