Nossas cidades poderiam ser diferentes, com infraestrutura e apoio à mobilidade ativa, além da priorização de transportes coletivos em detrimento do individual. Foto: Willian Cruz/VdB

Na Semana da Mobilidade, sonhe com uma cidade mais suave

A semana do Dia Mundial Sem Carro (22 de setembro) convida a refletir sobre a dependência do automóvel em nossas cidades e nossas vidas – e como mudar isso

A fim de estimular uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel e suas consequências, cidades do mundo todo realizam em setembro a Semana da Mobilidade, que engloba o Dia Mundial Sem Carro (22 de setembro). Nela, cidadãos e poder público promovem atividades em defesa do meio ambiente e da qualidade de vida.

Desde a poluição atmosférica e seus efeitos na saúde, até a deformação do ambiente urbano para que se adeque aos carros e não às pessoas, as consequências são inúmeras. Como resultado, mais doenças respiratórias e cardiovasculares, stress, falta de tempo para o lazer e a família, um alto índice de mortes no trânsito, entre outros. Até mesmo prejuízo financeiro para as empresas, em razão de congestionamentos, atrasos, baixa produtividade e absenteísmo.

Além de propor às pessoas que revejam sua dependência em relação ao carro ou moto, a data inspira a cobrar dos governantes e legisladores mudanças nessa situação. Porque a mobilidade e o ambiente urbano que temos hoje em nossas cidades não pode ser considerado normal.

Veja também: Como surgiu o Dia Mundial Sem Carro

A oportunidade das eleições

[Arte VdB sobre foto de Nelson Jr./ASICS/TSE]
A cada dois anos, temos nova chance de escolher nossos representantes no executivo e no legislativo. As eleições nos permitem apontar quem queremos que decida o futuro do país. Por isso, essa escolha deve ser feita com muita atenção e responsabilidade.

Antes de mais nada, avalie as propostas dos candidatos, não apenas sua afinidade ideológica. Por mais que alguém pense de maneira que nos agrada sobre assuntos pouco pertinentes à legislatura, isso não basta para qualificá-lo a tomar decisões por nós em relação à cidade, estado ou país.

Portanto feche os olhos por um instante e imagine o futuro dos seus sonhos. O que você gostaria de ver, para você, para seus filhos e seus netos? Agora olhe para fora e pense no que precisa mudar para que cheguemos lá.

A pedalada é longa, a subida é íngreme e, para piorar, volta e meia alguém nos empurra para trás. Desse modo, temos que escolher pessoas que pedalem ao nosso lado, que sigam na direção onde queremos chegar. Não quem esteja apenas querendo pegar vácuo na nossa roda para mudar de caminho ali na frente. Não quem usará nossa energia e nossa confiança para alcançar, com menos esforço, seus objetivos particulares, nos abandonando na estrada.

Por isso é hora de colocar mais uma vez nossas esperanças na garupa, chamarmos os amigos do coração para compartilharem a mesma estrada e decidirmos quem merece nossa confiança nessa pedalada coletiva. O destino desse caminho depende de quem levaremos com a gente.

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