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Doping no Tour de France e a caça a Lance Armstrong

Mais de quinze atletas foram suspensos um dia antes do início da Volta da França desse ano e outros 56 atletas estão sendo investigados, como parte da Operação Puerto, que pretende investigar atletas que teriam usado substâncias dopantes nos últimos anos. Nomes como Jan Ulrich e Ivan Basso, grandes estrelas da competição, ficaram de fora esse ano e a UCI pedirá sua punição às confederações nacionais.

Isso tudo me parece uma bela de uma caça às bruxas. Claro que eu não ignoro o fato de que vários atletas realmente se doparam nos últimos anos na tentativa de vencer a competição, mas por que então eu chamo de caça às bruxas? Porque tudo me leva a crer que estão querendo queimar o Lance Armstrong na fogueira para servir de exemplo. Quem carrega a tocha é a mídia francesa e quem acendeu e alimenta a chama é a Associação Mundial Antidoping (AMA).

O jornal Le Monde e a revista semanal L”Equipe, ambos franceses, publicaram uma semana antes do início do Tour matérias alegando que Lance Armstrong teria admitido o uso de drogas. As alegações foram logo esclarecidas: elas haviam sido extraídas do depoimento de uma testemunha num caso contra uma seguradora que tentava provar o doping de Armstrong, a fim de evitar o pagamento de um prêmio. Entretanto, na ocasião a causa foi dada a Armstrong e, além de pagar o prêmio de US$5mi, a seguradora ainda teve que desembolsar mais US$2,5mi.

Depois disso, Armstrong pediu o bloqueio da atuação do presidente da AMA e o COI tentará ajudar a resolver o impasse.

O mais estranho é que essa já é a segunda acusação diferente. A anterior era referente ao reteste da urina do ciclista, mas nove meses depois Lance foi inocentado pelo resultado do relatório feito por uma empresa independente, contratada pela UCI para resolver a questão. À época, pouco mais de um mês atrás, Armstrong já acusava publicamente a AMA de violar as leis.

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