Humanizando o trânsito

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Acabo de ler um relato bem bacana de uma moça que pedalou pela primeira vez nas ruas junto com as Pedalinas. Além do relato cheio de emoção, amizade e novas descobertas, surgiu um comentário sobre ciclistas se cumprimentando nas ruas, que rendeu alguma discussão.

Conversar com outros ciclistas na rua é muito legal. Você ouve as mais variadas histórias. Essa semana, esperando um sinal abrir para cruzar a Rebouças, conversei com um senhor com bicicleta bem simples, com as roupas e a pele mostrando o esforço de seu trabalho. Ele me contou que era jardineiro e ia a locais variados prestar seus serviços usando a bicicleta, porque “de ônibus chega a levar duas horas!”. Falei pra ele que além de ser mais rápido e barato, faz bem pra cabeça da gente. Ele sorriu e concordou. Estava indo pro trabalho, assim como eu, mas antes ia fazer uma fezinha na megasena. “Vai que eu ganho, né?”

Quantos motoristas já conversaram com ele de dentro de seus carros, sem ser com a buzina ou um palavrão? Ele era de outra idade, outra origem, outra faixa social, outra profissão, outra escolaridade, outra história de vida, mas éramos dois ciclistas esperando o sinal abrir, em nossa cumplicidade de duas rodas sem motor, e conversamos como se já nos conhecêssemos.

Bicicleta humaniza a cidade.

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11 comentários para Humanizando o trânsito

  • Alessandro Bontempo

    Mto bom o texto, emocionante até, parabéns

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  • Alexandre Celso Calado

    Cara é verdade que quando você anda de bike pela cidade muita gente te vê, ainda mais se a bike for bonita ou cheia de adereços. Também vemos as pessoas e há de fato alguma interação. Mas uma coisa acontece comigo que até me preocupa. Vou trabalhar de bike todos os dias, e a cada dia tento sair mais cedo e fazer outros caminhos, mas quando a idéia é chegar ao trampo eu só vejo a estrada. Talvez pelo ritmo de São Paulo eu seja meio acelerado, às vezes chego 1 hora mais cedo na empresa, então me toco que o passeio virou translado, são 15 km em 40min.
    Mas uma coisa é certa. A sensação de liberdade e mobilidade é algo que poucas pessoas irão sentir em suas vidas, ainda mais na cidade grande. E isso é um problema de “saúde pública”.
    De bike ganhei 2 horas no dia par descansar e curtir minhas crianças, da até pra pegar minha esposa na escola.
    Na minha modalidade de uso da bike, transporte para o trabalho, a humanização foi dentro de casa. Falta contato e tempo para que os “trabalhadores das bikes” possam interagir e se ajudar. Precisamos pensar em algo.
    Valeu cara até mais.

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    • Willian Cruz

      Oi, Alexandre

      Gostei do seu relato. Há coisas que a gente não percebe até abandonar o carro, como passar mais tempo no trânsito do que com a família. Sobre os ciclistas terem contato e se organizar, algumas formas de fazer isso é através das bicicletadas regionais e de associaçõs como a Ciclocidade (www.ciclocidade.org.br).

      Abraço!

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  • Júlio Melo

    Olá William e turma

    Sim, a bike humaniza e aproxima as pessoas.

    Pedalo já faz algum tempo e o engraçado é que as vezes saio na rua para ir num lugar perto de casa e geralmente vou “a paisana” ninguem fala comigo. Mas quando saio para fazer um “pedal grande” e vou de camisa de ciclismo, luva, capacete e mochila camelbak todos os ciclistas (e as vezes outras pessoas tambem) que encontro na rua me cumprimentam.

    Diante desses fatos, eu comecei a fazer uma distinção entre “pessoa que anda de bicicleta” (qualquer pessoa) e o ciclista (pessoa que faz da bike um hobby, um prazer, um estilo de vida).

    As vezes eu sou uma pessoa que “anda de bicicleta” e as vezes sou “ciclista”, mesmo sabendo que para o código de trânsito quem anda de bicicleta é ciclista e quem anda de moto é motociclista.

    Para exemplificar melhor é só fazer a comparação de quando vamos ao estádio ver o nosso time jogar e vamos com a camisa do time. Voce encontra as pessoas na rua vestida com a camisa do seu time e voce faz um pequeno cumprimento com a cabeça… a gente se sente amigo da pessoa… porque se tem algo em comum.
    É mais ou menos isso.

    É isso.

    Um abraço a todos.

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  • Ítalo Leonardo

    Quem pedala sem dúvida é mais feliz… A bicicleta de alguma forma nos permite de verdade ter um contato mais humano com o mundo e automaticamente com o próximo.

    “Bicicletas são simples e nos revelam que a vida pode ser simples também!”

    Hasta Otra!!!

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  • Marcos

    Willian gostaria de reproduzir algumas matérias suas no meu site, você permite?.

    Abraços Flavio.

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    • Willian Cruz

      Marcos, se o seu site não tem fins lucrativos e não representa nenhuma empresa, pode reproduzir as matérias, desde que citando o autor (Willian Cruz), a fonte (Vá de Bike) e dando link para a matéria original. Abraço!

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  • Luiz Dranger

    Ótimo texto ! Parabéns !!!! Continue twittando a mil.
    Abração

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  • MARCUS

    Moro no litoral paulista e desde 2002 que entrei no mundo do pedal, até hoje so conheci uma pessoa através dele, o Faifer,; eu sempre encontrava ele na hora que voltava do meu trampo ele vinha em sentido oposto da cidade vizinha, por acaso do destino começamos a nos comprimentar e um dia eu o parei e perguntei quem ele era rs rs. Dai em diante trocamos msn e saimos até para pedalar!!!

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  • Daniel Costa

    “Bicicleta aproxima as pessoas”.
    Tenho comprovado nos pedais por aí.
    Tenho “postado” alguma coisa em meu blog, entre eles encaminho este:
    http://danielbiologo.wordpress.com/2010/06/20/bicicleta-aproxima-as-pessoas/
    E vamos pedalando…….

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  • ana rüsche

    oi, willian! por esses e outros posts, resolvi tb lá sair do armário de 4 rodas… tá lá no blogue a história e as fotos.
    um abraço, boa semana curtinha

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