Eu também já tive um Bike Anjo

Em 2002, numa cicloviagem bate e volta de São Paulo a Jundiaí, com os Starbikers (agachado, sem luvas).

Quase todo mundo já teve um Bike Anjo, alguém que o levou a pedalar nas ruas, mesmo antes dessa definição existir.

Lá pelo ano 2000, quando me deu saudade de andar de bicicleta como eu fazia na adolescência, havia um amigo que trabalhava comigo em um portal de internet e usava a bicicleta por esporte e lazer, o Ale Rocha. Contei a ele sobre minha vontade e ele me deu a maior força, me acompanhando nos primeiros trajetos nas ruas.

Embora não tivesse conhecimento de todas essas recomendações que fazemos hoje sobre a condução da bicicleta nas ruas, ele já estava habituado a pedalar junto aos carros e ajudou a superar esse receio, me fazendo entender que a rua também é lugar de bicicletas. E isso foi fundamental.

O Ale tinha a maior paciência. Nas minhas primeiras saídas, eu não aguentava pedalar quase nada, qualquer subida era dificílima, mas o cara me esperava e incentivava. Um trajeto de 10km era o Tour de France para mim. E o cara estava lá, me apoiando e incentivando. Quando quis começar a fazer trilhas de mountain bike, lá estava ele também dando uma força. Hoje ele mora em Manaus e temos muito pouco contato.

Infelizmente não tenho nenhuma foto daquela época aqui, então coloquei a mais antiga que encontrei da fase adulta, de 2002. Só comecei a usar a bicicleta nos deslocamentos corriqueiros em 2003, mas pedalar em grupo me deu alguns conceitos a mais que ajudariam a fundamentar tudo que vim a descobri depois – e divulguei por aqui.

Cada um com sua história

No vídeo abaixo, a Natália Garcia, do projeto Cidades para Pessoas, conta quem foi seu Bike Anjo e como começou a pedalar nas ruas.

Dando aquela força

Mais do que ensinar na prática o uso da bicicleta nas ruas, o trabalho dos Bike Anjos ajuda muito a entender o direito de usar bicicleta, como fazê-lo valer e, principalmente, ajuda a diminuir o receio de pedalar nas ruas e avenidas. Esse “apoio moral”, essa forcinha que falta para a pessoa tomar coragem de sair de casa com a bicicleta para chegar em algum lugar, é essencial.

E é pela satisfação de ajudar e incentivar quem quer pedalar nas ruas de forma segura que há tantos voluntários no projeto. Gente que ajuda quem está começando, porque lembra como foi começar também. Que ajuda sem ganhar nada porque se sente recompensado só por ouvir um “nossa, adorei, vou fazer mais vezes” e um “muito obrigado”.

O Bike Anjo precisa de sua ajuda

Saiba por que o projeto Bike Anjo precisa de sua ajuda e como ajudar. Por cidades melhores e mais cicláveis, em todo o país.

Mas seja rápido, porque se o projeto só conseguirá ajuda se conseguir o valor necessário até o dia 29 de outubro, sábado!

Já teve um Bike Anjo? Já foi Bike Anjo de alguém? Conte sua história aqui nos comentários!

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