Conheça os textos das faixas da campanha de respeito ao ciclista em São Paulo

Faixa na região do Paraíso, em São Paulo. Foto: Michele Mamede

Como preparação ao início das multas a motoristas que colocarem ciclistas em risco, a Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET) vem colocando faixas em várias ruas e avenidas da cidade. As faixas têm o objetivo de alertar os motoristas quanto à prioridade da bicicleta nas vias e também esclarecer o ciclista sobre algumas das regras que devem ser seguidas.

O Vá de Bike consultou a CET e obteve a lista de frases utilizadas nas faixas:

Faixas para os motoristas Faixas para os ciclistas
Motorista – Dê Prioridade ao Ciclista
Motorista – Nas conversões, dê preferência para o ciclista
Motorista – Reduza a velocidade ao ultrapassar o ciclista
Motorista – Evite autuações – Respeite o ciclista
Motorista – Mantenha distância segura
Ciclista – Ande no bordo direito da pista
Ciclista – Respeite a sinalização de trânsito
Ciclista – Ande no sentido de circulação da via
Ciclista – Respeite o semáforo – Bicicleta também é veículo

A CET informou que a colocação dessas faixas “faz parte de uma série de medidas para fiscalizar infrações relacionadas ao desrespeito aos ciclistas, com objetivo de reduzir os riscos de acidentes envolvendo os usuários  de bicicletas nas ruas da cidade de São Paulo”.

Foram instaladas mais de 200 faixas e outras mais ainda serão instaladas. A Companhia também informa que essas ações são uma extensão do Programa de Proteção ao Pedestre.

Reunião com a CET

Quem acompanha o Vá de Bike já deve ter visto nossos comentários sobre os textos de algumas faixas. E deve estar pensando: “está faltando uma nessa lista”. A faixa que falta é a que pede para o ciclista não circular entre os carros.

Na quarta-feira 2 de maio, alguns ciclistas (entre eles, membros da CicloLiga), estiveram em uma reunião com técnicos da CET,  dando continuidade ao contato estabelecido na reunião com o presidente da CET e Secretário de Transportes, Marcelo Branco, cerca de um mês antes.

Nessa reunião, foram apresentados os artigos que serão fiscalizados e a operação de fiscalização em si. Também conversou-se sobre o conteúdo das faixas, que naquele momento já estavam instaladas em diversas vias. E a faixa que pede para não circular entre os carros sofreu diversas críticas por parte dos ciclistas presentes. Para entender o motivo, recomendo a leitura deste texto.

Os técnicos explicaram que “circular” tem para eles outra conotação, referindo-se a “costurar” em meio aos carros em movimento, mas compreenderam que a interpretação que os motoristas teriam é que os ciclistas não deveriam nem mesmo ultrapassar os carros parados – o que é garantido pelo CTB para veículos não motorizados, no artigo 211. Como a frase não consta da lista que o Vá de Bike recebeu da CET, é de se supor que esse texto não será mais utilizado.

Faixa na Avenida Paulista.

Faixas para os motoristas

Comentamos abaixo cada uma das faixas, à luz do Código de Trânsito:

Motorista – Dê Prioridade ao Ciclista

Mais do que uma cortesia, a prioridade da bicicleta sobre os demais veículos está prevista no art. 58 do CTB: “a circulação de bicicletas deverá ocorrer (…) com preferência sobre os veículos automotores”. Significa que o motorista não deve forçar passagem, nem empurrar o ciclista para fora da via. Seu espaço de circulação deve ser respeitado. Autuação será pelo artigo 169, que trata sobre “dirigir sem atenção ou sem os cuidados indispensáveis à segurança”.

Motorista – Nas conversões, dê preferência para o ciclista

Em outras palavras, o motorista não deve fechar o ciclista para entrar em uma rua. Previsto no art. 38: “antes de entrar à direita ou à esquerda, (…) o condutor deverá ceder passagem aos pedestres e ciclistas”. Autuação será pelo artigo 197, que trata sobre deslocar o veículo com antecedência.

Motorista – Reduza a velocidade ao ultrapassar o ciclista

Esse texto é uma explicação resumida do que rege o art. 220: “Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito (…) ao ultrapassar ciclista”. Autuação pelo mesmo artigo.

Motorista – Evite autuações – Respeite o ciclista

Frase para lembrar ao motorista que eles poderá ser multado. Embora alguns ciclistas preferissem que a frase pedisse respeito ao ciclista pelo simples respeito à vida humana, há quem se preocupe mais com o próprio bolso do que com a vida de outras pessoas. Essa faixa fala direto a esses motoristas.

Motorista – Mantenha distância segura

O comunicado da CET cita algumas situações em que o motorista será autuado pelo artigo 169. Uma delas é “frear abruptamente muito próximo da bicicleta” . No nosso entendimento, a faixa não teve o complemento “do ciclista” porque manter uma distância segura é algo aplicável a todos os demais veículos. Entretanto, seria mais proveitoso termos uma frase como “mude de faixa para ultrapassar o ciclista”.

Faixas para ciclistas

Veja nossos comentários sobre as faixas utilizadas para orientar os ciclistas:

Ciclista – Ande no bordo direito da pista

O termo “bordo” é correto em relação ao texto do CTB (art. 58). Entretanto, a definição de bordo é tanto incerta quanto questionável em termos de segurança, tendo sido discutida aqui no Vá de Bike inúmeras vezes. Não há bordo definido nas vias urbanas, pois não há demarcação no solo: a definição do CTB o define como “margem da pista, podendo ser demarcada por linhas longitudinais de bordo que delineiam a parte da via destinada à circulação de veículos”.

Nesse contexto, a frase confunde motoristas e pode fazê-los acreditar que o ciclista ocupando a faixa esteja “no meio da rua“, atrapalhando a circulação e desrespeitando regras, quando na verdade está se utilizando do procedimento mais seguro e recomendado pela CET.

Importante: a partir da oficialização dessa regra, que define que o ciclista deve usar o lado direito da avenida mesmo havendo faixa preferencial de ônibus, recomendamos que os ciclistas não utilizem mais a segunda faixa, tampouco a da esquerda. Se há uma regra clara, divulgada e que deve ser aceita pelos motoristas, vamos segui-la. Os condutores dos ônibus devem se adaptar à nossa presença em sua faixa, afinal estão recebendo treinamento para isso. Possíveis desrespeitos e ameaças de motoristas de coletivos devem ser denunciados pelo telefone 156 ou pelo site da Prefeitura (anote o código do ônibus).

Ciclista – Respeite a sinalização de trânsito
Ciclista – Respeite o semáforo – Bicicleta também é veículo

Decidimos comentar as duas frases como uma só, pois  têm o mesmo objetivo. Durante a reunião, os técnicos da CET contaram que tem recebido muitas reclamações sobre ciclistas circulando nas calçadas e furando sinal vermelho, por vezes passando rápido em meio aos pedestres que estão atravessando. Por isso, decidiram incluir orientações aos ciclistas nas faixas.

Esses comportamentos devem ser evitados, não só por colocarem ciclistas e pedestres em risco, mas por servir de argumento para cidadãos que não querem bicicletas nas ruas rebaixarem todos os ciclistas a infratores em potencial, que em sua opinião não merecem o direito de circulação.

Sobre essa questão, recomendo ler estes dois textos: Faixas da CET tentam disciplinar comportamento do ciclista (e a discussão que surgiu nos comentários) e Quando a bicicleta subversivamente passa a fazer parte do sistema.

Ciclista – Ande no sentido de circulação da via

Essa recomendação é muito importante, como já explicamos aqui no Vá de Bike. Pedalar na contramão não é mais rápido e não é mais seguro. Entretanto, essa informação poderia estar pintada no verso das outras faixas, para que fosse lida por quem efetivamente está utilizando a mão contrária… 🙂

Qual sua opinião sobre as faixas e frases utilizadas pela CET? Comente.


12 comentários para Conheça os textos das faixas da campanha de respeito ao ciclista em São Paulo

  • Douglas

    Reforço a observação do Felipe Ferandes, a faixa “Ciclista – Ande no bordo direito da pista” não tem respaldo legal segundo o CTB. É uma desinformação que além de restringir as opções de deslocamento do ciclista, pode ainda comprometer sua integridade física ao forçá-lo a seguir sempre pelo bordo direito mesmo que eventualmente o esquerdo seja mais seguro.

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  • anderson

    Essa reclamação freqüente de ciclistas furando sinal vermelho e andando rápido na calçada precisa de uma analise mais profunda. Trabalho na Vila Olímpia, próximo ao shopping, aqui tudo é complicado, o transito é intenso, existem muitos pedestres atravessando por conta das empresas e do shopping, assim como muitos ciclistas também passam pela região.

    Ciclistas que utilizam a bike como meio de transporte geralmente são bem tranqüilos, eles furam o sinal vermelho e utilizam à calçada, mas sempre numa velocidade compatível com os pedestres. Ora se um ciclista tem um campo de visão maior que um motorista, desde que ele esteja devagar e saiba bem o que está fazendo, qual o problema? Até por que sair num semáforo lotado junto dos carros me dá até um frio na barriga, já levei um retrovisor no braço em um caso desses.

    Agora o que realmente trás problemas aqui são os garotos que fazem entregas de bike. Existem padarias, bares e lojas em que seus entregadores usam bikes, o que acho muito louvável, a questão é que esses entregadores andam como loucos nas calçadas, furam sinais, andam pela contra mão, já levei inúmeros sustos desses velozes e furiosos. Já vi muitas pessoas reclamando quando eles passam em velocidade entre os pedestres e geralmente as criticas são generalizadas como se todo ciclista fosse um maluco sobre rodas.

    O que a CET deveria mesmo fazer era observar mais o transito, colocar monitores em pontos com grande fluxo de pedestres, como na estação Vila Olímpia, e perceber quais são as dificuldades de cada ponto. Afinal, a maioria dos motoristas são civilizados, o que trás problemas são meia dúzia que se acham imortais do transito. Eu mesmo sou a favor de mais semáforos para pedestres na Vila Olímpia, pois aqui dá pra contar nos dedos os motoristas que respeitam a faixa, e a CET nunca me perguntou isso.

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    • Gustavo

      Anderson,
      O problema é que é contra a lei. Se queremos respeito à bicicleta como veículo que é, devemos nos comportar como tal.
      Se tomarmos como válido o seu argumento, motos que dirijam devagar e saibam o que estão fazendo também poderiam trafegar pelas calçadas e faixas de pedestre.

      Outro problema é a generalização. Como você apontou: um ciclista que fura um farol gera o seguinte argumento “Os ciclistas não respeitam o trânsito e querem ser respeitados.” Do mesmo modo, se um motorista tira a famosa ‘fina educativa’, vira “Os motoristas não respeitam as bicicletas”. Não são nem os ciclistas nem os motoristas. Aquele motorista/ciclista não respeita, o resto paga o pato.

      Passo toda sexta feira pela Vila Olímpia, por volta das 18h, em direção à Hélio Pellegrino, para chegar no Parque Ibirapuera e de lá subir pela Borges Lagoa, para chegar em casa. É caótico, mas a cidade em geral é. E se você pedala naquelas calçadas, tome bastante cuidado, pois ali tem uma multidão de pedestres. Você pode acabar por coloca-los em risco. E de quem é a culpa quando se atropela um pedestre na calçada? E como fica isso na atual situação de SP em termos de “marketing” para o ciclista?

      Desde que comecei a pedalar, tento eliminar as infrações como contramão e pedalar em local de pedestres (passarelas e passagens de pedestres em pontes – como da Cidade universitária – para pegar a ciclovia da Marginal). Fora as já tão conhecidas furadas de semáforo e para em cima da faixa de pedestres.

      Entendo que, por vezes é necessário furar um semáforo de pedestres para se posicionar de forma mais segura no trânsito caótico de Sampa. Mas não concordo e faço de tudo para não fazer. Já pedalei na calçada, já furei farol -admito, mas não faço mais. Percebi também que ciclista que respeita as leis e sabe sinalizar é mais respeitado também. Pedalo quase que diariamente no trânsito e, é sério, tenho pouquíssimos problemas com motoristas em geral. Geralmente é um carro que passa mais perto, ou não dá a preferência nas conversões.

      Nos meus caminhos encontro muito ciclista que se comporta como você descreveu e mais, na contramão, na calçada, furando não só farol de pedestre, mas também os de fluxo de veículos (aquela olhada para ver se não vem ninguém e passar rapidinho.)

      Em tempo: o Jorge tem razão quando diz que educação vem de casa, mas a minha sugestão era só direcionada aos “órgãos oficiais”.

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  • Silvia Ballan

    sinto que os motoristas me observam….
    E agora consigo dialogar com alguns e nos entendemos nos faróis e cruzamentos! Esta campanha e outras notícias sobre o assunto parece estar fazendo um efeito positivo! Tomara que eu esteja certa!

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  • Alguém em algum lugar tinha que começar a fazer isso. Que bom que iniciou em SP, lugar onde a maioria das coisas começa nesse Brasil. Espero agora que se espalhe rapidamente para o restante do Brasil. Quanto ao comentário do Gustavo sobre iniciar na auto escola, não discordo, mas antecipo o tempo, pois deveria começar em casa, na família quando nos carros, já mostrando a molecada pequena como é a coisa na prática. Também nas escolas deveria haver uma disciplina de transito para reforçar a conduta.
    E sobre o comentário do Ricardo, realmente tem vias e locais difíceis de se locomover ficando no bordo direito da via, mas tudo no final acaba sendo uma questão de “bom censo”, pois se todos tiverem,,, o transito será muito melhor, mais humano.

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  • Felipe Ferandes

    A iniciativa é um bom começo, minha única reclamação é quanto a “Ciclista – Ande no bordo direito da pista” esta frase restringe o direito que segundo CTB os ciclistas tem de circular pelo bordo esquerdo da via, que em algumas ruas é mais seguro e quando tenho que fazer uma conversão a esquerda é justamente onde eu deveria estar. A CET deveria reve-la e usar o texto que esta no CTB “Ciclista – Ande no bordo da pista” sem definir em qual bordo pois do jeito que está é um cerceamento do nosso direito e pode colocar ciclistas em risco.

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  • Ricardo Laudari

    Willian e pessoal,

    Essa á uma dúvida cruel e gostaria de saber a opinião de vocês. LEIAM ABAIXO.

    Quanto à “Andar no bordo direito da pista”, tenho minhas restrições. A rua Venâncio Aires na Pompéia caracteriza a minha posição. As três faixas da direita para esquerda são: Ônibus, Livre, Livre (com carros estacionados). Quando ando na faixa da esquerda, ao lado dos automóveis estacionados, estou muito mais seguro do que ao me meter em qualquer uma das duas faixas.

    Com a faixa da esquerda livre, é ÓBVIO que não me meteria por lá. Em todo caso, quando há uma longa fila de carros estacionados na pista da esquerda que deixam um bom espaço para a bike e, do outro lado, uma faixa exclusiva de ônibus, acho a opção pela esquerda bem mais factível para a harmonia geral da via.

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    • André

      Vc tem razão, porém, se a educação dos motoristas fosse diferente vc estaria seguro até se andasse no meio das faixas…Seria errado mudar isto e permitir que andemos no lado esquerdo, o correto seria punir de forma severa o motorista que neste caso deve vir atrás de sua bike e esperar até que haja espaço seguro para uma ultrapassagem de acordo com os 1,5mts estabelecidos, veja o exemplo no video abaixo.
      http://www.youtube.com/watch?v=RQweKmTTTww

      o carro atras de Ivan não tem nada a ver com a filmagem, veja a distância que ele se mantem e o momento em que ultrapassa o ciclista – Italia.

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    • Aline Cavalcante

      Olá Ricardo,

      perfeito. Eu também preciso pegar o bordo esquerdo em algumas vias (como a Teodoro Samapaio, por exemplo) pelo mesmo motivo. O que a CET alega é que não pode legitimar o ciclista no bordo esquerdo pq, pela lei, ali é a pista mais veloz, mais perigos e, portanto, onde o ciclista não pode trafegar.
      Existe uma mega discussão ao redor disso, mas o fato é que eles não podem multar o motorista quando o ciclista estiver no bordo esquerdo (justamente pq eles acreditam que estejamos errados).

      Mas de toda forma, na prática, continuarei subindo a Teodoro pela faixa à esquerda, ao lado dos carros estacionados. Assumirei o risco, pois no bordo direito tem uma faixa exclusiva de onibus.

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  • Gustavo

    Olá,
    Na minha opinião é uma tentativa de educação, tanto do motorista quanto do ciclista. É um passo adiante em uma cidade onde os ciclistas são tratados como domingueiros em lazer.
    É interessante também que nesse processo várias partes tem sido ouvidas, seja na reclamação feitos pelos ciclistas quanto dos ciclistas. E bem legal a atuação da Cicloliga, que já conseguiu aberturas importantes através do diálogo – como o uso da bicicleta nas escadas rolantes do metrô.
    Mas uma questão que me martela na cabeça é: isso é suficiente em termos educacionais? Como ampliar o alcance desta iniciativa?
    Uma possibilidade seria começar antes de sequer tirar a carta.
    Na auto-escola poderia ter uma parte mais focada na relação motorista/outro componentes do trânsito.
    Ou algum curso de reciclagem na renovação da carta.
    A campanha dos pedestres foi um pouco mais ostensiva, muito além das faixas.

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  • Adorei o post, é muito claro e preciso, falando de todas as faixas e esclarecendo muitas dúvidas, se essa campanha obtiver o mesmo sucesso que a dos pedestres, em breve SP se tornará um lugar ainda mais agradável! porém discordo com o fato da faixa “Ciclista – Ande no bordo direito da pista” em locais como a Avenida Paulista, on na faixa da direita há uma faixa EXCLUSIVA de onibus… em casos como este o ciclista deve permanecer na faixa comum mais a direita, ou seja, a penúltima… mas perto de toda a campanha, isso é detalhe..

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  • Guilherme

    Bacana, se pensar na história do trânsito daqui, essa medida é extremamente positiva!

    Só não engulo o lance de andar sempre na faixa da direita… tem poucas situações onde isso não rola, como no trânsito todo parado, onde só se anda no corredor das motos, ou em vias estreitas, mas de alta velocidade, onde é complicado dividir espaço com ônibus, esses só resta evitar mesmo…

    Comentário bem votado! Thumb up 4 Thumb down 0

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