Não recomende “mais cuidado” quando ocorrem tragédias com ciclistas

Foto: Aline Cavalcante

Foto: Aline Cavalcante

Sempre que acontece um absurdo envolvendo morte ou ferimentos sérios com ciclistas, nossos familiares, amigos e conhecidos costumam nos pedir para “tomar cuidado”.

Às vezes, completam dizendo que rua não é lugar de bicicleta, que a cidade não está preparada e por isso não deveríamos pedalar nas ruas, ou que tem “muito maluco dirigindo por aí” e que por isso deveríamos usar o carro ou o transporte público.

Temos que admitir que essas recomendações geralmente são movidas por preocupação genuína conosco. Mas às vezes até pessoas com quem temos pouca intimidade, ou mesmo desconhecidos na rua, nos dizem para não usar a bicicleta: afinal, é perigoso.

Recomendação fora de contexto

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Claro que é importante tomarmos cuidado. Não à toa, aqui no Vá de Bike temos uma série de artigos com recomendações de segurança, que em resumo são um grande “tome cuidado”. Mas quando acontece algo trágico com um ciclista, sobretudo em uma situação em que apenas quem estava no carro poderia ter evitado o ocorrido, essa recomendação beira o absurdo, pois quem deveria ter tomado cuidado é quem causou o atropelamento!

Crimes como o cometido na Av. Paulista em 2013 não acontecem por falta de cuidado do ciclista, mas com o ciclista. Por isso, meus queridos que nos amam e se preocupam conosco, acaba sendo até falta de sensibilidade recomendar mais cuidado em um momento como esse. A recomendação, ainda que com preocupação genuína, nos incomoda e pode ofender.

Recomendar que ciclistas “tomem mais cuidado” ou evitem sair às ruas é o mesmo que recomendar às pessoas a não saírem a pé porque podem ser assaltadas. Ou recomendar que as mulheres não usem saias, pois podem ser estupradas. Ou que não façam uso do transporte público, pois podem ser assediadas.  Que não se use mais cartão de crédito, pois ele pode ser clonado. Ou que não se use mais o carro, porque pode haver um sequestro relâmpago.

Esse tipo de discurso só banaliza a situação como algo que não pode ser evitado, um infortúnio, coisas da vida. Mas pode ser evitada sim – e deve! Além de tomarmos cuidado, com nós mesmos ao pedalar e principalmente com os outros ao dirigir, o poder público deve atuar, tanto preventivamente (através de sinalização, infraestrutura e campanhas de conscientização) quanto punindo os criminosos que cometem atentados contra a vida nas ruas. E é esse o discurso que deve ser adotado.

E, por favor, recomendem a nossos amigos, familiares e amores que dirigem que também tomem mais cuidado. Afinal, um descuido pode matar. Nesta página há boas informações nesse sentido.


54 comentários para Não recomende “mais cuidado” quando ocorrem tragédias com ciclistas

  • Olá, pessoal.

    Creio ser a primeira vez que contribuo com o bom debate promovido pelo site.

    Serei rápido, meu tempo é curto.

    Sobre o uso ou não do capacete:
    Defendo a utilização porque protege a cabeça, simples. Não importa se foi uma queda ocasionada por um veículo automotor, não importa se a manobra de tal veículo poderia ou não ter sido evitada com mais prudência por parte do motorista, não importa se foi uma queda banal numa rua vazia, ocasionada por um buraco ou por desatenção de minha parte.

    É lógico que se um caminhão ou carro passar e bater em mim rápido demais, vou me machucar muito, talvez até morrer e o capacete será pouco útil, mas no caso de um incidente com menor força cinética envolvida e em que a cinemática do movimento do meu corpo propicie um impacto da minha cabeça, é melhor estar de capacete. No meu entendimento, o raciocínio é simples e lógico.

    Grande abraço a todxs.

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  • Ô loco, olha o VadeBike fazendo sucesso até na Itália!!! Avete capito?

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  • Carlos

    Talvez para qualquer parte tomar cuidaddo para o exemplo de má condução de trânsito seria este vídeo:
    http://www.youtube.com/watch?v=Q6t0_fzfAWA
    É, o pessoal andou esquecendo este vídeo. Não há exemplo de bicicletas, ou colisão com outros veículos.

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  • Daniel

    Legal , lindas citações Carlos, mas… Responda com honestidade: Você aconselharia seus filhos a pegarem a Av. 23 de Maio de bicicleta na São Paulo de hoje?
    Se a resposta for sim e for sincera, o que você escreve é mesmo o que pensa e sente.
    Caso contrário, escreve uma coisa mas faz/ sente outra, como 90% dos brasileiros hoje na internet e redes sociais. Muito mimimi utópico que não se aplica à realidade.

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    • Carlos SA

      Olá Daniel ! Obrigado por comentar !
      Fiquei confuso sobre o que você entende por aconselhar, não seria recomendar ?
      Bem, não transito com tamanha frequência pela 23 de maio ( mas transito por outras equivalentes ), e, já vi ciclistas passando por lá, e dependendo da índole e personalidade do filho. É claro, que dependendo da idade do filho, e de como vai sua relação com seu filho, pois temos filhos que são meio rebeldes e depende também do grupo de amizades, vão decidir por si só. Deste modo, enquanto forem pequenos, e podermos vigiar o que fazem, podemos decidir onde andamos. Já quando forem mais independentes, aí o que podemos fazer, ou melhor, ter feito é dar uma educação para lidar com os problemas das avenidas e ruas, já que nossa cultura é mais omissa e agressiva quando se trata de espaço público. Quanto a trafegar a 23 de maio, vale para qualquer veículo, carro, moto, bicicleta, scooter, skate, patins … o que é perigoso não é da vias, mas o comportamento de quem as usa e as cuida. Deste modo, qualquer via é um perigo, quando há muitas pessoas que a usam e cuidam de forma indevida. Coloquei o “cuidar” nesta questão para abordar outros aspectos como os que usam e os que estão ao redor fazem o zelo da via. Um deles é o fato de você denunciar o mau uso da via, como estacionar na calçada, circular em velocidade acima da recomendada para aquela via, a falta ( inexistente ) e a falta de manutenção de calçada, assim por diante, tudo aquilo que possibilite a circulação segura de pedestres, ciclistas, motociclistas e motoristas.
      Qualquer via também pode ser segura pelas mesmas razões, onde o pessoal não é omisso, participa na manutenção dela. E o seguro depende também do período: se for hora do rush, então é bom evitar, aliás este conselho vale para motocicleta e até mesmo para motoristas. Portanto, qualquer via é ciclável observando o momento e como todos zelam pela aquela avenida.
      Já que fez uma referência a 23 de maio, provavelmente deve morar perto dela. Acredito eu que deva ter alguma familiaridade com ela, sabe quando ela é perigosa, quando não ( toda via tem momentos perigososo e quando são mais tranquilas ). Pode até ter algumas idéias de como torná-las mais segura para todas, principalmente pedestres ( pois no caso da via estar complicado em transitar, temos o recurso de usar a calçada, mesmo que empurrando ). E também pode estar atento a melhorias que irão ser feitas nesta via: por exemplo, a 23 de maio, terá um corredor de ônibus, e com uma ciclovia ! Se irá existir este corredor e a ciclovia, vai depender de quem a usa e que fica antenado e vive cobrando, mesmo que indiretamente. Essas pequenas ações são as que vão melhorar a vida de todos. E estas pequenas ações traz consigo várias aprendizagens. As frases que citei tem várias lições, é da nossa competência aprender o que significam para cada um de nós e como podem ajudar a ver os problemas do dia-a-dia de uma forma diferente e trazer consigo soluções. Tem um frase do John F. Kennedy naquele famoso discurso do porquê devemos ir à Lua: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.” Se trocarmos país por cidade e/ou bairro ou até mesmo vias, você entende o que tem que fazer. Eu entendo estas pequenas ações, que muitos não fazem por omissão, ignorância, e achar que participar e colaborar pelo bem público, não adianta de nada, não é importante, e, que por egoísmo, achar que você é mais importante que o público. Para tornar mais interessante esta idéia, vou parafrasear a frase de Kennedy: “Não pergunte o que a prefeitura pode fazer para a sua segurança nas vias cicláveis. Pergunte o que pode fazer para a segurança das vias cicláveis da cidade.” O que entendo é justamente o nosso papel de fiscalizar e zelar pelos espaços e bens públicos.

      Se usa com frequência 156, SAC da prefeitura, 1188, site da CET, Limpurb, Ilume, etc … então já está num caminho certo para a aprendizagem … pois terá entendido que não é somente aqueles que ficam os burlando as leis, e as regras de boa convivência, que necessitam de educação ou punição: nós também, porque muitas vezes deixamos de fazer este papel de fiscalização e de zelar pelo espaço público que conhecemos.

      E para finalizar, 90% dos brasileiros ? Tem referência disto ? Não seria melhor citar sobre internautas paulistanos ? Este achismo não ajuda. Só gera confusões. Como dizem: a pior mentira é aquela que acreditamos. Portanto, aprendamos a ser mais honestos conosco, pois esta neura de insegurança está afetando a capacidade de raciocínio, e apelando com o achismo. Creio que o modo de abordar as coisas deve ser o mesmo moto dos ecólogos: Pense globalmente, aja localmente.
      Então vamos agir com calma e cuidadosamente no dia-a-dia e nos local onde vivemos. Valorizemos o que temos. E é bom que tenhamos essa visão crítica para não cairmos na hipocrisia, e, nesse ponto, seu comentário foi muito oportuno e tem seu valor por constatar como muitas das decisões nesta cidade foi por pânico, omissão e falta de participação, e, possivelmente, por manipulação da mídia.

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  • Daniel

    Eu ando nas ruas, utilizo como transporte, mas eu desaconselho o pessoal mais jovem a andar de bicicleta HOJE em São Paulo, pois sei que de fato é perigoso, não há cultura nem respeito e tem mesmo que tomar cuidado.Ou melhor, todo cuidado do mundo ainda é pouco e representa sim um risco alto. Maior do que andar de carro ou a pé. É um fato.

    Eu mesmo não vou parar, concordo que é importante ir pra rua e enfrentar o leão (motoristas malucos), ainda que loucos te passem pela direita, buzinem atrás de você, tirem finas mortais.

    Mas aconselhar? Não aconselho. Recomendo cuidado mesmo, e relembro o cuidado quando há tragédias como esta do rapaz que perde o braço. Quer andar? Legal, mas recomendo cuidado redobrado.

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    • Carlos SA

      Não é o cuidado imediato, mas sim cuidado constante.
      É não deixar de ajudar e ensinar a tomarem cuidado para os mais jovens, adultos, de qualquer idade, e, qualquer nível de escolaridade.
      Aliás, gente que usa para ir ou no trabalho tem suas dicas de cuidados, se você ouvir atentamente o que dizem.
      Afinal, eles tem a maior probabilidade de encontrar situações perigosas. Fazer briefing, ou compartilhar as experiências, com eles ensina muita coisa. E, com esta lição aprendida podermos tomar ações, para nós mesmos como para os outros.
      O mais importante nisto, é o compartilhamento de experiência, de informações, de conhecimento, assim ajuda

      A vida não existe essa coisa de seguro mesmo. Se você acha que é seguro, então já está se enganando. E esse engano que é o maior perigo.
      O que está atrás desta história é o medo. O pânico. Então tratemos o medo de forma que ela merece.

      “Viver com medo é viver pela metade.”

      A vida é maravilhosa se não se tem medo dela.
      Charles Chaplin

      Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.
      Clarice Lispector

      Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.
      Platão

      Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo.
      Luis Fernando Veríssimo

      Não é que eu tenha medo de morrer. É que eu não quero estar lá na hora que isso acontecer.
      Woody Allen

      O medo tem alguma utilidade, mas a covardia não.
      Mahatma Gandhi

      Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência do medo.
      Mark Twain

      O cão não ladra por valentia e sim por medo.
      Provérbio chinês

      O medo faz parte da vida da gente. Algumas pessoas não sabem como enfrentá-lo, outras – acho que estou entre elas – aprendem a conviver com ele e o encaram não como uma coisa negativa, mas como um sentimento de autopreservação.
      Ayrton Senna

      Liberdade significa responsabilidade. É por isso que tanta gente tem medo dela.
      George Bernard Shaw

      Foi um grande conselho o que ouvi certa vez, dado a um jovem: «Faça sempre o que tiver medo de fazer».
      Ralph Emerson

      A condição dos homens seria lastimável se tivessem de ser domados pelo medo do castigo ou pela esperança de uma recompensa depois da morte.
      Albert Einstein

      Todos os homens têm medo. Quem não tem medo não é normal; isso nada tem a ver com a coragem.
      Jean-Paul Sartre

      Esse não tem a ver com medo, mas a ignorância ronda o medo:
      Quem conhece a sua ignorância revela a mais profunda sapiência. Quem ignora a sua ignorância vive na mais profunda ilusão.
      Lao-Tsé

      Tem essa sobre cuidado, essa é mais difícil de entender, mas se pensar sobre ela por um tempo, vai entender:
      Caveat Emptor ! ( Cuidado comprador ! )
      Caveat Emporium ! ( Cuidado vendedor ! )

      Precisa de mais ? Tem um monte na literatura e nas religiões … que ensinam como é a vida. E a última desta resposta, essa é de matar:

      “Quem espera que a vida
      Seja feita de ilusão
      Pode até ficar maluco
      Ou viver na solidão
      É preciso ter cuidado
      Pra mais tarde não sofrer,
      É preciso saber viver.
      Toda pedra no caminho
      Você deve retirar
      Numa flor que tem espinhos
      Você pode se arranhar
      Se o bem e o mal existem
      Você pode escolher,
      É preciso saber viver.
      É preciso saber viver
      É preciso saber viver
      Saber viver”
      Roberto Carlos

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  • Carlos Shigueru Akamatsu

    Para amarrar este tópico com outras coisas, está também relacionado com a série “História das Coisas”:
    http://www.youtube.com/watch?v=5JyVXUj2xwY
    Neste caso, sobre as mudanças.

    Concluindo, não dá para ver esse evento como caso isolado, e devemos colocar numa perspectiva mais ampla.

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  • Carlos Shigueru Akamatsu

    Um exemplo de cuidar, não diretamente relacionado com as bicicletas, é sugerir ao CET que possa ter um número SMS ou MMS ( permitindo o envio de fotos e GPS … ). Com isto o cuidado fica mais facilitado e mais efetivo ( pois está registrado eletronicamente ). O “cuidar” de hoje em dia tem que acompanhar as inovações tecnológicas.

    Aproveitando, no site do CET temos o link bicicleta, dê uma olhada e avalie como é o cuidar deles para a bicicleta, quem sabe você possa dar sugestões e crítica exercitando o seus cuidados com a CET.

    http://www.cetsp.com.br/consultas/bicicleta/um-novo-meio-de-transporte-a-bicicleta.aspx

    Contato:
    http://cetsp1.cetsp.com.br/falecomsac/index.htm

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  • Perdão mas é preciso tomar todo cuidado e mais um pouco.

    A estratégia de incentivar o ciclismo na “marra”, empurrando mais e mais ciclistas nas ruas de uma cidade totalmente despreparada pra isso, tracionalmente violenta há muito tempo, cuja única lei é a do mais forte e onde campeia a impunidade é totalmente irresponsável e está produzindo cada vez mais mortes e invalidez, como a recente perda do braço do Davi, entre muitas outras.

    O ciclismo é tão necessario e importante em São Paulo que dispensa essa “mãozinha” pesada. Ele vai se impor pela necessidade, não pela violência nem pela arrogãncia de ninguém, seja ou não ciclista.

    A cidade que elegeu o Coronel Telhada não está preocupada com sua segurança.

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    • Carlos Shigueru Akamatsu

      De fato, instituir o hábito de usar bicicleta deveria ser resguardado de cautela, cuidado, esse é outro cuidado. Outro seria a dos ciclistas orientar o uso adequado das vias, e cuidar para que não abusem, por mais que tenhamos direito. Também devemos cuidar com que os motoristas respeitem os ciclistas, e tomar medidas necessárias. O caso de carros na calçadas é exemplo. Que as leis também possam refletir o uso de bicicletas, assim como os pedestres são, por isto a campanha da antiga administração. Devemos cuidar para que a atual administracão também faça campanha para o uso de bicicletas, e para os motoristas e demais respeitem.

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    • Rosana

      Parece-me que estão é deseincentivando o ciclismo na marra, incentivando é que não estão. Quem pedala na cidade enfrenta todos os desincentivos possíveis. O que seria “incentivar na marra”?

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      • Carlos Shigueru Akamatsu

        Nem é preciso incentivar na marra. Com os problemas de transito hoje em dia o incentivo para usar bicicleta fica cada vez maior, por causa dos congestionamentos.
        Infelizmente, até mesmo o transporte coletivo é vitima deste trânsito, que ficam preso neste trânsito insano, o que leva a muitos usuários a considerar a opção pelo uso de bicicleta, ou bicicleta + trem/metrô. Pensando por este lado, estão perdendo feio ao desestimular na marra a bicicleta como meio de transporte, o efeito está sendo contrário.

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  • Carlos Shigueru Akamatsu

    Pensando bem, creio que a matéria tem razão de ser, mas acho que ainda é incompleto. Talvez seja pelo calor do momento.
    O problema é o cuidar do cuidado. Certo, os motoristas tem que cuidar para que não cometam infrações, aliás o que se exige pela lei, como um colega nosso citou.
    Na minha opinião todos devem ter cuidado, inclusive os ciclistas, toda a sociedade, direta ou não relacionado com os incidentes. Pois querendo ou não, as consequências do incidente, querendo ou não afetam a todos. Nisto inclui, o setor público, notadamente a prefeitura, que apresentou os planos para as ciclovias e ciclofaixas. Afinal, o que estamos falando da realidade da cidade, que afeta a todos.
    “Se você não faz parte da solução, faz parte do problema.” É a frase que ouvimos com certa frequência. As conclusões que podemos tirar disto é que se você não faz parte ativa da solução, ou seja, procura ativamente achar respostas, soluções, solicitações, enfim participar da vida pública, com certeza, será parte do problema, pois será a massa que teremos que lidar para implementar, ou angariar apoio para as soluções, você sempre depende da aprovação da maioria, quando se trata de ter soluções no domínio público.
    Agora que soluções podemos fazer, como indivíduos ? A resposta é cuidar. Quando se diz tome cuidado para outras pessoas, na verdade está tranferindo a responsabilidade desta atividade ( para outras pessoas ). No fundo está se eximindo do problema, recusando a ser parte da solução, tornando ela mesma parte do problema ( Óbvio, mas muita gente não percebe, tanto em ser parte da solução como parte do problema. )
    Bem aí que entra a questão da cidadania, pelo menos, parte dela, que é zelar pelos espaços públicos. É como aquele tópico sobre os carros parados nas calçadas. Se você não denunciar ou cuidar para que não haja carro nas calçada, o problema persiste, e você também faz parte do problema, pois você não está se responsabilizando sobre informar ou denunciar para prefeitura ou órgão competente.
    Teve um reclame na TV, pelo governo federal sobre tomar para si a responsabilidade, ou problema, ou algo semelhante. Como a responsabilidade de zelar pelo bem público é de cada um, e intranferível, pois faz parte do que constitui a cidadania, aquele reclame foi um lembrete disto, citado em lei de uma forma ou outra.
    E como disse um dos comentários, se todos seguisstem a lei, todos estariam cuidando dos afazeres e bens em espaço público, o que automaticamente, todos estariam cuidando, uns aos outros. Como o estado das coisas está como está, a conclusão é que muitos não estão cuidando, sem exceções, de pelo menos uma parte das responsabilidades como cidadão em relação ao espaço público.

    Daí vem uma pergunta: você está cuidando ou zelando pelo espaço público, mesmo que seja uma coisa só, como a de denunciar carros que estão na calçada na sua rua ou outra ?

    Como um indivíduo não dá para cuidar de tudo, creio que todos deveriam ter seu pequeno Projeto/Programa de cidadania: zelar por alguma coisa. Creio que é um grande aprendizado como cidadão. Assim haveria uma melhora substancial na qualidade de vida dos paulistanos.

    Deste modo, então vamos cuidar com que tomem cuidado. Desde motoristas a estabelecimentos que não oferecem paraciclos, que não dão estacionamento suficiente para os seus clientes, que os motoristas parem responsavelmente nas vagas, parando de acordo com sua condição. Assim por diante, assim temos muito o que cuidar nesta cidade !

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  • Teresa Diniz

    Concordo plenamente com a matéria. Que precisa tomar cuidado é o motorista! Precisamos exigir que culpados sejam punidos exemplarmente como forma de inibir as imprudências no trânsito. CADÊ AS CICLOVIAS PROMETIDAS????? Ciclofaixas não resolvem o problemas, apenas servem para lazer.

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  • Valdemir

    Não importa nem um pouco se a pessoa conduz um carro, caminhão, onibus, moto, patins, skate, bicicleta, camelo, jegue, carroça .. ou seja lá o que quiser conduzir!

    Nada no mundo lhe dá o direito de querer chegar primeiro que o outro, ser mais rápido que o outro, ficar zig zageando na frente dos outros ou ficar achando que o espaço é só dele e pronto! Se existir RESPEITO e EDUCAÇÃO, a vida fica bem mais fácil.

    E se locomover então fica bem mais tranquilo, se cada um respeitar seu limite e o dos outros a vida fica muito melhor.

    Mas mesmo em um mundo maravilhoso e perfeito, mesmo que nenhum carro o albarroe por trás, você pode simplesmente levar uma queda, seja por um buraco, um estouro de pneu, um desiquilibrio besta, uma subida ou decida de guia etc..podem acontecer inumeras situações sem envolver um carro e você se estatelar no chão, sem saber quando, aonde e muito menos como você irá cair, mesmo por que ninguém tem sindrome de Mãe Diná, então pelo sim pelo não é muito melhor você ter um capacete na cabeça do que ter a cabeça em uma quina de guia, parede, pedra,poste, arvore, asfalto sem nada para proteje-la.

    Nunca saio de casa sem capacete, graças a Deus nunca precisei usar e espero nunca precisar ! Mas quem diz que não precisa usar, é porque nunca experimentou um RALO dos bem dado, no dia que experimentar talvez mude o conceito.

    Um capote de de bike a 50,30,20 Km por hora é igual um capote de moto na mesma velocidade, imagina o estrago, vai ver que é por isto que motociclista usa capacete !

    Bom enfim cada um sabe o que tem na sua cabeça para protege-la ou não ! Como disse o amigo em outro post, se os equipamentos de segurança existem não são para fazer milagre, mas para tornar as vezes um ferimento que poderia ser leve usando-o do que um ferimento grave se não estiver usando!

    Sou a favor de tudo que pode ser usado para proteção da pessoa, seja no esporte ou no lazer ! E recomendo a todos que eu conheço use !!!

    Andar de bicicleta pode ser prazeroso, mas também pode ser perigoso, como qualquer meio de transporte pode ser !

    Bom Pedal a todos !

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  • Se tivéssemos Amor não precisaríamos tomar tanto cuidado…

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  • André Almeida

    Usar capacete de bike, é como andar de carro e usar o cinto de segurança, ou de moto e usar o próprio capacete para motociclista. Acho que as ferramentas de segurança estão ae pra serem usadas e mesmo com todos cumprindo a lei como se fossemos desenvolvidos o suficiente pra isso, os equipamentos são necessários por vários motivos.
    Sou ciclista e ando na lei, uso capacete não só pelo perigo do transito, mas também por qualquer outro motivo que possa me causar dano.
    Não desmotivo ninguém a andar sem capacete e sempre aconselho, um bom passeio de bike, é sempre um passeio que tem ida e volta e volta em segurança, independente de onde seja ou como seja, por isso equipamentos de segurança são pra serem usados, sempre!
    Bom pedal galera.

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  • maria regina

    Como sempre artigo sensacional! Abs.

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  • Carlos Shigueru Akamatsu

    Este tópico me fez lembrar do Arturo Alcorta:

    http://www.viaciclo.org.br/portal/artigos/99-artigos/370-fez-algo

    Em suma, estes acontecimentos, incluindo aquele do sinalizador em Bolívia ( sei que estou exagerando, mas para ver como o problema é mais lá embaixo ), é também consequencia desta atitude do artigo do Arturo.
    O que explica em parte porque as coisas andam na base da tragédia, do chocante e do banal.

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  • Mauricio

    Não acho descabido recomendar. Num país ideal, com certeza o artigo faz sentido, mas neste aqui?!? Enquanto a população não for consciente, temos sim que tomar cuidados. Enquanto a bandeira do “eu tenho direito” não for ouvida efetivamente pelo poder público e a impunidade pairar sobre este país, melhor cada um tomar conta de si ao pedalar.

    É que nem a galera aqui em Florinópolis que muda o horário de treino de bike para mais tarde na alta temporada, para evitar cruzar com os baladeiros voltando para casa entre 6 e 8 da manhã.

    Enfim, entendo o ponto de vista do seu artigo, mas descordo. Temo sim que cobrar do Estado, mas enquanto nada é feito, melhor “mais cuidado”.

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    • tiago barufi

      A mim parece apenas que você não prestou atenção no texto.
      Você acha que o David deveria ter tido ‘mais cuidado’, é isso? Me explique, de que adiantaria?
      A atitude dele foi a mais cuidadosa possível, ao escolher pedalar numa área segregada.
      A sensação que tenho ao ver comentários como esse e ao ouvir a conversa padrão dos automobilistas do trânsito é a de que nada se deve fazer quanto à irresponsabilidade de quem dirige. Ou de quem dirige bêbado.
      Certos automobilistas se julgam uma classe inexpugnável em seu direito de atropelar a esmo.

      O receio de combater as regalias dos bem-sucedidos motorizados extrapolou a faixa do ridículo faz tempo.

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      • Davi tomou todo cuidado e confiou numa proteção falsa que lhe deram, em determinado dia e horário. O erro de todos nós foi ter confiado nisso. Cone e relógio não protegem ninguém.

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  • Eu desde que comecei a pedalar constantemente em janeiro de 2012, perdi 20 Kg, existe uma diferença entre ciclista e andador de bicicleta, ja pedalei de madrugada e de manha,tarde, noite considero essenssiais os seguintes itens, Faixa Reflexiva (uso de Dia e de Noite), Capacete, Luz Piscante (Uso de Dia e de Noite), e extrema atençao, nao uso fones mas carrego cellular, tem gente que acha , as faixas e as luzes Babaquice, acha que fica igual a arvore de natal, e as faixas, guardas de transito, eles podem ate achar que e Babaquice, mas se e para salvar Minha Vida, que se dane os comentarios, pois a noite as faixas sao otimas e de dia tambem, e a luz importante, repare que na maioria dos atropelamentos nao ha nenhum destes dois ites, as vezes nem capacete tem, entao SEJA COSCIENTE E DEIXE OS BABACAS PENSAREM O QUE QUISEREM< SUA VIDA VALE NAIS DO QUE UM COMENTARIO PRETENCIOSO. PEDALE COM SEGURANÇA

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  • É só ver que em amsterdam ninguém usa capacete. Podem falar “ah mas eles têm milhares de ciclovias” mas isso é uma mentira. Eles têm ciclovias e algumas ruas restritas a pedestres e bikes mas na maioria das ruas é tudo misturado: carros, bicicletas, trems, onibus.

    É algo cultural. Lá há respeito. Em São Paulo isso só vai mudar com muitos anos de educação aos motoristas. E mesmo assim há uma diferença crucial: Amsterdam e outras cidades são planas e São Paulo é muito maior e cheio de ladeiras. Se você não está num lugar relativamente perto e com caminho mais ou menos plano para onde vc quer ir (oq nao é o caso), não vai usar bicicleta.

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    • Gustavo

      Esse site (http://www.dbike.org/site/index.php/multimidia/webcams) lista webcams de amsterdam… A segunda mostra essa situação, uma via com trem, carro, ciclofaixas (inclusive uma na contra-mão) e um fluxo monstro de pedestres. É impressionante como flui, é até agradável de assistir hehe. O que me impressiona é que pedestre lá não tem essa submissão daqui, na faixa eles simplesmente atravessam e o carro que pare (e eles param, esperam todos passar e depois vão). O pedestre também se impõe sobre a bicicleta, que muitas vezes passa raspando mas eles nem parecem notar (se tu ficar uns 2 mins assistindo isso vai acontecer várias vezes).

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  • Gustavo

    O melhor vídeo que ilustra como se comportam motoristas de trânsito é de 1950: http://www.youtube.com/watch?v=cfnrHz_gM20
    Incrível como um cartoon tão antigo é tão atual.

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    • Douglas

      Nossa Gustavo. Este video, embora antigo é atual……

      Demonstra bem o que boa parte dos motorista brasileiros.

      Tem um cara que trampa comigo que chega a ser muito engraçado. Na hora do almoço, em alguns dos restaurantes que podemos ir, temos que arrevesar 2 ruas com muito movimento. Ele começa a reclamar que nenhum motorista deixa nós passarmos, que nem diminuem a velocidade. Mas na semana passada tive que ir a serviço, com o mesmo cara, em uma empresa na Nações Unidas. Ele não parou e nem diminuiu em nenhuma passagem de pedestre. É engraçado estas coisas!!!

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  • Jack Nogueira

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    • tiago barufi

      E esse foi o Jack, confirmando minha previsão de meia hora atrás.

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    • Rosana

      No caso de domingo o rapaz deveria então usar um capacete no braço perdido…

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    • Denival Jeter Guimarães

      Olhem essa parte “A prática de esporte” ….
      O cara acha que ando de bike como um esporte? Não mesmo! É um meio de locomoção.
      E andar de moto é esporte? Só se for no autódromo ou nas pistas de cross.
      E andar de carro é esporte? Só se for nas corridas regulamentadas nos autódromos.
      Por isso que o trânsito é essa desgraça e temos tantas mortes, pois o pessoal acha que é competição, esporte.

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  • Elize

    Gostei e concordo muito, Willian. E tudo isso vira uma bola de neve… eu, por exemplo, gostaria muito de pegar uma bike e sair andando por ai, qnd morava fora do país sempre fiz isso, mas aqui eu morro de medo de acontecer algo comigo (na verdade aqui eu tenho medo inclusive de dirigir um CARRO, e por isso dependo apenas dos meus pés e do maravilhoso serviço de transportes públicos), e por isso não vou… e aí, como – admito – tem gente como eu, nada muda… e como nada muda, eu não posso sair de bike tranquila, pois sei q o meu cuidado não basta; o meu cuidado não vai garantir q eu chegue ao meu destino sã e salva.

    O Brasil tem leis muito antigas, e ao invés de se preocupar em correr pra criar uma lei em poucos dias chamada “Lei Carolina Dieckman” protegendo a celebridade de ter suas fotos roubadas do computador, as pessoas deveriam se empenhar mais em criar novas leis q salvem vidas, ou melhorem qualidade de vida do brasileiro…
    Como disse, aqui eu morro de medo de, a qqr momento ser atropelada, seja de bike ou a pé. Nos EUA é o contrario… os motoristas morrem de medo de pedestres e ciclistas. Vc pôs o pé na faixa de pedestre, o carro pára o carro. Se o carro q vier atrás bater na sua traseira, azar, é mais barato pagar esse concerto do que pagar a idenização e o processo de um atropelamento… Tem pessoas que passam o resto da vida pagando idenizações, pensões para vítimas de atropelamento… perdem carro, casa…

    Parece exagero, mas não é não… eu acho q está certo. Só assim quem está atrás do volante pára de pensar “meu carro ganha dele” e dirige sem pensar nas consequencias… e o medo gera cuidado…

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    • Carlos Shigueru Akamatsu

      Quando as leis serem antigas, com certeza ! Por exemplo o Código Tributário Nacional ( aquele que permite a cobrança de tributos ) é de 1966, enquanto que a nossa constituição é de 1988 … A Civil é até novo, mas tem alguns vícios da antiga.

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  • X

    E o retrovisor, não é obrigatório?

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    • Ricardo Laudari

      Retrovisor é. E eu tenho um dos bons. Avalio o retrovisor como o elemento mais fundamental de segurança. É a visão que não temos. Chego a me pegar tentando olhar no retrovisor até quando estou andando a pé. Isso é bizarro. rs

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    • tiago barufi

      Pronto. Na próxima vez que um bêbado atropelar alguém, ele poderá dizer que a culpa foi da vítima por estar sem espelho retrovisor.
      Parece bizarro, mas não é muito distante da conversa que interceptei, por acaso, hoje.

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  • tiago barufi

    Não faltam, nestes dias, as observações tolas e não fundamentadas sobre capacetes, como se estes fossem de alguma forma efetivos contra um atropelamento que desmembra um corpo.
    Não teremos falta de observações banais, aparentemente inofensivas, que vão mostrar como o assassínio por meio de carro está normalizado na sociedade. Calmamente como quem conversa sobre o tempo, pessoas do meu convívio vão repetir que a cidade não está preparada e que é irresponsabilidade minha andar de bicicleta, porque matar alguém com um carro é tão natural.
    Já ouvi muito disso. Já estou farto dessa conversinha.
    Vai ser difícil manter a compostura quando mais uma pessoa vier comentar, como já ouvi, que os atropelamentos estragam a vida dos motoristas, que por horror aos atropelados ficariam traumatizados para todo o resto de suas vidas.

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  • Ricardo Laudari

    Willian,

    Hoje, como habitual, de roupa social, montei na magrela. A cabeça ia longe no caso do Davi, enquanto sentia todos olhando pra mim. Eu era o foco.

    De paranóia, passou à realidade. Num semáforo:
    - Parceiro, na boa, tem de usar capacete! – Aconselha o motorista de uma Blazer.
    Um instante.
    - Amigo, o capacete não é obrigatório. Estou seguindo a lei. – Devolvo.
    Ele olha para o outro lado.
    - Estou apenas pensando na sua segurança… – Ele justifica.
    - Amigo, enquanto eu, você e todos seguirmos a lei, estaremos seguros. É só o que peço. Agradeço a preocupação, de todo jeito.

    Preocupação com a minha vida?! Conta aquela do papagaio, agora. Ele está é preocupado com o rabo dele na hipótese de me abalroar a qualquer momento.

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    • Douglas

      Boas Laudari.

      No meu percurso matinal foi mais punk. Encontrei um apresadinho em um celta vermelho que passa a menos de 30cm e atras vinha um ônibus.

      É exatamente o que você disse, quando todos respeitarmos a lei, estaremos seguros.

      Abraço e bom pedal.

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    • Eu sempre pedalo de capacete, de speed ou mtb híbrida com relação de speed (meus foguetinhos hehehe). Semana passada, no dia que saí pra trabalhar sem o capacete, quase acertei uma porta que se abria… o motorista certamente não havia me visto antes, pois eu vinha rápido, mas como não havia nenhum carro atrás de mim, e eu estava já afastado dos carros estacionados tive sorte, pois ele ao me perceber fechou a porta e, eu também consegui me desviar para não bater.
      Isso seria um acidente sem culpados, pois se ele estivesse realmente desatento não teria aberto a porta com cuidado suficiente para me ver e eu por saber que não vinham carros atrás de mim poderia estar mais afastado dos carros.
      Nesse dia não tive tempo nem mesmo de gritar pra avisar, foi tudo instantâneo.

      Capacete é importante sim, mas não mais que o respeito mútuo!!

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    • Carlos Shigueru Akamatsu

      Gostei da atitude.
      É exatamente o que disse: “(…)Amigo, enquanto eu, você e todos seguirmos a lei, estaremos seguros. É só o que peço. Agradeço a preocupação, de todo jeito.(…)”
      Num país que praticamente que produziu a Lei de Gerson e do jeitinho brasileiro, o perigo é justamente estes que burlam as leis ou estão foram do alcance da lei. Enquanto tiverem pessoas acharem que estão imunes às penalidades da lei, ou conseguem dar o jeitinho para sair delas … todos, não somente os ciclistas estamos em contante perigo. E não somente os brasileiros, que digam os bolivianos, japoneses, americanos, ingleses ….

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  • Parabéns William. Desde que comecei a usar a bicicleta como meio principal de transporte passei a tomar muito mais cuidado com outros ciclistas e pedestres. Espero ainda que o fato ocorrido seja apurado e que haja punição adequada. Abraço e boa semana.

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