A opinião dos ciclistas sobre as soluções para a Ciclovia Rio Pinheiros

113 ciclistas opinaram sobre as soluções oferecidas para a interdição. Clique para ampliar.

113 ciclistas opinaram sobre as soluções oferecidas para a interdição. Clique para ampliar.

Através de uma enquete na fan page do FacebookVá de Bike pediu a opinião dos leitores sobre as alternativas que serão adotadas para a interdição da Ciclovia Rio Pinheiros, em São Paulo. 113 ciclistas responderam à pesquisa, que ficou no ar por uma semana.

Às margens de um dos maiores rios da cidade, em uma área plana, a ciclovia será interditada por dois anos para a realização das obras do Monotrilho, a linha 17-Ouro do Metrô. Para que os ciclistas possam continuar trafegando em segurança durante esse período, a ciclovia será transposta para a outra margem do rio. Veja detalhes das soluções adotadas.

Vale lembrar que a pesquisa não tem caráter científico, pois foi feito com uma parcela bem segmentada dos usuários: aqueles que acessam a internet e frequentam nossa fan page. Se fosse realizada uma pesquisa in loco, os resultados talvez fossem bastante diferentes.

Uso da ciclovia

Perguntamos primeiramente qual o uso feito da ciclovia: deslocamento, uso esportivo ou passeios. Nessa questão, o leitor poderia assinalar mais de uma resposta. O resultado foi relativamente equilibrado, como se pode ver no gráfico, com um uso esportivo um pouco maior. A utilização para passeio e lazer foi a que obteve menos respostas.

A pista de terra na margem oposta. Foto: Willian Cruz

A pista de terra na margem oposta. Foto: Willian Cruz

Uso da margem oposta

Uma pista já existente na margem oposta, atualmente de terra, será pavimentada para a circulação dos ciclistas, criando uma nova ciclovia paralela à antiga. Essa pista terá 6km de extensão.

Mais de três quartos dos ciclistas que responderam à pesquisa foram favoráveis a essa solução. 12% prefeririam que fosse sinalizado um caminho pelas ruas do entorno e 11% acreditam que seria possível passar pelo meio da obra.

Cabe esclarecer que há impedimentos legais para que pessoas estranhas à obra possam passar pela área onde ela estiver sendo realizada – além das considerações sobre segurança. Mesmo assim, decidimos oferecer essa opção por termos o entendimento de que, apesar disso, muita gente ainda acha que o correto seria criar-se uma maneira para que isso pudesse ser feito de forma segura.

Ponte flutuante

Na altura da estação Vila Olímpia, será construída uma ponte flutuante para que os ciclistas possam passar à margem oposta do rio, pois não é permitido passar por dentro da Usina de Traição por questões de segurança.

A maioria dos leitores é favorável a que seja construída uma passarela definitiva no local, com rampas para acesso. 23% gostou da solução, mas essa fração se divide entre quem acredita que deva ser tornada definitiva (16%) e quem não vê motivos para que continue após o término das obras (7%). Uma única pessoa afirmou preferir uma balsa no local.

Atualizado: A ponte flutuante foi descartada, pois será construído um acesso na Ponte Cidade Jardim. Veja aqui.

Um alambrado será colocado na lateral da passarela, para impedir quedas. Imagem: Metrô/Reprodução

Um alambrado será colocado na lateral da passarela, para impedir quedas. Imagem: Metrô/Reprodução

Ponte João Dias

Uma das pontes será adaptada para que os ciclistas possam cruzar por uma antiga passarela de pedestres na sua lateral. Nesse ponto será construído um acesso externo, para atender quem passa de bicicleta pela região e, atualmente, não desce para a ciclovia, utilizando em boa parte dos casos as pistas da Marginal.

A utilização da ponte foi aprovada por 87% das pessoas que responderam, porém parte delas acha que o acesso não deveria existir (13% do total de respostas da enquete). Outros 11% são favoráveis à construção de uma passarela, também sem acesso externo. Por fim, gostariam que fosse criada alguma outra solução para essa transposição.

Esses números nos surpreenderam, pois um acesso no local é importantíssimo. Provavelmente as pessoas que se posicionaram contrárias a ele temem um aumento de assaltos, pois a área do entorno é de baixa renda. Mas é importante lembrar que essas pessoas também têm direito a um deslocamento seguro e também são vítimas de assaltos e violência – muitas vezes, até mais do que as pessoas de outras classes sociais.

Atualizado: Ficou definido que não haverá acesso na Ponte João Dias. Veja aqui.

Se as pessoas que hoje circulam sobre a ponte, sem ter como adentrar na ciclovia, tivessem fossem consultadas, o resultado seria bem diferente. Convido vocês a opinarem aqui nos comentários sobre essa questão.

Imagens ilustrativas da van e da carreta com rack para bicicletas que serão utilizadas para passar por dentro da área da obra. Imagem: Metrô/Reprodução

Imagens ilustrativas da van e da carreta com rack para bicicletas que serão utilizadas para passar por dentro da área da obra. Imagem: Metrô/Reprodução

Transporte temporário dos ciclistas

Enquanto a pista do outro lado é preparada, serão disponibilizadas várias vans com carretinhas para transportar os ciclistas e suas bicicletas pela área da obra.

Nessa questão, as opiniões estão bastante divididas, configurando um empate técnico. Embora 51% dos ciclistas aceitem essa medida temporária, a outra parcela acredita que a obra deveria esperar por mais dois ou três meses, até que as pontes e a pista estejam prontas, por mais que isso cause prejuízo e atraso no Monotrilho.

Fique por dentro da interdição da Ciclovia Rio Pinheiros
Galeria de imagens com as soluções adotadas

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Pesquisa traz opinião dos ciclistas sobre as soluções para a Ciclovia Rio Pinheiros

Conheça detalhes das soluções que serão adotadas para a interdição

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5 comentários para A opinião dos ciclistas sobre as soluções para a Ciclovia Rio Pinheiros

  • Valdir

    Antes de comprar minha bike, quase vi de dentro do ônibus que eu estava (indo para o trabalho), um cilista ser quase atropelado pelo ônibus que eu estava (na marginal pinheiros), isso segundos antes do alerta que dei ao motorista sobre essa possibilidade, já que naquele trecho existiam muitos buracos. E quase aconteceu um acidente fatal. O ônibus foi obrigado a desviar do ciclista que se desequilibrou ao passar numa “cratera” feita pelo peso dos ônibus e caminhões na faixa (não reforçada para tal tráfego) da direita e, nisso quase derrubou o motociclista que vinha ao lado. Esse motorista (do ônibus articulado) foi Ninja para evitar uma tragédia dupla! Que sufoco que foi! Aprendi que alí não seria meu caminho se estivesse de bike. Melhor ruas “paralelas” ou até mesmo a própria calçada! Sorte que a ciclovia do pinheiros e/ ou seu desvio, seriam bem melhores e, isso se concretizou. Hoje, só pelas ciclovias, ruas paralelas às marginais e/ ou suas calçadas.

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  • Ciclista

    Do que adianta a passagem pela ponte João Dias está fechada às 05h30s e é aberta só às 07h00s, da ciclovia ao lado da CPTM para do outro lado do rio.

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  • Paulo

    Pessoal:entendo q a hora é propicia para a criação de uma ciclovia no lado oposto complementando a já existente em toda a extensão possível, quiça a criação de um parque linear em toda a margem do Pinheiros. Aredito que isso ajudaria e muito na despoluição do rio !!
    ì

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  • Jeronimo Cezar

    Ainda acho que com boa vontade teriamos uma solução para a continuidade da ciclovia passando pela obra de maneira segura. Só falta boa vontade.

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  • Bruno

    É fundamental para a melhoria da ciclovia que ela tenha mais acessos. Assim mais pessoas a utilizarão com frequência e isso só tende a aumentar a visibilidade da via, que é considerada “subutilizada” como meio de deslocamento. Já vi motorista se sentir ofendido com a existência de ciclista na marginal, já que há uma ciclovia ao lado.

    Aqui eu coloco um mapa do meu trajeto, da ponte João Dias à entrada da ciclovia, para ilustrar a necessidade de um acesso junto à ponte.
    http://i.imgur.com/WRnUptA.png?1

    Comentário bem votado! Thumb up 5 Thumb down 0

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