Av. Paulista terá ciclovia no canteiro central

Simulação de como deve ficar a ciclovia da Av. Paulista.

Simulação de como poderá ficar a Av. Paulista. Além do alargamento do canteiro central, serão colocadas grades em alguns pontos para proteger os ciclistas. Arte: VdB

Atualizado (4/set, 15h): Prefeito determinou que ciclovia da Av. Paulista seja construída somente em 2015 – leia aqui

O secretário de Transportes da cidade de São Paulo, Jilmar Tatto, declarou ao jornal O Estado de São Paulo que a avenida símbolo da cidade, a Paulista, deve ter uma ciclovia implantada até o final de 2014. As obras devem começar ainda no mês de setembro.

Como já havia sido antecipado pelo secretário em reunião com cicloativistas em julho, o canteiro central será alargado para conter a ciclovia. Segundo informações do jornal, a calçada do canteiro central deve ser alargada em cerca de 25 centímetros de cada lado (na reunião com o secretário, havia sido aventada a possibilidade de alargar em até 80 centímetros). A mudança não deve diminuir a quantidade de faixas para os automóveis da avenida, atualmente três em cada sentido mais a dos ônibus.

Em alguns pontos da ciclovia devem ser colocadas grades para proteger os ciclistas. Ainda segundo a reportagem, a ciclovia será ligada com a da Vergueiro em uma das pontas da avenida; na outra, seguirá por dentro do bairro do Pacaembu em vez de continuar pela Dr. Arnaldo.

Ciclista deixa carros para trás, no trânsito parado da Avenida Paulista. Foto: Willian Cruz

Ciclista deixa carros para trás no trânsito parado da Avenida Paulista. Foto: Willian Cruz

As obras devem começar ainda em setembro, se estendendo até o final do ano. Além da reforma da calçada e instalação dos gradis, os canteiros de flores precisarão ser retirados e alguns semáforos realocados para o meio do canteiro central. A velocidade máxima da avenida já é de 50 km/h, portanto não deverá ser alterada.

Avenida é rota de ciclistas

A Av. Paulista é a via com mais acidentes com ciclistas por quilômetro em São Paulo. Ainda assim, é um dos melhores caminhos quando se está de bicicleta, por ser o mais curto e mais plano, dando acesso a várias regiões da cidade.

O eixo do “espigão”, que vai do Jabaquara a Perdizes, é relativamente plano, com um desnível irrisório e bem distribuído ao longo de seus mais de 13km de extensão. Qualquer rota alternativa implica em muitas subidas e, geralmente, aumento da distância percorrida – o que todo ciclista que está realizando um deslocamento sem intenção de treino costuma evitar.

Saiba aqui por que os ciclistas continuam usando a Av. Paulista, por mais que se incentive a utilização das vias paralelas.

Atualizado (4/set, 15h): Prefeito determinou que ciclovia da Av. Paulista seja construída somente em 2015 - leia aqui


46 comentários para Av. Paulista terá ciclovia no canteiro central

  • Dionizio Miranda de souza

    Esta ciclovia pode ser Boa mais pra isso as pessoas tem que ter saúde isso o prefeito não ver São Paulo não tem saúde nem segurança isso ele faz que não ver as pessoas de bem estar indignado com esses governantes que cuida das pessoas que votaram neles

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    • Fabio

      Não existe saúde sem o preventivo, só tratando quando já estamos em frangalhos atenua mas não resolve nada.
      E muito do preventivo passa por nos cuidarmos, abandonarmos a tentação da preguiça e da vida sedentária e a ciclovia é um pequeno passo na prevenção de muitos problemas de saúde que podemos ter no futuro.
      O ciclo é ao contrário do que vc pensa, temos que usar as ciclovias para evitar futuros problemas de saúde, e não ficarmos parados de boca aberta esperando a saúde perfeita cair do céu (ou cobrar da prefeitura o que ela já está dando só que de outra forma).

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  • rose mare

    Estarei lá para a grande festa de inauguração da ciclovia da av Paulista

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  • Boa tarde

    Ao meu ver essas coisas deveriam ser opções de distribuição das pessoas deixando o lugar fluindo.
    Eu ando de bike em São Paulo desde sempre e percebi que querem resolver problemas pondo regras, mas sem penalidades.
    Na Ciclovia que vai do Parque do Ibira até a Consolação vejoo muita gente desrespeitando…Pessoas de moto,patins, skate, a pé, fazendo cooper e ciclistas mal educados achando-se os “reis da cocada”. Ciclistas que ficam provocando briga e outros achando ruim que outros ficam ultrapassando…cada um tem seu ritmo…eu tenho o meu.Sempre respeito limite de velocidade, ultrapassagem…tem que usar o bom senso.Não é porque a placa está 40km/h que devemos estar a 40Km/h sempre …tirando a segurança. De domingo é praticamente impossível depois das 9:00 hrs circular nas ciclovias…O transito de veiculos motorizador fica o mesmo nas ciclovias…Não respeitam a distância de segurança entre uma bike e outra. Em um desses fim de semana um ciclista ficava correndo em “S” provocando outros ciclista, mas ele mesmo provocou um acidente com outro ciclista por causa do seu “zigue-zague”. A mesma cultura da falta de educação dos veiculos motorizados está migrando para a ciclovia.
    Ando de bike no litoral eu percebo que a falta de educação maior são dos ciclistas que tem aquelas bikes de corrida que custa o preço de um carro e com todo o equipamento , mas eles não tem educação achando-se os donos da rua e da ciclovia.
    Há uns 10 anos podia-se andar de bike por São Paulo tranquilamente…hoje em dia não da mais por culpa da falta de educação das pessoas… Não adianta criar calçada se tem pedestre que provoca outros ou criam brigas do nada. O que tem que mudar é a educação das pessoas. Um “bom” exemplo são os fumantes que fumam onde é proibido…

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  • Steven Beggs

    William,
    Duas duvidas sobre o projeto da ciclovia na Paulista.
    1- Varias matérias dizem que o canteiro central já tem 3 m de largura.
    Mas aparentemente tem muito menos. Tipo 2 m. Você ou alguém já mediu?

    2- a aritimética não bate: o projeto diz que vão aumentar em 50cm o canteiro central, de 3 para 3,5m. E vão tirar 20cm de cd faixa. Como são 8 faixas no total isto dá 1,60m!

    Alguém explica?

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  • William

    [Comentário oculto devido a baixa votação. Clique para ler.]

    Esse comentário não tem feito muito sucesso. Thumb up 0 Thumb down 8

    • Claro, bonito é um monte de carro estacionado, isso sim. E ainda que isso deixasse a cidade feia, creio que você considera as mortes de ciclistas nas ruas um preço justo a se pagar para que ela continue “bonita” como está.

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  • Tiago

    Olá.

    Estava procurando outros assunto neste site, e visto que o debate está interessante, gostaria de deixar minha opinião.

    Tenho 29 anos e aprendi a andar de bicicleta a apenas duas semanas (sim, podem me zoar, mas é outra estória hehe). Decidi aprender pois gostaria de me deslocar pela cidade de bicicleta, visto que não tenho carro (na verdade nem sei dirigir) e utilizo apenas transporte público.

    Isto posto, sou contrário à construção dessa ciclofaixa, entre outras, em prejuízo dos corredores de ônibus. Tomando a Paulista e a Faria Lima como exemplos, são duas avenidas onde deveriam haver corredores de ônibus como os da Av. Nove de Julho ou Av. Santo Amaro. E o local ideal para esses corredores é a faixa central. Me parece claro que, uma vez construída uma ciclovia nesta parte da avenida (como já existe na Faria Lima), NUNCA MAIS haverá um corredor de ônibus ali. Ou algum prefeito seria capaz de destruir a ciclovia para construir uma via específica para ônibus? E me pergunto: o que os cicloativistas diriam, se isso ocorresse? Isso seria considerado bom para a cidade, ou não? Menos espaço para bicicleta em troca de mais para ônibus, seria uma coisa boa? Quantas bicicletas são necessárias para transportar o número de pessoas que um ônibus transporta?

    Quando vejo certos elementos cicloativistas, me pergunto se sua motivação é a melhoria do trânsito ou apenas “puxar a sardinha pro seu lado”. Pois me parece claro que a melhoria do trânsito passa prioritariamente pelo transporte público, não pelas bicicletas. Uma bicicleta é um transporte individual, não obstante seus supostos benefícios em relação ao carro. Na minha opinião, privilegiar bicicletas NESTE MOMENTO não é uma política responsável de transportes, ainda mais em uma cidade como São Paulo.

    Como disse, minha motivação em aprender a andar de bicicleta foi para fazer da bicicleta meu meio de transporte, mas a minha alternativa à bicicleta não é o carro. Me pergunto quantos dos nobres cicloativistas já subiram em um ônibus ou andaram de metrô na vida…

    Fico totalmente à vontade pra falar do assunto, pois a resposta padrão que ouço quando surgem críticas ao cicloativismo são acusar as pessoas de “defensores do carro” e bobeiras do tipo. Bom, eu nunca dirigi um carro na minha vida e não tenho a menor vontade de ter um. E você, cicloativista, se não tivesse bicicleta…o que faria? Eu iria de ônibus ou metrô. E você?

    Obrigado.

    Polêmico. O que acha? Thumb up 2 Thumb down 6

    • Oi, Tiago. Primeiramente, não é nenhuma vergonha ter aprendido a andar de bicicleta só agora. Sobre a ciclovia da Paulista, ela não será construída “em prejuízo a corredores de ônibus”. Não há corredor na avenida e, se um dia ele for construído junto ao canteiro central, passando a ciclovia para a direita (ou mesmo mantendo-a entre os dois corredores, com um correto isolamento dos pedestres) não haverá problema algum. A instalação dos corredores prometidos para essa gestão acompanha sempre uma reforma “ponta a ponta” da avenida, de uma calçada a outra, incluindo implantação de ciclovias. Além do mais, nenhum corredor precisará diminuir espaço das bicicletas, sempre haverá mais espaço para os carros do que para as bikes, então sabemos de onde tirar. :)

      No mais, a maioria dos cicloativistas prefere usar transporte público do que o carro, muitos deles nem ao menos tem automóvel. A defesa de uma cidade mais justa passa pela ampliação do transporte coletivo, sempre. Temos isso em mente.

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  • SavianoMarcio

    Gostaria de saber como ficaria com as grelhas de ventilação do metrô no canteiro central? Tampa-las seria um problema para o combate a incêndios no subterrâneo.

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    • Se são imprescindíveis, o provável é que sejam mantidas, Marcio. O que não é necessariamente um problema, desde que os vãos sejam pequenos o suficiente para as rodas não entrarem. Mas será preciso algum cuidado ao passar por elas em dias de chuva.

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  • [...] O prefeito Fernando Haddad decidiu iniciar as obras da ciclovia da Av. Paulista, em São Paulo, apenas em 2015. A afirmação foi feita dois dias depois do secretário de Transportes, Jilmar Tatto, declarar ao jornal O Estado de São Paulo que a ciclovia implantada seria até o final de 2014, com início das obras ainda em setembro - veja aqui. [...]

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  • Mario Sanchez

    Olá pessoal amantes do pedal.

    Tenho procurado acompanhar todo o processo de implantação das ciclovias em Sampa. Muitos comentários elogiosos, outros nem tanto… e por ai vai. Acredito que o graaande mérito da atual gestão municipal está no fazer. Se o procedimento correto fosse adotado, ou seja, desenvolver todo um estudo minucioso, ter-se aquele planejamento detalhado típico de países de 1º mundo e, por fim e em menos tempo, implantar as ciclovias, tenham em mente que muito pouco poderia ser feito. Estamos no Brasil, e a lógica é simples, fazer o que é possível com o planejamento permitido no curto espaço de tempo disponível. A questão aqui, em minha humilde opinião, está no acompanhamento da operacionalização das ciclovias em funcionamento para que os equívocos cometidos possam ser corrigidos da melhor maneira possível. Acredito que, dentro da atual lógica, o foco maior deverá ser dado no pós implantação, assim tais erros permitirão nas próximas obras medidas corretivas a serem aplicadas na implantação das ciclovias. Grande abraço a todos.

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    • Carlos

      A situação no centro com Santa Cecília mostrou como essas implantações podem ser dramáticas. E na periferia, no Parque Continental, aconteceu a mesma coisa, embora realmente não havia necessidade.
      Gerando um drama sem tamanho. Eu, que sou morador próximo da ciclovia, vi um processo constrangedor como cicloativista. Somado a isto, problemas com pistas BMX ( embora irregulares ) foram destruídas sem explicações, após a troca de subprefeitos. E, agora para indignação de todos, tem uma ciclovia na avenida principal do bairro, sem consultas se lá seria local adequado. A prefeitura está contando com a falta de envolvimento dos moradores em assuntos públicos ? Santa Cecília passou por isto, e o Parque Continental está passando por isto. Se a ciclovia de Santa Cecília provocou isto, por que no Parque Continental não tiveram este cuidado, pois foi depois da Santa Cecília, questão de meses.

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    • Carlos

      Neste ponto de fazer o Arturo Alcorta já fez sua crítica: “Pelo menos fez algo ?” http://escoladebicicleta.blogspot.com.br/2009/07/pelo-menos-fez-algo.html. O fazer tem que ter qualidade e necessidade.

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  • Maurício

    Com a ciclovia da Paulista o único motivo para não ir para o trabalho de bike é não ter onde deixá-la. Deveria haver na legislação municipal a obrigatoriedade de destinação de um percentual da área de garagem para a instalação de bicicletário. No prédio em que trabalho aqui na Paulista, por exemplo, são 25 andares e há apenas vaga para 10 bicicletas, todas já ocupadas, logicamente. Calculo que são por volta de 1500 funcionários no prédio. Provavelmente em outros prédios da região também haja esta mesma restrição.

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  • Alexandre

    Oi William. E aquele projeto de construir uma ciclovia na faixa da direita, liberando o canteiro central para a construção de um corredor de ônibus? Não seria uma solução melhor que atenderia não apenas aos ciclistas, mas também quem utiliza o transporte público?

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    • Provavelmente sim, mas seria necessária uma reforma completa da avenida e a discussão seria bem mais longa. Essa reforma levaria anos para ser aprovada e demoraria também para se obter verba, pois o custo seria enorme. Então que venha a ciclovia agora no canteiro e uma reforma completa comece a ser discutida desde já, porque as vidas que ali circulam não podem esperar.

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    • marcelo_X

      aqui em curitiba colocaram na direita= conflito toda hora com carros que entram em garagens, carros que viram a direita em outras ruas, pedestres que usam a ciclovia por ela estar perto da calçada.
      então para deslocamento continuo e com menos conflitos, no meio é melhor. o ruim é se precisar parar no meio da quadra. as vezes vai ter que ir até uma esquina e passar na faixa de pedestres.

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  • Francisco

    Fico pensando em como será a ligação com a Vergueiro, se será pela Bernardino de Campos – uma rua bem apertada – ou dando a volta pelo viaduto/rua do Paraíso.
    Pela Bernardino seria o ideal, mas a rua tem árvores enormes e bonitas no canteiro central, que acho que ninguém gostaria de ver retiradas. Tem também calçadas bem estreitas, já sacrificadas pelas pistas de carros, que também não são largas.
    Já pela rua do Paraíso, além de haver uma certa volta para quem quer ir/vir do sul, ainda há um trecho sobre calçadas, bastante estreito, mas que foi a solução encontrada por enquanto.
    Realmente, acho que essas soluções são muito boas para esse primeiro momento, de conquista do espaço. No futuro, com o uso da bicicleta aumentando (graças aos ciclistas tartarugas que ficarão incomodando os veteranos), pode ser que haja a força política para roubar mais alguns centímetros das pistas de carros, e melhorar a situação de ciclistas e pedestres.

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  • Fernando Pereira de Araújo

    A notícia é maravilhosa e atende uma demanda histórica dos frequentadores da Av. Paulista, sejam ciclistas, motoristas ou pedestres. No entanto, de acordo com o anúncio, ao final da avenida a ciclovia seguirá apenas por dentro do bairro do Pacaembu, por trajeto que deverá passar por trás do cemitério do Araçá e, ao que tudo indica, fará ligação com a ciclovia da Sumaré. Será útil para uma parte dos ciclistas, mas imagino que a maioria continuará seguindo até seu destino pela Dr. Arnaldo, por ser plana e reta. O prefeito já mostrou a que veio ao priorizar ônibus e bicicletas, em detrimento do transporte individual motorizado. Assim, fica meu apelo para que se aproveite a topografia local e se faça ciclovia por toda a Dr. Arnaldo, para a segurança de todos.

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  • Júlio

    Deus (e a prefeitura) ouviu meu apelo. \o
    Finalmente, vou até fiscalizar a obra

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  • Muito bom! Pena saber que não haverá equipamento para ciclistas na Dr. Arnaldo =(

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  • Ricardo Martinelli de Oliveira

    William, você sabe ou tem alguma novidade sobre a extensão da ciclovia Faria Lima até a República do Líbano? Assim como a Paulista eu tenho visto um número cada vez maior de ciclistas nessa região (eu sou um deles…).

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  • Otavio Bicicreteiro

    E a questão dos pedestres, pensaram que ali é ilha de espera para o semáforo? Onde serão acomodados, em cima da ciclovia pra criar atrito? A coisa tem que ser bem pensada pra não fazer m$#@@. A largura será suficiente pra ultrapassagens? Caberão pelo menos três ciclistas ao todo ou melhor ainda 2 em cada sentido? Estamos falando de ciclovia numa avenida plana de boa qualidade que liga vários pontos e não uma ciclovia de orla onde a pessoas vão a passeio andando a 10km/h.

    O problema do que estão fazendo é que só estão pensando nos iniciantes da bike e esquecendo quem já pedala, que é acostumado a andar na faixa toda, rápido, dai vc pega esse cara (eu) e enclausura em 50 centímetros numa ciclovia esburacada (pelo menos no meu bairro) e ainda por cima bi-direcional.

    É o famoso imediatismo, já que daqui uns anos os iniciantes serão veteranos e perceberão os mesmos erros.

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    • Thiago

      Realmente é importante pensar na questão dos pedestres. Uma das “soluções” seria aumentar o tempo dos semáforos para pedestres, permitindo uma travessia única, principalmente para idosos e crianças. Sobre a questão de pensar primeiro nos iniciantes, isso é uma estratégia adotada para primeiro trazer as pessoas dos outros modais para ocupar a ciclovia. Posteriormente, a bicicleta fazendo parte da cultura paulistana, ai sim vamos brigar com melhorias e aumento em todos os lugares. O ideal seriam 2 faixas para fazermos as ultrapassagens de maneira segura. Mas no começo, serão várias pessoas pedalando a 10, 15km/h e nós que já pedalamos e na correria do dia-a-dia teremos que ter paciência. Faz parte do processo de mudança de cultura meu amigo.

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    • Otavio, acredito que a questão dos pedestres pode ser equacionada aumentando o tempo de travessia. Na Av. Faria Lima funciona bem, mesmo em frente ao Shopping. O ideal seria mesmo retirar uma das faixas dos carros em cada lado da avenida, mas imagine se a opinião pública motorizada permitiria isso… Acho que devemos começar dessa forma e, comprovando a necessidade de ampliação com a saturação do espaço, brigamos pelo seu avanço sobre as demais faixas. Será bem mais fácil justificar (e conquistar). Em outras palavras, bora lotar essas ciclovias!

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      • Otavio Bicicreteiro

        Mesmo com mais tempo de semáforo sempre tem os “atrasados” que acabam ficando no canteiro. No caso da faria lima ele é bem mais largo, e nos trechos de travessia ficaram bons espaços de espera, algo que não vejo na paulista com a largura atual, mesmo adicionando meio metro. Ou a ciclovia via ficar bem estreita ou os pedestres ficarão apertados, ruim pra ambos e bom pros carros.

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      • Eduardo

        Se o critério for saturação do espaço é melhor fazer mais uma faixa para carros e não uma ciclovia.

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  • Muito contente com a medida, mas ao mesmo Reno bastante chateado com a retirada do canteiro central e das flores. Preocupante.

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  • Andre

    São Paulo tá dando um banho nessa questão de ciclovias/ciclofaixas!
    Em Floripa, o prefeito jura que vai aumentar em 20Km a malha cicloviária, e até tá tentando, mas aparentemente, ele cria ciclofaixas/ciclovias que ligam nada a lugar algum! Daí é complicado!

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    • André, vale lembrar que a ciclovia não precisa levar do ponto A ao ponto B para ser útil; se ela proteger os ciclistas em um ponto crítico, sendo útil em parte do trajeto, já estará cumprindo sua função. É claro que uma malha interligada é sempre melhor, mas ciclovias pontuais também podem ter seu mérito, se (e somente se) implantadas nos locais adequados.

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    • marcelo_X

      em curitiba mesma coisa. muita falação e pouca ação…

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  • Robert K

    Demorou! O espaço esta disponível e é só fazer a ciclovia. Trabalho na região e preciso me deslocar pela avenida
    umas tres vezes por dia.Hoje, uso a faixa do onibus.

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  • Rose Herculano

    Maravilhosa notícia!Bem que a ciclovia poderia se estender por todo eixo “espigão”…moro próximo ao Jabaquara e a região está muito carente de ciclovias…

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