Copenhagen terá sinalização em LED para ciclistas nos pontos de ônibus

Iluminação indicará prioridade de pedestre sobre ciclista. Imagem: City of Copenhagen

Sinalização indicará prioridade de pedestre sobre ciclista. Imagem: City of Copenhagen

Em todo o mundo, Copenhagen é sinônimo de bicicletas. Graças ao arquiteto e urbanista Jan Gehl, a capital da Dinamarca é reconhecida mundialmente pela infraestrutura cicloviária e por isso mais de 50% de sua população utiliza a bicicleta como principal meio de deslocamento.

Mas mesmo com cerca de 400 km de ciclovias, em alguns momentos há conflito com motoristas de ônibus em ruas onde não há espaço para instalação de ilhas – locais de espera para pedestres que não interrompem o fluxo de bicicletas. Nesse formato, o ciclista tem preferência e o pedestre deve aguardar para fazer a travessia.

Como nos locais onde não há a ilha o ônibus aguarda fora da ciclovia, com os pedestres precisando cruzar por cima dela, a solução adotada será a instalação de postes com sinalização em LED para os ciclistas nos pontos de ônibus, criando ilhas virtuais e controlando a prioridade de tráfego com pedestres.

Se um ônibus estaciona para embarque ou desembarque, as luzes em LED vão se expandir em toda a ciclovia para indicar aos ciclistas que os passageiros embarcando têm prioridade. Quando o ônibus deixa o espaço, uma faixa verde ao longo do meio-fio será acionada indicando o caminho liberado.

Com início programado para o começo de 2015, o projeto piloto vai consumir US$ 400 mil.

Sinalização em ciclovia de São Paulo: ciclista deve aguardar o ônibus sair para prosseguir, enquanto o motorista deve zelar pelos ciclistas. Foto: Emerson Violin

Sinalização em ciclovia de São Paulo: ciclista deve aguardar o ônibus sair para prosseguir, enquanto o motorista deve zelar pelos ciclistas ao parar no ponto. Foto: Emerson Violin

São Paulo

A prefeitura de São Paulo tem trabalhado para cumprir o compromisso de entregar 200 km de ciclovias até o fim do ano – serão 400 km até o fim de 2015. Devido à dinâmica de tráfego na cidade, algumas situações têm se mostrado um desafio aos técnicos da Companhia de Engenharia de Tráfrego (CET).

A avenida Francisco Falconi, na Vila Prudente, zona leste da capital paulista, e a rua dos Pinheiros, no bairro homônimo, zona oeste, têm situações semelhantes. As ciclovias foram instaladas do lado direito do viário, local onde já haviam pontos de ônibus. Quando a ciclovia se aproxima de uma parada coletiva, a demarcação é interrompida e o que se vê é um espaço compartilhado entre ônibus e bicicletas, com preferência para as bicicletas.

No local há placas sinalizando o espaço compartilhado. A pequena faixa vermelha na direita indica que a área é compartilhada, alertando os motoristas para a presença de bicicletas e sinalizando ao ciclista a continuação da ciclovia.

Já na Av. Politécnica, na zona oeste, em um trecho onde os ônibus estacionam por ser ponto final a estratégia adotada foi parecida com a solução “sem ilhas” de Copenhagen, com os pedestres cruzando sobre a ciclovia para embarque/desembarque.

Na Av. Escola Politécnica, passageiros cruzam sobre ciclovia para embarcar, como em alguns pontos de ônibus de Copenhagen. Imagem: Tacio Philip/reprodução

Na Av. Escola Politécnica, passageiros cruzam sobre ciclovia para embarcar, como em alguns pontos de ônibus de Copenhagen. Imagem: Tacio Philip/reprodução

Ciclovia em Florianópolis (SC): por trás do ponto de ônibus. Foto: Rachel Schein

Ciclovia em Florianópolis (SC): por trás do ponto de ônibus. Foto: Rachel Schein

Florianópolis

Na capital catarinense, os dois exemplos podem ser observados no bairro do Campeche. Na avenida Pequeno Príncipe (altura do 2870), há uma ilha de embarque e desembarque de passageiros semelhante às de Copenhague. Os pedestres que se dirigem ao ponto cruzam a ciclovia para entrar na ilha.

Na mesma via, na altura do número 2600, a ciclovia é interrompida momentaneamente para os ônibus possam coletar passageiros, como em São Paulo – talvez por falta de espaço no local para criar uma ilha.

Qual solução você acha mais adequada?

Deixando um pouco de lado a questão de que nem sempre as três possibilidades abaixo podem ser implantadas em determinado local, devido a características do viário e do passeio, qual dessas soluções deveria ser priorizada em locais onde ciclovias e pontos de ônibus coincidem?

1) Fazer o ciclista aguardar o embarque, com o ônibus parado sobre a área que seria exclusiva

2) Criar uma ilha, fazendo com que a ciclovia adentre a área anteriormente de calçada (ou ajardinada), com os pedestres cruzando sobre a ciclovia para chegar à ilha

3) Fazer o ônibus parar na faixa ao lado da ciclovia, com os pedestres cruzando sobre ela para embarcar e os demais motoristas aguardando atrás do ônibus

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10 comentários para Copenhagen terá sinalização em LED para ciclistas nos pontos de ônibus

  • Rodrigo Cunha

    2) Criar uma ilha, fazendo com que a ciclovia adentre a área anteriormente de calçada (ou ajardinada), com os pedestres cruzando sobre a ciclovia para chegar à ilha. O problema é o custo e espaço.

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  • Guilherme Costa

    O modal share de 50% de CPH so vale para os deslocamentos pro trabalho. A cidade de Copenhagen usa esse numero pois ele e muito maior do que o modal share “geral”, de 30-35%, e se tem uma coisa em que eles sao bons, essa coisa eh Marketing. E realmente, criar uma ilha e muito melhor do que continuar insistindo na possibilidade de conflito. Nesse quesito – e na maioria deles -, a Holanda oferece solucoes muito melhores do que a Dinamarca (http://bicycledutch.wordpress.com/2013/09/05/riding-around-the-bus-stop/). Caso nao seja possivel, pode-se pintar faixas de pedestre na parte da ciclovia onde o pedestre tem preferencia.

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  • Natan

    Olá. Embora as ilhas me pareçam mais seguras – pois segregam pedestres e bikes – nem sempre é viável (por espaço) implantá-las. Aguardar o pedestre torna-se uma solução natural e bastante simples.

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  • Carlos

    Obviamente, a criação de ilha seria o ideal, como são as ilhas de pontos em um corredor de ônibus. Contudo, somente para lugares onde seja possível esse arranjo. Acho que cada item deve ser o melhor possível para cada ponto de ônibus.

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  • Alexandre

    Acho que construir uma ilha é a melhor solução. Nos lugares onde falta espaço, basta avançar a calçada sobre a ciclovia no local onde tem o ponto de ônibus que sobrará um recuo atras do ponto por onde a ciclovia passaria. Não gosto da solução do onibus “invadir” a ciclovia principalmente nas ciclovias bidirecionais, pois um motorista um pouco mais apressado pode colocar a vida do ciclista em risco. Fora que em locais de muito movimento pode ocorrer um fila de onibus pra entrar no recuo, calsando transito e confusão na hora do embarque. Em são paulo essas situações são típicas em horario de pico.

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  • Marcos Antonio

    Onde não é possível haver separação entre o tráfego de pedestres e ciclistas não vejo problema em dar prioridade ao pedestre.
    Aliás, acho que o pedestre sempre tem que ter prioridade.
    Aguardar atrás do ônibus enquanto passageiro embarca/desembarca, além de seguro mostra também respeito com o próximo. Se esta conduta sempre partir dos ciclistas, ponto a mais para noós perante a sociedade.

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    • ALEKSANDRO

      Concordo marcos, não só demonstrar respeito como também é mais seguro aguardar o pedestre e ônibus (devido a frenagem deles), além de que se pode aproveitar para respirar um pouco….

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  • Rosana

    Aqui em Brasília as paradas de ônibus têm uma espécie de recuo em relação à faixa de rolamento, de modo que os ônibus param (ou deveriam parar) dentro dessas “baias”. Costuma funcionar bem em relação aos carros e se houvesse ciclofaixa acho que também funcionaria. Onde não é possível ter a baia, me parece mais razoável que o ônibus pare sobre a ciclofaixa.

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  • Klauss Schramm

    Criar uma ilha é a solução mais adequada. Os ciclistas podem ver de longe quando estão vindo os pedestres, e dessa forma diminuir a velocidade e garantir a segurança de todos. Não acho que o argumento de não haver espaço seja válido, porque se formos pensar, o espaço é exatamente o mesmo que seria com a ciclovia passando na frente. A diferença é que a ilha fica onde está a ciclovia e a ciclovia fica onde está a ilha. Talvez só seja um pouco mais complicado em porta de estabelecimento comercial em situações em que a calçada é estreita.

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  • Guilherme Caldas

    O mais seguro é, nos locais onde não for possível construir a ilha, o ciclista aguardar atrás do ônibus. Aqui em Curitiba, é o que eu faço e costuma funcionar melhor.

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