Noruega paga moradores que se locomovem de bike ou a pé

Lillestrøm, cidade ao sul da Noruega, incentiva transporte não motorizado. Na imagem, sistema de bikesharing de Oslo, capital norueguesa. Foto: Shymal/CC BY 3.0

Lillestrøm, ao sul da Noruega, incentiva transporte não motorizado. Na imagem, sistema de bike sharing de Oslo, capital norueguesa. Foto: Shymal (cc)

Como parte das atividades na Noruega da Semana Europeia da Mobilidade, cerca de kr$ 10 mil (coroas norueguesas – aproximadamente R$ 3.840) foram entregues na cidade de Lillestrøm para pedestres e ciclistas, em uma espécie de pedágio inverso. O dinheiro simboliza os benefícios de saúde que a caminhada e o ciclismo proporcionam, incluindo melhoria na saúde, na qualidade do ar e um transporte mais eficiente.

País economiza R$10
a cada km que um cidadão
percorre de bicicleta

Ciclistas receberam cerca de €$ 12 (R$ 39), enquanto os pedestres ganharam €$ 11 (R$ 36). Cálculos efetuados pela Direção Norueguesa de Saúde mostra que o transporte ativo fornece ao Estado uma economia de kr$ 52 (R$ 20) por quilômetro para os pedestres e kr$ 26 (R$ 10) por quilômetro para os ciclistas. A distância média percorrida na Noruega de bicicleta é de 4 km, proporcionando assim uma economia de kr$ 100 (R$ 38). Para pedestres, a média em deslocamentos é de 1,7 km, o que dá um total de quase 90 coroas norueguesas (R$ 35).

A ação foi surpresa e realizada por algumas horas na principal avenida da cidade. O objetivo foi mostrar os benefícios para a população e para a cidade de deslocamentos ativos. Lillestrøm possui apenas 15 mil habitantes, mas uma malha cicloviária de expressivos 747 km.

A Semana Europeia de Mobilidade foi realizada de 16 a 22 de setembro, em 1900 cidades de todo o continente. Apenas na Noruega, 18 cidades participaram.

Outros exemplos

A França continua com seu projeto de pagar para trabalhadores que optem por usar a bicicleta como meio de transporte para ir ao trabalho. A ação teve início em junho desse ano e o término está previsto para dezembro. A meta é melhorar a saúde dos franceses, reduzir o consumo de combustíveis e, consequentemente, a poluição gerada por veículos. A expectativa é que haja um aumento de 50% no uso da bicicleta nos deslocamentos casa-trabalho.

Alguns países da Europa, como Holanda, Dinamarca, Alemanha, Bélgica e Reino Unido têm projetos com diferentes incentivos, como isenção fiscal, pagamento por quilômetro rodado e suporte financeiro para a compra de bicicletas.

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