Superintendente da CET-SP fala sobre as críticas às ciclovias paulistanas

Ronaldo Tonobohn, da CET, fala sobre críticas às ciclovias. Foto: Rachel Schein

Ronaldo Tonobohn: “mesmo como pedestres, pensamos como motoristas”. Foto: Rachel Schein

Mesmo ganhando um prêmio internacional de mobilidade sustentável, as ciclovias de São Paulo não estão imunes às críticas. As mais frequentes falam sobre o compartilhamento de calçadas e imperfeições na via ou na pintura.

Para Ronaldo Tonobohn, superintendente de planejamento da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), o surgimento das críticas se deve ao fato de haver um novo olhar para as vias da cidade. “Nós estávamos acostumados a prestar atenção no que atrapalhava o carro e não no ciclista e no pedestre. Quando começamos a pintar as ciclovias, os problemas foram aparecendo”, afirma.

Reparo em pavimento de ciclovia na zona sul, antes da repintura. Foto: Willian Cruz

Reparo em pavimento de ciclovia na zona sul, antes da repintura. Foto: Willian Cruz

Tonobohn diz que com o tempo os reparos estão sendo feitos, mas o que o ciclista costuma enxergar, nem sempre a pessoa que está dentro do carro é capaz de ver. “Nós pensamos como motoristas. Mesmo como pedestres, pensamos como motoristas, ao contrário dos holandeses e dinamarqueses, que mesmo estando a pé, pensam como ciclistas”, diz o superintendente.

Um problema concreto que a CET enfrentou no começo do projeto foi a falta de material adequado para a pintura das faixas. Segundo o superintendente, o mercado não estava preparado para oferecer esse produto. “Não se tem uma escala de produção de rede cicloviária no país em que você tenha disponibilidade no mercado na quantidade que você precisa e com a qualidade desejada.”

De acordo com Tonobohn, uma viagem a Buenos Aires, na Argentina, estimulou o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, a viabilizar o projeto em São Paulo. “Nós estávamos acostumados a pensar em ciclovias caras, totalmente segregadas, no meio das avenida, enterrando a fiação. E Buenos Aires, assim como Nova York, mostraram pra gente que era possível transformar a cidade com pouco dinheiro e garantindo a segurança de ciclistas e pedestres.”

Outra crítica que o projeto tem sofrido desde o princípio é sobre a cor vermelha das ciclovias. Tonobohn informa – assim como já explicamos aqui – que há uma determinação do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) para que as ciclovias tenham essa cor.

Veja o vídeo com a entrevista completa e imagens de ciclovias em outras cidades do Brasil e do mundo.


50 comentários para Superintendente da CET-SP fala sobre as críticas às ciclovias paulistanas

  • Edison

    Pensar em ciclovia em São Paulo como alternativa de meio de transporte de massa é piada de mau gosto. Quem implementou isso deveria ser condenado a ir trabalhar de bike todo dia por 20 anos. Ideia de jerico! Os países desenvolvidos que tem ciclovias não as tem como um meio de transporte imposto ao cidadão. Nova York, por exemplo, tem ciclovia para quem OPTAR. Quem não quer vai de METRO. O mesmo em Paris, Londres. A questão é que nossos governantes deixaram de fazer o que tinha de ser feito como transporte de massa alternativo ao automóvel e agora surgem com essas ideias esdrúxulas. Sempre vai ter uma meia dúzia que pode estar gostando disso, mas basta ter olhos para ver o quão absurda é a ideia. Entre essas e outras a gente vai aprendendo. Votei nessa corja pois estava descontente com os prefeitos anteriores e me arrependi amargamente. Aprendi que sempre pode ficar pior do que era. PT nunca mais……

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    • ALEKSANDRO

      Outro bot que relaciona a ciclovia ao PT… Só quero esclarecer que em São Paulo a ciclovia também é para quem OPTAR, como foi o meu caso….
      Concordo apenas que os governantes deveriam agilizar mais as obras de transporte em massa, pq o monotrilho da cidade Tiradentes foi prometido para antes da Copa pelo PSDB… mas a culpa é minha e sua edison, de não nos mobilizarmos para questionar nossos governantes…

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    • Renato

      Com essa mentalidade terceiro mundista, não é a toa que SP está o caos….

      Só para constar: Bogotá, na Colômbia, tem mais de 400 km de ciclovias…e nem tem metrô. E a utilização da magrela por lá é altissima.

      Buenos aires, na Argentina tem mais que o dobro de ciclovias que tem de metrô…

      Vá se informar antes de falar o que não sabe….

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  • Newton

    ” E Buenos Aires, assim como Nova York, mostraram pra gente que era possível transformar a cidade com pouco dinheiro e garantindo a segurança de ciclistas e pedestres.”

    Na minha opinião, R$655.000,00 por Km. de custo da ciclovia não me parece “pouco dinheiro”…

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    • Newton, espero sinceramente que você não acredite nessa conta equivocada. Leia essa matéria, por favor.

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      • Newton

        Caro Willian, essa é a dificuldade nete país: não saber em quem acreditar. Se a revista Veja está certa? Pode ser que sim, pode ser que não, mas como a roubalheira e a corrupção neste país é quase como um “padrão” nos serviços públicos, fica realmente difícil de duvidar…pode ser que não sejam R$655.000,00, mas se for metade desse valor ainda assim é muito caro. Dê uma olhada em alguns orçamentos de obras abaixo:

        http://www.charqueadas.rs.gov.br/Licitacoes/Conc_005-08_OrcPav.pdf

        http://www.manduri.sp.gov.br/transparencia/LRF/PREGOES/TOMADA_013/Orcamento%20asfalto%2003%202014.pdf

        Como se vê, por exemplo, no segundo link, são 10.000m2 de recapeamento asfáltico, que é muito mais caro do que a pintura vagabunda que a prefeitura diz ser “ciclovias”.

        Quanto à comparação com outros países, não faz muito sentido. Por exemplo, em São Francisco, que de acordo com a tabela custa R$157.000,00 por Km., para eles é nada mais do que apenas 80 salários mínimos americanos (um funcionário do Wal Mart que recolhe os carrinhos no pátio do supermercado ganha isso em média…). Aqui, se usássemos a mesma medida, seria em média R$57.000,00.

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  • Adriano

    Sei dessa informação pois participo do grupo que reinvidica um dos parques de São Paulo.

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    • CiceroS

      Cara… Não dá pra entender esse teu “espírito de disputa”. Você colocar na balança 12 milhões (apenas) para a desapropriação vs.10 milhões pra ciclovias? Quer dizer que ciclovia é menos (ou nem é) meio-ambiente do que parque?

      Ah, tem uma fatia lá de 63 milhões para uma outra (apenas) desapropriação, e já que parece que o que importa pra você é a disputa, o racha, a desagregação, etc., que tal você também reivindicar uma fatia dessa fatia, hein?

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  • Ronnie Lima

    Tem que fazer uma ciclofaixa na Doutor Arnaldo, pra ligar com a da Sumare.

    Não teria um outro jeito de fazer, sem precisar pintar as ruas? Talvez colocando alguma coisa para separar a ciclofaixa, ao invés de pintar.

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  • Adriano

    Felipe parte do dinheiro das ciclovias vem do Fema ( fundo especial do meio ambiente) que é o orgão que recebe a grana por compensação ambiental. O confema que havia reservado 12 milhões para o Parque Vila Ema agora afirma que não tem mais essa grana. E mesmo assim ofertou 10 milhões para as ciclovias.

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  • Renato

    Não veem o ciclista porque ele já passou faz tempo….xD

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  • jeronimo

    É sempre assim os bundinhas de veludo que só querem andar de carro, que não deixam o carro nem para ir a esquina comprar cigarros sempre reclamarão. A cidade não comporta mais carros, a poluição atinge niveis alarmantes por causa do uso indiscriminado dos automóveis, mesmo assim estas pessoas insistem em somente utilizar os carros. Criticar os que tentam fazer algo é fácil, mas oferecer alternativas, ou mesmo um pequeno sacrifício em prol de todos nem pensar. Não sou Petista muito pelo contrário mais apoio a iniciativa do prefeito Haddad na construção de corredores de ônibus e ciclovias.Para voce que só reclama experimenta deixar o carro só um dia em casa, utilize os ônibus a bicicleta ou mesmo a caminhada vai fazer bem não só a ti mais também ao mundo.

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  • Andre

    Na verdade, Renato, o que há muito em Londres são ciclofaixas. Ciclovias segregadas são bem menos. No entanto essas ciclofaixas não fazem muita diferença por lá pois muitos ciclistas nem a utilizam (a lei britânica permite que o ciclista circule fora da ciclofaixa mesmo que esteja em boas condições). Esse prefeito Boris Johnson está expandindo mesmo, com as “Ciclo Supervias”, mas o que rola por lá de verdade é o respeito…

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  • jose silva

    “Nós estávamos acostumados a pensar em ciclovias caras, totalmente segregadas, no meio das avenida, enterrando a fiação. E Buenos Aires, assim como Nova York, mostraram pra gente que era possível transformar a cidade com pouco dinheiro e garantindo a segurança de ciclistas e pedestres.”

    As ciclovias de SP, estao custando 650 mil reais por km. Cade a ciclovia barata, secretario? http://vejasp.abril.com.br/materia/ciclovias-projeto-custa-mais-que-o-triplo-prefeitura

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    • Renato

      O que a veja não fala, é que dos 400 km, parte dos trechos são ciclovias construidas do ZERO, no canteiro central de avenidas como a Eliseu de Almeida, Cruzeiro do Sul, Av. Pirajussara, Atlantica, Politecnica no trecho até a Corifeu, entre outras. Ali, o modelo é concreto pigmentado da cor vermelha. Esse modelo padrão Faria Lima custa muito mais caro o quilometro do que as ciclovias pintadas e sinalizadas nas vias.

      Logo, com o valor do quilometro dessas ciclovias, a média acaba ficando mais alta mesmo, oras.

      Veja é sensacionalista e tem muitos textos tendenciosos.

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      • jose silva

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      • jose silva

        “tendencioso” eh o vadebike. E isso nao eh necessariamente ruim, pois o compromisso do site eh com o publico de bikers. E a ciclociva eh algo que todos bikers querem. Porem nao ha’ de se estranhar a diferenca do custo no papel e do custo real de uma obra.. 650 mil reais por km.

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    • Carlos

      Olha e o que é barato no brasil? Voce paga carro 2x mais caro que em qualquer lugar da europa, paga aluguel 10x mais caro tambem e em casas piores, agora fica a pergunta, que culpa tem qualquer politico nos preços que aplicamos? se somos nós que inflacionamos com grupos imobiliarios, etc, etc, etc, a verdade que o custo brasil (existe um artigo muito bom falando sobre o custo brasil) é diferente do custo nesses outros paises, sendo assim é tendencioso comparar apenas preco da ciclovia, pois tudo no pais custa mais que o dobro mesmo tirando os impostos, fato é que os empresários tupinambais sabem que pagamos mais por pouco.

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  • Andre

    Se houvesse respeito por parte de motoristas, as ciclovias não se fariam necessárias. Portanto, para os motoristas que reclamam do surgimento das mesmas, que fique claro que foram eles que causaram isso. Um exemplo é Londres, quase não há ciclovias mas o número de ciclistas é enorme (incluindo mulheres, idosos e crianças) como isso é possível? Simples, com respeito!

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  • Diego

    Já cai na cai na ciclovia da Artur por causa de um buraco que não vi, quando ia ao trabalho. A minha sorte foi ter caído após o cruzamento, senão teria sido atingido por um carro. Felizmente apenas tive extensas escoriações na perna e um cotovelo esfolado. Nenhuma fratura.

    Como a ciclovia é numa descida, vc tem que pedalar com bastante atenção. Hoje, prefiro descer pela Oscar Freire e a Atlântica, até pq a ciclofaixa está com vários destes remendos mostrados na foto.

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  • Mario

    E faltam bicicletários nas estações de metro, de trem e em terminais de ônibus. Com bastante lugar para prender as bikes e segurança onde for necessário. Por enquanto está bom. Depois reividicamos banheiros com chuveiros… mas isso mais pra frente.

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    • Carlos

      E quando há, como o bicicletário do Terminal de ônibus e metrô João Dias ( que está fechado ) não há como utilizar porque não há um acesso sequer para ele. Aliás o grande problema é os acessos de ciclistas na região da ponte João Dias. Acesso ao portão da CENESP é a 100 metros da ciclovia pinheiros, porém dá de cara com a marginal, então atravessar a marginal é um grande risco. A estação Villa-Lobos/Jaguaré tem um, mas por falta de uma ciclovia na região e acesso a ciclovia Pinheiros, o bicicletário é ocupado somente por 10% da sua capacidade. Há uma falta de ciclopassarela. E coisas assim se repete pela cidade de São Paulo. Obras feitas pela metade ou praticamente inúteis. É como diz o Arturo Alcorta: “Pelo menos fez algo? ” http://escoladebicicleta.blogspot.com.br/2009/07/pelo-menos-fez-algo.html . O negócio é ficar exigindo por melhor qualidade das coisas, no nosso caso, é por ciclovias e ciclofaixas efetivas, eficientes e de qualidade, e, quer queira ou não, as ciclovias segregadas tem melhor qualidade e são mais efetivas e eficientes para nós ciclistas. E segundo aquele post do VáDeBike sobre a Nova Zelândia, as ciclofaixas incentivam e criam adesão de 1%, enquanto que as ciclovias, segregadas, criam adesão 40%. Esta é uma diferença que não pode ser ignorado. Deste modo, a ciclovia Pinheiros, a da Sumaré, Eliseu de Almeida, Faria Lima entre outros prestam melhor serviço que as ciclofaixas. Essa mentalidade de quantidade atrapalha os trabalhos de qualidade e de segurança. Aliás, as ciclofaixas e ciclovias estão sob investigação do MP, por terem custado mais o que previsto, chegando até 3x mais.

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  • Adriano

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    • Renato

      Legal cara, vamos criar parques e deixar os ciclistas sendo atropelados pela cidade….afinal, o lazer das pessoas valem mais do que a vida de trabalhador que optou pela magrela por não aguentar mais o transporte publico superlotado ou apenas quer contribuir com um carro a menos na cidade.

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      • Adriano

        A questão Renato é que eu, como ciclista, preferia aguardar um ano pra ter uma ciclovia que me oferece segurança mas ter preservado o pouco de verde que resta na cidade e ajuda no resfriamento, na absorção de água das chuvas, na minha própria saúde etc. Seu pensamento é parecido com o dos “carrocratas”, que são contra as ciclofaixas em detrimento de seu espaço no trânsito.
        Se vc não sabe os termos que proibiram a construção do Parque Augusta ou Vila Ema, por exemplo vencem esse ano e sem essa grana eles vão virar prédios.

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        • Renato

          Bom, mas eu não! Não jogue a culpa nas ciclovias por causa da falta de verde na cidade não senhor. AS ciclovias não representam nem 2% do total de vias pavimentadas na cidade. Que alias, são mais de 17.200km.

          Não são as ciclovias que retira espaço verde, mas sim as vias para CARROS. Muitas ciclovias trouxeram paisagismo em canteiro central de avenidas que antes estavam degradadas ou servia de estacionamento para carros? Exemplos? Ciclovia da Av.Cruzeiro do Sul que antes era um grande estacionamento. Hoje é a ciclovia e com grama.

          Outros bons exemplos, são a ciclovia da Eliseu de Almeida e Anhaia Melo. Você já viu como era essas avenidas antes da ciclovia?

          A construção das ciclovias não impede a implantação de novos parques. Alias, vários novos parques foram inaugurados nos últimos anos, você não tem acompanhado?

          Os ciclistas que morreram atropelados na Paulista e Eliseu de Almeida, entre outros, poderiam estar vivos hoje, se nessas avenidas, tivesse ciclovias até meados de 2012.

          E qtos trechos de ciclovias foram inaugurado nos ultimos anos mesmo? Quase nada, apenas 63km….só decolou mesmo com o projeto dos 400 km do Haddad.

          Decadas e decadas só arrancando arvores e tirando espaço verde para dar lugar a grandes avenidas para CARROS. Reclame das avenidas e novas ruas….reclame das invasões….mas não vem com mimimi por causa das ciclovias…elas são um estimulo a um transporte que NÃO POLUI.

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          • eu

            Mudança na localidade? O melhor exemplo é o trecho da ciclovia da brigadeiro que passa na av. dr gastão vidigal, bem em frente ao ceasa/ceagesp! Aquilo alí era uma crackolândia, totalmente largado, local extremamente perigoso mesmo! Agora, com a ciclovia, que nem foi inaugurada ainda, está uma beleza, mudou radicalmente toda a avenida! Tem muito ciclista usando a ciclovia, casal andando, gente correndo lá, etc…. isso era algo impossível de ver até o ano passado! Detalhe é que não houve redução de espaço algum para os carros! O trânsito continua sendo horrendo nos horários de pico e eu passo por todos eles sorrindo naquela bela ciclovia!

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          • Carlos

            Devo acrescentar que o que tira espaço verde é a especulação imobiliária principalmente, que praticamente não faz compensação. Aliás a especulação imobiliária dificulta inclusive os carros, que também afeta os pedestres e ciclistas e motociclistas. A recente descoberta na liberação de alvarás demonstra que a liberação de alvarás também afeta a disponibilidade de espaço verde e trajetos de ciclofaixas. Portanto, a questão é mais complicada do que julgamos na nossa vã filosofia ciclística.

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        • Felipe Prenholato

          Sobre isso, eu acredito que o dinheiro usado em ciclovias não poderia ser usado para pagar os 100 ou 120 milhões (não lembro ao certo) para desapropriar o terreno de facto, eles vem de fundos diferentes. É por isso q não se usa dinheiro de reforma de asfalto, de semáforo, vias para ônibus e bicicletas, etc, na educação ou saúde.

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    • Felipe

      não sei dá onde vc tirou essa info cara. Cade a fonte?

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  • É necessário fazer CAMPANHAS frequentes, envolvimento intenso, responsabilidade.

    Não suportamos mais a violência, a falta de segurança, o excesso de carros, FALTA DE CICLOVIAS cuidadas.

    Meu irmão NOEL MORENO LEITE, de apenas 55 anos, uma pessoa saudável e feliz, acabou de ter sua vida perdida,em 02.02.2015, por falta de ciclovia em um local de SP.

    E ELE É APENAS UM NÚMERO. INFELIZMENTE ACONTECERãO OUTROS ACIDENTES… Até quando ?

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    • Renato

      Pois é, e tem cidadão ai que acha que deveria esperar mais 1 ano para implantar uma ciclovia, pois os parques são mais importantes do que a vida de quem utiliza a bike e anda no meio dos carros, correndo riscos diários. E a mentalidade terceiro mundista mesmo….

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    • Carlos

      O uso de bicicleta e da estrutura cicloviária importa problemas de outros modais e do uso do espaço público. Portanto, é ingênuo pensar que o problema é somente oriundo do uso intensivo do carro. Políticas de urbanização afetam muito a disponibilidade de estrutura cicloviária.

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  • Márcio Campos

    Não por acaso as críticas mais sem sentido vem de pessoas que tem ideologias políticas à prefeitura. Quem pedala há décadas sabe o que é ficar entre os carros com o olho nas costas e como é entrar numa ciclovia e poder se desligar e relaxar. Se um milhão de vezes tivesse que escolher entre ciclovias com buracos e ser ameaçado por ônibus de 10 toneladas e tomar finas educativas, escolho um milhão de vezes os buracos, as tintas esmaecidas. E sabemos inclusive que a desordem é de momento, é aprendizado, é implantação de algo inédito.

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  • ricardo

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    • Renato

      A cidade não foi construida pensando no ciclista, apenas nos carros….logo, muitas ruas e avenidas foram inauguradas sem espaço algum. E ai, comofas/

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    • Com relação a “não ver ciclista nenhum” quantas horas você ficou observando, 2, 5, 10 horas ou só quando você passava? Em qual horário, no de pico ou de vale? Em quais ciclofaixas, na mais ou na menos movimentada?

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  • Alexandre

    Aim temos uma longa caminhada/pedalada para consolidar a cultura da bicicleta na cidade. Nova York demorou 6 anos para fazer isso. Então o melhor caminho é apoiar a implantação das ciclovias mesmo sabendo que elas não são o que há de melhor. Sobre a cor vermelha, o mais engraçado é que o próprio MASP é vermelho!
    Quando acabam os argumento racionais so restam essas críticas malucas ai.

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  • Alexandre Cheque

    Ótima matéria Rachel, parabéns!

    O problema a grosso modo é a falta de educação tanto de pedestres, ciclistas e motoristas, precisa ocorrer uma harmonização entre todos.

    A parte esclarecedora sobre a tinta utilizada nas ciclovias da cidade foi perfeita! Sobre o trecho do MASP, dei risada!

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