Abertura da Avenida Paulista às pessoas não prejudica hospitais

Foto: Willian Cruz

Hospitais não se opõem à abertura da Av. Paulista. CET afirma ser baixo o impacto no trânsito. Foto: Willian Cruz

Um dos argumentos mais utilizados para criticar a abertura da Av. Paulista às pessoas (ou fechamento aos carros, como insistem alguns) é a presença de diversos hospitais na região, que teriam acesso prejudicado ou mesmo impedido. Mas essa teoria não se sustenta a uma análise mais profunda.

Como já havíamos afirmado aqui no Vá de Bike, os hospitais presentes na avenida têm seus acessos de emergência nas vias paralelas ou nas laterais. Mas para encerrar essa questão, a CartaCapital resolveu perguntar diretamente ao supostos afetados pela interdição se ela causaria realmente algum problema.

Segundo matéria no site, a reportagem tentou entrar em contato com os 15 hospitais que ficam a até 500 metros da avenida. Apenas o Hospital 9 de Julho, o Instituto do Coração e o Hospital Oswaldo Cruz não responderam à reportagem; os outros 12 afirmaram não se opor à medida.

O HCor, IGESP, Emílio Ribas e o Pro Matre Paulista informaram que as mudanças na avenida não têm promovido dificuldades de acesso de suas ambulâncias.

O Hospital e Maternidade SacreCoeur, o São José e o TotalCor afirmaram que as rotas alternativas de acesso ao local funcionam satisfatoriamente nestes dias.

O Hospital Sírio-Libanês também não vê problema algum no eventual fechamento da Paulista. Segundo a entidade, a CET indica outras rotas funcionais sempre que há grandes eventos na avenida.

O Santa Catarina, localizado na avenida, informou dispor de acessos alternativos e que a entrada de seu pronto-socorro fica numa rua transversal, a Teixeira da Silva. Propõe apenas que a abertura da avenida Paulista para o público aconteça entre a praça do Ciclista e esta rua.

Também foram ouvidos os hospitais Beneficência Portuguesa de São Paulo e a maternidade Santa Joana. Ambos afirmaram utilizar sem problemas os acessos alternativos para pacientes e funcionários em dias em que há muito tráfego ou manifestações na região.

- da matéria de Ingrid Matuoka, no site de CartaCapital

Baixo impacto no tráfego

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), “foi observado baixo impacto no trânsito na abertura do dia 28 de junho, com a utilização satisfatória das paralelas, a alameda Santos e as ruas Cincinato Braga e Carlos Antonio do Pinhal”. Veja como foi a abertura da Paulista às pessoas, em fotos e vídeo.

O secretário de Transportes, Jilmar Tatto, informou no início deste mês que o órgão de trânsito “estuda a necessidade de segregação de uma faixa para ônibus nas vias alternativas e também procedimentos para o acesso de ambulâncias, hóspedes de hotéis e moradores”. Os estudos serão encaminhados para avaliação do Ministério Público de São Paulo e dos demais secretários municipais.

O Conselho da Cidade aprovou no início de julho uma moção de apoio à abertura da avenida Paulista e do Elevado Costa e Silva, o Minhocão, para pedestres e ciclistas, após a apresentação dos primeiros estudos de impacto da CET. O Minhocão já está sendo aberto aos sábados, a partir das 15h. Ainda não há previsão para a abertura definitiva da avenida aos domingos.

Outras avenidas

O secretário de Transportes, Jilmar Tatto, pretende realizar estudos em outras vias da cidade, como nas avenidas Sumaré (Zona Oeste) e dos Patriotas (Zona Sul), para que munícipes e turistas se apropriem mais da cidade. Na avenida Paulista, os estudos já foram iniciados com a inauguração da nova ciclovia no canteiro central: no dia 28 de junho, a via foi aberta das 10h às 17h, atraindo cerca de 50 mil pessoas de todas as idades, que compartilharam o espaço a pé, de bicicleta, patins e skates, em uma convivência harmoniosa e inesquecível.

“É possível você democratizar, compartilhar, fazer com que todos usem de forma agradável”, afirmou o secretário. “A cidade está precisando cada vez mais de tolerância, as pessoas procurarem um convívio maior com todos. Então é possível você ter espaço para o pedestre, para o ciclista, para o skatista, para o usuário do ônibus e para o usuário do carro também. O domingo é um excelente dia para as pessoas saírem às ruas para curtir a cidade ao invés de ficar dentro de casa. Isso é uma tendência mundial.”

De acordo com Tatto, os estudos elaborados irão contemplar a liberação de veículos de saúde e segurança, além das atividades comerciais exercidas nas regiões. “Tem que ser flexível para não prejudicar a atividade comercial daquela área, ou mesmo morador. Tudo isso é possível adaptar. Você faz com cuidado, se tiver a necessidade de cadastrar, cadastra. O problema não está ai, o problema é como você ocupa este espaço por todos e isso é possível fazer sem prejudicar as pessoas”, declarou.


25 comentários para Abertura da Avenida Paulista às pessoas não prejudica hospitais

  • [...] E a abertura da Paulista para as pessoas, além de mais uma opção de espaço para lazer, mostra como podemos fazer um uso diferente e mais humano das ruas, nem que seja somente aos domingos. A próxima abertura já tem data marcada, 23/08, quando será inaugurado mais um trecho de ciclovia na região. E ao contrário do que imaginam, não causou nenhum congestionamento a mais nem prejudicou as linhas de ônibus (dados da CET), ou atrapalhou o acesso aos hospitais próximos (segundo informações dos próprios hospitais, ver em http://vadebike.org/2015/07/fechamento-avenida-paulista-nao-prejudica-hospitais-acessos-emergencia/). [...]

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  • [...] A região possuí uma linha de metrô que passa sob a Avenida, e mais duas ligações sobre trilhos nas extremidades. Um impedimento que se levantava era a obstrução da via para hospitais, porém as próprias entidades não foram contra a decisão de abrir a via para pedestres e ciclistas. (leia aqui) [...]

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  • Andre

    Isac, em nenhum momento disse que a bicicleta é mais perigosa que o carro ou moto. Eu defendo o respeito e a educação. Você sabe muito bem que existem ciclistas que desrespeitam sinal vermelho e faixa de pedestre, motoristas então, nem se fale. Eu não tenho carro, uso apenas a bike e transp. publico e posso te afirmar com toda a certeza que são (e muitos) os condutores – ciclistas e motoristas – que não respeitam o próximo. Eu tenho câmera no capacete e posso provar isso a ti, caso duvides. Prefiro um motorista que respeita faixa de ped. e sinal vermelho do que ciclista que não o faz, independente de ser veículo menos ou mais perigoso. O mesmo vale ao contrário. O problema não está no motorista ou no ciclista, está na educação do população. E vou dizer isso até meu último suspiro de vida.

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    • Renato

      A questão dos ciclistas se resolve com uma boa e constante campanha educativa….como a cidade nunca acolheu o ciclista e sendo hostil com eles, é natural pensar que a maioria acaba devolvendo na mesma moeda, não respeitando nada mesmo. A cidade criou essa cultura nos ciclistas de hoje e para mudar, só qdo acolher o ciclista.

      Veja que em paises onde há a infraestrutura segura, há o respeito, como nesse vídeo:

      https://www.youtube.com/watch?v=i2hc1Ulwkew

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      • Tarantino

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        • Renato

          Você usa bicicleta como meio de transporte? Se sim, então sabe bem como a cidade é hostil com o ciclista (muitos motoristas acham que o ciclista atrapalha o transito e que não tem obrigação de respeitar, por isso as finas)

          Se não usa bicicleta (ou se usa apenas para lazer), não conhece a realidade, portanto vá pedalar diariamemente nos 2 picos durante alguns meses e depois vem falar aqui, blz?

          Tá na cara que você não conhece a realidade e é apenas mais um carrocrata apenas com mimimi pq perdeu 1% dos 17.200km de vias pavimentadas na cidade para as ciclovias.

          Nem perdi meu tempo lendo teu texto até o fim, só para constar.

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          • Tarantino

            O cidadão ciclista, para seu governo, usei diariamente a bicicleta dos 18 até os 42 anos de idade, percorria cerca de 40 km por dia, isso em um tempo em que não havia todas essas campanhas e nem ciclovias, portanto era muito mais perigoso do que hoje, e se tem alguém que ainda tem o que aprender, esse alguém aqui é você, eu já pedalava quando você ainda estava nas fraldas.^
            Quanto à questão dos “17200 km” (parece que esse é seu bordão favorito, pois repete a mesma coisa sempre) nenhum carro ou moto “perdeu” nada, afinal, nenhuma rua foi fechada exclusivamente para as bicicletas…raciocínio falho o seu. Muito pelo contrário, quanto mais ruas forem pavimentadas, melhor para os ciclistas, pois serão mais lugares onde poderão ser construídas ciclovias.
            Nem perdeu seu tempo lendo até o fim, e ainda quer dar opinião? Bem típico mesmo daqueles que estufam o peito para dizer: “Não li e não gostei”, novamente patético, pra não dizer ridículo.
            Isso mesmo, continue justificando e aplaudindo atitudes agressivas por parte dos ciclistas. Vai bem na contramão da cultura da paz e convivência.
            Eu faço a minha parte, e você?
            Aliás, falando em atitude agressiva, aconteceu comigo ontem: fui estacionar em uma vaga na rua, pois precisava descarregar alguns produtos; um idiota de bicicleta (não era idiota por estar de bicicleta, era idiota simplesmente por ser assim) resolveu parar atrás do caminhão que eu estava dirigindo e ficou plantado lá buzinando, ao invés de desviar. Veja bem, meu caminhão estava com a luz de ré acesa e a seta para o lado direito ligada, indicando claramente minha intenção. Obviamente, como o caminhão é um veículo grande, em poucos segundos formou-se uma fila imensa na rua, e TODOS viram a atitude do ciclista, que por pura pirraça e teimosia se recusava a sair de trás do caminhão. Resultado: muita gente xingando o ciclista, que teve de pôr o rabo entre as pernas e sair, não sem antes desferir um tapa na lateral da carroceria…garanto que não foi o caminhão a sentir o tapa. Agora pergunto: O QUE LEVA UMA PESSOA A AGIR ASSIM?
            Por causa de atitudes assim que a imagem dos ciclistas fica manchada. Como já disse antes, eu faço minha parte, e espero que todos façam a sua.

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      • Tarantino

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  • Cassio

    De todos os argumentos patéticos usados contra a limitação do uso da cidade por carros, “os hospitais da Paulista” é um dos maiores.
    Como é impossível – considerando a inteligência humana – alguém de fato acreditar nisso, é fácil saber que sempre é algo mal intencionado.

    E não falo por conta da ciclovia, nem do momento atual de exagero em opiniões ridículas: sempre isso foi usado como forma de reclamação contra manifestações. Acho até que este argumento foi emprestado deste combate anterior que as mídias fizeram. Nunca se tratou de uma discussão urbanística, mas uma forma de jogar o “povo” contra as manifestações, e agora contra as ciclovias ou fechamento da avenida (retórica básica, usada na materialização da raiva paulistana chamada “trânsito”).

    Um dia, faz tempo, nem morava em São Paulo ainda, estava na fila do MASP. Não havia ciclovia, nem faixa de ônibus, nem manifestação acontecendo. Dia simples de trânsito violento. Uma ambulância se esgoelava para passar. Os socorristas imploravam para abrir espaço, mas não havia espaço. Eram os carros. Muitos tentando se torcer no meio para dar passagem, só que não dava.

    Percebem? As pessoas nos carros até queriam dar passagem, mas o espaço que os carros ocupam não permitia. Lembrando que, se as pessoas não são seus carros, os carros que dirigem continuam sendo. Esclarecendo a ideia, para evitar conflitos: os carros ocupam espaço físico real, e são muitos.

    Querem pensar nos hospitais? Aí sim que tem que fechar a Paulista para carros.
    E mais – cada preocupado com os hospitais da Paulista pode pensar nos outros hospitais e seus arredores. Carros estacionados nas esquinas, escolas com fila dupla (olha o argumento da educação sendo desfeito pelos próprios pais e escolas particulares), estacionamentos que não respeitam os pedestres (que estão indo para os hospitais?), pontos de ônibus com carros parados, obrigando idosos a escalarem as escadas.

    O processo de pensar a cidade é complicado, mas é igualitário: basta viver nela, abrir os olhos e pensar mesmo, não repetir papo furado.

    Desculpem o tamanho do texto, se bem que insuficiente para tamanho assunto. Por isso mesmo, obrigado pelo espaço!

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  • Guilherme

    Para ilustrar, supondo que não existissem acessos alternativos, vejam como é em Porto Alegre:

    Ambulância TENTANDO passar em uma rua cheia de carros (só consegue com ajuda):
    https://youtu.be/XfkHe8MvWzU

    Ambulância PASSANDO por uma rua cheia de bicicletas:
    https://youtu.be/dAs9GHaGY7g

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  • Andre

    Concordo com o Jorge, o problema de São Paulo e do Brasil não são os carros, motos, etc. É a educação. Não apenas educação acadêmica e sim educação geral. Não são as ciclovias ou mais uma pista na marginal que tornará tudo melhor, enquanto a corrupção na área da educação não acabar (porque dinheiro tem), nunca seremos desenvolvidos. É fato que a infraestrutura cicloviária ajuda na questão da segurança, mas de que adianta se o ciclista que circula por ela não respeita os pedestres e os semáforos? Ou um motorista estaciona ou até mesmo circula por ela? Nada. Temos que seguir o exemplo do Japão, que investiu fortemente na educação. Essa é a ÚNICA solução para o Brasil melhorar.

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    • Renato

      Nisso ninguém tem dúvida alguma….porém, é um investimento de LONGO prazo e a mobilidade não pode esperar….

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    • Isac

      Olha, esse negócio de que o ciclista não respeita o pedestre e o semáforo já está dando nos nervos… Outro mito que talvez o ‘Vá de Bike’ poderia desmistificar.
      Quantas mortes por atropelamento de ciclista com o pedestre você conhece? Essa necessidade de igualar a bicicleta a um carro é só um argumento vazio que busca de diminuir os benefícios (mesmo que porcamente) de se pedalar.
      Amigo, uma bike vem a 5 km/h ou 10 km/h, e sabe do que mais: ela tem freio. Um ciclista muit idiota que acerte alguém em uma faixa possui uma probabilidade muito baixa de causar nenhum dano fatal (não que eu defenda essa atitude). Como já descobriram em alguns lugares (http://www.treehugger.com/bikes/city-paris-let-cyclists-go-through-some-red-lights.html)
      É muito engraçado querer colocar essa pecha de agressivo ao pedestre junto ao ciclismo, não foi o que vimos na Paulista sabe… Se tem algo que eu como pedestre temo são veículos motorizados. Esses matam, esses fazem conversão sem dar preferência ao pedestre, esses acham que depois das 22h as regras de transito não valem mais, esses fazem questão de avançar 1 ou 2m sobre a faixa em um farol fechado… E aí você vem me dizer que um ciclista que passou a 5km/h através de um farol fechado é o perigo!? Faça-me o favor…

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      • Tarantino

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  • Jorge

    Sei que vou comprar briga com o que vou escrever, mas vai assim mesmo: cada vez que leio “abrir a avenida para as pessoas” tenho calafrios. Separar cidadãos entre ciclistas, pedestres, “pessoas”, motoristas e afins é rotular os que são iguais. O problema não é o motorista que faz uma barbeiragem, ou o motociclista que trafega na calçada, ou o ciclista que não respeita o semáforo….o problema é o cidadão que está no carro, é o cidadão que está na moto, é o cidadão que está na bicicleta. O mesmo cidadão que tira uma “fina educativa” do ciclista é, provavelmente, aquele que joga a bituca de cigarro no chão e que ajuda a entupir bueiros. O que trafega na calçada é, talvez, aquele que joga o papel de bala na rua, provocando o mesmo efeito. O que ultrapassa o semáforo fechado é, quem sabe, o que joga o chiclete na calçada para que um desavisado pise.

    Quando vejo leis para punir com mais rigor um crime cometido contra um homossexual me dá a impressão de que esse mesmo crime, se cometido contra um heterossexual, é “menos grave”. Como se crime igual não fosse.

    Essa separação, essa “rotularização” tão em moda é errada. Todos são pessoas, todos são humanos, todos têm os mesmos direitos e deveres. Pena que poucos respeitam os direitos dos outros e cumprem com seus deveres. Se todos fizessem isso talvez as coisas fossem melhores. Mas já divago….

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    • Renato

      Mas o fechamento das avenidas para as pessoas não é para punir ninguém. E sim para devolver um pouco do espaço público para as pessoas. No dia-a-dia a maior parte do espaço público é ocupado pelos carros (cerca de 80%), para se ter uma ideia….

      Em muitos paises, avenidas inteiras são abertas para as pessoas aos domingos. Sou morador da região e não vejo problema algum, pelo contrário. Aqui mesmo no Brasil temos bons exemplos, como em Brasilia e no Rio de Janeiro.

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    • Fabio

      “Quando vejo leis para punir com mais rigor um crime cometido contra um homossexual me dá a impressão de que esse mesmo crime, se cometido contra um heterossexual, é “menos grave”. Como se crime igual não fosse.”

      Jorge, um homossexual pode ser agredido por n motivos, um hetero também pode ser agredido por n motivos, porém quando o homossexual é agredido apenas por sua orientação sexual, sem nenhuma outra razão, o crime carrega o agravante da intolerância. A falsa impressão de que acrescentar o agravante da intolerância divide a sociedade, contribui para a manutenção da impunidade destes crimes.

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    • Isac

      Cara, quando você prega a igualdade entre um privilegiado e um excluído você está a favor do privilégio, sempre. E na discussão aqui colocada, acho que podemos concordar que o carro é privilegiado no uso do espaço público certo? Uns 100 anos de privilégio + ou -…
      “Em qualquer situação, quem se diz neutro está apoiando o lado mais forte, qualquer que ele seja.”

      Recomendo esse artigo: http://www.revistaforum.com.br/outrofobia/2015/05/27/nem-de-esquerda-nem-de-direita/

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    • Newton

      Hoje em dia existe uma estratégia dos governantes, que é “dividir para controlar”. Colocando os diversos segmentos da sociedade em conflito, são gerados desentendimentos e discussões que desviam a atenção dos fatos principais que os políticos não querem que o povo preste atenção. Cada vez que se coloca mais lenha na fogueira, através de atos discriminatórios e etc., mais distraído fica o povo.

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