Mesmo em ponto sem ciclovia, contagem registra 1 ciclista por minuto na zona oeste de São Paulo

Contagem de ciclistas realizada em cruzamento da Vital Brasil reafirma necessidade de mais infraestrutura no local. Foto: Fabio Miyata

Contagem de ciclistas realizada em cruzamento da Vital Brasil reafirma necessidade de mais infraestrutura no local. Foto: Fabio Miyata

No último dia 12 de agosto aconteceu mais uma contagem de ciclistas feita pela Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), com iniciativa dos grupos de ciclistas locais Ciclo Butantã e Bike Zona Oeste. Essa é a primeira ação feita no cruzamento da avenida Vital Brasil e rua Pirajussara, em frente ao metrô Butantã, zona oeste da capital paulista.

Imagem: Ciclocidade

Imagem: Ciclocidade

Em um período de 14 horas, passaram pelo local 758 ciclistas – média de 54 por hora, ou cerca de um a cada minuto. No pico da manhã, foram mais de 70 bicicletas em uma hora. Essa contagem, juntamente com as realizadas na Ponte da Cidade Universitária e avenida Eliseu de Almeida nos últimos meses, aumenta o número de dados sobre os ciclistas desta região, mostrando a necessidade de mais estrutura para os cidadãos que pedalam.

Desses 758 ciclistas, 70 eram mulheres (9%). Apesar de pequena, a proporção impressiona devido à ausência de ciclovia no local e ao grande fluxo de veículos motorizados. A título de comparação, no Largo do Socorro (zona sul), também sem ciclovia, a proporção de mulheres foi de apenas 3%; já na avenida Eliseu de Almeida, onde há via exclusiva para bicicletas, segregada no canteiro central, foram registrados 11% de mulheres. Os maiores índices de ciclistas do público feminino registrados em contagens foram na ponte da Cidade Universitária e na Faria Lima, ambos com 13% de mulheres nas análises.

O que poderia justificar a presença relativamente expressiva de mulheres ciclistas seriam a proximidade com a Universidade de São Paulo (USP), o bicicletário da estação do Metrô Butantã e/ou as ciclovias da Eliseu de Almeida e USP, que terminam naquela região (veja no mapa).

Foto: Fabio Miyata

Ciclista aguarda para cruzar a avenida. Foto: Fabio Miyata

Vale destacar que cerca de 33% dos deslocamentos ocorreram da avenida Vital Brasil em direção à Ponte Eusébio Matoso. Este dado mostra a importância de infraestrutura que garanta maior segurança na travessia das pontes que cruzam as marginais.

A contagem mostrou também que devido ao grande número de comércios e serviços ao redor do Terminal Butantã, assim como a presença do bicicletário do metrô, 17% dos ciclistas usaram a calçada para deslocamento. Segundo dados da ViaQuatro, que administra o local, no mesmo dia/horário da contagem, entraram 125 bicicletas e saíram 53.

As organizações locais acima citadas pretendem levar uma petição à subprefeitura exigindo melhores condições para os ciclistas que circulam na região. No futuro, a provável conexão dessas ciclovias (Eliseu de Almeida + USP) a uma via principal auxiliará e trará segurança a todos os modais envolvidos. Demais organizações com enfoque na acessibilidade para os pedestres estão se unindo a esse movimento de melhoria nas condições de mobilidade urbana.

Os dados detalhados da pesquisa estão disponíveis no site da Ciclocidade.

Ilustração com o total de origens e destinos dos ciclistas. Arte: Ciclocidade

Ilustração com o total de origens e destinos dos ciclistas. Arte: Ciclocidade


1 comentário para Mesmo em ponto sem ciclovia, contagem registra 1 ciclista por minuto na zona oeste de São Paulo

  • David

    Faço esse trajeto também pra atravessar a ponte, não tem alternativa se não a Vital Brasil, Estão fazendo a interligação de forma errada na minha opnião, na rua camargo a ciclovia está na calçada do lado esquerdo pra quem vai entrar na Raposo Tavares, quando o caminho natural do ciclista é do lado direito da rua camargo entrando pelo terminal butantã próximo ao bicicletário, cruzando a vital brasil pela R pirajussara até Av Valdemar Ferreira virando a direita até a ponte Eusébio Matoso ou a esquerda até a USP.

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