Música movida a pedaladas animou Carnaval de rua em São Paulo

Bloco do Pedal: música movida a energia humana. Foto: Pedal Sustentável/Divulgação

Bloco do Pedal: música movida a energia humana. Foto: Pedal Sustentável/Divulgação

Esse ano a cidade de São Paulo teve um bloco carnavalesco com energia gerada pelas pedaladas dos foliões. O sistema de som que animou o Bloco do Pedal não veio de baterias ou geradores, mas da força das pernas (e das mãos) dos participantes.

Desenvolvido pela produtora Maria Filomena, a Filó, e pelo engenheiro eletricista José Carlos Armelin, o Bloco do Pedal utiliza a tecnologia da Pedal Sustentável, que pode contar com até oito bicicletas em uma plataforma móvel. “As pedaladas dos foliões geram a energia necessária para as marchinhas carnavalescas. Para pular, precisa pedalar”, afirma Armelin, sócio da empresa, que há mais de dez anos estuda a aplicação de tecnologias alternativas no uso de bicicletas.

Os participantes eram convidados a subir na plataforma para pedalar e gerar a energia necessária para as caixas de som e o sistema de luz. O sistema não prevê o uso ou armazenamento de energia em baterias ou tomadas elétricas – ou seja, para que as pessoas se divirtam, é necessário que haja foliões pedalando na plataforma. “É um sistema de energia limpa que evita a acumulação de resíduos poluentes, como pilhas e baterias”, explica o engenheiro.

Carnaval de rua

Segundo a Prefeitura, 355 blocos foram cadastrados este ano em São Paulo, 35% a mais que em 2015.  A estimativa da SPTuris é que o Carnaval de rua de São Paulo renda cerca de R$ 400 milhões para a economia da cidade. Já no sambódromo, as escolas devem movimentar R$ 250 milhões.  Outra diferença é no investimento feito pelo município: R$ 10 milhões para carnaval de rua, contra R$ 34 milhões nos desfiles das escolas de samba.

Entre 30 de janeiro (sábado) e 7 de fevereiro (domingo), 675 mil pessoas participaram das atrações, de acordo com a Prefeitura. Além dos blocos, a cidade contou com 30 atrações musicais em 5 palcos distribuídos pela cidade, incluindo a periferia. Entre as atrações, apresentações de blocos carnavalescos tradicionais e artistas renomados como Fernanda Abreu, Samuel Rosa, Sandra de Sá, Elza Soares, Pepeu Gomes, Fafá de Belém, Otto e Moraes Moreira.

Uma pesquisa com os participantes de blocos de rua apontou que os turistas, nacionais e estrangeiros, somaram cerca de 22% do público. Entre os de outros países, a maioria veio da Alemanha, Espanha e Argentina. A predominância, neste evento, é do gênero masculino, com 53,1% dos foliões, e do público jovem. A faixa etária de 24 a 29 anos representa 37,9% do público, e a de 30 a 39 anos somou 31,5%. Quase metade dos participantes (42%) optou por ficar na cidade durante o feriado para aproveitar a programação.

A organização do Carnaval de rua foi bem avaliada por mais de 91% dos entrevistados, que afirmaram estar melhor do que em anos anteriores. Cerca de 90% das pessoas aprovaram o esquema de segurança e 86% dos entrevistados afirmaram que as ruas estavam limpas para a passagem dos blocos. Por fim, 100% dos entrevistados afirmaram que a Prefeitura deve continuar fazendo o Carnaval de Rua.

Fotos

O Bloco do Pedal circulou pela Vila Mariana e também contou com bicicletas especiais para cadeirantes, acionadas pelas mãos. Veja nas fotos abaixo e na fan page da Pedal Sustentável.

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