“Essa é uma gestão amiga do ciclista”, afirma Sergio Avelleda, Secretário de Transportes de São Paulo

O secretário de Transportes e Mobilidade  de São Paulo, Sergio Avelleda, chegou de bicicleta ao evento. Imagem: Willian Cruz

O secretário de Transportes e Mobilidade de São Paulo, Sergio Avelleda, chegou de bicicleta ao evento. Imagem: Willian Cruz

O secretário de Mobilidade e Transportes de São Paulo, Sergio Avelleda, falou sobre a importância da mobilidade por bicicleta, ciclovias e sobre o programa Ruas Abertas, no café da manhã com ciclistas do Bike Anjo, na sexta-feira 12 de maio – Dia de Bike ao Trabalho.

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“Favorecer o deslocamento de bicicleta é uma política pública que melhora a qualidade de vida das pessoas e melhora a qualidade de vida até de quem tem carro”, afirmou o secretário. “Porque quanto mais gente estiver de bicicleta, melhor será andar pela cidade nos mais diferentes modais. O desafio é harmonizar a bicicleta com os demais meios de transporte, com ônibus, com trem, com o metrô, com o próprio viário, com o próprio espaço para o pedestre. É isso que nós estamos fazendo, buscando oferecer uma estrutura cicloviária que seja harmônica, que viva em harmonia com a cidade.”

Perguntamos se podemos acreditar que essa será uma gestão amiga do ciclista, já que as estruturas de proteção ao ciclista na cidade estão sob risco de remoção (veja aqui). “É uma gestão amiga do ciclista. Agora, isso não implica em reconhecer o ciclista como único detentor do espaço. Nós vamos incansavelmente buscar estruturas cicloviárias que sejam harmônicas com os demais atores da cidade.”

“E o que significa uma estrutura cicloviária harmônica com o restante da cidade?”, perguntou Giuliana Pompeu, do Bike é Legal. “Em primeiro lugar: [que] ela seja negociada”, respondeu Avelleda, citando o exemplo de Nova York, onde, segundo ele, a estrutura levou anos de negociação antes de ser implantada. “É preciso conversar, é preciso ganhar as pessoas, é preciso mostrar as vantagens e é preciso fundamentalmente aprender com as pessoas. As pessoas têm muito a ensinar e a mostrar coisas que podem ser melhoradas.”

Avelleda afirmou que não haverá alteração na rede cicloviária “sem conversa com toda a cidade”. “Isso inclui ciclistas, moradores, comerciantes. É a tônica e a diretriz dessa gestão.”

O secretário também comentou sobre o programa Ruas Abertas, que abre diversas ruas da cidade às pessoas aos domingos, restringindo a circulação de carros – programa do qual a Avenida Paulista é o exemplo mais conhecido. A iniciativa vem sendo criticada por deixar de acontecer em diversos pontos de São Paulo, sem nenhuma explicação e sob comentários de funcionários da prefeitura de que estaria sendo encerrada (veja aqui). “Não tem nenhuma possibilidade do Programa Ruas Abertas ser reduzido, fechado, diminuído. Acabei de falar com o prefeito, é pra manter aberto, melhorar, oferecer mais atividades, tornar as ruas abertas às pessoas e a mobilidade ativa ainda mais atrativa nos finais de semana.”

De Bike ao Trabalho

de bike ao trabalho 2017O Bike Anjo, junto com diversos outros parceiros, promoveu nessa sexta 12 de maio a campanha De Bike ao Trabalho, em âmbito nacional, promovendo o uso da bicicleta como “um possível, saudável e inteligente meio de transporte”.

O Dia de Bike ao Trabalho em 2017 é inspirado no Bike To Work Day, um evento anual realizado em várias partes do mundo para promover a bicicleta como uma opção de transporte para o trabalho. O movimento começou nos Estados Unidos, em 1956, organizado pela League of American Bicyclists. No Brasil, esse já é o quinto ano de ação nacional com a rede do Bike Anjo.


5 comentários para “Essa é uma gestão amiga do ciclista”, afirma Sergio Avelleda, Secretário de Transportes de São Paulo

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    Isso por que a Gestão é amiga, imagina se não fosse como estaria a cidade.

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  • Mário

    As entidades internacionais que premiaram Haddad por sua gestão progressista, deviam dar o troféu abacaxi para o mimadinho dolynho!!!!!

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  • Marcelo Pádua

    Tá difícil entender se há má fé, incompetência ou desinformação na atual gestão.
    O Secretário tem um discurso que tenta minimizar e ligitimar o desmonte da estrutura cicloviária. O Prefeito já deixa claro que sua prioridade não é a segurança de ciclistas ou pedestres, mas sim a suposta sobrevivência de comércios, como se privatizar os espaços públicos para estacionamento de carros fosse a solução. Já o Sub prefeito remove uma ciclovia no Morumbi, de maneira ilegítima é ilegal, sem conhecimento ou consentimento da CET, e o Prefeito deixa por isto mesmo.
    Minha opinião pessoal é que há desinformação, incompetência e má fé desta gestão, que tem se apoiado muito mais em marketing barato do que iniciativas ou políticas públicas que de fato melhorem a qualidade de vida da população.

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  • Renato

    Só Falácias e mais falácias!

    Já estiveram 8 anos na prefeitura com a dupla Serra/Kassab e o que fizeram de ciclovias? A cidade tinha só 63km, a maioria em parques e outras isoladas e voltada apenas para lazer….

    Enquanto isso, 2 bilhões para a marginal Tietê só para abrir mais vias para mais carros. Resolveu? Não, ficou pior, está mais congestionado ainda, pois cairam no conto de que qto mais vias fizer para carros, mais carros irá para as ruas, congestionando mais….

    A malha cicloviaria de 468km implantada pelo Haddad virou um “carma” para essa gestão mequetrefe do Doriana, pois agora vai ter que lidar com isso e se tirar vai ter briga.

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    • Renato

      Isso pq, se dependesse deles, ainda estaríamos na lanterninha com menos de 70km de ciclovias (contra 700km de Nova Iorque, 400 de Bogotá e 450km do Rio de Janeiro e 140 de Sorocaba).

      Bicicleta não dá votos, assim como transporte publico. Rodovias, pontes e avenidas dão votos, por isso que eles só governam com prioridade para quem anda de carro!

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