Ciclovia, ciclofaixa, ciclorrota e espaço compartilhado

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Ciclofaixa ou ciclovia? Foto: Willian Cruz

Muito se fala sobre ciclovia, ciclofaixa, ciclorrota… Mas qual a diferença?

Ciclovia

Ciclovia em Sevilha, isolada por pequenos postes de metal. Foto: Sevilla Cycle Chic

É um espaço segregado para fluxo de bicicletas. Isso significa que há uma separação física isolando os ciclistas dos demais veículos. A maioria das ciclovias de orla de praia são exemplos de vias segregadas.

Ciclovia na Av. Graça Aranha, no centro do Rio de Janeiro: tráfego segregado e protegido. Foto: Willian Cruz

Ciclovia na Av. Graça Aranha, no centro do Rio de Janeiro: tráfego segregado e protegido. Foto: Willian Cruz

Essa separação pode ser através de mureta, meio fio, grade, blocos de concreto ou outro tipo de isolamento fixo. A ciclovia é indicada para avenidas e vias expressas, pois protege o ciclista do tráfego rápido e intenso.

Ciclofaixa

A “ciclovia” do Parque Ibirapuera pode ser considerada uma ciclofaixa. Foto: Willian Cruz

É quando há apenas uma faixa pintada no chão, sem separação física de qualquer tipo (inclusive cones ou cavaletes). Pode haver “olhos de gato” ou no máximo os tachões do tipo “tartaruga”, como os que separam as faixas de ônibus.

Indicada para vias onde o trânsito motorizado é menos veloz, é muito mais barata que a ciclovia, pois utiliza a estrutura viária existente.

Dada essa definição, a ciclovia do Parque Ibirapuera, em São Paulo, é tecnicamente uma ciclofaixa, já que não há separação física entre o espaço reservado às bicicletas e o resto da via, ainda que lá não circulem carros.

Ciclorrota

Sinalização de rota ciclística na Holanda. Foto: Raquel Jorge

O conceito original de ciclorrota (ou ciclo-rota) é o um caminho, sinalizado ou não, que representa a rota recomendada para o ciclista, seja para chegar a um destino ou para fazer um circuito turístico ou esportivo. Representa efetivamente um trajeto, não uma faixa da via, um trecho segregado ou uma zona de segurança (embora uma ciclorrota possa se utilizar parcial ou totalmente desses recursos, ou até mesmo de ciclovias).

Mas o termo se popularizou no Brasil com a conotação de sinalização de proteção ao ciclista, em parte pela implantação realizada em São Paulo a partir de 2011. Consistindo em pintura de solo e placas em algumas poucas ruas apontando para a presença de ciclistas, a sinalização indicava nada mais que o direito de circulação já definido pelo Código de Trânsito – que rege ainda que as bicicletas devem ter prioridade de circulação em relação aos carros, motos e outros motorizados (art. 58).

Em um contexto onde as ciclovias e ciclofaixas eram muito raras e não havia vontade política para implantá-las em larga escala, as ciclorrotas eram a promessa de um pequeno avanço na direção de tornar os deslocamentos de bicicleta mais seguros.

“Ciclorrota” em Moema, em 2012 (esq) e em 2016 (dir): sinalização de solo sumiu completamente. Fotos: Google Street View

Mas, na prática, a iniciativa foi de pouca ajuda. Por não haver fiscalização ou ao menos uma campanha intensiva de conscientização, boa parte dos motoristas ignorava a sinalização e continuava buzinando, reclamando e espremendo o ciclista contra a calçada ou contra os carros estacionados. Para piorar, a completa falta de manutenção fez com que a pintura de solo sumisse com o tempo, sendo levada aos poucos pelas rodas dos automóveis.

Para que uma rota indicativa proteja em alguma medida os ciclistas, é preciso mais do que algumas placas e pictogramas. É preciso forçar a redução de velocidade das vias, com elementos de acalmamento de tráfego (traffic calming) que obrigam os motoristas a trafegarem mais devagar. Eliminar áreas de estacionamento também é uma medida necessária sempre que o trecho não dispuser de mais de uma faixa no mesmo sentido, para que as finas e espremidas não ocorram.

Ciclovia operacional

Ciclofaixa de Lazer, uma “ciclovia operacional”. Foto: Willian Cruz

Faixa exclusiva instalada temporariamente e operada por agentes de trânsito durante eventos, isolada do tráfego dos demais veículos por elementos canalizadores removíveis, como cones, cavaletes, grades móveis, fitas, etc.

As Ciclofaixas de Lazer, montadas aos domingos em várias cidades, são tecnicamente ciclovias operacionais, já que são temporárias e têm sua estrutura removida após o término do evento semanal.

Espaço compartilhado com pedestres

Placas sinalizam uso compartilhado no canteiro central da Avenida Sumaré. Foto: Carlos Crow

Sabemos que o ideal é reduzir espaço do automóvel e não do pedestre para a implantação de infraestrutura cicloviária. Não só porque o este quase já não tem espaço no viário ou porque ele deve ter prioridade absoluta de circulação, mas porque está na Lei: tanto a Política Nacional de Mobilidade Urbana, que tem força de Lei Federal, quanto o Plano Diretor Estratégico de São Paulo (PDE), que tem força de Lei Municipal, têm entre suas diretrizes a prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados.

Mas como sabemos também que a vontade e principalmente a coragem política para reduzir o espaço destinado ao automóvel ainda são poucas, ao mesmo passo que a resistência da população ainda é grande, esses espaços acabam sendo necessários.

Um exemplo de espaço compartilhado com pedestres que teve relativo sucesso é a Avenida Sumaré, na zona oeste de São Paulo. Inaugurada como ciclovia em 1996, foi transformada em passeio para pedestres em 2012, a pedido de moradores. Obviamente, os ciclistas continuaram a circular por lá, como já faziam havia 16 anos, o que passou a gerar fortes conflitos e discussões com pedestres que não aceitavam sua presença no local. Em 2014, o espaço foi oficializado como compartilhado entre pedestres e ciclistas, reduzindo os conflitos com o retorno da pintura de solo vermelha. Veja a história completa.

Espaço compartilhado com carros

Ciclista compartilhando a via na Avenida Paulista, antes da ciclovia ser construída. Foto: Mathias

Com raras exceções, todas as vias são espaços compartilhados entre carros e bicicletas. Quando não houver ciclovia ou ciclofaixa, a via deve ser compartilhada, diz o artigo 58 do Código de Trânsito, tendo as bicicletas prioridade sobre os demais veículos. Ou seja, ciclistas e motoristas podem e devem ocupar o mesmo espaço viário. Os veículos maiores devem prezar pela segurança dos menores (art. 29 § 2º), respeitando sua presença na via, seu direito de utilizá-la e a distância mínima de 1,5m ao ultrapassar as bicicletas (art. 201), diminuindo a velocidade ao fazer a ultrapassagem (art. 220 item XIII).

Mesmo tudo isso estando na lei, muitas pessoas ainda acreditam que a bicicleta não tem direito de utilizar a rua. E são essas pessoas que colocam o ciclista em risco, passando perto demais, buzinando e até mesmo prensando o ciclista contra a calçada. Também não compreendem o ciclista que ocupa a faixa, sendo esse o comportamento mais seguro e recomendado pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo), pois dessa forma a bicicleta trafega como o veículo que é, ocupando o espaço viário que lhe é de direito.

Fazer entender que a rua é de todos, que o espaço público deve ser compartilhado, que as bicicletas também transportam pessoas que têm família, amigos, filhos, amores, é muito importante nos dias atuais. E as estruturas de proteção ao ciclista devem ser expandidas, para que componham uma malha cicloviária completa e integrada que abranja toda a cidade, com ciclovias e ciclofaixas.

Mas as ciclovias de São Paulo não seriam então ciclofaixas?

Já que o que diferencia essas estruturas é o nível de segregação, depende um pouco de interpretação: se você considerar os tachões e balizadores como segregação, a estrutura pode ser considerada ciclovia; senão, será uma ciclofaixa.

Criança pedalando na ciclovia (ou ciclofaixa) da Al. Nothmann, em São Paulo. Foto: Claudio Kerber

Em outros países, qualquer estrutura era sempre chamada genericamente de bike lane, fietspad, fahrradweg, etc., significando apenas “faixa para bicicleta”. Até que começou a surgir na última década o conceito de separated bike lane (faixa segregada para bicicleta). Não que já não existissem pistas com maior segregação, só não existia uma diferença de nomenclatura, porque isso não lhes fazia diferença já que todo espaço de circulação de bicicletas deveria ser respeitado da mesma forma. E porque o que mais deve importar é a adequação de cada estrutura às características do viário onde ela for implantada.

Como as ciclofaixas acabam sendo chamadas genericamente de ciclovias no Brasil e como o termo “ciclofaixa” vem sendo usado por muitas pessoas (inclusive prefeitos) para designar apenas as Ciclofaixas de Lazer dominicais, optamos por usar também o termo ciclovia em nossos textos e matérias quando nos referimos a ciclofaixas.

Na prática, se você quiser chamar de ciclofaixa, chame. Se prefere ciclovia, tudo bem também. O importante, afinal, é seu interlocutor saber do que você está falando.

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37 comentários para Ciclovia, ciclofaixa, ciclorrota e espaço compartilhado

  • Laila

    Moro numa cidade pequena onde temos uma Avenida principal e nela temos a calçada junto ao comércio e nas extremidades ficam as ciclovias (pontilhadas com aquele sinalizador alto e amarelo). Minha cidade tem muito ciclista que necessita desse espaço, e muitos pedestres mesmo tendo a calçada, usam a ciclovia para caminhar, atrapalham o tráfego e quando buzinamos e pedimos pra desviar pra calçada não gostam e desrespeitam o pedido. Gostaria de saber se o pedestre tem preferência nesse caso e como devemos agir nessa situação para buscar nosso direito de ciclista.

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  • Laila

    Eu tenho uma dúvida que não ficou muito clara no texto que eu li. Moro numa cidade pequena onde temos uma Avenida principal e nela temos a calçada junto ao comércio e nas extremidades ficam as ciclovias (pontilhadas com aquele sinalizador alto e amarelo). Minha cidade tem muito ciclista que necessita desse espaço, e muitos pedestres mesmo tendo a calçada, usam a ciclovia para caminhar, atrapalham o tráfego e quando buzinamos e pedimos pra desviar pra calçada não gostam e desrespeitam o pedido. Gostaria de saber se o pedestre tem preferência nesse caso e como devemos agir nessa situação para buscar nosso direito de ciclista.

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  • Ary Soares

    Boa tarde,

    Sou usuário de ativista pró-bicicletas, resido e trabalho em Goiânia. A Prefeitura de Goiânia tem avançado na democratização da cidade para os diferentes usos e formas de locomoção. Infelizmente tem havido equívocos sobre alguns conceitos cicloviários, por exemplo: implantação de ciclorrotas em vias de alto fluxo de veículos automotores (rua 90 e Av. Cora-Coralina, por exemplo). Pergunto, este site se propõe a debater o modal cicloviário além de São Paulo?

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  • Rubens Cano de Medeiros

    Ah, concidadão paulistano, com certeza, cabe uma reprovação. O caso daquela estreitinha (como todas) ciclovia, que vem “subindo” a Rua Madre Cabrini, para desembocar na Domingos de Morais.

    Cicloviazinha de duas mãos, pintada junto do meio-fio da rua – de mão única – colocando pois ciclistas em contramão – claro, com a bênção do Código. Tal ciclovia então – aqui a crítica – literalmente “termina” – não na ciclofaixa próxima de lá, na Professor Noé de Azevedo – mas… no nada! É, no nada – constate-se, in loco.

    Pois essa tosca faixa vermelhona, ela termina transversalmente à Domingos, paralelamente à faixa de pedestres, termina de cara com a guia da sarjeta da “ilha” – ilha que é a larga calçada que resulta da confluência Domingos com Noé. Pode? Pode.

    Sem dúvida, é péssimo “acabamento”. Falta total de esmero, de capricho. Mais: de segurança. Para ciclistas. Para pedestres. Isso é solução?

    Tanto assim é que, vindo o ciclista pela Madre Cabrini, ao chegar lá, restar-lhe-ão duas alternativas: adentrar a Domingos ou subir na ilha. Vejamos, caros cicloativistas.

    Entrar na Domingos, trânsito intenso, perigoso de acidentes. Naquele trecho, sem ciclofaixa. Se o ciclista vira à esquerda, é ir na contramão ou na calçada: nota… zero! Errado. Se vira à direita, ou vai no meio dos carros, ou calçada. Idem.

    Sobe na ilha. Pegará um trecho de calçada (aliás, ali, esse trecho de calçada é só mesmo uso de bicicletas, vê-se) até chegar à esquina da Lins de Vasconcelos. Então, restar-lhe-á cruzar a faixa de pedestres, no semáforo e – aleluia! – pegar a ciclofaixa da Noé. Que esmero, o projeto!

    Embora até mesmo o próprio Código preveja a aberração de bicicletas na contramão e na calçada, naquele trecho supracitado só resta ao pedestre uma alternativa: rezar, para não ser colhido por bike. Que a Madre Cabrini proteja o pedestre! Livrar-se de um acidente, ali, é milagre. E milagre não é com “urbanista”: amém!

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    • Renato

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    • Willian Cruz

      Rubens, a ligação está prevista, mas ainda não foi implantada. Provavelmente porque depende de alteração em trecho que hoje é de calçada (ou ilha). Passo por lá com frequência e o que faço é desmontar, passar pela calçada e atravessar na faixa para ir ao canteiro central da Noé de Azevedo, já no trecho com ciclovia. É muito simples, basta tentar.

      E as bicicletas estão tão na contramão quanto os pedestres que seguem na calçada em sentido contrário aos carros. É uma via separada, com mãos de direção próprias.

      A ciclovia que passa pela Madre Cabrini tem sido bastante útil e muito utilizada nos horários de pico, considerando o pouco tempo de existência. Claro que sempre dá para melhorar. E quem prefere encontrar algo para criticar do que ver os pontos positivos consegue achar um problema em cada esquina. Não gostou da ciclovia, não use. Quem percebeu alguma vantagem, ainda que sem a ligação naquele ponto, já está usando.

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  • laerte

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  • Rubens Cano de Medeiros

    É óbvio que sensato é aprovar ciclovias e medidas de apoio à cicloatividade. Só que importante é condicionar essa mesma cicloatividade aos ditames do Código e, assim, esperar que a cicloatividade – por conta das ciclovias – não traduzam insegurança – nem para os próprios ciclistas, nem para motoristas ou pedestres.

    É o caso de questionar um certo trecho de ciclovias. Exatamente o compreendido entre São Judas e a Al. Boninas – esta última, por onde a faixa vermelhona pintada no asfalto envereda.

    Pois ao longo de toda essa larga e movimentada Av. Jabaquara – de trânsito de razoável velocidade – esse trecho de ciclovias, pode-se dizer, é canhestro. São duas pistas vermelhas estreitíssimas – cuja largura comporta uma só bicicleta – ciclovias adjacentes ao canteiro central, paralelas, claro, uma em cada mão de direção. Em certos pontos, interceptadas por faixas de travessia de pedestres.

    Estranho – e muito estranho! – é que essas ciclovias da Av. Jabaquara são estreitíssimas! Resultaram da redução, pela metade, do que era até então a “ciclofaixa de lazer” – que, aliás, continua a vigorar da Boninas à frente: Domingos de Morais etc.

    Pois o condenável é justamente a exígua largura, de cada ciclovia: arriscado de um ciclista querer ultrapassar o que lhe vai à frente – simplesmente sob risco de o ciclista, tendo que ultrapassar pela pista dos carros, ser colhido por um deles! Além de ter que se esquivar dos tachões que delimitam a ciclovia, não? Isso é solução – tais ciclovias?

    Outro troço que desabona: a sinalização de placas, bicicletas X pedestres. Sinalização tímida, às vezes mal situada, de “mensagem” ruinzinha. Por força de hábito, nós, munícipes paulistanos, nem estamos mesmo familiarizados com placas de sinalização relativas à cicloatividade. Placas que tinham que estar afixadas era nos próprios semáforos de travessia de pedestres, isto sim!

    “Projetos” viários – caso dessas ciclovias da Av. Jabaquara – são a própria vitória, da precariedade sobre a inteligência – onde a precaução e o bom senso dissipam no ar. Total falta de esmero, de capricho – sobretudo, de segurança. Obra viária de mau gosto. Feiosa, insuficiente. Mal implantada. Uma nota zero, com louvor: de bom tamanho! “Isso” é ciclovia?

    Rubens Cano de Medeiros

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  • wagner

    Ciclofaixa, ciclorota,ciclovia, nomes e mais nomes que nós brasileiros gostamos de dar para as coisas, sem preocupação com o seu funcionamento. O correto seria cicloeducação, coisa que infelizmente ainda não temos e vamos demorar muito para aprender ter convivência educada entre motoristas e ciclistas. Recentemente rodei 3800km de bicicleta na Europa, sendo a metade na Alemanha. Não vi lá essa preocupação em dar nome as coisas. Na França, por exemplo, sabia que era uma ciclorota porque a mesma era assim nominada no GPS, mas não passavam de estreitas estradas rurais compartilhadas com poucos carros e algumas máquinas agrícolas que paravam, entrando nas plantações para se passar com segurança. Outra vez, já na Alemanha, perdi a carga do GPS, e naquele trecho a sinalização estava confusa e de repente me vi no acostamento de uma autoban, onde é proibido trafegar ciclistas; fiquei ali parada por pouco tempo, porque logo passou uma viatura policial e, educadamente, me puseram na Van com a bike e me deixaram adiante numa ciclovia para eu poder chegar com segurança ao destino do dia, a cidade de Munster.

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  • Cléia

    No bairro onde moro em Poços de caldas, há alguns anos foi construida uma ciclovia num local onde n existia nem acostamento só que é impossivel trafegar de bike por ela pq existem muitos pedestres, cavalos, carroça até carro ja vi e n existe calçada, a lei diz que quando existe ciclovia o ciclista deve utiliza-la e que se eu for atropelada fora da ciclovia num local onde exista eu perco todo o direito.
    Então o que fazer? E tbm n existe sinalização orientando nem pedestres nem ciclistas.

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  • Relatório foto ilustrado sobre as condições das ciclovias existentes em BH | BH em Ciclo

    […] *o documento se restringiu apenas às ciclovias. […]

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  • Marcos Machado

    Eu tenho um entendimento parecido com o que foi exposto pelo Christian Lyra, mas preciso reconhecer tudo o que foi respondido pelo William Cruz.
    Mas eu acho que a primeira coisa que precisa ser feita é parar de chamar esses espaços roubados aos pedestres de ciclovia. Para mim, se está no passeio, é ciclopasseio. E isso fica claro se formos buscar o significado dessa palavra, que, se não me engano, pois não tenho um dicionário a mão, é o de deslocar-se pelo prazer, sem um propósito de chegar em determinado tempo a um determinado lugar.
    Já fui da Zona Sul ao Centro do Rio pelo trânsito da rua Praia do Flamengo e pelo ciclopasseio do Aterro. Cheguei bem mais rápido e menos cansado com a primeira opção, pois no passeio era preciso frear e retomar o tempo todo, em respeito aos pedestres que também usam o espaço. Mas além disso, o cliclopasseio do Aterro não tem pista reta, mas quase em zique-zague. Quer prova maior de que se destina ao turismo e ao lazer e não a quem precisa usar a bicicleta para chegar a tempo e hora em algum lugar?

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  • bernardo

    muito bom, cara, o site é super didático e tira duvidas bem frequentes entre os ciclistas. parabens e valeu!

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  • Vistoria na ciclovia da Pampulha – Posicionamento BH em Ciclo | BH em Ciclo

    […] Orla da lagoa da Pampulha está recebendo uma obra que implementará ciclovia nos 7 kilômetros que ainda não possuem espaço destinado aos ciclistas que lá trafegam para se […]

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  • Christian Lyra

    Excelente post, mas eu ainda tenho uma dúvida que não vi respondida em nenhum lugar. Considerando que o art 58 especifica que devemos utilizar a ciclovia, ciclofaixa ou acostamento, e na falta destes ou “impossibilidade” de uso, devemos circular pela via, etc. Tomando o exemplo de Curitiba, o que temos são *espaços compartilhados*, já que o que a prefeitura chama de “ciclovia” está na calçada e é compartilhada com pedestres, portanto não atendendo aos requisitos de “ciclovia”. Então por omissão do art. 58 quanto a espaços compartilhados, eu posso optar por andar pela via e devo esclarecer os motoristas que apontam para o espaço compartilhado de que eu não sou obrigado a usar ele e que vou continuar andando pela rua. correto? ou minha interpretação do art 58 está errada?

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    • Willian Cruz

      Christian, o CTB define ciclovia como “pista própria destinada à circulação de ciclos, separada fisicamente do tráfego comum”. Uma calçada compartilhada pode ser considerada pista própria. Há separação física (meio fio) e o texto não fala sobre uso exclusivo de bicicletas. É uma questão interpretativa, mas em uma ação judicial esse espaço provavelmente seria classificado de fato como ciclovia e a conclusão seria de que o ciclista estava no local errado, infelizmente.

      A briga deve ser por expor a situação ruim da ciclovia e pressionar o poder público para adaptar a infraestrutura ou construir uma nova, retirando área de circulação dos carros. Geralmente, ciclovia em calçada, com diminuição da área de circulação dos pedestres ou caracterizada como espaço compartilhado, é uma estrutura feita só para tirar os ciclistas das ruas – e danem-se os pedestres.

      Área compartilhada só pode ser vista como vantagem quando anteriormente não havia espaço para pedestres e, com ela, ganharam uma área de circulação que até então não existia (como é o caso da ciclovia da Radial Leste, em São Paulo). Mas, ainda assim, se o fluxo de pedestres for muito grande o compartilhamento do espaço precisará ser revisto, para não colocá-los em risco e não obstruir o fluxo de bicicletas.

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  • Relatório foto ilustrado sobre as condições das ciclovias existentes em BH « BH em Ciclo

    […] documento se restringiu apenas às ciclovias. Share this:TwitterFacebookLike this:LikeBe the first to like this. Written by Bike Anjo BH […]

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  • Luiz Eduardo Bezerra

    Parabéns pelos esclarecimentos prestados!
    Ficou bem melhor do que a confusão que está na descrição do Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclovia

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  • Muito mais do que ciclovias. Para as bicicletas, respeito. | Até onde deu pra ir de bicicleta

    […] Em tempo: para saber mais sobre a diferença entre ciclovia, ciclofaixa, ciclorrota e espaço compartilhado, confiram esse post do excelente Vá de Bike. […]

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  • Ciclofaixa ligará Ipiranga e orla à Cidade Baixa. | Vá de Bici

    […] construção de duas ciclofaixas, uma de ida e uma de volta, no mesmo sentido do fluxo dos carros. Entenda a diferença entre ciclovia e ciclofaixa. Compartilhe:FacebookTwitterEmailImprimirMaisTumblrStumbleUponRedditLinkedInDiggGostar […]

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  • Propostas para Bicicleta ou Para Além da Ciclovia « Direitos Urbanos | Recife

    […] desconfiar do político que resume suas propostas a “mais ciclovias”, sem nem sequer saber a diferença entre ciclovia e ciclofaixa. O texto ficou longo para que algum contexto e argumento fosse acrescentado, mas se você só […]

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  • Ramiro Batista da Luz

    Em Curitiba a prefeitura afirma que tem 120Km de ciclovia. Mas quase todo percurso é compartilhado, uma minima parte é realmente exclusiva. Além da proibição de circulação de bicicletas na maioria dos parques da cidade, poucos tem espaço para bicicletas.

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  • Blog – Webbikers » Apenas Ciclovia não basta!

    […] rápidas, como bem lembra o leitor. Mas cada via, de acordo com suas condições e utilização, demanda um tipo de infraestrutura. Além disso, ciclovias demandam estudo, projeto, aprovação, licitação, obra, readequação do […]

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  • Gabriela

    Paulo, concordo contigo, eu sou ciclista, mas tenho pavor dos cicloativistas que acham que o ciclista vem em primeiro lugar! Na verdade todos que utilizamos as ruas temos que respeitar todos os meios de transporte, seja ele qual for. Temos de pensar juntos numa melhor solução para a bicicleta, o pedestre, os carros, motos etc. utilizarem a mesma rua sem preconceito, sem medo e com muito respeito.

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  • Bike Anjos em BH

    […] que querem utilizar a bicicleta como meio de transporte na capital, como a falta de bicicletários, de ciclovias,ciclofaixas e ciclorotas, o estado lamentável das ruas e, principalmente, a falta de respeito dos condutores de veículos […]

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  • marcos antonio pereira dilli

    em tese da nossa cidade entre alguns trechos teria ke ser a utilizacao de ciclofaixa e ciclovia pois ha movimentacao de veiculos rapidos e lentos. supondo bairro a bairro implatacao de ciclovia com seguranca ao ciclista e area central e orla ciclofaixa. muito se comenta sobre o assunto mas tambem devemos obsevar ke a regras ambos aos motoristas e ciclistas na utilizacao das faixas paises como estados unidos , alemanha ,etc as leis sao rigidas a qualquer usuario da via. obrigado e inteeee(….)

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  • Na Ciclofaixa | Até onde deu pra ir de bicicleta

    […] Você sabe a diferença entre ciclovia e ciclofaixa? Confira nesse post do ótimo Vá de Bike. […]

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  • LUIZ ROBERTO

    Na minha modesta opinião os orgãos publicos poderiam resolver isso muito facil,porque não fazer uma ciclovia ligando os canteiros centrais,não atrapalhariam o transito ex; canteiro central que liga desde a marginal tietê sentido ceasa passando pelo villa lobos seguindo pelo lado da ciclofaixa,não travaria o transito assim poderia se fazer em todos os canteiros precisando apenas de 1,70 de largura para se fazer ir e vir voce ja parou para pensar que na henrique schauman poderia ligar a brasil e ramificar para o aeroporto,bandeirantes etc sem atrapalhar ninguem durante todos os dias,esta lá é só olhar,se preferirem um exemplo deem uma olhada o que Santos fez para seus CICLISTAS,não atrapalha nada,o convivio carro /bike é maravilhoso.O que acontece é que a ciclofaixa tem um custo operacional que envolve C.E.T e prefeitura e altos patrocinadores,da lucro para alguem concordam !!!,ja ciclofaixa na minha opinião é simplesmente uma rua de lazer,como ciclista que sou não tenho prazer nenhum em andar nela.Grande parte dos canteiros centrais de São Paulo só tem lixo,mato,mendingo morando,calçada quebrada,por favor vejam como exemplo o que Santos fez da Rodoviaria central até Jose Menino fora as outras ciclovias.tuca

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  • Por que há ciclistas que andam no meio da rua? – Marcha Lenta Bike Club

    […] texto do Vá de Bike que explica a diferença entre ciclovia, ciclofaixa, ciclorrota e espaço compartilhado incentiva o compartilhamento da via […]

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  • Emmanuel M Favre-Nicolin

    Parabeńs pelo blog.

    Eu acho que temos muito espaço para implementar os “bicycle boulevard” no Brasil, um conceito bem desenvolvido nos Estados Unidos. Ele corresponde a um espaço compartilhado entre carro e bicicleta. É um espaço planejado, com lombadas para reduzir a velocidade dos carros, e com caminhos cortados para carros para reduzir o fluxo de carros e deixar os ciclistas passar. Basta ter pistas suficientemente largas e um pouco de boa vontada política. Isso é muito legal para usar dentro dos bairros e é mais fácil e rápido de implementar que as ciclovias.

    http://www.youtube.com/watch?v=NM60DqAM6bQ (em Inglẽs)
    http://en.wikipedia.org/wiki/Bicycle_boulevard

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  • André Pasqualini

    Brother… só corrige o texto. Ciclofaixa operacional, em tese não existe, porque o termo operacional é porque é temporário, pode ser removido. Portanto é impossível remover uma ciclofaixa (só apagando)

    O termo correto é Ciclovia Operacional, exatamente o que a “Ciclofaixa de lazer” é, uma ciclovia operacional, pelo fato dela ser uma via totalmente segregada, com separação física (cones) e operacional porque os cones são retirados.

    Acho que a confusão pode ser corrigida mudando o nome de Ciclofaixa de Lazer para “Ciclovia” de lazer. O que pretendemos sugerir para o pessoal de Guarulhos que pretende criar uma via como essa na sua cidade aos domingos.

    Abraços

    André Pasqualini

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    • Willian Cruz

      Tem razão, André! Pela característica de isolamento do resto do viário, cabe melhor o termo ciclovia mesmo. Já alterei, valeu.

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  • Paulo

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  • vanilda

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