Shopping de São Paulo discrimina ciclistas

Apoie nosso trabalho,
doe um libre!

O Shopping Bourbon trata muito bem os clientes que chegam de carro. E os seguranças não se preocupam se sua velocidade está colocando os pedestres em risco. Já quem chega de bicicleta é recebido como incômodo e apenas tolerado. (Imagem do vídeo "Hot Wheels", do Cinema de Rua)

O Shopping Bourbon, em São Paulo, tem um bicicletário seguro da UseBike. Você pode deixar sua bicicleta estacionada em segurança enquanto passeia e faz suas compras. Ate aí muito bem, cumprem-se as Leis Municipais 13.995/0514.266/07, que obrigam o shopping a tê-lo.

Mas, por mais absurdo que possa parecer, não é permitido circular de bicicleta no estacionamento. Para chegar ao bicicletário, o ciclista é obrigado, pelos seguranças, a empurrar a bicicleta. Para muitos ciclistas, motivo suficiente para não frequentar mais o shopping.

Situação persiste há anos

Não é de hoje que o shopping trata com diferença quem chega de bicicleta. Há cerca de dois anos, Aline Cavalcante enviou uma reclamação para o shopping e foi ignorada. Nessa segunda-feira, voltou ao local para participar de um evento de sustentabilidade e foi recebida da mesma forma. O segurança a fez desmontar e empurrar a bicicleta junto aos pedestres.

“Assim que me aproximei da entrada, ele já sinalizou para que eu descesse e usasse o acesso dos pedestres”, conta Aline. Ela então fez um comentário em voz alta com a amiga que a acompanhava, dizendo que o shopping não trata a bicicleta como veículo, mas os seguranças não se  preocuparam em dar ao menos uma justificativa. Não pode e pronto.

É irônico que um evento de sustentabilidade ocorra em um local que trata com diferença quem opta por um meio de transporte sustentável.

Há clientes que desistem

No início do ano passado, o desenvolvedor de sistemas Afonso Savaglia, 38, foi de bicicleta ao shopping com alguns amigos. O segurança disse que ele teria que desmontar e empurrar. Savaglia perdeu a paciência: “falei pra ele dizer para os motociclistas descerem e empurrarem até o estacionamento de motos. Passou um carro com uma família dentro e eu repeti pra ele dizer para descerem e empurrar”.

Não adiantou. Irritado, se sentindo discriminado e ofendido com a intransigência do segurança, Afonso desistiu e foi embora, deixando os amigos para trás. “Nunca mais volto naquele shopping. E olha que hoje eu trabalho ali do lado”.

Shopping insiste na medida

O Vá de Bike tentou sensibilizar o shopping em relação ao assunto, através de contato telefônico e e-mail, até conseguir um posicionamento oficial. Reproduzo abaixo, na íntegra, a resposta obtida:

O Bourbon Shopping SP informa que possui estacionamento exclusivo para ciclistas, o Use Bike, com 20 vagas, visando o bom atendimento dos clientes do empreendimento. A recomendação para que o usuário desça da bicicleta ao entrar no estacionamento tem como objetivo apenas zelar por sua segurança e pela segurança de pedestres, principalmente crianças e idosos, e cadeirantes, uma vez que há vagas destinadas à portadores de necessidades especiais próximas a esse local.

Ou seja, o ciclista não pode pedalar até o bicicletário por dois motivos: os carros lhe oferecem risco e as bicicletas colocam em risco as outras pessoas. E note que a medida é chamada aqui de recomendação, apesar dos seguranças não permitirem que o ciclista a ignore. Não é recomendação, é obrigatoriedade.

Para sua segurança

Se os carros oferecem risco aos ciclistas, uma forma muito mais elegante e respeitosa de resolver o problema seria implementar sinalização pedindo que motoristas circulem em velocidade compatível com área onde transitam pessoas a pé e placas instruindo a tomar cuidado com ciclistas. Mas o shopping prefere impedir que bicicletas circulem do que explicar para os outros clientes, aqueles que entram em velocidade para estacionar no valet, que deveriam tomar cuidado com as pessoas que passam por ali.

Ciclistas não são suicidas. Uma pessoa que consegue pedalar nas ruas em meio a carros, ônibus e caminhões até chegar ali, tem capacidade de sobreviver por meio minuto em um estacionamento de shopping center. Ninguém vai ao shopping para passear de bicicleta no estacionamento, existem lugares na cidade muito mais agradáveis para se fazer isso. O ciclista está ali para estacionar, como o motorista e o motociclista. E o principal: ele também é cliente.

Mas nessa cultura de casa grande e senzala, torna-se preferível punir o ciclista pelo mau comportamento de quem supostamente tem maior poder aquisitivo. Como se ciclista não consumisse, não tivesse salário, não gastasse dinheiro no shopping. Como se ele não fosse uma pessoa como todas as outras e não merecesse o mesmo respeito e o mesmo tratamento dispensado a quem chega num automóvel, numa motocicleta ou num helicóptero.

O tratamento dispensado aos ciclistas lembra situações lamentáveis do século passado

Ciclistas são irresponsáveis

A segunda parte da justificativa diz que ciclistas colocam em risco crianças, velhinhas e cadeirantes. Pelo jeito, somos todos irresponsáveis. Se a preocupação fosse realmente com o risco que um veículo em movimento oferece às pessoas, os motociclistas também precisariam empurrar suas motos. Por que exigir isso apenas dos ciclistas?

Me desculpe, Bourbon, mas essa justificativa é um absurdo sem tamanho e carregada de um enorme preconceito. Se existem outras vagas de automóvel próximas às vagas especiais, os motoristas que estacionam ali também precisam empurrar o carro até a vaga? Um veículo de uma tonelada não coloca um cadeirante em risco, mas uma bicicleta de 15kg sim?

Proibir os ciclistas de circularem no estacionamento alegando que são um risco às pessoas é tratar a todos como “moleques”. É achar que os ciclistas vão para o shopping para apostar corrida no estacionamento. É acreditar que a bicicleta não é um veículo de gente séria. Ciclistas só são bem vindos se aceitarem se subordinar à segregação imposta pelo shopping e ao tratamento pouco educado dos seguranças. Ciclista, para esse shopping, é um baderneiro e um cidadão de segunda classe.

Ciclista também é cliente, Bourbon. Só chegou ao shopping de outra forma.

Não deixe que o preconceito seja banalizado

Já parei de ir a restaurantes em que fui mal recebido de bicicleta, apesar de terem sido extremamente educados comigo quando em outras épocas eu chegava de carro. Já recusei ofertas de emprego porque não teria como ir de bicicleta. Já deixei de fazer compras em supermercados que não tinham local seguro para estacionar meu veículo. E agora deixo de frequentar um shopping center que me faz sentir indesejado.

Está na hora de dar um basta à discriminação e ao preconceito com quem usa a bicicleta em seus deslocamentos. Os ciclistas devem boicotar empresas que discriminem e tratem como “gente diferenciada” quem chega em uma bicicleta.

Vamos mostrar que ciclistas também consomem – e que também deixam de consumir.

O Vá de Bike se mantém aberto a publicar novo comunicado do shopping, principalmente por acreditar que haverá o bom senso de reavaliar o tratamento dispensado aos clientes que chegam de bicicleta.


Vídeo do Cinema de Rua, mostrando o fluxo de carros nas rampas de um shopping.

Gostou da matéria? Doe um libre
e ajude nosso projeto a continuar!

46 comentários para Shopping de São Paulo discrimina ciclistas

  • Marcia

    Concordo que é um absurdo não permitirem os ciclistas pedalarem dentro do estacionamento, as justificativas não fazem o menor sentido. Mas não acho que seja uma questão de descriminação pura e simples. Muito provavelmente o que está por trás dessa prática é o dinheiro. Quem vai de bike não paga estacionamento. Acredito que seja por isso que as administrações dos shoppings dificultem tanto a vida dos ciclistas.

    Thumb up 2 Thumb down 0

  • Gustavo

    Eu simplesmente não respeito os seguranças/vigias que me pedem para desmontar da bicicleta. Desde que você não esteja bicicletando na calçada, eles não podem te impedir de bicicletar, a não ser que exista sinalização específica proibindo isso. Ontem fui ao Parque Dom Pedro em Campinas, um dos maiores shoppings do Brasil, e lá os ciclistas não podem circular no estacionamento. Eu simplesmente ignorei a ordem do segurança. Eles não podem nos agredir, só podem ficar falando. Essa é minha dica: DESRESPEITEM, não é ilegal.

    Comentário bem votado! Thumb up 5 Thumb down 0

  • Andre Antonio (Download)

    Boa noite já estive numa situação dessas mas não dentro de um shopping e sim em uma loja de departamentos, antes de chegar a calçada o segurança me sinalizou que bikes somente pela entrada de serviço e tinha que ser no braço,pois é uma rampa. Dois minutos sem nenhuma solução para a bike e eu entrarmos, voltei para casa, pequei o carro e voltei ao estabelecimento, parei na porta mas na rua desliguei o carro e entrei,o mesmo segurança veio falar para eu tirar o carro pois como os outros clientes iam entrar, educadamente disse que eles podiam usar a entrada de serviço, se fosse muito grande o carro ele o segurança poderia ajudar a empurrar o mesmo, fui ate a loja fiz minhas compras e voltei deparei com uma fila de carros do lado de fora um buzinaço infernal e o coitado do segurança como se tivesse com tiririca no uniforme, pequei o carro e fui em bora sem falar um a.
    Dois dias depois voltei a loja com a bike já esperando o que ia acontecer (claro que tomei a precaução de saber se o dito cujo do segurança estava de serviço), resumindo a historia não fui barrado e o mesmo segurança me indicou onde deveria deixar a bike para não causar transtornos futuros.

    Thumb up 2 Thumb down 0

  • Luciana

    Pois há anos eu deixei de frequentar esses guetos chamados shopping centers. São inseguros, cheio de gente antipática e com propósito fútil. E olha que nem sou ciclista, heim!

    Prefiro mil vezes o furdunço da 25 de março ao higienismo desses centros de compras…

    Thumb up 1 Thumb down 0

  • Bikefobia, entenda essa doença | O Bicicreteiro

    […] outros nossas bicicletas são tratadas como artefato terrorista. No Shopping Bourbon, por exemplo, o ciclista tem que empurrar a bicicleta ao lado dos carros. Alegam que o ciclista pedalando traz risco aos carros e a ele mesmo, só uma pessoa que não […]

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • Lucas

    Esses tempos fui de bicicleta até o Barra Shopping aqui de Porto Alegre/RS. Quando entrei no estacionamento do shopping, um segurança veio correndo na minha direção e se jogou na minha frente aos berros dizendo que eu não podia andar de bicicleta ali dentro. Quase causou um acidente, pois quase caí da bicicleta. Mas consegui me livrar dele.
    Aí montou-se o circo: vieram seguranças de moto, o “chefe” da segurança do shopping, todos em volta de mim e da minha namorada, no meio do estacionamento, como se fossemos bandidos.
    Detalhe: não existe nenhuma placa na entrada do shopping informando.
    Após muita discussão, com as pessoas que passavam tentando entender o que estava acontecendo, um amigo meu apareceu e os seguranças pegaram mais leve e saíram de cima do pedestal de truculência em que eles montam (o barra de porto alegre tem fama de os seguranças levarem pessoas pra uma salinha reservada pra espancar quem eles consideram “fora da lei” [deles, claro]).
    Falei pro “chefão”: pq vcs não colocam uma placa na entrada dizendo que não pode entrar de bicicleta em vez de mandar um dos funcionários de vcs em cima das pessoas? O segurança dono da razão (e fedendo a cigarro) de forma irônica disse pra eu sugerir isso ao shopping, no setor de atendimento ao púlico. Disse que ia era chamar a brigada, pois era caso de polícia o que estavam fazendo com a gente.
    Aí ele se acalmou, as motos foram embora e ele quis botar a culpa no funcionário deles que pulou na gente, mesmo sendo óbvio que a culpa era do shopping e no máximo dele.
    Evito ir de bicicleta lá. Evito até mesmo de frequentar o local. Não parece ser só eu, pois aquele shopping sempre tá vazio perto dos outros da cidade.

    Thumb up 3 Thumb down 0

  • TANIA RAMAGEM

    Moro na Barra da Tijuca, muito perto do Shopping Barra Garden. Hoje sabado, como sempre fui passear, ir a feira livre e depois resolvi pegar dinheiro no caixa do BB do referido estabelecimento. Ao entrar, desmontei da bicicleta e fui andando pelo corredor aberto. Qual a minha surpresa, quando me apareceu um homem com cara de “matador” mandando eu sair com a minha bicicleta que nao tem chave para deixar fora. Olhei para ele e disse que iria entrar sim, que o que eu portava nao era um automotor e sim e como tal e por ser um shoppng aberto nao teria problema algum para continuar com o meu objetivo de sacar dinheiro etc… segundos depois me apareceram uns 4 ou 5 homens com radio, bombeiro?????? etc… mandando eu sair. Virei para eles e falei para me mostrarem onde estava escrito que nao podia estar ali… eles entao me falaram que eu e que teria de dizer como eu estava la…. falei que nao sairia e que eles se afastassem de perto de mim, ameacei fotografar etc… para finalizar, o sindico ou responsavel???? falou que estava mal vestida????? Somente Jesus pode botar cultura nesse povo tao desinformado. Eles todos sao uns tolos e sem trabalho serio para fazer. Nao abro mao dos meus direitos…. vou ate o fim da verdade. Eles nao tiveram outro jeito, senao me deixarem em paz. Temos de mostrar que sabemos de leis, nao abram maos nunca dos seus direitos. Comigo nao funciona os fora da lei. Vou em frente sempre.

    Thumb up 3 Thumb down 0

  • Emmanuel Marcel Favre Nicolin

    A gente poderia montar um equema para classificar os shopping brasileiros em função do seu respeito aos ciclistas.
    Por exemplo:
    nível 0: o shopping que não deixa entrar os ciclistas
    nível 1: o shopping que deixa entrar mas não tem paraciclos
    nível 2: o shopping que deixa entrar mas tem paraciclos inadequados (tipo entorta raios)
    nível 3: o shopping que deixa entrar e tem paraciclos adequados

    Eu coloquei essa ideia no meu blog:

    http://vitoria-sustentavel.blogspot.com/2011/09/shopping-e-bicicleta-uma-metodologia.html

    Atenciosamente,
    Emmanuel,
    Blog Vitória Sustentável,
    http://vitoria-sustentavel.blogspot.com

    Thumb up 1 Thumb down 0

  • Wagner

    Caro Willian, pode colocar o Shopping Center Norte nesta lista de lugares que discriminam os ciclistas. Ontem fui lá de bicicleta, e apenas eu, e não motoristas e motociclistas, tive que descer e empurrar meu veículo.
    A justificativa, dada de maneira arrogante e agressiva pelo segurança, foi de que ali era um condomínio particular, e que havia uma “norma” que proibia ciclistas de pedalarem. Ou seja, eles acreditam que, por meio de uma “norma”, no espaço particular deles, têm o direito de discriminar as pessoas.
    Um abraço.

    Thumb up 2 Thumb down 0

  • Rodrigo Ribeiro

    Olá,

    Moro em perdizes e costumo visitar o Shopping Bourbon de bicicleta com minha esposa frequentemente. Apenas para constar, os seguranças do estacionamento AINDA NÃO PERMITEM entrar de bicicleta no shopping. Houve vezes em que consegui fazê-lo simplesmente porque ignorei os chamados do segurança.

    Thumb up 2 Thumb down 0

  • Emmanuel M. Favre Nicolin

    Muito legal poder fazer isso. Aqui em Vitória/ES, ainda estamos bem mal servido nesse ponto de vista. Se eu boicotar, vou ter que mudar de cidade! E com isso, o governo estadual continua fazendo obras sem ciclovias.

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • Luiza

    Para evitar esse tipo de estress, dou preferência para estabelecimentos onde eu possa deixar minha bike em segurança e sem ser incomodada por seguranças chatos. Moro em Curitiba, e sempre tenho opção de escolher as lojas e shoppings que tratam bem a mim e á minha bike; o resto, esses tem que boicotar mesmo.

    Thumb up 1 Thumb down 1

  • Claudio

    Ola ! é triste mas aki no litoral (Praia Grande) aonde existe uma das maiores ciclovias do estado de São Paulo, também é assim. O Shopping Litoral Plaza equinora seus clientes que vão de bike para o seus estabelecimento! Detalhe existe uma ciclovia que passa na frente !!! e mais absurdo ainda existe um placa em um dos portões proibindo as bicicletas de serem presas na grande..lamentavel. Já perdi três bicicletas nas proximidades do shopping. Enfim este tipo de descaso não é só exclusividade de São Paulo

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • paulo

    Fico indignado com isso, certa vez fui ao shoping comprar minha bike e ao sair com éla da loja assim que desci a rampa de acesso ao estacionamento o segurança falou pra mim descer da bike e que eu só poderia levar éla empurrando, fiquei indignado com isso.

    Thumb up 2 Thumb down 0

  • Fabio

    Lendo esta notícia, lembrei que no shopping metro tatuapé e boulevar tatuapé não foi possível nem deixar a bicicleta no recinto, alegam que não disponibilizam de locais para as mesmas.Sendo shoppings que estão em uma região que existe ciclovia, mas não existe vaga para quem esta numa bicicleta.Peço que verifiquem se ainda ocorre este fato, digo isto pois o ocorrido se deu por volta do começo do ano.

    Thumb up 2 Thumb down 0

  • Emmanuel M. Favre Nicolin

    Aquele bicicletário UseBike, e do projeto Usebike (http://www.paradavital.org.br/)?

    Como são esses bicicletários? Aqui em Vitória estamos ainda com poucos bicicletários e sem quase nenhum bicicletários adequados, eu estou interessado em saber qual empresa faz/vende bicicletários seguros. Muito atraso por aqui… Infelizmente.

    Thumb up 0 Thumb down 0

    • Willian Cruz

      Sim, Emmanuel, é do Parada Vital. O que você precisa exatamente, saber como são as estruturas onde as bicicletas ficam presas (paraciclos)? Dê uma olhada aqui: http://vadebike.org/2009/04/como-construir-bicicletarios/

      Thumb up 1 Thumb down 0

      • Emmanuel M. Favre Nicolin

        Obrigado William, muito legal o link. Eu gostei disso. Aqui em Vitória existe uma lei não aplicada que exige bastante bicicletários. Estou tentando fazer o que posso aqui para ver essa lei aplicada mas estou receoso de ver aparecer bicicletários inadequados o que não adiantaria nada! Já temos alguns bicicletários em Vitória mas nenhum em U invertidos, ter uma especifícação precisa ajuda!

        Thumb up 0 Thumb down 0

  • Diego Aguiar

    Já fui ao shopping em questão e de fato eles pedem para desmontarmos da bike para poder transitar pelo estacionamento.
    Como estava com pressa, acabei não tendo a oportunidade de questionar a medida.
    Eles tomaram uma iniciativa tão bacana que foi a instalação do bicicletário, mas pecaram nesse aspecto. Uma pena.

    Thumb up 2 Thumb down 0

  • João Lacerda

    E eu me pergunto… quem se importa com as floreiras na rampa do estacionamento?

    Thumb up 2 Thumb down 0

  • marciocampos

    Evidente que as justificativas escondem a maior preocupação, que o ciclista(débil mental na concepção deles) arranhe um carro e o Shopping será obrigado a cobrir o prejuizo. Porque afinal, carro é um “bem”, o coração das pessoas está dentro dele, triste.
    “diga-me onde está teu tesouro e estará ali também teu coração”.

    Abraços

    Márcio Campos

    Comentário bem votado! Thumb up 4 Thumb down 0

  • Contraste de incentivos «

    […] de incentivo dos governantes: o carro. E o mesmo se aplica para gestores de condomínios e shoppings como o Bourbon, que criam impedimentos para pedestres e ciclistas, enquanto que o cara que vai de carro faz tudo […]

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • jose

    De boa, tem que ir 2 pessoas de bike, uma filmando, e não parar de pedalar dentro do estacionamento, se um segurança derruba o ciclista, ou tem um comportamento mais rude, oq é bem provável que aconteça, vale forçar um pouco a situação (neguinho de fixa fazendo track sand? é esse o nome do esquema de ficar equilibrado, e parado, na bike, enquanto fala com o segurança) e depois é só jogar o video no youtube e distribuir o link que em 2 segundos vira febre, uma baita imagem negativa para o shopping, só assim eles vão mudar algo….

    Thumb up 3 Thumb down 1

  • Edson Murakami

    Fui ao Bourbon tentar falar c/ alguém da administração e depois de meia hora esperando, só consegui falar c/ o chefe de segurança. Não adiantava argumentar, pois sempre esbarrava na justificativa das normas do shopping. O que senti foi uma preocupação de ocorrer ações judiciais contra o shopping em caso de acidente dentro do estacionamento envolvendo bicicleta-pedestre e carro-bicicleta. Não sei se tem fundamento essa preocupação e penso que, mesmo que existir, eles devem conviver com isso em respeito aos clientes. Mas no final, eles querem mesmo é tirar os deles da reta.
    Acabei fazendo uma reclamação por escrito no balcão de atendimento ao cliente e irei fazer o mesmo no site deles acrescentando a informação acima do JP Amaral sobre o tratamento favorável no Shopping West Plaza, afinal são concorrentes diretos.
    No mais, admiro a postura do André Pasqualini em seu comentário.

    Thumb up 3 Thumb down 0

  • Emmanuel M. Favre Nicolin

    Os ciclistas ainda são muito discriminados. Se Dilma Roussef andasse de bicicleta, talvez ela faria alguma coisa a respeito disso?

    Emmanuel,
    Blog Vitória Sustentável,
    http://manouchk.blogspot.com/

    Thumb up 0 Thumb down 4

    • jose

      Sim, somos discriminados. Mas uma coisa não tem relação com outra, até pq o kassab, serra e o resto da quadrilha já desfilaram de bike por ai e não fizeram absolutamente nada de concreto para mudar a situação! Por favor, tenha noção ao falar das coisas! Sim, a presidente pode fazer algo relevante sobre isso, mas quem pode fazer algo concreto, rapidamente, não faz (prefeitura e estado de sp)! Ah tá… fazem ciclovia incompleta e sem saídas e ciclofaixa para burguês passear com os filhos aos domingos, afff…

      Thumb up 3 Thumb down 0

      • Emmanuel M. Favre Nicolin

        Quem repasse o dinheiro para as cidades não é principalmente o governo federal? O Brasil é assim, não existe um sistema que repasse automaticamente dinheiro para as cidades, assim o pais não anda porque cada dinheiro tem que ser negociado a nível político etc… A maior parte dos repasses tem que ser automático, depender, por exemplo da população ou da área da cidade e não podem depender de boa vontade…
        Mas é claro Dilma não pode fazer “nada” sem o apoio da câmara dos deputados que sempre pode ameaçá-la de um impeachment como aconteceu com Lula durante o mensalão… haha!

        Thumb up 0 Thumb down 3

  • Felipe Brust

    Em Salvador, o único shopping que trata o ciclista de forma “diferenciada” é o Shopping Paralela. É preciso desmontar da bicicleta e empurrá-la até o suposto bicicletário. Aliás apenas no Shopping Salvador existem paraciclos específicos. Em todos os outros as biciletas pega a rebarba das motos, nas grades e afins. Não raro recorrer ao velho e bom poste.

    Thumb up 2 Thumb down 0

  • Ardz

    Minha impressão, como frequentador, é que o Bourbon é um dos centros comerciais de SP que busca um bom relacionamento com o cliente. Acredito que essa abordagem no bicicletário seja reflexo da falta de conhecimento de como lidar com a questão. Creio que nossas reclamações surtirão efeito. E no fim, mais grave que recomendar desmontar é limitar a entrada somente por um portão. A conferir.

    Comentário bem votado! Thumb up 4 Thumb down 0

  • marcelo siqueira

    molotov valet park

    Thumb up 2 Thumb down 1

  • Ricardo Poletti

    É brincadeira, vinte vagas p/ bicicletas é uma piada., por isso essa cidade é um caos. Educação seja aonde for em prilmeiro lugar.

    Thumb up 1 Thumb down 0

  • Pé de Vela

    [Comentário oculto devido a baixa votação. Clique para ler.]

    Esse comentário não tem feito muito sucesso. Thumb up 2 Thumb down 11

    • Otávio

      Isso é inversão de responsabilidade, o motorista que deve SEMPRE estar atento, pois o estacionamento é um lugar de grande fluxo de pessoas e não somente carros. Se essa pessoa respeitar a regra de velocidade e atenção dentro do estacionamento, dificilmente ocorrerá o que você falou.

      Comentário bem votado! Thumb up 7 Thumb down 0

  • Ricardo Yasuda

    Tem mais desse shopping Bourbon. Você é obrigado a entrar pela Turiassu. Se for pelo outro lado os seguranças não deixam. Ou seja, dar a volta inteira no quarteirão, que envolve ainda o Palestra Itália, só para entrar no shopping? Não, obrigado.

    Insisti. “Tá, mas tem que ir empurrando. É para a sua segurança”, disse o homônimo. “Obrigado, da minha segurança cuido eu”, e segui pedalando.

    Thumb up 4 Thumb down 1

  • André Pasqualini

    Willian, o estacionamento do Bourbon é ao lado do de moto. A pergunta que tem que ser feita ao shopping é a seguinte. “Os motoqueiros são obrigados a descerem e empurrar a moto também?”

    Já fui duas vezes ao Shopping pedalando e apesar de saber dos problemas que outros ciclistas tiveram, eu nunca tive problemas. Em qualquer lugar que vou de bicicleta chego pedalando, em alguns lugares até ouço uns apitos, mas sigo a vida, só desço se o segurança atirar

    Comentário bem votado! Thumb up 15 Thumb down 0

  • Felipe Aragonez

    Relato um acontecimento no shopping Jardim Sul, que por sinal tem um ótimo bicicletário.

    Chegando para parar a bicicleta no bicicletário o segurança pega meus dados para cadastro. Nome, marca da bike, RG, até aí tudo tranquilo, mas a última pergunta me intrigou.

    – O que você vai fazer no shopping?

    Demorei um pouco para responder, fiquei pensando se todos que entram de carro recebem a mesma pergunta.

    Não tive dúvidas e respondi.

    – Vou comprar cuecas!

    O segurança não escreveu nada na ficha e ficou sem graça.

    Comentário bem votado! Thumb up 12 Thumb down 3

  • Mario Felipe Rinaldi

    tem uma lei que diz que bicicletas desmontadas são bagagem, logo, pode-se entrar no shopping empurrando-as! 🙂

    e empurrando, você está seguindo o que o segurança falou!!!

    Comentário bem votado! Thumb up 5 Thumb down 1

  • Marco Labão

    Teremos sempre muitas história por aqui, mas acho isso mesmo muito importante. Faremos a diferença não nos calando, ousando, tentando e educando. Sou corretor de imóveis e clientes, assim como companheiros estranham muito eu utilizar uma bike de $15.000 e não comprar outro carro – já temos 1 em casa – para vir até o trabalho. Aqui já temos um veículo para levar clientes e trabalhar, mas o estacionamento privativo da empresa está abarrotado de carros dos funcionários… venho muitas vezes de moto, aí já “relevam”… a verdade é que enquanto não te veem queimando combustível, não se dão por satisfeitos.

    Thumb up 1 Thumb down 0

  • Claudio Br

    Eu achei legal colocar o cartaz racista no artigo por que desde que comecei a andar de bike, branquinho como sou, comecei a sentir na pele algo que não se explica, só se sente.

    Acho que o que mais ofende é você fazer um esforço (que depois vira uma delícia) para levar uma vida melhor, mais em harmonia com o seu ambiente e se tratado como alguém inferior.

    Nessas horas eu sinto o instinto de deixar claro que eu TENHO DINHEIRO, que bike é minha OPÇÃO, só que isso está totalmente errado. Devemos ser respeitados por sermos cidadãos, então provar que ciclistas tem grana para gastar não é o caminho, só vai gerar categorias de bikers “A” e bikers “B”.

    De qualquer forma, como consumidor, não volto para esses lugares e deixo bem claro (para quem manda) porque estou fazendo isso.

    Comentário bem votado! Thumb up 5 Thumb down 0

  • Valdson

    Fui a um grande supermercado em Porto Alegre há duas semanas para sacar dinheiro no caixa eletrônico. Entrei no estacionamento em cima da bicicleta, desci da bicicleta pra entrar no supermercado e chegar no caixa eletrônico. Saquei o dinheiro, saí do supermercado para o estacionamento e subi na bicicleta. Nas primeiras pedaladas um segurança grita que não podia andar de bicicleta no estacionamento! Simplesmente ignorei o que ele estava dizendo, continuei pedalando e fui embora. Pra eles bicicleta não é um veículo como diz o CTB. É um equipamento para o lazer e o esporte, e um estacionamento não é um lugar para o lazer, muito menos um lugar para praticar esporte…

    Comentário bem votado! Thumb up 6 Thumb down 0

  • marina

    Tive que abrir uma conta no Banco do Brasil em Limeira. O gerente, que me viu chegando de bike, sugeriu que eu não poderia ter ‘restrição de crédito’ para abrir conta, o que me deixou INDIGNADA, pois foi óbvio que ele falou isso pois eu estava de bike. Pois bem. Uma semana depois volto para pegar o cartão. De bike. Ele olha e, vendo que de fato eu não tinha ‘restrição de crédito’ me fala o que? – E ai, vamos fazer um financiamento de carro para você?
    O pior é que eu fico tão sem reação frente a gente imbecil que eu não consegui responder nada 🙁 Fiquei umas duas noites brigando com o cara na minha cabeça por não ter dito uns impropérios na hora para ele.

    Comentário bem votado! Thumb up 7 Thumb down 1

  • JP Amaral

    Eu estacionei algumas vezes no bicicletário do shopping pq meu trabalho é perto. Desisti depois do segundo dia. Passei a estacionar no Shopping West Plaza que não tem paraciclos tão “sofisticados” quanto o do Bourbon, mas que tem um ótimo atendimento e inclusive oferecem um armário de graça!! Vale a pena conferir.

    E agora sou um ciclista feliz que tem bicicletário no próprio trabalho, com vestiário e armário próprio!

    Abs,

    JP

    Comentário bem votado! Thumb up 5 Thumb down 0

  • Otávio

    Já tive um caso de proibição ao tentar passar pelas ruas internas do HC onde carros circulam livremente. A idéia era a acessar a rua Arthur de Azevedo com maior tranquilidade. Tentei acessar pela entrada do estacionamento pela Rebouças, fui barrado e expliquei aonde queria ir. O segurança disse que só podia passar desmontado pois tinha muitos idosos, cadeirantes, etc., mas falei que iria pela rua e devagar (óbvio), ele foi irredutível. Apontei vários carros circulando lá dentro e comentei: “mas carro pode né?” O colega dele gansou a conversa e disse “mas carro é carro” (essa é aquela pra vc se fazer sentir um merda). Dai falei: realmente é perigoso eu passar ai dentro, pq eu tenho turbo nas pernas e vou passar a uns 60km/h. Dei a costas e desci pela rebouças me arriscando no corredor.

    Comentário bem votado! Thumb up 6 Thumb down 0

  • Samymay

    Pois é. Aqui em Rio Claro, onde se tem muitas bicicletas, fui numa loja de produtos populares para comprar uma bateria para relógio. Quando entrei e procurava um lugar para trava-la, um funcionário disse que “bicicleta só lá fora”. O estacionamento para carros e motos é enorme e tem um espaço para bicicletas dos funcionários. Fui embora e não comprei nada.
    Mandei um email pedindo explicações e me responderam que advertiram o funcionário. Respondi que o funcionário estava correto, errado estão eles de não terem um espaço para bicicletas. Se tirassem duas vagas do estacionamento de carros, daria para comportar um grande número de bicicletas. Não obtive resposta e até o momento eles não aceitam bicicletas lá. Existe um bicicletário da prefeitura a frente da loja, o que segundo eles, é justificativa para não ter um dentro das dependências da loja.

    O mais irônico é que eles vendem bomba e ferramentas para bicicleta.

    No shopping de Rio Claro as bicicletas tem lugar para ficar, são “cadastradas” e o dono recebe um cartão. Segundo a funcionária, em caso de roubo é indenizado. Mas a entrada e a saída, que eram simples, ficaram muito complicada. Você tem de ficar numa ladeira, entregar o cartão numa guarita encarando carros e motos no peito. Não gostei nada… Não consigo sair de lá sem tomar uma buzinada na orelha !

    Thumb up 2 Thumb down 0

Enviar resposta

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>