Por que 1,5m ao ultrapassar ciclista? Tem espaço pra isso?

Art. 201. Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta: Infração - média; Penalidade - multa.

Não é à toa que a lei obriga o motorista passar a 1,5m de uma bicicleta (art.201 do Código de Trânsito). Essa distância toda tem seus motivos, embora nem sempre sejam claros para quem ainda não experimentou usar a bicicleta no trânsito.

Este artigo tenta esclarecer ao amigo motorista o motivo para essa distância e responder a algumas dúvidas comuns a quem dirige.

A distância que protege

Se você analisar com calma as regras estipuladas pelo Código de Trânsito Brasileiro, perceberá que ele visa fundamentalmente proteger a vida de quem utiliza as ruas, sejam eles motoristas, motociclistas, ciclistas, pedestres ou mesmo carroceiros. E é nesse sentido que foi estipulada a regra do metro e meio.

Um leve toque de retrovisor no guidão fará com que ele vire para a direita, desequilibrando o ciclista para a esquerda e fazendo com que ele caia na via em meio aos carros. Se o próprio carro que o tocou não passar por cima de um braço ou perna, o que vier atrás pode passar por cima de sua cabeça. Você, motorista, não vai querer viver com essa culpa, certo?

E nem é preciso esbarrar no ciclista. O susto do carro muito próximo ou muito rápido, ou até seu deslocamento de ar quando em alta velocidade, podem derrubá-lo da mesma forma. Principalmente um ciclista iniciante ou idoso. E é por isso que ao art. 220 do CTB pede que o motorista reduza ao ultrapassar uma bicicleta.

Há vários motivos para ultrapassar a uma distância segura: o ciclista pode ter que desviar de um buraco (porque se não desviar, corre risco de cair na via); pode ter um desequilíbrio momentâneo que altere sua trajetória um pouco para o lado; o deslocamento de ar do veículo pode desequilibrá-lo; o espaço para ultrapassagem pode ser mal calculado e o retrovisor tocar o guidão.

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Como cumprir se não há espaço?

Realmente não há espaço para caber a bicicleta, mais um metro e meio, mais um carro numa faixa de rolamento. Mas a resposta é bastante simples: basta mudar de faixa. Se não houver uma segunda faixa, aguardar para fazer uma ultrapassagem segura, que não coloque em risco o ciclista.

Note que o procedimento acima é exatamente o que seria feito com qualquer outro veículo lento, como um ônibus ou caminhão, que estivesse ocupando a faixa toda. Esses veículos ocupam mais espaço que o ciclista, podem trafegar até mais devagar no caso dos caminhões ou parar o tempo todo no caso dos ônibus, mas têm seu direito de circulação respeitado. O ciclista, frágil e exposto, precisa de um respeito ainda maior.

Lembre-se que a bicicleta, apesar de trafegar mais devagar, nao está parada. Ela logo sairá do ponto onde está, permitindo a ultrapassagem. Geralmente isso leva poucos segundos – um atraso irrelevante, para proteger uma vida.

Veja no vídeo abaixo, de forma prática e simples, como ultrapassar um ciclista de maneira segura:

Como saber se estou a 1,5m?

A porta aberta do seu carro provavelmente ocupa cerca de 1m além da lateral de seu carro. Imaginar uma distância equivalente a um pouco mais que essa porta aberta pode servir como referência.

O importante não é manter exatamente 150 centímetros, medido ali na régua, mas guardar uma distância que lhe permita evitar ser tocado pelo ciclista no caso dele desviar sem aviso de algo que lhe colocou em risco, ou se desequilibrar no momento em que você estiver passando ao lado dele.

E se o ciclista estiver bem no cantinho?

Muitos motoristas rejeitam guardar a distância adequada, por terem se acostumado a ultrapassar sem mudar de faixa os ciclistas que trafegam colados ao meio-fio, sobre a sarjeta. Mas são justamente esses que correm mais risco, pois o pavimento nessa área da via é muito irregular e esburacado.

O ciclista colado ao meio-fio corre mais risco de desequilibrar-se ou avançar para dentro da via sem aviso. Nesse caso, um carro ocupando a faixa normalmente o derrubaria na calçada, por estar muito próximo, sem que o motorista tenha alterado em nada sua trajetória. E acredite, isso é mais comum do que você imagina.

Por que tem ciclista que fica no meio da rua?

Ao ocupar um espaço maior da faixa, o motorista tende a aguardar um momento em que possa ultrapassar com segurança.

Trafegar junto ao meio-fio estimula ao motorista a utilizar a mesma faixa, deixando de guardar a distância lateral mínima, por ter a sensação de que a pista está livre e pode ser utilizada. Por isso, ciclistas experientes ocupam a faixa, como recomendado pela Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET).

É uma maneira de tentar fazer com que o motorista mude de faixa para ultrapassar e ao mesmo tempo garantir um espaço de fuga para a direita caso se sintam em risco. Entenda melhor aqui.

Pode parecer antipático para alguns, mas é uma maneira eficiente do ciclista garantir sua segurança. E, se o motorista já teria que avançar para a faixa ao lado para garantir a distância lateral adequada, na prática não causa nenhum impacto adicional na ultrapassagem.

Divulgue e colabore com uma cidade mais humana!

Muitas das pessoas que colocam o ciclista em risco o fazem sem perceber, porque a dinâmica de espaço entre os carros é diferente. Com pessoas, é preciso mais cuidado: além de não ter carroceria para protegê-las, elas nem sempre seguem uma trajetória retilínea e podem se assustar com a proximidade de um veículo maior.

Agora que você já sabe, lembre-se disso quando passar por um ciclista nas ruas. E explique a seus amigos. Uma cidade melhor para todos depende de cada um de nós.

Obrigado por ser um bom motorista! Proteja o ciclista na rua e ganhe um sorriso sincero! :)


84 comentários para Por que 1,5m ao ultrapassar ciclista? Tem espaço pra isso?

  • Rosana

    Se o condutor do ônibus diminuir a velocidade e mudar de faixa, pra que a buzinadinha? Poluição sonora inútil que pode até assustar o ciclista. Reveja esta parte, por favor, André.
    No mais, minha modesta sugestão é que se baseie bem na legislação, e desejo sucesso!

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  • André Marconi Taveira

    trabalho com instrutor em uma empresa de ônibus coletivo e dou treinamento prático e teórico tanto no treinamento prático e teórico que realizo peço que os motorista ao avistar o ciclista, dar um toque na buzina de leve para não assustar, tem ciclista iniciante tem ciclista que faz uso de fone de ouvido e acaba se destra indo com via.
    Eu sempre ensino que o motorista ao avistar o ciclista sinaliza as intenções confere o retrovisor e reduza a velocidade e troca de faixa, só assim que é possível evitar um acidente.

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  • Paulo

    Até hoje nunca tive acidente indo na contramão à mais de 30 anos que faço isso, porque às vezes há obstáculos ou uma rua que têm muita ladeira (sobe e desce)e você precisa ir na contramão. Mas é claro precisa redobrar atenção aos pedestres tocando o sininho para avisá-los que irá passar e aos carros , indo sempre numa velocidade mais baixa do que à que você iria por uma via na mesma mão.

    Uma dica de segurança para reduzir os perigos do trânsito,surgiu uma idéia de acoplar na bicicleta uma antena corta cerol que é utilizada em motos, para fazer com que os carros distâncie do guidão da bicicleta, utilizando uma fita colorida para que o condutor do veículo veja que há algo na lateral da bicicleta e distâncie para que não risque o carro. Assim acho que evita aqueles motoristas que gostam de tirar finas da bicicleta e como a antena é pequena cerca de 70cm, fica distanciada da manopla do guidão cerca de 35cm, bem abaixo dos 1.5 metros que o veículo precisa distânciar da bicicleta ao ultrapassar. Quando o ciclista precisa recolher a antena é só dobrar(algumas antenas possuem esse recurso) ou colocá-la em pé. Outro recurso para aumentar a segurança é utilizar um espelho retrovisor no guidão ou no capacete, assim o ciclista fica menos tenso em andar no trânsito porque ele estará vendo oque vêm atrás dele. Fica aqui uma idéia útil para aumentar a segurança.
    Veja a imagem abaixo no Youtube de como irá melhorar a segurança, instalando a antena corta cerol.
    http://www.youtube.com/watch?v=fcCkCDgVh0k

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  • Douglas

    Bom, essa distancia de 1,5m, muitas das vezes é impossível de seguir. O cara não consegue manter essa distancia numa pista sem acostamento por exemplo se vem um carro de lá pra cá…
    Uma dúvida que tenho é porque consideram que o ciclista andando na mão dos carros ele está mais seguro?(umas das desculpas que já ouvi é que se o impacto for de frente, o estrago é maior – numa rodovia por exemplo, onde os veículos circulam numa velocidade média de 90km/h não vai fazer muita diferenca não… também sei que é lei…), mas me sinto mais seguro andando na contramão dos carros, assim consigo prever o que vem em minha direcão. Alguém concorda?

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    • Eduardo

      Douglas, nunca é impossível de manter a distância de 1,5 m. Considere que a bicicleta esta ocupando a faixa toda. Se tiver apenas uma pista sem acostamento ou faixa para estacionamento de carros se mantenha atrás da bicicleta até que surja uma segunda pista para uma ultrapassagem segura. Lembre-se que a distância também vale entre a frente do carro e a traseira da bicicleta. Não cole na bicicleta como normalmente ( e erradamente) se faz com um carro lento.
      Pedalar na contramão é ´muito perigoso porque basicamente ninguém imagina que venha alguém pela contramão. Um carro que sai de uma rua ou de uma garagem pode te atropelar porque vai olhar para o lado que vem os carros e vai entrar. O mesmo para um ónibus e um caminhão
      Um pedestre vai atravessar olhando para o outro lado.
      A velocidade vai se somar e tornar a aproximação muito rápida. Isso pode alem de levar a um acidente torna-lo mais grave.
      Se não tiver outro jeito opte por pedalar devagar pela calçada. A calçada pelo menos é 2 mãos.

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  • Washington

    O que eu não entendo, é a aversão que alguns motoristas tem para com o ciclista e pedestres.
    Ontem, estava pedalando perto de casa, aqui na ZN, e um pseudo-motorista, passou a uns 20cm de mim. O pior é que ele tinha me visto segundos antes. Estava na preferêncial e ele estava aguardando para entrar na rua. Quando passei por ele, só ouvi pneus cantando e ele tirando uma fina. Obs: A rua é tranquila e larga.
    Pra mim, isso é tentativa de homicídio.

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  • Alexandre Cronhal

    Olá, tenho tres perguntas.

    1- O que fazer quando um ciclista vem ao seu encontro na contra-mão?
    2- O que fazer quando um ciclista cruza a sua frente atravessando o sinal vermelho?
    3- Se o ciclista estiver na via expressa da Marginal Pinheiros, tenho que manter 1,5 metros dele também?

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    • Rosana

      Não tenho muitos conhecimentos para lhe dar uma resposta muito técnica, mas nas três situações mantenha a distância e proteja o ciclista mesmo que ele esteja muito errado, mesmo que esteja engatinhando na sua frente, mesmo que esteja em ziguezague de costas. Esse mesmo procedimento devem o ciclista e o motorista seguir quando vê um pedestre fazendo um monte de imprudências. Em suma, proteja o mais vulnerável. Fica fácil saber como agir quando se tem isto em mente em primeiro lugar.

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    • Alexandre, resumidamente, as respostas são:
      1 – Frear.
      2 – Frear.
      3 – Claro que sim. Ou você vai colocar a vida dele em risco só porque ele está cometendo uma infração de trânsito?

      Por mais que um ciclista esteja cometendo a maior barbaridade, nada nos dá o direito de jogar o carro em cima para dar uma lição. Se a pessoa está se arriscando, é um motivo a mais para nos mantermos longe. Sim, temos que nos preocupar com as barbeiragens dos outros. Idiotice não merece ameaça de morte. É assim que pessoas civilizadas se comportam no trânsito.

      O mesmo quanto a pedestres: ainda que o cidadão atravesse onde não deve, cruze a avenida de olhos fechados ou se sente no meio da rua, não devemos jogar o veículo em cima, mesmo que seja uma bicicleta. Lembra da cena do chinês na frente dos tanques? Pois então, até o soldado que pilotava aquele tanque tinha essa consciência.

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  • Cindy

    Isso deveria ser mais divulgado também , os motoristas acham que por sermos ciclistas temos que ficar com o lateral que sobra que é quase minima e ainda acham que tem razão ! Já cai e arranhei todo o meu quadro por irresponsabilidade de não usarem a seta !

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  • Vá de Bike, sempre postando excelentes matérias… o que eu como ciclista espero é que a CET comece a por em prática o que dizem os Artigos 38, 58 e 170 do código de trânsito brasileiro.

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  • Isildene Muniz

    Muito importantes essas informações! Ajudam a conscientizar os motoristas sobre o direito que os ciclistas tem de utilizar ruas e avenidas, principalmente aqui no Ceará que é muito carente de ciclovias. Minha filha e meu genro fazem bastante uso de bicicletas – foi inclusive, o presente que me pediram de casamento. Amo-os demais e não quero jamais vê-los acidentados. Procuro respeitar bastante o ciclita!

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  • Paulo

    Fabio,
    Sim, o carro poderá entrar em movimento a qualquer momento, mas para não ter problemas de segurança o ciclista tem que ficar atento ao semáforo e aos carros à frente do carro que o ciclista irá passar, assim quando o ciclista ver que o carro que ele passará irá se mover é só ficar atrás deste carro ocupando a faixa, assim não terá problemas com a segurança pessoal.
    No caso do veículo surpreender o ciclista, principalmente se for um veículo comprido o ciclista precisará ficar parado numa posição segura para depois entrar atrás do veículo ocupando a faixa.
    Mas como ciclista passando os veículos parados num semáforo ou trânsito não há nenhum problema de segurança para ambos, desde que o ciclista não exagere na velocidade, agora se for ao contrário o carro passando o ciclista acho justo a lei que obriga o carro à passar 1.5m de distância da bicicleta, lembrando que utilizando uma antena corta cerol lateralmente obrigará os veículos à passarem mais afastado do guidon, quando dirijo um veículo respeito pacientemente esta lei.

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  • Fabio

    Paulo,

    Sim, preciso e espero aumentar minha experiência com outros países. Seria ótimo se aqui também utilizassem uma buzina para alertar os pedestres nas calçadas.

    Voltando diretamente ao assunto, não faça de sua experiência particular uma regra. Concordo que o potencial de dano que o ciclista pode causar ao veículo é mínimo, porém estamos esquecendo do principal, a nossa própria segurança. O tal carro parado pode entrar em movimento a qualquer momento e surpreender a gente. Afinal de contas o motorista não esperar ter alguém ultrapassando entre ele e o meio fio.
    Vou exagerar “invertendo” o seu argumento: É como se alguém falasse que dirige a 30 anos e sempre tirou “fino” de ciclistas, mas como nunca derrubou nenhum acha uma manobra super segura e não vê problema em continuar fazendo isso.

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    • Eduardo De Magalhaes Nobilioni

      Paulo,
      A verdade é que, como a moto, o ciclista tem o direito de ocupar toda a faixa de rolagem. Para ultrapassar um ciclista o carro deve, obrigatoriamente, usar a outra faixa.
      Em caso de haver apenas uma faixa o carro deve inclusive ficar 1,5m da traseira da bicicleta. Isso porque em caso de queda do ciclista vc não passa por cima dele.
      Precisamos de paz nas ruas acima de tudo. Não colocar a vida dos outros em risco deve ser o objetivo de cada um.
      Uma cidade que é boa para os pedestres e para as bikes é boa para todos.
      Um coisa que me intriga é o porque das pessoas se considerarem “motoristas”. Vc não pode ser ciclista eventualmente. Pedestre?
      Essa não é uma guerra entre pessoas mas sim uma discussão sobre modais de transporte. Não é vc contra os ciclistas mas sim o uso de carro e o uso de bicicletas como modal de transporte.
      A diferença entre a Europa e aqui não está nas ruas.Está na cabeça de cada um. Somos meio medievais ainda. Pena.

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  • Paulo

    Fabio, discordo com a sua opnião em alguns pontos, acho que o ciclista não tem obrigação MORAL de respeitar as mesmas leis dos carros, uma porque o ciclista não tem a mesma potência e conforto dos veículos motorizados.
    Tenho experiência em ciclismo à mais de 30 anos e nunca danifiquei propriedade alheia ultrapassando o veículo motorizado parado entre este e a calçada. Se os veículos estão parados acho prudente ultrapassá-los entre o carro e o meio fio e não coloca nínguem em risco.
    Você precisa ter mais experiências em países desenvolvidos onde há respeitos dos motorista em relação aos pedestres e ciclistas, no Japão por exemplo você até pode andar na calçada e tocar um sininho quando tiver um pedestre na frente que o pedestre dá passagem para o ciclista passar, lá é outra cultura onde procuram respeitar o próximo, lá a punição é severa se um motorista atropela um pedestre e este ficar sem poder mais trabalhar, o motorista terá que pagar o resto da sua vida os custos da pessoa que ele atropelou.

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  • Fabio

    Willian,

    Obrigado pela resposta!

    Apesar de não ter a obrigação perante a lei, acredito que os ciclistas deveriam ter a obrigação MORAL de respeitar as mesmas leis que os protegem. Acho contraditório exigir respeito (distância) mas ao mesmo tempo desrespeitando os outros (passando por cima).

    O carro para me ultrapassar precisa de 1,5m , por segurança, mas eu posso ultrapassar ele de qualquer jeito?

    Quanto a justificativa apresentada acima ” o ciclista não corre o risco de derrubar o carro e ferir o motorista com essa atitude.” isso é suficiente?

    Sinceramente não sei…

    Eu já entendo que desrespeitando a distância de segurança no mínimo o ciclista estaria assumindo o risco de danificar a propriedade alheia, o que para mim já é suficiente para reprovar tal atitude.

    Para tentar evitar mal entendidos vou esclarecer meu questionamento anterior :

    Quando fiz a pergunta, minha ideia era criticar alguns ciclistas que se arriscam ultrapassando carros pela direita, entre o carro e o meio fio.

    Esse tipo de manobra coloca em risco a TODOS no trânsito pois pode causar acidentes e deveria ser PROIBIDA.

    Não é por ser o “elo mais fraco” do trânsito que dá direito ao ciclista a poder “tudo”.

    O mundo não é perfeito, quem dirá o Brasil. Aqui reina a falta de alternativas para os deslocamentos urbanos. É uma batalha por cada centímetro nas ruas. Estamos anos atrás das metrópoles europeias aonde há alternativas coletivas e ciclovias em abundância (fui a Berlim a pouco tempo…que inveja!).

    Julgo a alternativa apresentada de ultrapassar os carros pelo corredor válida, porém apenas essa.

    Por fim gostaria de deixar o meu apoio ao movimento pois se ficarmos de braços cruzados nada acontecerá, mas sempre respeitando o espaço dos outros.
    PS: Sonho que algum dia façam algum projeto do tipo “ciclovia para todos”.

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  • Fabio

    Gostaria de saber se o ciclista tem que respeitar os 1,5 m do carro ao ultrapassa-lo.

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  • AMAURI

    Eu concordo e respito a regra quando vejo um ciclista, mudando de faixa quando possível. O problema é quando você está em uma avenida congestionada e tem um ciclista na frente, pois você não consegue mudar de faixa porque tem carros do lado, e ainda tem motos passando pelo corredor entre as duas faixas…as vezes fica difícil e temos de reduzir a velocidade para passar do lado do ciclista. Quando faço isso me preocupo em evitar chegar perto do ciclista para evitar acidentes.

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  • Paulo

    Surgiu uma idéia de acoplar na bicicleta uma antena corta cerol que é utilizada em motos, para fazer com que os carros distâncie do guidão da bicicleta, utilizando uma fita colorida para que o condutor do veículo veja que há algo na lateral da bicicleta e distâncie para que não risque o carro. Assim acho que evita aqueles motoristas que gostam de tirar finas da bicicleta e como a antena é pequena cerca de 70cm fica distanciada da manopla do guidão cerca de 35cm, bem abaixo dos 1.5 metros que o veículo precisa distânciar da bicicleta ao ultrapassar. Quando o ciclista precisa recolher a antena é só dobrar(algumas antenas possuem esse recurso) ou colocá-la em pé. Fica aqui uma idéia útil para aumentar a segurança.

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  • A paz d Jesus!Uma dúvida: O “vá de bike” faz parte do “bicicreteiro” também? Parabéns pela explicação. Aqui onde moro, muitos não respeitam essa distância. Por andar bastante d bike acabo vivendo um certo receio no trânsito. Gosto tanto de bike que tenho três: uma mountain bike, uma speed e uma barra circular…rs. Talvez seja d+. Mas foi a forma q encontrei p/ consolidar uma grande vontade q sempre tive. Parábens pelo trabalh… Bom dia

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    • Oi, Fábio. O Bicicreteiro é outro site, de outro autor. Quanto à aprovação, geralmente o comentário entra na mesma hora, de forma automática. Em alguns poucos casos nosso sistema segura para moderação e eu preciso aprovar. No seu caso, entrou direto.

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  • edmilson

    na minha cidade o motorista nao resoeita nei um ciclista pois eles achao que mandao nas ruas e avenidas da cidade! mais eu sei maldade queri ver se um de seus filhos estiveses em cima deuma bicicleta e fosem atropelados po0r um carro oq eles diriao?????????????????????????

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  • Isso e bom se divulgar porque os motoristas em geral nao sabem dessa lei. E nem como proceder qdo tem bicicletas na pista. Otima ideia. Divulguem e bom

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  • [...] : Por que 1,5m ao ultrapassar ciclista? Tem espaço pra isso? , Willian [...]

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  • Eu tenho receio de seguir esta lei do 1,5m ou mesmo de ocupar a faixa toda! Sabe por que? Aqui em São Paulo muitos motoristas encararam isso como “desaforo” e passam tirando mais fina ainda!
    Mas se a gente não arriscar… nada muda!

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    • Rosana

      Na verdade, percebo que quando se ocupa um terço da faixa, pelo menos, sobra uma “saída estratégica pela direita” para escapar das finas, o que não ocorre quando se está muito perto do meio-fio. A faixa toda precisa ser ocupada quando a rua de mão-dupla é muito estreita, para que não fiquem forçando passagem e empurrando o ciclista para a mureta/calçada/muro/pirambeira. Isto se torna mais intuitivo à medida em que se pedala na rua.

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  • Não sabia de todos esses detalhes, mas sempre respeitei os ciclistas aqui em Brasília. É questão de civilidade, de educação. Vamos disseminar, galera.

    Parabéns pelo site!

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  • Paulo Eduardo de Souza Silva

    È essa lei tem que funcionar, e além disso temos que aproveitar as eleições para cobrar mais ciclovias, ando de bike quase todo dia, me desloco de Guarulhos até a barra funda 19KM, e cansativo e perigoso, mas prefiro deixar meu carro em casa, pois no carro corremos riscos de ficar maluco com o transito caotico da cidade, temos que ligar guarulhos a são paulo por ciclovia e criar mais pontos para deixar a bike, como os pontos da CPTM que existe na barra funda.

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  • Gabriela

    A grande verdade é que hoje em dia as pessoas não exercem paciência, gentileza ou até mesmo atenção com o próximo… A selvageria no trânsito é apenas um reflexo disso. Por isso, acho difícil esta lei começar a ser seguida. Talvez seja mais estratégico militar em favor de ciclovias. Muitas cidades brasileiras ainda estão em franca expansão urbana, criando planos diretores… Essa é a hora!!

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  • Valdemir

    Sendo bem realista mesmo! É o seguinte o video é muito bem feito, muito educativo e muito útil, porém na prática sabemos que a coisa é bem diferente INFELIZMENTE, não adianta fazer leis sem dar o minimo de condição para que a mesma seja cumprida, na maioria das HORROROSAS e REMENDADAS ruas de São Paulo, e no resto do pais que não deve ser difrente. Tem rua que é tão estreita, mas tão estreita que quando um onibus passa se o pedestre estiver na beirada da calçada é atropelado.
    Tem rua e avenida em São Paulo que o projeto e o espaço fisico é tão ruim que é piada,a maioria não acompanhou o crescimento da cidade ou não foi pensada e projetada para uma futura expansão da cidade, temos vias que foram construidas em 1800 e sei lá quando, e que são iguais até hoje! Ou seja a cidade cresceu, os veiculos aumentaram e as vias continuaram a mesma coisa, ai é só ficar criando lei, achando que será cumprida e pronto, assim é fácil!
    Deveria era ao invés de ficar gastando dinheiro com coisas para GRINGO ver como COPA DO MUNDO, OLIMPIADAS etc Reformular as coisas que nosso pais precisa mesmo, Saude, Educação, Vias protegidas do transito e sinalizada para biciletas se promovendo de verdade uma revolução na mobilidade Urbana!
    É que aui é o bendito jeitinho, é mais fácil criar lei e deixar a coisa correr, do que costruir a coisa de forma correta! E ai sim aplicar a lei e com rigor!
    Agora na bagunça que tá adianta ???? Além disto sabemos muito bem que a maioria dos motoristas que respeitam pra valer o Ciclista, 50% devem ser ciclistas de fim de semana , 50% pessoas de bom senso e infelizmente o resto é a maioria que não respeita ninguém e nada!

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  • Fabio

    Parabéns pelo artigo, é muito importante trabalharmos essa conscientização do motorista.
    mas da mesma forma que devemos conscientizar o motoristas que deve-se respeitar a distância ao ciclitas temos que conscientizar o ciclista a respeitar o espaço dos outros, sejam carros ou pedestres. É muito comum ver ciclistas furando semáfaros, desrespeitando faixa de pedestres e calçadas,estas deveriam ser só para pedestres (que pelo menos diminuissem a velocidade em cima das calçadas. É comum também ciclistas ultrapassarem os carros pela direita ( normalmente em um espaço de muito menos de 1,5m) , não vou nem entrar no mérito de falar sobre o uso do “corredor” entre os carros.
    o importante é lembrar…se queremos respeito, também devemos respeitar.

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    • Cão do Mato

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  • Ola!

    Excelente texto! Objetivo e claro! Gostei muito! Com toda a licença, compartilhei no meu blog! Parabéns! Concordo com absolutamente tudo, e aplico na pratica e funciona perfeitamente! Valeu!

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  • To começando a achar que essa lei deveria ser reescrita. Deveria ser, enquanto um ciclista estiver ocupando uma faixa da rua, o motorista deve, obrigatoriamente, utilizar a outra faixa para ultrapassar. Quando não houver uma segunda faixa, ele deve aguardar atrás do ciclista. Acho que fica mais fácil de fiscalizar.

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    • Me parece que na Espanha a principio existia essa lei de um metro e meio mas transformaram para a obrigatoriedade de mudar de faixa.

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      • Carlos

        Acho uma boa observação. Simplifica a legislação, e considera qualquer veículo, inclusive a bicicleta, deve obedecer as faixas. O problema que aqui, as motos podem ser um problema, pois passam entre as faixas, aí é respeito de motociclistas.

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    • Cão do Mato

      Aguardar atrás do ciclista?? HAHAHAHAHAHAHAHA!!! Vai sonhando…

      Polêmico. O que acha? Thumb up 4 Thumb down 6

      • Eduardo de Magalhães Nobilioni

        São pensamentos como esse que transformam o trânsito no Brasil um dos mais violentos do mundo matando mais que qualquer guerra.
        Vai pensando assim até um dia que um caminhão passar por cima do seu carrinho e ai vc talvez entenda se talvez estiver vivo.

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  • Milton

    Andava pelas ruas de SP, com uma Caloi10 amarela e fui atropelado apenas uma vez.

    Sou sistemático, obedeço as leis de trânsito ao pé da letra, levo desaforos para casa e já tive meu capô esmurrado por um ciclista totalmente transtornado, que nem sei de onde apareceu.

    Se eu fosse um motorista transtornado, certamente alguém sairia machucado.

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  • eduardo green

    Salve Willian! Mais um post excelente, muito bem escrito e argumentado!

    Sobre o “Como saber se estou a 1,5m?”, complemento com o seguinte: A distância de 1,5m que consta no CTB é do espelho direito do carro à ponta esqueda do guidão da bicicleta. Assim, o motorista que passa ao lado deveria ver o ciclista a 3m dele! A imagem abaixo, editada a partir da sua, ilustra a ideia…

    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10150460020347883&set=a.59919277882.71843.527812882&type=3&theater

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  • Creio que a única solução prática é fazer como em Zurique. Pedestres e bicicletas sempre tem prioridade na via, em toda situação. E os carros precisam reduzir a velocidade para possibilitar a vida, e uso das ruas, de pedestres e bicicletas.

    http://www.nytimes.com/2011/06/27/science/earth/27traffic.html

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  • Eu respeito!! Mesmo que isso já tenha me causado ameaças e xingamentos de alguns motoristas insanos por simplesmente dar seta e usar a outra faixa ao ultrapassar ciclistas.

    Não é fácil…. a cidade está muito mal acostumada…

    Mas vale salientar que alguns ciclistas precisam tomar consciência de onde andam.. na Marginal Pinheiros por exemplo, é um dos piores locais para dirigir. Motos acham que carros são como trens e não podem trocar de faixa. nessa “guerra” entre moto e carro, o ciclista não pode ir pra pista do meio. Já peguei MUITOS fazendo isso…(sem capacete, buzina, luzes…) é um risco muito grande em minha opinião

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  • Tereza

    Eu não ando de bicileta mas meus filhos nora e netos andam e gostei muito dessa conscientização .

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  • Pare e pensem, pra que tantas leis; porque precisamos ser obrigados a fazer coisas lógicas;até respeitar o próximo tem que ser feito a força? ? ? Vamos nos humanizar, vamos resgatar os valores da vida; vamos fazer das nossas ruas,avenidas e estradas uma extensão da nossa casa, vamos dar exemplos para nossas crianças do valor a vida, do amor ao próximo e vamos parar e pensar, E SE FOSSE SEU FILHO(A)ESSE CICLISTA………..

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  • Esqueci de divulgar,
    Neste site você pode encontrar vários materiais sobre o uso da bicicleta!
    http://www.vadebicicleta.net

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  • Ótima matéria!
    Devagar estamos conscientizando as pessoas..
    O caminho é este, vamos divulgar à favor de uma mobilidade mais sustentável e pela qualidade de vida.

    Abraço,
    Mariana
    Recife – PE

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  • Em Vitória, eu percebi que eu comencei a andar em ruas alternativas menos movimentadas,e onde os carros costumam trafegar mais lentamente. Por incrível que parece, tem uma quantidade de ruas significativa que tem pistas mais largas do que nas avenidas de maior fluxo.

    Eu acho que o perigo resida justamente nos casos em que não tem espaço suficiente. Se o ciclistas não pode ficar impedindo os carros de ultrapassar, ele se coloque em situação de perigo, pode ser espremido no meio-fio e pode acontecer o pior…

    Eu comecei a pesquisar na minha cidades (Vitória) rotas alternativas para trajeots estratégicos da cidade, os trechos interurbano da Grande Vitória coloquei algumas sugestões de rota no meu blog:
    http://vitoria-sustentavel.blogspot.com/2011/06/rota-segura-para-grande-vitoria.html
    http://vitoria-sustentavel.blogspot.com/2011/06/rota-segura-para-grande-vitoria_05.html

    Eu acredito que as ruas mais largas precisam ser aproveitada para fazer ciclofaixa e tentar densificar a rede cicloviária das cidades quando for possível. Em Vitória e acho que tem muitas possibilidades para isso. Hoje, eu me surpreendi, por causa do dia mundial sem carro eu me recusei a andar de bicicleta para ir num lugar onde não costumo passar de bike. Eu descobri que tem bastante possibilidades de rotas seguras! Tem muita algumas rotas que podem ser descobertas, tenho certeza.

    O meu bairro é contornado parcialmente por uma ciclovia que acaba do nada, ao longo de uma avenida super movimentada com altas velocidades. Essa ciclovia é muito usada pelos ciclistas que vão para uma outra cidade (Serra). Eu logicamente comecei usando esse trajeto mesmo acabando do nada. Era bem precário depois do fim da cilcovia, tem trilha e tem que atravessar uma avenida de 4 pistas…

    Quando comecei a descobrir as rotas alternativas, procurei dentro do bairro ruas paralelas a principal avenida e não é que achei uma ru bacaninha com alguns quebra-mola com fluxo baixo de carro, baixa velocidade, os ingredientes para uma rota segura. melhorou muito meu dia-a-dia.

    Emmanuel M. Favre-Nicolin
    Blog Vitória Sustentável
    http://vitoria-sustentavel.blogspot.com/

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  • Elton

    aqui em fortaleza boa parte das avenidas tem apenas duas faixas. Em situações em que dois onibus estão lado a lado não cabe um ciclista, significando um perigo gigantesco.

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  • Aqui em Santos ninguém conhece essa norma – eu mesmo não conhecia – mas como as ciclovias e ciclofaixas estão “brotando da terra” em profusão, cada vez menos ciclistas estão andando nas ruas, só quando não tem jeito mesmo.

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  • Eu gostei e concordei bastante com as colocações feitas no artigo. Eu também costumo ocupar bastante espaço na pista para evitar que um carro tenta passar raspando o que é muito perigoso.

    Em vários casos, aqui, em Vitória, preciso me retirar integralmente da pista porque temos motorista de carro, caminhão e ônibus que ameaçam até as últimas consequências os ciclistas. Felizmente sempre evitei acidentes graças ao uso intenso do retrovisor para monitorar os veículos…

    Preciso testar colocar um informativo desse tipo atrás da minha bike e ver o efeito nos motoristas, ver se tem uma melhoria global do comportamento dos ciclista!

    Emmanuel,
    Blog Vitória Sustentável
    http://vitoria-sustentavel.blogspot.com/

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  • Neil Machado Pinheiro

    Moro em Araruama/RJ. Aqui os próprios ciclistas desrespeitam as regras de trânsito, por falta de cultura. Por isso estou pesquisando e pensando em fazer uma campanha de Educação no Trânsito para ciclistas e motoristas daqui. Aqui os motoristas ultrapassam a bike para entrarem à direita e jogam o carro em cima sem a menor piedade. Outra dificuldade que tenho encontrado é para compra de equipamentos de segurança que acabam não saindo muito barato. Eu mesmo ainda não uso nenhum, mas gostaria. No mais, a maioria dos que usam bicicleta na cidade é por falta de opção (não há transporte coletivo que atenda) e de dinheiro. Gostei muito das dicas.

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  • Cristhiano

    Se todos respeitassem o código de trânsito, todos mesmo, desde o motoristas de carro, caminhão, ónibus, motos e mesmo os ciclitas, com certeza iria diminuir pelo menos iria 60% (no mínimo) dos acidentes, isso sem contar se todos tivessem mais educação no trânsito, que iria diminuir mais ainda!!!

    Mas só irá mudar essa situação começando por nós aqui e passar para os nossos amigos e familiares!!

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  • parabesn pelo site vamos juntos de bike quebrando com os preconceitos e com a ordem estabelecida, bicicleta é um transporte saudavel pratico e barato.ando de biki todos os dias da do fundão da sul para o centro, mais clicovias que fucione na semana e nao no domingo para role das 7:00 as 16:00 ciclovias para locomoção das pessoas autonomas ! abraçoss

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  • Zeca Moraes

    De fato, Willian, a norma do 1,5m é bem como vc diz. No entanto podemos fazer a conta de outra maneira: o CTB também ordena que o ciclista ande a 50cm do meio fio. (ou limite lateral, como carros estacionados) Note-se que “andar a 50cm do meio-fio” significa que o limite LATERAL do ciclista deve estar a 50 cm do meio-fio, e NÃO o meio da roda, como se pode pensar em princípio. Bem, um ciclista em ordem de marcha deve ter ao menos uns 60 a 70cm de largura. Se somados esses 1,1m aos 1,5 do recuo obrigatório imposto aos veículos automotores, tem-se 2,6m, que é… a largura aproximada de uma faixa de rodagem! Ou seja, o CTB ORDENA que o ciclista ocupe uma faixa inteira de rodagem. Na prática, como vc diz, o ciclista está MAIS seguro a 50cm do meio-fio do que se estiver colado a ele, porque caso seja “apertado” por um veículo automotor terá uma área de escape e manobra antes que a roda bata no meio-fio e o derrube.

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    • Eu sabia que tinha que ficar perto do meio-fio mas eu não sabia desse limite de 50 cm do meio-fio. Aonde encontro esse detalhe?

      Aqui, em Vitória, como a cidade está em crescimento rápido e pouca manutenção das ruas, temos um problema muito sério em relação com a qualidade do asflato, especialmente perto do meio-fio. É frequentemente necessário ter que se deslocar dessa região ou andar na velocidade de um pedestre para não se destruir as costas…

      Emmanuel,
      Blog Vitória Sustentável
      http://vitoria-sustentavel.blogspot.com/

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  • Eu pedalo quaze todos os dias, na região da zona sul, e passo pelo cumulo do abisuldo,pois gosto de treinar na ciclovia, como moro na região do campo limpo sou obrigado a dividir o espasso com os carros onibus ate o acesso a ciclovia na estação jurubatuba ou vila olimpia, e muito grande o numero de ciclistas, que usam a baike como meio de transporte para o trabalho, e com uma ciclovia tão boa do lado mais sem acesso, sera quando a prefeitura vai se preocupar em facilitar o acesso para a população para que não fique a ciclovia restrita so a esporte e lazer sim a meios de transporte urbano, evitando assim acidentes.

    Polêmico. O que acha? Thumb up 6 Thumb down 4

  • Apesar de anda muito de bicicleta no interior, sempre tive receio de fazê-lo na capital. Aqui em Belém, como em vários locais, imagino, o trânsito em alguns trechos é agressivo e caótico. Mas mesmo assim, andar de bicicleta foi a melhor atitude em prol de minha qualidade de vida.

    Nesses poucos meses, já pude perceber que os piores vícios dos motoristas daqui e que mais atrapalham o ciclista urbano é parar em fila dupla e não dar a seta ao fazer uma conversão. Atitudes que atrapalham outros motoristas, mas que para o ciclista é pior. Afinal, tem motoristas que não consideram o ciclista como um condutor e simplesmente não nos enxergam e não acham que precisam sinalizar para nós.

    Um exemplo claro é que, mesmo estando na borda direita da pista, há muitos motoristas que ao tentar nos ultrapassar, acham que podem simplesmente dar um toque na buzina e passar colado e em velocidade. Muitos não respeitam nosso espaço, de forma que temos que ter muito cuidado.

    Seria o ideal, mas não dá pra simplesmente confiar no que determina o CBT. Certamente muitos motoristas sequer têm noção de como lidar no trânsito com outros condutores, ciclistas e pedestres.

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  • Impressionante como eu me considerava um bom motorista sem saber nada de legislação e muito menos sobre as razões pelas quais a legislação foi escrita dessa forma. Pensando em como foi o processo para conseguir a CNH em 1998, lembro que foi tudo muito burocrático e proforma: cumpra algumas penitências e consiga sua CNH.

    Fico feliz por não ter passado por cima de ninguém entre 1998 e 2003 (quando deixei o carro em casa durante a semana para usar ônibus), mas foi mais sorte do que juízo.

    Um texto como esse pode ser muito bom para alguém que, como eu, não tem más intenções, mas está totalmente sem noção.

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  • Anderson Santos

    esse post é show para que todos venha compartilhar informações com direito e deveres de todos e respeitar quem anda de bike seja onde for eu vou de bike 50,80,120 ou 200km. parabens “vou de bike”

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  • Danilo Mathias

    Muito bem explicado, ando todos os dias de bike, espero que muitos motoristas, que passam na Av. sto amaro, leem isso! É dificil circular nestas vias, mais já esta bem melhor!
    Parabens pelo site! “vou de bike”

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    • Danilo, você pode usar caminhos alternativos, como a Rua Portugal ou a Ribeiro Lacerda, que sobem e descem paralelas à Sto Amaro e são bem mlhores para andar que a própria Sto Amaro. Lá é suicídio, muito carro, faixas super estreitas e respeito zero. Abraços!

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      • Danilo Mathias

        Ola Gustavo, obrigado pelas dicas, porem tenho que andar toda a av. Sto. Amaro, e essas ruas são pequenos trechos, não tenho problemas ultimamente em andar por ela, um ou outro que passa tirando uma “fina”. Hj em dia em qualquer lugar tem uma bike, a midia esta ajudando, um pouco, mas esta. Há muito “roles noturnos” fora a massa critica que participo desde o começo do ano. Sites como VA DE BIKE, na minha opinião, esta abrindo os olhos e conscientizando os motoristas em geral, que SÓ queremos compartilhar as vias!
        Abs.

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    • Alexandre

      Bom, está cada vez mais difícil de se andar em São Paulo, pois já por 5 vezes só neste mês quase fui atropelado ao atravessar na faixa de pedestres por ciclistas que atravessaram o sinal vermelho justamente na avenida Santo Amaro. Outro dia mesmo vi um ciclista se apoiar na lateral de um ônibus e reclamando com um motociclista a sua frente que esperava o sinal abrir novamente. O curso não tem que ser para os motoristas e sim para os ciclistas que insistem em simplesmente não respeitar ninguém.

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