Proibido pedalar no acesso à ciclovia

Para acessar a ciclovia, é preciso desmontar. Foto: Renata Falzoni

Vista lateral da passarela da Cidade Universitária. Perceba o baixo grau de inclinação.

Nos novos acessos da ciclovia Rio Pinheiros, é proibido andar de bicicleta. Parece um contrassenso, mas de fato você não pode entrar na ciclovia pedalando. É preciso desmontar e empurrar até lá embaixo - ou lá em cima.

Os dois acessos mais recentes, Santo Amaro e Cidade Universitária, consistem de rampas com baixo grau de inclinação. Segundo a videorreporter e cicloativista Renata Falzoni, “as rampas de acesso da ciclovia Rio Pinheiros à Ponte da Cidade Universitária têm inclinação de 8%”, o que seria suficiente para atender tanto ciclistas pedalando quanto cadeirantes. “São mais longas e de quebra têm patamares planos de descanso. Qual o motivo de não poder pedalar por elas, como ocorre em TODOS os países com esse tipo de infraestrutura urbana?”, questiona Falzoni em sua página do Facebook.

Na parte de baixo da passarela da Cidade Universitária também há uma placa proibindo pedalar. Foto: Renata Falzoni

Segurança

Para a CPTM, que administra a Ciclovia, empurrar desmontado nas rampas é uma questão de segurança. A preocupação é com acidentes, principalmente nos momentos em que o fluxo de ciclistas é muito grande.

Milhares de ciclistas entram e saem da Ciclovia nos finais de semana e feriados. O acesso da Vila Olímpia costuma ficar congestionado e é preciso esperar a vez.

Nas rampas não há trafego de pedestres. Apenas ciclistas podem acessar a Ciclovia Rio Pinheiros.

Há momentos em que a passarela da Vila Olímpia congestiona. Descer empurrando pela canaleta causa um gargalo que atrapalha o fluxo de ciclistas.

Escadas e rampas

As escadas do acesso da estação Vila Olímpia são uma reclamação constante de quem frequenta o local. Mas a passarela com escadas não foi falta de planejamento: quando se decidiu criar a ciclovia, a passarela já estava ali e servia como acesso para os funcionários da Usina de Traição. O que se fez foi aproveitar a infraestrutura existente, como uma maneira rápida de conseguir um acesso e viabilizar a Ciclovia.

A passarela foi adaptada com canaletas nas laterais da escada, para permitir que os ciclistas consigam empurrar a bicicleta em vez ter que carregar. Mas como há muita inclinação, ainda é preciso fazer força e nem todos os ciclistas conseguem fazê-lo. Crianças quase sempre precisam de ajuda, algumas mulheres se cansam bastante e idosos evitam o passeio.

Empurrar a bicicleta na canaleta faz com que a velocidade com que o fluxo de ciclistas passa seja bem menor do que se pedalassem em uma rampa. Em alguns momentos, isso causa um gargalo que congestiona a passarela até o outro lado. Forma-se uma fila para entrar no acesso.

Todos os novos acessos serão baseados em rampas, o que faz muito mais sentido em termos de bicimobilidade. Mas a obrigação de desmontar, mesmo em situações de baixa utilização, causa demora para entrar na ciclovia e pode afastar ciclistas que a utilizariam para diminuir o tempo de seus deslocamentos pela cidade.

Opine!

Qual sua opinião sobre a proibição de passar pedalando pelas rampas de acesso? Você concorda e acredita que deva ser mantida, ou entende que precisa ser revogada? Deixe seu comentário.


78 comentários para Proibido pedalar no acesso à ciclovia

  • Robson

    Esse negócio de ciclista não poder andar em acessos, calçadas, ter que andar no sentido da via beira o absurdo. Por isso o elevado número de acidentes, onde os ciclistas são sempre as vítimas.

    A questão é a mesma para todos os veículos, a velocidade.

    Vai andar na calçada, ande devagar, senão multa. Da mesma forma que é para os demais veículos. Se tiver muita aglomeração de pessoas, vá empurrando mesmo.

    Imagine um dono de carro, ter que empurrar seu veículo pela calçada para acessar sua garagem. Só porque a bicicleta é leve, temos que fazê-lo?

    Isso é ilógico e surreal.

    Tá faltando muito bom senso nesse lugar.

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  • Marici Slavec

    Oi André e Filipe!

    Eu fiquei mesmo pensando como os pedestres fazem para a travessar de um lado ao outro da Marginal Pinheiros (eles tem que pagar passagem para ir pelas estações de trem????!!!). Aumentando o fluxo de ciclistas com os acessos a ciclovias isso precisa ser estudado pela prefeitura. Nos viadutos só passa carros e as bicicletas se não me engano são proibidas (pelo menos na Ponte Espraiada é assim).

    Grata,

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    • André Felipe

      Então, eu nunca precisei ir da Santo Amaro até o Terminal guido caloi mas conversando com os guardas da Cptm eles provavelmente lhe deixaram atravessar a passarela sem grandes problemas até o Terminal Guido Caloi e eu desconhecia essa proibição a viadutos.
      Acho que o que existe é a boa fé da pessoa ao conversar com o segurança e pedir autorização para apenas atravessar a Avenida e não pegar o metrô.

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      • Na páscoa pretendo visitar minha irmã que mora perto da Guido Caloi.
        Depois eu conto como foi.
        Por enquanto valeu André.

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        • André Felipe

          Bem, final de semana provavelmente eu vá de bicicleta trabalhar (domingo) vou questionar os guardas da cptm e se puder lhe esclareço já para você se antecipar.
          Qualquer outra dúvida em que possa ajudar, estamos ae.
          Somos forte se formos unidos.

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  • Sugiro entrar em contato com os ciclistas que conversam com o presidente do metro/cptm para sugerirem o seguinte numa reunião (falar com os seguranças, a ouvidoria do metro, caixinha de sugestões também).

    A curto prazo: na maioria das estações pode-se separar uma pequena faixa de 2, 3 metros que pode ser feita com aqueles trecos que separam a fila no cinema, onde com ajuda de seguranças ou de alguem do metro, o ciclista poderia passar por dentro sem incomodar ninguém, com área demarcada.

    A longo prazo: exigir que existam passarelas para pedestres e ciclistas poderem atravesar os grandes rios, quando a estação não permitir isso. O pedido da construção de tais passarelas não precisa ser pedido somente a CPTM/Metro, mas sim a CET eu acredito.

    Eu não manjo dessas burocracias todas e com quem falar, mas temos uma ‘entidade’ pra representar estes assuntos não é, a ‘Ciclocidade’? (eu nao lembro o nome)

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  • Marici Slavec

    Ainda não conheço a rampa de acesso da Estação Sto Amaro. Alguém saberia me informar como eu vindo pela ciclovia poderia passar para o outro lado no rio ? Tem que pagar a passagem para ir por dentro da Estação? Quero pegar a Av. Guido Caloi.

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    • André Felipe

      Existem três possibilidades acredito eu.
      A primeira é você paga a passagem e vai andando pela interligação da CPTM com o metrô que liga com o terminal guido caloi, o que acho muito ruim já que você não vai utilizar o metrô, apenas o acesso.
      A segunda é conversar com os Seguranças e dizer a sua intenção, difícilmente alguém vai fazer você pagar uma passagem só para utilizar a passarela.
      A terceira e menos recomendada é sair da estação e ir pedalando, mas dá muita volta e o fluxo de carros é muito intenso, dependendo do horário e sem sinalização, é morte quase certa.

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  • Rafael

    Diego, para seu cobhecimento, a tia de um amigo morreu após cair no banho e bater a cabeça. Se ela estivesse de capacete, não teria morrido. Que tal obrigarmos as pessoas a tomar banho de capacete? Muitas mortes seriam evitadas… Tem cabimento?

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  • André Felipe

    Tenho acesso a Rampa de acesso da Estação Santo Amaro e na primeira vez, achei meio rídiculo a ideia de descer a rampa empurrando, se houvesse um aviso sobre não descer embalado ou tomar precaução, seria muito melhor do que proibido descer “pedalando”.
    Acho só um saco ter que subir empurrando, depois do longo percuso (normalmente faço Santo Amaro – Vila Olímpia) fica meio chato você descer e subir empurrando com a disposição que lhe sobrou, muitas vezes aproveito o embalo que peguei na ciclovia e já aproveito e subo até metade da rampa de acesso, isso se não houver qualquer ciclista descendo ou subindo, acho que é bom senso muitas vezes.
    Há momentos que uma regra deve ser quebrada e muitas vezes respeitada, e em relação ao capacete, eu não uso mas acredito que é essencial o ciclista usar, como também luzes refletoras para passeios noturnos e afins mas muitas vezes a falta de organização financeira ( a minha) acaba por deixar esse equipamento de lado e alguns outros.

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  • tiago barufi

    Adorei visitar a ciclovia semana passada e flagrar alguns desobedientes, que desciam educadamente a rampa com suas bicicletas. Desobediência a regras sem sentido é um tema complicado, porque pode existir algum moralista que argumente contra, mas, ora essa… eu fiquei feliz. Desobediência como forma de demonstração sempre foi uma ferramenta de mudança.

    A gente precisa aprender a conviver, e não vai ser com regrinhas bobas proibindo atitudes sensatas que vamos evoluir.

    Como eu já disse ali acima, o polícia que fica lá sentado pode muito bem reprimir o abuso de velocidade e a falta de educação, da mesma forma que reprimiria o uso pedalando. FGelizmente nesse dia o guarda tinah alguma coisa melhor para fazer. :)

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  • Yuri

    A ciclovia permite acesso a qualquer tipo de ciclista, não somente aos experts . Portanto acho que a rampa deve ser usada desmontada para segurança de todos. Sou ciclista de fim de semana, nem por isso sou sem noção nem fico ziguezagueando pela pista, pedalo por prazer, ando bem, mas não conseguiria subir aquela rampa pedalando com um monte de gente atrás e à minha frente. Se não houvesse a placa de advertência (quer dizer de proibição, mas que nem sempre é respeitada mesmo em fins de semana movimentados) com certeza aqueles que como eu estivessem desmontados atrapalhariam o fluxo e seriam hostilizados.
    Enfim, cada qual com sua razão, mas se cada ceder um pouco do seu conforto e zelar pela segurança do outro, estará se poupando de possíveis aborrecimentos.

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  • Tiago

    Acabo de receber um retorno da CPTM. Uma moça muito educada tentou justificar a proibição alegando (como já era de se esperar) segurança para os usuários. Antes que eu pudesse me manifestar ela admitiu estar ciente de que esse argumento não me satisfaria, mas que ao menos o retorno da empresa mostrava a preocupação em oferecer alguma satisfação. Disse a ela que de fato fiquei surpreso e satisfeito com o telefonema, mas decepcionado com a insistência numa regra tão estúpida. E ainda arrisquei uma previsão: em algum momento num futuro não tão distante, tal como o Metrô em relação às escadas rolantes, a CPTM vai se sentir obrigada a reconhecer que os riscos de segurança não são tão grandes quanto os riscos da infantilização do usuário. E então a proibição será revista. Ela concordou que talvez isso de fato aconteça, mas que por enquanto a situação é outra. E toca empurrar a bike rampa acima, rampa abaixo…

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  • Anderson Araujo

    Existe também um problema grave para quem usa sapatilhas de speed. Empurrar uma bicicleta rampa a baixo por mais de 100mts com sapatilha é horrível e chega a doer o pé. Sapatilhas de speed não foram feitas para andar metros, ainda mais numa rampa. Já pensei até em comprar uma sapatilha de MTB, mas o $$ tá curto. Como infelizmente só tenho essa bike (por enquanto) vou me virando com o que tenho. Por vezes começo a descer a rampa de Santo Amaro e depois que faço a curva monto na bike e desço devagar sem clipar a sapatilhas.

    Essa regra deveria ser revista, o ciclista poderia usar a rampa montado, mas andando devagar, se possível com uma das sapatilhas desclipadas, e em caso de excesso de bicicletas, utilizar a rampa desmontado.

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    • André Vianna

      Eu, com a minha sapatilha de MTB sofro, imagino como as de speed devem ser pra descer ou subir… A sua idéia é muito boa!

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    • Thiago Pereira

      Fala Anderson.

      Eu não uso sapatilha e não sei se há dificuldade para retirá-la e coloca-lá novamente. Mas não seria “melhor” retirá-la do pé e descer a rampa. E posteriormente colocá-la novamente? Eu também acho que seria interessante podermos pedalar(devagar) na rampa, mas como NÃO PODEMOS, mesmo sendo contra, acho que não podemos simplesmente desrespeitar uma regra que não concordamos. Por isso não acho correto descer a rampa montado.

      Abs

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  • Rafael

    Quanto a questao do treino, é uma pena não termos em SP muitos lugares, obrigando a galera a treinar na ciclovia ou se arriscar nas estradas. Como ta a situaçao do velodromo da usp? Existe outro em SP? Não treino, mas presto aqui monha solidariedade aos atletas, e entendo o problema da falta de locais adequados para treinar.

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    • André Vianna

      Bem, o esporte em geral é abandonado no Brasil (futebol não é esporte no Brasil, costumo brincar com amigos). É muito triste…
      Olha, no caso do Velódromo é um absurdo ele estar abandonado, mas na real se eu quiser andar lá posso (sou estudante da USP) mas seria só eu né… se alguém aí quiser conversar a respeito de como entrar no velódromo pra treinar eu topo! :D
      Mas o treino não é só no velódromo… e isso vai mais funda na discussão: o problema não são locais e sim a educação no uso (como na própria USP)…
      O velódromo deveria ser aberto á cidade já que é o único em um raio de aproximadamente uns 100km…
      Alguém afim de ver isso? :D

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      • tiago barufi

        Acho essa proposta muito boa. Nunca andei num velódromo (nem sou atleta), mas dizem que, além de ser divertido, é a maneira correta de treinar velocidade (sem os obstáculos da rua). Eu sonho com o dia em que esse lugar seja entregue às pessoas (nunca foi realmente utilizado!), mas não sei onde devemos exigir isso…

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  • Rafael

    Fala Andre! Concordo contigo quando diz que a responsabilidade pela segurança é de todos. Só disse que na situaçao descrita, embora ambos estivessem errados, acho q aquele que treina a 35km/h tem maior responsabilidade.

    Quanto ao capacete, vixi, é conversa que vai longe. Para mim, o importante é pedalar. Pedale aí com capacete, e eu pedalo aqui sem. Como eu disse, não é obrigatorio, e por isso, ninguem pode impor que eu use. Nem eu posso impor que vc não use.

    No acidente relatado o capacete não evitaria a queda, evitaria? Nem a menina rachou o coco, de modo q o capacete nao teria feito diferença.

    Ademais, moto é bem diferente de bike, não? E se capacete deixa a vida mais segura, pq não obrigar pedestres e motorista a usa-lo? Aumentaria a segurança? Sim, provavelmente, mas seria um absurdo td mundo usando capacete, não?

    Enfim, não buracratizemos a bike… Temos td direito de usar o capacete, mas tb temos o de não usar.

    Como eu disse, a discussao vai longe…

    Bom pedal pra vc tb. Abç

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    • André Vianna

      Sim é verdade, quem está mais veloz tem maior responsabilidade! E no caso, eu estava acima da velocidade, diminui e ainda avisei, ou tentei, mas não foi o suficiente, infelizmente.
      Outra coisa é o capacete: ele não evita acidente, nem em moto, nem em bike, nem em pedestre e muito menos em carro… A questão não é evitar acidentes, Rafael e sim diminuir o dano caso ele ocorra. A menina praticamente “tropeçou” nela mesmo de tão devagar que ela estava rsrsrs
      Não acho a obrigatoriedade do uso uma burocratização… É parecido com o uso do cinto de segurança em carros… Fora as crianças que são mais suscetíveis a acidentes… E confesso, às vezes é chato usar capacete, em dias de calor então… rsrsr
      Bom, enfim, eu sou a favor da lei, se a lei não obriga, ninguém pode ser obrigado a usar… Mas deveria pelo menos ser recomendado!
      Abraços e nos vemos nas ciclovias da vida! :D

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      • tiago barufi

        Falta a você um mínimo de informação, a verdade é essa. Devia ler sobre a obrigatoriedade do capacete na Austrália e Nova Zelândia, que se tornaram não por acaso lugares PIORES para pedalar depois da obrigatorierdade. Enfim… patrulha de iognorante é um saco!

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      • tiago barufi

        A título de esclarecimento, eu uso capacete, dependendo da situação (trilha por exemplo!), mas querer obrigar as pessoas a transitar com o casco de isopor na cabeça, que sabemos, não salva a vida de ninguém em atropelamento, é compactuar com a cultura do medo que prega que só os atletas fodões devem se arriscar em bicicleta.
        A finalidade dessa cultura é evidente: reduzir a quantidade de ciclistas lentos nas ruas, para evitar atrapalhar a sagrada fluidez do trânsito motorizado!
        Eu não posso aceitar que não podemos imitar os dinamarqueses e japoneses, que pedalam na rua em trajes comuns e com segurança DE VERDADE, e não aquela baseada em estatísticas de pronto-socorro.
        Se você é o spandex warrior das ruas em SP, eu lhe desejo sorte, apesar de considerar intimamente que está fazendo a coisa errada. Eu quero bicicleta para todos, não apenas para os bombadões.
        Eu torno a explicar: Em trânsito a velocidade baixa na rua, capacete é irrelevante… em caso de atropelamento é irrelevante também, pelo motivo diverso. A sensação de segurança é em grande medida ilusória.

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    • Diego

      Rafael, só para o seu conhecimento da importância do uso do capacete em bike, conheço duas pessoas que caíram a menos de 10Km/h, os dois estão em estado semi-vegetativo, um deles pois caiu e bateu a cabeça, o outro teve uma pancada que não foi a principio nada grave mas teve um derrame um tempo depois que segundo os médicos teve 95% de chances de ser em decorrência da pancada que teve! Ou seja cair todo mundo cai…a questão eh a sorte que vc terá quando ao cair bater ou não a cabeça e o dano e as sequelas que trarão se nao estiver de capacete….eu não ando sem capacete em hipótese nenhuma e quem me acompanha se depender de mim não vai sem, assim como não deixo quem anda comigo no meu carro andar sem cinto, e faco isso muito antes de ele ser obrigatório, e também não entro em carro de quem tomou umas! Segurança em primeiro lugar, pois depois que algo evitável “aconteceu” muitas vezes não tem mais volta…pense nisso!

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      • Guilherme

        Se o uso do capacete deve ser obrigatório, pois ele reduz o nível de mortes em 5% por exemplo, o uso da bicicleta deve ser proibido, pois o fato de vc montar em uma bicicleta deve aumentar as probabilidades de vc morrer, com ou sem capacete. O uso do carro acima de 60km/h deve ser proibido tbm, pois com certeza aumenta as probabilidades de alguém morrer. O fato de alguém montar em uma motocicleta então, deveria ser crime hediondo. Esse tipo de discussão é extremamente refinada e envolve trapassas estatísticas e matemáticas, além de cair na questão dos direitos civis e liberdades individuais.
        Em países comunistas totalitários as pessoas, teoricamente, só fariam aquilo que o Estado deixa. Acabam virando lugares ridículos para se viver. A liberdade e a tomada de risco estão inseridos em nossa vida e em nosso processo de criação e criatividade. Argumentar que o uso do capacete é obrigatório é o mesmo que achar que os esportes radicais deveriam ser proibidos. Seguindo essa lógica, o sexo tbm seria proibido. O exemplo do cinto de segurança é diferenciado, pois ninguém vai deixar de usar o carro por isso.

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  • Alice Gaarder

    Fazer um protesto na ciclovia não resolve… não teria visibilidade. Já um protesto com muitas pessoas empurrando o próprio carro em uma região onde a prudência é necessária… esse sim teria uma big visibilidade… hsuahsuhauhsuahsuahsuha

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  • Rafael

    Se o cara estava “treinando” na ciclovia, a responsabilidade de evitar acidente é dele. Alias, se nao me engano, a ciclovia possui velocidade maxima permitida, certamente bem abaixo dos 35km/h. Por fim, lembro aos chatos de plantão: CAPACETE NÃO É OBRIGATÓRIO! Quer usar, use, mas não imponha.
    Abraços! :)

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    • André Vianna

      Concordo com você Rafael, quando diz que a responsabilidade de evitar acidente é de quem está treinando, porém acho que não é só de quem está treinando. O que descrevi poderia ter acontecido com uma pessoa que tbm não estava treinando, assim como a garota, que estivesse andando nos “limite” de 20km/h da ciclovia, certo? A responsabilidade é de todos que estão na ciclovia, embora dependendo do caso uns tenham “mais” culpa do que outros em acidentes.
      Quanto ao uso do capacete, qual a desvantagem na utilização do mesmo? Você tbm acha que pessoas que usam motos tbm devem deixar de usá-lo ou lutar para que ele não seja mais obrigatório? Não vejo problemas com o capacete e seu uso (na cabeça de preferência, vi alguns sendo usados no guidão da bici). Não é pq não é obrigatório o uso pelo Código de Trânsito que o seu uso não é necessário, eu acho necessário e não pedalo com ninguém sem capacete. Até pq às vezes os acidentes são inevitáveis, mas estar atento e preparado para minimizá-los é obrigatório à todos!
      Tenha boas pedaladas Rafael, de capacete! :D

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  • Rafael Marinari

    Já passei por lá e também achei ruim, porém se tiver em cima da bike perceberá que muitas pessoas ficam a altura da gradil. Podem causar uma queda direto até a ciclovia ou até mesmo no rio Pinheiros.

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  • Thiago Pereira

    Perfeito André!
    Concordo contigo.
    Mas ontem, por volta das 9:00/9:30 uma rapaz entrou de patins pela entrada da ponte cidade universitária. Eu estava chegando e fui conversar com o “vigilante” com a prancheta sobre o rapaz ter entrado na ciclovia. No mesmo momento um Sr. que estava saindo da mesma foi informá-lo sobre um rapaz descendo de patins. O “vigilante” simplesmente disse que não viu. Fiquei aguardando ele “passar um radio” para o vigilante debaixo e nada! Ele disse que depois o avisaria. Desci a rampa e fui falar com o vigilante debaixo que disse que tomaria providências. Não vi mais o rapaz. Mas acho um absurdo o “vigilante” não barrar o rapaz para evitar confusão.

    Outra coisa que me preocupa são pessoas de patins e outras fazendo cooper na ciclofaixa de Domingo. Perigo tanto para estas pessoas, como para os ciclistas de todos os tipos. Não sei se estou sendo egoísta, mas lendo no site responsável pela Ciclofaixa de Lazer é expressamente proibido a utilização de Patins, Skates, veiculos automores e pessoas correndo nessa espaço reservado as bikes.

    Fica o alerta!

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    • André Vianna

      Olha, estávamos no mesmo momento na ciclovia!
      Quando estava começando a descer, ouvi um rapaz (pelo visto vc Thiago) falando com um segurança: “Tem um cara de patins lá em baixo” ou algo bem próximo a isso… Achei estranho e já fiquei ressabiado em ter ido pedalar na ciclovia. Quando cheguei no final do acesso, havia um segurança conversando com um rapaz de patins!!! Esta o advertindo que não poderia andar ali de patins e nem a pé… Eu vi isso!! :D
      E a respeito da educação ciclística/geral, tive um fato curioso: na primeira vez em que fui pedalar na ciclovia e próximo a uma ponte tinha uma moça fora da bike, mexendo em algo na mesma, quando ela me avistou se aproximando dela, montou na bike e saiu pedalando e eu como sempre perguntei se estava tudo bem (em 90% dos casos em que vejo alguém de bike parado pergunto se quer alguma ajuda) e ela me ignorou… Deveria ter achado que eu queria xavecá-la… kkk ri sozinho… Mas isso é de menos… No carnaval estava eu pedalando na ciclovia, pedalando não, treinando, confesso (média de 35km/h). Porém a ciclo estava vazia! Aproveitei e acelerei… Como medida de segurança eu aviso o ciclista da frente por onde eu vou passar, para que ele não me feche se querer e provoquemos um acidente… Estava eu um pouco depois da estação Hebraica-Rebouças indo em direção a Cidade Universitária e avistei de longe duas moças: uma estava bem a esquerda da pista e a outra, erroneamente estava no lado oposto, indo no mesmo sentido que eu. Quando estava próximo delas anunciei: “passando pelo meio”, nisso eu já estava a uns 22-25km/h, e quando eu eu comecei a passá-las a moça da direito simplesmente foi pra esquerda!!! Não sou um ás do ciclismo, mas consegui acelerar e desviar dela, mesmo assim ela infelizmente caiu… Sem capacete, óbvio (nem sua amiga) Caiu de susto, pq nem nos tocamos… Ela estava em uma dobrável, rodando a uns 10km/h no máximo… Parei, não bruscamente, retornei pra ver se ela tinha se machucado. Não ocorreu nada, até pela baixíssima velocidade delas. Um casal tbm tentou ajudar mas ela rapidamente se levantou e voltou a pedalar. Pedi desculpas e adverti-a, na boa, como uma dica, pra não andar na contramão nem zigue-zaguear na pista, no que a amiga dela esboçou uma reclamação mas deixou de fazê-la no meio… Eu voltei nelas de novo, pedi desculpas novamente e as aconselhei a pedalar o mais a esquerda possível, advertindo-a de que ela estava na contramão e não olhou o que estava acontecendo ao seu redor e SEM capacete.
      O que eu acho: os “responsáveis” pela ciclovia e ciclofaixa devem instruir melhor os utilizadores desses dois oásis na cidade de São Paulo…
      Desculpem o tamanho do texto!
      Boas pedaladas a todos!!!

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      • Thiago Pereira

        Ótimo André! Era eu mesmo! rsrs
        Deve ser por isso que não avistei mais o rapaz!
        Senão me engano, em todos os acessos e pontos de parada há placas gigantes com texto sobre como devemos agir na ciclovia. Ou a pessoa não tem experiência da rua(não ficar ziguezagueando) ou não teve a oportunidade de ler esses avisos. Mas uma lida nas Dicas aqui no #VadeBike já as ajudaria bastante!
        Educação e cordialidade (mesmo quando estamos certos em algumas situações) são importantes!Na ciclovia/ciclofaixa, no transito e no dia-a-dia. Todos agradecem!

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        • André Vianna

          Sim, tem mesmo placas gigantes… com letras minúsculas… :(
          Infelizmente nem todo mundo que anda de bike lê o Vá de Bike, isso seria ótimo!!!
          Deveria ter folders/panfletos que seriam entregues as pessoas quando saem da ciclovia e ao longo da mesma placas de como se portar nela, com dicas curtas de uso.
          Temos que nos educar mais!!! :D

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  • André Vianna

    Já usei três vezes a ciclovia e nas primeiras das achei muito, mas muito absurdo ter que desmontar e empurrar ou frear a bike no muque… Mas hoje me atentei a um detalhe: nos outros dois dias o acesso estava vazio, bem como a ciclovia, sendo assim uma tremenda bobagem desmontar da bici. Mas hoje tinha muita gente, muitas crianças, muitas mulheres e homens que visivelmente não tinham tanta habilidade em cima da magrela, então creio que o desmonte era necessário (neste caso de “superlotação”).
    O que eu acho mais grave é a não obrigatoriedade do uso de capacete!!! Isso sim deveria ser de uso obrigatório na ciclovia…
    E outra coisa, não há uma “preparação” das pessoas, tanto na ciclovia quanto na ciclofaixa de como se portar no local… Pessoas que param do nada, andam na contramão, não sabem como ultrapassar… Ou seja, resumindo, o que falta é a “educação ciclística”!

    Comentário bem votado! Thumb up 6 Thumb down 2

    • Pascoal

      falta educação em termos gerais, não apenas ciclistica! sempre q estou na ciclovia, principalmente aos domingos, me deparo com algum nó cego parando a bicicleta no meio da pista ou fazendo conversão sem sequer olhar pra trás, ai qdo a gente passa e alerta, a pessoa que está errada ainda acha ruim! essa terrinha tupiniquim é fogo mesmo, rs!

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    • Diego

      Andre, o seu post foi o mais apropriado de todos, realmente em dias de “superlotação” não tem jeito tem que subir e descer empurrando, e quanto ao capacete nem se fala acho que tanto na ciclofaixa e principalmente na ciclovia deveria ser de uso obrigatório! Quanto a educação ciclística, também super pertinente o comentário, que eu incluiria os que andam ziguezagueando em ambos os lugares, sendo mais perigoso na ciclovia por ser de duas mãos, e o pior os que fazem o “retorno” do nada sem sequer olhar para trás…um perigo, e finalmente os que acham “bonito” pedalar sem as mãos no guidão, se achando por isso “ótimos” ciclistas!!! Detalhe os que cometem esses absurdos estão sempre sem capacete!

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  • marcelo

    Ciclista desmontado da bike tem deveres e direitos de pedestre. Portanto se a passarela é só para ciclistas, fica proibido de pedestres (ciclista desmontado) acessarem a mesma….

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  • Tiago

    Acabo de escrever para a CPTM argumentando a favor da revisão dessa proibição. Quanto mais manifestações tivermos, maior a chance disso acontecer.

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  • A passarela é somente para ciclistas ou os cadeirantes também o utiliza? Se houver utilização por parte dos deficientes físicos, nada mais prudente do que empurrar a bicicleta, porém, se não houver, creio que não merece atenção esse objeto de imposição!

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  • Luiz Claudio Barbosa

    Absurdo total. Sugiro os ciclistas fazerem um protesto na entrada da ciclovia, parece que nesse país as coisas só funciona assim.

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  • Vocês não notaram que sempre que é realizada alguma benfeitoria para os ciclistas, ela vem acompanhada de alguma restrição? Um exemplo: no metrô ( não podia usar escadas rolantes, mas agora pode só na subida etc…). Tudo com a justificativa de evitar acidentes.
    Será que existe a mesma precaução com o trânsito de veículos ? Talvez a bicicleta seja mais perigosa que um automóvel….uma biciarma como já fui acusada de portar ao defender o uso das escadas rolantes no metrô.
    Acidentes se previne com educação e bom senso.

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  • Paulo Sak

    Fui lá conhecer o local no sábado. Claro, obedeci a plaquinha de subir desmontado para ir à USP. Mas realmente temos que convir que se é uma passarela exclusiva para ciclistas, então não há cabimento esse procedimento. Puro preciosismo. Tomara que seja abolido, basta bom-senso de parte a parte para não haver acidentes. Simples.

    Willian Cruz, mudando de assunto um pouquinho. Nesse mesmo sábado quando descia a rampa de volta da USP, presenciei um fato grave. Um ciclista de uns 50 anos, tava na região do estacionamento das bikes, foi se apoiar na cerca e caiu lá embaixo na vala de esgoto. Sabe por quê? As cercas são de cordas amarelas. Dá a impressão que as cercas são de cabo de aço ou ferro, mas na verdade são de cordas. Podia ter acontecido algo grave com ele pois a vala tinha pelo menos 1,5 a 2 metros de altura. Ele ainda foi reclamar com os guardas sobre isso, mas deram de ombros sobre o fato. Será que é a CPTM que deve ser comunicada sobre isso? Vc sabe me informar qual o órgão devemos contatar para relatarmos esse perigo? Abraços e parabéns pelo ativismo em prol da ciclomobilidade, sempre acompanho suas lutas, obrigado.

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  • Otávio

    Claro que não se deve pedalar na passarela que é apenas de ciclistas, já pensou se um colidir com o outro, é morte na certa!!! Afinal pedalamos a todo momento a 60 km p/ hora e a bike pesa 500kg.

    Na boa que p#@! palhaçada, tem coisas que se é pra ser assim é melhor não existir, já não basta ter que acessar a passarela pela calçada da ponte, ainda tem que descer pra empurrar, ridículo!!! O que seria das ruas estreitas então? Os carros não circulam nelas nas duas mãos? Alguma rua do tipo ficou proibida de ser acessada por isso?

    Por causa de pensamentos assim estamos centenas de anos luz de termos uma estrutura cicloviária adequada, imaginem só… “essa rua é descida, ah então não devemos fazer ciclovia nela”… ou ainda se um dia tivermos um volume de bikes como em uma copenhagen da vida, como vai ser? Vai ter que fazer uma ciclovia de 10 metros de largura para poder trazer “segurança”?

    Se a pessoa sente que ainda não tem equilíbrio suficiente pra acessar locais desse tipo, que ela evite ou então ela em particular desça e empurre, agora pra quem é experiente, enfrenta até corredor de motos em avenidas é patético ter que fazer isso.

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  • Eu concordo. Embora não goste da idéia e, enquanto a maioria de nós hipoteticamente sabe lidar com uma situação de cruzar com outras bikes numa rampa, há quem não saiba.

    Se um destes que não sabem (e como disse um cara ali em cima, são muito ‘bons’ pra isso) me perdem o controle numa descida e trombam com um cara subindo, quem ta atráz pode se ferrar ao tentar desviar, e ainda se o cara freiar a tempo o de traz pode fazer algo errado, e por ai segue. Pode desencadear uma reação em cadeia e alguém pode se machucar.

    Se algum idiota me resolve empinar na rampa (vai por mim, alguém vai tentar) e perde o controle, pode cair da passarela.

    Se alguém que tem epilepsia como eu, tem uma convulsão na passarela a chance de se machucar pedalando é muito maior.

    Se para um ciclista perder o tempo de caminhar 150 metros com a bike por segurança é ruim demais não sei o que pensar. Não vai gastar 5 minutos a mais.

    Segurança é algo que é imposto pela minoria onde pode acontecer acidentes, não a maioria que consegue andar nua boa.

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  • Engraçado. Conheci o trecho novo da ciclovia esta sexta, entrando pela Cid Universitária, e ia justamente te escrever comentando esse (a meu ver) contra-senso.
    As rampas claramente foram projetadas para serem “pedaláveis”. Para mim, aparentam ter até menos de 8%! Na Cid Universitária são 12 lances, deve dar uns 150m no total! um belo tempo perdido à toa, se percorridos à pé. Acho que bastariam alertas para manter a velocidade baixa, principalmente por causa das curvas.

    O mais grave que poderia acontecer ali seria o ciclista sair pela tangente e despencar do alto da rampa, o que é impossível por conta das grades, que fecham a rampa de cima a baixo, como uma gaiola.

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  • Na minha opinião está faltando pragmatismo em todas as ações do governo Brasileiro. Para que ficamos quebrando a cabeça com coisas que os gringos já resolveram ? Vamos copiar (e modificar) os gringos as nossas realidade e ponto final…

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  • Wesley Souza

    …espero que quem tenha projetado a ciclovia utiliza bicicleta!

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  • Tiago

    Curioso, acessei o site exatamente com a intenção de reler aquelas primeiras informações sobre os novos 4,5 km da ciclovia e a rampa de acesso. Isso porque hoje testei o trajeto até a USP e fiquei confuso com as plaquinhas na rampa orientando o desmonte. A frase dizia ser proibido andar na passarela e me fez pensar (de tão absurda que é a proibição) que fazia menção à ponte Cidade Universitária, um aviso para que ao atravessar o rio o ciclista não pedalasse devido aos pedestres. Só no retorno, descendo a rampa montado, é que fui barrado por um segurança que explicou a proibição. Resumindo: inacreditável. Perde-se pouco tempo empurrando a bike rampa acima e principalmente rampa abaixo, mas mesmo assim a coisa toda é absurda (por se tratar de um acesso exclusivo para ciclistas, de baixa inclinação, com pontos planos). É compreensível a preocupação da CPTM com o bem estar dos ciclistas, especialmente sabendo que há tantos idiotas por aí fazendo barbaridades com bicicletas (imensa minoria, é verdade), mas essa tutela exagerada dos cidadãos impede justamente o aprendizado cotidiano dos bons modos de convivência (nesse caso, descer/subir a rampa pedalando com cautela). A CPTM deveria rever com urgência essa regra que subestima e infantiliza o usuário da ciclovia. E mais, deveria pintar na rampa setas indicando a direção: um lado sobe, outro desce. Fora isso, gostei muito do que vi. O novo piso é muito melhor do que o do resto da ciclovia, com o brilho do sol parece um chão de estrelas…

    PS: Aproveitando o espaço, há compressores de ar nos pontos de apoio da ciclovia?

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  • Tom Cox

    A fluidez é sempre um fator de grande peso para a decisão de usar um determinado caminho. Precisamos de acessos aos parques, praças, bairros, e até ao Joquei Clube, acessos “fluidos” em toda extensão da ciclovia com inúmeras possibilidades de lazer. O potencial é impressionante, os números relevantes, a implantação, lamentável.

    O acesso a passarela (Cid.Universitária) foi o que me chamou atenção. Pedala-se pelo bordo da ponte (na pista, não na calçada) e pula-se a mureta? Para então poder empurrar a bicicleta numa passarela que é possível pedalar com segurança? Duas rampas, uma pra subir e outra pra descer, resolveria o quesito segurança em 99,9%, se é que esses riscos realmente deveriam ser considerados.

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  • O Brasil campião em proibição mas não toma medidas práticas que funcionam!

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  • Victor Barreto

    Proibições desse tipo geralmente acontecem com planejadores que não querem arrumar “problemas”, em vez de educar, apontar os perigos, colocar placas com indicações de segurança, etc… típico de um país que não investe em educação….
    Mas vamos pressionando que as coisas tem que mudar um dia…

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  • Luciana

    Fruto da incrível suprema inteligência dos responáveis pelas políticas de mobilidade no estado de SP.

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  • Edson Murakami

    Apesar dessas rampas terem sido feitas para uso preferencial de ciclistas, seu desenho é típico p/ pedestres. Deveriam ter sido projetadas c/ raio de curvatura que permitisse pedalar com segurança por ela. Do jeito que está, o mais prudente é realmente ir empurrando.

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    • Sergio

      Cara, vc já andou por lá? Como disse o nosso amigo aí, tem que ser muito “bom” pra colidir com outra bicicleta. No máximo poderiam pedir que fossem bem devagar na passarela, principalmente ao descer.

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      • Jose

        Nao precisa ser “bom”, basta ser imprudente!

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        • Sergio

          Já consigo antever grandes tragédias com os ciclistas suicidas montados em suas bicicletas em “plena passarela de bicicletas”. Que absurdo, meu Deus!

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          • Jose

            Infelizmente as regras existem pq tem pessoas que sao sem nocao. Em uma pista que ate o mes passado tinha apenas 3 entradas ter uma media de 4500 ciclistas por semana, soh utilizando a sua bola de cristal ou consultando a mae dina para saber que todos terao bom senso na utilizacao da passarela. Infelizmente a regra esta la para todos e nao apenas para as pessoas sem nocao.

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      • Edson Murakami

        Sergio, não creio que aquela sequencia de 180º prum lado e 180º pro outro tenha sido pensada para facilitar a fluidez do pedal, pelo contrário. Concordo que nas horas de menor movimento realmente é tranqüilo percorre-la pedalando (praticamente se torna de mão única), porém, como um projeto não deve ser dimensionado para essa situação de ociosidade e nem gostaríamos de vê-la sub-utilizada, não acho que seria tão fácil em uma situação ideal, com um bom número de bicicletas em ambos os sentidos, fazer um 180º seco por dentro da curva sem abrir na entrada ou saída da mesma (invadindo a mão contrária). Isso não é uma manobra usual para mim. Mesmo que haja boa vontade dos ciclistas em esperar o outro voltar para sua mão e continuar, isso caracterizaria um erro de traçado ou um limitador de uso. Apesar de ter um cotovelo de 180º, o acesso na estação Santo Amaro é muito melhor que o da Cidade Universitária. Não sou a favor da placa de proibição e nem de “pedidos” de vigias. Acho que deveria ter simplesmente uma placa de advertência sobre o uso da mesma. A responsabilidade por um mau uso deve ficar por conta do usuário.

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  • Igor

    Acesso a ciclovia, apenas para ciclistas, proibido pedestres porque não pode pedalar? Mais uma coisa que não faz sentido!

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  • Natan

    Se a utilização é destinada apenas a ciclistas (não a pedestres e outros), não vejo porque a proibição de pedalar. A passarela é larga o suficiente para duas bikes se cruzarem, acho difícil alguém conseguir colidir ali, precisa ser muito “bom”.

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  • Se a passarela for utilizada só para ciclistas que trafegarem em um só sentido, acredito que não haveria problemas em seguir pedalando, mas se haver fluxo de ida e vinda, realmente acho prudente empurrar, assim como se houver pedestres transitando no local. Isso certamente foi instituído para prevenção de acidentes.
    Assim como existe motociclistas e motoqueiros, também existem ciclistas e bicicleteiros, os quais se diferenciam pela conduta consciente e prudente. Certamente dentro dos Grupos de pedal, ainda existem remanescentes de bicicleteiros que resistem um pouco na melhora da conduta. São aqueles que ainda não tem consciência do respeito ao próximo, as leis e as sinalizações. Quando pedalando em via pública, nas paradas do Grupo, ainda o fazem no meio da via dificultando o fluxo de veículos. Furam semáforos, não dão preferencia a pedestre na faixa, entre outros. Mas se estes pedalam em Grupos organizados de pedais, que em sua maioria são respeitadores das boas regras do transito, certamente estes logo se ambientarão em questão de pouco tempo, mas existem os bicicleteiros autônomos e de pequenos grupos sem identificação, ou turmas de amigos que vão ao trabalho, ou mesmo jovens que pedalam/transitam com sua turma de bairro. Esses são bicicleteiros arraigados, não se importam com as regras e o bom censo. Estes infelizmente são a maioria dos pedalantes e acabam virando marca de irritação no transito. Tenho esperança que os Grupos de Ciclistas Organizados, que cresce a cada dia, possam, com sua divulgação em sites e blogs, suprir essa desigualdade de quantidade e fazer com que toda a população possa ver que ciclistas (que usam equipamentos de segurança) são conscientes e respeitadores das boas regras do transito e que essa minoria possa vir a servir de exemplo aos bicicleteiros e assim sermos uma grande maioria de CICLISTAS CONSICENTES.

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    • Sergio

      Acho engraçado. Um motorista quando vai passar por uma região com grande movimentação de pedestres e crianças náo é orientado a descer do carro e carregá-lo. Nó máximo, quando existe, é orientado a ir devagar, geralmente a 40km/h pra evitar o pior.

      Só porque a bicicleta permite que se desça dela e a possa carregar as pessoas acham esse tipo de orientação coerente.

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      • Jose

        Claro, vc consegue carregar o seu carro nas costas neh?

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        • tiago barufi

          Seria o mais seguro a se fazer, quando existisse tráfego compartilhado de motorizados e pedestres… é claro que seria absurdo, mas o que o Sergio demonstra é que soa ridícula a exigência de se atravessar desmontado.
          Eu sempre recorro com essa comparação absurda para argumentar que a exigência de empurrar a bicicleta não procede.
          Todo mundo sabe que é possível compartilhar espaço entre pedestre e bicicleta, e mesmo entre estes e os carros, desde que haja um tanto de respeito. Acho que o policial postado na rampa pode tranquilamente impor esse respeito, da mesma forma que pode hoje em dia proibir as pessoas de pedalar no local. Com alguma persistência chegaremos lá.

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          • Jose

            Se todos os usuarios da ciclovia fossem cidadaos como vc nao haveria tao proibicao, mas sao em media 4500 ciclistas por semana, nesse universo tem gente como vc e o sergio que tem bom senso, mas tem uma galera gigante, principalmente aos finais de semana que nao tem. Nos finais de semana eh muito comum ver criancas na pista e adolescentes sem nocao, esta regra definitivamente nao foi feita para nos que a utilizamos como um caminho mais tranquilo pra ir da jurubatuba ate o brooklin de bike todos os dias (meu caminho diario), esta regra eh feita para os sem nocao que desrespeitam regras basicas como o limite de velocidade. Para pessoas que nao tem respeito pelo direito dos outros.

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        • Sergio

          O absurdo da comparação é proposital, meu amigo. É pra mostrar que um perigo real, os carros, passam pelas pessoas em todos o lugares. Enquanto isso, fica esse preciosismo tolo como se a bicicleta oferecesse grande risco de acidentes.

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    • Paulo

      Não tem jeito! Em todas as atividades humanas, sempre há os que querem diferenciar, segregar. Se nem todos andam de capacete, luvas, joelheira, cotoveleira, babador…, é porque tais objetos de segurança não são acessíveis à maoir parte da população que utiliza uma magrela para ir ao trabalho. Afinal, no momento, a realidade é esta: quem vai trabalhar de bicicleta é porque quer economizar o dinheiro que recebe da “firma” para aumentar sua renda e não por simples opção de vida. Think About It.

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      • Paulo, muita gente vai trabalhar de bicicleta por opção de vida, sim. Entre os leitores desse site, você encontrará muitos exemplos.

        Sobre nem todos usarem “capacete, luvas, joelheira, cotoveleira, babador”, talvez seja porque esses itens não são realmente necessários (principalmente da joelheira em diante). Pedalar deve ser algo tão natural como caminhar e obrigando o uso de tantos equipamentos de proteção só afastaremos as pessoas desse uso.

        Abraço,

        Willian Cruz

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      • Ricardo Laudari

        Paulo, o meu transporte de bicicleta é uma opção de vida. De vida e de um mundo melhor.

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    • Jorge, gostaria de esclarecer que há muitos ciclistas conscientes que nunca participaram de grupos de pedalada e que se deslocam sozinhos todos os dias para o trabalho, para a faculdade, etc. Há muitas realidades dentro do universo da bicicleta.

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