Desabafo de um ciclista iniciante

O e-mail abaixo, do leitor Leandro Azevedo, toca em duas das maiores causas para que muita gente evite o uso da bicicleta: o desrespeito e agressividade dos motoristas e a falta de locais para estacionar. Por considerar que o texto reflete a sensação de muitos que começam a usar a bicicleta, o Vá de Bike decidiu reproduzi-lo por aqui, com nossas considerações.

Foto: Arquivo pessoal

Olá,

Primeiramente gostaria de parabenizá-lo pelo excelente site. Sempre acompanho e recomendo a outras pessoas que têm curiosidade ou que têm vontade de colocar a bicicleta no seu dia a dia.

Acho que minha história com a bicicleta começa igual à de muitos. Estava cansado de seguir uma rotina de ficar preso num trânsito sem sentido e de agir igual a todo mundo, só reclamar e esperar a solução cair do céu.

Resolvi que iria mudar isso e comecei a planejar, no começo só vendo mapas e lendo os textos do vadebike.org, depois andando de bicicleta nos finais de semana para pegar um ritmo e finalmente testando os caminhos que eu faria no dia a dia.

Meu primeiro grande problema foi que infelizmente São Paulo tem motoristas que de alguma maneira não sabem lidar com a opção de outras pessoas. Mesmo respeitando todas as regras e sendo educado com os outros à minha volta, sempre existe alguém que quer passar “por cima”, buzinando e às vezes até ofendendo. Hoje mesmo aconteceu de uma motorista passar por mim buzinando e gritando “sai da rua!” e logo sem seguida acelerar de uma maneira desnecessária e sumir.

Meu segundo problema é a questão dos estacionamentos ou bicicletários. Felizmente este foi resolvido com uma pesquisa e a descoberta do bicicletário da cidade universitária, mas SP tem muito a evoluir em locais seguros para se estacionar uma bicicleta.

Sabem uma coisa que se não fosse trágica seria engraçada? As pessoas acordam, ligam a TV e vêem a noticia de que mais uma pessoa morreu no trânsito devido a discussões ou falta de responsabilidade por parte dos motoristas. Então elas falam “nossa, como o trânsito está violento!” e repudiam aquele tipo de atitude. Afinal não estamos falando de carros, motos e bicicletas, estamos falando de vidas humanas.

Mas aí elas pegam seus carros, vão para sua rotina no trânsito e quando têm a oportunidade de serem diferentes, em vez de só desejar que tudo aquilo seja menos violento, elas fazem tudo exatamente igual e são violentas com qualquer diferença que encontram.

Às vezes me pergunto se fiz a escolha certa ao tentar ir contra o fluxo e ser diferente. Acredito de verdade que a bicicleta possa ser um meio de transporte viável e seguro, mas infelizmente isso depende de muitos fatores e um deles são os outros à sua volta, que não sabem respeitar outro ser humano.

Esse foi meu desabafo.

Novamente parabéns pelo site.

Leandro Azevedo
fevereiro/2012

Em resumo, o desabafo do Leandro reforça o que sempre dizemos por aqui: o que mais precisamos é de respeito. Enquanto houver motoristas que colocam o ciclista em risco por acreditarem que ele não deveria estar na rua, haverá gente evitando o uso da bicicleta.

Construir ciclovias ajuda, claro, pois separa um espaço para a circulação das bicicletas. Mas em algum momento, o ciclista precisa sair da área exclusiva e circular pelas ruas para poder chegar até a porta de casa. Por isso, para resolver essa questão sempre será preciso reeducar e principalmente punir os motoristas que colocam a vida de outras pessoas em risco, para corrigir a falha de décadas que os ensinou que a via pavimentada seria território exclusivo do automóvel quando, na realidade, as ruas são de todos.

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67 comentários para Desabafo de um ciclista iniciante

  • Pra mim o melhor ciclista, é aquele consciente que não podem viver no “quase acidente” ou “essa foi por pouco” e também gostar de si mesmo, porque respeita para ser respeitado, cuida para ser cuidado!
    Pratico MTB amador, gosto muito do esporte e lazer também ja alguns anos, mais vejo muita falha para um transito seguro de bikes, tanto pelo lado do ciclista mal informado quanto ao governo omisso, mais podemos mudar essa história cada um fazendo sua parte, independente com quem ou onde estiver!

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  • Penso que um bom investimento seria um capacete (para os que não usam) e uma câmera digital, e uma conduta a ser adotada seria, ao passar por uma situação de desrespeito que nos coloque em perigo, levar o vídeo à uma delegacia, dar queixa, e exigir a punição dos motoristas que tiram fina, que não reduzem ao ultrapassar, e por aí vai. Se é lei, vamos fazer cumprir, pq tem “gente” que só aprende na porrada.

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  • Pessoal sem querer polemizar ou mesmo ser contra algumas coisas ditas aqui..!!!
    Antes de mais nada parabéns ao Leandro Azevedo pelo depoimento, e esse retrato é o que temos no nosso Brasil a fora..!!! Nosso Governo cobra altas taxas sobre a produção de bicicletas, não há incentivo, a luz no fim do túnel está bem distante, ciclovias são sonhos distantes, ciclofaixas são sonhos e ciclorotas deveriam ser nossa realidade hoje pois não dependem de grande investimento…
    Infraestrutura para guardarmos de forma adequada nossas bikes também é algo que está longe de ser resolvida na maior parte do Brasil… Somos de Manaus e aqui sofremos com outros fatores cidade mal planejada, altos e baixos… (Subidas loucas) kkkk Calor e Umidade nas alturas…
    Vamos lá pessoal pedalar é saudável, pedalar só faz bem, é politicamente correto, é ecologicamente correto.. Porém incomoda e muito a muita gente… Somos agredidos diariamente, aqui em Manaus tem nego dando tapa em ciclista, jogando objetos… xingar e buzinar é pouco…. ônibus, Caminhões, Motos e Táxis nessa ordem são os que mais incomodam… Pasmem os motoristas se assustam com os ciclistas e muitas vezes estão com seus celulares a mão, entre outras situações irregulares… e lá vai… toma fina, toma esbarrada, muitos já caíram, um bocado se machucou… e alguns morrem nesse trânsito infernal… a venda de carros só aumenta e as ruas já não suportam mais… Fora isso tudo… vais deixar uma bike de alguns mils reais amarrada no poste… Ou mesmo na árvore ou na placa…. Não é assim… bike, mobilidade urbana, é sim liberdade. porém nossa sociedade está deturpada… onde o ciclista na rua é xingado, é mandado sair da mesma e ir para calçada… Será que os motoristas quando sentam no seus confortáveis carros não lembram que podem ser pedestres ou ciclistas em algum momento da vida..!!! O passo é conscientização… esse é o primeiro e grande passo que devemos dar para mudar essa realidade..!!!! e isso só se realiza com educação… Mais a prioridade do nosso Governo é vender e vender mais carros….

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  • Pra quem ainda não conhece, segue um documentário sobre a critical mass:
    http://www.youtube.com/watch?v=ZLmrIdr7qfE

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  • Galera, amanhã é a última sexta do mês, tem o evento “critical mass”, aqui em SP sairemos 20h da praça do ciclista (Av Paulista esq. com Consolação) !! participem…

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  • marcos appa

    Seria engraçado se nao fosse tragico, Barbara, vc esta certissima em ter medo, ando 50 km por dia indo e voltando do trabalho, e isso ha mais de 10 anos, na verdade melhorou, mas a cada dia é uma surpresa (susto), o mais engraçado é que eu ja tenho guerras particulares diarias, vou explicar, como faço todo dia o mesmo trajeto muitos motoristas de onibus ja me conhecem, alguns me dao bom dia, buzinam me cumprimentando, etc, porem, tem a parte podre que disputa comigo todo dia quem chega primeiro ate o final da avenida, que chega ha menos de 1 metro de mim, buzinam pra me assustar e passam rindo, ja cheguei ate a ir ate a garagem da linha pra tomar satisfação de um que bateu no meu guidão numa fechada, e chegando la vi no buteco o maledito tomando cafe com leite, entrei la disposto a sair no braço com todos os motoristas tava cego, tirei o capacete, interrompi o papo dos motoristas e fui falando, “ei vc ai, vc quase me atropelou na avendia agora a pouco vc ta maluco????”” , ele sem se abalar me disse, “poxa amigo, nao te vi na hora, tava pensando na minha esposa que ta doente e eu tenho 2 filhos pequenos que estao sozinhos em casa, fui ver a cagada que fiz depois que olhei no retrovisor e vi vc fazendo gestos pra mim, me perdoa, chega aqui, vou te pagar um café”, pois é, nao aceitei o cafe, sai de la puto da vida pedalando e o cara me pedindo desculpa, ja mais pra frente enquanto pedalava a adrenalina vai baixando e o cerebro começa a pegar no tranco e funcionar, analisei o que ele me disse e como trabalho na area de saude voltei la e ofereci a ele suporte para a esposa caso ela precisasse, e digo uma coisa, (nao e que ela precisou!!)e hoje ela esta bem e ganhei um amigo na rua que de vez em quando tomamos o “cafe com leite” no buteco, entao o resumo é o seguinte, vivemos numa cidade dificil, onde o ser humano e oprimido e tratado com um gado de corte, somos estatistica, portanto amiga nao deixe seus sonhos e nem de pedalar, eu aprendi a dividir a rua, muitas vezes filas de coletivos estao atras de mim com superlotaçao, pessoas esprimidas querendo chegar em casa pq os filhos estao sozinhos, ou mulheres que moram em regioes perigosas qurendo ainda chegar a luz do dia para nao serem molestadas, eu apenas deixo eles passarem gesticulo que estou vendo e permitindo que eles me passem dando sinal de mao e agradecendo portanto, todos somos vitimas e Réus ao mesmo tempo, mas todos tem seu motivo, sua razao, sua dor, sejamos educados, prestemos atenção na rua, se precisar cedemos passagem para pessoas com pressa e sejamos sempre sorridentes e solicitos no transito, amanha pode ser que o apressado sejamos nos ciclistas para alguma emergencia pessoal.

    Tenho certeza que vc vai achar um meio de termo, tanto da rota a seguir, quanto a maneira de de misturar ao transito, vou tentar ver uma rota legal pra vc e coloco aqui, vai dar tudo certo, pode acreditar e vc logo estara pedalando feliz pela rua, abraço.

    SE DESARME (PEDALE PRESTANDO ATENÇÃO NO TRANSITO E SENDO GENTIL COM PEDESTRES (PREFERENCIA), MOTORISTAS, ETC)
    SINALIZE SEMPRE SUA INTENÇÃO NO TRANSITO COM ANTECEDENCIA.
    RESPEITE AS LEIS DE TRANSITO
    SE PUDER DE PREFERENCIA AO VEICULO MAIS RAPIDO.
    SEMPRE ACENE EDUCADAMENTE E DE MODO POSITIVO
    USE EQUPIPAMENTOS DE SEGURANÇA (CAPACETE, LUVA, LUZES DE ADVERTENCIA, ESPELHO, ETC.)
    SEJA PACIENTE E PRINCIPALMENTE, SEMPRE, MAS SEMPRE, SORRIAAAA E AGRADEÇA

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  • Barbara Mendes

    Galera, vocês são demais, fiquei sem palavras com as respostas de todos!!!! União faz a força! = )
    Eu moro em São Caetano do Sul, ABC Paulista, e trabalho perto do Anhangabaú. Deixava minha bike no bicicletário do metrô.
    Para ir de carro, o melhor caminho seria a Av. do Estado. Como essa avenida é impossível de bike, eu ia pela Av. Pres. Wilson – bem menos movimentada. No fim da Pres. Wilson, subia pela Av. Sen. Queiroz e meu maior pesadelo – a Av. Ipiranga.
    Mas o retorno era bem pior que a ida, pois pra pegar a Pres. Wilson (sem passar pela Av. do Estado), eu tinha que subir o viaduto 31 de março. Tentei pela passarela (não sei o nome, seria a “calçada”), e a passarela terminou de repente me deixando no meio do viaduto.
    Foi sofrido, juro que analisei muito o caminho pelo mapa e não vi muita alternativa. Alguém pode me ajudar com esse trajeto? Preciso de ajuda entre a Pres. Wilson para o Anhangabaú e vice-versa.
    Estou começando a acreditar que é possível de novo!!!!

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    • Jão

      Bárbara… não é possível vc cortar pelo ipiranga/aclimação/liberdade/sé?

      O duro são as subidonas que tem lá na aclimação, pros lados da r. Vergueiro. Não sugiro que use essa rua, mas as ruas menos movimentadas do bairro.
      No centro fica mais fácil de se deslocar….

      Que acha?!

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  • Barbara Mendes

    Sinceramente eu desisti. A distância pro meu serviço é de 15km ida e 15km volta, e sofri muito nas 4 vezes que tentei ir de bike pra lá.
    Logo fará um ano que preenchi o formulário para o bike anjo e nada!
    Então não vejo solução…. continuou curtindo a página do vá de bike e vibrando quando vejo um ciclista na rua, mas perdi a coragem. Admiro muito vocês, sério, só que não consigo mais.
    Sem querer fazer drama nem nada, mas o que passamos na rua deve estar próximo da humilhação! Os ônibus quase passaram por cima de mim, questão de centímetros para me atropelar. Os carros xingaram e alguns motoqueiros disseram coisas obscenas.
    Sou a favor do lema “não ligue para os outros e seja você”, mas é bem diferente quando minha vida está em risco.
    Sinto muito, galera, pra mim não dá.
    Eu lembro da magrela toda vez que entro num vagão vomitado, ou quando um idiota tenta se aproveitar do metrô lotado para encostar em mim, mas o medo e o desconforto no transporte público ainda é menor do que aquilo que eu senti pedalando na rua.
    Boa sorte a todos e de novo: Admiro muito vocês!

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    • @NunoMorelli

      Oi Barbara, tudo beleza?

      Sei que pedalar por avenida pode ser muito perigoso, especialmente se no local ninguém está acostumado a ver ciclistas pelo percurso. Nos lugares por onde se concentram mais ciclistas os motoristas já estão mais acostumados, e como consequência, são mais cuidadosos ao trafegar pela via.

      Gostaria de saber se por onde vc pedalava há vias paralelas alternativas. Pode até não parecer uma boa ideia, mas as ruas locais costumam ser bem mais tranquilas e seguras se comparadas com as principais, menos movimentadas, possibilitando uma pedalada mais segura.

      Como trabalho a uma quadra de casa não se faz mais necessário o uso da bike, mas quando morava longe ia ao trabalho por ruas alternativas. Pra mim dava certo. Hoje só subo na magrela por prazer mesmo.. mas dá uma saudade de vir trabalhar assim de novo 😀

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    • O “testemunho” da Barbara é válido e importante para que políticos e governantes comecem a enxergar melhor a questão. Infelizmente triste mas real.

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    • Barbara, quando li seu comentário pensei a mesma coisa que o Nuno: por onde ela pedala?
      Utilizo a bicicleta há 6 anos de bicicleta em Sao Paulo e estou perto dos 15 mil km rodados e quase não tenho incidentes assim.
      Dai presumo que seja o percurso.
      Moro na Aclimação e com frequencia vou ao centro e pego a faixa de moto. Qdo vejo pelo espelho retrovisor um motociclista se aproximando reduzo bem a velocidade e encosto. No farol espero todos passarem. Nunca tive problemas. Claro que se eu ficasse no meio da faixa atrapalhando a passagem deles talvez ouvisse alguns impropérios.
      Onibus – sempre evito pedalar em ruas onde passam onibus. Qdo isso acontece subo na primeira guia rebaixada e espero o dito cujo passar. Uma vez precisei pegar a faixa de onibus mas antes fiz sinal ao motorista e pedi com humor para ele não passar por cima de mim e como ele sorriu, mandei até um beijinho para ele.
      Realmente não é fácil pedalar no transito paulistano. Não deveria ter que ser a custa de beijinhos, mas já que o povo não tem educação só me resta apelar ao senso de humor e simpatia.
      Bárbara, não desista! Tente mudar de percurso e de postura. Em situações de emergencia vá para a calçada. De um tempo, tome água e prossiga.
      Boa sorte!

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    • Rosana

      Bárbara, eu “curti” seu cometário porque vc foi muito corajosa por expor seus sentimentos. Me sinto assim frequentemente, principalmente quando passo algum perrengue na rua. Comecei a pedalar perto de casa, distâncias pequenas e ruas calmas, vou me aventurando aos poucos, estudo o caminho, etc. Os monstros são menos numerosos do que pensamos, e no final o saldo é positivo. Espero que brevemente o “bike anjo” apareça, tudo a seu tempo, né?

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    • Jão

      Em relação ao bike anjo, a mesma coisa me aconteceu, Bárbara. Talvez não tenha ninguém que possa te ajudar por não morar na mesma região que você. Sejamos frios: os bikers ainda são a minoria. Se vc não se incomodar de colocar “por cima” onde mora e trabalha, talvez alguns aqui possam te ajudar. Eu moro no Taboão e trabalho na Pça da Sé. Pra mim, eu teria de pegar a Eliseu de Almeida. A base de 1 ciclista morto por ano, eu não quero ser estatística. A alternativa seria Av. Giovanni Gronchi… Muuuito pior em termos de “educação” dos motoristas. Povinho nojento que dirige por lá!!! Por enquanto, sigo indo de moto.

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      • Jão e Barbara, os depoimentos de vocês mostram o quanto nossas cidades têm a ganhar se houver esforço para tornar o uso da bicicleta mais seguro. Como vocês, muita gente gostaria de usar a bicicleta mas ainda não consegue, seja por receio ou por ser obrigada a utilizar um trecho criminoso do viário.

        Vamos continuar trabalhando para que cada vez mais pessoas possam usufruir dessa liberdade de escolha, que hoje lhes é negada.

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    • Bom dia Bárbara! Sou o Raphael Monteiro, do Bike Anjo, e fui buscar seu pedido na nossa plataforme e não o encontrei (fiz a busca por Bárbara Mendes). Sinto muito que tenha tido sua expectativa frustrada e gostaríamos de solucionar isso. Caso ainda tenha interesse, por favor acesse http://www.bikeanjo.com.br e faça seu pedido novamente. Pedimos essa gentileza pois nosso sistema está 100% automatizado e direcionará seu pedido ao bike anjo mais próximo de acordo com os parâmetros que nos indicar. Desculpe pela demora.

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  • Sou ciclista em SP, (capital) e a 2 anos que troquei o motorizado pela bike por inúmeros motivos favoráveis. Porém existe 1 desfavorável: o desrespeito no trânsito.
    É uma luta constante e diária “sobreviver” ao caos do trânsito e ao desrespeito frequente de motoristas COVARDES que te cortam, tiram fina, aceleram, xingam, etc…. sem generalizar, além da estupidez, a ignorância é tanta que nem sabem que temos o DIREITO de trafegar nas ruas, e que não podemos andar nas calçadas, até por questão de respeito ao pedestre. Está no código de trânsito.
    Na minha opinião, nós, ciclistas temos que nos unir cada vez mais para PROTESTARMOS e fazer ENXERGAREM que somos parte do trânsito e devemos ser respeitados, com formas mais incisivas de manifestações como as “bicicletadas” que andam em grupos tomando faixas da rua, chamando a atenção da mídia e de órgãos públicos para a questão emergente.
    Existem diversos textos belos como este do Leandro (no qual parabenizo-o), mas o que realmente vai chamar a atenção para que algo seja feito e melhorado, é saindo nas ruas e nos unindo. Esperar que o governo faça algo de proporções grandes em favor do ciclista é perda de tempo… muito pouco tem sido feito e em ritmo lento. Procurem se integrar em grupos de pedaladas que promovam manifestações públicas !

    Abraços a todos ciclistas.

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  • Não acho que estejamos contra o fluxo. Uma barragem que se enche a cada dia eventualmente irá se romper e o rio seguirá seu curso.

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  • Infelizmente as ruas não são exatamente de todos. São dos carros. É o apartheid veícular. Cada ciclista urbano Brasieliro é uma Rosa Parks que está desafiando otoridade e a população carrocrata convencida.
    http://vitoria-sustentavel.blogspot.com.br/2011/12/apartheid-contra-ciclistas.html

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  • PAULO SERGIO LINO

    Sou um ciclista convicto a anos, morava em São José dos Campos e 6 anos moro em Guaratinguetá.Aqui na cidade felizmente todos os estacionamentos para carros que são pagos tem tbm espaços para bikes,que cobram em média um real por hora.Sempre trabalhei em industrias aqui da região que fornecem transporte para os funcionários mas mesmo assim sempre preferi usar a bike, como nestas industrias existem vestiários dá para chagar e tomar um banho antes de iniciar a jornada.Desisti de ter carro a bike me leva no dia a dia para todos os lugares com liberdade.Vou continuar pedalando até não aguentar mais tenho 47 anos e graças a bike estou em forma para minha idade e espero envelhecer com disposição e saúde que só quem ama bicicleta pode entender a magia que a magrela exerce sobre nós ciclistas.Parabéns ao site pelo excelente conteúdo.
    Abraço
    Paulo S. Lino

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  • tiago barufi

    Leandro, quando eu comecei a andar em SP era bem diferente de agora. Não existia bicicletada nem vadebike.org. Era pra lá de excêntrico pedalar em SP. Eu tive que começar sozinho.
    Eu cheguei a desistir. Acreditei em andar de carro ou moto e fiquei assistindo a situação piorar no trânsito, vi muitas árvores serem derrubadas para dar lugar a cada vez mais carros. Hoje me irrita a arrogância desses que te mandam sair da frente do carro deles, mas acredite, antes era pior: eles estavam todos parados hoje quando fiz meu trajeto, eles não podem mais me mandar sair da frente e ficam apenas buzinando uns para os outros como crianças mimadas. Hoje os malucos são eles. Eu tive um trajeto perfeito em mais um dia agradável. Minha escolha para me deslocar é independente da opinião da maioria vigente, é uma escolha ditada pela lógica.
    Voltei a andar em SP neste século depois de mais de dez anos e desde então conheci muita gente interessante que faz a mesma coisa. E tenho certeza de que agora é possível transformar a cidade com nossa atitude. Por isso tenha cuidado mas não se intimide! Os aborrecimentos são pequenos diante dos encontros felizes.

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  • donizete

    PARABENS pela escolha Leandro!!Espero que não desista de usar sua bike por isso!!!Infelizmente é assim,alem de gostar de pedal,temos que ter coragem e não deixar que ninguém tire nossa opção pela bike à força!!Eu tambem quando optei pela bike comecei a pedalar até meu trabalho no sabado e no domingo por ter menos carros nas ruas e porque o onibus demorava muito pra passar!!Durante a semana eu ia de onibus normalmente!Eu temia pedalar no meio de muitos carros!!Mas a agilidade e a diversão que é pedalar não demorou muito a me contagiar,criei coragem e encarei o transito da semana tambem!!Já são quase vinte anos trabalhando de bike,seja dia,noite,faça frio,calor e até chuva,nunca mais larguei da bike!!Desrespeito e falta de educação de nenhum motorista vai conseguir tirar meu prazer de pedalar!!Já levei fechada,carros,onibus e caminhões já passaram à centimetros do guidão da minha bike,mas não adianta,só vou “pendurar os pedais” o dia que minhas pernas não aguentarem mais pedalar!!Boa sorte Leandro e continue a pedalar!!!

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  • Reginaldo A lves

    Bom quanto chegar suado dase um jeito pra tudo quando a gente quer se da um jeito pra túdo ja fui para entrevista de trabalho de bicicleta e me dei bem ! agente se adapita as sintuações valeu!!!!

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  • CACHORROURUBU!

    Pessoal, como é que vocês fazem quando chegam suados ao trabalho de bike?

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  • Reginaldo Alves

    Vejam so eu sou ciclista e uso a bicicleta tambem como meio de transporte vou pra varios lugares de bike, tenho 2 bikes de corrida não tenho receio de prender minha bike nos lugares uso duas boas travas pra prender a bike não existe lugares pra vc andar de bicicleta pois entao eu ando entre os carros não posso esperar a boa vontade dos nossos queridos politicos !!!!! pois eles não nei ligando pra nada; eu faço minha parte no transito procuro sempre sinalizar para os motoristas afinal se vc quer respeito vc tambem tem que respeitar ando em velocidade rapida quando precisa e assim temos uma boa covivencia no transito é logico que as vezes tem alguns ingnorantes no transito que querem que vc vai pra calçada e uns desatentos más pra eles´só lamento sei que não posso ter medo tenho prudencia afinal de túdo ciclismo é esporte maravilhoso !! valeu muito obrigado !!!!!

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  • Paulo

    Parabéns ao Leandro pela iniciativa de mudar um pouco a rotina estressante do trânsito. Eu já aboli o uso de carro no dia-a-dia faz tempo. Tenho carro, moto e bicicleta. Dos 3 prefiro imensamente o uso da bici, mas como muitos, tenho medo do trânsito. No entanto não desiste do objetivo de ir trabalhar de bike. Estou planejando me mudar para um local onde fica mais próximo de metrô, trem e ciclovias para tentar usufruir da magrela.
    Que as pessoas cada dia possam ter mais consciências e usar menos carro no dia-a-dia.

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  • Não acho que quem anda de bicicleta esteja indo contra o fluxo. Pelo contrário, o fluxo está se invertendo e nós estamos nos adiantando.

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    • Nuno Morelli

      Sim, com alegria temos percebido isso e esse resultado são vitórias que fazem parte do que os ciclistas tem cultivado, mas ainda vejo que falta um pouco mais de respeito, não por causa da nossa escolha inteligente ferir o ego de uns e outros, ou dos bons efeitos que esta escolha traz pra gente e pra eles, mas porque assim como o motorista que não nos respeita também somos trabalhadores e também sofremos, somos merecedores de nossas alegrias, fins de semana, de nossa condição de liberdade de escolha e ainda somos responsáveis por um monte de outras pessoas, família, amigos, amores.. talvez até filhos, mas devagar se chega onde se quer, cedo ou tarde as glórias virão e poderemos pedalar sem nos sentir coibidos desse direito. 😀

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  • Regis

    Parabéns pelo texto! realmente é um desafio tomar essa decisão… passei por isso recentemente, estou me adaptando às ruas, e estou gostando muito!

    Pelo menos na região que eu pedalo (ABC/SP), os que menos respeitam os ciclistas são os motoristas de ônibus fretados, os demais (carros, motos, caminhões, onibus circulares, lotações) mantem a distância, e isso é um OTIMO SINAL.

    grande abraço!

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  • Alexandre

    Lembrei hoje de uma pequena dica ….
    ande com um lenço umedecido na bolsa ou mochila, não é comum mas caso caia a corrente de forma que não seja possivel recoloca sem ser colocando a mão na massa … é bom para limpar rapidamente …
    Hoje caiu, fiquei com a mão toda suja e acabei passando no mercadinho pra comprar…

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    • Rosana

      Eu levo umas luvas de algodão com bolinhas de borracha na palma, que evitam que eu suje as mãos se tiver que recolocar corrente, calibrar pneu, etc. São baratinhas (3 reais o par).

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    • Jão

      Excelente dica!!! Se me permitem contribuir, há a possibilidade de usar luvas cirúrgicas de PVC. São mais baratas que as de látex (uma caixa com 50 pares custa 15 pilas). E uma flanelinha tbm ajuda bastante! Guarda dentro de um saco plástico pra não “contaminar” com graxa o restante das coisas na sua mochila/alforge…. e já elvis!

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  • Nuno Morelli

    Oi todo mundo!

    Sobre o desabafo.. bom, é tentando que se consegue, não é mesmo? Com a maioria de nós foi igual 😉

    To na torcida pra que o Leandro se adapte bem às novas situações, sabemos que no começo nada é tão fácil e requer um pouco mais de atenção, mas se ele tem um bom equipamento logo se beneficiará do prazer que é pedalar, sem esquecer que também vai sentir o corpo cada vez mais preparado a cada dia!

    No mais, é só seguir o que já está no site.

    Sobre a bike ser nova ou usada, isso varia muito e acho até que tenho um dedo podre pra escolher as minhas. Antes eu usava uma bike bem surrada (Bianini) pra trabalhar, da minha cunhada, muito feia, ruim de pedalar e mesmo assim mexiam nela de vez em quando. Vou fazer umas benfeitorias nela, trocar os aros e freios (os originais são cantlevers.. éca).

    Hoje tenho uma Caloi do evento World Bike Tour 2012, novinha, e incrivelmente nada aconteceu com ela!

    Comecei a observar e saquei como e onde os bandidos mais olham: atrás do banco. Isso mesmo. Se tiver bagageiro ninguém aqui perto leva, porque é item de trabalho (coisa barata, de pouco valor) e mesmo sendo uma bicicleta melhorzinha, os malandros daqui não querem ter trabalho de desmontar a garupa pra vender, Em S. Miguel é muito difícil alguém comprar bike roubada.

    Ela tem campainha e retrovisor dos mais vagabundos, e mesmo com paralamas bons e um visual bonito que lembra uma motoneta, o único arranhão que ela possui já estava feito antes de ela literalmente “sobrar” na minha mão, dia do WBT 2012.. mas até agora nada, e já deixei amarrada de qualquer jeito em tudo que foi buraco.

    Queria envelhecê-la, danificar a pintura.. só pra garantir, mas dá uma dó customizar porque já é um modelo exclusivo :/

    To querendo comprar uma magrela pra minha mulher, preciso mais que ela tenha gosto de pedalar do que bom preço.. o problema nem é o valor, mas é que qualidade custa muito, nem ela aceitaria algo tão mais caro -_- e nem cogito bicicletaria, pois ela quer participar do WBT 2013 comigo *_*

    Atualmente, meu sonho de consumo é uma Specialized.. qualquer duas tá bom! 😀
    Bom, como zoar uma jóia dessas é um pecado mortal, se eu um dia conseguir uma, ponho no seguro.. rsrsrs

    Abração!

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  • Olá a todos,
    A questão do bicicletário fica mais pelo valor sentimental ;), por várias vezes deixei a magrela presa num poste mas sempre em locais que eu conheça.
    No caso eu tinha preferencia por um bicicletário porque eu saio tarde da faculdade e nem sempre tem movimento na rua onde ela ficaria.
    Acredito que o respeito mútuo vai tornar as ruas mais seguras, sempre quando vou mudar de faixa ou entrar em alguma rua eu sinalizo e agradeço quando eles aguardam.

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  • Ricardo

    Arruma uma bicicleta bem acabada, mas que ande. É feio mas, como todo mundo gosta de comparar como as coisas são na Europa, lá também é assim. Tem umas bicicletas que você nem descobre a cor. A bike feia te leva a qualquer lugar, como uma bonita leva, mas ninguém te rouba e você pode deixá-la em algum lugar, não tão largada como em um poste, mas também não tão protegida quanto um bicicletário. E ainda por cima é mais barata!

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    • Alexandre

      Concordo com o Ricardo, escolha uma bicicleta funcional, pode deixar em muitos locais, se pegar gosto e o bolso permitir utilize uma melhor para os fins de semana e passeios. Porem é muito importante caso utilize uma bicicleta no dia a dia que a mesma tenha acessorios para ser vista e para enxergar as vias, buracos e afins …

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    • tiago barufi

      É isso mesmo, e melhor gastar mais numa trava boa do que na bike fancy.

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      • Jão

        Tiago, quisera eu fosse fácil assim… trava boa não existe pra ladrão bom. Os caras abrem qq coisa, decifram qq “segredo”. Se conseguem roubar até obra de arte dentro de museu cheio de segurança, alarme e etc. Não tem jeito cara, melhor conseguir um estacionamento que concorde que vc deixe lá a bike amarrada por uns 20, 30 pilas por mês….

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    • Tarcísio Gouveia

      Semana passada mesmo fui pro carnaval em Olinda, utilizei a bike baratinha e amarrei-a num poste, mas também procurei deixá-la num poste mais adequado.

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    • Elton Carvalho

      Sobre comparar com a Europa, na Holanda, país mais famoso pelo uso de bicicletas, os casos de furtos de bikes e de peças de bikes estacionadas são numerosos. Ninguém anda sem uma trava na roda traseira E uma corrente. E mesmo assim tem gente que leva embora alfolges e banquinhos.

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  • A sensação que tive agora: deve ser assim que negros se sentem ao serem discriminados. Ou mulheres. Ou gays. Ou qualquer um que é diferente da maioria.
    Infelizmente vivemos em um país “novo”, com apenas 500 anos de idade, e que foi mal criado e mal educado, por povos fugitivos, escravos, índios, que por si só não vieram de uma sociedade muito civilizada. Vai demorar ainda uns bons anos para a população em geral ter a consciência do que é viver em sociedade.
    Continuaremos a nadar contra a maré, mas não viveremos para ver essa mudança acontecer. Quem sabe nossos filhos, ou netos.
    Fazemos o que podemos, mas infelizmente é virtualmente impossível mudar todas as pessoas que precisam ser mudadas para chegarmos num nível aceitável de civilidade.
    Abraços,
    Tiago

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    • Vale lembrar que mulheres não são minoria. Na verdade, são maioria. 🙂

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    • carlos

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      Esse comentário não tem feito muito sucesso. Thumb up 2 Thumb down 7

    • Rodrigo Franzoi

      Tiago, sugiro que faça uma reflexão sobre um trecho de tua opinião.

      “vivemos em um país “novo”, com apenas 500 anos de idade, e que foi mal criado e mal educado, por povos fugitivos, escravos, índios,” – A maioria dos motoristas que cometem infrações, não é de indígenas, nem de negros (que eram o povo escravizado). A maior parte dos motoristas é composta por homens, brancos, de renda mediana, com amplo acesso à formação e informação.

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      • Jão

        Rodrigo, independe da renda, cor da pele, origem sócio-cultural…. A Austrália é um país novo e respeita o ciclista. Acho que essa co-existência depende de uma complexa matriz, composta de variáveis como infra-estrutura, educação, punição….

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  • Denny Sach

    Gosto desse rumo da discussão William, acredito que deve-se gastar mais tempo e dinheiro educando o trânsito do que construindo ciclovias. Estas sem o devido estudo e mapeamento de rotas algumas vezes não servem para muita coisa.

    É por isso que defendo que o ciclista faça parte do trânsito respeite e seja respeitado. Impressionante quando uso as mãos para indicar mudança de pista e agradeço ao motorista, sempre tenho resposta positiva. A pessoa percebe você de forma diferente.

    Quando morei em Londres e utilizava a bicicleta todo santo dia aprendi que mostrando que você respeita aos poucos você acaba respeitado.

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    • Denny, eu discordo um pouco de voce. Acho que as ciclovias são importantes porque oficializam a utilização da bicicleta como meio de transporte por parte do poder público e da sociedade. Infelizmente como disse o Leandro nesse e-mail, as pessoas se sensibilizam ao assistirem as notícias sobre a violência no trânsito, mas na hora de fazer a diferença poucos se lembram disso e viram verdadeiras feras irracionais ao volante.
      Para não ficar citando só a Europa, veja o exemplo da cidade de Bogotã onde lê-se no noticiário:
      Ciclovias de Bogotá incentivam uso de bicicletas.
      Plana e com vários parques, a capital colombiana possui 340 km de ciclovias – ou “ciclorutas”, como são conhecidas na cidade –, que, desde que foram construídas, aumentaram em sete vezes o número de usuários de bicicleta.
      Fonte:http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/casa/bogota-ciclovias-ciclorutas-bicicleta-transporte-607561.shtml
      Esse documento da Comunidade Européia orienta prefeitos sobre como desenvolver políticas públicas para o uso da bicicleta e trata de ciclovias na página 39:
      http://ec.europa.eu/environment/archives/cycling/cycling_pt.pdf

      Concluindo acho que todos devemos exigir por parte da prefeitura e vereadores políticas públicas efetivas para implantação de ciclovias nessa cidade.

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      • Éder R. Anunciado

        Então Marici, a implantação de ciclovias é um ponto importante para incentivar a utilização da bicicleta. Acontece que, em geral, a sociedade vê as ciclovias/ciclofaixas como uma forma de lazer/atividade física. Sem falar que algumas delas estão repletas de pedestres fazendo caminhada.
        O que realmente precisamos é de educação no trânsito e respeito a vida. Além de um esforço para melhorar as vias que servem como ciclorotas/alternativas para evitar as regiões com maior fluxo de veículos automotivos.
        O fato é, mexer na estrutura viária é muito complicado, então criam leis(para dizer que se importam) que não se consegue fiscalizar(ultrapassar ciclista com distância mínima de 1,5m). Com educação e respeito tenho observado, por experiência, que está havendo uma melhora, mas uma hora ou outra vc irá se deparar com situações complicadas onde pessoas agem como descrito na carta.

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        • Marcos

          Engraçado essa história de não poder fiscalizar a lei de distância mínima das bikes. Pega uma moto e anda num corredor na estrada, pra vc ver que eles fiscalizam as motos. A questão é que as leis são feitas pra proteger a burguesada dos pobres que andam de bike ou moto…

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      • Ricardo Martinelli de Oliveira

        Marici, discordo e para provar isso sugiro que ande na ciclovia da Faria Lima. Geralmente (para não dizer sempre), quando eu ando na ciclovia, tenho que desviar de pedestres que acham que a ciclovia é a calçada.

        Na verdade, nem eu sei dizer quem está certo ou errado. Mas que o mais importante é reeducar a população para que respeitem mais o trânsito isso sim eu concordo plenamente.

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        • Jão

          O certo é respeitar todos, independente de estarem num veículo (com auto-propulsão ou propulsão humana) ou de estarem a pé. O que nos falta é noção de compartilhamento de vias públicas. Entender que não somos apenas nós que precisamos utilizar um espaço. Isso vale pra mim, que ando de moto diariamente, pra mim, que ando de bike no fim de semana, pra mim, que às vezes dirijo o carro da minha namorada e, finalmente, pra mim, que qdo desço desses veículos, sou um pedestre.

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  • Só uma coisa: bicicletário é bem legal, mas uma das vantagens da bicicleta é a liberdade. Tu pode ir pra onde quiser, sem ter que se preocupar com ter onde deixar. Se não tiver bicicletário, dá pra deixar na rua amarrada num poste ou numa placa.

    Polêmico. O que acha? Thumb up 6 Thumb down 5

    • Regis

      O problema de deixar no poste é que você pode voltar e não encontrar mais a sua bike… infelizmente.

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    • Pedro

      Complicado deixar a bike amarrada num poste ou placa qualquer, se for rápido não tem problema, porém se for um período longo sem chance…

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    • Felipe

      Tá de brincadeira né eahueahe Tá tive uma bike roubada e colocoquei num poste…Devia ter bicicletário em td lugar

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    • Marcos

      Não concordo inteiramente não…. Deixar presa no poste, só se vc estiver de olho. Deixar o dia inteiro amarrada lá e ir trampar é arriscado. Eu não faço isso com a minha bike e não recomendo que ninguém faça. Nem por “5 minutinhos”. Vai ver td mundo que teve a bike e moto roubada parou “só 5 minutinhos” em algum lugar e achou que tava td bem. Vagabundo abre um cadeado em menos de 20s.

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    • rafael

      Bom, não dá pra ter um bicicletário em cada esquina da cidade, e eu não quero deixar minha bike a duas quadras de onde devo ir… então, precisamos de uma sociedade melhor, mais segurança nas ruas e menos ladrões… porque eu quero parar minha bike em qualquer lugar, sem me preocupar com ela, isso sim seria o ideal!

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