As bicicletas com asas das Olimpíadas de Londres

Desde o final da Primeira Guerra Mundial, a abertura dos jogos sempre contou com a liberação de pombas brancas para representar a paz. A tradição perdurou até 1988, quando algo terrível aconteceu.

Na abertura dos jogos de Seul, as pombas foram soltas antes de se acender a pira olímpica e algumas pousaram no caldeirão. Quando a chama foi acesa, o mundo assistiu muitas delas sendo queimadas vivas. Grupos de direitos animais ficaram indignados e, desde então, elas não são mais soltas nas cerimônias de abertura.

Paz e liberdade

Como manter a tradição e continuar simbolizando a paz? Danny Boyle, cineasta e produtor responsável pela cerimônia de abertura, foi criativo: resolveu usar bicicletas, que simbolizam também a liberdade, e colocar asas nos ciclistas.

De acordo com os organizadores, as “bicicletas-pássaro” foram inspiradas nas palavras de Louis J. Helle Jr, naturalista: “Pedalar é o mais próximo que eu conheço do vôo dos pássaros. O avião simplesmente carrega um homem em suas costas como um Pégaso obediente; não lhe dá asas próprias”.

Pássaros

Bicicletas híbridas comuns tiveram todas suas marcas e identificações retiradas e foram cobertas de tinta preta. As asas foram afixadas em uma mochila leve, usada por cada ciclista, e presas ao guidão por uma vara fina de metal. Dessa maneira, conforme os ciclistas se inclinavam para frente  e para trás, as asas batiam. Mais detalhes aqui (em inglês).

Veja nesse vídeo a preparação dos ciclistas e das bicicletas e, logo abaixo, a abertura dos jogos vista de dentro do Estádio Olímpico.


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