3 exemplos reais de como bicicletas são essenciais em situações de desastre

Bicicletas foram muito importantes para a população japonesa logo após o terremoto de 2011. Foto: Robin Low (cc)

Bicicletas foram muito importantes para a população japonesa logo após o terremoto de 2011. Foto: Robin Low (cc)

Bicicletas podem ser um meio de transporte especialmente útil após desastres naturais, quando as vias ficam intransitáveis para carros e ônibus e o transporte sobre trilhos também para. Veja alguns exemplos reais.

Furacão Sandy, EUA, 2012

Matéria do The Guardian mostrava uma ciclista passando por área alagada, com um sorriso no rosto. Imagem: Reprodução

Com a “supertempestade” Sandy causando estragos em Nova York, parando o transporte público e prejudicando enormemente o fluxo de automóveis, a bicicleta foi a solução para muita gente. Apesar do vento e da chuva, quem saiu às ruas pedalando conseguiu chegar onde precisava.

Enquanto um repórter Matt Chaban, do New York Observer, relatava como lhe era bem mais rápido deslocar-se pedalando, o site da Bloomberg recomendava usar a bicicleta para escapar dos terríveis congestionamentos que se formaram na cidade:

Use uma bicicleta. As pessoas estão enchendo as ciclovias em quantidade bem maior que o usual nessa manhã. Olhando da janela de um carro parado, eu desejei ser um deles. O sol está brilhando e as ruas estão cheias de otimismo

– declaração do jornalista Tom Randal no site da Bloomberg,
após a passagem do furacão Sandy por Nova York

Fila para comprar bicicletas em Tóquio, logo após terremoto que parou a cidade, em 2011. Algumas lojas venderam todo seu estoque de uma só vez. Foto: kiira-korpi.net

Terremoto no Japão, 2011

Com estradas danificadas pelo terremoto de 8.9 graus de magnitude, sem energia elétrica e com o transporte público desativado, milhões de trabalhadores em Tóquio ficaram sem ter como voltar para casa. Muitos esperavam em longas filas por táxis e ônibus, enquanto milhares de outros faziam reservas em hotéis.

O deslocamento médio para ir e voltar do trabalho em Tóquio é de 26 quilômetros. Enquanto dezenas de milhares começaram a caminhar para casa, outros tentaram comprar bicicletas. As lojas especializadas venderam muitas, algumas vendendo todo o estoque, incluindo bicicletas de ponta que chegavam a ¥300 mil – cerca de R$6100 à época. Leia a matéria do Vá de Bike.

Tsunami no Oceano Índico, 2004

O World Bicycle Relief, criado pelas empresas SRAM e Trek, forneceu 24.400 bicicletas aos moradores do Sri Lanka depois que o tsunami destruiu partes do país (veja o relatório). Essas bicicletas permaneceram em uso por muitos anos e muitas delas continuavam circulando dez anos depois.

Dois anos após as bicicletas terem sido distribuídas, 88% delas ainda estavam em uso e os lares beneficiados economizaram 30% do que gastariam no ano com transporte. Essas bicicletas também ajudaram essas famílias a se restabelecerem em termos de trabalho e educação.

Se o mundo estiver acabando, esqueça o carro e vá de bike 😉

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