Relato e fotos da homenagem a Márcia Prado

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Apesar da tempestade que caiu em São Paulo momentos antes, cerca de 30 pessoas não se renderam à chuva e compareceram em 14 de janeiro ao Memorial Márcia Prado – a bicicleta branca na Av. Paulista – para fazer uma homenagem. Nesse dia, completaram-se 4 anos de sua morte, sem que o caso tenha sido resolvido na justiça.

A ghost bike serve para lembrar o que aconteceu ali. Uma morte causada pela irresponsabilidade a a intolerância. Um lembrete aos motoristas de que um “sustinho” pode matar e aos ciclistas de que a luta por uma cidade mais humana e menos agressiva deve continuar. Uma morte como essa não pode cair no esquecimento e ser considerada normal, uma consequência aceitável do modelo de mobilidade baseado no automóvel.

Mortes não são aceitáveis, principalmente quando poderiam ser evitadas com ações do poder público e com mudança de comportamento do cidadão.

Foram acendidas velas, depositadas flores e afixado novo cartaz na bicicleta, contando o que aconteceu ali. É comum pessoas pararem ali ao longo do dia para tentar entender por que aquela ghost bike foi instalada e o cartaz ajuda a contar essa história e a pedir respeito à presença e à vida dos ciclistas nas ruas. Outros dois cartazes como esse foram retirados, por motivo desconhecido.

Por volta das 20h, quando quase todos já estavam por ali, a chuva parou totalmente. A calmaria durou cerca de uma hora e meia, tempo suficiente para todos fazerem suas homenagens, conversarem, se conhecerem. Quando alguns começaram a se despedir, a chuva recomeçou timidamente, abençoando a todos a caminho de suas casas ou seus compromissos.

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6 comentários para Relato e fotos da homenagem a Márcia Prado

  • JORGE RAFAEL

    Vocês conclamam os “rigores da lei” porque nenhum de vocês é o réu! Ficam aplicando “sentenças” sem terem preparo para isso! A verdadeira sentença já foi dada: 3 anos e 6 meses, convertidos em prestação de serviços comunitários e suspenção da CNH por igual período! É isso, a medida do JUSTO, se excesso nem falta! Simples assim!

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  • Rodrigo

    muitos motoristas ainda fechão os ciclistas e não respeita a vida dos outros so por causa do carro tenha me dó vamos repeitar a vido pois aqui se faz e aqui se paga. como diz o ditado popular

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  • Rosana

    É um gesto muito bonito, a família deve ficar sensibilizada. Temos uma ghost bike aqui no DF, do Pedro Davison (não sei se tem outras), onde se reúnem amigos e conhecidos no dia 20 de agosto, pelo que fiquei sabendo por perfis no facebook. Foi nstalada aí na Avenida Paulista algma ghost bike pela Julie?

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