Manifestação pela ciclovia da Av. Eliseu de Almeida, em São Paulo

Arte: Camila Oliveira

Nesse sábado, 23 de fevereiro de 2013, será realizada uma nova manifestação na Av. Eliseu de Almeida, pedindo a implantação da mitológica ciclovia. Outra manifestação ocorreu no início de dezembro, mas foi ignorada pelo poder público, apesar das mortes de ciclistas na região.

A página do evento no Facebook, que já tem mais de 500 confirmações de comparecimento, informa que os cidadãos pedalarão no canteiro central gramado da avenida, onde deveria ter sido construída uma ciclovia há anos. Também pretendem sinalizar com cal uma “ciclofaixa provisória” nesse canteiro.

 

Deveria estar pronta em 2006, mas nem começou

Segundo dossiê elaborado pela Ciclocidade, as tentativas de implantação de uma ciclovia na região vêm desde 2004, com a realização do Plano Regional Estratégico do Butantã, que estabeleceu o ano de 2006 como data para a conclusão da obra. Mas, no ano seguinte, houve o anúncio da prefeitura de que a estrutura seria concluída até 2010.

“Em 2012, ao fim de mais uma gestão, o poder público não deu início a viabilização de qualquer infraestrutura básica a fim de fornecer segurança e conforto para o tráfego de bicicletas nessa importante avenida, acessada diariamente por mais de 600 ciclistas, em condições extremamente precárias e com trânsito intenso de automóveis”, diz o relatório.

 

Demanda

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Durante 3 anos consecutivos, a Ciclocidade realizou contagens de ciclistas na região, demonstrando uma demanda relevante de pessoas utilizando a bicicleta. Em 2012, foram fotografados 580 ciclistas na avenida entre as 6h e 20h – um número alto, mas que seria bem maior se houvessem condições seguras para os cidadãos que pedalam para se deslocar.

Não se trata apenas de estimular o uso da bicicleta, mas de proteger as vidas das pessoas que já a utilizam na região. O eixo representado pelas avenidas Eliseu de Almeida e Pirajussara é muito utilizado por ciclistas, por ser um caminho plano e direto ligando a região de Taboão da Serra ao centro expandido. E o viário que estimula a velocidade dos automóveis, aliado à falta de fiscalização, acaba por resultar em constantes atropelamentos de ciclistas.


Foto: Aline Cavalcante

Omissão da prefeitura matando trabalhadores

Manhã de terça-feira, no início de abril. Lauro Neri, pedreiro de 49 anos, ia para o trabalho de bicicleta, na Av. Pirajussara – continuação da Eliseu de Almeida, onde também deveria haver ciclovia.

De repente, uma freada e um impacto; depois disso, mais nada. Uma vida interrompida por um ataque pelas costas, de alguém com pressa demais. Lauro não chegou no trabalho, não voltou para sua esposa. Uma pessoa a menos, pagando com a vida pelo descaso da prefeitura. Saiba mais.

Outra manhã de terça-feira, agora em novembro. Nemésio Ferreira Trindade foi atropelado por um micro-ônibus na Av. Francisco Morato – Paralela à Av. Pirajussara, que deveria ter a ciclovia.

Foi socorrido pelos Bombeiros que, em imagens dramáticas registradas de um helicóptero, lhe aplicavam massagem cardíaca ao lado de uma poça de sangue, vários metros adiante de sua bicicleta retorcida. Infelizmente, Nemésio também faleceu, atropelado pela omissão do poder público. Leia aqui.

Esses dois casos foram só no ano de 2012. Quantos mais ocorreram nos anos anteriores, quantos mais não chegaram a ser notícia? E, o pior: quantos mais serão necessários para que a Subprefeitura do Butantã tome uma atitude? Quanto sangue mais precisa ser espalhado no asfalto? Quantos corpos ainda precisam ser dilacerados para que a Prefeitura cumpra sua obrigação de tornar a via segura para todos os cidadãos?

 

Projeto Ciclo Rede Butantã, que não foi implementado. Clique para ampliar. Fonte: Dossiê Ciclocidade/Apresentação Pró-Ciclista de Arturo Alcorta

Não foi por falta de pedir

Além das cobranças da imprensa e de ciclistas e moradores, que chegaram a entregar um abaixo assinado à Prefeitura, a Ciclocidade realizou uma reunião com a subprefeitura do Butantã em setembro de 2010 (que, naquele momento, assumia para si a responsabilidade pela ciclovia). Nessa reunião, os representantes da entidade ficaram sabendo que o início das obras não ocorreria antes do final de 2011, quando seria concluída a canalização do córrego Pirajussara.

A Ciclocidade sugeriu então a possibilidade de uma nova proposta cicloviária, com a infraestrutura para bicicletas junto à calçada. Desse modo, a segurança dos ciclistas naquele importante e bastante utilizado eixo de deslocamento seria atendida mais rapidamente.

Mas imprensa, ciclistas, moradores e a associação de ciclistas não foram levados a sério. A canalização foi concluída, mas as obras da ciclovia estão longe de começar. Enquanto alguém pensa se desengaveta o projeto ou não, vidas se esvaem. Uma ciclovia no local não é nem “para ontem”: é para sete anos atrás.

 

Em abril de 2012, após a morte do ciclista Lauro Neri na Av. Eliseu de Almeida, cidadãos pintaram bicicletinhas no asfalto em protesto. A ciclovia teria evitado sua morte. Foto: Aline Cavalcante

Por que isso também tem a ver com você

Só com mobilização a prefeitura irá se mexer. É criminoso ignorar que o viário da região coloca em risco quem precisa ou deseja se deslocar de bicicleta em direção ao centro expandido.

As mortes de ciclistas nessa região são um problema de todos nós, usando ou não essa avenida, usando ou não a bicicleta. São vidas que vão embora, levadas pela omissão do poder público, notadamente a subprefeitura do Butantã, que prefere fechar os olhos e fingir que a situação preocupante que ocorre no seu quintal não é problema seu. Provavelmente, preferem acreditar que os ciclistas não deveriam se arriscar ali, como se houvesse alternativa viável a essa avenida.

Não podemos deixar essa situação aviltante continuar.

 

Não queremos só lazer: queremos chegar em casa vivos

Não adianta promover a bicicleta apenas como lazer na cidade de São Paulo, usando essa iniciativa como justificativa para não adotar uma política real de mobilidade por bicicletas, o que acaba por colocar em risco a vida dos cidadãos que a utilizam diariamente.

Não basta fazer apenas estruturas de passeio aos domingos, quando trabalhadores morrem durante a semana. As Ciclofaixas de Lazer são úteis e importantes, sim, mas não podem ser confundidas com política cicloviária. E colocá-las na conta da quilometragem de infraestrutura de mobilidade por bicicletas da cidade, ainda mais contando sua extensão duas vezes, chega a ser uma afronta.

 

Não dá mais para sermos enrolados

Não estamos falando de algo que possa esperar. Não é admissível permitir mais nenhuma morte nessa via! Essa omissão criminosa precisa ter um fim. Se a ciclovia ainda demora, por um motivo qualquer que possa existir (ou será criado para justificar a inação), que se faça uma estrutura ou operação emergencial para que essas vidas sejam preservadas!

O Código de Trânsito Brasileiro é bem claro, em seu artigo 58: quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, as bicicletas devem usar a via, com preferência sobre os veículos automotores. Que façam valer essa prioridade!

E o artigo 24, em seu item II, esclarece: é obrigação dos “órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios [leia-se CET e Secretaria de Transportes] promover o desenvolvimento da circulação e da segurança de ciclistas”.

Não estamos pedindo nenhum favor, nem tão somente o que foi prometido muitos anos atrás. Estamos pedindo o cumprimento da lei. Estamos pedindo por nossas vidas.

 

Participe da manifestação pacífica pela ciclovia na Eliseu de Almeida

Sábado, 23 de fevereiro de 2013, a partir das 11h da manhã
Av. Eliseu de Almeida, alt. do nº 1500 (atrás do Shopping Butantã)

Sua presença é essencial e representará a reação ao descaso em toda a cidade, principalmente na periferia.

Essa luta é de todos nós, ciclistas ou não. Não podemos permitir que pessoas continuem morrendo porque outras pessoas em cargos-chave no executivo não consideram a ciclovia relevante!

Confirme presença no Facebook.

Compartilhe esta página, divulgue essa mensagem e compareça!


22 comentários para Manifestação pela ciclovia da Av. Eliseu de Almeida, em São Paulo

  • Alessandra

    Olà. Hj é dia 23 de setembro de 2014. Mais de um ano se passou e a ciclovia parou na esquina do pq Luiz C. Prestes. Vou amanha acessar a pg da subprefeitura pra pedir satistação.

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  • marcos appa

    Qdo vcs olharem opinioes como uma coisa positiva tudo vai melhorar, eu apenas disse que pra mim nao foi satisfatorio e parece que isso é um crime, se vcs querem que todos concordem com tudo entao o problema deve ser meu modo de pensar, mas para mim ainda estamos numa democracia. desculpem pelas colocacoes nao havera proxima vez, so que, no cabeçalho coloquem que e OBRIGATORIO comcordar com tudo e nao fazer comentarios negativos,, abraços.

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  • Roberto Silva

    Caro Marcos, estive também lá na manifestação no sábado e tenho algumas observações sobre seus comentários:
    1) Sou ciclista, tenho 57 anos (10 a mais que você), sou politizado e também bem informado;
    2) Pedalo diariamente na Eliseu para chegar na Estação Butantã do Metrô;
    3) Cheguei cedo lá, fiquei perto do subprefeito e vereadores para fazer perguntas, cobranças e escutar tudo o que eles diziam;
    4) Ninguém ignorou ou desfez do comentário referente ao custo de uma vida;
    5) A exemplo do que acontecia antes, achei bom (talvez não ótimo) o resultado do evento;
    6) O que você queria? Uma manifestação com todos gritando e outros deitados na avenida ?
    Acho que o momento é de união dos ciclistas e não de comentários que só nos enfraquece !

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  • Marcos Appa

    mais um adendo Joaquim, vc conhece politica? participou do que? qtos anos vc tem? o que fez de concreto? amigo, nao se julgue algo sem saber que do outro lado pode ter alguem que tb fez e faz algo de bom e pode ter “algum” conhecimento, se vc nao entendeu minhas reclamações e como politizado que vc se denomina deveria saber que a primeira coisa é saber respeitar opinioes, assim como respeito a sua e agradeço por vc me passar, mas isso e outra questao, o que me entristece e vc deturpar meu texto com acusaçoes maldosas, mas como eu digo ao longo de meus 47 anos Seja Feliz amigo.

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  • Marcos Appa

    AH SO PRA INFORMAÇÃO, TINHA UM CARA LA (QUE QDO O VEREADOR DISSE QUE A CICLOVIA E CARA) ESBRAVEJOU CORRETAMENTE E FALOU ALTO, “UÉ VEREADOR E UMA VIDA CUSTA QUANTO PRO SENHOR?” E VCS PENSAM QUE OS CARAS DE FRENTE (ORGANIZAÇAO),APROVEITARAM A DEIXA E FALARAM SOBRE ISSO? NAO AMIGOS, NEM DERAM ATENÇÃO PRO CICLISTA QUE ESBRAVEJOU E FICOU ATE SEM GRAÇA PQ FOI IGNORADO E A CONVERSA VOLTOU DE NOVO PRA PROMESSA. FIM DA PICADA.

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  • Marcos Appa

    Fui ate a manifestação, pois é, pra mim nota ZERO, primeiro, se la tinha mais que 50 ciclistas era muito (depois dizem que querem ver mudança), segundo, tinha la tres caras de pé , acho que dois deles eram vereadores da região, que enrolaram, disseram que a ciclovia é cara, que nao tem grana, (so um detalhe, bem baixinho, quem tava ha mais de 5 metros nao escutava nada), depois se contradisse dizendo que a ciclovia é barata e o que é caro é a sinalização, ficaram de marcar uma reunião com 6 duzia de pessoas, os organizadores ou sei la como posso chamar, depois de falarem ali meia hora ao pe d´ouvido com os caras, os “pseudo” cicloativistas nao tiveram nem a pachorra de elucidar o que tinham conversado, pq ninguem escutou nada, depois disso sairam de la com garrafas pet cheias de cal ou outra coisa dentro, dois caras com apito na boca, sujando a rua e apitando pra meia duzia de caras sairem atras deles pra andar no canteiro central.

    Ah pelo amor de Deus, isso é manifestação? bando de universitario que tava ali pra aparecer conversando com os caras (politicos), arrumando cabelo, que manifestação foi essa?????????? eu ando la todo dia na avenida, ja socorri ciclista, ajudei qdo houve acidentes e ate vi caras morrerem ali que viraram estatistica e a maioria que tava la não pedala diariamente, querem a Ciclovia pra lazer !!!!!

    UMA VERGONHA

    1- POLITICOS FAZENDO PROMESSA DE REUNIAO, QUE NAO SABEM DE NADA, NEM DAR INFORMAÇÃO

    2- GENTE QUE SE DIZ CICLOATIVISTA, NEM DE BIKE VAI, FICA LA DESFILANDO E NAO REIVINDICOU NADA.

    3- DEPOIS QDO ACABAM DE FALAR SAI TODO PESSOAL QUE TAVA LA CONVERSANDO E QUEM PEDALA MESMO NAO SABE NEM O QUE CONVERSARAM PQ OS BONITINHOS SAEM ANDANDO SEM EXPLICAR NADA PROS CICLISTAS QUE NAO ESCUTARAM O “PAPO”, SAEM GRITANDO UHUUUU, DOIS APITOS E 15 BIKES , PELO AMOR DE DEUS

    4- DEPOIS DISSO FICAM DUAS MENINAS NO SINAL DANDO ADESIVO PROS CARROS.

    5- COMO SEMPRE, MORRERÃO MAIS CICLISTAS, NAO ESSES CARAS QUE TAVAM LA HOJE, PQ NAO PEDALAM, TAVAM ALI PRA AUTO PROMOÇÃO OU PQ É LEGAL SER ATIVISTA.

    6- GALERA, SEGURA NA MÃO DE DEUS, PQ HOJE O QUE EU VI É QUE ESTAMOS POR CONTA PROPRIA. QUEM PROMOVEU ESSA MANIFESTAÇÃO DEVERIA TER VERGONHA E PROCURAR OUTRA CAUSA PRA LUTAR

    PRA ACABAR PSUEDOATIVISTAS DE P.N VCS DEVERIAM PELO MENOS RECOLHER AS GARRAFAS PET COM AQUELE TROÇO DENTRO DOS CANTEIROS, EU MORO LA E DEPOIS QUE FORAM EMBORA AINDA LARGARAM AS GARRAFAS NO GRAMADO CENTRAL, AFFFFFFFFFFFF

    EU PEDALO 50 KM DIARIOS HA 10 ANOS, A ELISEU DE ALMEIDA TODO DIA, VCS NAO SABEM O QUE ACONTECE LA, NAO TEM IDEIA DE QUEM ANDA LA, NAO SABEM O RISCO DE ANDAR LA. UMA PENA O QUE VI FAZEREM HOJE, DISPERDIÇAR OPORTUNIDADE PRA SE SATISFAZER, OU DIVULGAR, OU APARECER, SEI LA, SO NAO SEI O QUE FORAM FAZER LA HOJE. ABÇOS.

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    • Joaquim

      A gente estava no mesmo evento? =)

      Como falei no meu comentário acima, não ficaram de marcar uma reunião com meia dúzia de pessoas ou organizadores. Foi marcado uma audiência pública, aberta a todos, para o dia 16 de Março.

      Fora isso, não entendo suas reclamações sobre quem “nem de bike vai”. Até onde eu saiba, não é preciso ser ciclista ou ir de bike para cobrar algo do poder público, somos todos cidadãos da mesma cidade, seja quem vai de bike (eu também pego a Eliseu todo dia para ir e voltar do trabalho), seja quem não vai. Inclusive, algumas das pessoas que você chama de “pseudoativistas” eram membros de movimentos sociais como o Butantã Urgente, um movimento sério que já vem trabalhando na região por melhorias na área de segurança e que se tornou aliado da discussão das ciclovias. São pessoas que hoje podem não usar bicicleta por se sentirem inseguras mas que no futuro poderão estar nas ruas também. Por acaso isso invalida o apoio e a cobrança? Até onde eu saiba, é mais do que saudável conseguirmos o apoio de entidades melhor organizadas e que já atuam na região, tendo contato com quem realmente pode fazer algo de concreto, ao invés de ficar discriminando os caras só porque eles nem sequer foram pedalando.

      Também não entendo as críticas quanto aos universitários, crianças e jovens que estavam lá. Eles também não possuem direito de se manifestar? Na minha visão, quanto mais envolvimento melhor – de universitários, crianças, idosos, trabalhadores, ciclistas e não ciclistas.

      Como já falei lá em cima, considero o evento bom por ter visto representantes dos poderes executivo e legislativo, dispostos a conversar e tentar tocar o projeto pra frente. Obviamente, é necessário mais pressão nossa seja com mais eventos (manifestações, reuniões, de preferência com melhor divulgação) ou cobranças diretas aos vereadores. Se não souber por onde começar, sugiro esse cara aqui: http://www.camara.sp.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=329&Itemid=23

      Não sei quais as suas expectativas com relação ao evento de hoje mas seria muito inocente esperar que a gente ia chegar lá e encontraria trabalhadores prontos para iniciar a ciclovia. O que conseguimos: presença do poder público, comprometimento para tentar viabilizar a ciclovia e portas abertas para futuros contatos, já foi um ótimo começo. Senti falta de mais presença da imprensa mas acho que ainda falta muito para isso – quem sabe em um próximo evento que não seja divulgado somente no Facebook?

      Pra finalizar, vou concordar com você em algo: quem não se aproximou muito da conversa realmente ficou sem saber o que estava sendo discutido ali e pode ter ficado com a mesma sensação que você. Concordo que deveria ter havido um momento antes do pedal para conversar entre os presentes e esclarecer o que havia sido discutido. Como eu colei nos caras logo que cheguei, vou resumir o que foi dito:

      1. O projeto da ciclovia está pronto e aprovado pela subprefeitura. Por sinal, é o mesmo projeto de 2006 e ficou engavetado nas gestões anteriores da prefeitura.
      2. O projeto não saiu do papel por não ter verba aprovada para ele neste ano. Dinheiro existe, mas não no orçamento do município. Vereadores podem conseguir viabilizar essa obra com suas verbas de emendas, entre outras coisas. Falta ainda vontade política – de 61 vereadores, haviam 6 presentes ao evento.
      3. Foi marcada uma audiência para o dia 16 às 10h da manhã com os vereadores, secretarias da prefeitura e subprefeitura do Butantã. Além de servir para apresentar o projeto para a população, também vai servir para que nós possamos pressionar os outros 55 vereadores para conseguir apoio para esse projeto.
      4. Conseguindo apoio e votos de vereadores, a previsão (muito otimista, tanto para mim como para o subprefeito) é de que a ciclovia fique pronta em 6 meses, envolvendo não só o corredor da Eliseu mas também o da Jorge João Saad.

      Como eu conheço o processo político no Brasil, realmente acho que tivemos algo proveitoso hoje. Infelizmente esse tipo de coisa requer muita paciência nossa, pela própria forma como nossos governos são estruturados. Por mais que a gente grite e fale “a prefeitura tem dinheiro, pode fazer a qualquer hora”, sabemos muito bem que não é assim que as coisas funcionam. Não adianta se iludir e achar que as coisas vão se resolver assim, magicamente, no nosso país. Temos muito a evoluir nisso ainda =) enquanto isso, fazemos o que está ao nosso alcance. Como falei lá em cima, cobrando os vereadores, participando dos eventos e não desistindo de brigar por isso, quer a gente concorde com a forma como foi feita, quer a gente não concorde. Agora, sobre a questão da limpeza do canteiro não posso opiniar uma vez que saí da pedalada antes =\

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      • Marcos Appa

        Seja bacana e nao deturpe minhas palavras, nao disse que tenho nada contra crianças e universitarios, seja mais coerente, quer ganhar a razão use o bom senso e nao queira passar algo de maneira a mudar o contexto.

        TA VAMOS LA, VC MORA ONDE?

        QUE GRUPOS SAO ESSES DO BUTANTA QUE NAS ULTIMAS CHUVAS NEM SEQUER SE PRONUNCIARAM SOBRE O CAOS QUE FOI GERADO?

        VC ANDA TODO DIA DE BIKE NA ELISEU?

        ETC, ETC, ETC………….

        ME POUPE AMIGO, PAPO CABEÇA E UTOPIA PRA MIM NÃO FUNCIONA.

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  • Joaquim

    Muito boa a manifestação, saímos de lá com uma promessa do subprefeito: ciclovia até o fim do ano. Agora precisamos cobrar pra que não seja como todas as outras promessas anteriores.

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    • Marcos Appa

      PROMESSA JOAQUIM, PRA VC ISSO É UMA BOA MANIFESTAÇÃO? ME POUPA, NO SEU COMENTARIO VC MESMO DIZ, “Agora precisamos cobrar pra que não seja como todas as outras promessas anteriores.”

      COBRAR QUEM? ONDE? COMO? ABÇO

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      • Joaquim

        Cara, sou obrigado a discordar do seu comentário. A presença de poder público e o compromisso de continuação do diálogo para mim torna o evento satisfatório. Sinceramente, esperava chegar lá e ter meia dúzia de pessoas sem presença de ninguém responsável por tomar alguma atitude quanto à ciclovia.

        Sobre como cobrar: dia 16, audiência pública com vereadores + subprefeito + secretário para apresentação e discussão do projeto. Até lá, se você realmente quer saber onde, como e de quem cobrar essa questão: http://www.camara.sp.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=329&Itemid=23

        Tem que cobrar esses caras pra esse projeto andar.

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        • Marcos Appa

          Sinta´se a vontade em discordar, alias um Pais democratico é construido com ideias, só sei que esperava mais, algo concreto, um comprometimento por escrito de autoridades, afinal de contas eles se deslocaram ate la foi por amar bike ou para se expor como politico? nao importa, nao e
          verdade ? pois bem, so que essa questao se arrasta ha anos e em outras oportunidades ja foram feitas as mesmas promessas e nada vingou, portanto Joaquim sem preto no branco nao da mais pra acreditar em papo furado e promessa de politico, se eles vao fazer reunião muito bem, afinal eles ganham e MUITO pra isso que deveria ser servir o povo e seus interesses, e nada e feito, entao pra mim nao valeu, afinal se vc leu meu texto inteiro eu digo la que nem saber o que foi tratado nós ficamos sabendo, pq debandou todo mundo, se isso é o certo nao sei, tomara que eu esteja errado, e enquanto isso mais e mais ciclistas irao virar ghost bikes, abço.

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  • Roberto Silva

    Pedalo diariamente na Avenida Eliseu de Almeida (entre o Peri-Peri e a Estação Butantã do Metrô) porque, com bem disse o amigo Anderson, não há caminho paralelo alternativo. Fico revoltado com a imobilidade da Regional Butantã da Prefeitura com a construção desta tão necessária ciclovia. Recentemente foi construída na Avenida Politécnica uma ciclovia (obra simples, rápida e com certeza com baixos custos). Por que não fazem o mesmo na Eliseu ? Amanhã estarei na manifestação. Só com pressão que as coisas acontecerão !

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    • Guilherme

      Não é uma ciclovia na politécnica, é mais uma calçada bem larga no canteiro central, sem nenhuma sinalização, iluminação, etc. Mas ela quebra um galho absurdo! Pena que é curta e não segue a politécnica… (dica, um pouco mais de 1km depois do extra jaguaré, a politécnica tem uma marginal, apenas no sentido raposo->pinheiros, mas que quebra um bom galho como local para se pedalar com paz..

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  • Paulo

    Surgiu uma idéia de acoplar na bicicleta uma antena corta cerol que é utilizada em motos, para fazer com que os carros distâncie do guidão da bicicleta, utilizando uma fita colorida para que o condutor do veículo veja que há algo na lateral da bicicleta e distâncie para que não risque o carro. Assim acho que evita aqueles motoristas que gostam de tirar finas da bicicleta e como a antena é pequena cerca de 70cm fica distanciada da manopla do guidão cerca de 35cm, bem abaixo dos 1.5 metros que o veículo precisa distânciar da bicicleta ao ultrapassar. Quando o ciclista precisa recolher a antena é só dobrar(algumas antenas possuem esse recurso) ou colocá-la em pé. Fica aqui uma idéia útil para aumentar a segurança.

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  • Ricardo Laudari

    Cicloamigos,

    Vivemos numa democracia representativa. O Estado não é patrão, é REPRESENTANTE DO POVO. Vamos, dentro da lei e com vigor, mostrar qual é a nossa vontade!

    Exerçam sua cidadania. Participem!

    Um abraço,
    Laudari

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  • Rosangela lurbe

    Estou com vcs! Tem que fazer direito, não de qualquer jeito, como é o hábito dos orgãos públicos.

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  • marcos appa

    Como o Joaquim nao gosto de paginas pessais, Facebook etc, mas to ligado nas noticias, estarei la sabado, pq tb moro no Butanta e utilizo a E.A todos os dias. abços.

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  • anderson

    O grande problema da Eliseu é que ao contrario do centro onde temos inúmeras rotas alternativas, na Eliseu não existem ruas paralelas e planas para se traçar outra rota. Uma ciclovia ali resolveria 90% dos meus problemas em SP.

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  • Joaquim

    Não uso Facebook mas estarei lá com certeza. Espero que mais ciclistas, mesmo de outras regiões de SP, compareçam. É nossa forma de lutar por mais espaço no trânsito em toda a cidade =)

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