Delegado comenta atropelamento do ciclista David na Av. Paulista

Imagem: Vitamina Design Agencia Digital/Reprodução

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Saiba mais
Testemunha afirma que Alex Siwek estava em alta velocidade e na Ciclofaixa

Solidariedade e indignação mobilizam cidadãos em apoio a ciclista atropelado

Decretada prisão preventiva de Siwek; MPE contesta juiz sobre dolo

Atropelamento na Av. Paulista choca pela frieza do crime

Por que ciclistas continuarão usando a Paulista

Faixas pedindo respeito a ciclistas na Av. Paulista,
colocadas pela CET, foram descontinuadas

Centenas de km de ciclovias previstos desde 2008
incluíam a Avenida Paulista

Aos amigos e amigas que dirigem

O pessoal da Vitamina Design Agência Digital disponibilizou um vídeo com a entrevista coletiva dada pelo delegado-assistente do 78º DP Luis Francisco Segantin Junior, que investiga o caso do atropelamento do ciclista David Santos de Souza, que teve seu braço decepado e levado pelo atropelador dentro do carro, para ser jogado em um rio. Assista mais abaixo, nesta página.

Segantin Junior afirma que o atropelador Alex Siwek ”entrava e saía da faixa de segurança”, chegando a derrubar vários cones. Ou seja, a Ciclofaixa de Lazer já estava sendo montada naquele lado da avenida e o ciclista circulava ali por acreditar estar em segurança. Não à toa, ele afirmou à sua mãe, no hospital, que estava circulando na ciclofaixa.

Alex recusou-se a fazer o teste do bafômetro e foi encaminhado ao IML para exame clínico. Feito quase 6 horas depois do crime, o exame indicou embriaguez. De acordo com os resultados, o hálito de Siwek estava ”acentuadamente etílico”, informa matéria da Veja.

Quatro crimes

Art. 312 do CTB
Art. 312. Inovar artificiosamente, em caso de acidente automobilístico com vítima, na pendência do respectivo procedimento policial preparatório, inquérito policial ou processo penal, o estado de lugar, de coisa ou de pessoa, a fim de induzir a erro o agente policial, o perito, ou juiz:

Penas – detenção, de seis meses a um ano, ou multa.

“Ele vai responder por quatro crimes”, declara Segantin. Homicídio com dolo eventual, fuga do local do acidente, embriaguez ao volante “e o artigo 312 do Código de Trânsito Brasileiro, ao inovar (…) quando tentou se livrar do braço”. Inovar, nesse caso, não significa inventar uma coisa nova mas, segundo o CTB, levar algo a novo local para induzir a erro na investigação.

“O braço foi decepado quando do impacto da colisão e teria ficado, como de fato ficou, dentro do veículo. Segundo o autor ele não percebeu no momento e, quando se deu conta de que o braço estaria dentro do veículo, ele acabou dispensando esse braço na Ricardo Jafet”, conta o delegado-assistente.

Médicos do Hospital das Clínicas informaram que o braço poderia ter sido reimplantado caso fosse encontrado a tempo, mas agora isso se tornou impossível. Imagens de vídeo já foram solicitadas à CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). Saiba mais.

Leia tudo que já publicamos sobre o caso aqui no Vá de Bike


23 comentários para Delegado comenta atropelamento do ciclista David na Av. Paulista

  • Jeronimo Cezar

    Acho que comentar sobre este monstro é chover no molhado. Tinha que arrancar o braço dele e implantar no rapaz mas isto não é possivel.Acho que o Vá de Bike poderia encabeçar uma campanha para podermos ajudar na recuperação do rapaz e quem sabe podermos ver ele novamente pedalando. Vamos pensar com carinho.

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  • Jander

    Nas vias do trânsito de São Paulo não tem amor só existe motor.

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  • O PAI DESSE CANALHA EM VEZ DE FAZER AMOR COM A MÃO DESSE ASSASINO DEVERIA
    SE MASTURBAR, GEROU UM ASASSINO FRIO E CALCULISTA

    ESTUDANDO PISC. DEVERIA TER APREENDIDO QUE A PRIMEIRA PESSOA QUE ELE CONSEGUIU ENGANAR FOI A ELE MESMO, ACHOU QUE IRIA SAIR IMPUNE

    CABE A JUSTIÇA FAZER JUSTIÇA, E QUE NENHUM ADVOGADO SE LIVRE DISSO

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  • Regina Fabrício Martins

    Pelo visto,um braço vale muito pouco.O de um trabalhador de baixa renda vale menos ainda.Custa-me acreditar que uma pessoa que faz Psicologia seja tão desequilibrada assim.E,dessa forma,corremos o risco de nos deparar com esse tipo de profissional e de tantos outros que rondam nossas vidas.Infelizmente,não estamos imunes a eles.

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  • Rafael

    Também pensei nesse rapaz o dia inteiro. Não sei exatamente o que dizer, até porque muitas pessoas já comentaram muito bem o ocorrido. Só gostaria de deixar minha indignação com o império do carro. Na qual todos podermos sermos vítimas desses bolas de latas com bebados dentro

    Obrigado pela cobertura do fato

    Parabéns ao vádebike

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  • Sou historiador e editor, não ando mais de bicicleta (algo que já fiz muito na vida), a não ser a ergométrica, mas para mim o caso não é simplesmente do direito de pedalar. Explico-me. Um dos direitos básicos de cidadania é o de ir e vir. Impedir ciclistas de se locomoverem livremente, principalmente, mas não somente em faixas, é um atentado contra a cidadania.
    Assim, vou escrever um artigo de jornal a partir do acontecido e apoio a ideia de se contratar um bom advogado. Entro na vaquinha, e comprometo-me a divulgá-la, desde que bem organizada.
    Jaime Pinsky.

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  • Douglas

    Meu, isso ta me dando náuseas…..

    Vou de bike pro trampo todo dia, são 20km de pedal, que sempre faço da melhor forma possível, respeitando todos para também ser respeitado. Sempre tem uns e outros que se acham melhores por tarem de carro, mas continuo meu caminho mesmo assim. Uma noticia destas me deixa muito frustado, triste, enervado, raivoso, decepcionado…..

    Como pode uma pessoa agir desta maneira, como pode alguém ir contra a vida de outra pessoa. O ciclista, assim como o pedestre e o motorista, só quer ir e vir com dignidade e respeito. O fato da pessoa escolher a bike como meio de transporte não denigre a pessoa, assim como ocorre com que esta de ônibus, de moto, de carro ou a pé.

    O que peço, por gentileza, é respeito com quem esta no transito. A segurança no transito é um dever de todos. Todos que estão nele deve zelar pela vida do próximo. A prioridade no transito é feita para quem tem menos proteção, por este motivo em 1° lugar esta o pedestre , em seguida o ciclista, estes são os elos mais fraco no transito.

    Sinto tristeza quando vejo em outros lugares comentários falando: “bicicleta não deve andar na rua”; “lugar de bicicleta é em parque”; “quem mandou estar no meio da rua”;. Cada um tem seu pensamento e suas ideias, por mais que elas sejam erradas e vão contra as leis de um Pais. O problema é quanto estas pessoas acham superiores e agridem outras pessoas só para mostrar que seu pensamento que é o correto.

    Tenho meu carro e quando estou nele, continuo com o mesmo pensamento, respeito ao próximo para que eu seja respeitado.

    Em questão de atropelamento, já fui atropelado e já tive a infelicidade de atropelar alguém. Sei como é estar dos dois lados e eu posso afirmar, não interessa seu lado, é sempre péssimo quando isso acontece.
    Quando eu atropelei um senhor, o fato de ele estar bêbado e andando no meio da rua, não me impediu de para e socorre-lo, ficar em seu auxilio até o hospital e ver que ele só teve escoriações. Acabei perdendo o dia de trabalho, mas a vida humana vale mais que isso.

    Quando as pessoas começarem a ter atitudes que ajudem o próximo, se cada pessoa respeitar 1 pessoa por dia, teremos muito menos problemas.

    Acho incrível que em algumas ruas, mesmo com a faixa de pedestre, muitos motorista não diminuem ou mesmo param para que os pedestre atravessem. Parece que perder 2 segundos é mais importante que a vida.

    Sou ciclista sim…. Mas também sou uma pessoa e tenho família como todos outros. Vamos respeitar mais para que assim todos possamos chegar em casa saudáveis e ser felizes.

    Abraço

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    • Marcos

      Douglas, mto bacana seu relato. Legal saber que tem tanta gente usando a bike como meio de transporte. Eu sou um que ainda tenho muito receio de trocar a moto pela bike.

      Eu tenho 2 motocicletas e nenhum carro. Uma das motos eu uso para viajar com a namorada, viajar e a outra, menorzinha e mais econômica, eu uso pra vir trabalhar. Se eu usasse a bike, eu economizaria alguma grana todo ano, com manutenção, gasolina, impostos, seguro… Mas eu ando de moto todos os dias e, considerando a forma como os motoristas de veículos maiores me tratam, eu me borro as calças de pensar em andar de bike.

      Eu trabalho a 23km da minha casa. Só hoje, por 4 vezes quase sofri acidente. Alguns motoristas de carros, irritados com o trânsito, impedem a passagem das motos nessas aberrações que terminamos por chamar de “corredores” propositalmente. Isso é bastante irritante. Vc pensa: “Pô, o cara poderia me dar passagem, ele não vai sair daí mesmo, mas ele quer me ferrar só pq ele já está ferrado?!”

      Ok, não é obrigação dele dar passagem. Mas é do “espírito” da coisa que eu estou falando. A predisposição em fazer algo que irá prejudicar os outros. Não sei se é frustração ou se a pessoa é “ruim do coração”, sabe? Sei que o jeito que pilotamos motos aqui em SP é errado, mas é uma distopia que foi criada por causa do nosso péssimo sistema de transporte, coletivo e individual. A ausência de ciclovias em grandes avenidas e de educação cívica das pessoas me mantém me arriscando na moto.

      Não devemos esmorecer nessa luta. Ainda que em situações como essas, a gente fique bastante receoso.

      Sobre o rapaz que fez essa idiotice…. ele foi um idiota, agiu como um idiota, merece ficar preso e pagar pelo que fez. Mas sabemos que se não fica preso nem quem mata, esse cara não ficará preso – basta ver a quantas anda o atropelador de Porto Alegre, filhote do Eike Batista, o cara que matou a mãe e filha na Marginal Pinheiros, a nutricionista que atropelou o rapaz na V. Madalena???

      Agora… se duas vidas valem R$244 mil, quanto vale um braço?!
      http://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2013/03/cantor-paga-aluguel-e-nao-tem-como-quitar-multa-por-mortes-diz-advogado.html

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      • Ricardo Laudari

        Marcos,

        O que vou dizer aqui é algo BEM particular. Eu, todos os dias de bicicleta, vejo a moto como mais perigosa do que a bicicleta. Explico-me.

        Em meu ponto de vista, o pior problema de todos é a velocidade. Hipoteticamente, se todos trafegassem a 10km/h, NINGUÉM atropelado. Certo (e bom né)? Bem, com a elevação da velocidade o perigo aumenta exponencialmente, conforme estudos sérios conduzidos em países sérios (exclua o Brasil).

        Assim, a moto, muitas vezes veloz, surpreende o motorista, colocando-se em risco. Na bicicleta, em velocidades consideravelmente mais baixas (até 25km/h), fica mais difícil surpreender alguém. Além de que, nessas velocidades mais baixas, temos tempo de antever o que pode acontecer.

        Não acho que você deva ter esse medo todo da bicicleta.

        Mas é só a minha opinião. :)

        Um abraço,
        Laudari

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        • Marcos

          Ricardo, não há hipótese nem ótica sob a qual seja racional discordar do que vc disse. Concordo 100% que a bike é mais segura que a moto!

          Eu uso a moto pq, nessas situações onde a velocidade se torna exponencialmente perigosa, eu ando na velocidade que eu andaria de bike, ou seja, 30km/h, hehehehe… Os motoboys ficam felizões qdo eu ando nessa velocidade, hehehehhehe :P ! Nada contra a categoria, até acho que os mais mal educados são os que, como eu, usam a moto pra ir e voltar do trabalho. Mas acho que minha integridade vale mais que a entrega a tempo deles. Questões do convívio entre pessoas com interesses distintos. ;)

          Eu só vejo duas vantagens da moto em relação às bikes: É mais rápida e, naquelas situações que um carro tá forçando a passagem pra cima de vc, a moto tem como vc dar uma distância do apressadinho. Um outro detalhe: a bicicleta pode atingir velocidades altas (acima de 40km/h). E com as roupas que andamos de bike, estamos totalmente despreparados para uma queda. O correto seria utilizar roupas de motociclismo (capacetes integrais, luvas com proteções reforçadas, protetores cervicais, etc). E aí, ficaria inviável pedalar…. Mas… isso é só uma viagem minha, posso estar errado!

          Eu moro próximo ao Taboão da Serra. Tenho medo de encarar a Eliseu de Almeida ou de sair lá por dentro do Morumbi, onde tem algumas pessoas ruins de volante e de índole. Meu medo é atravessar as pontes das marginais! Qdo vc passa pra dentro das marginais, há opções de caminho menos “hostis”.

          Gente como vcs, que vão trampar de bike, inspiram gente como eu! Não abandonei a idéia não, apenas a observo para quando for menos perigoso eu adota-la.

          Um grande abraço!

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          • Douglas

            Marcos, compreendo sua apreensão. Tinha o mesmo receio até eu mesmo colocar um basta e sair pro pedal. Confesso que na primeira vez que tive que pegar a Av. dos Estados, e dividi-la com carro, ônibus e caminhão, fiquei com medo de ser atropelado, jogado pelos cantos…. Mas temos motoristas conscientes também neste caótico transito paulista. Demorou quase 2 meses para que eu pegasse o primeiro apresadinho e nervosinho, mas ai já tinha pegado algumas dicas melhores de como andar e a unica coisa que aconteceu foi insultos, Graças a Deus.

            Sei que minha experiencia serve apenas para mim, que não tem aplica-la a todos, mas fica ai meus parecer de como foi o transito quando tive que encara-lo pela 1º vez.

            Hoje só uso o carro quando tenho real necessidade, como ir fazer compras no mercado. Simplesmente porque não tem como carregar muitas coisas na bike.

            Abraços

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          • Ricardo Laudari

            Marcos,

            Concordo com a maioria do que você disse. Uma escapadela de uma situação de risco e a roupa que protege mais são vantagens diretas.

            Mas, particularmente, o seu caminho é dureza! Dureza mesmo. Eliseu + Pontes das Marginais é de assustar até os mais incautos.

            Grande abraço,
            Laudari

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          • Marcos, há muitas pessoas que, como você, aguardam a cidade ser mais receptiva para deixar a moto ou o carro em casa e pedalar até o trabalho. É por vocês, também, que trabalhamos diariamente. É por uma cidade onde usar a bicicleta seja uma opção viável e segura para todas as pessoas, não só aos desbravadores ou aos moradores do centro expandido.

            Grande abraço,

            Willian Cruz

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  • henrique

    Bem, eu estava la qdo estava interditado e a Policia Cientifica chegou e faz a percia, nao ha muito o que falar alem da cena lamentavel que os ciclistas presenciaram no local, muito sangue na pista, bike reduzida a uma sacola de supermercado etc, e pensar que tanta criança com seus pais circulam por la aos domingos, ontem mesmo a ciclofaixa estava cheia, se fosse 2 horas depois teria ferido ou matado muita gente, lamentavel.

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    • Marcos

      Difícil dizer se o acidente se reproduziria as 7 da manhã, com mais gente passando no local. O cara teve uma idéia infeliz, com um resultado violento e um desfecho macabro. Não podemos ser deterministas dizendo que se ele tivesse passado lá as 7 da manhã ele teria machucado mais gente. Não quero que isso pareça uma defesa do rapaz que causou o “acidente”. Ele tem de ser julgado e punido.

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  • Guilherme Caldas

    Eu não sei se mais alguém falou isso, e estou com uma mistura de preguiça (menos) e nojo (mais) para ler tudo.

    Essa história de que o rapaz poderia ter tido o braço reimplantado, não fosse pela irresponsabilidade e torpeza do motorista, é algo que vai ficar nos atormentando a todos para sempre.

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  • Imagina a velocidade que este bandido estava pra arrancar o braço do rapaz. Numa previsão mais otimista, se o braço tivesse ficado no local do “acidente”, ainda daria tempo de ser recolocado… mas não… o homicida teve que tentar dar um sumiço no braço, deixa passar muito tempo e agora não poder ser mais usado. Canalha!

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  • Anderson Araújo

    Soube da noticia logo pela manhã e fiquei tão chocado que não pude tirar minha bicicleta de casa. Passei o dia pensando neste rapaz. Estive na ciclofaixa semana passada, minha esposa está grávida e não consegui para de pensar que poderia ser eu ali naquela hora, não sei o que faria se algo assim acontece comigo.

    Wiliam, precisamos mesmo organizar uma vaquinha digital para pagar um advogado bom para este rapaz, você, a Aline ou a Renata Falzoni poderiam tomar a frente dessa campanha, eu mesmo quero ajudar, temos usar este caso como exemplo do quão unidos podemos ser contra esses monstros!

    Desejo que Deus conforte este rapaz, que ele possa superar este trauma tão grande e encontrar novamente a felicidade brutalmente arrancada de sua vida.

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  • Parabéns ao site pela cobertura. Uma das poucas mídias que se pode confiar hoje em dia, infelizmente. Abraços, de Porto Alegre.

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