Campanha do automóvel Mini estimula agressividade

Melhores momentos da campanha do Mini no Brasil: "pronto pra maldade", estímulo à velocidade e valorização de características agressivas. Imagens: reprodução (Facebook/Twitter)

Alguns dos momentos polêmicos da campanha do Mini Paceman: “pronto pra maldade”, estímulo à velocidade e valorização de características agressivas. Clique para ampliar.
Imagens: reprodução (Facebook/Twitter)

A campanha do Mini Paceman, modelo recém lançado no Brasil do veículo de origem britânica, tem incomodado muita gente. Adotando o slogan “o Mini que morde”, a campanha retrata o carro como um animal raivoso, com os termos intimidador, bravo e “pronto pra maldade”, além de reforçar características como velocidade e aceleração.

Para os usuários das ruas que não estão protegidos por uma lataria e sofrem agressões constantes de motoristas impacientes e violentos, a campanha tem soado como estímulo a um comportamento agressivo e irresponsável, que vitima e mutila ciclistas e pedestres nas ruas. Todo cidadão que faz uso cotidiano da bicicleta tem alguma história para contar de situações em que sentiu a morte de perto, por comportamento agressivo intencional de motoristas. E é por isso que o tom da campanha os incomoda tanto.

Ghost Bike em memória do ciclista William Morsetvita, morto por um motorista com pressa em São Paulo. Foto: Priscila Cruz

Ghost Bike em memória do ciclista William Morsetvita, morto por um motorista com pressa em São Paulo. Clique aqui para saber mais. Foto: Priscila Cruz

Pronto para a maldade

Essa é a afirmação que mais chocou, dentre tantas feitas nas mídias sociais da campanha. E o que o deixaria preparado para isso é o motor potente, de 184 cavalos. “Como pode um publicitário, atendendo uma empresa mundial, dizer que o carro está pronto para a maldade?”, indigna-se o empresário Thiago Pereira, sócio do grupo PCycle. “O motor é potente, 184 cv, e portanto o carro está pronto para matar. Temos mortes diariamente usando o carro como arma. É estimular muito a agressividade do motorista”.

Thiago conta que sobe a Av. Angélica, em São Paulo, todos os dias e sofre com os carros que passam perto demais. “Uma campanha incentivando que um carro está pronto para a maldade coloca diretamente minha vida em risco”, preocupa-se. “Se já falta informação para os motoristas em relação à bicicleta, imagina recebendo essa. É muito forte essa afirmação”.

Comportamento agressivo deve ser coibido

Afirmações como essas valorizam um estilo agressivo de dirigir, estimulando indiretamente um comportamento que mata e mutila nas ruas diariamente. Esse estilo de condução se traduz em uma maneira de dirigir que é considerada crime de trânsito e pode dar cadeia ao condutor irresponsável. Resulta na disputa por espaço, na “guerra das ruas”, como a imprensa tradicional costuma estampar. Mas não há “disputa por espaço” quando um único lado tenta negar ao outro o que é de direito de ambos. E não há “guerra” quando apenas um lado morre.

Peças publicitárias que estimulam a agressividade, a disputa e o excesso de velocidade deveriam ser proibidas. As agências e pessoas que as criam e decidem pela sua veiculação poderiam receber sanções e punições. Porque, no fundo, essas peças (e por tabela esses profissionais e agências) estimulam nas ruas o comportamento que menos queremos: o de potencial homicida.

Aos poucos, David retoma as atividades das quais sempre gostou - entre elas, andar de bicicleta. Imagem: Record/Reprodução

A agressividade de um motorista na condução de seu automóvel fez com que David dos Santos Souza perdesse seu braço direito. Saiba mais. Imagem:Record/Reprodução

Justificativa da agência

Vá de Bike entrou em contato com a DPZ, agência responsável pela campanha “o Mini que morde”, explicando o problema e solicitando um posicionamento. Reproduzimos aqui, na íntegra, a resposta recebida:

A DPZ, em respeito aos ciclistas de São Paulo, em nenhum momento pretendeu dar a conotação de que o novo MINI é um carro agressivo no sentido do relacionamento com os demais atores do nosso caótico trânsito. O tom dos anúncios guarda relação exclusivamente ao seu potencial tecnológico, o que é quase sempre evidenciado nos comerciais para automóveis como forma de enaltecer sua esportividade e potência. Queremos ressaltar, ainda, que um automóvel não determina o comportamento dos motoristas. O que determina as atitudes das pessoas são fatores como educação para o trânsito e consciência de onde termina o seu direito e começa o de outro. Em nenhuma peça da campanha há a sugestão do carro sendo dirigido de forma imprudente no trânsito. Inclusive, ele é sempre mostrado parado. A “agressividade” que está no tema da campanha diz respeito principalmente ao design esportivo do novo lançamento da marca. A DPZ é uma agência ética e que sempre atuou no sentido de fazer as coisas politicamente corretas e responsáveis.

Em tempo: esse tipo de publicidade nem de longe é exclusividade da Mini ou da DPZ. Veja alguns outros exemplos nos links abaixo.

Saiba mais
A publicidade estimulando a agressividade no trânsito

GM ridiculariza ciclistas, Giant responde

Crime socialmente aceitável

Você acredita em autorregulamentação publicitária?

Carros são o “acidente” que mais mata crianças em São Paulo

Crianças são o inimigo

Recorrendo ao Conar

Qualquer cidadão que considerar uma campanha publicitária inadequada ou prejudicial pode formalizar uma denúncia no Conar, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária. Se você se sentiu incomodado e acredita que o tom adotado tem o potencial de tornar o trânsito mais violento, clique aqui para visitar o site do Conar e faça sua reclamação. No topo do site há um link para fazer a reclamação. É tudo simples e rápido.

Ainda que não chegue a ter efeito neste caso específico, servirá como sinalização à entidade para permanecer alerta ao aumento do risco viário que algumas campanhas podem oferecer, ainda que não seja de forma intencional. É preciso promover e valorizar a direção responsável, não o exibicionismo.


76 comentários para Campanha do automóvel Mini estimula agressividade

  • David

    Para quem ainda acha que propaganda não faz mal para ninguém, vocês lembram do cigarro Camel? Aquele que durante um tempo tinha um camelo musculoso fazendo propaganda. Sabe qual era o target? Crianças de 12 anos. Pelo menos daquela vez o CONAR atuou e tirou de veiculação.

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  • Carlos

    Adicionando um comentário, lendo livro “A Cabeça do Brasileiro” de Alberto Carlos Almeida de 2007, vi que os brasileiros de baixa escolaridade, são mais favorável à censura a proibição de programa de TV que faz críticas ao governo. Não é de surpreender, depois de 6 anos, é exatamente isto que vemos. Contudo, com a maior escolaridade, devido ao crescimento da Classe C, mais educada, a situação está mudando. Os movimentos sociais provaram isto.
    Creio que isto também se aplicam a propagandas em modo geral. Pensando em propagandas como esta do Mini, a tendência é que a iniciativa dos publicitários com mensagem errada, como a do Mini, vai sair pela culatra. A iniciativa da água também vai pelo mesmo caminho.

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  • flavio

    Este link aqui (em inglês) não é sobre uma propaganda mas sobre uma tecnologia de protecão aos pedestres e ciclistas, que conta com sensores no carro que ao se aproximar muito de um ciclista/pedestre ele o freia automaticamente, que esta fabrica de automóveis escandinava esta implantando em seus carros: http://www.bikeradar.com/commuting/news/article/volvo-reveal-world-first-cyclist-detection-system-with-full-auto-brake-36641/
    Dentre as noticias que escuto da industria automobilistica esta é a unica que não me deu dor de cabeca..

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  • O Conar é Um órgão De Auto-regulamentação, Ou Seja, Vasilina!!!

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  • Carlos

    Já que estamos falando de propaganda. Outro segmento da publicidade chamou a minha atenção: Imóveis. Divulgação geralmente em forma impressa.

    Uma delas é usando o projeto da Ciclopassarela da USP como atrativo para induzir a compra do imóveis na região dp Jd. Bonfigliori, um bairro que margeia a Rodovia Raposo Tavares e fica atrás da Universidade de São Paulo. Um questionamento que se faz para este tipo de propaganda, é se realmente também está prevendo bicicletário no próprio condomínio, instalação de paraciclos para visita, e, envolvimento com o poder público para ajudar a estabelecer ciclorotas e ciclovias. É bom questionar o empreendimento. Afinal esta ciclopassarela vai ser útil ? Com custo estimado de 80 milhões (!) essa ciclopassarela só vai poder ser usada quando os portões da USP estiverem abertas.
    E veja o comentário da Raquel Rolnik que está atento a estas obras faraônicas: http://raquelrolnik.wordpress.com/2012/12/12/ciclopassarela-ligando-a-usp-ao-villa-lobos-mais-um-projeto-solto/

    Os portões da USP tem acesso controlado no final de semana. Ou seja somente quem estuda ou trabalha na USP, tem acesso. Então o que estes empreendimentos querem vender ? Estão induzindo uma facilidade que não existe de fato.

    Como diziam os antigos romanos “Caveat Emptor !” ou “Fiquem espertos !” (Tradução livre).

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  • Guilherme

    Só para botar lenha na fogueira, o que vocês acham deste vídeo então?

    http://youtu.be/da3xenBhCA8

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    • Carlos

      É mais do mesmo. Temos um público cativo que se intimida e compra, e publicitários acham que estão abafando fazendo estas propagandas. É como futebol e religião. Mais do mesmo, quase uma unanimidade. É um besteirol só.

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  • João Silveira

    Sei não… to achando tudo isso pelo em ovo.

    Pelo que eu entendo o mini que morde é uma referencia ao design mais esportivo e agressivo da linha paceman, comparado ao design do mini.
    O mini sempre foi visto como bonitinho e até meio feminino… meio bichinho de estimação. O mini que morde é o mesmo bichinho mais agressivo. É isso? Eu entendo assim.

    Dizer que isso é uma influência na construção de uma noção cultural de direção imprudente e perigosa é querer achar o problema onde ele não está.
    Poxa, tudo bem que podemos reclamar da propaganda se não gostamos dela. Estamos todos no nosso direito mas pensem comigo: em alguns países existe muita publicidade vendendo e incentivando design agressivo, potência de motor, 0-100 em x segundos e etc. Mesmo assim, nesses mesmos países, existe respeito ao ciclista.

    Acho que é uma questão de educação no transito.

    No final do dia é meu direito como consumidor poder comprar um carro agressivo e meu dever dirigir de forma prudente: um não anula o outro.

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    • Carlos

      É uma discussão diferente da de discutir sexo dos anjos. Claro, discussão sem ter alguma ação ou feedback não resulta em nada. Positivo ou negativo.
      Estamos numa era de experimentações, inovações. E isto faz parte. Nada é definitivo ou sacramentado.Por exemplo, do artigo do Arturo Alcorta: http://escoladebicicleta.blogspot.com.br/2009/07/pelo-menos-fez-algo.html
      Segundo a atitude do pessoal que fala que “pelo menos se fez algo”, seria algo do tipo “problema não é meu, ema, ema cada um com seu problema”. Contudo, o problema dos outros pode se virar contra você, já que você fará parte da solução deles. Bem, veja este texto de uma revista local da seguinte fonte:
      Se vira o problema é seu – Será?
      http://www.medplan.com.br/materias/3/23733.html

      Tem uma estorinha que vou reproduzir aqui:
      “A Ratoeira

      Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.
      Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.

      Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos:
      - Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa !!

      A galinha disse:
      - Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

      O rato foi até o porco e disse:
      - Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira !
      - Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranquilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações.

      O rato dirigiu-se à vaca. E ela lhe disse:
      - O que ? Uma ratoeira ? Por acaso estou em perigo? Acho que não !

      Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima.

      A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego.
      No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher… O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre.

      Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.

      Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
      Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.

      A mulher não melhorou e acabou morrendo.
      Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.

      “Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco. O problema de um é problema de todos”.

      Isto demonstra que tudo está interligado. E cedo ou tarde, o problema de um ou de alguns irá lhe afetar de formas totalmente inesperadas.

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  • Lucas

    Concordo em ser apenas um comercial e que pode não influenciar as ações no trânsito.

    Mas como comercial, a marca e a agência devem estar atentos ao momento em que vive a nossa sociedade e o público alvo, os jovens. Mostrar respeito e pacificidade na propaganda teria melhor aceitação. Buscamos uma sociedade mais justa e com mais respeito entre as pessoas, seja aquela dentro do carro ou na bicicleta. Este deveria ser o foco.

    Existe uma onda muito positiva e proativa de mobilidade pública, transporte coletivo e uso das bicicletas nas grandes cidades. A marca poderia muito bem aproveitar esta onda lincando o uso do carro com outros modais e incitando o respeito mútuo.

    Nossos jovens não se impressionam mais com propagandas com aventura, trânsito zero nas ruas, gatões e gatonas. Queremos ver a verdade e escolher um produto sabendo que estamos fazendo o bem.

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    • Carlos

      Por falar em propaganda, tem outras que estão mais diretamente relacionados com a bicicleta. Um exemplo, é a da garrafa de água Cristal, que recentemente colocaram “paraciclos” em formato de garrafa. A idéia é boa, mas a implementação deixa a desejar. Além de ocupar espaço para gerar ponto de acúmulo de sujeira, poucas pessoas deixariam a sua bike num paraciclo destes, que é capaz de entortar as raias:

      http://www.revistabicicleta.com.br/bicicleta_noticia.php?crystal_eco_instala_bicicletarios_em_sao_paulo_e_minas_gerais&id=11411

      Nestas vale mais para dar feedback, como fiz no link acima, na matéria da Revista Bicicleta.

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      • Carlos

        E isto está relacionado com a história de engarrafar a água que temos em abundância:
        http://www.storyofstuff.org/movies-all/story-of-bottled-water/

        Contudo, com essa estratégia de água engarrafa, ironicamente, estamos poluindo os nossos rios com as garrafas ! E tivemos um post sobre estarmos enterrando ou escondendo os nossos rios, arroios, etc … ( Sabia que a língua portuguesa é a que tem mais nomes para diferentes tipos de cursos d´água ? ).

        E o que isto tem a ver com o carro e a propaganda, as mesmas táticas são usadas: medo, intimidação, etc … só para induzirem a comprar. Na venda de água é a mesma coisa. Já mandei uma carta criticando a forma como estão tentando seduzir os ciclistas para consumir a água engarrafada Cristal. E a Annie Leonard tem razão. Na minha casa, temos duas fontes de água: uma engarrafada, que meu pai insiste em comprar, e outra que uso filtro de gravidade. Naturalmente que gosto mais do gosto da água filtrada do que a engarrafada. E, como estas coisas custam, as pessoas tendem a comprar a mais barata e conequentemente essa economia é na base da porcaria. Teve um dia que experimentei a da Nestlé, e senti um gosto um pouco salgado ( provavelmente, estão usando a água da rede, e acrescentando sais minerais, como é comum lá fora ), e pagando muito mais e com a embalagem poluindo. E, claro como todo ciclista, cuida da água que se bebe. Cuida ?

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  • Carlos

    Acho que poderíamos propor que o MINI, também tenha no seu bagageiro, como alguns modelos da BMW, uma bicicleta, dobrável e pequena, é claro. :-) .
    Assim, pode-se compensar essa atitude impensada, e atrair até mesmo ciclistas, e pessoal preocupado com a sustentabilidade. E, também para compensar estes impostos insustentáveis ( Tem dúvida que é insustentável ? Pagamos mais de meio-ano para pagar sós impostos. Conhece a Curva de Laffer ? )

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  • ERNO POTSDAM

    CONAR- Conselho de AUTOREGULAMENTAÇÃO ! Vocês acham que irão contra seus patrocinadores ? É uma piada ! Deveria ter é uma lei de medios que nem na Argentina para regulamentar o setor de propaganda, o setor mais hipócrita da nossa sociedade !

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    • Carlos

      Para ver como isto é algo cultural, acho um lago negativo da nossa cultura brasileira. Está relacionado com essa idéia de autofagia, de anti-herói, de sentimento de inferioridade, de subserviência. Macunaíma. O que leva a essa depedência de patrono, patrão, chefão, autoridade, … por isto que a Lei das Mídias ( o Ley de Medios ) Argentina, atrai muito, principalmente ao nosso governo, que já fez mordaça em cima do “O Estado de São Paulo” para a família Sarney.
      Dá para evitar toda essa bagunça, apenas fazendo, usando outra propaganda “Just do it.”, exemplo foi essas manifestações populares, vamos fazer ! Não esperemos ficando nos apoiando nas leis, porque somos fracos e indefesos. Esse medo que a gente tem … E a do Steve Jobs: ‘Stay hungry. Stay foolish.’, serve bem para estas manifestações … Por que não ?

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  • Alê

    O que o pessoal da liberdade de expressão incondicional parece não entender (e não só nesse caso, mas em toda e qualquer polêmica que toque nesse assunto) são duas coisas fundamentais:

    - Primeiro, que criticar o discurso de uma pessoa não constitui censura. Se a entidade X (empresa, pessoa, ou que quer que seja) tem direito de se expressar de maneira ofensiva ou que naturalize comportamento inadequado, a entidade Y tem direito de se expressar criticando tal discurso. Isso não fere a liberdade de expressão. Pelo contrário, é parte integral dela.

    - Segundo, não entendem que quando falamos que um discurso reforça um certo tipo de comportamento, isso não significa dizer que o discurso é uma força mágica ou hipnótica que transforma indivíduos em autômatos reprodutores daquele comportamento. A questão não é individual, é cultural. Vivemos em uma sociedade onde existe uma noção naturalizada e internalizada de que, de maneira geral, agressividade demonstra superioridade. Isso se traduz inclusive, mas não exclusivamente, na cultura da direção ofensiva e agressiva, na ideia de que dirigir mais rápido e com menos consideração pelo direito alheio de ocupar a rua e pela segurança e integridade física alheia significa ser mais fodão (perdoem meu francês).
    Quando uma grande marca cria uma peça publicitária que reafirma todas essas noções (o mini que morde, estraçalha, pronto para a maldade – palavras todas explicitamente presentes nas divulgações), ela não é sozinha a grande vilã controladora de zumbis, mas é mais uma pequena força que mantém essa cultura. Só mais um tijolo nesse muro. É o resultado de muitos desses tijolos que é a cultura que faz com que inúmeros motoristas achem perfeitamente normal que todos os outros tenham que abrir caminho pra ele, mesmo que isso signifique colocar em risco algumas vidas.

    Enfim, essa galera reclamando do texto é um pessoal que simplesmente não consegue enxergar os problemas de uma maneira mais ampla e completa. Só enxerga as partes e ignora o todo. É exatamente a definição de alienação, no sentido sociológico do termo.

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    • Carlos

      Acho que o real problema foi quem autorizou este tipo de propaganda. Ou seja, a própria fabricante do MINI, ou representante da MINI no Brasil. Então muito das críticas devem ser dirigidas para a MINI. A DPZ ou meio publicitário não devem ser totalmente culpados por isto, são culpados por aceitar fazer uma propaganda destas. Ética e Moralidade. No site da PZ, Dualib diz como uma agência como DPZ ajuda a sociedade. Certamente, também pode prejudicar uma sociedade. Ignoroou a Miopia de Marketing. A mídia também falhou, também deixou passar esta peça publicitária. Contudo, quem autorizou é o maior responsável pelos dividendos desta ação publicitária. Foi quem pagou e autorizou. Vai sofrer as consequências. Ou não. Se todos ficarem somente pelegando a peça publicitária.
      Neste ponto, vocês percebem onde é que começam as impunidades.
      O tópico de se pôr no lugar dos outros é pertinente. Se aplica ao representante da MINI ou a MINI que não se pôs no lugar dos outros, a DPZ, o meio publicitário, a mídia. O principal responsável pela esta cadeia de eventos foi foi a MINI, então devemos dar este feedback para a MINI.
      A mesma coisa devemos fazer para qualquer peça publicitária. Vamos para quem autorizou. Aquele que decidiu que mais vale massagear o seu próprio ego, sem ter empatia.

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      • Carlos

        Bom a representante da MINI pode dar algumas desculpas esfarrapadas sem reportar isto para a MINI da Inglaterra. Então vamos subir, reclamar com a MINI Inglaterra. Se isto também não surtir efeito, reclamar para a BMW, que é a dona da Cooper. A BMW está construindo uma imagem de sustentabilidade, que em tempos recentes até ofereceu modelos de carros com bicicletas, e ela mesmo fabricando bicicletas:
        http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/hardware/2013-03-19-cruise-a-bicicleta-eletrica-da-bmw
        Imagine esta notícia chegar
        Se formos capazes de incomodar estes, teremos um exemplo e as práticas vão mudar.
        Regulamentação é bom para nos proteger, quando tudo o mais falha, mas não vamos ficar só nisto. Parece que depois que o pessoal regulamenta o pessoal esquece de quem são os maiores culpados por tornar a sociedade uma bagunça. É isto aí, omissão, falta de participação, opinar, dar feedback, essa cadeia de submissão provoca nas sociedades.

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  • Paulo

    A preocupação da patrulha do politicamente correto poderia ser hilária se não fosse uma postura medíocre.
    Mas é compreensível. Os argumentos dos incomodados e/ou ofendidos se alinham no próprio estereótipo que criaram para as supostas vítimas influenciáveis pela mídia. Até o Reductio ad Hitlerum usa-se!
    Esquecem-se estes valorosos patrulheiros, que influencias muito piores se veem nas novelas e atrações da TV, diuturnamente.
    E o trabalho dessa patrulha nada mais faz que cercear a liberdade de expressão e o livre arbítrio.
    Ora, expresse seu descontentamento de forma mais eficaz : Não consuma os produtos cujas propagandas julgue ofensivas.

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  • Alê

    Texto excelente e sensato, apesar do exército de retardados mentais que insiste em defecar pela boca toda vez que alguém defende um mundo melhor.
    O mais imbecil é o que insiste que “publicidade não influencia ninguém”. Deve ser só por diversão que multinacionais investem mais da metade de seu fluxo de caixa em publicidade.

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    • Aê velho, em nenhum momento eu xinguem alguém aqui, então mais respeito viu! Se for pra começar a atacar gratuitamente pode parar…

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      • Alê

        Poxa, amiguinho, você é muito sensível pra quem critica tanto a ‘patrulha do politicamente correto’.
        Você está cerceando minha liberdade de expressão e de opinião de te achar um verdadeiro babaca e dizer isso em alto e bom som.

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        • Só estou dizendo que existem várias formas de se passar uma mensagem. Uma coisa seria eu dizer “Não concordo com isso” e outra seria “Porra cara cê é burro, não sabe de nada”. Não estou diminuindo seu comentário, só acho que se for pra começar com ofensas, a discussão se perde e não leva a lugar nenhum! Então pega leve viu filho…

          Agora se vc não entendeu, paciência. Não é um comercial de carro desse que me transformará num motorista psicopata rs.

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  • Luiz

    Texto ridículo, simplesmente desnecessário e parcial… Denunciar no Conar ainda é o fim da picada passa dos limites.

    Cabeça limitada demais, pense mais antes de sair escrevendo qualquer asneira.

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    • tiagobarufi

      Passa dos limites, como assim! Comovente a sua indignação! Você estabelece os limites para a indignação de outras pessoas, é isso? Você está se sentindo cerceado em seu direito de assistir televisão? Estou sentindo muita, muita pena de você.

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  • Guilherme

    É lamentável a atitude dos ciclistas em se fazerem de vítima até quando o assunto não lhes diz respeito. Em outras palavras, querem combater uma suposta agressividade agredindo, ainda que de forma distinta.

    Um artigo desses só piora o já conturbado relacionamento entre ciclistas e motoristas.

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    • tiagobarufi

      E é chocante a atitude dos fanáticos por carro, por se fazerem de vítimas quando sua devoção incondicional a marcas e a competições é questionada.
      Então, a pessoa se sente ‘agredida’ porque um anúncio de sua marca predileta foi questionado?
      É impressionante.
      Eu dirijo carros e não vejo nenhuma relação ‘conturbada’ entre ‘motoristas’ e ‘ciclistas’. Vejo apenas gente que comete crimes de trânsito e ameaça a vida alheia. Raramente estes estão pilotando bicicletas, porque estas são notoriamente ineficazes enquanto armas. Se algum ‘motorista’ está com raivinha de ‘ciclista’, e se essa raivinha ridícula foi aumentada por um post em um blog que eu, que dirijo carros, considero pertinente, avalio que essa pessoa está considerando a possibilidade de cometer algum crime de trânsito, motivada por tal animosidade.
      Uma pessoa assim não deveria dirigir carros. Deveria antes buscar tratamento para sua ‘raivinha’, porque não faz nenhum sentido agredir pessoas usando um carro como arma porque não gostou de um post num blog.

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      • Guilherme

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        • Alê

          “tão pouco possuo qualquer admiração pelos MINIs, na minha opinião é carro voltado pro publico feminino e homossexuais.”

          Não basta ser ignorante, tem que se misógino e homofóbico também. Afinal, como admirar algo que é feito “para mulheres e homossexuais”, não é mesmo? Fora que isso de “tal coisa é de mulher e de gay” é o tipo de recalque machistóide que eu pensava que as pessoas abandonavam depois da puberdade, mas infelizmente não é o caso.

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          • Guilherme

            Esqueci que certos grupos são imaculados, não se pode falar nada que já consideram como crime, racismo, preconceito, homofobia.

            Qual o problema? Mulheres, homens, crianças, adultos, homossexuais, brancos, pretos, azuis, asiáticos. Cada grupo tem uma preferência por alguma coisa, o que tem de tão ofensivo nisso? Há centenas de tipos de carros no mundo, sendo cada um voltado para um público. E daí?

            Basta você olhar quem está atrás do volante dos MINIs para perceber que não é apenas minha opinião, mas a realidade nua e crua. O mesmo serve pro Fiat 500, Smart Fortwo, Citroen C3, entre outros.

            Enfim, desculpa aí se você ficou ofendido(a) Alê!

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  • Cleberson

    Minha nossa senhora, eu nunca vi tanta incapacidade mental num lugar só. Tudo agora é apologia, tudo é manipulação! HAHAHAHAHAAHA

    Dei boas risadas lendo os comentários dessa página. A partir do momento que o cara senta no banco do motorista ele se torna um imbecil, um retardado, um “rachador”. E claro, se uma pessoa dirige um carro esportivo pode ter CERTEZA que ele não tem educação e vai sair atropelando todo mundo!

    Parabéns! É assim que a humanidade evolui mesmo!

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    • tiagobarufi

      Não entendi qual parte você considera incapacidade mental, mas a sua ênfase leva a crer que se sente abalado por alguma colocação feita aqui.Você está generalizando quanto ao impulso homicida do motorista de forma a procurar provar, por absurdo talvez, que ele não existe. Eu gostaria que você não fosse tão desinformado e pesquisasse sobre as mortes no trânsito. Essas são de verdade, viu? Não é filme de cinema, não é propaganda também.
      Eu considero que o conceito de existir um carro “esportivo” para andar na rua é uma séria distorção do meio de transporte, porque, afinal, qual a razão racional para usar a rua para prática de esporte a motor? Qual a razão para você achar inofensiva a ‘maldade’ do trânsito? Você vive em alguma realidade paralela onde as mortes são de mentirinha, é isso?

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      • Cara por favor, foi apenas um comercial! Vou colocar assim: mais de 80% dos acidentes de trânsito acontecem por imperícia, imprudência e negligencia. Estes 20 e poucos são causados por falha mecânica, mau tempo e má sinalização. Uma pequeníssima porcentagem pode vir de pessoas influenciadas por propagandas! Sabe o que tenho a impressão? É que todos os carros esportivos ou que parecem um, devam ser banidos do mundo! Vamos incendiar todos os esportivos! Vamos incendiar aquele Clio 1.0 por estar com uma faixa branca zebrada que lembra um grande esportivo! Estamos exagerando nisso! Não podemos ser tão radicais assim! Eu tenho um Apollo 1.8, na época de lançamento ele passou a ideia de um carro esportivo. Se eu colar o pé no assoalho ele dispara em 100km/h rapidinho, e nem por isso vou fazer-lo numa via pública! O motorista tem que ter consciência e responsabilidade. Tendo isso, ele dirige até dentro de um parque (peloamordeDeus, é só um exemplo).

        Um motorista irresponsável pode atropelar e matar com um popular 1.0 até quando esta saindo da garagem a 5km/h! Sim, caso venha outro carro pela rua, ciclista ou mesmo pedestre! Ainda insisto em dizer que estamos gastando munição com o inimigo errado. A ordem de combater os maus motoristas na minha opinião seria assim:

        Urgentes – Aumentar a fiscalização de trânsito, aplicando todos os dispositivos existentes (multas, radares, redutores de velocidade, presença ostensiva do policial de trânsito); Campanhas educativas em todas as mídias alertando sobre os perigos da direção perigosa;

        A médio prazo – Alterar leis para que os crimes de trânsito tenham maiores punições à seus infratores; Fazer um re-planejamento de nossas ruas e avenidas para priorizarem o transporte público, o ciclista e o pedestre; Obrigação de todas as escolas de ensino fundamental e médio sobre leis de trânsito; Mudança drástica no sistema de ensino e avaliação das autoescolas;

        A longo prazo (com as demais já realizadas) – Diminuição nos incentivos para compra de carros; Fiscalizar campanhas publicitárias que incentivem o comportamento violento de motoristas;

        Poxa o exemplo pode até ser usado aquelas bikes do tipo Speed, de competição. Eu sei que ela corre muito, é agil e tudo mais, mas não é por isso que vou pegar uma avenida Paulista e costurar todo os carros como quem estivesse fugindo do diabo! Temos que ter censo.

        Desculpem se falei dimais, tentei me controlar pra não deixar escapar alguma palavra ofensiva. Espero que o pessoal mais radical consiga entender meu ponto de vista.

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        • tiagobarufi

          Você desqualificou toda a sua argumentação ao mencionar esses 80% ou 20%. De onde você tirou essa informação? Eu suponho que você inventou isso. E te digo mais: não importa quantas mortes são causadas pela maldade e quantas são obra do acaso, você não consegue me convencer que a maldade é inofensiva. O fato de você achar isso tão normal diz muito sobre a indiferença cotidiana com as notícias de morte causada por excesso de velocidade ou por descuido. Como se fossem obra do acaso. Como se inventar que são 20% ou 2% encerrasse o assunto.
          O ponto que me incomoda é que no comercial e na vida a maldade, a agressividade e a competição nas ruas sejam tratados como algo normal.
          Eu não preciso citar estatísticas (inventadas ou não) para te informar que, sim, essas condutas causam morte todos os dias. O fato da conduta potencialmente assassina ser tratada como algo inofensivo e lúdico e endossado por empresas não deveria ser ignorado. Ao contrário, a mudança na cultura é muito urgente para desenvolver nas pessoas a responsabilidade desde a infância, para que o meio de transporte extremamente útil que é o carro não continue a ser a principal arma para assassinato por motivo fútil.

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          • Nunca que eu acho uma morte no trânsito normal. Ainda não cheguei neste ponto de frieza. Sim, um sujeito que avança com um carro/moto/bicicleta/ônibus/carro/patinete pra cima de outras pessoas, é por maldade.

            Sobre as estatísticas, no momento só me lembro deste link:
            http://www.cepasafedrive.com/v2/index.php?option=com_content&view=article&id=71%3Acerca-de-90-dos-acidentes-de-transito-poderiam-ser-evitados-com-mudancas-comportamentais&catid=21%3Anovidades-cepa&Itemid=83&lang=pt

            Tão pouco as inventei. Mas sim, a grande maioria dos acidentes acontece por imperícia, imprudência e negligência.

            Exemplo: Um acidente que aconteça num cruzamento com semáforo; parece estranho já que o semáforo controla o fluxo. Enfim, ele não estava queimado e o sol não o tapava. Pergunta a uma testemunha e logo vem o inevitável “o carro tal passou o sinal fechado” ou “carro tal NÃO VIU o sinal fechado e passou”. Entendeu? Não viu = imprudência. Se ele não sabia que precisava parar no sinal fechado = imperícia, e se ele viu o sinal fechado e mesmo assim passou = negligencia.

            Faça o teste, ao passar por um acidente na rua, pergunte pra alguém o que aconteceu. Quase certeza que a causa é falha humana (falta de atenção e tal).

            Prefiro exigir do poder público mais estrutura cicloviária do que exigir que um comercial “ofensivo” seja retirado do ar.

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  • Rafael

    Cara… Qual o nexo disso??? o “nervoso” se refere ao desempenho do motor. Só alguém com reduzida capacidade mental pensaria diferente. E olha que ando em 2 rodas o dia todo…

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    • tiagobarufi

      a ‘maldade’ deve se referir a alguma realidade diversa do mundo em que você vive, também. Afinal, é só propaganda, o sangue no asfalto todos os dias deve ser só truque de hollywood.

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    • Jorge

      É sempre o mesmo mínimo do politicamente correto.
      Não gostou da propaganda? Não compre o carro.

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  • Leonardo

    Pessoal fica assistindo “À prova de morte” no DVD e acha que todo mundo é igual ao personagem do Kurt Russell… que vai pegar um carro, pintar uma caveira e fixar um pato metálico no capô e sair por aí matando geral só porque “ele tem 184 cv.”

    Se for levar pra esse lado, então a propaganda do Renault Sandero também tem que ser banida por causa da fala “Aí, tira as crianças da sala que eu tô passando sem toalha”… nossa, vai causar um trauma a toda uma geração, já vejo psicólogos com agendas cheias de crianças traumatizadas porque um Sandero passou na TV sem toalha.

    Crítica é sempre válida, mas desde que tenha critério. Isso aí é querer ser politicamente correto demais. Menos exagero e mais bom senso.

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    • Leonardo

      E vou mais além:

      Se for ampliar a questão pros filmes – que, afinal, são uma conhecida fonte de influência – quem assistir “Perigo por encomenda” vai automaticamente comprar uma fixa e sair barbarizando pelas ruas que nem o Joseph Gordon-Lewitt fez no filme?
      Gente, nem todo mundo é tão influenciável assim… vocês estão subestimando a capacidade do ser humano de discernir entre certo e errado. Tem boçal e sensato, não há “áreas cinza” nessa história.

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      • tiagobarufi

        Sim. Exatamante, e te digo mais: conheço mais de um jovem que foi influenciado pela série ‘velozes e furiosos’, com consequências bastante previsíveis. Se você está acima das influências, meus cumprimentos (embora eu não acredite sinceramente nisso).

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        • Leonardo

          A única coisa que “Velozes e Furiosos” me influenciou foram os adesivos… meu ex-206, coitado, tinha 5 daqueles adesivos de marcas de preparação em cada uma das portas… rodei um ano assim até mandar tirar tudo.

          Pensar que eu vi o primeiro no cinema, em 2001… estou ficando velho mesmo!

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          • tiagobarufi

            OK. Você explicou o que eu queria dizer. Obrigado. Você provou meu ponto de vista. Você foi influenciado pela publicidade. Acha pouco?

            Foi influenciado por um filme a ponto de fazer divulgação gratuita de marcas que não pagaram nada a você por isso e para emular o espírito competitivo, presente no roteiro, com seu carro. Houve também quem colocou aerofólio traseiro em carro com tração dianteira (um absurdo, em termos de engenharia).
            É muito comum também a ‘preparação’ dos carros para corrida de rua, com produtos das marcas que fizeram pesado merchandising nesses filmes. Acontece bastante, bem perto da minha casa.

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  • Eduardo M.

    …”que a propaganda NÃO lhe influencia”…

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  • Eduardo M.

    Se você pode jurar de pés juntos, que a propaganda lhe influencia, que bom.
    Mas isso não garante que ela não influencie outras pessoas.
    Propaganda – é um modo específico de apresentar informação sobre um produto, marca, empresa ou política que visa influenciar a atitude de uma audiência para uma causa, posição ou atuação.
    Não tenho nada contra o produto, nem acho que tudo precisa ser politicamente correto, mas acredito que faltou bom senso na campanha.
    Abraços a todos!

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    • Carlos

      Eu diria que a campanha foi desastrosa ( sem intenção de trocadilhos :-) . ). Pois toda propaganda é dirigida para um público-alvo, atingiu pessoas que não era o público-alvo, foi um dos erros da propaganda.

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  • Edson Murakami

    Nao sei se seria estimulo a agressividade mas jah existe carro equipado c/ air-bag p/ pedestre/ciclista/motociclista caso ocorra atropelamento.

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  • Netto, concordo com você. A questão é que alguns podem entender exatamente o que a agência quis dizer: que apesar de ser um carro pequeno, ele é tão potente quanto um carro grande. Mas algumas pessoas, infelizmente, podem ser influenciadas sim, principalmente aquelas que são mal informadas e que acham que tudo o que rola na TV é possível fazer na vida real. É uma faca de dois gumes, não acha? Mas também acho exagero tirar essa campanha do ar… quem sabe a agência faça um alerta no final da campanha como fazem em campanhas de bebidas alcoólicas? abraços.

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  • Carlos

    Bem, estamos entrando numa nova fase da vida da sociedade, com nova classe média se formando, então é claro que devemos fazer melhor que a anterior. Essa deve ser a do Cidadão 2.0, que opina, age, e é pró-ativo, e fica atento e se interessa o que acontece na sociedade. Então a auto-regulação fica sob esta condição: que cada vez mais pessoas opinem, critiquem e sejam líderes nos assuntos que prejudicam e ajudam a sociedade. Lembram-se da empatia ? Pequenas impunidades alimentam as grandes impunidades, ou a antiga, “É de menino que se torce o pepino.”

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    • Carlos

      Conclui-se então que à medida que a sociedade discute as práticas publicitárias, elas vão mudando, e algumas abusivas, na opinião da sociedade vão deixando de ser veiculadas. Autoregulação. E para que isto aconteça, tem que haver uma sociedade que responde a este tipo de propaganda. Por que será que a propaganda de cerveja que colocava animais como protagonistas para o estímulo do consumo foram banidas ? Público infantil ? Hoje em dia com internet qualquer criança assiste a propagandas, caso não haja monitoração e intervenção dos pais. Novamente a questão da interação, do feedback, do relacionamento. Desta forma, porque acha que num determinado país, houve uma propaganda para que as pessoas se colocassem no lugar das outras ? E porque houve essas manifestações da classe média ?
      De certa maneira a mídia publicitaria vive do impacto de suas campanhas, e vai até o máximo para obter sucesso, desde que a sociedade permita. Se há uma sociedade apática, então a publicidade vai apelar até ofender a dignidade. E onde está essa dignidade da nossa sociedade ? Os nossos valores ? Creio que estamos construindo uma, fazendo esta discussão do que é correto ou apropriado.

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      • Carlos

        Uma outra linha de pensamento: Toda campanha publicitária tem como objetivo atingir um público-alvo. Se atingiu público que não deveria, como aqueles que reagem a forma como foi feita ( que é a maioria das críticas ). Então, a campanha publicitária foi um fracasso. Gastou-se muito dinheiro, e, não resultou em vendas favoráveis e substanciais. Apenas massageou o ego de quem já tinha ( por falar nisto, um amigo meu tem, dois Minis, um dele outro da esposa :-) ). Creio que foi uma questão de vaidade e esnobação. Só para afirmar status, quo. Tipo uma mensagem do tipo: “Veja posso adquirir um destes e não temo nada. Nem pedestres, cachorros, motociclistas, ciclistas, skatistas, …, pode até peitar os SUVs. ” A propaganda da Niva da antiga Lada era mais eficaz. :-) . E isto para ser offroad, que é o objetivo dele. Agora Mini ser offroad ou vale-tudo ? Tem muito Poser querendo se afirmar. :-) .
        Com certeza não ganha nem um prêmio de consolação da Clio Awards. Total fracasso. Não vai fazer vender mais Minis. O Mini vende por si só. Não precisa de campanhas agressivas deste tipo.
        Enfim uma perda de tempo, dinheiro, e somente sobra aborrecimento para todos. Com isto a própria imagem do Mini sobre com isto. Um desserviço.

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  • tiagobarufi

    Estimular crime de trânsito na propaganda de carro é rotineiro, outro dia me irritei com um que mostrava o carro vencendo uma corrida com personagens de um desenho animado muito popular dos anos 80.

    Art. 308. Participar, na direção de veículo automotor, em via pública, de corrida, disputa ou competição automobilística não autorizada pela autoridade competente, desde que resulte dano potencial à incolumidade pública ou privada:
    Penas – detenção, de seis meses a dois anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.

    A impressão que fica é que é tudo brincadeira, é inofensivo, como se não fosse nada a morte de algumas pessoas porque alguém disputou corrida na rua.

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    • Poxa, eu adorei aquele comercial. Ficou bem bolado. Adorava e adoro ainda Corrida Maluca. Desculpe te discordar xará (tb me chamo Thiago rs) mas dizer que aquele comercial estimula corrida ilegal é forçar a barra. Foi apenas uma propaganda! Mas respeito tua opinião…

      Gente, já estão até pensando em acionar o Ministério Público por causa da propaganda! Por favor, existem tantas outras omissões do governo para o ciclista e o pedestre que deveriam ser levadas ao MP (quantas ciclovias prometidas, quantas intervenções viárias para reduzir a velocidade nas vias) e vamos gastar munição num comercial?

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      • tiagobarufi

        o truque foi justamente esse: seduzir as pessoas pela nostalgia. Comparando, o do Mini é extremamente grosseiro, assim como o do Cherokee (Predador do trânsito). São apelos diferentes.Não deixou entretanto de fazer apologia a crime por isso, e não é nada divertido ver gente ser morta por um motivo fútil como disputa de corrida na rua.

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      • tiagobarufi

        e, sim, o comercial mostra EXATAMENTE uma pessoa disputando corrida na rua.

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    • Leonardo

      É o comercial do Peugeot 208, elogiadíssimo por público é crítica.

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      • tiagobarufi

        Então, do mesmo jeito que você fantasiou seu carro como rachador de velozes e furiosos… você pode muito bem fantasiar a sua corrida maluca na rua. O detalhe que deve ter passado despercebido a você é que essa fantasia resulta em morte, mutilação e sofrimento reais. Aliados aos dispositivos de segurança que reduzem a possibilidade de morte, mutilação e sofrimento do condutor e quando muito, dos passageiros… a sua fantasia inofensiva condiz totalmente com a irresponsabilidade de matar alguém por motivo fútil e depois mentir, em primeiro lugar para si mesmo, que isso foi acidente, que foi inevitável, obra do acaso.
        Não defendo censura de comercial, defendo responsabilidade. Gostaria de confrontar a pessoa que acha a maldade no trânsito bonitinha e inofensiva com os cadáveres dilacerados e com a dolorosa reabilitação dos sobreviventes.

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  • sérgio torres

    Achei o vídeo sobre o qual comentei acima. A história (absurda!!!) é a seguinte (texto a seguir não é meu): ‘um garoto de 2 ou 3 anos, apresentado como “Fenômeno João Guilherme”, diante de um computador, diz os nomes das marcas que vão aparecendo na tela. O pai ao lado é responsável por fazer andar a sequência das marcas e por estimular o filho com a pergunta – “Que marca é essa?”. E o garotinho vai respondendo. São quase 3 minutos em que João Guilherme vai passando de uma marca para outra – bancos, operadoras de telefonia celular, cerveja, montadoras de automóveis, McDonald’s, Coca Cola, supermercados, shoppings. E termina falando Publimídia, que eu suponho ser o nome da agência do pai ou na qual o pai trabalha (repare como o pai vibra!). No final a explicação – “Resultado de pai e mãe publicitários.’

    O video, postado pelos exultantes pais do menino-prodígio: http://www.youtube.com/watch?v=bMNiQcqxbeo&hl=en_US&fs=1&

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  • sérgio torres

    Sr. Netto, se propaganda/publicidade não influenciam as pessoas então por que os governos e empresas investem TANTO? E HITLER, por que investiu tanto em propaganda, criando até mesmo um Ministério específico, com o resultado monstruoso que todos conhecemos? Caso alguém se interesse, e tenha paciência para procurar (e com um pouco de sorte, encontrar) um vídeo no youtube postado por um casal de publicitários que deixou o filho deles assistir muita televisão. Vale a pena conferir, o resultado foi desastroso, e pior ainda o depoimento DELES dizendo que NÃO IMAGINAVAM O PODER DA PROPAGANDA.

    Quanto ao lamentável comercial da DPZ,saliento que o CONAR PROÍBE comerciais que estimulem a direção perigosa/agressiva. É LAMENTÁVEL!!!

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    • Otavio

      Sérgio, infelizmente o Conar não é tão rigoroso, abri ocorrência sobre a jac motors devido a propaganda https://www.youtube.com/watch?v=cwKqN-Kulh0 que mostra um carro de forma imprudente e agressiva, inclusive nos 10 segundos onde avança a faixa de pedestre com o farol ainda verde pros pedestres. Apesar de ser apenas um desenho, o estimulo de agressividade é passado. Resultado na Conar? Arquivado por unanimidade. Apesar disso, não deixem de abrir as ocorrências, quem sabe com muitas reclamações passem a se atentar mais as essas propagandas.

      Abços.

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      • sérgio torres

        Otavio, infelizmente é assim mesmo. Seria um milagre se funcionasse corretamente, não por acaso o povo foi para a rua. Depois, quando a gente pede o fim dos Conselhos, eles juram q vão fazer um trabalho correto, quando na verdade ficam se ACOBERTANDO. Não dá para acreditar que a raposa vai tomar conta do galinheiro, é isso. Eles juram que sim, mas não adianta, é da natureza deles. A nossa alternativa é encaminhar as denúncias para o MINISTÉRIO PÚBLICO (defesa do consumidor), declarando ter feito a denúncia ao CONAR. O mesmo problema também acontece com o esquema da telefonia, depois de milhões de denúncias (literalmente) eles resolvem fazer alguma coisa… Um abraço.

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    • Então Sérgio, acredito que o numero de acidentes causados por “estimulo” que um comercial agressivo prova é muito, muito menor que o numero de acidentes causados por imprudência puramente gratuita! Alguns exemplos:

      - Motorista é fechado por outro carro; este fica furioso, sai cantando pneu atras do segundo e põe em risco todos em volta.
      - Motorista passa sinal fechado a toda, quase atropelando pedestre; pode estar falando no celular ou mesmo com alguém junto a ele no carro.
      - Ciclista que passa correndo entre os carros e passa o cruzamento sem olhar; as vezes está com fones de ouvidos em alto volume, ou pior, na cabeça dele “bicicleta não precisa parar em sinal”.
      - Motorista sai estressado de casa/trabalho/faculdade; dai qualquer coisa insignificante no trânsito vira motivo de declarar guerra.

      Dificilmente vai achar alguém fazendo barbeiragem, depois de ter visto algum comercial de carro…

      Então acho que estamos pegando o problema pelo lado errado. A propaganda é pra vender produto e nada mais. Na boa, se um sujeito for preso por atropelar um monte de gente num ponto de ônibus e botar a culpa num comercial que ele viu ontem, parecido com o que ele fez… peguem este cara e internem! Pois ele não sabe separar ficção de realidade, tem problemas sérios e jamais deveria chegar perto de um carro!

      Podem até me negativarem, mas mesmo sendo ciclista durante a maior parte da semana, não vejo problema nos comerciais de automóveis mais agressivos. Vejo problema nos muitos motoristas irresponsáveis que se acham no direito de fazerem de tudo só porque estão num carro…

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      • sérgio torres

        Netto, o problema é que tu racionalizas os efeitos da propaganda, e eles muito além disso (subconsciente, mensagens subliminares, projeções, identificações etc). Sabe-se que, por exemplo, que os homens associam a potência do carro à sua própria potência sexual. que se acham tão belos e interessantes qto os atores dos comerciais. que a vida deles têm tantas aventuras qto mostram os comerciais. Não por acaso a grande maioria dos comercias dão um jeitinho de falar na potência dos motores, e não por acaso nos comerciais as ruas estão sempre livres, sem trânsito, qdo a realidade é a de que a potência do motor não faz a menor diferença no trânsito caótico e engarrafado das nossas cidades. Não por acaso hoje em dia as montadoras destacam o conforto interno, apesar de saberem que poucos viajam constantemente, e tanto conforto, que mais parece uma residência, na verdade é para tentar minimizar as horas q passamos presos nos engarrafamentos. As montadoras possuem departamentos para tratar especificamente desses assuntos. Outra coisa: sabes por que as montadoras lançam todos os anos o mesmo modelo com uma outra maquiagem superficial? Então procura no google sobre ‘obsolescência programada.’ Sim, eles querem que a gente troque de carro, sempre (muito embora o nosso carrinho guerreiro ainda tenha muitos anos de bons serviços prestados pela frente). Mas enfim, cada um acredita no que quer. Mas se propaganda não desse resultado as montadoras não investiriam fortunas, não é mesmo? E por que Hitler criou um ministério da propaganda? E por que os Estados Unidos investem nos filmes de hollywood? Um abraço.

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        • Já tinha ouvido falar desta relação potencia do motor = potencia sexual do sujeito, isso sim eu acho estupides, pois já cansei de ser fechado por motoristas que realmente acham que esta relação existe rs. São caras frustrados, dai comprando um SUV ou algo parecido, tentam preencher esta “falta”. Acho ridículo, pq um motorista precisa ser responsável independente do carro que use.

          Conforto interno não existe em carro popular. A unica coisa elevada num carro destes é o preço, um absurdo pra um carro tão pelado, e mesmo assim vende-se muito. Eu não me influencio mesmo. Parte disso tb é culpa do governo por incentivar a venda de carros populares e não investir em transporte público de qualidade e estrutura cicloviária.

          Se bem que hoje os comerciais de automóveis estão até que fracos… muito repetitivos. Talvez seja reflexo de nossa sem criativa industria automotiva, que vende carroças a preço de super esportivo.

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    • Rodrigo

      Infelizmente o mundo está cada vez pior por causa de gente “politicamente correta”, como vemos aqui.

      Sem mais…

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      • tiagobarufi

        Acho deplorável esse termo, “politicamente correto”.

        Normalmente esse termo parte de gente nostálgica, saudosa de um passado fictício, dos bons tempos de antigamente, quando podiam fazer piada “de preto” e “de bicha”, e quando quem andava de bicicleta era apenas um perdedor sem dinheiro.
        Indispor-se contra a apologia a crime de trânsito, para essa gente, é futilidade. Eles fingem que nada de errado acontece na rua, e que as tais mentes fracas influenciadas pela publicidade são sempre as dos outros, os inferiores. Os tais ‘acidentes’ de trânsito, nesse modelo mental, devem apenas ser obras do acaso (ou do descuido do atropelado!) e jamais de egos inflados pela competitividade. Afinal, é só propaganda.
        É necessário viver no mundo da fantasia para não perceber a influência, para o bem e para o mal, da propaganda.

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  • Vou repetir o mesmo texto que postei no Facebook, eu serei criticado, mas vamos lá: acho que um comercial influenciar no comportamento é no minimo exagero. Eu curtia os comerciais automotivos da década de 80 e 90, alguns eram bem ousados com carros pulando, correndo e tinham um tom engraçado… e nem por isso morria mais gente por causa dos comportamentos vistos nos comerciais! Hoje sou um motorista e ciclista que anda dentro das leis e consciente disso. Se hoje acontecem tantos acidentes, é consequência de uma péssima formação de nossas autoescolas, da péssima fiscalização de trânsito e nosso código penal falido que não classifica o crime de trânsito de forma correta! Agora pegar no pé de uma propaganda? Eu sempre que posso compartilho das opiniões do VdB mas essa eu achei no minimo exagerada. E pra finalizar, até achei a propaganda do Mini com focinheira meio besta, mas considerando pelo porte do carro e tal rss.

    Opinião pessoal.

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    • Leonardo

      Concordo plenamente com você, Netto.

      Propaganda influencia quem tem cabeça fraca e não consegue distinguis realidade de ficção… esse lance de “mensagem subliminar” comigo não cola e não rola.
      Acidentes sempre houveram desde que o automóvel foi criado e nem se falava em publicidade pra automóveis… pessoal anda politicamente correto demais.

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      • tiagobarufi

        Não sei em que realidade paralela você descobriu tudo isso, mas onde eu vivo a publicidade e propaganda foram inventadas bem antes do automóvel.

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