São Paulo já está se transformando em uma cidade para bicicletas (e pessoas)

Transportando plantas, flores e até mudas de árvore na bicicleta. A cidade sendo de todos. Foto: Willian Cruz

Transportando plantas, flores e até mudas de árvores na bicicleta. A cidade sendo de todos. Foto: Willian Cruz

Essa semana tive um compromisso na Barra Funda, zona oeste da cidade. Saindo da Saúde, na zona sul, fui e voltei pelo Centro, passando por quase todas as ciclovias existentes nesse percurso. Tive a felicidade de poder trafegar sobre o tapete vermelho em uns 80% do trajeto, que somou cerca de 30 km ida e volta – algo impensável dois meses atrás.

Ciclista pedala na ciclovia da R. Vergueiro, a antiga motofaixa. Foto: Rachel Schein

Ciclista pedala na ciclovia da R. Vergueiro, a antiga motofaixa. Foto: Rachel Schein

Em todo o caminho, não encontrei nenhum carro estacionado sobre as ciclovias. E só tive um único stress com um motociclista, que por sinal não era um motoboy: era um homem que parecia ter uma boa condição financeira (provando que dinheiro não compra educação), pilotando uma moto importada, daquelas que não cabem no corredor entre os carros. Ele se achava no direito de usar a ciclovia por conta disso. Aconteceu na Vergueiro, no topo da subida, pouco antes do Centro Cultural, local onde antes havia uma motofaixa. O homem de sapatos caros ficou acelerando a moto atrás de mim, com aquele ronco grosso e ensurdecedor, querendo que eu saísse da frente. Dei uma olhada bem devagar por cima do ombro, com uma calma de psicopata, e me posicionei mais ainda no meio da ciclovia. Ele deu mais uma rosnada de motor e eu sinalizei pra ele entrar no meio dos carros, porque dali eu não iria sair. Ele se tocou e parou de me ameaçar. Achei que tentaria me agredir ao passar, mas esperou abrir um espaço na faixa ao lado e ultrapassou a uma distância adequada, sem nem ao menos reclamar. Ainda assim, voltou para a ciclovia alguns metros adiante.

Mais nenhum motociclista tentou passar junto comigo na ciclovia o caminho todo, na ida e na volta, mesmo sendo horário de pico no meu retorno, com tudo congestionado. Um cenário bastante diferente de uma semana antes e, sem dúvida, uma mudança muito rápida. Sem contar que poder dizer “um único stress” em um caminho tão longo, ida e volta, é muito significativo para quem já pedala nessa cidade há quase 15 anos.

Criança indo para a escola na ciclovia do Viaduto do Chá, no centro de São Paulo. Foto: Aline Os

Criança indo para a escola na ciclovia do Viaduto do Chá, no centro de São Paulo. Foto: Aline Os

Encontrei uma moça empurrando um carrinho de bebê na ciclovia, ao lado do Teatro Municipal. Ela fez menção de sair para a rua, mas falei que podia ficar. Sei como as calçadas são ruins para empurrar um carrinho de bebê e não era incômodo para mim ultrapassá-la naquele trecho bidirecional. Logo adiante, um cadeirante sendo empurrado por outra pessoa. Sorriram para mim, retribuí e dei boa tarde, também sorrindo. Estavam ali pelo mesmo motivo da mãe com o bebê. E não os culpo, acho válido compartilhar esse espaço com eles. Eu provavelmente faria a mesma coisa se minhas duas rodas também fossem paralelas. As ciclovias representam um espaço seguro e bem pavimentado também para cadeirantes, que até então tinham que se virar usando calçadas com degraus e tendo que descer eventualmente para o asfalto, onde eram ameaçados por motoristas. É algo que temos que compreender e respeitar enquanto não tivermos calçadas que atendam a todos.

Claro, vi muitos ciclistas, de todos os tipos. Adolescentes, idosos, trabalhadores, esportistas; bicicletas simples, caras, elétricas, triciclos; as brilhantes, as sujas (a minha estava nessa categoria) e as enferrujadas; pais levando crianças para casa na cadeirinha depois da escola; um barbudão com um tipo de baú na traseira do triciclo, levando um instrumento musical grande dentro (não entendi o que era porque estava numa capa); o rapaz levando uma moça sorridente, sentada de lado no top tube da bicicleta simples; e muitas, muitas cargueiras, levando pão, carnes, galões de água e muito mais. Em comum a todas essas pessoas, a bicicleta, o veículo que iguala e humaniza - como afirma há anos Enrique Peñalosa, ao dizer que as ciclovias mostram que “um cidadão numa bicicleta de US$ 30 é tão importante quanto um cidadão num carro de US$ 30 mil”.

E encontrei também o senhor da foto que abre essa matéria, carregando flores, plantas e até mudas de árvore para vender. Isso foi na R. do Bosque, na Barra Funda – aquela onde comerciantes reclamaram tanto da ciclovia e insistiam em parar seus carros sobre ela. No momento em que o fotografei, ele tinha tirado as mudas da traseira da bicicleta para mostrar a um rapaz de roupa social que se interessou por elas, saindo de uma empresa em frente – cena impensável antes da ciclovia. “Posso tirar uma foto?”, perguntei. “Pode! No meio do verde, todo mundo fica bonito!”, brincou, em sua simplicidade, com o sorriso e a simpatia que são a maior propaganda de seu negócio.

Bonito é ver gente como ele ocupando a cidade, trafegando com segurança e, finalmente, tendo sua vida respeitada ao usar as ruas com toda a carga que carrega (na bike, nos ombros, na vida). É ver pais e mães levando as crianças. Idosos se deslocando em bicicleta. Pessoas indo ou voltando do trabalho. Jovens ocupando seu tempo com as pedaladas. Gente leve passeando durante o dia.

Estamos caminhando pedalando em direção a uma cidade muito, mas muito melhor. São Paulo já começou a se transformar em uma cidade receptiva às bicicletas, basta ter olhos para ver. Uma mudança ainda lenta e sutil, mas que já começou, será irreversível e acontecerá de forma bastante visível nos próximos anos – especialmente se essa política de proteção e valorização do ciclista continuar.

Preparem-se, pois o tempo das bicicletas finalmente chegou nessa cidade e alcançará todo o país. Faça parte dessa mudança: pedale.

Veja 18 razões para apoiar a implantação de ciclovias


33 comentários para São Paulo já está se transformando em uma cidade para bicicletas (e pessoas)

  • Alexandre

    É muito legal ver a cidade caminhando nesse sentido…ser uma cidade mais democrática e mais agradável…como foi dito é um caminho longo e lento, mas se todo mundo colaborar a gente chega lá, com os erros e acertos. Atualmente eu uso muito a ciclovia da Marginal, é uma pena que ainda tenha poucas entradas, poderia ter pelo menos uma entre a Santo Amaro e a Vila Olímpia…mas quem sabe um dia…rs

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  • Gabriel

    Cara qual o caminho você fez até a barrafunda, moro no ipiranga e trabalho na BF quero começar a fazer o percurso de bike.

    Abraço

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    • A partir da Vergueiro, foi só seguir o tapete vermelho. Passei pela Sé (espaço compartilhado com pedestres, sinalizado no solo), Benjamin Constant, um trecho da Libero Badaró até entrar no Viaduto do Chá, contornei o Teatro Municipal descendo pela Conselheiro Crispiniano até o Largo do Paiçandu (onde a ciclovia “some” até o outro lado do Largo); Antonio de Godói e Casper Líbero até o final na estação de trem, R. Mauá direto até a Praça Júlio Prestes, Duque de Caxias, R. Guaianazes e aí é só seguir até o fim do tapete vermelho, que termina já próximo ao Memorial. Na volta vim pela R. do Bosque, Nothmann, Cleveland e o mesmo caminho da ida.

      Esse mapa pode te ajudar a traçar o caminho, dando preferência a ciclovias e ciclorrotas:
      http://vadebike.org/2014/07/mapa-ciclovias-sao-paulo-ciclofaixas-ciclorrotas/

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  • Gabriela

    Eu gostaria de saber se os planos da ciclovia na 23 de maio vão sair do papel. Se não, qual rota seria sugerida para vir de Moema para o centro? Mesmo sem ciclovia,é possível? passo por lá todos os dias e não vejo ciclistas na 23…. gostaria muito de fazer de bike, mas sinceramente tenho medo.. O que me sugerem?

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    • Márcio

      É, a da 23 seria a vitória completa mesmo. Mas parece que não há previsão dela nesses 400km.

      De Moema para o centro há mais de uma rota interessnate. Costuma pegar Rep. do Líbano – Av. Brasil – Venezuela e subir até Paulista…daí para o centro.

      Ou da pra subir de Moema até a Domingos de Moraes via Borges Lagoa (ou outra menor), depois continue e tome o caminho pelo centro via Vergueiro, 13 de maio ou Paulista (Augusta / Angélica / Consolação – aì depende para onde vc vai).

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    • Ainda não temos confirmação, Gabriela. Uma boa rota de Moema para o centro é seguir até o Parque do Ibirapuera (o caminho para isso dependerá do seu ponto de partida), cruzá-lo por dentro, atravessar a passarela do “ex-Detran”, seguir um trecho de calçada até a Rua França Pinto e subir por ela até a Vergueiro, onde há uma ciclovia que segue até o centro.

      Quando começamos a pesquisar rotas para a bike, sempre pensamos em fazer o mesmo caminho que faríamos de carro ou de ônibus, mas eles geralmente fazem uso de grandes avenidas, que via de regra devem ser evitadas. 23 de Maio, por exemplo, está fora de cogitação enquanto não tiver ciclovia. Usar o Waze ou um GPS tradicional para traçar a rota também é uma má ideia, porque sua programação busca sempre os caminhos mais rápidos – para o carro. O melhor caminho para a bicicleta é sempre o mais curto, com menos subidas e menos tráfego de veículos pesados (nessa ordem).

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    • Marcos Antonio

      Acho que um Bike Anjo também poderia lhe ajudar muito a encontrar um melhor caminho.
      http://www.bikeanjo.org

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  • Estevão Laurito

    Lindo texto, lindas impressões. Talvez o motociclista em questão estivesse distraído e pensasse que se tratava ainda da moto-faixa? Viva nossa nova cidade!

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    • Impossível tamanha distração, Estevão. Havia faixas sobre a rua avisando que se tratava de uma ciclovia, tachões separando do restante do viário, o pavimento é tingido em vermelho vivo, há pictogramas de bicicletas pintados em branco sobre a área vermelha e sinalização horizontal (placas) indicando circulação de bicicletas. É que a moto dele não cabe no corredor entre os carros e ele queria de cortar por ali, mesmo sabendo ser proibido. Como se não bastasse, queria que eu saísse da rua para ele poder passar. Um pouquinho demais, não? :)

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  • Outro dia, ainda na semana que recém passou, usei uns trechos longos de ciclovias.
    Parece mesmo que brotaram do chão, como se tivesse chegado a primavera e de uma para outra.. plop, ciclovias.

    Lembra como a gente achava tudo que víamos de Bogotá, Portland e outras cidades um sonho, uma utopia? Pois olha só!

    E eu tive a mesma boa ‘recepção’, Willian.. Praticamente não vi nenhum desrespeito à ciclovia. Comigo também tive um quase problema com uma moto cara (que coincidência.. seria o mesmo senhor?) e um carro estacionado na contra-mão da via (!) e em cima da ciclovia. E só.

    Pensei: puxa, sendo São Paulo como é, e os carrocratas daqui sendo como são, tá muito é que bom isso! Parabéns para nós!

    Bom pedal a todos

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  • “…o rapaz levando uma moça sorridente, sentada de lado no top tube da bicicleta simples”

    Ganhei o dia! Em Formosa, Goiás, onde passo temporadas entre um surto de depressão e outro, é só o que se vê.

    Agora, precisamos separar o político da política. Não é o fulano-prefeito ou coisa que o valha um ídolo ou herói por isso. Nada mais faz que sua obrigação como administrador publico.

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    • Paulo

      Penso que essa cultura do “não fez mais que a obrigação” é equivocada, todo ser humano precisa de estímulo e a política nasce do compromisso do político com o povo e seu programa de governo. Haddad é uma grata surpresa e merece apoio e incentivo. Tenho 44 anos, o projeto das ciclovias é a maior ação efetiva de re-humanização da nossa cidade. Abs!

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  • Marcos Antonio

    Estou lendo este post momentos antes de ir de bike para a Av. Paulista em um encontro do Bike Anjo.
    O detalhe é que moro em Guarulhos. E para ir de Guarulhos a SP não tem como evitar a inóspita Rod. Dutra o que será quase 2/3 do trajeto. Só encontrarei alguma ciclovia chegando ao centro de SP.

    Só estou fazendo este comentário para mostrar o grande abismo que está se formando, em termos de estrutura cicloviária, entre SP e outras cidades da grande SP. Aqui em Guarulhos, sequer existe uma cena cicloativista para pelo menos pressionar um pouco mais os governantes a olhar com mais atenção para a bicicleta.

    Guarulhos está justamente num momento de grande explosão imobiliária que está fazendo com que todas as vias fiquem cada vez mais entupidas de carros. E como provavelmente o governante tomará providências a curto prazo para resolver o problema do trânsito, é claro que irá dar prioridades aos carros.

    Para cidades como Guarulhos começar a agir como São Paulo está agindo com relação as ciclovias, primeiro teremos que vivenciar todo o transtorno que São Paulo já está vivenciando devido as medidas que privilegiaram os carros.

    E quem sabe quando São Paulo estiver num nível muito avançado com relação a locomoção em geral na cidade, aqui em Guarulhos poderemos ver o início de uma nova concepção de cidade.
    Sinceramente, difícil ter esperanças.

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    • JR

      Moro no Jardim São Luiz em Santo Amaro e trabalho em Alphavile. Compartilho da tua opinião Marcos Antonio. Se houvesse uma forma de ir daqui até o meu trabalho pedalando, seria perfeito. São 30 km de pedaladas para ir e o mesmo tanto pra voltar, ou seja, perfeitamente posssivel, levando em conta somente a questão da distancia.

      Hoje da forma que esta, mais da metade do percurso, conseguiria ir sem problemas, ficando somente limitado ao horario de funcionamento, uma vez que a ciclovia do Rio Pinheiros me permite ir daqui de santo Amaro até o Parque Villa Lobos, só que dali em diante não existe a menor condição pois assim como voce passa pela Dutra, aqui no meu caso é a Castelo Branco.

      Não tenho a menor esperança de que a concessionária que cuida da rodovia construa a ciclovia por ela mesma, pois se for implementado, cada bike representaria um tarifa de pedágio a menos (R$3,60 para ida e o mesmo valor para volta, ou seja, prejuízo($$$).

      Ainda tem mais, mesmo que tivesse uma ciclovia, ainda teria o problema de ter um local pra estacionar a bike e um vestiário para um banho, mesmo que seja de “gato”.

      Estamos caminhando a passos largos, mas temos muito que melhorar.

      Abcs e parabens a todos nós.

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    • Renata

      Morava em Guarulhos e sei que só na Av. Paulo Faccini que existe uma ciclo faixa… Quem sabe transformem ela em ciclovia, mesmo assim, há muito a fazer…

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      • Marcos Antonio

        Ciclofaixa de lazer, diga-se de passagem…
        Funciona apenas aos domingos como em São Paulo.

        Sinceramente não tenho muita esperança de uma boa implementação de recursos cicloviários em Guarulhos por parte da prefeitura.

        Guarulhos está vivendo um momento importante de explosão demográfica, para onde quer que vá, tem um grande condomínio de prédios sendo construido.

        No que isto está dando

        Ruas cada vez mais entupidas de carros e Guarulhos sequer tem uma estrutura viária razoável. Apesar da demanda não é uma cidade com grandes avenidas, viadutos, túneis, etc.

        Se for esperar que a prefeitura só comece a pensar em ciclovias só quando ninguém puder mais andar de carro na cidade, nós ciclistas estamos ferrados.

        Por isto, convoco todos os leitores de Guarulhos a nos reunirmos e iniciar uma cena cicloativista na cidade para quem sabe, daqui a alguns anos a gente possa ter alguma melhoria no ato de pedalar na cidade.

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        • Boa, Marcos. Guarulhos precisa há tempos de um movimento organizado a favor da bicimobilidade.

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          • Marcos Antonio

            Sou Bike Anjo em Guarulhos. Já estou tentando mobilizar outros BAs daqui e da zona leste de São Paulo para incrementar atividades relacionadas a bicicleta. Pretendo usar o Bike Anjo como plataforma para um movimento cicloativista na cidade mas tmabém nada impede que este movimento tenha outras origens.

            Sei que em Guarulhos tem muita gente interessada em iniciar um movimento na cidade, o que está faltando é estas pessoas se encontrarem e unir forças.

            Como você tem grande conhecimento na área, quem sabe poderia me ajudar com algumas dicas… ;)

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  • Celso

    Há duas semanas ampliei meus percursos de bicicleta pela cidade. Tenho saído do Butantã para Jd. São Luis, perto de Santo Amaro, pela ciclovia Pinheiros; assim como para a Granja Julieta, em um percurso mais difícil. Em média, rodei uns trinta quilômetros em cada trajeto. Embora ainda haja muito a melhorar, no meio da pedalada pensei comigo, os caminhos que estava fazendo eram impossíveis tempos atrás. Há quinze anos, quando comecei pedalar pela cidade, ficava restrito a uns três Km de casa. Daqui a pouco, poderemos atravessar a cidade. Incrível!

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  • Paulo

    Belíssima crônica, William! Agora mesmo vou sair com minha bike companheirinha, com certeza mais inspirado.

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  • jeronimo cezar

    Boa pedida prefeito isto mostra que sensibilidade politica não depende de partidos ,mas de pessoas sensatas. Parabéns merece o meu apoio.

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  • Renata

    Fico até emocionada de poder ver e usufruir desta transformação. A atual gestão está mostrando que ciclovia não é um cimento que vc joga no chão de qualquer jeito, uma ciclovia ou ciclorota…o trânsito bem sinalizado é sinônimo de respeito ao cidadão.

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  • Renato

    SP está correndo atrás do atraso e vai recuperar rapidamente com esse projeto ambicioso do Haddad. Projetou 400km até 2016, em 2012, com as faixas exclusivas de ônibus, era 150km de faixas e outros 150km de corredor BRT (Bus Rapid Transit), como a TransOeste do Rio de Janeiro. Acabou implantando mais de 450 km de faixas exclusivas e agora está implantando os primeiros quilometros de corredores de ônibus.

    Quem sabe ele não vá além dos 400km de ciclovias? O Secretário de transportes disse que SP tem espaço para 700km…

    E somado as ciclovias que o GESP vem construindo embaixo do elevado dos monotrilhos (a exemplo da linha 15, onde será entregue 2,4km de ciclovias junto com o primeiro trecho do monotrilho entre V.Prudente e Oratório amanhã (dia 30/08), teremos em 2016, mais de 450 km de vias exclusivas para ciclistas (ultrapassando o Rio de Janeiro e ficando bem próximo de Brasilia que tem hoje a maior malha cicloviária do país…)

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  • Alexandre

    Uma coisa interessante é que muito provavelmente muitas dessas pessoas sempre estiveram ali mas era meio que “invisíveis”. Me parece que a ciclovia se transformou em um meio de inclusão social onde os cidadãos realmente são vistos como iguais, como citado no texto.

    Eu passo quase todos os dias pelo trecho da Vila Mariana e cada dia está mais tranquilo. As pessoas estão compreendendo a função da ciclovia e respeitando os ciclistas. O melhor que podemos fazer é retribuir com gentileza e compreensão também. Afinal quantas vezes tivemos que subir uma calçada ou atravessar por um trecho de calçadão de bike? não custa nada usar o bom senso e compartilhar o espaço que no final das contas é uma via para os veículos movidos à coração.

    Se antes muitos(e me incluo nesses) queriam fugir de São Paulo por causa do stress do transito e do caos urbano, hoje essa visão já está mudando. Afinal que cidade pode/poderá nos oferecer tanta diversidade cultural, gastronômica e de entretenimento ao custo de algumas pedaladas?

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    • Rose Herculano

      Muito boa a sua colocação de que a ciclovia “é uma via para veículos movidos à coração”. Li outro dia desses que as ruas de São Paulo são as artérias entupidas (pelos carros) e as ciclovias são a solução para sua desobstrução. Um abraço!

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  • Márcio

    Um dos pontos mais legais, e que salientam o caráter inclusiivo das ciclovias, é essa presença de minorias de não-ciclistas: carrinhos de bebê, pessoas com deficiência (cadeirantes ou não, pois até para muletantes nossas calçadas são horríveis), catadores de recicláveis com seus carrinhos etc.

    A ciclovia é o espaço dos “marginais”!! hehehe

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    • Alexandre

      Eu ficaria muito feliz em ver mais cadeirantes na ruas, mesmo que tendo que dividir espaço com eles na ciclovia. Essas pessoas precisam ter o direito de se locomover com dignidade, sem depender de automóveis e ônibus especiais.

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  • Excelente texto, compartilhado com louvor!

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  • Leonardo

    Belo relato. Isso só mostra a visão moderna que esta gestão está tendo.
    Finalmente alguém entendeu que basta criar a estrutura, que as pessoas começarão a utilizar.

    Aqui em Porto Alegre me desloco para o trabalho de bicicleta (16km ida e volta), mas não recomendo para qualquer um, pois o risco é acima da média.

    Parabéns aos paulistas e que essa transformação seja cada vez maior e sirva de exemplo para o resto do país.

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