Veja em tempo real quantos ciclistas passam na ciclovia da Faria Lima, em São Paulo

Além de mostrar em tempo real a ciclovia da Av. Faria Lima, sistema do LabProdam conta quantos ciclistas passam em cada direção. Imagem: Reprodução

Além de mostrar em tempo real a ciclovia da Av. Faria Lima, sistema do LabProdam conta quantos ciclistas passam em cada direção. Imagem: Reprodução

Uma iniciativa fantástica da Prefeitura de São Paulo vai te deixar de boca aberta, além de mostrar de forma incontestável que a cidade tem ciclistas, sim. É um contador de ciclistas online, em forma de vídeo, que mostra em tempo real quem passa de bicicleta na ciclovia da Av. Faria Lima, com a quantidade de deslocamentos em cada direção e o total do dia.

O contador de ciclistas é uma iniciativa experimental do LabProdam (Laboratório de Inovação da Prefeitura de São Paulo), como parte da iniciativa São Paulo Aberta, “que visa articular, integrar e fomentar ações de governo aberto na Prefeitura Municipal de São Paulo”. Governo aberto, explica o site, ”é um conjunto de iniciativas articuladas de transparência, participação, inovação e integridade nas políticas públicas”.

A iniciativa do contador de ciclistas ainda está em fase de implantação e experimentação, portanto pode cometer equívocos na contagem, como deixar de registrar um ciclista ou contar como bicicleta um eventual pedestre. O site alerta ainda que em alguns momentos o vídeo pode estar fora do ar.

Dica: sugerimos acompanhar os horários de pico dessa ciclovia nos dias úteis (das 8 às 9h na parte manhã e das 18 às 20h no final do dia).

Se não conseguir visualizar corretamente aqui no Vá de Bikeacesse a página original. Aproveite para passar por lá e deixar sua avaliação sobre a iniciativa, clicando nas estrelinhas! ;) Também é possível deixar um comentário por lá, dando seu feedback sobre a ferramenta.

contador de ciclistas sao paulo aberta foto reproducao

Como funciona o contador de ciclistas?

Com uma câmera instalada no prédio da Faria Lima (foto ao lado), o LabProdam e a São Paulo Aberta desenvolveram uma ferramenta que conta ciclistas em ciclovias.

A imagem alimenta o software “Contador de ciclistas” detecta e separa o que é fundo da imagem (estático) do que é dinâmico (pessoas, carros, ônibus e afins). A partir de uma delimitação do espaço, no caso a ciclovia, o Contador detecta apenas o que se passe naquele trecho.

Com essa delimitação, o software é capaz de isolar um objeto em movimento, dentro do trecho, e acompanhá-lo em sua trajetória dentro da “área de interesse” (contorno preto no canto superior) onde é feita a avaliação do objeto: se é das dimensões de uma bicicleta e se tem uma trajetória e velocidade semelhantes às de um ciclista.

A imagem do contador pode ser disponibilizada em tempo real, via streaming, usando ferramenta livre.

Por São Paulo Aberta, no Facebook


68 comentários para Veja em tempo real quantos ciclistas passam na ciclovia da Faria Lima, em São Paulo

  • Marcelle Gutierrez

    Olá! Alguém sabe quando os trechos inacabados da ciclovia Faria Lima serão finalizados? Ou onde posso registrar uma reclamação formal?

    Ontem desviei de um trecho, no cruzamento da Faria Lima com a Juscelino, e fui agredida verbalmente por um motoboy. Ele gritava o que eu estava fazendo na rua se existia ciclovia ao lado. Fiquei bem preocupada com a situação, pois algum dia pode acontecer uma briga pior na região ou alguém sofrer um acidente ao insistir em passar pelos trechos em obras.

    Thumb up 1 Thumb down 0

  • Valmir Ivo

    Tem que instalar este tipo de câmera na ciclovia marginal quem sabe com a divulgação dos dados justifica a implementação de segurança. Instalar em pontos de grandes fluxos como ponte do socorro e ponte da caloi, ponte da joao dias justifique novas ciclofaixa para João dias/ Estrada Itapecirica, M boi mirim.

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • [...] Veja em tempo real quantos ciclistas passam na ciclovia da Faria Lima, em São Paulo: link [...]

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • Guilherme

    Outra boa notícia em relação à Faria Lima é que começaram a pavimentar a ciclovia entre a Av. Juscelino K. e Cidade Jardim. Assim os ciclistas ficam cada vez mais perto do Parque do Ibirapuera.

    Thumb up 0 Thumb down 1

  • Simplesmente sensacional a contagem por dispositivo, mesmo com variação na contagem… sensacional!!!

    cicloabraços – joaozinho

    Thumb up 0 Thumb down 1

  • Flavio H

    Nada mais óbvio ter um contador na ciclovia. Sò devem tomar cuidado para contar ciclistas (que é o objeto do estudo e do projeto da PRODAM). A contagem nas regiões vai dar uma boa alavancada nor projetos das ciclovias como deve(riam) ser.

    E mais outros estudos devem ser feitos. Vemos muita ciclovia ser instalada em locais incomuns e com pouquíssimo movimento (nem mesmo por lazer).

    Que continuem assim. A maior cidade da America Latina, com toda sua pluralidade, precisa de bons projetos (desde o conceito até a implantação, e o mantenimento). E que não esqueçam de dar amparo a nós ciclistas … Não basta ter ciclovia e dizer, ‘taí, é seu’. Precisamos de regras dos 2 lados para ser obedecidas … proteção aos transeuntes… sinalização na pista e no alto… campanhas de conscientização do ciclista a cerca de leis de transito (quando se deve descer da bike, como deve ser a integração com o transporte publico, primeiros socorros, etc). Fazendo laboratório em vias como Faria Lima e Av. Paulista, estamos é muito atrasados. Corre povo ! :)

    Thumb up 1 Thumb down 0

  • Edlson Trindade

    Bom, para que todos tenha uma boa noção referente à mobilidade urbana, relativamente, o sistema de transporte em massa “coletivo”, está precária por conta do aumento da população que já vem crescendo, e muito, ao longo dos anos. Pra terem uma idéia, por exemplo, uma pessoa que entrava no metrô de Santana no horário de pico, hoje já não entra mais por conta da expansão do metrô pro Tucuruví, este que já vem lotado com passageiros de Guarulhos e bairros, o mesmo acontece com os ônibus e trens em outras regiões. Enfim, isso justifica a nessecidade de uma mobilidade alternativa como ciclovias ou ciclofaixas. Acredito que não há tanto espaço na cidade de São Paulo, o que complica com o aumento de veículos à cada dia. Em cada 20 carros , 1 tem mais de uma pessoa, isso em horário de pico. Infelizmente pra quem gosta do conforto de um buzão, metrô, ou até mesmo do seu próprio carro, vão ter que sofrer com o trânsito. Bom, já deixo meu carro na garagem e VOU DE BIKE! Um abraço à todos e MAIS AMOR MENOS MOTOR, é o jeito!

    Thumb up 1 Thumb down 0

  • Leonardo Mendes

    Algum lugar onde estão sendo armazenadas (e possa ser consultado) estatística sobre esse contador?

    Thumb up 3 Thumb down 0

  • Newton

    Felipe Prenholato:

    Pior ainda é ver aqueles utilitários esportivos enormes com somente 1 pessoa, ocupam quase o tamanho de 2 carros.

    Thumb up 2 Thumb down 0

  • J.reyes prado

    [Comentário oculto devido a baixa votação. Clique para ler.]

    Esse comentário não tem feito muito sucesso. Thumb up 2 Thumb down 19

    • Renato

      Errado! Os modais não são excludentes, mas sim complementares. O transito está caótico e o transporte publico está superlotado. Bicicleta pode e deve ser incentivado SIM! ainda mais por ciclovias, que oferece segurança!

      Comentário bem votado! Thumb up 12 Thumb down 3

    • L. Sampietro

      É a bicicleta que é perigosa ou são os motoristas de outros veículos que deixam a prática da bicicleta perigosa (às vezes de propósito mesmo)? Pense no que é mais ameaçador, um carro que chega a mais de 100 km/h contra uma bicicleta, ou o contrário?
      O que é que inibe o serviço público de ônibus? os ciclistas e as ciclovias, ou os carros em excesso e a falta de investimento no transporte público?
      Pense nisso…

      Comentário bem votado! Thumb up 22 Thumb down 3

    • Edlson Trindade

      Aê Prado olhe para cima!

      Thumb up 0 Thumb down 0

  • Reinaldo

    Ótima iniciativa e como projeto é experimental, devemos considerar que o mesmo terá ajustes para melhorar a contagem de ciclistas.

    Eu gosto muito do ‘contador de desrespeito dos motoristas’ (radar) nas ruas de SP, toda hora tem motorista trafegando acima da velocidade permitida, desrespeitando sinalização de semáforos, prioridade na travessia de pedestres na faixa, etc e os motoristas acusam que a culpa é da “indústria da multa”.

    Thumb up 1 Thumb down 0

  • Newton

    [Comentário oculto devido a baixa votação. Clique para ler.]

    Esse comentário não tem feito muito sucesso. Thumb up 5 Thumb down 10

    • Felipe Prenholato

      Pois é, um ônibus comum ocupa o espaço de 3 carros (no máximo 15 passageiros, mas sabemos que provavelmente serão só 3 mesmo), e de umas 24 bicicletas (24 passageiros).

      Veja em http://viatrolebus.com.br/wp-content/uploads/2015/02/carro-bicicleta1.jpg

      Thumb up 4 Thumb down 3

      • Niv

        Ta aí, alguém que nunca usou onibus em sp, me diz qual q tem só 3 passageiros q vou usar esse da próxima vez pra não precisar ficar em pé. Pra ser a favor das bikes não precisa mentir contra os onibus colega

        Thumb up 1 Thumb down 1

        • CiceroS

          Niv, tente de novo, releia o comentário do Felipe. Mas vou te facilitar: “… 3 CARROS [caixa alta por minha conta] (no máximo 15 passageiros, mas sabemos que provavelmente serão só 3 mesmo)…”

          Não entendeu de novo? Tente outra vez. E de novo até acertar, ok?

          Thumb up 2 Thumb down 1

        • Renato

          Interpretação de textos mandam lembranças Niv….

          Thumb up 0 Thumb down 0

        • Felipe Prenholato

          Se ainda fosse primeiro de abril eu dava um like achando que sua péssima ‘leitura técnica’ era uma péssima piada. Leia com mais atenção antes de vir avacalhar.

          A proposito, eu uso bicicleta, metro, ônibus e quando preciso, taxi, nessa exata ordem.

          Thumb up 1 Thumb down 0

    • Renato

      Um não exclui o outro e a prioridade JÁ está sendo dada aos ônibus, vide as faixas exclusivas e os 150km de corredores exclusivos que estão sendo construidos pelo estado e prefeitura. Ambos são COMPLEMENTARES e não excludentes. ônibus sozinho não resolve nada, assim como o metrô. Um complementa o outro.

      E só um adentro: Bicicleta NÃO polui, ajuda a reduzir a lotação do ônibus e retira carros das ruas. Só por isso pode e DEVE ser incentivado. E é isso que vem ocorrendo no mundo inteiro.

      E Desculpe, gastar R$ 7,00 por dia (ida e volta) dá R$ 168,00 por mês em condução não dá. Isso só usando o onibus, sem integração com o metrô. E ainda demoro o dobro do tempo para chegar no trampo do que indo de bike.

      Entre gastar isso todo mês e ainda demorar mais para chegar ou ir de bike, fico com a segunda opção. Vale transporte vai direto pro meu bolso = salario maior todo mês e exercícios em dia.

      Comentário bem votado! Thumb up 10 Thumb down 1

  • Jr.

    Na verdade o que acontece em SP é uma questão de interesses, que não vai levar a nada, os motoqueiros querem mais motofaixas, os pedestre querem calçadas arrumadas, os motoristas querem mais rapidez de locomoção, os ciclistas querem ciclofaixa, as pessoa querem transporte público de qualidade, cada um com seu interesse, cada grupo com sua opinião.
    Não existe solução mágica, pois Moto polui, carro mata, bicicleta é um transporte egoísta, transporte público é uma porcaria. Na verdade SP é uma bagunça que contraria as leis da Fisica pois nunca foi planejado e nunca será. É loucura colocar em comparação paises de primeiro mundo, com o Brasil. La tem uma coisa que aqui não tem, que seria a solução para todos os nosso problemas não só de transporte ou mobilidade mas em geral. CHAMA EDUCAÇÃO. quando o governo investir primeiramente na EDUCAÇÃO, todos os projetos de mobilidade darão certo todos terão capacidade de escolher a melhor forma de se locomover nesta cidade desumana, tanto faz se é de carro, metro , ônibus , bicicleta, de cavalo etc… Sem esse investimento em EDUCAÇÃO qualquer projeto bom se torna uma porcaria , pois as pessoas não se respeitam. quem faz o transporte é o cidadão. É dele o aval do que esta bom ou ruim. Não adianta ficarmos descurtido o que é bom ou ruim, cada transporte tem sua vantagens e seus problemas, nada é solução, e se ciclofaixa fosse a solução para mobilidade urbana, Todos os países que colocamos em comparação com o Brasil só teriam CICLOFAIXA, Eu ja viajei para EUA, ALEMANHA, FRANÇA, INGLATERRA, e lá niguem fica discutindo se deve ir de carro, moto, transporte público, bicicleta etc… Pois nesse países existe EDUCAÇÃO e todos os meios de locomoção estão a favor da população eu andei em todas as modalidades de transporte urbano inclusive de bicicleta, tudo perfeito,organizado e integrado. CICLOFAIXA È UMA REALIDADE ATUAL QUE DEVE SER IMPLANTADA COMO MAIS UM MEIO DE LOCOMOÇÃO e não a SOLUÇÃO.
    O SEGREDO para dar certo é EDUCAÇÃO. A forma você vai ou vem não importa.

    Comentário bem votado! Thumb up 8 Thumb down 1

    • Fabricio Souza

      Se for esperar a educação do povo melhorar para só então investir em ciclovias, não teremos ciclovia alguma. Mas concordo que a chave sempre foi e sempre será a educação.

      Só discordo da parte que você diz que bicicleta é um veículo egoísta: Veículo egoísta é o carro, que ocupa um baita espaço no viário, na maioria das vezes só está levando 1 pessoa só e gera poluição sonora e atmosférica.

      A bicicleta ocupa um minimo de espaço, não polui, não faz barulho, não agride a natureza e ainda traz saúde para seu condutor.

      Ainda pensa que a bicicleta é um veículo egoísta? Se for pensar nessa ótica, o pedestre também é um ser egoísta, já que conta com mais de 16.000km de calçadas exclusivas, enquanto que a bicicleta não tem nem 2% disso.

      Comentário bem votado! Thumb up 6 Thumb down 2

    • Érika Salgado

      Boa tarde, Jr.
      Como professora, eu sempre acho muito interessante esse mantra que todos entoam sobre “é preciso educação”. Ninguém sabe o que é isso, mas é o mais comum de se ouvir.
      O que é pra você, investir em educação? Eu trabalho pra muita gente que pode pagar a melhor educação do país e, a grande parte dessas pessoas, não aproveita minimamente a “educação”. Sabe por que isso? Porque o grande problema é a falta de cidadania que nada tem a ver com “educação”.
      (Aque essa palavra é um eco, de tantas vezes que está sendo repetidam também no texto!)
      É muito fácil se apoiar no fato de que a cidade nunca teve planejamento (o que não é verdade, logo que o sr. Prestes Maia teve um planejamento incrível, em nome da modernidade, do progresso e dos carros!) e de que tudo funciona nos países desenvolvidos porque as pessoas são educadas (o que também é genérico demais, vamos combinar). Bem, e você acha que só pelo ar, pela água ou pelo contato com a terra foi que isso aconteceu? Ou, será que os genes são “superiores”? Ou será ainda que eles planejaram as cidades e depois autorizaram a procriação dos nativos, para incluí-los com tudo funcionando, uma espécie de SIM’S?
      Pra encerrar, não há educação que dê jeito, se as pessoas não perceberam que devem ser, antes de tudo, cidadãs e brasileiras.
      O que importa é o bem-estar comum, e isso é uma questão de cidadania e, pra ser cidadão, a pessoa pode ter ido ou não à escola, pode ser trabalhador ou morador de rua, branco ou negro, mulher ou homem, não importa, pois deve perceber que é um ser humano com os mesmos direitos que qualquer outro.
      Que venham mais ciclovias, com ciclistas que espalham pelos seus caminhos o vento da liberdade, da democracia e da alegria!

      Comentário bem votado! Thumb up 6 Thumb down 1

    • Vitor

      CICLOFAIXA È (sic) UMA REALIDADE ATUAL QUE DEVE SER IMPLANTADA COMO MAIS UM MEIO DE LOCOMOÇÃO e não a SOLUÇÃO.

      Concordo inteiramente com a frase. E acho que a prefeitura também. A estrutura cicloviária faz parte da solução (assim como qualquer outro modal), não é “A” solução e nem tem sido implantada como uma panaceia, sim como estrutura complementar. Não vejo nenhum modal em vias de ser extinto ou sem acesso a algum local porque foi implantada ciclovia/faixa.
      E outra coisa: estrutura cicloviária também gera educação e cidadania. Isso ocorre na medida em que mais pessoas adotam o modal, mais discussão é gerada sobre o tema, mais cobranças são efetivadas e todos são compelidos a adotar mudanças de postura para viver em sociedade. As posturas mais cobradas parecem atualmente ser: Não passar sinal vermelho; respeitar a faixa de pedestres; não pedalar na calçada; não pedalar na contramão; respeitar 1,5m de distância lateral ao ultrapassar ciclista; não estacionar ou andar de carro sobre as ciclofaixas e respeitar os limites de velocidade, não necessariamente nessa ordem.

      Thumb up 2 Thumb down 0

    • Newton

      É o comentário mais bem ajuizado que já vi por aqui, parabéns.

      Solução mágica não existe, bicicleta não é solução, é mais uma alternativa.

      Thumb up 2 Thumb down 1

  • Edlson Trindade

    Aí sim , com este sistema, ou melhor, um sistema vinculado à um radar, onde captura o ID do ciclista, dando à ele desconto no IPVA, boa idéia!

    Thumb up 0 Thumb down 1

  • Marcelo

    [Comentário oculto devido a baixa votação. Clique para ler.]

    Esse comentário não tem feito muito sucesso. Thumb up 4 Thumb down 17

    • Anderson

      Bom, vamos comparar a quantidade de ciclista que passam por ali com a quantidade de carros que passam por 1 faixa de transito. Eu mesmo não conheço 1 carro que seja capaz de atravessar a Faria Lima e chagar na Juscelino primeiro que a minha bike no horário de pico. Alias, ali já existem faixas de ônibus que melhoraram bastante o fluxo do transporte coletivo, a prefeitura já está investindo muito na modernização e melhoria do sistema de transporte em massa, mas este já está bem próximo do seu limite, para tornar o transporte nessa região mais eficiente só investindo em transporte sobre trilhos, que já não está mais ao alcance de prefeitura.

      Sua critica é pertinente, mas critica sem conhecimento não leva um país pra frente, existem farras dantescas acontecendo com seu dinheiro e você nem suspeita. Pra entender melhor o conceito de bicicleta, te aconselho a pesquisar sobre as entrevistas do prefeito de Copenhague, uma das cidades pioneiras em mobilidade urbana, onde ele esclarece muito bem os pontos principais que uma metrópole precisa pra não travar, entre esses pontos o uso de bikes.

      Comentário bem votado! Thumb up 7 Thumb down 3

    • Felipe Prenholato

      São bons argumentos, mas você precisa ver não só no âmbito de transporte, mas em todo o cenário.

      Primeiro queria comentar sobre o relevo da cidade que tanto falam. São Paulo tem sim morros, mas não são montanhas. Qualquer ciclista pode vencer eles com um pouco de esforço depois de um tempo, e também as existem ai as bicicletas elétricas exatamente para isso. Além disso o ciclista pode fazer um trajeto que evita o morro ou pega subidas com menor aclive, se assim desejar e puder. O relevo de São Paulo é perfeitamente transponível e não é um impeditivo real para o ciclismo na cidade.

      Voltando ao real assunto, para efeitos de trânsito, segregar motos e carros parece bom, mas realmente não vejo nenhum exemplo disso que vingou em nenhuma cidade do mundo (me corrija se estiver errado). Sempre vi muitos acidentes aqui na Rua Vergueiro enquanto tinha moto faixa. Mas essa continua sendo uma visão puramente sobre o trânsito.

      Quando você vê mais de cima, vai perceber que segregar a ciclofaixa vai:
      * diretamente diminuir o risco de mortes de uma boa parcela da população, que usa bicicleta e outros modais de propulsão humana por motivos desde custo de transporte até ideologia.
      * diretamente da um modal que normalmente é mais rápido para distâncias até 10 km do que um carro, é eu diria que até 30 km para quem usa transporte público.
      * alivia o trânsito porque essas pessoas podem ser um carro a menos na rua
      * indiretamente melhora o a saúde das pessoas ao redor simplesmente por não cuspir poluição no ar, proporcionar exercício e deixar as pessoas mais felizes
      * indiretamente gera economia pro município com menos gastos com saúde, menor manutenção da via (menos carros, motos e gente nos ônibus)
      * diretamente vai proporcionar economia em serviços de entrega para distâncias mais curtas

      Quando você fala:

      O governo tem que ser de todos e para todos e não investir muitos recursos de espaço, obras e infraestrutura existente apenas para alguns.

      Precisa lembrar que o espaço para pedestres, ciclistas e outros veículos de propulsão humana e elétrica de pequeno porte (cadeiras de propulsão elétrica, etc) é o menor na cidade, assombrosamente menor que o espaço dedicado a veículos automotores. Não acho que o problema em São Paulo é falta de espaço, o problema é excesso de veículos.

      Quem sabe não teremos faixas para carros com mais de um passageiro (caronas) e motocicletas, carros com um passageiro, transporte público e (moto)táxis no futuro :) , mas espero que o excesso de veículos comesse a diminuir algum dia.

      Comentário bem votado! Thumb up 8 Thumb down 1

    • Alexandre C.

      “O governo tem que ser de todos e para todos e não investir muitos recursos de espaço, obras e infraestrutura existente apenas para alguns”.

      Essa frase é muito mesquinha. Mesquinha porque o governo tem que ser de todos e para todos, inclusive ciclistas que faz parte do “todos”. Felizmente, seguindo o exemplo de muitas outras cidades do mundo, São Paulo está no caminho certo para promover uma mudança radical na mobilidade urbana. A ciclovia não é uma solução mágica que vai resolver todos os problemas, mas ela é parte importante nesse processo. Se hoje são 2 mil ciclistas (60 mil viagens/mês, o que não é pouco) que passam pela Faria Lima. Pode ser muito mais com uma rede mais extensa.

      Em relação às extensas distâncias de deslocamento dos trabalhadores, isso é um problema mais complexo de ser resolvido. Não basta criar malhas e malhas de redes metroferroviárias. Além de ser extremamente caro numa cidade como São Paulo, o sujeito que mora a 40 km do centro de ônibus, continuará a morar a 40 km do centro de metrô ou qualquer outro meio de transporte. A solução é: ou você cria moradias mais próximas do centro (como o Governo e Prefeitura estão fazendo, ainda no início), ou você motiva a criação de empregos nas periferias (como a Prefeitura está tentando fazer na Zona Leste com incentivos fiscais para determinados tipos de segmentos empresariais).

      Comentário bem votado! Thumb up 9 Thumb down 2

    • Renato

      É, o governo foi “para todos”. 17.200 km de vias exclusivas para CARROS não é suficiente?

      Não está tendo investimento em corredores de onibus? os 460 km de faixas exclusivas recem implantadas e os 150 km de corredores que estão sendo construidos pela prefeitura + outros 70 km pelo estado mandam lembranças….

      Sem contar as obras das linhas 2, 4, 5, 6, 9, 13, 15 e 17 da rede metroferroviaria ao mesmo tempo.

      E o que foi feito pelos ciclistas até 2013 mesmo? 63 km de ciclovias que ligam nada a lugar algum, enquanto que no Rio de Janeiro tem mais de 400 km de rede….Até Sorocaba tinha mais quilometros de ciclovias que a capital, uma vergonha!

      Motofaixa é uma aberração e que não existe em lugar algum no mundo. E pior: Incentiva ainda mais o uso de um veiculo que polui mais que o carro.

      Pesquisar e se informar melhor não dói e evita passar vergonha.

      Comentário bem votado! Thumb up 7 Thumb down 2

    • Renato

      E qto a cidade ser de ladeiras, as ciclovias de São Francisco nos EUA também mandam lembranças . . .

      http://www.portoalegredebike.com.br/post/111464278746/sao-francisco-uma-cidade-de-ladeiras-e-ciclovias

      Comentário bem votado! Thumb up 6 Thumb down 0

    • tiagobarufi

      Motofaixa é algo extremamente perigoso. Nos lugares onde ela foi implementada em São Paulo, aumentou em até 152% o número de mortes de motociclistas, sem falar nos atropelamentos de pedestres (fonte: CET). Já foi tarde, não volta mais!

      A verdade é que a motocicleta, usada para driblar o trânsito da forma que é feito em São Paulo, é o meio de transporte mais perigoso que existe. Morrem mais de um por dia, somente na cidade de São Paulo!

      No código de trânsito do Brasil a prática de trafegar entre as faixas foi (corretamente) proibida, mas a proibição foi derrubada pela pressão dos sindicatos de motofrete, que estão certamente mais preocupados com a eficiência dos serviços de entrega do que com a segurança dos usuários de motocicleta: http://infomoto.blogosfera.uol.com.br/2013/07/08/congresso-rejeita-projeto-de-lei-que-proibe-corredor/

      E os estrangeiros que visitam a cidade não disfarçam a perplexidade com o uso que se faz da moto em SP.

      Thumb up 0 Thumb down 0

  • [...] site Vá de Bike sugere acompanhar o vídeo nos horários de pico, entre as 8:00 e 9:00 da manhã e 18:00 às 20:00 [...]

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • Acrescentamos ao texto uma explicação sobre o funcionamento, que foi publicada na fan page da São Paulo Aberta.

    Thumb up 2 Thumb down 0

  • Uma câmera de melhor qualidade não diminuiria os erros?

    Thumb up 1 Thumb down 0

    • Vitor

      A qualidade da imagem transmitida não necessariamente é a mesma utilizada no processamento. Mas sua observação não deixa de estar correta: Quanto melhor a qualidade da câmera (capacidade de resolução dos objetos) melhor pode ser o resultado da avaliação. Só precisam ser dimensionados os recursos necessários (hardware com maior capacidade de processamento e software com maior capacidade de análise).
      Como ainda é experimental, essas alterações podem ser feitas, assim como “treinamento” do software com base nas imagens já obtidas e corrigidas de falsos positivos e falsos negativos por um analista humano.

      Thumb up 1 Thumb down 0

  • Carlos Nei João da Rocha

    Eu adoro pedala na ciclofax? Um das melhore. Projeto que prefeitura parabéns

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • Luiz Henrique

    [Comentário oculto devido a baixa votação. Clique para ler.]

    Esse comentário não tem feito muito sucesso. Thumb up 2 Thumb down 10

  • Anderson

    Gente, mesmo tendo algumas falhas o que importa é que SIM as pessoas se deslocam de bicicleta, isso é suficiente pra aqueles zé manés que só sabem dizer que ciclovia é besteira e que ninguem usa.

    Comentário bem votado! Thumb up 10 Thumb down 0

    • Renato

      Pois é, e essas mesmas pessoas acham que demanda brota do nada, vide Linha 5 – Lilás do Metrô que ficou anos subutilizada e hoje está lotada.

      Linha 9 – Esmeralda da CPTM transportava em 2006 menos de 100 mil. Hoje, está acima dos 500mil por dia, graças as integrações entre outras linhas e modais, inexistente naquela epoca.

      Comentário bem votado! Thumb up 5 Thumb down 0

      • Alexandre C.

        Só um detalhe: a Linha 5 só é lotada porque muita gente é OBRIGADA a usá-la. Quem mora em Itapecerica da Serra, Embu, Taboão da Serra, São Lourenço da Serra e Juquitiba e segue em direção a Santo Amaro, precisa pegar um ônibus da EMTU e descer na estação do Metrô para fazer a integração gratuita e continuar a viagem. Antes, os ônibus seguiam direto para Santo Amaro.

        Thumb up 0 Thumb down 0

        • Renato

          Não, a demanda aumentou consideravelmente depois que abriu a conexão com a linha 4 em Pinheiros e a linha 9 reduziu intervalos e passou a operar com somente trens com 8 carros.

          Thumb up 2 Thumb down 0

          • Anderson

            Renato tem razão, essa linha era (graças a Deus, era…) meu caminho antes de conhecer minha magrela. Antes da operação da linha 4 ela era bem modesta e até confortável, com o advento da linha 4 ela atingiu níveis insuportáveis, e deve ficar ainda pior com a expansão até a linha azul. Existe um grave problema de deslocamento da periferia para o centro em SP, a cidade expandiu sua fronteiras, o transporte não fez o mesmo. Algumas soluções viárias apareceram, mas se construirmos ruas em cima das ruas ainda teríamos transito nessa região, a quantidade de pessoas trafegando no mesmo sentido é muito grande.

            Se as linhas 4 e 5 estivessem prontas há 10 anos atras, já operariam cheias, mas até hoje nem foram concluídas! A única forma de transformar a mobilidade de SP em algo produtivo, rentável e seguro é através do transporte sobre trilhos, porem mesmo se triplicarmos a velocidade das obras atuais não recuperaríamos o atraso que tivemos de 1990-2010. O jeito é continuar com a forma mais produtiva e rentável, minha bike, mesmo não sendo tão segura.

            Thumb up 0 Thumb down 0

            • Felipe Prenholato

              Eu fui usuário constante da linha azul, antes da expansão da linha verde e depois. Depois da linha verde expandida ficou super cheio. O problema com as expansões das estações avançando para a periferia é que as artérias (linha verde e azul) não são expandidas.

              Não sou engenheiro (bom, de computação sou mais ou menos), mas essas artérias deviam ter sua capacidade duplicada para atender todas as outras linhas que virão.

              Thumb up 0 Thumb down 0

  • Luiz Henrique

    A contagem é menor que a realidade, pois observei que dois ciclistas passando no mesmo sentido e juntos o sistema não conta nenhum, e também uma bike com cestas na parte da frente e de trás não contabilizou. Está passando mais bike que o resultado da contagem.

    Thumb up 2 Thumb down 1

  • Marcelo

    Como escreveu o Gerd vi também um pedestre passando e foi contabilizado como ciclista.

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • Ing

    Observei por um tempo, vi 2 ciclistas que vinham a uma velocidade bem baixa no sentido centro, porque haviam pedestres atravessando na faixa, que não foram contados. Talvez, pela velocidade, podem ter sido confundidos com pedestre.
    Se isto influenciar, talvez fosse mais conveniente colocar o contador um pouco distante de farol ou faixa de pedestre.

    Thumb up 2 Thumb down 0

    • Tem um quadrado vermelho em cima, à direita. Ele mostra um detalhe da ciclovia e o ponto onde os ciclistas são contados. Creio que se passar um pedestre por aquele ponto ele será contado, mas os que estão na faixa não entram na conta não. Também acontece de um ou outro ciclista não ser contado.

      Thumb up 0 Thumb down 0

      • Ing

        Willian, os ciclistas estavam no quadrado vermelho, mas eles reduziram bem a velocidade para os pedestres passarem pela faixa mais em frente. Creio que pela velocidade com que passaram, não foram contados.
        Enfim, são algumas observações, alguns viram uma coisa ou outra, talvez sirva de feed back para aprimoramento do sistema.
        Não sei se um software um pouco mais sofisticado, que identifique as formas, algo mais inteligente que consiga contar quando duas bicicletas passam cruzando ao mesmo tempo em frente à câmera, enfim…Foi só um teste certo?
        Mas, apesar de falhas, a iniciativa é ótima, e a grosso modo, temos a noção da ordem de grandeza.

        Thumb up 1 Thumb down 0

  • Samir Pereira de Souza

    O sistema tem uma falha. Eu estava observando, e passaram dois ciclistas juntos. Ele contou apenas um.

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • Renato

    Se ficar vendo apenas a movimentação sem ligar para a contagem, é bem nítido que há ciclistas indo e vindo constantemente…e isso porque é fora do horário de pico, numa ciclovia ainda sem grandes conexões, como as do eixo centro por exemplo…

    Imagina qdo a malha estiver pronta, toda interligada e houver bicicletários para tudo qto é canto? O contador não vai dar conta!

    Comentário bem votado! Thumb up 4 Thumb down 0

  • Diego

    Muito bom, isso mostra a importância das ciclovias, a todo momento passando ciclistas.
    parabéns!!!!

    Thumb up 1 Thumb down 0

  • Mayra

    E eu acabei de ver dois ciclistas passando sentido Largo da Batata que nao foram contabilizados. Acho que foi porque tinha um outro ciclista que entrou na area de contabilização, mas estava lá parado, esperando para atravessar no farol.

    Thumb up 1 Thumb down 0

  • Andre

    Poderiam colocar um contador de desrespeito à faixa de pedestre também. Aquela no canto superior esquerdo. Lamentável. Porém, ótima iniciativa

    Thumb up 2 Thumb down 0

  • Arnold

    Então, Gerd, o algoritmo contabiliza a passagem de algum objeto na ciclovia. Ali supostamente deveriam andar somente bicicletas.

    Thumb up 0 Thumb down 0

  • Antonio

    Achava que o tráfego de ciclistas nessa ciclofaixa fosse maior, ainda mais considerando que o sistema acaba contando por engano alguns pedestres que atravessam fora da faixa. Já pedalei em várias ciclofaixas em dia útil e considero a da Faria Lima a melhor de São Paulo. O problema talvez esteja na qualidade das outras ciclofaixas adjacentes e nas dificuldades de conexão entre elas. Pelo menos foi a minha percepção de quando as utilizei. De qualquer modo, projeto muito interessante. Melhoraria a precisão se fosse medido mais distante da faixa de travessia de pedestres, assim evitando a medição equivocada de pedestres que cortam caminho.

    Thumb up 1 Thumb down 0

  • Gerd

    Acabei de ver um pedestre sendo contado como ciclista… hehehe

    Thumb up 3 Thumb down 0

Enviar resposta

  

  

  

Você pode usar estas tags HTML

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>