Cidade gaúcha de Alegrete faz sua primeira contagem de ciclistas

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Ação contabilizou um fluxo de 1.618 ciclistas na região central da cidade. (Foto: divulgação Transporte Ativo)

Ação contabilizou um fluxo de 1.618 ciclistas na região central da cidade. (Foto: Divulgação/Transporte Ativo)

No Rio Grande do Sul, o município de Alegrete, localizado na fronteira oeste do Estado, é conhecido por ter inspirado o “Canto Alegretense”, canção folclórica gaúcha cujo primeiro verso diz: “Não me perguntes onde fica o Alegrete/Segue o rumo do teu próprio coração”.

Foi nesse rumo que a cidade realizou, em 6 de maio, sua primeira contagem de ciclistas, feita pela ONG Transporte Ativo, em parceria com os grupos Charlas Urbanas e Trilha Aventura. A ação contou o fluxo de bicicletas na ponte Borges de Medeiros, sobre o rio Ibirapuitã, que corta o centro da cidade.

Em 12h de duração, das 7h às 19h, passaram pela ponte 1.618 ciclistas, dos quais 817 no sentido centro e 801 no sentido Unipampa. Os horários de pico aconteceram das 7h às 8h, com fluxo de 202 bicicletas, e das 18h às 19h, com 243 ciclistas passando pelo ponto.

Foram 11 pessoas responsáveis pela contagem, incluindo a coordenadora da ação, Gabriela Binatti, da Transporte Ativo. De acordo com ela, mesmo sem infraestrutura, o fluxo de bicicletas é grande na cidade, principalmente como meio de transporte. “A prática esportiva também vem se fortalecendo no último ano. Inclusive um grupo de passeios e treinos nos apoiou e ajudou na contagem”, explica.

Segundo Gabriela, apesar da infraestrutura viária ausente, é possível observar bicicletários privados em mercados e outros negócios. “Infelizmente ainda não existem bicicletários públicos na cidade, que tem uma cultura de bicicleta forte. Assim como na maioria das cidades do Brasil, isso ainda precisa ser reconhecido e valorizado”, acredita.

Maioria dos ciclistas é de homens adultos. (foto: divulgação Transporte Ativo)

Maioria dos ciclistas é de homens adultos. (foto: divulgação Transporte Ativo)

Perfil dos ciclistas

A maior parte dos ciclistas foi de homens adultos. Gabriela também conta que foi possível ver diversas bicicletas com motor de combustão, modelo mais popular na cidade que as bicicletas com assistência elétrica.

Como Alegrete tem uma extensa área rural, além das bicicletas, passaram pela ponte Borges de Medeiros cerca de 50 carroças e 17 pessoas a cavalo.

Próximos passos

Os resultados da contagem, destinada a conhecer e entender o fluxo de ciclistas na única ligação entre a zona leste e a região central de Alegrete, serão compilados em um relatório e fornecidos aos órgãos responsáveis para o desenvolvimento de políticas públicas.

Segundo Gabriela, já há infraestruturas licitadas. Uma delas, uma ciclofaixa na avenida Marechal Rondon, será o cenário da próxima contagem de ciclistas, pré-agendada para o próximo mês. “A ideia é realizar outras contagens para que, no futuro, também possamos comparar os fluxos e avaliar a importância da infraestrutura como incentivadora de novos usuários”.

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