Morte de pedestre atropelado por ciclista reacende discussão sobre ciclovias em São Paulo

Atopelamento ocorreu na ciclovia que segue sob o Elevado Costa e Silva, o popular Minhocão. Foto: Fábio Arantes/Secom

Atopelamento ocorreu na ciclovia que segue sob o Elevado Costa e Silva, o popular Minhocão. Foto: Fábio Arantes/Secom

A lamentável morte de um idoso atropelado por um ciclista na tarde dessa terça-feira (18) em São Paulo trouxe à tona uma forte discussão nas redes sociais: as ciclovias seriam mesmo uma medida de proteção à vida ou, pelo contrário, colocam em risco as vidas dos pedestres?

Segundo depoimento do filho da vítima ao G1, o ciclista estaria em alta velocidade. Informações prévias que apuramos indicam que a vítima não faleceu no local, mas um ou dois dias depois, o que indica que pode haver uma relação indireta. Ainda não há mais informações sobre o ocorrido, mas é razoável supormos que:

  • O ciclista deveria estar rápido sim, embora “alta velocidade” para uma bicicleta, ainda mais num trecho com curvas, deva ser no máximo uns 25 km/h, o que por si não é suficiente para matar alguém.
  • O atropelamento ocorreu próximo a um pilar, ocultando o pedestre da visão do ciclista (e vice-versa).
  • O idoso se feriu de forma grave, provavelmente mais pelo impacto com o solo ou com uma grade durante a queda do que pela força colisão em si, vindo a falecer depois (não que a queda deixe de ser uma consequência do atropelamento).

Não há informação para concluir se o ciclista estava fora da ciclovia ou se o pedestre estava sobre ela, mas isso sinceramente não importa muito e não muda o que aconteceu. E por favor, ainda que se verifique posteriormente que o senhor de idade estivesse sobre a ciclovia, não caiam no discurso de que a culpa foi dele ou que o atropelamento só aconteceu por ele “estar onde não devia”. Não há como afirmar isso e, sobretudo, lembremos que uma família perdeu um ente querido, uma pessoa de idade que deixará um vazio em suas vidas. O idoso que faleceu e sua família merecem nosso respeito e solidariedade.

A reportagem do SP TV informou que o ciclista permaneceu no local, seguiu até a delegacia e prestou esclarecimentos.

Atualizado, 19/08 18h15: O ciclista Gilmar Raimundo de Alencar, de 45 anos, afirmou que o atropelamento não aconteceu na ciclovia, mas na faixa de ônibus. “Eu estava prestando atenção no trânsito, estava com o foco na frente. Não tive a menor chance de reação”, contou ao G1. “Não estava na ciclovia, estava na rua. Ia acessar a ciclovia. Estava fazendo a trajetória da pista e o impacto se deu na rua, na faixa de ônibus, um pouco antes do acesso da ciclovia o canteiro a 50m”. Alencar também contou à reportagem que a pilastra pode ter impedido que o idoso enxergasse a bicicleta e levado a vítima a atravessar a rua bem em frente ao seu trajeto.  “Ele caiu na rua. Caímos os dois. Então o coloquei na calçada, perto da ciclovia, para poder prestar socorro”.

Vale considerar dois outros pontos:

  • O viário no local é bastante agressivo a ciclistas, que corriam sério risco circulando pela via antes da implantação da estrutura sob o elevado.
  • A avenida também é bastante agressiva a pedestres, com velocidade relativamente alta para uma região com grande fluxo de pessoas a pé.

Posto isso, vamos avaliar a questão da periculosidade das ciclovias paulistanas, para ciclistas e para pedestres.

Mortes de ciclistas

Historicamente, poucos são os números oficiais relativos à bicicleta no Brasil. Muitos acabam sendo obtidos por associações de ciclistas e grupos de cicloativismo que realizam medições nas ruas, como é o caso das contagens de ciclistas.

Entretanto, foi divulgado há alguns meses o número de mortes no trânsito em São Paulo. Segundo o relatório, foram 47 mortes de ciclistas no ano. Dessas 47, apenas uma ocorreu em ciclovia – e foi um caso de queda, em que o ciclista perdeu o equilíbrio. A CET, responsável pela divulgação dos dados, informou ainda que, de agosto a dezembro, com os primeiros quilômetros de novas ciclovias em operação na capital, houve registro de 17 casos, contra 30 nos primeiros sete meses do ano.

Esses números nos mostram que as mortes caíram muito depois que as novas áreas começaram a ser implantadas. Em um cálculo geral, abrangendo o ano todo, as mortes de ciclistas caíram em 10%, como demonstramos aqui no Vá de Bike.

Os dados são claros: as ciclovias não estão matando ciclistas, nem fazendo que quem esteja fora delas morra. Depois do início da implantação, as mortes diminuíram mesmo fora das pistas exclusivas.

Mortes de pedestres

E quanto aos pedestres? O relatório aponta 555 mortes dessa categoria de usuários da via ao longo do ano. Não há indicação direta no relatório de quantas dessas pessoas foram atropeladas por cada tipo de veículo, mas há um gráfico que mostra os “veículos atropelantes”.

A bicicleta aparece com duas ocorrências, em um total de 538. Ou seja, 0,37% dos casos. Guarde esse número, voltaremos a ele daqui a pouco. Nos demais, o atropelamento foi causado sempre por um veículo com motor: carro (200), ônibus (114), motocicleta (90) ou caminhão (31). Já temos aí uma boa medida: quem realmente mata pedestres no trânsito são os motoristas de automóvel.

Ora, mas há muito menos bicicletas circulando que automóveis, então esse número, quantitativamente não nos diz muita coisa, certo? Os dados mais recentes que temos sobre o uso da bicicleta na cidade vêm de uma mesma pesquisa de mobilidade feita pelo Ibope, em 2014. Além de apontar um aumento de 50% no uso da bicicleta entre 2013 e 2014, o estudo mostra que 3% das pessoas já usavam a bicicleta diariamente em 2014, contra 80% utilizando modais motorizados que não o transporte por trilhos. Ou seja, desses 83% de viagens com potencial de atropelamento, 3,6% são eram feitas em bicicleta em 2014 – mesmo ano das estatísticas que temos sobre mortes por atropelamento.

Lembra que pedimos para lembrar daquele número? Pois bem: o veículo que responde por 3,6% das viagens diárias está envolvido em apenas 0,37% dos atropelamentos na cidade. 99,63% dos atropelamentos são causados por 96,4% dos veículos em circulação.

A conclusão é que, mesmo proporcionalmente à quantidade de veículos em circulação, quem realmente oferece risco aos pedestres são os que possuem motor.

Para além desses números, também devemos considerar as outras 694 mortes de pessoas dentro dos carros, motociclistas e ciclistas, todas em ocorrências com veículos motorizados. Com isso, temos que 99,84% do total de 1.249 mortes no trânsito em 2014 teve envolvimento de um veículo com motor. Entende onde, de fato, está o problema?

Para proteger a vida de pedestres, devemos reduzir a velocidade máxima nas vias, aumentar os tempos de travessia, reposicionar e acrescentar pontos para cruzar as ruas e avenidas, aumentar a segurança de quem cruza a pé as pontes e viadutos. E, enquanto motoristas e ciclistas, devemos sempre respeitar a preferência de travessia de quem cruza a via a pé.

Simplificar dizendo que a culpa é da ciclovia é tirar o foco do que realmente importa. 

As ciclovias na prática

Quem utiliza as ciclovias em seus deslocamentos cotidianos geralmente é da opinião de que elas protegem, sim, suas vidas e que, apesar de falhas pontuais, no geral é muito mais seguro circular onde elas existem. Também há estatísticas mostrando isso, como a pesquisa do Datafolha que indica (lá no meio, escondidinho, sem nenhum destaque) que 90% das pessoas que já utilizaram as novas ciclovias as aprovam (fev/2015).

Mas vamos colocar isso em termos práticos: por mais que uma ciclovia tenha falhas de pavimento ou de sinalização, é muito mais seguro circular em um espaço segregado, que está sinalizado como seu direito de circulação, do que compartilhando o viário com motoristas que não aceitam a presença da bicicleta na via e mostram isso ostensivamente, com finas e fechadas que podem levar a óbito.

Deixamos aqui alguns vídeos para a reflexão de vocês.

Pedalando na Paulista sem ciclovia

Esse vídeo mostra como era pedalar na avenida antes da construção da ciclovia, com as tentativas de assassinato de motoristas de ônibus, espremendo o ciclista propositalmente contra a calçada. O vídeo foi postado no Facebook por Tiago Vieira.

Clique aqui para assistir o vídeo

Com e sem ciclovia – uma comparação musical

Outra mostra de forma clara, utilizando a linguagem universal da música, a diferença que um ciclista sente ao pedalar onde não há ciclovia e nos locais onde já existe a estrutura. O vídeo nos foi enviado algum tempo atrás por um leitor, o Sr. Tresillo.


148 comentários para Morte de pedestre atropelado por ciclista reacende discussão sobre ciclovias em São Paulo

  • […] um idoso próximo ao Minhocão. O assunto era tão previsível que já foi brilhantemente tratado aqui. O factóide não levou em conta de que, em São Paulo, no ano passado, dos 538 mortes de pedestres […]

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  • Tarantino

    Semana passada morreu mais uma ciclista na ciclovia da Av. Faria Lima. Já falei muito aqui sobre a falta de planejamento e execução mal feita das obras, mas tem muitos que acham que eu sou chato, que eu sou contra as ciclovias, etc., sendo que somente estava alertando para acidentes que infelizmente se concretizaram. Esses acidentes são totalmente previsíveis para quem conhece a respeito de segurança viária, se nada for feito isto se tornará rotina com o aumento dos usuários de bicicleta.

    P.S. Aliás, o prefeito Haddad conseguiu um milagre: ele fez uma ciclovia em cima da outra. Sabem como? A ciclovia que vai da Praça Apecatu até o Largo da Batata já existia há alguns anos, mas o Sr. Haddad alardeia que foi obra de sua gestão. Para de contar mentira, prefeito Suvinil!

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    • Renato

      A ciclovia da Faria Lima foi projetada, construida e entregue na gestão do KASSAB. Logo, falta de planejamento e de execução tem em todos os governos, de todo o país, sem excessão.

      Kassab tb fez uma ciclovia em cima de um trecho existente. A ciclovia da Marginal Pinheiros tinha vários quilometros asfaltados e com asfalto em boas condições. Porém, passaram o trator e o asfalto por cima de tudo, depois pintaram de vermelho.

      Kassab tb fez a ciclovia da Radial leste que nada mais é que uma calçada que foi pintada por cima.

      Com o aumento de pessoas utilizando bicicletas na cidade, é obvio que o numero de acidentes aumentará na mesma proporção que foi com os carros e motos nos ultimos 20 anos.

      Para isso, se resolve com uma ampla e constante campanha educativa, não apenas esses alardes e demonização das ciclovias e dos ciclistas, por conta do erro e imprudencia de meia duzia.

      Pessoas irresponsaveis e imprudentes tem em todo lugar, seja motorista, seja pedestre, seja ciclista. Alias, os pedestres também não respeitam nada, atravessam fora da faixa, costuram entre os carros e motos e aparecem do nada.

      De nada adianta ter ciclovias de primeiro mundo, bem planejadas e sinalizadas, enquanto não educar os ciclistas e principalmente, os pedestres, que saem atravessando em qualquer canto que vê pela frente….

      Não há santo nessa história. A unica coisa que os ciclistas precisam ter é mais consciencia de que o maior é responsavel pelo menor e é preciso ter cautela e atenção aos pedestres, pois eles aparecem do nada. Eu já estou até acostumado em ver pedestres aparecendo do nada.

      Isso não quer dizer que os pedestres não precisam ter suas faixas e calçadas em melhores condições. E os ciclistas, do espaço seguro e segregado que são as ciclovias.

      Todos terão que se acostumar e se adaptar a nova realidade. Deixemos os mimimis e os alardes para os comentaristas do G1, as escórias da sociedade. Quem já leu os comentários do G1 e do R7 sabem o que estou dizendo.

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      • Tarantino

        Dessa raça maldita de políticos, não tem nenhum que se salva.

        “Com o aumento de pessoas utilizando bicicletas na cidade, é obvio que o numero de acidentes aumentará na mesma proporção que foi com os carros e motos nos ultimos 20 anos”

        Ok, mas é justamente isso o que NÃO queremos. Os erros cometidos no passado deveriam servir de lição e exemplo para o presente, mas a memória do brasileiro é fraca. Vejo claramente o mesmo filme se repetindo, eis o motivo de meus comentários.

        Obviamente, educação é a base de tudo, o que não isenta os órgãos responsáveis de apresentarem obras bem planejadas e construídas. Mesmo porque, seria um incentivo para que todos passassem a agir corretamente e civilizadamente. É fato corriqueiro e conhecido que o ambiente pode estimular para melhor ou pior a atitude das pessoas, seja no trabalho, na rua, ou em casa; por acaso, se alguém está em um ambiente limpo, agradável, aconchegante, não agirá naturalmente de forma mais decente, ou pelo menos se sentirá inibida em demonstrar seus maus costumes?

        Façamos nossa parte, e que os governantes façam a dele. E que cada um cobre o que lhe é de direito.

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  • Ricardo

    Acho errado este radicalismo da visão unilateral do maior para o menor. O caminhão ou ônibus não pode responder por atitudes irresponsáveis de um carro, moto, bicicleta, ciclista ou pedestre, bem como o carro pela atitude irresponsável dos menores que ele e assim por diante, transformando o menor em vítima do maior em qualquer situação. Isso leva a manifestações vividas por mim, quando ouço pedestres alegarem que, por serem a parte menor, não têm que andar na mão correta da ciclovia, não têm que olhar para atravessar a ciclovia fora da faixa e etc. Aqui no Rio de Janeiro existem ciclovias proibidas a pedestres por existirem calçadas paralelas às ciclovias e os pedestres caminham sem nenhum cuidado, deixando soltas crianças que mal aprenderam a andar e não conseguem sequer andar em linha reta e alegam que estão no direito deles por serem pedestres. Outro dia fui atropelado PARADO NA MINHA MÃO DA CICLOVIA por um carrinho de bebê empurrado por uma mulher que dedilhava seu celular sem olhar para frente e não percebeu que saiu da mâo dela. Prevenção e responsabilidade não é adivinhação.

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    • Rodrigo

      Isso ai é regra no mundo inteiro. O maior é sempre responsavel pelo menor. Você está dirigindo uma maquina que pode matar, então tem que ter responsabilidade e zelar pelo cuidado do mais fragil.

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      • Tarantino

        O maior é responsável PELA SEGURANÇA do menor, é o que diz o art. 29 do CTB. São duas coisas diferentes; ser responsável e ser RESPONSÁVEL PELA SEGURANÇA. O veículo maior não pode se responsabilizar totalmente por atos insanos dos menores.
        Seria muito fácil fazer besteira e depois jogar a culpa no outro.

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  • marcio rebeldia

    Ahh e ai gente?
    O Marcio Rebeldia fez o teste da polemica ciclovia da Av São João.
    Após um acidente que causou uma morte, fizeram varias criticas ao projeto.
    Mas quem criticou nunca andou de bike de verdade.
    DE BIKE EM SP – TESTE DA CICLOVIA DA AV SÃO JOÃO

    HOJE AO MEIO DIA NO CANAL VLOGUEIRO REBELDE
    https://www.youtube.com/channel/UCBnyxFNT8fkOMftaA6hVk-w

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  • Ricardo Jose Camara

    Fiquei impressionado com as ciclovias do segundo vídeo. Quase não têm pedestres. É em São Paulo? Aquino Rio de Janeiro pedestres em ciclovias são maioria. É um perigo.

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  • Robert

    Acho que todos devem ter bastante prudencia com relação ao transito.A maioria dos acidentes, em grande parte ,se deve ao desrespeito as leis de transito.Motorista que aí estão,muitos deles, não tem a mínimo preparo para conduzir um veículo auto-motor.Isto não exclui pedestres e ciclista , que muitas vezes não observam a sinalização e são imprudentes.Como a Bike não produz ruído o pedestre muitas vezes não percebe a sua aproximação.O ciclista deve sempre, a cada segundo, ser autocritico e analista.

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  • Tarantino

    Vendo agora o vídeo postado pelo Tiago Vieira, notei algumas coisas que foram colocadas tendenciosamente para retratar os motoristas de ônibus como “assassinos”:

    -Em primeiro lugar, na faixa EXCLUSIVA de ònibus (que por si só já deixa claro que somente ônibus podem trafegar nas mesmas) há a palavra “ÔNIBUS” escrita no asfalto de maneira bem clara;

    -O ônibus é um veículo grande, e no canteiro central estão ocorrendo obras, além do trânsito de outros veículos, o que faz com que os ônibus não tenham espaço para se distanciar o suficiente do ciclista (que não deveria estar lá)

    -Por que o ciclista não se “lembrou” de mencionar a atitude correta do Honda Civic que, corretamente, ligou a seta e esperou o ciclista passar antes de converter à direita?

    -O ônibus é OBRIGADO a parar no ponto quando solicitado, sob pena de receber advertência caso não o faça, por esse motivo, não pode sair da faixa exclusiva. Será que o ciclista não sabia, ou se esqueceu disso?

    -A própria maneira do ciclista se expressar (ERROOOOOUUUUU!!!!!!) já demonstra preconceito e ódio dirigidos à determinada classe de pessoas, no caso, os motoristas de ônibus, colocando todas as suas ações como se fossem propositais. Neste vídeo, fica claro que o ciclista parece tentar cavar um acidente, e atingiria a glória máxima se o ônibus o derrubasse, e exclamaria em alto e bom som: “Viu, eu não disse?????”, frase essa provavelmente dita na cama de um hospital, ou psicografada por algum médium.

    Esse vídeo é completamente tendencioso e desonesto em sua totalidade.

    Não podemos negar que existem MUITOS motoristas ruins e descuidados, mas atitudes como essa servem unicamente para angariar antipatia e desprezo por parte daqueles que não são usuários da bicicleta, justamente pelo fato de subestimar a inteligência daqueles que, ao contrário do que o autor do vídeo pensa, percebem facilmente o embuste.

    Tida e qualquer discussão a respeito de qualquer assunto deve, para ser válida, apresentar sempre os dois lados da moeda; sugiro ao autor fazer um vídeo mostrando também as atitudes boas e decentes dos motoristas para com os ciclistas. Será tão difícil fazer algo assim, ou não há interesse?

    Motoristas são assassinos? Talvez, não tenho como saber. A única coisa que sei é que se assim fosse, provavelmente não haveriam mais ciclistas para contar história…

    Polêmico. O que acha? Thumb up 6 Thumb down 3

    • Tarantino,
      Não vejo o vídeo como tendencioso pois o autor apenas mostrou como é comum infrações contra ciclistas.
      A própria CET já se manifestou publicamente que o ciclista não só tem o direito como deve circular pela faixa da direita, mesmo sendo exclusiva para ônibus. A proibição e apenas para automotores, não incluindo a transporte ativo.
      Pessoalmente não acho seguro pedalar por vias com linha de ônibus, mas é um direito previsto no CTB. Cabe ao veículo automotor a ultrapassagem pela faixa da esquerda, a distância de 1,5 metros no mínimo e a velocidade reduzida.
      Dificuldades de circulação pela via como a citada, exigem dos motoristas a redução da velocidade, mais atenção a pedestres e ciclistas e mais paciência, afinal veículos automotores não tem prioridade ou preferência nas vias.

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      • Tarantino

        Marcelo

        Entendo seu ponto de vista, porém até há pouco tempo o próprio CTB era confuso em relação à denominação “bordo de pista “. Por esse motivo, foi acrescentada o inciso III no art. 184, que torna as faixas de ônibus EXCLUSIVAS, proibindo qualquer veículo, sem exceção, de transitar nelas.
        Minha crítica em relação ao vídeo foi a atitude desonesta do autor, que pretendeu forçar uma situação para validar seu ponto de vista; porém, coincidentemente, naquele momento nenhum veículo agiu incorretamente. As exclamações “Erroooouuuuuu!” ficaram simplesmente descaracterizadas, e ao invés de passar a impressão que os ônibus o ameaçavam, passaram justamente a impressão contrária, pois os veículos ao redor sinalizaram corretamente a mudança de faixa. Mostrei este vídeo a umas 10 pessoas, e todas foram unânimes em suas opiniões, todas acharam que o ciclista estava distorcendo os fatos. Vale lembrar que os motoristas são advertidos quando saem da faixa, exceto por força maior.
        O autor do vídeo que me desculpe, mas se pretendeu passar a impressão de perigo, escolheu um péssimo exemplo. Sabemos que o perigo é real, mas devemos mostrar situações reais para não termos a credibilidade abalada.

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        • O art 184 do CTB refere-se as infrações de trânsito e suas penalidades, como nossa legislação não prevê habilitação para pedestres ou ciclistas, tão pouco a aplicação de penalidades aos mesmos, me parece claro que este artigo se aplica apenas a veículos automotores. O que não significa que ambos estejam acima da lei, apenas que por serem as partes mais frágeis devem ser protegidos dos demais veículos automotores. Fato como o ocorrido no Minhocão, deve ser investigado pela polícia e o responsável julgado com base na legislação. Não há como pressupor certo ou errado, 20 Km/h numa ciclovia pode ser incompatível, já no viário se torna irrelevante.

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          • Tarantino

            A proteção do veículo menor pelo maior já é prevista no CTB.
            O art. 96 considera a bicicleta como veículo, estando a mesma sujeita à legislação. O art. 338 diz que os fabricantes devem fornecer junto com o produto o manual básico de trânsito (o que não é feito ).

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            • Renato

              Inclusive não fornecem retrovisores, nem velocimetros, nem aquelas plaquinhas vermelhas piscantes (não sei o nome delas)….e por ai vai….

              Se oferecessem, iriam usar como motivo para aumentar o preço da bicicleta, o que afugentaria o comprador de baixa renda.

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    • Wilson

      Os ônibus são obrigados a parar no ponto quando requisitado pelos usuários no interior do ônibus ou em um ponto de parada da linha deste mesmo ônibus, mas isso não implica ter de permanecer sempre na faixa exclusiva de ônibus – exclusivo não é sinônimo de obrigatório: exclusivo se refere a um tipo de direito e obrigatório, a um tipo de dever. Se fosse assim, os ônibus não poderiam ultrapassar outros ônibus, como ocorre na grande maioria dos trechos que possuem faixa exclusiva. Eles são obrigados a permanecer na faixa exclusiva apenas quando for necessário parar em seus respectivos pontos de parada. Aí sim é diferente: se um ônibus está parando ou parado em um ponto para embarque ou desembarque de passageiros, o correto – e mais seguro para todos os envolvidos – é o condutor da bicicleta fazer a ultrapassagem pela esquerda, depois de ter sinalizado esta manobra aos veículos que vem de trás, como qualquer veículo deve fazer, ou esperar o ônibus andar para seguir adiante. Em outras situações, os ônibus como também todos os veículos automotores em faixa exclusiva de ônibus ou não, devem manter uma distância segura da bicicleta, pois na limitada largura de seu trajeto, podem haver obstáculos que obriguem seu condutor a fazer algum desvio para os lados, o que aumenta drasticamente a chance de colisão se qualquer veículo estiver muito próximo nesse momento, inclusive numa ultrapassagem da bicicleta pela esquerda.

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      • Tarantino

        Os motoristas recebem advertência se forem pegos trafegando fora da faixa exclusiva, salvo motivos de força maior (veículos quebrados na faixa, buracos, obras). Existem fiscais do Sp Trans em todos os percursos.
        O art. 184 foi recentemente acrescido do inciso III, que torna as faixas exclusivas:

        Art. 184. Transitar com o veículo:

        I – na faixa ou pista da direita, regulamentada como de circulação exclusiva para determinado tipo de veículo, exceto para acesso a imóveis lindeiros ou conversões à direita:

        Infração – leve;

        Penalidade – multa;

        II – na faixa ou pista da esquerda regulamentada como de circulação exclusiva para determinado tipo de veículo:

        Infração – grave;

        Penalidade – multa.

        III – na faixa ou via de trânsito exclusivo, regulamentada com circulação destinada aos veículos de transporte público coletivo de passageiros, salvo casos de força maior e com autorização do poder público competente: (Incluído pela Lei nº 13.154, de 2015)

        Infração – gravíssima; (Incluído pela Lei nº 13.154, de 2015)

        Penalidade – multa e apreensão do veículo; (Incluído pela Lei nº 13.154, de 2015)

        Medida Administrativa – remoção do veículo. (Incluído pela Lei nº 13.154, de 2015)

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  • Luís

    [Comentário oculto devido a baixa votação. Clique para ler.]

    Esse comentário não tem feito muito sucesso. Thumb up 11 Thumb down 16

  • RicardoP

    Sinto muito, mas a explicação do ciclista não faz sentido nenhum. Se ele estava na faixa de ônibus, a distância entre “o pedestre está atrás do pilar” e qualquer posição razoável no asfalto é de quase 3 metros, pois o pilar não está mais beirando o meio-fio e sim possui uma ciclovia que cria uma distância entre o pilar e o asfalto.

    Portanto são possíveis os seguintes cenários:
    1. Pedestre corredor olímpico, que saiu do pilar a 20 km/h e não olhou pro lado e nem reduziu a velocidade antes do desnível calçada-rua. Dessa forma, seria impossível para o ciclista que está na rua ver o pedestre. Mas também seria muito difícil passar por cima de um obstáculo tão veloz. O acidente só ocorreria se fosse grande a coincidência temporal entre os percursos de dois objetos em alta velocidade.
    2. Pedestre comum e ciclista próximo à região do atropelamento: a vítima não estaria em velocidade grande o suficiente para pisar no asfalto antes do ciclista passar por ela. A vítima teria que percorrer mais de 1 metro de calçada/ciclovia após sair do ponto cego, ao invés de simplesmente “aparecer” no asfalto, como era antes.
    3. Pedestre comum e ciclista distante da região do atropelamento: a vítima pisaria na calçada/ciclovia muito antes do ciclista poder alegar que não viu o pedestre.

    O problema é que ao isentar a ciclovia de culpa, o ciclista pode ter confessado uma atitude imprudente. E aí o remendo sobre o pilar não fez sentido nenhum.

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    • Gilson

      Para isso que a policia está investigando e atrás de cameras de segurança do entorno, para ver quem está falando a verdade….

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    • Andre Alonso

      Foi exatamente o que pensei, RicardoP: os pilares nao ficam rente a avenida, e um ciclista atento e a uma velocidade moderada provavelmente teria tempo de ver o senhor e evitar o ocorrido. Um possível cenário eh que 1) o ciclista estivesse em velocidade relativamente alta, ate por estar no trafego, e num momento de desatenção, ou prestando atenção apenas no transito, e 2) o idoso, por razoes compreensíveis nao tenha notado o ciclista, (nao esperava uma bicicleta vindo pela rua, ainda mais num lugar com ciclovia, bicicleta eh um veiculo silencioso, deficits auditivos e visuais etc,). E ainda assim deve ter havido 3) a sincronia trágica entre a ultima passada no idoso e a passagem do ciclista. Claro que so as investigações vao poder dizer o que aconteceu de fato (aparentemente a reconstituição já foi feita, e parece confirmar que o ciclista estava mesmo na rua), e talvez ainda surjam imagens de câmeras; nada disso elide a responsabilidade do ciclista, que tem a obrigação de estar atento e no controle do seu veiculo, como qualquer condutor, e deve proteger o pedestre. A “sincronia trágica”, que nao eh fruto do acaso, tinha de ser antecipada e evitada pelo ciclista. Mas o paradoxo, também trágico, que parece estar surgindo eh que, em que pesem os problemas da ciclovia, se o ciclista estivesse nela (como deveria estar) o acidente possivelmente nao teria ocorrido, pois sua atenção nao estaria pressionada pelo transito e ele poderia estar numa velocidade menor. A julgar pelas noticias, o ciclista parece ser uma pessoa correta (como alias a imensa maioria dos motoristas que se envolvem em acidentes – no fundo, todos estamos querendo ir de um ponto a outro em segurança, e ninguém quer matar ninguém no transito) – afinal, ele prestou socorro, esta colaborando, e vai responder pela tragédia que provocou. Por isso imagino ( e reconheço que eh apenas suposição) que se ele estivesse na ciclovia, sem a pressão do transito, nao estaria desatento, com a atenção dividida ou pedalando alucinadamente (como certos ciclistas inegavelmente fazem, o que, como ciclista e pedestre, me irrita profundamente). Como eu disse, eh apenas suposição minha, mas o fato eh que, no mínimo, ele teria condições de faze-lo, e era la que devia estar. Mas vamos aguardar as investigações e, como ciclistas, lembrar que temos de redobrar a atenção quando divisamos pedestres se aproximando – temos o dever de protege-los.

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  • Tarantino

    Existem 3 fatores neste caso que contribuem para a ocorrência de acidentes: a imprudência, a ignorância e a negligência. O pedestre agiu com ignorância ao desprezar as normas de circulação e segurança; o ciclista foi imprudente, d a prefeitura negligente. Obviamente, o comportamento individual de cada um não depende de ações dos órgãos públicos, mas o maior mestre é o exemplo. Se as obras e manutenção são exemplares, naturalmente o indivíduo tenderá a respeitar e agir de acordo. Um bom exemplo aqui em SP é o Metrô, da porta da estação pra dentro parece outro país, sendo inclusive elogiado por estrangeiros. Fora que, dando o exemplo, a prefeitura teria como cobrar o mesmo da população.

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    • Gilson

      Infelizmente o metrô não é essa maravilha que vc fala não. Empurra-empurra, gente que não deixa a esquerda livre, fica na região das portas atrapalhando o embarque e desembarque, fora o estouro da boiada nos horarios de pico (ao adentrar no trem), senta em assento preferêncial, entre outras barbaridades….

      Itaquera as 7h00hs é um bom exemplo disso.

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    • tiagobarufi

      Acho que você não anda no mesmo metrô que o resto de nós.

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  • Vamos falar um Português claro: uma bicicleta é um risco maior para um pedestre do que um carro é para uma bicicleta, por isso a legislação determina que se pedale pela rua e não pela calçada. Então precisamos parar com essa demagogia de achar que está tudo bem transformar a ciclovia numa extensão do passeio.
    Não estou responsabilizando o idoso pela própria morte, mas a nossa cultura urbana que insiste em tratar bicicleta como brinquedo. Os ciclo ativistas também precisam parar com o discurso de “olha como eu sou legal, lhe empresto minha ciclovia para o seu cooper matutino”.
    Sei que é pedir demais, mas os pedestres precisam aprender a ficar fora da ciclovia. Apesar de já ser difícil convencer as pessoas a atravessar uma rodovia pela passarela ou uma avenida pela faixa (quando o sinal estiver verde), devemos que insistir nisso. Do contrário, essa será a primeira de muitas mortes em ciclovias.
    E mesmo que o Código de Trânsito imponha que o maior cuide sempre do menor, no final, quando der merda é o menor quem mais se fode.

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    • Renato

      Falou tudo. Mas eu acredito mais em uma ampla e constante campanha educativa para ambos: Pedestres e ciclistas sobre o respeito e bom senso do uso de cada espaço. Ciclovias = bicicletas
      Ruas = todos os tipos de veiculos
      Calçadas = Pedestres

      Cada macaco no seu galho.

      Infelizmente o pedestre acha que a ciclovia é extensão da calçada….

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    • Eu já acho que punição surte mais efeito do que campanha educativa. É como cinto de segurança: ninguém usa para prevenir ferimentos graves no caso de um acidente, usa para não tomar uma “canetada”.

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    • Anderson

      Bom, a comparação não se dá dessa forma: uma pessoa pesa 80 kg em média. Uma bike pesa 15kg, é 20% do peso de uma pessoa. Um carro pesa 900kg, é 1125% do peso de uma pessoa. Enquanto uma bike é 20% mais pesada que uma pessoa, um carro é 900% mais pesado que um ciclista. A física diz que numa colisão, o objeto mais leve absorve maior impacto, é por isso que em videos onde uma bike bate em algum, os dois vão pro chão, enquanto em videos onde o carro bate em alguém, a pessoa sai voando feito uma bola de futebol.

      É logico que todos nós devemos ter cuidado, pois bom senso salva vidas, mas quem realmente tem potencial pra causar acidentes graves são os veículos mais pesados. Por isso sou a favor de leis que assistam veículos pesados, como caminhões e ônibus. O poder publico deveria fiscalizar de perto empresas de transporte, para garantir motoristas bem treinados e com condições dignas de trabalho. Em seguida, os veículos de passeio, que são maioria no transito e também são pesados. Medidas pra garantir um transito mais seguro tem mais potencial de salvar vidas do que investir em saúde, pois o brasileiro dirige muito mau e tem liberdade pra cometer excessos.

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      • Quando disse que uma bicicleta é um risco maior para um pedestre do que um carro é para uma bicicleta obviamente não levei em conta a Mecânica da colisão, mas a exposição ao risco: um carro é muito mais estável que uma bicicleta que tem sua estabilidade mais próxima à do pedestre. Claro, num atropelamento de bike as massas e a velocidade é menor, tendo assim bem menos força no impacto.
        Não estou falando de imprudência, mas de comportamento espontâneo. Cada categoria de veículo tem suas características próprias e é fácil prevê-las (exemplo: motos atravessam os corredores entre os carros, então os motoristas já deixam uma distância do carro ao lado prevendo isso). Mas pedestre não é veículo, por isso é imprevisível. Uma pessoa a pé muda de direção de repente, sem fazer curva. Do nada um pedestre, que segue reto para frente vira-se para a a esquerda e sai correndo. O que um ciclista faz se estiver em velocidade e com pouco espaço para frear ou desviar? Atropela (exatamente como faria um carro, um caminhão ou um trem). Se você pedala por uma ciclovia, provavelmente desenvolverá uma boa velocidade e não terá muita margem de manobra caso um pedestre “pule” na sua frente.
        Como disse anteriormente, se o convívio de bicicletas com carros fosse menos seguro do que com pedestres, a determinação seria pedalar pela calçada e nem precisaríamos de ciclovias.

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        • Renato

          Em relação as calçadas, se fosse possivel, essas precisariam ser de boa qualidade, pois do jeito que estão, não é viavel nem para pedestres. São perigosas para pedestres, para bike então, pior ainda…

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  • Embora não se possa culpar o ciclista pela morte deste senhor, o ciclista é o responsável pela gravidade do acidente. Cabe a nós ciclistas, também zelarmos pela segurança e proteção dos pedestres. Portanto, entendo que o ciclista deve responder por homicídio culposo, ou seja, quando não se tem a intenção de matar. Em suma, ciclovias, etc., são um uma forma excelente de percorrer de bike, sem estar exposto ao perigo de morte no trajeto, mas, nós ciclistas, temos o dever de proteger o pedestre, esteja ela atento ou não.

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  • Flavia

    Não faltou planejamento nesse caso. O canteiro central dessa avenida nunca foi pra servir como calçada. Não existe nada ali que seja de interesse dos pedestres. Era um espaço inutilizado e agora está sendo útil.

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    • Tarantino

      Flávia, não sei sua idade, mas estudei nos arredores (Colégio Oswaldo Cruz ) na década de 1980, e ali sempre foi usado por pedestres e indigentes que moravam ali, portanto, se tem alguém que foi desalojado foram os pedestres e mendigos. Além disso, os pontos de ônibus do corredor ficam nesse mesmo canteiro central. A falta de planejamento é evidente até para o mais simplório indivíduo.
      O uso do canteiro central pode até mesmo não ter sido previsto, mas qualquer conhecedor da lógica dos deslocamentos humanos sabe que o caminho mais curto sempre é o mais usado, vide os trechos desgastados pelo trânsito de pessoas em qualquer gramado, invariavelmente este sempre é o caminho mais curto e lógico.

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    • RicardoP

      Você está errada, Flavia. O canteiro central possui ponto de ônibus. A prefeitura colocou uma ciclovia com pontos cegos e um elemento de alto fluxo de pedestres no mesmo canteiro central.

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    • tiagobarufi

      De fato, ninguém se lembra que antes da ciclovia o espaço entre o pilar e a rua era de menos de 20 cm. Ninguém andava por lá, e se o fizesse, se exporia a risco consideravelmente maior. Foram alargadas as calçadas para caber a ciclovia, e, como resultado, uma verdadeira multidão usa o espaço para caminhar…. quem poderia imaginar, não é mesmo? E a razão é simples: é melhor caminhar pela ciclovia, correndo o risco de se chocar com uma bicicleta ou ser xingado por algum mal-educado de duas rodas, do que pela calçada, que é interrompida inúmeras vezes por entrada de garagem ou esquina onde motoristas aparecem sem aviso e sem seta – e não vão nem pedir desculpas se atropelarem.
      E isso acontece em quase todas as ciclovias que eu percorro. Longe de mim a atitude de culpar as pessoas por andarem no lugar menos perigoso! Ainda tem MUITO atropelamento por carro em São Paulo e no resto do país, e quando estou pedalando é muito comum reduzir a velocidade e pedir licença pra quem está caminhando.

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  • […] sobre meios de transporte na cidade ganhou novo fôlego após um senhor de 82 anos morrer após ser atropelado por um ciclista. Um acidente muito triste e que merece a nossa […]

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  • Tarantino

    Querem ver uma solução simplicíssima e que ainda vai tornar a ciclovia mais bonita?

    Na área próxima aos pilares, construam um pequeno canteiro com plantas altas de uns 80 cm. de altura, com o formato exato da área. Isso desestimula o pedestre a se posicionar no ponto cego. Simples e eficiente.

    Ao invés de grades pesadas e horríveis, façam cercas vivas dividindo as duas faixas da ciclovia. Fica mais agradável, e resolve dois problemas, pois os pedestres não atravessarão fora das faixas.

    É só usar um pouco a cabeça, amigos. Tenho muitas idéias, já sugeri à prefeitura muito antes da ciclovia estar pronta, mas parece que não há interesse.

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  • André

    Estou cada vez mais desanimado com este site. Acredito que o melhor é não ficar enfatizando quem critica a ciclovia. Isto vai acontecer mesmo e tudo bem. Por que não enfatizar no ocorrido e sem culpabilizar o ciclista ou o pedestre. A implantação das ciclovias devem SIM seguir premissas de segurança e aqui não falamos apenas de acidentes fatais. Então porque não criar uma matéria que somente analise se é possível fazer alguma coisa nos trechos do minhocão onde tem a pilastra que acaba virando ponto cego para pedestres e ciclistas. Esta criação de inimigos é improdutiva. Muitos como eu são pedestres, ciclistas e motoristas.

    Gostei de algumas sugestões aqui como talvez colocar grade nas pilastras. Além disto, sinalização visual e/ou sonora para pedestres e ciclistas entre outras coisas. Creio que o enfoque deve ser nisto. Também gosto de ações que ajudem na utilização compartilhada do espaço.

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  • Antonio Oliveira

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    • Alexandro

      Caro, Fale também sobre as 6 mortes de pedestres atropelados por carros todos os dias. E também dos ciclistas.

      Não são ciclovias que matam pessoas, mas sim as imprudências, seja de quem quer que seja. Ciclista, motoristas ou motociclistas, com o agravante de que o motorista dirige uma máquina…..

      Sem mais

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  • Flavio Rocha

    A imparcialidade é impossível, mas penso que a observação sobre a “baixa” velocidade que está logo após “mas é razoável supormos que:”, é tendenciosa, pois sabemos que impactos muito menores podem sim, levar à morte.
    O mais importante é a apuração precisa dos fatos e a responsabilização das partes envolvidas, à luz das leis vigentes.
    Façamos todos nossa parte para o convívio pacífico entre todos os modos de mobilidade nas cidades.
    Atenciosamente,

    Flavio Rocha
    Arq. urbanista e usuário de bicicleta.

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  • mauri

    O ciclista que postou o vídeo na faixa de ônibus na Paulista ta reclamando do que?,além de estar errado, deveria estar nas outras faixas ,considerando que bicicleta é veículo,portanto não poderia estar na faixa de ônibus, o,ônibus tirou dele,,com isso o motorista poderia até ter tomado uma multa por causa desse ciclista, ja que ele saiu da faixa exclusiva,tem ciclista que chora demais, eu ando de bicicleta tbm e dirijo ônibus, e apesar de ser mais seguro, dirigir ônibus nesse trânsito é muito pior que andar de bicicleta

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  • felipe

    Já testemunhei duas colisões de bicicletaXpedestre na paulista desde a inauguração da ciclovia, porém pela vitima ser tratar de uma pessoa bem mais jovem, os dois casos terminou com o pedestre xingando e o ciclista fugindo. Uma vez pedalando na ZN parei para o farol vermelho e um outro bando de ciclistas passaram por mim me xingando por eu ficar no caminho deles e logicamente passaram pele farol vermelho (tenho que admitir que naquele momento torci para que eles fossem atropelados). O motorista é sem educação no transito ?, sim, porém esse mesmo mal-educado é o mesmo animal que vai pedalar irresponsavelmente.

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  • Jacques

    O quê? Morreu “um ou dois dias depois”???!!!! “Informações prévias que apuramos indicam que a vítima não faleceu no local, mas um ou dois dias depois, o que indica que pode haver uma relação indireta.” É muita vontade de distorcer as informações em prol de uma causa. Vc, Willian Cruz, além de ter uma tremenda cara de pau, é desonesto. Essa ciclofaixa é um ótimo exemplo do planejamento esdrúxulo da prefeitura. É estreita demais, não oferece boa visibilidade nas áreas próximas às colunas de sustentação do viaduto e disputa espaço com os pedestres. É um evidente exemplo de mau uso do dinheiro público e jamais deveria ser feita dessa forma. O vadebike.org teria de ser um endereço de credibilidade, e não um local de incenso de uma iniciativa a todo custo, mesmo quando é uma evidente demonstração de incompetência do poder público. Ridículo.

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    • Rodrigo

      Só deixo aqui uma reflexão:

      Mortos no trânsito de são paulo, por obra de veículos motorizados (2014, dados CET): 1249 pessoas. mortos atropelados por bicicletas: 1 (2015, ontem). 1249 X 1. mortos pela poluição de veículos automotores ao ano: 7.800 (dado, FM-USP). mortos por poluição produzida por bicicletas: 0. 7.800 a 0. somando-se as estatísticas: 1249 + 7800 = 9049, e 1 + 0 = 1. 9049 x 1. nove mil e quarenta e nove. a um.

      logo se conclui que:

      1. a bicicleta é perigosa pra kct.

      2. esses ciclistas são doidos terroristas que ficam matando as pessoas.

      3. tem que proibir a bicicleta em são paulo, tão matando todo mundo.

      Postagem original:

      https://www.facebook.com/odinn.ogro

      Ridículo é criminalizar a ciclovia por conta de um acidente fatal….

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      • Jacques

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        • Por favor, pare de ficar criando confusão, se não saber argumentar sem chamar os outros de desonestos e ignorantes não poste nada, respeite a vitima do acidente e todos outros que vem aqui debater com respeito, mesmo os buracos, acidentes e mortes e a suposta “falta de planejamento” não vão evitar que novas ciclofaixas sejam implantadas e cada vez mais mais gente as use, é um caminho sem volta, pois elas trazem imensamente mais benefícios do que problemas.

          Todos já entenderam a intenção, gaste seu tempo e neurônios para cobrar por melhorias, alí melhor sinalização e educação no transito para ambos evitariam a morte.

          E dê uma pedalada para relaxar, está precisando.

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        • Anderson

          9049 x 2, pronto, agora foi virada histórica! Vamos vigiar todos os ciclistas e deixar os motoristas matarem em paz.

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      • Tarantino

        Obviamente a ciclovia nao pode ser a CULPADA pelo acidente, mas, a exemplo das estradas mal planejadas, contribuem sim para a ocorrência dos mesmos. Claro que a bicicleta é menos letal que um carro por motivos óbvios, mas isso não as coloca acima da lei.

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        • Renato

          Por isso que eu insisto: Precisa ter uma campanha educativa para que as pessoas se acostumem com essa nova realidade e que os ciclistas tenham mais bom senso na hora de pedalar, não correndo que nem louco, como fazem os motociclistas.

          A ciclista é responsavel pela segurança do pedestre, assim como o motorista é responsavel pela segurança dos 2.

          Isso ai deveria ser ensinado nas auto-escolas. E também nas escolas.

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  • Leonardo

    Sei que vou ser negativado até a oitava geração, mas vamos lá…

    Toda esse debate, números e tal e coisa, perdem todo o sentido quando se pensa na perda de uma vida.
    Tenho pena desse ciclista, vai carregar isso consigo para sempre.

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  • Andre

    Se o ciclista estava no corredor de ônibus, o limite para ele seria na verdade de 50 km/h. Mas o que ocorre é que a circulação de bicicletas em corredores de ônibus (à esquerda) é proibida, segundo a CET. Outro ponto que talvez possa ter ocorrido é o fato do senhor não esperar encontrar bike na rua, já que havia uma ciclovia recém inaugurada lá e como as bikes são silenciosas, pode não ter percebido sua aproximação. Um acidente (maioria) é um conjunto de fatores, não podemos dizer que a culpa é só do pedestre ou só do ciclista, isso tem que ser investigado. Ao menos o ciclista parou e prestou socorro, diferentemente de muitos motoristas que já vimos por aí…

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    • Eduardo

      Agora foi um acidente, uma fatalidade.

      Mas quando o ciclista é vítima fica aquela palhaçada #naofoiacidente, ficam pedindo prisão de todo mundo fazendo pedalada pelada.

      Não estou vendo ninguém aqui pedir cadeia para o ciclista como pedem para os motoristas de onibus que atropelaram Marcia Prado e Julie Dias

      Precisou da vida de uma pessoa para mostrar a imbecilidade dos cicloativistas!

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      • Andre

        Eduardo, não foi isso que quis dizer. Se ficar provado que o ciclista desrespeitou a lei, apoio 100% uma punição e dependendo até prisão. Mas antes precisamos ver se o senhor também desrespeitou. No caso de Julie Dias, pelo que lembro, apenas uma das partes foi desrespeitosa, portanto, a luta pela punição era válida sim.

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    • Jacques

      André, ponha a mão na consciência, ao contrário do desonesto autor do artigo. Ciclista que mata tem de sofrer a mesma punição exigida a um motorista que faz o mesmo. E ciclistas têm de ser muito mais punidos, pois a esmagadora maioria desrespeita as faixas de pedestres, fura semáforos etc. e age igualzinho aos tão criticados motoristas e motociclistas. A falta de educação é generalizada e os ciclistas têm de punidos ao cometerem infrações de trânsito ou provocarem a morte de uma pessoa.

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      • Alexandro

        isso quem decide é o juiz e a lei, não você.

        Acidentes acontecem, o ciclista já foi indiciado por homicidio culposo.

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        • Jacques

          E quem disse que sou eu quem resolve? Vc é analfabeto, mal-intencionado ou as duas coisas, só pode. Além de ser uma evidente anta lerda.

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          • Alexandre

            ô dó….

            Não tem argumento e parte para as ofensas pessoais…o que vai esperar? Pobre de espirito, um pobre coitado frustrado.

            Gente como você me dá pena!

            Chora mais, lixo….

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            • Jacques

              Lixo é vc, que disse que “eu não decidia”. Ou seja, como analfabeto funcional, é incapaz de entender um texto. Vc é uma besta, uma anta em prol de uma causa.

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              • Quem vem para bater, você, tem que estar preparado para apanhar também. #FicaaDica#

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              • Jacques

                Saviano, não vim pra bater. Vim pra emitir minha opinião, que é diferente da galera que acha que vale tudo pra abrir ciclovias, esquecendo-se que o planejamento é pífio, há superfaturamento e há outras prioridades a atender. E todos têm o direito de emitir sua opinião, mesmo que seja diferente da tendência vista aqui. Ouvir outras opiniões ajuda a refletir. #ficaadica

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              • Gilson

                Eu concordo com o Saviano. A partir do momento que você agride e ofende, perde qualquer razão…

                Discutir de forma educada e respeitosa é a melhor forma de que os demais levem suas opiniões a sério. Caso contrário, ninguém vai ler e ainda será negativado.

                Imagina se todo mundo aqui agisse assim? Iria virar uma baderna.

                Respeite se quiser ser respeitado. Respeito é algo que não se exige, se conquista.

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      • Andre

        Concordo plenamente, se ficar provado que o ciclista estava desrespeitando alguma lei no momento da colisão (como circular no corredor, por ex), tem que ser punido SIM e se precisar, preso. Mas vale lembrar que pode ter havido desrespeito por parte do idoso também… Enfim, pelo que lembro, a morte de Julie Dias foi causada pelo desrespeito de apenas uma das partes, isso muda muito a situação.

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  • Carlos Cesar

    As pilastras que sustentam o Minhocão criam o que os americanos chamam de “Blind drive” ou dirigir às cegas, tanto para o ciclista quanto para o pedestre.
    Alí não dá para ter ciclovia! É uma irresponsabilidade do prefeito ignorar o perigo e dizer apenas que “ciclistas e pedestres vão se entender…” Ele deve ser responsabilizado pela morte. Cadê o Ministério Público?

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    • Rodrigo

      Ciclovia da Av.Sumaré é compatilhada entre pedestres e ciclistas a mais de 1 ano e lá não ocorreu nenhum incidente até hoje.

      O que não dava era essa região não ter ciclovia alguma. Melhor era ter tirado uma faixa de rolamento e pronto, ciclovia sem pilares na frente!

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  • Eduardo

    Parte do meu trajeto tenho que percorrer trechos de ciclovia. Na região central de SP é o mais complicado e realmente os pedestres não prestam atenção quando estão ciclovia.
    Os pedestres pensam que estando nela estarão mais seguros, logo que, há “pouco” tráfego na via, mas infelizmente estão equivocados, temos que conscientizar que aquele espaço pode ser compartilhado mas a prioridade é do ciclista, salvo algumas exceções.
    Utilizei uma buzina bem barulhenta para resolver parte desta dificuldade, principalmente quando aparece os pseudos “Zumbis” com seus “Smartphones” e “earphones” no último volume.

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    • Michele D'Ambrosio

      Eduardo, você precisa se conscientizar que o pedestre merece atenção dos ciclistas, pois é o elemento mais fraco nesse embate. É claro que ele deve também se precaver, mas a obrigação maior é do ciclista. É o mesmo raciocínio utilizado onde o caminhão protege o carro, o carro a moto ou bike, etc e todos protegem o pedestre.

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    • tiagobarufi

      acho que eles estao mais seguros na ciclovia, sim, do que andando em meio aos carros. Sempre peço licença para quem está andando, acho que é uma atitude muito desrespeitosa agredir alguém por procurar se preservar.

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  • Tarantino

    Duas vidas estragadas…a do senhor que morreu e a do ciclista, que também foi vitima, parcialmente, da obra feita nas coxas. Matar alguém, mesmo sem querer, é algo que a pessoa carrega pro resto da vida.

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  • Rodrigo

    Acho que os pedestres deveriam sair pelas ciclovias pelados com placas – ESTÁ ME VENDO AGORA? / NÃO FOI ACIDENTE!

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    • Renato

      Não foi na ciclovia, veja em nova nota do G1

      http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/08/ciclista-que-atropelou-idoso-em-sp-diz-policia-que-pilastra-impediu-visao.html

      Porém, reporter oportunista não perdeu a oportunidade de jogar a culpa na ciclovia….

      Sendo na rua, poderia ter sido uma moto, um busão.

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      • Jorge

        Pior ainda!!!

        Uma moto ou um busão estariam mais certos!
        Quando existe ciclovia o ciclista tem que pedalar por ela, ficando proibido de andar na “rua”.

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        • Renato

          Nossa Jorge, foi ironico ou está desinformado mesmo?….A CBT garante o direito do ciclista utilizar as vias da cidade, pela bicicleta ser considerada um veículo.

          Se bem que em Nova Iorque, nas avenidas onde tem ciclovias, é proibido o ciclista andar fora dela. Só pode andar fora dela, onde não tem ciclovia.

          Nesse caso, o pedestre estava mais errado que o ciclista por estar atravessando fora da faixa….

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          • Jorge

            A CBT garante o direito do ciclista utilizar as vias da cidade, pela bicicleta ser considerada um veículo.

            Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.

            Isso está nesse mesmo site!

            Eu conheço pq sou advogado e trabalho com isso, mas vc, como ciclista (e para melhorar seus argumentos em discussões), deveria conhecer seus direitos e deveres.

            Os dois estavam errados, concordo, mas pedestres tem prioridade sobre ciclistas. Mesmo na ciclovia a responsabilidade seria do ciclista exatamente como quando um carro atropela um pedestre mesmo este estando fora da faixa. Tanto que vai responder por homicídio como um motorista responderia.

            Comentário bem votado! Thumb up 6 Thumb down 0

            • Renato

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              • Jorge

                Vc diz que conhece seus direitos e deveres mas não sabia que o ciclista estava errado em transitar pela rua, onde existia ciclovia (duas vezes errado por estar em faixa exclusiva de onibus).

                Não que faça alguma diferença, mas eu pedalo em média 900km/mês e participo de competições de ciclismo e MTB.

                O fato de vc pedalar desde 1990 não faz de vc melhor ou pior do que ninguém.

                Minha afirmação não foi leviana, quando expus uma situação prevista no CBT vc perguntou se eu estava sendo irônico ou se era desinformado… Quem foi leviano?

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              • Renato

                Então Jorge, fique com a sua opinião que eu fico com a minha. É uma pena que aqui não seja que nem o facebook ou os fóruns de discussões onde é possivel bloquear os chatos.

                Melhor que você tem a fazer é ir cuidar da sua vida, pois não mais irei perder meu tempo contigo.

                E não, A CTB não diz nada e você continua errado e ponto final.

                Mostre onde a CBT obriga o ciclista a trafegar obrigatóriamente pela ciclovia amigo. Como você vai continuar com essa ladainha, fique falando sozinho, eu tenho mais o que fazer.

                logo logo teu comentário ficará negativo mesmo, então…tô nem ai

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              • Jorge

                É, eu entendo… É mais fácil bloquear alguém do que defender o indefensável…

                Código Brasileiro de Trânsito art. 58.

                Não está convencido, pergunte ao William Cruz (que escreveu o texto).

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          • Jorge

            O ciclista é obrigado a transitar pela ciclovia, onde ela existe!

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            • Marcio

              Errado!

              A ciclovia ali não obriga o ciclista a trafegar por ela. O proprio CTB não diz que é obrigatório o ciclista circular ali.

              “Deverá ocorrer” é diferente de “E obrigatório o uso da mesma pelos ciclistas”

              Ou “não é permitida a circulação de ciclistas em ruas,pontes e avenidas qdo na presença de ciclovias na mesma”

              O texto não deixa claro isso. Logo, não há nenhuma obrigação legal do ciclista ter que usar obrigatóriamente a ciclovia.

              O texto faz uma recomendação e orienta o ciclista a utilizar a ciclovia para a sua propria segurança.

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              • Jorge

                Marcio, o verbo dever denota obrigação.
                Pelo texto do código o ciclista é sim obrigado a pedalar na ciclovia.
                Vale lembrar ainda que apesar de ser o bordo da via é proibido trafegar por faixa de onibus.

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              • Marcio

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            • marcelo_X

              não tem no CBT a “regulamentação” do que seja uma ciclovia ou ciclofaixa. Mas tem sim nos códigos das prefeituras em geral o que é um “passeio”, ou seja a calçada. Se a “ciclocoisa” está no mesmo nível e espaço físico do “passeio” está obra ainda não é regulamentada. Não sendo regulamentada não cabe exigir a aplicação do artigo 58 neste caso. E portanto o cidadão trafegando numa bicicleta pode optar se usa a “ciclocoisa” ou a pista de rolamento. Outra questão é que o cidadão tem o direito de circular na pista caso a “ciclocoisa” não tenha condições de uso. A falta de visibilidade devido aos pilares da dita “ciclocoisa” pode ser considadera por mim e por muitos como sendo “falta de condições de uso”.

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              • Jorge

                Errado Marcelo! Aquilo é uma ciclovia, segregada do tráfego de outros veículos.
                O código também não estabelece o que é o bordo da via, então pela sua lógica o ciclista não pode andar em lugar nenhum!

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          • Glaucia

            Vai ver que o trecho do relato do ciclista: “ia acessar a ciclovia” está de difícil intelecção para alguns…. Né, não? Rsss

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            • Jorge

              Para acessar a ciclovia deveria desmontar da bicicleta, atravessar pela faixa de segurança, passar pelo pedaço de calçada e só aí começar a pedalar.

              Não adianta reclamar comigo isso é o que diz a lei, se vc acha ridículo fale com as autoridades ou tente explicar para o filho do senhor que foi atropelado.

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        • tiagobarufi

          Não. Não existe essa regra no código de trãnsito. Pare de inventar.

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      • Antonio Oliveira

        Este Renato até parece aqueles sujeitos que se aliam a grupos terroristas como o Estado Islâmico e não importa o que aconteça, não importa quem sofra, não importa o outro, só o que interessa é a “minha causa” e os “meus interesses”.
        Não vejo um comentário do sujeito criticando algo que, todos sabem, ou quase todos, tem muita coisa errada.

        Amadureça Sr. Renato!

        Polêmico. O que acha? Thumb up 4 Thumb down 4

  • otavio

    Quer dizer q se um carro me atropelar quando estou de bike, não é ele q ta me matando mas a minha queda no asfalto quando eu quebrar meu pescoço?
    é isso?

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  • Jorge

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  • Eduardo

    Sou usuário das ciclovias…..fico preocupado quando estou voltando para minha casa a noite….Por volta das 22h….a qtde de ciclistas irresponsáveis trafegando em alta velocidade sem respeito algum com a sinalização e os usuários da via…..parece que estão numa competição sem faixa de chegada….tudo isso ocorre na região central de SP e adjacências

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  • Anderson

    Olha, pela quantidade de pessoas andando na ciclovia como se fosse calçada, é só uma questão de tempo até acontecer de novo. Tenho colegas que já desistiram de usar a ciclovia, pois o tempo perdido desviando de pedestres não valia a pena. Eu continuo insistindo, mas tem horas que cansa de tanto pedir licença.

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  • Luciana

    Sempre leio e gosto muito das matérias do Vá de Bike. Mas na minha opinião, ficou faltando aí comentários sobre o comportamento dos atores no trânsito. Não dá para omitir isso.
    Não dá para ignorarmos o comportamento irresponsável que várias pessoas sobre bicicletas tem demonstrado nas ruas. Inclusive discutindo com outros ciclistas e pedestres.
    Já vi muito ciclista tirando fina de pedestre na faixa, ultrapassando outros ciclistas de maneira irresponsável, pegando o terceiro corredor na via, passando farol ao ponto de colocar a própria vida em risco em cruzamentos, pedalando na contramão no escuro… Isso tem que acabar!
    Eu pedalo e dirijo, eu não quero atropelar um ciclista! E como ciclista, eu não quero atropelar um pedestre!
    Me pergunto se estávamos mesmo preparados para as ciclovias. E vejo que não estamos.
    Não é um problema de projeto que causa esse tipo de ocorrência – atropelamento. Não é o fato de as ciclovias existirem que causa isso. É irresponsabilidade na condução junto com a fatalidade que se segue aos desdobramentos da colisão.
    A CET precisa, urgente, fazer campanhas e mais campanhas de conscientização. Nós precisamos também incluir no foco da luta pelo espaço do ciclista, campanhas de conscientização. Não fomos para a rua para pedir ciclovia? Elas não estão sendo massivamente apropriadas pelos cidadãos? Vamos então às ruas pedir que esses mesmos cidadãos tenham um comportamento amigável e de proteção nas ciclovias.
    Ciclovia não é pista de treino. Ela deve acomodar as crianças, os inexperientes, os cadeirantes, os carrinhos de bebê – sim! E nós temos o dever de protegê-los.

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    • Tarantino

      Enquanto o povo deste país não respeitar o Estado de Direito, jamais alcançaremos um nível de civilidade de 1o mundo. A indisciplina é característica marcante de povos atrasados. Infelizmente, tudo aqui é feito nas coxas, o improviso e a gambiarra estão incrustados no espírito da maioria dos brasileiros, e será somente um milagre que desanuviará a mente oportunista e distorcida do povo.
      Falar que Deus é brasileiro deveria ser motivo de excomunhão.

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      • Renato

        Sem investimentos pesados em educação (que não são feitos por nenhuma esfera de governo), não vamos ter mesmo.

        Governo federal só pensa em copa
        Estadual só pensa em Rodoanel e obra que seja visivel para obter votos.

        E a prefeitura a mesma coisa. Todas as gestões agem da mesma maneira.

        Por isso concluo que os politicos nada mais são que REFLEXO de seus eleitores.

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        • Tarantino

          A educação vem de casa, veja por exemplo, os orientais, seus filhos têm notadamente nível de educação superior à média. Eu disse nível de educação, e não de instrução. A disciplina, o respeito começam em casa. Agora me digam que padrão de educação vai ter uma criança que desde nova vê seus pais assistindo programas idiotas onde só aparece mulher seminua e “celebridade ” falando asneira, e a mãe lendo revista de fofoca e assistindo o Big Brother…
          Como sabiamente disse o Renato, só investindo pesado em educação, mas sem delegar pro estado.

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        • Tarantino

          Os políticos são reflexo dos eleitores…nada mais certo!
          Muita gente desce a lenha nos políticos, mas certamente fariam igual ou pior se estivessem no lugar deles.

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    • Jacques

      Luciana, somente um reparo: a ciclofaixa sob o Minhocão é mesmo muito malfeita. Estava na cara que algo ocorreria. Dê um pulo lá e experimente pedalar em dia de semana. É estreita, mal-sinalizada e sem visibilidade nas áreas próximas aos pilares do viaduto. Jamais deveria ter sido feita daquela forma.

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  • Felipe Prenholato

    Texto bacana, e sabemos que os números não mentem, mas um ciclista jamais podia ter ferido um pedestre ali. O lugar é tradicionalmente usado por pedestres a anos, todos que passam por lá sabem disso ou notam logo de cara. Nenhum ciclista ali jamais pode andar a mais de 15km/h, exatamente porque uma queda de mal jeito pode machucar seriamente ou no caso de um idoso vir a matar por complicações. Ciclista que quiser andar mais rápido que tome outras vias. Eu faço isso dando a volta pelo centro.

    Gostaria de ver ali um memorial ao pedestre para lembrar aos ciclistas que passam ali o que desrespeito e irresponsabilidade podem fazer com pedestres. Gostaria de ver sinalização da CET bem clara mostrando que ali é trafego compartilhado com pedestre (querendo ou não) ou que ponham grades em torno de toda a ciclovia como já foi sugerido.

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  • Renato

    O Ciclista errou, esqueceu-se que o maior deve proteger o menor, sempre. Trafegar em pontos criticos em baixa velocidade e cautela é imprencidivel para evitar colisões.

    Infelizmente isso apenas apimentou a discussão e deu mais fôlego para carrocratas continuarem descendo a lenha contra as ciclovias (como a ciclovia fosse culpada por isso)

    Logo logo vai aparecer algum desses frustrados derramar suas frustrações carrocratas aqui, não vai demorar muito.

    Só para lembrar, o numero de pedestres mortos em atropelamentos por carros ninguém mais fala, não? São pelo menos 4 a 6 POR DIA.

    O que eu sei é que o ciclista foi indiciado por homicidio culposo…..

    Espero que os demais ciclistas tomem cuidado ao trafegarem pela ciclovia do minhocão. Os pilares foram verdadeiros pontos cegos tanto para pedestres, qto para ciclistas.

    Vejo como uma solução a colocação de gradiz nos 2 lados dos pilares a fim de evitar que o pedestre caminhe até a borda do mesmo e apareça do nada na ciclovia, gerando um impacto direto, caso algum ciclista esteja passando por ali no momento. Assim, evitaria os choques, pois o pedestre teria que adentrar bem antes, o que facilitaria a visão do ciclista, como dele mesmo.

    Outra solução é colocar gradiz em toda a extensão da ciclovia, forçando assim que o pedestre atravesse somente na faixa e não fora dela, como é um mal costume de muitos.

    E por fim, uma ampla campanha educativa para ambos.

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    • ALEK RADICAL SANDRO

      Alem do gradis, acredito tb que a velocidade ideal para se passar ao lado dos pilares deveria ser algo entre 10 e 15km/h, grafitar os pilares lembrando sempre dos cuidados necessários com os pedestres tb é uma boa opção… já passei por lá, é uma condição diferente de ciclovias, tem muito mais pedestres do que nas ciclovias próximas a estação da luz e no bairro do Bom Retiro…Meus pêsames a família do sr. Florisbaldo… Seria válido algo tipo “uma ghostbike” (ou algo no mesmo sentido) para ele?

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      • Renato

        ALEK, qdo eu passo por ai, reduzo tanto a velocidade, que quase chego a parar….e se for preciso parar para olhar, eu paro.

        Infelizmente muitas das ruas e avenidas da cidade foram desenhadas somente para carros. No Minhocão, para caber uma ciclovia decente, teria que tirar uma faixa de rolamento dos carros. E implantar a ciclovia no lugar, como foi feito na Rua Mario de Andrade, deixando o canteiro central totalmente livre para os pedestres.

        Transfere o corredor de onibus para a direita e ficaria apenas 1 faixa de rolamento para carros. Pronto, sem ponto cedo para pedestres e ciclistas.

        Porém o transito no local……é esse o preço para ter ciclovias bem planejadas.

        Imagino que optaram pela opção de não “atrapalhar” o transito….E deu no que deu!

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    • Tarantino

      Todo acidente é resultado de uma sequência de erros; errou o pedestre, por atravessar em local inadequado; errou o ciclista por estar (supostamente) em velocidade incompatível com o local; e errou a prefeitura, por falta de planejamento e projeto falho, que não teve como prioridade a segurança dos usuários da via como um todo. Não existiu fatalidade neste caso, mas sim, uma conjunção de falta de educação, falta de planejamento e falta de bom senso.

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    • Andre

      Renato, a sua ideia dos gradis é otima, mas apenas para os trechos retos que têm as pilastras. Existem alguns trechos que são curvos em torno delas, portanto, os gradis não fariam diferença alguma. Acho que espelhos convexos nesses trechos seria uma opção. Ou talvez uma placa: “acione a campainha”; “buzine”; etc..

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      • Renato

        Andre, eu procuro fazer isso….vou bem devagarinho nesses trechos cegos pois tenho receio de aparecer alguém ali e me derrubar (ou eu derrubar alguém). A ultima vez que levei um tombo feio foi no Ibirapuera e além do prejuizo com alguns componentes da bike danificadas, ainda fiquei com alguns hematomas e dores por semanas.

        Então procuro ter o bom senso de reduzir bastante afim de evitar colisões nessa ciclovia e em todas as demais também. Tanto é que até evito o Ibirapuera de fim de semana.

        A buzina é bastante utilizada, isso sem dúvida alguma, ehehe

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  • David Brito

    Excelente texto. Um oásis frente ao que vejo hj na midia crucificado as ciclovias. Parabéns William pela clareza e por colocar os fatos no seu devido lugar

    Polêmico. O que acha? Thumb up 8 Thumb down 5

    • Jacques

      Clareza? É um irresponsável, que ainda quis descaracterizar a morte do pedestre. Ridículo o artigo e ainda mais sua postura, querendo politizar a discussão e culpar a “mídia”. Aquela ciclofaixa é perigosa e um ato de irresponsabilidade do poder público. Estava na cara que causaria acidentes e, daquele jeito, não será o único. É disso que se deveria falar, e não na defesa da construção das ciclofaixas. Não é isso que está em jogo, e sim em algo malfeito e a falta de educação de muitos ciclistas. Ridículo.

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  • Luis

    Vale lembrar que o ciclista, independente de estar na ciclovia que é uma via própria para ele, deve sempre estar alerta com pedestres desatentos ou obstáculos inesperados, isso é muito comum mesmo andando na ciclovia do parque do Ibirapuera. O mesmo conceito de direção defensiva que se aplica aos motoristas deve ser praticado por ciclistas também para evitar esse tipo de acidente.

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  • Acho que CET já deveria estar atacando através de campanhas um questão importante que é o respeito as regras de trânsito por parte dos ciclistas. vejo muita gente bem mais experiente que eu se comportando de forma bem arriscada, furando faróis, ignorando pedestres e faixas para ganhar alguns segundos, etc. Apesar da chance de matar alguém ser bem menor por conta de velocidade ferimento se lesões não deve ser ignoradas, o caso desse senhor pode servir para dar o alerta, não nos comportarmos como se estivéssemos passeando num parque.

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