App ajuda ciclistas interessados em renda extra a realizarem entregas

Bike courrier em atividade. Foto: ProfDEH/CC BY-SA 3.0

Bike courier em atividade. Foto: ProfDEH/CC BY-SA 3.0

Um novo aplicativo com foco na cidade de Curitiba promete criar uma espécie de “Uber da bicicleta”, só que com entrega de mercadorias: o Mobilibike, que foi lançado na capital paranaense. A intenção de seus idealizadores é conectar ciclistas, sejam profissionais ou não, com empresas interessadas em entregas nesse meio de transporte, o que pode resultar numa logística rápida e sustentável.

Vale lembrar que Curitiba é apontada entre as dez capitais com piores índices de congestionamento, de acordo com pesquisa divulgada pela empresa holandesa de tecnologia e transporte TomTom, que usa dados baseados em medições de GPS. Outro ponto importante, que não representa um estudo, mas uma tendência, é o fato de que o 10º Desafio Intermodal demonstrou que a bicicleta foi o meio de transporte mais rápido no evento, deixando para trás o automóvel de passeio, por exemplo. O ciclista levou menos de 18 minutos para fazer um trecho de 10 quilômetros rumo ao centro, em pleno horário de pico.

“Não ultrapassamos os 35 minutos a partir do momento da coleta do material a ser entregue. Nossa meta é atender o cliente em menos de 1 hora em 90% dos pedidos”, afirmou ao Vá de Bike Luciano Zaina, um dos responsáveis pelo projeto.

Imagem: Reprodução

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Beneficiando ciclistas autônomos

Para os ciclistas interessados em fazer as entregas, basta baixar o app e preencher um cadastro. A mesma plataforma também serve para os clientes solicitarem os pedidos, que podem ser feitos de três formas: expressa, agendada e de campanha – esta última permite agendar horários recorrentes. Até o final do ano, a funcionalidade estará disponível através de um site. Por hora, o aplicativo está disponível apenas para sistema operacional Android.

“Há um forte enfoque na economia participativa e social, uma vez que qualquer pessoa que tenha algum tempo livre durante o dia/noite possa gerar renda de forma desburocratizada e rápida”, afirma Luciano.

Na avaliação do empresário, o sistema ajuda não só na ampliação do uso de transportes não poluentes como também no aumento do lucro para os ciclistas que desejam participar. “Do total do custo da entrega o biker fica com 65%, livre de impostos. Os ciclistas podem ser autônomos (pessoa física) e também os que possuem MEI”, diz Luciano.

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