Iniciativas brasileiras receberam prêmio na Holanda durante a Velo-City

Foto: Willian Cruz

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Durante a Velo-City 2017, conferência internacional sobre mobilidade por bicicleta que acontece esse ano na Holanda, a Transporte Ativo premiou iniciativas que promovem o deslocamento em bicicleta nas cidades brasileiras. A entrega do prêmio foi feita no estande do Rio de Janeiro, que recebe a conferência mundial em 2018, na Expo que acompanha o evento, na cidade de Nijmegen.

Foto: Divulgação

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Bota Pra Rodar

Uma das iniciativas premiadas foi a Bota Pra Rodar, da Ameciclo, um trabalho de doação de bicicletas para uso coletivo em comunidades do Grande Recife. ”O Bota Pra Rodar foi um projeto muito gratificante pra gente”, conta Daniel Valença. O projeto busca a emancipação das pessoas em relação à mobilidade, garantindo seu acesso à cidade e facilitando seu cotidiano.

“A gente pega bicicletas da classe média que estão fora de uso, reforma em oficinas de pintura e de reparo com o pessoal da comunidade e, em vez de fazer a doação para alguém especificamente, a gente entrega para a comunidade toda e eles começam a gerir o próprio sistema de bicicletas comunitárias.”

Foto: Divulgação

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Pedivela

A outra premiada foi a Pedivela, que criou uma rede de ciclistas autônomos usando cargueiras adaptadas para resolver o “último quilômetro” (last mile) da entrega de produtos na cidade de Vitória, no Espírito Santo.

“Pedivela é uma plataforma que conecta ciclistas donos do próprio negócio, com bicicletas cargueiras especiais, a empresas que precisam fazer a entrega no last mile“, esclarece Rafael Darrouy, criador da iniciativa. “Somos pioneiros no Brasil e acreditamos que esse nosso sistema é pioneiro até em relação à Europa, pelo que temos conversado com as pessoas por aqui, porque não somos uma empresa de carga, de entrega, nós conectamos ciclistas a empresas que têm essa carga a ser entregue.”

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Darrouy explica que o trabalho da Pedivela é receber a carga de caminhão fora da cidade, com um sistema completamente automatizado, e conecta ciclistas que adquirem cargueiras long john para distribuir essa carga. Um sistema com inteligência artificial, segundo Rafael, separa as cargas e define os roteiros de forma otimizada, indicando todos os pontos de entrega.

“No nosso piloto em Vitória, que durou um ano, conseguimos tirar 25 a 30 caminhões das ruas da cidade com apenas 44 bicicletas”, conta. “E descobrimos que cada bicicleta pode eliminar mais de um caminhão, porque o número de paradas que ela pode fazer é maior do que um caminhão conseguiria.” A empresa agora está se mudando para São Paulo, onde deve iniciar operação no próximo dia 25.

“A ideia de trazer eles pra cá com essa premiação era exatamente de trazer essas experiências brasileiras, que são coisas genuinamente nossas e são muito mais baratas e eficientes do que coisas muito caras que a gente vê aqui na Europa e ao mesmo tempo para eles terem contato com o que acontece por aqui”, aponta Zé Lobo, da Transporte Ativo.

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