Ghost Bike de Márcia Prado, na Avenida Paulista.

Ghost Bikes, as bicicletas brancas em memória de ciclistas

Por que se colocam bicicletas brancas onde ciclistas morreram? Conheça seu significado e saiba como são preparadas

Ghost Bikes são bicicletas brancas instaladas em locais de acidentes fatais com ciclistas. São memoriais em homenagem a ciclistas mortos no trânsito, que perderam suas vidas para a pressa de alguém, para a falta de planejamento viário e para a omissão do poder público.

Aquela bicicleta pendurada no poste, presa na grade ou meio enterrada em um canteiro, também têm o objetivo de evitar que a morte que ocorreu ali caia no esquecimento. E que aquele corpo caído no asfalto não seja lembrado apenas como um inconveniente temporário, atrapalhando o trânsito de uma tarde qualquer.

Além disso, a ghost bike serve como um alerta ostensivo aos condutores de automóveis, para que tomem mais cuidado com as vidas que pedalam pelas ruas. Lembram ao motorista que um ciclista é uma pessoa e não um obstáculo. Alguém que, como ele, tem família, amigos, filhos, amores e sonhos. E que sua ausência impacta para sempre a vida dessas pessoas.

A primeira ghost bike do mundo foi instalada em 2013, nos Estados Unidos, e desde então a ação é realizada em todo o mundo. E também no Brasil: em São Paulo, por exemplo, já foram instaladas dezenas de Ghost Bikes.

Queremos o fim das Ghost Bikes, mas elas continuarão sendo instaladas enquanto forem necessárias.

A bicicleta branca em frente ao Shopping Cidade de São Paulo, na Avenida Paulista, é a Ghost Bike em memória de Márcia Prado.
Leia também
Dicas para uma pedalada segura
Aos amigos e amigas que dirigem
O que o Código de Trânsito diz sobre bicicletas e ciclistas

Como fazer uma Ghost Bike

Uma Ghost Bike pode ser montada por qualquer pessoa, basta pintar uma bicicleta de branco e afixar no local. Mas alguns cuidados podem ser tomados para que ela permaneça por mais tempo.

Retire peças e pinte tudo

Para desestimular o furto, é importante deixar a bicicleta o menos “pedalável” possível. E fazer isso de forma que fique bem visível. Corte pedaços do pneu, retire câmaras, cabos, freios, câmbio, paralamas, bagageiro, manetes de freio, passadores de marchas e refletivos. Deixe só o quadro, selim, coroa, pedivela, corrente e pedais.

Passe muita tinta nas partes móveis, de forma que as rodas não girem mais. Você pode usar alguns dos raios, cortados, para prendê-las e impedir seu movimento. Recomenda-se levar a bicicleta já pintada ao local, para reduzir o tempo da ação.

Prenda bem alto

Quanto mais longe do chão a Ghost Bike estiver instalada, menos depredação e tentativas de furto. Tente afixá-la em um poste, usando uma escada grande para conseguir colocá-la bem alto. Use uma corrente grossa com cadeado grande. Quebre algo dentro da fechadura e passe bastante tinta por cima, para inutilizá-la. Se puder usar uma u-lock em vez de uma corrente, melhor ainda.

Ancore com latas de cimento

Se não houver onde pendurar, instale a bicicleta em uma área de terra ou grama, como foi feito com a de Márcia Prado. Você vai precisar de latas, cimento ou argamassa e vergalhões de metal. O ideal é usar duas latas que, cheias de cimento, servirão como âncoras. Dobre o vergalhão em formato de U, passe por dentro do quadro e enterre as pontas bem fundo na lata de concreto.

Espere secar um pouco enquanto você cava buracos no canteiro para abrigar as latas (recomendo usar uma cavadeira de jardinagem, para não demorar séculos). Cave fundo o suficiente para que a bicicleta fique de pé, ancorada nas latas. Não prenda pelas rodas, pois elas podem ser removidas.

Ghost Bike de Márcia Prado durante a inauguração da ciclovia da Avenida Paulista, em 2015. A estrutura teria protegido a vida da ciclista, atropelada por um ônibus em 2009. Foto: Willian Cruz

Ghost bikes em São Paulo

Relacionamos abaixo algumas das primeiras ghost bikes da capital paulista. Em certo momento optamos por parar de contar quantas já tinham sido instaladas, porque a lista já estava enorme e começava a ficar difícil acompanhar todas as instalações. Ainda assim, há nessa 16 bicicletas brancas, instaladas em locais onde ocorreram mortes de ciclistas.

1A primeira Ghost Bike paulistana

A primeira Ghost Bike foi instalada no final de 2007, na Av. Luis Carlos Berrini, um dos principais eixos comerciais e de negócios da cidade. Pendurada em um poste, a bicicleta branca não foi bem compreendida pela elite financeira da região e foi removida no dia seguinte. Era feia, ruim para os negócios, não combinava com o bairro.

Essa bicicleta branca foi instalada em forma de protesto pelas inúmeras mortes de ciclistas no trânsito paulistano. O local foi escolhido foi onde um homem de 30 anos morreu, atropelado por um motorista de ônibus em 15 de agosto do ano anterior.

Hoje a Av. Berrini possui uma ciclovia de canteiro central, que teria protegido a vida do ciclista que morreu ali em 2006. Até hoje não se sabe seu nome: sua história foi engolida pelo ritmo da cidade. Não há uma nota de rodapé na internet sobre seu falecimento.

2Márcia Prado

A segunda Ghost Bike foi instalada em janeiro de 2009, em homenagem à nossa amiga Márcia Prado, assassinada por um motorista de ônibus. A bicicleta branca encontra-se até hoje na Av. Paulista, onde hoje existe o Shopping Cidade de São Paulo, tornando-se um memorial onde ciclistas frequentemente ainda prestam suas homenagens. Márcia era muito querida e será sempre lembrada por todos nós.

Márcia Prado foi homenageada também com a criação de uma Rota Cicloturística com seu nome, ligando São Paulo e o litoral (veja mapa). Veja dicas para descer de bicicleta de São Paulo a Santos pela Rota Márcia Prado. Veja no Google Street View.

3Fernando Martins Couto e Antônio Ribeiro

A terceira Ghost Bike foi instalada em novembro de 2009, em homenagem ao ciclista Fernando Martins Couto e ao gari Antônio Ribeiro. Ambos estavam conversando na calçada do canteiro central, aguardando para realizar a travessia, quando foram “colhidos” por um ônibus em alta velocidade.

Para incluir o gari na homenagem, foi afixada uma vassoura de varrição de rua junto à bicicleta. Na instalação dessa Ghost Bike estavam presentes ciclistas, garis, familiares da vítima e bastante gente que passava pelo local. Essa bicicleta branca permaneceu no local por alguns anos, na esquina da Av. Atlântica com a Av. Guarapiranga. Ainda é possível vê-la em imagens antigas do Google Street View.

Uma vassoura e uma bicicleta brancas, simbolizando o gari e o ciclista atropelados por um ônibus em cima da calçada. Foto: Willian Cruz/Vá de Bike

4Manoel Pereira Torres

A quarta Ghost Bike, em homenagem a Manoel Pereira Torres, foi instalada em março de 2010Seu Manoel, um senhor de 53 anos que usava a bicicleta para ir ao trabalho, atravessava na faixa com o sinal aberto para os pedestres, quando um motociclista em alta velocidade cortou os carros parados pela pista do ônibus – com o sinal fechado para ele. O motociclista atingiu Manoel em cheio, arremessando-o contra o semáforo, que fica a vários metros de altura. Sua bicicleta foi lançada contra um poste de aço e dobrou ao meio.

Os familiares não foram encontrados a tempo para a homenagem, que foi realizada por vários ciclistas. Um deles carregou a bicicleta branca nas costas por todo o percurso, da Praça do Ciclista até a Av. Vereador José Diniz – onde ela foi instalada e ainda permanece, em local alto e visível. Veja no Google Street View.

5Antônio Bertolucci

A Ghost Bike em homenagem a Antônio Bertolucci, foi instalada em 13 de junho de 2011. Seu Antônio, de 68 anos, foi atropelado por um ônibus fretado enquanto acessava a Avenida Paulo VI (início da Av. Sumaré) por uma de suas alças. Quando atropelado, ele circulava pela direita e estava a um metro de uma faixa de pedestres. O motorista alegou não tê-lo visto.

Bertolucci era presidente do Conselho de Administração do Grupo Lorenzetti, ciclista experiente e possuia 15 bicicletas, tamanha sua paixão. Os familiares compareceram ao ato e manifestaram repúdio à intolerância e à falta de respeito no trânsito de São Paulo.

A bicicleta branca foi removida depois de pouco tempo.

Ghost bike de Antonio Bertolucci. Foto: Willian Cruz/Vá de Bike

6Francisco Jander Martins

Seu Francisco trabalhava como camelô no centro de São Paulo e teve sua vida interrompida por um um ônibus no Viaduto Therezinha Zerbini, centro de São Paulo, no dia 4 de agosto de 2011. Não era diretor de nenhuma grande corporação, mas também pagou com a vida pela “imprudência” de não estar dirigindo um carro naquele momento. Estampou as páginas dos jornais com a notícia de que sua morte atrapalhou o trânsito.

A história de Francisco terminou no mesmo asfalto em que nasceu uma bicicletinha, pintada pelas mãos leves e inocentes do seu filho de apenas 3 anos de idade, durante a manifestação que aconteceu na noite seguinte. Naquele momento, o pequeno se divertiu entre pincel e tinta, talvez sem entender muito bem o motivo pelo qual estava ali.

A bicicleta branca permaneceu no local até 2020. É possível vê-la aqui.

7Charleston Feitosa Beserra

No dia 3 de setembro de 2011, Charleston, de 28 anos, morreu atropelado por um motorista. Por volta de seis e meia da noite, ele descia a rua Apacê para entrar na avenida Engenheiro George Corbisier, no bairro do Jabaquara, quando um carro que subia a rua veio a seu encontro.

Cogita-se que um veículo abandonado próximo à curva da rua, em lugar pouco visível, o tenha feito desviar na última hora, colidindo de frente com o carro que vinha no sentido contrário. Alguns dias depois, foi instalada uma Ghost Bike no local. Ela permaneceu ali por alguns anos e depois foi retirada, mas pode ser vista nesta imagem antiga. Hoje há uma ciclofaixa na avenida.

8Juliana Dias

Em 2 de março de 2012, a jovem bióloga de 32 anos, chamada de “Julie” pelos amigos, pedalava para o trabalho quando um motorista de ônibus impaciente, em uma ultrapassagem irresponsável, derrubou-a embaixo de outro coletivo. Sua morte, a uma quadra da Ghost Bike de Márcia Prado, na Avenida Paulista, foi imediata. O motorista que causou a situação que lhe tirou a vida continuou seu trajeto, mas foi identificado e se apresentou à polícia mais tarde. Já o condutor que acabou passando por cima da moça, sem poder ter feito nada para evitar, terminou seu dia ali, em estado de choque.

Na mesma noite, foi instalada uma Ghost Bike na calçada, em frente ao local onde tudo ocorreu. Desde então, a Av. Paulista tem duas Ghost Bikes, muito próximas uma da outra. A morte de Julie estimulou a realização da Bicicletada Nacional, realizada em 39 cidades brasileiras (além de Caracas, na Venezuela), para pedir mais respeito aos ciclistas e ao direito de circular pelas ruas em uma bicicleta.

A ciclovia da Avenida paulista, que teria protegido Julie, só foi construída três anos depois. Mesmo sendo alvo de repetidas depredações, a bicicleta vem sendo reformada constantemente por ciclistas e continua no local, na saída do Metrô Trianon-Masp.

Ghost bike da ciclista Julie Dias, morta por um motorista de ônibus em 2013 quando pedalava na avenida Paulista. Foto: Willian Cruz/Vá de Bike

9Lauro Neri

O pedreiro de 49 anos ia para o trabalho de bicicleta, na Av. Pirajussara, continuação da Eliseu de Almeida, no dia 3 de abril de 2012. De repente, uma freada e um impacto. Depois disso, mais nada. Uma vida interrompida por um ataque pelas costas, de alguém com pressa demais. Lauro não chegou no trabalho, não voltou para sua esposa.

Em 2007, a Prefeitura de São Paulo anunciou a construção de uma ciclovia no eixo da Av. Eliseu de Almeida, Zona Oeste de São Paulo. A obra ficaria pronta até 2010. Se tivesse sido construída no prazo prometido, o ciclista atropelado por motorista e poder público irresponsáveis ainda pedalaria por aí.

Na noite seguinte a atropelamento, uma Ghost Bike foi instalada no local. Os manifestantes, em grande número, pintaram bicicletinhas por toda a avenida e também uma faixa de pedestres. A avenida havia sido recapeada e não estava sinalizada. A sinalização “clandestina” foi apagada pelo poder público com uma rapidez que deveria ter sido repetida para criar condições seguras para o tráfego de bicicletas no eixo Pirajussara – Eliseu de Almeida.

Em 2010, a Ciclocidade havia realizado uma contagem de ciclistas na Eliseu de Almeida e, nas 14 horas em que a medição foi realizada, foram registrados 561 ciclistas. Os primeiros três quilômetros dessa ciclovia vieram a ser entregues apenas em junho de 2014, com a mudança de gestão na prefeitura. Uma contagem realizada três meses depois mostrou um crescimento de 53% no fluxo de ciclistas, em relação a 2012. Muita gente não pedalava por ali por receio de ter um destino parecido com o de Lauro Neri e tantos outros invisíveis.

Ghost Bike de Lauro Neri. Foto: Aline Cavalcante
Ghost Bike de Lauro Neri. Foto: Aline Cavalcante

10Kaique Oliveira Welsch

Kaique, de 14 anos, morreu sob as rodas de um caminhão na Av. Jornalista Roberto Marinho (Águas Espraiadas), na altura do Viaduto Deputado Luís Eduardo Magalhães, no dia 27 de julho de 2012. O motorista fugiu do local e até hoje não foi identificado (exceto, talvez, em investigação policial ocorrendo em sigilo). Naquela noite, integrantes da Bicicletada passaram pelo local para realizar uma manifestação de apoio e afixar uma Ghost Bike no local, com a apoio de amigos e moradores da comunidade onde ele vivia. Por falta de tempo (e de tinta), essa Ghost Bike acabou ficando com a cor vermelha, simbolizando o sangue derramado.

Amigos do rapaz fizeram várias homenagens nas redes sociais. Houve ainda duas outras manifestações, realizadas por amigos e moradores da região: uma tentativa de bloqueio da avenida na manhã seguinte, após o enterro do rapaz, que fortemente reprimida pela polícia; e a queima de um ônibus na noite seguinte. Segundo matéria do Estadão, a Polícia Civil instaurou inquéritos policiais para apurar a morte de Kaique e o incêndio do coletivo.

11Antonio Ribeiro (?)

Em 8 de outubro de 2012, um ciclista que vinha pela calçada da Av. Dr. Gastão Vidigal foi atropelado por um caminhão, ao cruzar, sobre a faixa, a esquina da R. Hassib Mofarrej. O caminhão vinha da avenida e virou na rua sem perceber o ciclista que atravessava.

Segundo depoimentos, o motorista prosseguiu como se nada tivesse acontecido, mas foi parado por um motociclista mais adiante. Uma Ghost Bike foi instalada no local.

12Nemésio Ferreira Trindade

Nemésio foi atropelado na Avenida Francisco Morato, altura do número 567, por um ônibus que trafegava fora da faixa exclusiva para os coletivos. Sua morte ocorreu no dia 27 de novembro de 2012. Uma Ghost Bike foi afixada alguns dias depois, retirada e instalada novamente.

13William Morsetvita

No dia 2 de fevereiro de 2013, um ciclista de 36 anos começou a atravessar na faixa de pedestres, na Avenida Jabaquara, altura no número 322, quando uma motorista com pressa tentou “aproveitar” o sinal que já havia fechado. William foi atingido em cheio e veio a falecer algumas horas depois no hospital, para tristeza de sua esposa.

Uma manifestação, com instalação de uma Ghost Bike, foi realizada em 17 de fevereiro, com presença de sua esposa, familiares, amigos e diversos cidadãos que se solidarizaram com o acontecido.

Ghost Bike de William Morsetvita, na Av. Jabaquara. Foto: Priscila Cruz/Vá de Bike

14Gerson de Souza Pinto

Na manhã de 25 de abril de 2013, Gerson de Souza Pinto trafegava pela Av. Juntas Provisórias, no Ipiranga, zona sul da capital, quando foi atropelado por um caminhão. Gerson morreu no local e seu corpo permaneceu na avenida por algumas horas até a chegada da perícia, para desespero de sua família. O atropelamento ocorreu na esquina com a rua do Grito, sentido Vila Prudente. Não há mais informações sobre o ocorrido.

Na noite seguinte, os participantes da Bicicletada foram até o local e instalaram uma ghost bike em sua homenagem.

Ghost Bike de Gerson de Souza Pinto - Foto: Silvia Ballan
Ghost Bike de Gerson de Souza Pinto – Foto: Silvia Ballan

15José Aridelson

O chef de cozinha José Aridelson voltava do trabalho de bicicleta, à 1h da madrugada do dia 25 de agosto de 2013, quando foi atingido por um motorista que nem sequer diminuiu a velocidade e ainda fugiu sem prestar socorro. Um vídeo está disponível no portal G1.

Três minutos depois do atropelamento, as imagens mostram um carro parando para ver o que havia acontecido. Era o irmão de José Aridelson, que por coincidência passava pelo local. Mas o ciclista já estava sem vida e nada pôde ser feito para salvá-lo.

Alguns dias depois, em 29 de agosto, durante uma manifestação por mais segurança para os ciclistas da região, pela implantação da ciclovia da Av. Eliseu de Almeida e também pela reativação de uma ciclovia de Taboão da Serra, uma bicicleta branca foi instalada na R. Ari Aps, local da morte do chef de cozinha, que faleceu aos 37 anos.

Bicicleta branca em homenagem a José Aridelson, na R. Ari Aps. Foto: Rachel Schein
Bicicleta branca em homenagem a José Aridelson, na R. Ari Aps. Foto: Rachel Schein/Vá de Bike

16Gilberto Bueno

Numa manhã de domingo, Gilberto Bueno estava passeando de bicicleta e parou sobre um canteiro no bairro do Itaim Bibi, talvez para descansar um pouco. Eram 9h da manhã daquele 15 de junho de 2014 quando o motorista de uma van, que vinha pela Av. Juscelino Kubitschek, indesculpavelmente passou direto na curva que deveria fazer para entrar na R. Prof. Geraldo Ataliba e subiu na calçada, atingindo em cheio o ciclista que estava parado ali.

A polícia afirmou que o motorista, apesar de não estar embriagado, “não conseguiu fazer a curva”. A colega Silvia Ballan fez uma reconstituição gráfica do que ocorreu, que vale a pena ser vista. A ghost bike foi instalada no dia seguinte e às vezes ainda é derrubada por algum outro motorista criminoso, que poderia igualmente tirar a vida de alguém.

Segundo os jornais, o designer de 54 anos pedalava havia três para manter a diabetes sobre controle e já não precisava mais tomar insulina. Ele deixou uma filha de 13 anos.

Foto: Silvia Ballan
Foto: Silvia Ballan

Vídeo

O vídeo abaixo mostra o momento em que uma ghost bike é instalada em um poste, em fevereiro de 2022.

42 comentários em “Ghost Bikes, as bicicletas brancas em memória de ciclistas

  1. Dia triste na cidade em que morava. (Mogi das Cruzes-SP) Ontem, 06/04/2022 mais um ciclista morreu!
    O absurdo desta matéria da Tv Diário é que termina falando que “A secretaria também informou que agentes de trânsito foram direcionados para o local para orientarem os motoristas.”
    Essa Secretaria de Mobilidade só sabe orientar os motoristas nada, nada, para os ciclistas.
    já passou da hora de ter uma ciclovia na Avenida Álvaro Pavan , fica o dia todo carros estacionados do lado muro da linha da CPTM. Uma resposta a essa tragédia e transformar todo esse trecho com uma ciclovia e acalmar a velocidade dos motoristas para o máximo 40km/hora.
    Já era previsto que isso poderia acontecer. Mogi mal sinaliza as faixas de pedestres, ignora a manutenção da porcas ciclovias existentes e ainda o Prefeito e a Secretária de Mobilidade viajaram para Curitiba na semana retrasada para um seminário de Cidades Inteligentes e Sustentáveis.
    Transformaram um trecho da ciclo-faixa da Av. João XXVIII em Faixa reversível para automóveis, foi por isso que demoraram tanto tempo para sinalizar os taxões. ( O teste da Faixa Reversível parou) E vai fazer 1 ano em Maio, que entregamos a Carta Aberta dos Ciclistas.
    O que aconteceu, só enrolação desta Secretária de Mobilidade, essa Secretária está desorientada. Uma pena isso acontecendo na querida Mogi das Cruzes. Toda solidariedade e sentimentos a família da vítima.
    https://globoplay.globo.com/v/10459752/
    #cicloviasaslvamvidas #NãoFoiAcidente #coletivobicimogi #coletivomtmogi

    Thumb up 1 Thumb down 0

Deixe um comentário para Diego Dotta Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *