A versão interativa do mapa está mais abaixo, nesta página. Fonte: Ciclocidade/Cidadeapé

Veja quais são as vias mais perigosas para ciclistas e pedestres em São Paulo

Mapa interativo mostra as vias com maior risco, junto com a malha cicloviária atual e a expansão proposta pela Prefeitura no novo Plano Cicloviário

Quais são as ruas e avenidas da cidade onde ciclistas e pedestres correm maior risco viário? Essa resposta é essencial para se definir planos de proteção à vida dessas pessoas. É informação fundamental para a construção de ciclovias e ciclofaixas e para implantação de elementos de traffic calming (acalmamento de tráfego), por exemplo.

Tendo sempre em mente a segurança do ciclista e do pedestre, a Ciclocidade (Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo) e a Cidadeapé (Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo) lançaram a versão mais atualizada de seu estudo, que aponta os locais da capital paulista onde eles correm maior risco.

O levantamento foi feito com base nas ocorrências de trânsito com vítimas dos últimos cinco anos (2016 a 2020) e o resultado foi disponibilizado em forma de mapa interativo, no site mobilidadeativa.org.br. O mapa também pode ser visto aqui nesta página, mais abaixo.

Parabéns às entidades por esse trabalho importantíssimo. Esperamos que a Prefeitura de São Paulo e a Secretaria de Mobilidade e Transportes levem em conta essas informações, para que possam aumentar de fato nossa segurança nas ruas da cidade.

O mapa

O mapa a seguir destaca três camadas principais:

  1. A malha cicloviária que está sendo proposta pelo novo Plano Cicloviário da Prefeitura, em azul
  2. A classificação das vias críticas da cidade para pedestres e ciclistas, em gradações de vermelho
  3. A infraestrutura cicloviária atual, em verde

Todas as camadas podem ser habilitadas ou desabilitadas para melhor visualização. Assim, é possível por exemplo ligar e desligar as vias críticas para fazer uma comparação visual com a ampliação proposta. Se houver dificuldade em visualizar aqui na página, você pode abrir o mapa em uma nova janela.

Metodologia

Em uma mudança em relação aos levantamentos realizados em anos anteriores, a Ciclocidade e a Cidadeapé utilizaram este ano a chamada Unidade Padrão de Severidade (UPS), abordada no Plano de Segurança Viária do Município de São Paulo.

Em vez de observar apenas os pontos mais críticos, ou seja, os locais que concentram as ocorrências de trânsito com vítimas, a UPS considera as vias como um todo. Além disso, dá peso maior às ocorrências em que há vítimas mortas e às com vítimas pedestres feridas. Com isso, a UPS indica as ruas e avenidas que nos oferecem maior risco.

Ressalvas

As entidades alertam no site que podem ocorrer distorções relacionadas à extensão das vias: algumas vias curtas, com poucas quadras, podem apresentar uma UPS alta, enquanto vias longas podem ter sua UPS diluída.

Para evitar interpretações equivocadas, você pode passar o mouse (caso esteja visualizando no computador) sobre as estruturas marcadas em tons de vermelho para ver as quantidades de ocorrências com vítimas mortas (oc_vit_mortas), com vítimas pedestres ou ciclistas feridas (oc_vit_pc_feridas) e com vítimas não pedestres ou ciclistas feridas (oc_vit_npc_feridas), somadas para os últimos cinco anos naquela via.

As imagens abaixo mostram uma via extensa e perigosa, que foi corretamente classificada com UPS muito alta, e o de uma via curta, cuja classificação ficou distorcida devido à sua baixa extensão.

Fonte: mobilidadeativa.org.br

Saiba mais

A metodologia e os cuidados na interpretação estão detalhados na página do projeto, incluindo o cálculo para se chegar à UPS e as fontes da informação.

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