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Bianca Garcia (esq) e Nicolle Borges conseguiram a medalha de ouro no paraciclismo categoria Tandem. Foto: CPB/Divulgação

Brasil conquista ouro e duas pratas na estreia do Paraciclismo no Parapan

Saiba quem foram os ciclistas brasileiros que estrearam com medalhas no contrarrelógio, quais as categorias disputadas e quando ocorrem as próximas competições

Neste domingo (19), a delegação brasileira de paraciclismo iniciou sua participação nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023 com uma performance excepcional na prova de contrarrelógio, conquistando uma medalha de ouro e duas de prata em três categorias distintas.

O destaque vai para Bianca Garcia e Nicolle Borges, que não só levaram o ouro para o Brasil na categoria Tandem Feminino, mas também apresentaram uma atuação impecável ao percorrerem os desafiadores 21,6km. A dupla apresentou a maior regularidade entre todas as competidoras. E essa sincronia entre paraciclista e pilota foi crucial para superar as adversárias argentinas, garantindo não apenas a medalha, mas também a confirmação da força e união do time brasileiro.

Bianca Garcia, emocionada com a conquista, declarou: “Estou muito honrada em ter conquistado a medalha de ouro no contrarrelógio. Todo o esforço, treinamento árduo e dedicação valeram a pena. Agradeço a todos que me apoiaram ao longo dessa jornada e estou ansiosa para continuar representando meu país com orgulho nos proximos dias aqui em Santiago.”

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Lauro Chaman estreou com medalha de prata no Parapan de Santiago. Foto: CPB/Divulgação

Na categoria MC1-5, Lauro Chaman demonstrou toda sua determinação e experiência, conquistando a medalha de prata após percorrer os 21,6km com impressionantes 27 minutos e 6 segundos. O paratleta enfrentou uma forte concorrência, mas sua performance destacou-se no cenário internacional, solidificando sua posição entre os melhores paraciclistas do mundo.

Jady Malavazzi, representando o Brasil na categoria Handbike feminino, não poupou energia e assegurou a medalha de prata ao percorrer os 10,8km em 17 minutos e 44 segundos. A competição acirrada com atletas dos Estados Unidos destacou a excelência do paraciclismo brasileiro, com Jady contribuindo para o brilho da delegação nacional.

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Jady Malavazzi foi condecorada com a prata na disputa de Handbike. Foto: CPB/Divulgação

Resultados e conquistas

Os demais representantes da equipe brasileira também mostraram garra e determinação nas disputas. Na categoria Ciclismo C1-5, Carlos Soares conquistou o 11º lugar, seguido por Victor Luise em 12º e André Grizante em 14º. No feminino, Amanda Paiva garantiu a 11ª colocação, acompanhada por Sabrina Custódia em 12º e Victória Barbosa em 14º.

Já na categoria Triciclo Mixed, Adriano Matunaga alcançou a 7ª posição, demonstrando suas habilidades nessa variante do paraciclismo. No Handbike H1-5, Mariana Garcia brilhou ao conquistar o 4º lugar, enquanto Josiane Nowacki assegurou o 5º lugar, reforçando o protagonismo feminino na equipe.

No Handbike Masculino, Ulisses Freitas alcançou o 5º lugar, destacando-se pela habilidade e determinação, enquanto Ronan Fonseca consolidou a 10ª posição. Esses resultados adicionais enriquecem a participação brasileira, mostrando a versatilidade e a competência dos atletas em diferentes categorias do paraciclismo.

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Jady Malavazzi com sua handbike, equipamento que exige muita força nos braços. Foto: CBC/Divulgação

Contrarrelógio

A prova de contrarrelógio, aclamada como uma das modalidades mais desafiadoras do paraciclismo, testa os limites dos atletas, exigindo um impressionante equilíbrio entre habilidade e resistência. Nessa competição individual, os ciclistas enfrentam não apenas o relógio, mas também suas próprias capacidades, enquanto percorrem um percurso pré-determinado no menor tempo possível, sem auxílio de outros competidores.

Além da complexidade técnica, a modalidade de contrarrelógio é uma vitrine para a diversidade de categorias presentes no paraciclismo, cada uma representando diferentes habilidades e necessidades dos atletas. Desde a Tandem (bicicleta de dois lugares), que envolve paraciclistas e pilotos em uma sincronia perfeita, até categorias individuais como a C (bicicletas convencionais), H (handbikes) e T (triciclos).

O paraciclismo no Parapan de Santiago 2023 destaca-se como um campo de disputa inclusivo, onde a força e a destreza de cada competidor são postas à prova, com a resiliência e o talento transcendendo qualquer limitação.

Bianca e Nicolle na largada do paraciclismo categoria Tandem: sincronia entre as atletas foi fundamental para o resultado. Foto: CBC/Divulgação

A força do nosso paraciclismo

Além das conquistas individuais, as medalhas refletem a importância do Pan para o desenvolvimento do paraciclismo no Brasil, como ressaltou Edilson Rocha “Tubiba”. “O incentivo e investimento, atrelados a um planejamento bem executado, têm permitido que os nossos atletas se destaquem cada vez mais em competições internacionais. A participação da seleção como um todo nos Jogos é uma oportunidade não apenas de mostrar o talento de cada paraciclista, mas também de promover a inclusão e quebrar barreiras através do esporte. Estamos muito felizes”, destacou o Coordenador do Paraciclismo na CBC.

As próximas disputas da equipe brasileira estão marcadas para quinta-feira (23), nas provas de Paraciclismo de Pista nas categorias Ciclismo C1-5 e Tandem. A expectativa é alta, e a delegação brasileira segue confiante em suas capacidades, pronta para enfrentar os desafios e conquistar mais vitórias sobre duas (ou três) rodas em Santiago 2023.

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