Por que abordar os motoristas de forma positiva (mesmo os piores)

Gaiola com rodasEstava pedalando pela Av. Estados Unidos, em São Paulo, quando vi uma pickup importada soltando a maior fumaceira. Ela seguia um pouco à minha frente e fui obrigado a aspirar toda aquela fumaça azulada.

Quando o trânsito parou, emparelhei e abordei o motorista com um sorriso, dizendo uma frase que achei que surtiria efeito, já que ele provavelmente tinha orgulho de ter uma SUV importada:

- Um carro bonito desse soltando essa fumaça toda fica feio, hein? – disse sorrindo e em tom de brincadeira.

A conversa seguiu bem, com sorrisos dos dois lados durante todo o tempo. A receptividade foi muito melhor do que eu esperava (na verdade eu estava pronto para sair “fugido”, achando que o motorista poderia partir para a ignorância):

- É, fica, né… – respondeu ele, também sorrindo, meio envergonhado. – Preciso arrumar. É que a bomba de combustível blá blá blá [argumentação técnica irrelevante]. Preciso arrumar mesmo. Mas tenho que trabalhar pra pagar, né…

Pensei em dizer alguma coisa, mas ele já emendou:

- Certo tá você de ir de bicicleta! Não polui, faz exercício… bem que podia ter menos carro na rua pra gente poder andar de bicicleta.

- É verdade. Mas se passarem meio longe na hora de ultrapassar já ajuda pra caramba… [ainda sorrindo]

Nisso o trânsito andou, a gente se despediu e ainda ganhei um “Deus te acompanhe”. Desabafei, fiz gentilmente o cara se envergonhar da fumaceira que o carro dele estava soltando, deixei uma boa imagem do ciclista e ainda passei a mensagem de ultrapassar com uma distância razoável. Valeu a pena ter usado uma abordagem amistosa. Se eu tivesse xingado (olha que dava vontade), não teria conseguido nada disso.

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Numa outra ocasião, estava voltando à noite pela Pedroso de Moraes (também em São Paulo), quase chegando na Faria Lima, quando um carro passa tirando uma fina de mim. Parou uns 5 metros depois. Respirei fundo para me acalmar. Passei para o corredor, parei do lado do motorista, sorri (é, nem eu sei como consegui) e falei, calmamente (por fora), para o rapaz que estava dirigindo e levava um amigo como passageiro:

- Boa noite, tudo bem? Não passa tão perto assim não, que se for um ciclista menos experiente o cara cai só de susto…

- É mesmo, foi mal. Passei muito perto, desculpa.

- Às vezes a gente tem que desviar de algum buraco, dá uma desviadinha com o guidão e numa dessas o carro derruba.

- É mesmo, né? Tem bastante buraco.

Trocamos mais umas duas ou três frases sobre os buracos – um problema comum a ambos e que ajuda a estabelecer uma identificação (algo chamado por alguns de rapport) – e consegui um sorriso dele. Esse certamente vai tomar mais cuidado quando vir o próximo ciclista pela rua.

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Motorista buzinando atrás. Faço sinal com a mão para ele se afastar para a esquerda, mas não mudo minha trajetória em um milímetro. Ele passa longe, com a janela aberta, corpo inclinado para a frente, pronto para me xingar. Eu lanço um “obrigado!”, sorrindo, acompanhado de um joinha. Quebrei o cara, que engoliu o palavrão. ;) (essa já aconteceu várias vezes)

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banksy flower chuckerAutocontrole

Não sou um exemplo de virtude. Já mandei motorista tomar naquele lugar, gritando isso na janela dele depois de uma tentativa de assassinato claramente proposital. Já senti vontade de espancar alguém que quase tinha deixado meus filhos sem pai.

Mas, tendo como meta fazer das histórias acima meu padrão de conduta, tenho conseguido evitar perder a calma a esse ponto. Melhor para mim e para todos os ciclistas que o motorista verá dali em diante.

Quando o cara encosta atrás e buzina, eu costumo olhar para trás com aquela expressão de “pô, mas você quer que eu faça o quê?”, com o braço aberto, dando de ombros E SORRINDO. Geralmente ele se toca e muda de pista. Às vezes xingando, às vezes tirando fina, mas pelo menos passei um pouco do recado, evitei um stress e talvez até uma briga.

Tenho conseguido ser assim. E olha que pra mim isso é difícil: quem me conheceu aos 20 anos nunca diria que um dia eu seria assim paciente, conversando sorrindo em vez de sentar a mão no infeliz ou arrebentar o parabrisa com um pedregulho certeiro.

Consequências

Violência gera violência – e isso não é só retórica ou filosofia oriental. Mesmo que eu arrebente o espelho ou espanque um motorista que tentou me matar, ele não vai aprender nada com isso, não vai servir de lição. Só vai servir para aumentar sua raiva de ciclistas. Provavelmente ele colocará em risco o próximo que tiver o azar de estar na frente dele, que pode ser uma pessoa com pouca experiência e equilíbrio, um idoso, uma criança, podendo ter resultado fatal.

Que às vezes dá vontade de bater, ô se dá… :( Mas não quero fazer parte da retaliação a outra pessoa que poderá haver depois, nem indiretamente, nem de longe. Toda ação tem consequências. Não quero criar ou amplificar um absurdo e injustificável ódio generalizado a ciclistas. Nosso papel tem de ser o oposto, o de diminuir essas arestas, pelo bem de todos nós.

Se for possível conversar de maneira agradável, com um sorriso, tratando o imbecil que tentou te matar como um amigo mal orientado, o resultado será muito mais positivo. A pessoa pode até aprender com isso, repensar sua atitude e até se envergonhar do que fez, por passar a te ver como uma pessoa e não mais como um obstáculo.

O resultado disso será melhor para você e também para os outros ciclistas que aquela pessoa encontrar dali em diante. Você não os conhece, mas eles também são seus irmãos.


58 comentários para Por que abordar os motoristas de forma positiva (mesmo os piores)

  • Klaus Müller

    Willian, primeiramente, parabéns pelo site e iniciativas! Sempre andei de bike pelas ruas de SP desde o início da minha adolescência, mas por puro lazer. Qdo as coisas apertaram, passei a ir pro colégio (e outros lugares) de magrela. Andava, no mínimo, 35 km por dia, enfrentando Radial Leste e outras vias. Naquela época o trânsito tinha menos carros, não existia ciclovia e não se dava mta atenção a equipamentos de segurança como capacete e luzes. Devido a motivos profissionais, fiquei cerca de 13 anos sem pedalar, apenas dirigindo (sim, sou motorista profissional). Agora, com o aumento de carros nas ruas, aumento das tarifas do transporte coletivo, aumento dos combustíveis e a criação das ciclovias, estou voltando aos poucos à ativa. Apesar dos anos “parado” até que me considero com um bom condicionamento físico. E estou adorando! Sinto-me como nos velhos tempos! E tenho notado q 90% dos motoristas nos respeitam. Confesso q fiquei apreensivo qdo voltei à ruas, pois, com tantas mobilizações e conquistas, pensei q os motoristas me veriam como um “folgado, privilegiado, acima de td e de todos”. Naveguei e navego bastante pelo site pra me auxiliar a ser um ciclista consciente e correto. Gostaria apenas de deixar um relato do q me aconteceu hoje, 27/01, na Av. Jacu-Pêssego. Todos os dias pela manhã vou ao Pq. do Carmo. Saio de casa pedalando, pedalo dentro do pq. e volto pra casa pedalando (20-25km). Não existe ciclovia no meu trajeto. No retorno, um motorista de ônibus fez questão de ficar atrás de mim apertando o freio. Joguei pra sarjeta o máximo q pude e ainda fiz sinal pra q ele ultrapassasse. Ele emparelhou, abriu a porta e mandou q eu andasse pela calçada. O pior é q o indivíduo entrou à direita uns 100 metros à frente e eu estava numa velocidade boa. É um trecho plano e minha bike de 24v. Assim q ele entrou, parou no sinal. Aproximei-me pela esquerda, dei bom dia pro cidadão e indaguei: “O sr. é motorista profissional, correto? A Empresa lhe oferece cursos de direção, correto? O sr. está com um veículo de grande porte q deve zelar pela segurança dos menores, correto? E calçada é lugar de pedestres, correto? Então eu tenho o mesmo direito q o sr. tem de usar a via. Se fosse um cavalo puxando uma carroça o sr. ia desviar sem reclamar, não ia? O farol abriu, ele se desculpou, me deu passagem e seguimos viagem. Sei q não será essa a única vez q vou sofrer com motoristas “rebeldes”. Devemos ser sensatos e ter a legislação em mente para podermos argumentar amigavelmente. Abraços!

    Comentário bem votado! Thumb up 4 Thumb down 0

  • douglas

    É f**a…

    Esses dias estava indo pro trabalho, tranquilo, e um motorista de caminhão de gás abriu a porta na minha cara…CABLAM!! E eu fui pro chão! Tinha carros atrás que por sorte estavam atentos e diminuíram a velocidade pra não me atropelar.
    Fiquei agachado no chão, com dor no punho, ombro e perna (onde a porta pegou de quina) só respirando, tentando me acalmar enquanto o motorista pedia 1000 desculpas, que podia ter me matado, etc…

    Me levantei, olhei bem pra cara dele e disse: Vc sabe quantas vezes ja me aconteceu isso? QUATRO!!! Nessa hora meu sangue subiu tanto que eu joguei a coitada da bike no chão (pra não dar um soco no cara do cidadão)! Ele ficou mudo…
    Peguei a bike do chão, caminhei calmamente até ele e disse: Da próxima vez, usa essa ***** de retrovisor antes de abrir a ***** da porta, ok? Vc me promete? E fui embora chateadíssimo….

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  • douglas

    É f**a…

    Esses dias estava indo pro trabalho, tranquilo, e um motorista de caminhão de gás abriu a porta na minha cara…CABLAM!! e eu fui pro chão…tinha carros atrás que por sorte estavam atentos e diminuíram a velocidade pra não me atropelar. Fiquei agachado no chão, com dor no punho, ombro e perna (onde a porta pegou de quina) só respirando, tentando me acalmar enquanto o motorista pedia 1000 desculpas, que podia ter me matado, etc…
    Eu levantei, olhei bem pra cara dele e disse: Vc sabe quantas vezes ja me aconteceu isso? QUATRO!!! Nessa hora meu sangue subiu tanto que eu joguei a coitada da bike no chão (pra não dar um soco no cara do cidadão) …ele ficou mudo…Peguei a bike do chão, caminhei calmamente até ele e disse: Da próxima vez, usa essa ***** de retrovisor antes de abrir a ***** da porta, ok? Vc me promete? E fui embora chateadíssimo….

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  • É isso aí! Violência gera violência… Por isso vou comprar um revólver, para quando eu estiver de bike. Vai equivaler ao veículo do “amigo” motorista… Quando tirar fina, ou ficar buzinando com a “arma” dele, eu farei bem parecido com a minha… ^^

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  • Muito bom, isso é que devemos tentar fazer o máximo mas não é simples quando vivemos essa violência repetida e sem esperança de melhoria nos próximos anos pois os próprios órgãos responsáveis por nossa segurança nunca multaram nenhum motoristas tirando fina (aqui em Vitória). Difícil guardar o controle depois de sofrer com essas atitudes que colocam a vida de ciclistas em perigo. No Brasil morrem mais de 2 ciclistas por dia segundo o levantamento que fiz no google (que deve provavelmente ser a parte pequena das mortes)… Isso é difícil.
    Eu lembro que alguém falou de multa simbólica que seria uma técnica relativamente suave para facilitar essa relação. Alguém lembra disso?

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  • Ellen Simone

    Eu vou para o trabalho todos os dias de bike e há um ciclista que passa por mim muito freqüentemente. Sua bike é bem legal e ele tem uma cestinha no banco de traz com a frase que me incomoda muito: “eu transito, você congestiona”. Acho uma violência gratuita e que não ajuda em nada. Apenas acirra os ânimos! Motoristas e ciclistas precisam aprender a se respeitar e compartilhar as ruas!

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  • Sama

    Ultimamente notei que os motoristas começaram a ficar mais hostis com os ciclistas na rua, e conversando com a grande maioria de motoristas que encontro por aí eles são totalmente contra a presença de ciclistas nas ruas, não importa o argumento utilizado p/ defender a nossa presença na rua, por mais lógico e racional que seja, p/ eles nem ciclovia deveria existir. Lugar de bicicleta é no parque e olhe lá. Mas o carro aqui no Brasil está tão ligado ao ego e ao status da pessoa, que a única forma de fazer alguns motoristas pararem p/ pensar é quando você usa exemplo de cidades européias e gente rica q usa bike como meio de transporte, sério, chegar a ser engraçado, vc tem q ser pedante p/ fazer um motorista parar p/ pensar.

    Domingo retrasado um motorista emparelhou do nada do lado do meu marido e começou a brigar com ele enquanto ele pedalava na CICLOFAIXA dizendo q a ciclofaixa só atrapalha, que os ciclistas são os culpados pelo transito de SP, o ofendendo com palavrões, e com isso causando transito na via que naquele momento não tinha transito nenhum, enfim, buscando briga. Meu marido disse tentou aparentar a maior calma possível, não disse nada, sorriu e apenas fez um ¯\_(ツ)_/¯ o que fez o motorista desistir e ir embora, mas ainda sim, ele ficou um tempão reclamando com uma moça que segura a bandeira “pare” no semáforo mais a frente. Meu marido disse que a vontade dele na hora era parar a bike e dar um soco na cara do indivíduo, mas teve MEDO, pq o carro infelizmente é muito mais forte q a gente, e num momento de ira pessoas são loucas e podem te machucar feio.

    Então, quando aquele motorista safado te zuar de alguma forma no transito e os argumentos do Willian não forem suficientes, respire fundo e reflita, infelizmente ele é mais forte que você, então talvez a melhor forma mesmo seja dar um sorriso e ser simpático, se ela não aprender algo, pelo menos vai te deixar em paz.

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  • Elton Carvalho

    Tenho usado a bike para ir, duas vezes por semana, para a academia porque estou trabalhando de casa. Meu trajeto é descer a Rebouças, atravessar a pte Eusébio matoso (pela calçada na ida às 19h e pela pista mesmo na volta às 22h) e seguir a Vital até o bicicletário da Estação Butantã.

    Na ida, desço a Rebouças pelo corredor, junto com as motos e no mesmo ritmo delas. Nunca tive problema nenhum.

    Na volta, tudo tranquilo também, ocupo a faixa da direita e as pessoas me ultrapassam numa boa, mantendo distância sempre.

    Um dia, voltando pela Eusébio matoso, sentido centro, passando por aquela parte que é paralela ao túnel da Faria Lima, um caminhão grande deu uma buzinadinha atrás de mim, a certa distância, e invadiu a faixa de ônibus pra me ultrapassar. Atravessei a Faria Lima empurrando a bike pela faixa de pedestres e voltei a pedalar na Rebouças. O mesmo caminhão me alcançou e deu outra buzinadinha. Como não tinha espaço pra ele, levantei a mão esquerda espalmada, com os dedos fechados, e ele manteve distância atrás de mim. Quando acabou o túnel e a pista passou a ter duas faixas, ele me ultrapassou com distância e enquanto ele passava, fiz um joinha pra ele, que respondeu com dois toquinhos leves na buzina. Abriu uma boa distância antes de voltar pra minha frente.

    Outro dia, no mesmo lugar (paralelo à entrada do túnel da Eusébio sentido centro), eu estava no meio da única faixa que havia, uma van passou colada pela minha esquerda buzinando. No susto, estendi a mão esquerda pro lado e bati no capô do cara e gritei “Hey!”. Não me desequlibrei nem nada. Ele parou no farol mais à frente, mas, como tem uma pista que se integra à direita, eu não consegui chegar perto dele para “conversar”. Ainda bem. Acho que não ia conseguir ser tão polido como o Willian.

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  • Priscila

    Willian, adoro teu blog. Comento aqui poucas vezes, mas foi graças a ele e suas dicas que tomei coragem para usar a bike nos meus deslocamentos curtos. Tirando ela, não faço exercícios, então ando dentro dos meus limites mesmo. Aqui no Rio de Janeiro, mais precisamente no bairro da tijuca (zona norte com leve carinha de zona sul).
    Eu costumo andar em horário de menor movimento, por trajetos onde não passam ônibus (morro de medo deles), ou muito pouco.
    Para encurtar, já estou acostumada com buzinadas, e motoristas zangados que precisam trocar de faixa para me ultrapassar. Normal.
    Uma vez, tinha uma buzina MUITO insistente atrás de mim. Fiz o que sempre faço: ignorei e continuei a andar no meio da faixa. Era uma avenida larga (pra quem conhece, Av. Maracaná, altura do hipermercado E.) e não havia trânsito. Tava bem “limpo, e ele não teria dificuldades de me ultrapassar. Muitos outros fizeram isso antes dele. Uns jogando o carro pra cima de mim e depois voltando para a faixa do meio. Fico irritada, mas como sempre tenho espaço para “fuga”, tudo bem.
    Eu sinalizei para ele me ultrapassar pela direita. E ele encurtou a distância entre nós, ainda insistindo na buzina. Era uma kombi.
    Entre mim e a pista do meio, havia o rio Maracaná. Fiquei com medo de ser atropelada, e fui para a pista do meio. Ele me ultrapassou xingando. Não aguentei:
    - Eu tenho direito de ocupar a faixa!
    - Tem por#$ nenhuma!
    - Tenho sim, tá na lei!
    O motorista ficou bem mais raivoso, e a esta altura já estava ã minha frente. ambos estávamos na faixa da direita. Ele diminui e olhou para trás. Achei que fosse me bater, atropelar, sei lá. Diminui s velocidade e fiquei observando. Ele entrou mais à frente, pela direita.
    No início, até pensei que ele tivesse feito todo o escarcéu porque precisava manter a esquerda. Mas não, foi só para demonstrar sua GRANDE insatisfação em vez um ciclista na rua.
    Não consegui manter a calma, não consegui dar sorrisos. Como fazer nestas situações? O que me recomendas?

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  • Ciclistas do Planalto

    Esses exemplos são uma boa exortação a sermos corteses, eu e minha esposa pedalamos muito pelas rodovias do RN e por Natal a qualquer dia da semana, já briguei xinguei, mas a plenitude dos dias me trouxe a moderação.
    Elaboramos uma cartilha que denominamos “DIREITOS E DEVERES DO CICLISTA NO TRANSITO” imprimimos 20.000 e saímos pelas ruas colocando nas caixas de correios das casas e quando pedalamos levamos alguns exemplares e quando defrontamos com algum problema de desrespeito por parte de algum motorista entregamos a este um exemplar ou através da placa do veiculo identificamos o motorista e enviamos pelo correio uma carta e um exemplar dos “DIREITOS E DEVERES DO CICLISTA NO TRANSITO”.

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  • Muito bom Willian! Sou da mesma opinião que você.

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  • EDSON

    Esta corretíssimo,conduta exemplar,é a flor que derruba o canhão,costumo ir sempre ao Ibirapuera,e passo muito por isto na volta, pois subo a Rodrigues Alves,e o problema é o mesmo com os veículos,e posso atestar sorrir,quebra as pernas de muito nervosinho do volante,mas escrevo para dar uma dica:procure sempre ser visto e que o motorista veja seu rosto,pois isto acaba por intimar o consciente dele,costumo também usar muito a campainha,quando alguem buzina procuro sinalizar com educação ao motorista e agradecer,depois que ele me ultrapassa, por ele me respeitar.Não sei quanto a voceis,mas ja pedalo a muitos anos e hoje percebo ,que o respeito pelo ciclista anda aumentando de maneira significativa.

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  • Rodrigo

    Muito boa a atitude! Por falar em xingamentos e gentilezas, como está o relacionamento la no bicicletário do centro cultural?

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  • Jan Jan

    Hoje tomei 2 “corretivos” de taxistas…um quase arrebentou meu espelhinho de tao perto que passo, e o outro saiu pela janela, me xingando e me mandando sair da rua às 11h20 da noite, sendo que as outras 3 pistas da Heitor Penteado estavam livres. O cara estava tão descontrolado ( e sei lá porque)que soltou um SAI DA RUA *****, VAI TOMAR NO ****, SUA F*****, detalhe, estava com um amigo homem, e ele dirigiu todo o xingamento a mim. Cheguei em casa super chateada…ler este texto me ajudou, mas fiquei pensando no que podemos fazer para que os taxistas ta,bem mudem suas atitudes; Eu, quando uso taxi por exemplo, sempre falo que pedalo, não só por lazer, que a ultrapassagem segura é isso e aquilo…acho que 50% até escuta, mas o resto sempre tenta contra argumentar.
    Neste ano e pouco qu euso a bike como transporte, notei diferenças nos comportamentos de motoristas de carros e onibus, mas os taxistas continuam sendo meu maior problema. Daí vem a dúvida, será que anotar a placa e descobrir se fazem parte de alguma cooperativa ajuda?? Alguém tem dicas?

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    • Jan Jan, se for em São Paulo, anote a placa e denuncie por aqui: http://sac.prefeitura.sp.gov.br/

      No assunto, escolha “Transporte Público / Táxi e Escolar”. A reclamação é enviada ao DTP, que adverte o motorista. Não sei em que nível é essa advertência, mas é melhor do que nada (e deve ficar registrada no nome dele, de forma cumulativa). Você também pode tentar contato direto com o DTP: 11 2692-3302 / 2692-4094 / 2291-5416 (seg-sex, 8h-17h).

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  • Muito legal, até porque os motoristas em São Paulo tiram fino dos ciclistas… Não se tocam que tem uma arma nas mãos.

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  • Fabio Correa

    William, costumo percorrer a Av. Dr. Arnaldo quase que diariamente e já tomei fechadas “educativas” até de carro do serviço funerário! Certa vez, percorrendo a mesma avenida, sentido Sumaré, um Jetta preto que aguardava na rua Itabirito para entrar na avenida, esperou a melhor oportunidade e entrou. Estava próximo, não corri risco, mas acabei balançando a cabeça em sinal de reprovação, pois o motorista viu a minha aproximação. Para minha surpresa, ele me aguardou no semáforo e perguntou, nervoso, o porque de eu estar reclamando, se eu não tinha freio, etc. Saí rindo da situação. em suma: estava na via principal, em minha mão de direção e tinha por obrigação parar para que a figura entrasse na avenida…..

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  • marcondes

    Ola ,boa tarde ontem quase fui assasinado por um motorista de onibus essa é a verdade ,nao seria acidente nunca ,onibus na contra mão e em alta velocidade para um lugar estreito e urbano ,e ao questionar o motorista quase que apanhei ,e disse q lugar de bike é na calçada e que ele tem prioridade ,pode andar na contra mão para não perder a balsa ,e o problema é meu se for atropelado !

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  • edson santos

    Muito bom o texto, Willian! Sempre lembrarei deste seu post quando passar por situação parecida.

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  • Felipe Ferandes

    William,
    Poucos dias atrás passei pela mesma situação de um carro soltando muita fumaça, e pra piorar era subida, ao chegar do lado do motorista disse “Amigo, faça um favor, pra mim, pra você e pra todo mundo? Regula esse motor, ta poluindo demais, pedalar perto de você é pior que todos os cigarros que eu já fumei na minha vida.” ele deu um sorriso amarelo e disse que realmente precisava parar o carro e arrumar várias coisas e que iria dar prioridade a regulagem do motor, mesmo porque ele sabia que motor desrregulado consome muito mais combustível. No final ainda ganhei um “Vai com Deus”.

    Eu tento agir assim sempre, mas confesso que tenho dificuldade de me controlar quando percebo que a atitude foi proposital.
    Nesse vídeo que eu fiz, o primeiro motorista (que vem na contra-mão) se eu tivesse algo na mão para atacar nele eu juro que teria arremeçado, como estou filmando para trás não dá para perceber tanto, mas o motorista vinha na contra-mão ultrapassando em local proibido, me vendo e não quis nem saber, jogou o carro em cima mesmo. Já o segundo caso eu não achei que o motorista fez de sacanagem e por isso consegui conversar com ele, mesmo ele não querendo aceitar o fato de que colocou minha vida em risco acho que ele vai tomar mais cuidado.

    Esse vídeo é o segundo de um vlog que estou começando a montar mostrando as situações diárias que vivemos, dando dicas de como andar de bike no trânsito e de lugares interessantes para ir de bike, além de outras coisas.

    http://www.youtube.com/watch?v=n7F8vqSUTi4&feature=plcp

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  • Marco Labão

    Um fato acontecido ontem: Estava indo ao trabalho e numa determinada rua vejo um carro parado em fila dupla, como havia um grande movimento fiquei alerta e é lógico que um dos veículos saiu rapidamente da sua faixa e… fechou este que vos escreve. Poucos metros a frente parado no sinal estava a criatura ao celular, abordei-o esplicando que sua desatenção quase me jogou ao chão, ele com a costumeira cara de bunda disse que é assim mesmo, outro dia a noiva de um amigo dele “matou” um ciclista que cortou a frente dela! Argumentei se achava justo penalizar alguém “executando-o”? Mais uma cara de bunda e abriu o sinal, para parar no outro! Parei ao lado dele e disse-lhe que de toda forma desejava-lhe um excelente dia e um bom trabalho. Arranquei-lhe um sorriso – a fórceps – e seguimos em frente. Ganhei o dia também, afinal meu desejo era de tomar-lhe o maldito celular e enfiar-lhe na “cara”. Uma atitude positiva com certeza melhorou o dia de todos, inclusive de quem testemunhou todo o evento.

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  • “Esse certamente vai tomar mais cuidado…”

    Juro que quando comecei a ler essa frase, o final era diferente… rs

    Chover no molhado dizer que sua atitude é a correta e na minha opinião essa é a verdadeira “evolução” que os ciclistas tem que buscar.

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  • Doni

    Eu sou um LOUCO por bike,faz uns dez anos que parei de usar onibus pra ir de bike pra todo lugar aqui de Bauru sp!!Vou pro trabalho de bike mesmo na chuva!!A vida de ciclista não é facil!!!Ja levei varias fechadas,ja cortaram minha frente varias vezes…eu nao me irrito com barbeiragens,mas eu fico furioso quando vejo que é de propósito,é dificil manter a calma!!!Mas brigar nao resolve!!O jeito é contar ate tres e continuar pedalando!!!

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  • Raphael

    É Willian, eu perdi a razão semana passada, bem no dia das crianças. Coloquei a vida de outras pessoas em risco, além da minha. Não costumo perder a paciência, mas depois de tentativas sucessivas de assassinar um dos meus colegas (éramos trÊs), o sangue subiu. Me envergonhei do que fiz, me desculpei com eles, mas esse seu texto me fez ter vontade de sentar no canto da sala de novo, sozinho, com um chapéu em forma de cone na cabeça…

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  • Luciana

    William, “ouvir” de você, que é um exemplo a ser seguido, que tem vontade de mandar o motorista ‘lá pra lá’ é um alivio! Tenhp pavio curto, mas a bike está me ajudando a exercitar a paciência… Vou experimentar as abordagens positivas que você relatou e sei que, mais uma vez, também estarei tentando passar a boa imagem de nós, corajosos ciclistas da Pauliceia. Abraços!

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  • Nossa, Willian!
    tô muito sua fã!

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  • Tentando absorver essa maneira zen de comportamento pós violência..

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  • Sebastiana Martins Azevedo

    tenho 55 anos e a minha grande frustração é não saber andar de bicicleta, mas admiro quem sabe andar, e oro por vocês, porque sei das grandes dificuldades encontradas nas ruas por vocês. um abraço a todos.

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    • Fábio

      Sebastiana, tenho amigos que começaram a andar depois dos 50. Se é algo que você tem vontade, não desista! Há muitos grupos especializados em ensinar desde o básico.

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  • É isso ae amigão!!!
    Temos que gerar gentileza pra ela voltar, sou responsavel por uma bicicletaria no Itaim Bibi ( k9 sports) fico feliz por sua conduta e isso reflete muito a maneira de como gostariamos de ser tratados melhor no transito..vamos fazer a diferença sempre!!!
    Sucesso

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  • Luiz Paulo

    Aqui no RJ a pouco tempo uma empresa de táxi passou a fazer uns táxis especiais que levam o cadeirante em sua própria cadeira, são umas Doblos adaptadas, coisa legal mesmo… mas voltando ao caso, levei uma fechada sinistra de um destes táxis, se não fosse minha experiência em MTB teria caído feio sem duvida, fui obrigado a entrar na rua junto com o táxi apoiado com o ombro na lateral do carro…
    Parei ao lado do cara que sequer tinha me visto e perguntei se ele tinha muitos clientes e tal… E já sai falando antes dele responder:
    Não deve ter muitos clientes não, vc anda por ai tentando colocar mas pessoas na cadeira de rodas… na mesma hora ele “lembrou” do que tinha feito comigo na ultima esquina e pediu mil desculpas… sorte dele não ter feito isso a uns 5 anos… é tão caro um espelho de Doblo….
    Abc
    LP

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  • DuHdu

    Muito boa a sua abordadem!
    Tambem sou ciclista i vc tem toda a razão!
    Vou ser mais amigável
    rsrsrsrsrs

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  • Total de acordo com o Willi!

    Busca levar a essência deste espirito entre os amigos da bici, mas nem sempre o pessoal leva a sério. Acontece que qualquer motivo é uma lembrança para um motorista pensar duas vezes ao passar por um ciclista e respeita-lo. Muitas vezes nem noção do perigo esses caras têm, acostumado a “tirar fina” (como diz o paulista hehe) dos próprios carros nem se dão conta do perigo para nós ciclistas.
    Nosso dever é trazer segurança para nós ciclistas e para o trânsito, irritar um motorista não vai ajudar nesta tarefa.

    Vi por acaso um programa na tv sesc esta semana sobre os problemas no triansito entre carro vs bici. Para minha surpresa falava-se mais em ódio que paz, relatos de ciclistas dando porrada na cara de taxistas com capacete e por ai vai. Como trazer respeito com toda essa ignorância?

    Certa vez quando trabalhava em londres com um dos caras mais respeitados por lá no setor de transportes alternativos (Andrea Casalloti) trocamos muitas idéias sobre esses pequenos gestos de educação (tão raros no mundo e especialmente aqui, no Brasil) que levam um motorista qualquer pensar duas vezes antes de “tirar fina” do próximo ciclista.

    Vamos gerar educação e respeito, se é isso que buscamos =D

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  • Luiz G

    Só pra partilhar com um comentário: Certa vez, um motorista tirou “aquela fina de mim” e parou mais a frente.

    Eu o alcancei e falei.
    “Olha amigo, se você me matar, será preso, entendeu? Não pense que por ser acidente não é assassinato!”…..O sujeito, claro, ficou fulo e saiu falando um monte enquanto eu me afastava.

    Fiquei feliz por não ter xingado-o de nada, mas gostaria de ter sua presença de espírito e dizer algo melhor….mas como pensar nisso com o coração na boca?

    Aí está um desafio pra vida.

    Abraços!

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  • Luiz G

    Olá William. Primeira vez que venho aqui e seu post ganhou meu respeito. Também só ando de bike.
    Virei aqui mais vezes.
    Abraços.

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  • Também procuro o caminho da paz, mas nem sempre é o melhor a se fazer. Lembre-se da máxima maquiavélica que dizia que, não se podendo ser amado e temido ao mesmo tempo, que se seja ao menos temido. Impor um pouco de respeito “marcando presença”, com uma postura firme, de quem mostra que está pronto para levar a situação à outras instâncias surte um efeito muito bom em algumas ocasiões. Motorista tem que entender que não é porque nosso veículo é menor que nossos culhões também o sejam.

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    • Concordo, Gunnar. É preciso se impor no trânsito e mostrar-se seguro do que está fazendo e de seus direitos. Só não precisamos transformar isso em uma briga. Na hora da abordagem, devemos evitar o confronto; enquanto circulamos, temos que ocupar nosso espaço e nos impormos.

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  • Alessandro

    Willian, seu blog é um show, com muitas dicas que vêm sendo bem úteis para mim. Voltei a pedalar depois de muito tempo longe da bike, criei o blog: http://pedalandoemsp.blogspot.com/ para registrar as experiências deste retorno, e citei ontem este seu post lá.
    Abraços!

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  • Lourdes, a imagem é do inglês Banksy, clique nela para visitar o site e ver outras artes ótimas que o cara faz.

    Rubens, esse é o problema da adoção apenas de ciclovias – e, pior, punição somente a ciclistas – como “estratégia” cicloviária. A consequência é o agravamento do apartheid veicular em que vivemos, com as autoridades de trânsito endossando esse comportamento.

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  • Rubens de Oliveira Braga

    Ano passado autoridades de trânsito de Santos apreenderam 248 bicicletas, conforme matéria jornalística local, mas não sabemos se alguma (s) vez motorizados foram penalizados por desconhecerem ou não cumprirem os Artigos 201 e 220 do CET, ao ultrapassar bicicletas. Algumas apreensões foram porque o ciclista pedalava pela pista motorizada onde tem ciclovia. Desconheço a Lei que proíbe esta atitude. Quando vou a praia de Santos de bicicleta, prefiro usar ruas secundárias, porque nossas estatísticas vem mostrando que, em média 70% dos acidentes com bicicletas ocorrem nas avenidas e resido numa delas, em direção a praia. Acontece que quando chego na pista desta, preciso pedalar por ela até o próximo semáforo, para atravessar as duas pistas (dois sentidos) para atingir a ciclovia da praia com segurança. Acontece que neste pequeno trajeto da via motorizada me arrisco em fininhas e fechadas nas conversões e nas paradas e saídas de ônibus. Em 2004, dos 17 óbitos de ciclistas, 58% em conversões, sendo que 82% destas foram por envolvimentos com ônibus e caminhões.
    Estes dados foram fornecidos raríssimas vezes entre 1998 a 2008, mas no 3º trimestre de 2009, segundo dados do órgão gestor de trânsito, houve queda, mas não sabemos se por campanhas e/ou penalizações aos motorizados.

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    • EMERSON RIBEIRO

      Putz, que estatísticas terríveis.

      Ribeirão Preto, no interior de SP também tem um trânsito insano. A cidade cresceu muito mas quase não temos avenidas largas e o aperto, principalmente entre ônibus e bicicletas é notório. Uma vez me dirigi a delegacia, no intuíto de me munir de números que mostrasse índices de acidentes com ciclistas, mas essa triagem não é feita por aqui e não nos permite acesso a boletins, a não ser se pré acordado com importantes jornais da cidade. Sabemos que acontecem, em média, 57 acidentes por dia, mas a maioria entre motos e carros. Talvez o envolvimento de bicicleta seja grande, acomete uma população mais carente e de bairros periféricos e daí, nem fazem questão de mencioná-los.
      A abordagem positiva é muito interessante, no entanto, é um exercício que precisa começar, pois a adrenalina do momento nos joga, naturalmente, a outro comportamento, daí o esforço para mudarmos.

      Parabéns pela matéria, muito útil e tocante.

      Abraços a todos os participantes.

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    • Fabio Correa

      Gostaria de saber se as Autoridades de Santos multam os pedestres que caminham na ciclovia com animais, carrinhos de bebê, Skate, etc. Frequento Santos e esses fatos são comuns, como são comuns também nas ciclovias montadas nos finasi de semana em São Paulo e nas ciclofaixas nos parques (especialmente no Ibirapuera). Felizmente, ainda não temos isso na Ciclovia da Marginal Pinheiros, apenas porque existem funcionários da CPTM que fiscalizam o acesso.

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  • Marcelo Mig

    Wiliian, como sempre, dando um Norte para o dia-a-dia. Parabéns!

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  • Uirá Lourenço

    Muito boa a conduta. Parabéns!
    Eu tenho tentado ser bastante cordial, mesmo com os motoristas de picapes e outros carrões imponentes.
    Tem dado certo. Moro em Brasília, cidade das vias expressas, e nem sempre consigo encontrar um carro parado e dialogar com o motorista. Mas procuro sempre acenar, sorrir e agradecer quando me é dada preferência ou quando vejo algum motorista se afastar ao ultrapasasar.
    Em meio a tanta violência, nada melhor que ser um mensageiro da paz.
    Saudações ciclísticas.

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  • Parabéns Willian e já q ninguem comentou, o desenho do cara atirando flores em vez de pedra, ficou perfeito! Vou postar no Inverde tbm.

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  • É dificil, mas é preciso!
    Ótima mensagem a todos os ciclistas. Pedalar em São Paulo é uma guerra, que precisa ser vencida com palavras, atitudes positivas e principalmente respeito mútuo!
    Abraços.

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  • renatalo

    é isso aí! eu já xinguei mto motorista tbm, mas não ajuda. o lance é se impor sim pra não morrer, mas com o sorrisão na cara e ir conscientizando um por um dos amiguinhos carros. abs!

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  • [...] bons argumentos do Willian Cruz, do + Vá de bike! + uma excelente fonte para quem quer aprender a conviver no trânsito das grandes [...]

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  • Fernando Norte

    Parabéns pelo texto, William. Realmente tem horas que não dá, seja pq a adrenalina fala mais alto, seja pq a eminência de ser morto não me deixa de ter essa calma. Mas com certeza de todas as vezes que consegui engoli o orgulho e tentar uma abordagem mais calma a conversa flui melhor do que a troca de insultos.
    Se “a violência gera violência”, saiba que a calma e as boas maneiras geram a mesma resposta.

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  • OPa! Copiei no blog do MTB-BH: http://mountainbikebh.com.br/site/index.php/abordagem-positiva

    O espirito é esse mesmo, Willian. Eu vou tentar mudar de humor e passar pra esta via mais civilizada e educada.

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  • Interessante, por coincidência, estava lembrando hoje da participação do Zé Lobo, da Transporte Ativo, no encontro sobre Planejamento Cicloviário em Sorocaba no ano passado e, o que me chamou a atenção na ocasião, foi justamente a maneira tranquila e lúcida que ele tem de abordar a questão da bicicleta no meio urbano. Acredito que, qualquer que seja a escala da intervenção, é uma abordagem mais produtiva.

    Abraço.

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  • Hahah é verdade Aline, já viu aquele video do pateta?

    Willian, gostei do post, é assim mesmo, dê para as pessoas sempre o inesperado.
    Fazer um elogio pra esposa ou garota quando ela estiver subindo a escadinha do ônibus. Ser feliz quando todos estiverem chorando pela perda de alguma coisa.

    Willian, arrumei uma caixa de plástico legal, tá aqui em casa, se quiser levo na bicicletada, me dá um toque, ou pega aqui em casa.

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  • excelente! enquanto da pra ser gentil vale a pena.. conversar com pessoas educadas é sempre produtivo.. coisa é quando ao inves de humanos temos animais ao volante!!

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