Folha de São Paulo estimula guerra entre ciclistas e motoristas

Imagem: Reprodução

Em uma PÉSSIMA matéria de autoria do jornalista Rodrigo Vizeu, o jornal Folha de São Paulo fala sobre uma suposta “guerra” declarada por ciclistas aos motoristas.

O início da reportagem dá o tom: cita diversos adjetivos críticos e ofensivos, dizendo que é assim que os ciclistas chamam “motoristas de carros, ônibus e afins”. Em geral. Todos eles. E o título dá a entender que as Bicicletadas são ações de confronto, para agredir quem está de carro.

Pelos comentários da matéria, dá para perceber a repercussão. Muita gente dizendo que ciclistas são extremistas, que assim não se chega a lugar nenhum, e ciclistas envergonhados pelos depoimentos fora de contexto.

A matéria foi redigida com o claro objetivo de conduzir o leitor a acreditar em uma guerra contra motoristas que só o jornalista viu. E isso é bastante perigoso, pois motoristas que já possuam preconceito com bicicletas utilizando a via passarão a ter raiva de ciclistas, aproveitando qualquer oportunidade de prejudicá-los nas ruas, o que pode resultar em graves acidentes crimes.

Parabéns, hein, Rodrigo Vizeu? Vou me lembrar de você quando um motorista me ameaçar com o carro só por eu estar usando a rua.

Quem são os “monstroristas”?

Os ciclistas entrevistados falavam especificamente sobre motoristas que colocam em risco a vida dos ciclistas. Sabemos que são uma parcela pequena das pessoas que dirigem, mas é uma minoria que agride, assusta e coloca nossas vidas em risco.

A esses, a alcunha “monstrorista” é mais do que adequada. Mas, ainda assim, menos agressiva do que os termos que esses maus motoristas usam para se referir aos ciclistas. E muito menos agressiva que o modo como passam por nós com seus carros, muitas vezes ferindo ou matando com orgulho.

São motoristas que colocam a vida de todos em risco, não só de ciclistas. Da senhora atravessando a rua ao jovem no carro ao lado. E merecem mais do que uma alcunha: merecem cadeia.

A realidade das ruas

Agressões a ciclistas, como a de Ricardo José Neis, ocorrem sim. E não são novidade. Mas a imprensa insiste em disfarçá-las como “acidentes”.

E ciclistas agredindo motoristas? Nunca soube de um ciclista agredindo ou xingando alguém que passa de carro só porque ele está usando a rua. O que às vezes acontece é uma reação do ciclista como resposta a uma agressão, geralmente uma tentativa de assassinato usando o carro como arma. E, mesmo assim, é bastante raro.

As Bicicletadas pregam o compartilhamento das vias e o direito a ocupá-las também com bicicletas. Conflitos com motoristas são evitados a todo custo, mesmo quando alguém em um automóvel tenta passar por cima das pessoas, ameaçando-as com o tamanho do carro.

Como exemplo, veja ao lado um dos panfletos que a Massa Crítica de Porto Alegre entregava no dia do atropelamento e os relatos das bicicletadas e manifestações em apoio ao acontecido. Na de São Paulo, por exemplo, foram entregues flores aos motoristas.

Quem declara guerra entregando uma flor, Rodrigo Vizeu?

Recomendo a leitura do artigo “em busca da famosa ‘guerra aos motoristas’” (em inglês). Dica do Chico Rasia, via Twitter.

Repercussão

A repercussão na internet foi imediata. No blog das Pedalinas, um texto de repúdio à matéria diz que “ciclistas querem paz, coexistência, ocupar o espaço PÚBLICO, ter direito de ir e vir”.

Uma das entrevistadas, a Ana Vivian, de Florianópolis, declarou no Twitter: “Incrível como eles distorcem o que a gente fala! Fazem meia dúzia de perguntas e só usam o q querem…”

Diversos ciclistas, indignados, entraram em contato com a Ombudsman do jornal. Muitos tentaram contato também com o repórter, que não deu nenhum retorno.

Outro entrevistado, Renato Zerbinato, publicou uma Carta de Desagravo à Folha de São Paulo, que foi enviada a diversos contatos no jornal e publicada na internet.

Veja abaixo algumas das reações no Twitter:

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Atualizado em 11/03/11, às 13:15.


68 comentários para Folha de São Paulo estimula guerra entre ciclistas e motoristas

  • Nuno Morelli

    Oi José,

    O oficial foi notificado, mas na mesma data em que fui detido fiz o BO. Na semana seguinte começaram a fazer uma busca por infratores na região, especialmente naquele ponto onde fui intimidado, no mesmo dia de semana e mesmo horário do dia do acontecido, por duas semanas, com barreira policial. Conseguiram identificar o motorista e ele foi encaminhado à DP, fui chamado pra identificação.. positiva.. e agora estou processando o possível agressor.

    O que ajudou a encontrá-lo foi que o delegado local já estava à procura dele, o mesmo já havia atropelado 16 ciclistas e alguns pedestres em estacionamento fechado, perdeu a CNH 2 vezes, já foi pego circulando com 2 carros dublês, mas nunca havia sido preso devido ao pagamento de fiança. Desta vez ele estava duro.

    Ah, ele se disse amigo do Cabrabom (Valdecir), o atual dirigente do DetranSP, cujo funcionário do departamento quando negou a afirmação dele, ficou enjaulado pouco tempo, foi solto ontem quando seu advogado conseguiu impetração de Habeas Corpus. Mas a CNH dele foi cassada e vai ficar um bom tempo sem poder atropelar ninguém 😀

    E assim respiramos um pouco mais aliviados, até os supermercados e agências bancárias do meu bairro estão executando projetos que abrangem o ciclista.

    Mas.. vem cá, você já tentou falar com um advogado sobre o que aconteceu com seu irmão? Recomendo muito que procure, e se não tiver condições de pagar, procure pela Defensoria Pública do Estado onde vc reside.
    Acredito eu que crime nenhum deve ficar impune e nenhuma família deve permanecer calada. Se houveram testemunhas, ainda há como rever isso. Só tentando é que se consegue.

    Abraço, man!

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  • José Alberioni

    nuno
    com toda certeza eu sei o que isso quer dizer. perdi meu irmão mais velho quando criança debaixo de um caminhão que entrou desgovernado na nossa rua e ate hoje o motorista ta solto, passa na frente de casa e faz troça da gente fingindo que esta chorando e rindo da nossa cara
    o que merece um fdp desse??? o que espera da justiça nesse sentido??? nada. e foi isso mesmo que aconteceu, nada
    ta certo que a ente nao deve ser igual nem agressivo, mas esse ai deiva ta preso, né???
    abraço ae,

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  • NunoMorelli

    Por que em nosso país há tantos covardes?

    Meus colegas, antes de responder a esta pergunta, é necessário fazer um monte de considerações, mas somente algumas delas se encaixa aqui quando o assunto é crime contra o ciclista. Já sobre o ato de divulgar os benefícios da bike no dia-a-dia.. bom, depois de diversas experiências particulares eu os afirmo: nada do que venhamos a falar ou postar aqui, nem em nenhum outro meio midiático, fará com que a cabeça dessas pessoas mude, porque quem aceita já estava aberto a mudanças ou já gosta de pedalar, esse sim realmente abraça nossa proposta.

    E por falar em proposta, seja ela a mais pacífica ou mais explicativa.. ou mesmo agressiva e desesperada, por dor ou por revolta.. tanto faz! As pessoas se tornaram individualistas com o passar dos anos (aí começo a divagar sobre a covardia) e jamais se desfarão de algo que lhes parece confortável, que levanta o status social e massageia o ego, coisa de gente que não se importa com nada.. somente com seu próprio umbigo, ou seja, gente mesquinha, sovina, egoísta, artificial e fútil.. toda a sorte de madames, socialies, yuppies, empresários, mas também boas pessoas, gente comum que trabalha de busão, mas que almeja ter um ou mais carros, motos, qualquer coisa a motor, pra ir trabalhar, ir ao supermercado.. locais perto de casa, etc.

    Na verdade, nem tão gente boa assim. Tem muita gente que parece legal, faz amizade rápido, tira as calças se você pedir, mas.. vai mexer no carro dele pra ver o problemão que tu arranjas! Tem gente que não sabe dar valor nas pessoas.. e nem digo muito sobre bikes porque elas são apenas nosso instrumento de locomoção, apenas e somente um veículo, que pode nos proporcionar desde uma diversão corriqueira de fim de semana até um meio de transporte muito econômico, bem como um meio de condicionamento físico sem custo com academia.. mas pessoas pra essa gente, quando impedem sua passagem de carro, perdem totalmente seu valor, seja com ou sem rodas, viramos literalmente balizas móveis. O cara que tá atrás de um volante só respeita o transeunte se ele também se considera um igual! Ponto final!!!

    Se puderem, entendam.. e Deus que me perdoe se eu estiver errado, mas depois de ver tanta gente se posicionando gratuitamente contra o ciclista, penso que falta algum filho de celebridade política, beeem famoso, morrer sobre uma bike, sendo atropelado e tendo a cachola esmagada propositalmente por algum motorista tomado de crueldade, com seus parentes políticos por testemunhas, pra gente ver esse sistema lesado acordar e suas vítimas despertarem um sentimento coletivo e massificado de perda, pra talvez.. e somente “talvez” nossa gente perceber que há algo errado e que sua pessoa tem a ver com a situação e que devemos tomar uma atitude concisa com urgência, tendo consciência de que essas notícias não são nenhuma novidade, levando essa questão à esfera legislativa e provocando mudanças reais nesse sentido.. mas receio que, mesmo que tal possibilidade se concretize, os motorizados comuns não mudam mais e, mesmo sendo ilusória, a ideia de que o carro é essencial e traz somente benefício, parece seduzir cada dia mais pessoas.

    Posso (e quero muito) estar errado a este respeito, mas vou contar um ocorrido comigo: dia 16 de fevereiro deste ano estava indo buscar uma encomenda, de bike, numa avenida bem plana e larga.. e quando a pista ajuda eu passo rápido mesmo. No fechamento de semáforo, do nada, um taxista me fechou e deu ré acelerando em minha direção, parecia que estava tentando me atropelar.. bom, acho que ele ficou chateado porque eu o ultrapassei e, não satisfeito, tentou dar o troco! Com certeza o sujeito deve ter entendido (tudo errado, claro) que eu estava sendo abusado, por passá-lo para trás com uma bicicleta, e o mais incrível é que isso se deu na frente de uma viatura de polícia, e o oficial NADA fez. Minha maior sorte foi encontrar uma guia rebaixada onde eu mais precisava, e o melhor.. sem carro estacionado.. afinal, mesmo não sendo atropelado, eu teria sido esmagado se não houvesse saída. Ah.. não deu tempo de anotar a placa. Que sorte a dele, heim! ¬¬

    Refeito do susto, questionei o oficial fardado se ele sabia o que tinha acabado de acontecer e se ele conhecia o CTB, porque quase fui morto debaixo do nariz dele. Resultado: fui algemado, levado pra DP e fichado, tomei 2 horas de bronca e chá de cadeira a noite toda por desacato.

    Levando em conta que este comentário soa cheio de revolta, é o que a gente sente quando vê um folgado (frouxo, covarde, quando está atrás do volante, porque sem carro dá até pena) desses que fazem essa “quase-guerra” tomar forma de maneira que o ciclista não consegue (justamente porque não pode) se defender.. como habilitado tenho consciência de como é fácil se distrair ao volante, e tenho certeza que quase tudo o que vemos poderia ter sido evitado. Solidarizando com as famílias das vítimas nos últimos 5 anos, cito um texto, não lembro quem postou, mas está aqui: se quem atira pro alto e acerta alguém sem querer tem seu porte de arma caçado, por que quem atropela e mata não tem a habilitação suspensa? Sei que são coisas bem diferentes, mas tanto um como o outro, se usado com sabedoria, servem a um propósito, mas se usados de forma displiscente, causam danos irreversíveis -_-

    Lembra da pergunta: “Por que em nosso país há tantos covardes?” É falha de caráter.. se bem que acontece em todo mundo, mas ser canalha por aqui tá sempre na moda.. tsc, tsc.

    Abç! Fiquem na Paz de Deus!

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  • Izabel

    Infelizmente, somos uma menoria que queremos mudar os conceitos dessa sociedade motorizada, quando lutamos por uma boa causa ainda somos mal compreendidos, sou farmacêutica, fui o período da faculdade de bike e continuo a ir ao trabalho depois de formada e sinto o quanto as pessos são preconceituosas, as vezes indo de bike já aconteceu de o condutor jogar o veículo em cima de mim proporsital, isso é um absurdo tamanho derspeito. Fiquei indignada com o caso da Juliana pois me identifiquei com a história dela, quantas vidas serão perdidas. Esse é meu desabafo.

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  • D'Xavier ( Santinho )

    Que fique claro, que ciclistas tambem são motoristas, pai de familia, namorado,esportista, humano. Que separação é esta, ciclista/ motorista. Isso não existe. Se um jornalistinha, no conforto da bunda na cadeira tem preguiça de ir ao banheiro e manda esta merda na intenção de vender jornal com uma polemica imbecil, devemos mostar que ciclistas s e motoristas são as mesmas pessoas em diferentes momentos.Todos os motoristas foram ciclistas um dia. Hoje muitos estão sem coragem, de pedalar, por falta de incentivo. As barrigas cresceram, mas estão cientes dos beneficios aerobicos para a saúde. É uma questão de tempo. Quanto a este Rodrigo Vizceras, que ele se preocupe mais com conteudo publicado do que ficar criando polemica inutil. Se ele tem sete vidas, os ciclistas tem uma só e não é brincadeira.

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  • Du Dias

    Uau! Parabens pela crítica e pela discussão. Logo se vê, pela quantidade de comentários, independente do posicionamento de cada um, que este é um assunto importante e que deve ser discutido. A visão do jornalista da Folha de S. Paulo certamente não é só dele. Uma infinidade de leitores compactuam com essa linha de pensamento, por isso ele escreve nesse veículo (de comunicação). De qualquer mandeira ele nos dá mais material para a discussÀo, que é sempre rica, e o Vá de Bike consegue se apropriar muito bem dela, e gerar buzz. Parabens a todos!

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  • rafael

    Por isso que a mídia social (blog, twitter) estão informando muito melhor que a mídia do século passado

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  • NunoMorelli

    Já não é de hoje que sabemos da fama desses jornais, de serem considerados tendenciosos e puxarem a sardinha pro lado deles. E não to falando só da Folha, mas do Estadão, do JT, das redes de TV como a TV Cultura, e seus “formadores de opinião”.

    Não condeno porque eles preferem carro, mas porque instigam o conflito, a confusão, o lapso de esquecer de apresentar o lado de todos os envolvidos e da adulteração de informação, que fomenta discussões pré determinadas como certas e geram opinião focada apenas no que consideram certo e cômodo.

    Agora é a hora, momento de nos unir e mostrar que não queremos tomar o lugar deles, mas ao contrário, muitos de nós possui um ou mais carros e apenas optamos pelo meio alternativo que é a bicicleta, e também para sugerir uma forma prazerosa e suave de desafogar o fluxo de carros.

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  • XpK

    Se tiver um carro estacionado, preciso continuar colado no meio fio?

    Contravenção é crime? Crime é contravenção?

    Vai para vara criminal então um processo de tránsito?

    Hummm

    Acho que falta bastante informação aí.

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  • Willian Cruz

    Por ser essa uma discussão complexa e polêmica demais para o espaço dos comentários, escrevi um artigo sobre o assunto, na seção Espaço do Leitor:
    Leitor afirma que bicicletas não podem usar as ruas, para não atrapalhar os carros.

    Sugiro continuarem a discussão por lá, frente aos fatos apontados no texto. Grato.

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  • Leitor afirma que bicicletas não podem usar as ruas, para não atrapalhar os carros | Vá de Bike!

    […] atrapalhar os carros Por Willian Cruz, em 4 de abril de 2011 Um debate complexo anda acontecendo nos comentários de um dos textos do Vá de Bike. Um leitor, Ricardo Dirani, tem toda a certeza de que ciclistas não devem usar as […]

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  • Rodolfo-Dodô-Ciclista.

    É Dirani creio eu q vc é um frustado com a vida, igual ao assassino do “Golf-Cristhine”, quer q eu passe “Super-Bonder” nos pneus da minha bike tbm p/ ficar bem colado ao meio fio é? Pq vc acha q as bikes são os problemas no trânsito? Como vc não se envergonha de defender o homicida coverde do Golf-Cristhine?Eu acho q o problema maior do trânsito como a maioria dos fatos no Brasil é o desrespeito de certos motoristas q ainda se iludem com o sonho americano de ter um automóvel, de não ter de pegar o péssimo transporte público entre outras mazelas! Vc acha q se as bicicletas forem algum dia extintas,(“ABRAÇA”), o problema do trãnsito será resolvido é? Uma hora essa matemática não vai dar certo, tds os anos cresce o numero de veículos adquiridos nas ruas e as avenidas que não tem + como crescer, oq irão começar a fazer p/ solucionar o tal problema?Derrubar casas, prédios e outros imóveis e desbravar novos caminhos p/ + carros nas ruas, pense nisso um dia e veja se há espaço p/ + carros nas ruas, tds os anos são milhares de jovens querendo comprar seu veículo e querendo + espaço p/ ter “seu lugar ao sol” com seu veiculo. É uma lei de física: dois elementos não cabem no mesmo espaço, cabe? Se for um em cima do outro!!Abraço Dirani espero um dia vc poder comprar sua bike e poder ser feliz em meio ao trânsito compartilhado, quem sabe até marcamos uma viagem p/ o litoral, garanto q sua vida irá se transformar de uma forma inesperada! 1 forte abraço e vários pedais á vc!!!

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  • Ricardo Dirani

    Guilherme, interessante como você deixou de fora bicicletas partilhando calçadas com pedestres. Também acha sem problemas para os pedestres?

    Queila, estaremos pensando em um regime em que ruas são feitas para carros, e calçadas para pedestres, e que ciclistas têm que se encaixar em algum lugar no meio, ao invés de achar que têm um direito que não têm de ocupar qualquer coisa da pista que vá alem de seus “bordos” *quando* não há acostamento ou ciclovia.

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  • Ricardo Dirani

    Rodolfo: Desde que você navegue pelos bordos da pista, i.e. colado ao meio fio.

    Eduardo: É pelo acostamento, i.e., *fora* da pista, quando há acostamento. Quando não há, é pelos bordos da pista, que, aliás, é por onde eu vejo todo mundo que é louco de colocar uma bicicleta no meio do trânsito em Sampa.

    Queila: A razão pela qual ciclistas não podem partilhar a pista com motoristas é a mesma pela qual pedestres não podem partilhar ciclovias com ciclistas (e ciclistas não poderem andar pela calçada): são entidades se movendo em velocidades incompatíveis. Por isso vocês devem ir pelos bordos da pista, de modo a não bloquear a passagem dos carros por aquela pista.

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    • Guilherme

      Colado ao meio-fio…
      Aaaaah, que sono…

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    • Guilherme

      Aliás, expressou-se bem.
      O motivo de bicicletas não poderem partilhar a pista com os carros é exatamente o mesmo de pedestres não poderem partilhar as ciclovias com as bicicletas: nenhum.

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    • Queila

      Guilherme,

      Realmente, se formos pensar como você, estaremos vivenciando um regime separatista, onde motoristas de veículos motorizados são superiores aos demais transeuntes. Se formos pensar como você, quem dirige nasceu com rodas nos pés e sempre tem preferência. Engraçado, que é só um motorista descer do “salto” de seu carro e andar pelas ruas como um simples pedestre, que passa a criticar os motoristas e querer a preferência. Resumindo, é tudo uma questão de conveniência e puro egoísmo, porque quando dirige o direito é do motorista, mas quando está a pé, o direito é do pedestre…

      Então, pessoal é o seguinte, segundo nosso amigo Guilherme, as pessoas não podem coexistir, portanto, vamos parar com esse negócio de querer se meter a andar de bicicleta, andar a pé, ou de qualquer outra forma que não seja de automóvel, pois não seremos tolerados, e sim atropelados, espancados, xingados e etc…

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  • Rodolfo

    Caro “C”, compre sua bike e venha pedalar, mesmo com o episódio do “Golf-Cristhine”, ainda vale a pena pedalar.Tem gente q pensa q o legal é pedalar em parques fechados, calçadas, ou qdo vai á praia aos fds. Errado, maravilha é vc pegar uma avenida abarrotada de carros q não passam da 1ª marcha e passar sossegadamente pelos motoristas, muitos irritados com o trânsito caótico e sem fim das metrópoles. Garanto q pedalar é um exercicio de transcendência, uma verdadeira liberdade da qual eu não abro mão mesmo com, “RARISSÍMOS”, homicidas como este de Porto Alegre. MAs não deixe de pedalar, se quiser deixar de ler a Folha de SP não tem problema, tem muitos jornais com + cerdibilidade q eles! 1 forte abraço e excelentes pedais á vc!!!!

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  • c

    A Folha de SP é um jornal ridículo e vendido, eles devem ser capazes de falar mal deles mesmos, se alguém pagar bem para isso… to pensando em comprar uma bike e começar a pedalar…

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  • Dr. Traffic Calming

    Quem tem por hábito colocar pedestres contra motoristas, ciclistas, motociclistas etc e vice-versa e se isentar de qualquer responsabilidade é a empresa de economia mista CET. Atendendo a outros interesses, que não os da cidade e do cidadão comum, essa empresa travestida de órgão publico, de fato trata com desprezo a segurança e a vida de qualquer cidadão. É só passar a observar como é supostamente gerenciado o trânsito da cidade:Limite de velocidade de 70Km em avenidas com Paulista, Brasil, entorno do Ibirapuera etc. Ignoram o princício de Suficiência do DENATRAN, onde o excesso faz com que a orientação/regulamentação perca seu efeito e entopem a cidade com placas regulamentadoras, que só favorem os fabricantes e seus comissionados. Hoje uma das placas menos respeitadas, associada ao estimulo de velocidade feito pela CET na cidade, é a placa de PARE!

    E como ficou a campanha dos corredores de moto? Torrou-se dinheiro publico com a tal da Engenharia de Tráfego, até com filme “engraçadinho” que motoboy não via e ninguém gostou e depois se chega à conclusão de que o projeto não funciona e simplesmente muda-se de assunto? É outro exemplo do habitual descaso com o cidadão e com o dinheiro público.
    Não há explicações nem responsáveis por essas incompetências e desatinos?
    No final de fevereiro o Vereador SP Adilson Amadeu protocolou pedido de CPI da CET p/ apurar exatamente o que a empresa mista CET vem fazendo, vai fazer para melhorar o tráfego em nossa cidade e como está sendo aplicado o dinheiro arrecadado com as multas de trânsito. Agora o Vereador lançou via internet um abaixo-assinado eletrônico através do qual todos que se sintam prejudicados pela companhia possam apoiar a criação dessa comissão de investigação. Para isso basta buscar na internet: CPI da CET e participar.

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  • Eduardo

    Ricardo,
    Qualquer pessoa esclarecida, obedece uma hierarquia não só no trânsito.
    Como escreveu acima o colega Rodolfo, “o maior deve cuidar da segurança do menor” (direção defensiva).

    -Mesmo que 1 pedestre esteja bloqueando uma via pública, isso não dá o direito, nem ao ciclista, nem ao motociclista e nem ao motorista de atropelá-lo, certo?

    -Bordos da pista, não é “colado ao meio fio” (onde ficam as emendas de asfalto, buracos e bocas de lobo). Na verdade é o “acostamento”, onde nem sempre existe.

    -Bom, você perdeu qualquer credibilidade ao afirmar que uma manifestação “é similar a assassinatos e estupros”.

    Que figura… um fanfarrão!
    De qualquer forma, um abraço, RiDi.

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  • Rodolfo-Dodô-Ciclista.

    Ricardo Dirani acho q vc é um cara malvado, não tem o menor pudor em chamar os ciclistas de arruaceiros subservientes e cheios de arrogância. Não vou t julgar pois não acho justo eu falar de alguém q mal conheço, mas parece até fake criadop p/ fazer média e defesa p/ o “Assassino do Golf”, alguém lembra do livro ou mesmo do filme do Stephenn King: “Cristhine o Carro Assassino?” Só q desta vez o carro é guiado por um ser dito humano com o desejo de matar quem circula numa rua q ele acha q é só dele. Vc falou q não devemos circular abaixo da velocidade indicada e de qto era essa velocidade?Se o assassino do golf quisesse correr mandasse ele lá p/ Interlagos rodar até ter dores em todo o corpo, continua lamentável esse episódio espero q ele c/ o golf dele não precisem ser atropelados por uma carreta p/ entender e respeitar umas das princi´pais leis de trânsito: “O maior cuidar da segurança do menor!”

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  • Como foi a Pedalada Pelada 2011 | Vá de Bike!

    […] Pelada” em SP – Bom texto da Folha de São Paulo (em contraponto à recente abordagem distorcida sobre manifestações de ciclistas). Obs.: entenda melhor as detenções por “ato […]

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  • Guilherme

    Ei Ricardo, o artigo é o 58.
    Mostra pra gente onde estão as ciclovias na José do Patrocínio.

    Comparar uma manifestação como a Massa Crítica a assassinatos e estupros mostra bem a extensão da sua estupidez.

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    • Ricardo Dirani

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  • Nakamura Duran

    Infelizmente essa agressão é meio comum , tem motorista que o ego está num grau de tolerância muito baixo.
    Eu já fiquei de molho por dois meses num atropelamento.
    Presenciei este tipo de agressão numa marcha no quartel, numa caminha na Cantareira em SP, numa festividade de Copa do Mundo e numa parada da Dutra em função da derrubada do Governo Collor.
    Simplesmente ,tem motorista que não admitem ninguém obstruindo sua trajetória é a lei do mais forte.
    Ainda sou um sonhador, espero que um dia , acho que pela dor as coisas ainda vão melhorar. O numero de carros vão chegar num ponto que não terão opção.

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  • Ricardo Dirani

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    • Guilherme

      Afinal, você estava lá, ou não?
      Viu as agressões cometidas pelos baderneiros?

      Afinal, você acha mesmo que o fato dos baderneiros fecharem a rua atrapalhando o sagrado direito dos motoristas de ir e vir é mais vil do que a atitude tomada por esse atropelador covarde?
      Você acha mesmo que tem cabimento ficar com essa argumentação imbecil quando mais de dez pessoas foram agredidas de forma torpe por alguém que se achava acima das leis?

      É sério isso mesmo?

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      • Ricardo Dirani

        Guilherme, esse é o relato do Ricardo Neis *e* de uma testemunha. Na filmagem dá para ver os ciclistas alucinados querendo correr atrás do carro, o que torna o cenário bastante verossímil. E, afinal, você estava lá?

        O direito de ir e vir *é* mesmo sagrado. É por essa razão que sequestro é crime hediondo. Mas não foi por isso que Ricardo Neis jogou seu carro sobre os ciclistas. Ele disparou com seu carro porque os ciclistas o cercaram e o estavam agredindo. Os ciclistas sim, se acharam acima das leis, ao cercarem e agredirem os ocupantes do veículo que eles acreditavam não ter direito de forçar a passagem.

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        • Guilherme

          Testemunha por testemunha tem gente pra dizer exatamente o contrário. Que o sujeito já vinha costurando no trânsito e xingando outros motoristas. E que não houve nenhuma agressão.
          Não, eu não estava lá, mas já estive em bicicletadas suficientes pra saber que não é preciso a vida do motorista estar em risco pra ele se achar no direito de jogar o carro em cima de quem quer que seja.

          Aliás, mostre pra gente onde estão os “ciclistas alucinados” querendo correr atrás do carro? Tudo que aparece é um cretino atropelando dezenas de pessoas que, acredite ou não, nem estavam ao lado do carrão, tentando virá-lo (provavelmente com poderes paranormais) no momento da tentativa de homicídio.
          Mostre que rua eles estavam fechando? O que os videos mostram são pessoas que estavam se deslocando, usando a rua, que é uma via pública, sem impedir quem quer que fosse de circular.
          O “crime” dessas pessoas foi o de circular a uma velocidade baixa.

          Mas se tem gente pra reclamar do limite de 60 km/h na cidade…

          E não, Ricardo. O motorista não tem o direito de forçar a passagem, principalmente colocando a vida de dezenas de pessoas em risco. E tem mais gente que concorda comigo, como o desembargador Odone Sanguiné, da 3ª Câmara Criminal do TJRS, que negou habeas corpus para o criminoso, e a juíza Rosane Michels, da 1ª Vara do Júri de Porto Alegre, que não entro na conversa de distúrbios mentais e determinou que ele fosse encaminhado pra cadeia.

          Ricardo, é por causa de gente como você que as Bicicletadas são mais do que necessárias. E vão continuar acontecendo, goste você disso ou não.

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          • Ricardo Dirani

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        • André

          Outra testemunha que seguia de carro atrás do carro do Neis afirmou que o motorista abriu o vidro e começou a xingar os ciclistas. Quando começou a acelerar pra ver se afugentava os manifestantes, os mesmos foram conversar com ele. A coisa foi ficando quente e os ciclistas sugeriram que ele virasse a esquerda pra evitar qualquer problema, coisa que o motorista que testemunhou tudo fez, evitando qualquer transtorno.

          Já Neis, continuou na via. Fechou o vidro e acelerou pra cima dos ciclistas (segundo o motorista que estava atrás dele e viu o ocorrido durante a conversão)

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    • SILVIA

      sendo bem sucinta em relação a sua ultima frase: “Vocês podem quebrar um vidro e ferir o motorista dentro.” entao quer dizer q os motoristas podem ferir (atropelando e/ou dando uma esbarradinha “sem querer”) os ciclistas q estao usufruindo do seu sagrado direito de ir e vir???

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  • Renato Zerbinato

    Amigos, assim como as outras pessoas consultadas antes da matéria, estou realmente indignado com a publicação.
    Escrevi uma carta de desagravo à Folha de SP e ao jornalista Rogrigo Vizeu pelo desserviço prestado aos usuários de bicicletas.
    Queremos apenas pedalar com segurança, e saber que chegaremos vivos em casa, apenas isso.
    A carta é um comprida e está publicada em nosso blog: http://migre.me/41HPQ

    Seguimos pedalando, sempre!!!

    Abraços!!!

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  • Rodolfo Biciccletada ABC

    Quer dizer então q em toda a “MANIFESTAÇÃO”, q ocorrer precisaremos pedir p/ o Detran p/ reivindicarmos nosso espaço nas ruas, isso sem contar q é um passeio pacifico, a Bicicletada não quer anunciar q o fim do mundo está percelado graças aos veiculos motorizados, a única premissa de uma Bicicletada é p/ pedir + respeito por parte dos condutores de véiculos motorizados, vc acha q se for um ou dois gatos pingados surtiria algum efeito? è a mesma coisa oq ocorreu com o aumento da passagem de onibus em SP, pq esse motorista gaúcho não veio atropelar a banca de vagabundo q ali estavam simplesmente reclamando da alta tarifa e do péssimo serviço q temos?Quer dizer então q qdo um motorista de saco cheio da vida avistar “QUALQUER FORMA DE PROTESTO”, ele vai engatar a 1ª marcha e sair roletando em cima de um monte de pessoas? Esse cara é um tremendo covarde, tão até falando q ele está tentando o suicidio, se isso for verdade é q provavelmente ele deve estar consciente da merda q ele fez, me perdoe mano mas vc está compactuando com esse assassino. Garanto q ee já se encontrou muitas vezes preso ao trânsito de Porto Alegre e nunca deu uma batida na traseira de caminhão, ficou lá dentro de seu carro de chapé-atolado ,fazendo cara feia e almadiçoando o maldito trÂnsito da metropole, ele não bate com tudo na traseira de um caminhão pq SABE Q ELE É + FRACO, ele achou q estava além do bem e do mal qdo atropelou os ciclistas em Porto ALegre ele era + forte, quero ver ele fazer aquele strike todo num treminhão aí eu chamo ele de macho!

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  • Ricardo Dirani

    [Comentário oculto devido a baixa votação. Clique para ler.]

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  • Rodolfo Biciccletada ABC

    Cara na boa, vc não pode falar nada dos noticiários de baixo calão q temos nos meios de comunicação, vc queimou o filme da Folha e se ela compactuou c/ isso lamentável. Parece q vc está fazendo isso p/ incitar intrigas aonde nunca ocorreu: numa Bicicletada, convido vc humildemente á participar de uma Bicicletada, vc verá q não tem nenhum “biker-bomba”, vc verá pessoas de tds as idades: idosos, jovens, crianças, adultos e até alguns com seus animais de estimação em perfeita harmonia com os transeuntes e seus respctivos veículos, por favor explore os acidentes do período de Carnaval já q vc procura polêmica, mas não esqueça q o convite está feito e vc será recebido de bom grado numa Bicicletada OK? 1 forte abraço e conscientes noites de sono!

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  • João

    Por mais que eu queira que haja espaço nas ruas para ciclistas, o fato é que, no Brasil, isso NUNCA será respeitado. A “ciclofaixa” não seria desobedecida por *todos* os motoristas, mas pela maioria deles, o que já torna a ciclofaixa só um enfeite. Se tentarem criar barreiras físicas para a ciclofaixa, estas serão demolidas por motoristas revoltados. Essa é a realidade do Brasil. É uma questão de cultura.
    Para piorar, alguns ciclistas usam a rua para andar de bicicleta… com a porcaria da ciclovia logo ali, na calçada. É um treco irritante. A ciclovia está ali, quase sem pedestres, e os imbecis andando em uma rua movimentada. Poucos usam a ciclovia! É triste, mas é verdade.

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    • João

      Correção. “o que já torna” -> “o que já tornaria”

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      • Queila

        Desculpe, mas não concordo que os motoristas sejam animais, portanto, duvido que fariam tais demonstrações irracionais ao destruir os limites de uma ciclofaixa, só para se apoderarem do espaço que ali existe. Eu acredito que o motorista é mais compreensivo do que imaginamos, pois aprendeu a conviver com motociclistas, que dão muito trabalho no trânsito. Além disso, as faixas para moto que foram implantadas na cidade estão sendo respeitadas, pois nunca vi um motorista “animal” avançar em cima delas, ávido por mais espaço no trânsito. Acredito que o brasileiro pode sim vir a respeitar os ciclistas, desde que esses também respeitem o trânsito e os pedestres, basta a todos terem educação.

        De qual ciclovia você tá falando? Em qual cidade? Desculpe, eu daria tudo por ciclovias aqui em SP, mas infelizmente elas são muito raras… Portanto, conforme o código de trânsito brasileiro, o motorista DEVE sim, compartilhar a via pública com ciclistas, até porque ele não vai morrer por isso já que a rua não foi feita exclusivamente pra eles. Se compartilhamos todos os espaços em um local público com educação, porquê só a rua pavimentada não podemos compartilhar? Se estamos em um supermercado, não atropelamos uns aos outros com o carrinho de compras; Na calçada, sempre caminhamos sem atrapalhar os demais transeuntes; Enfim, por quê é tão difícil?????

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    • tiago barufi

      Sabe por que na Europa ou no Japão existe menos atropelamento?
      Não é por eles serem mais “educados” ou amarem as bicicletas, não!
      A diferença mais importante está em como a sociedade encara o crime de trânsito. As pessoas lá ficam horrorizadas com atropelamento.
      Talvez isso tenha relação com a nossa disparidade social, e no nosso país apenas aqueles muito pobres eram atropelados. A comoção pela morte de um pobre, por mais que a gente ache isso nefasto, é muito menor do que a de um classe média. Não aparece no jornal.
      O horror ao atropelamento cria na sociedade mecanismos legais de proteção: na Inglaterra, se você atropelar alguém, ainda que a culpa não seja sua, você vai ter um sério problema para renovar o seguro do carro: vai ficar muito caro, porque a indenização aos feridos e mortos de qualquer lado sai dessa cobertura. E é proibido dirigir sem seguro. Isso independente da culpa, que é averiguada judicialmente e pode dar origem a outras indenizações – você poderia tentar provar a má-fé de um pedestre que se atirou na frente do carro, por exemplo, ou provar que atropelou um ciclista bêbado…
      Então, as pessoas lá morrem de medo de atropelar alguém!
      Aqui, se você atropelar, a vítima é que vai ter de tentar provar sua culpa judicielmente para tentar uma indenização – veja só você o valor ridículo da indenização concedida à família do Vitor Gurman.
      O chamado “seguro obrigatório”, que indeniza de maneira pífia as vítimas, não é um seguro no conceito original: é uma taxa fixa, não tem a proporcionalidade atuarial, que puniria os motoristas perigosos.
      Minha avaliação é que mais pessoas “de bem” vão ter de morrer, se somando às vítimas pobres de sempre, para a sociedade começar a enxergar os dois lados do problema do carro.
      Isso não vai demorar, porque com as cidade entupidas de carros, as pessoas “de bem” (esse termo é do mal!) estão sitiadas até mesmo para sair à rua – lembra-se da professora atropelada por um bêbado em Higienópolis?

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  • Francisco Fernandes

    Leandro,
    concordo com você no ponto de vista anti-carro. Seria hipocrisia da minha parte,
    dizer que não uso carro. Também sou motorista e acredito que os dois meios são validos
    quando cada um mantem seu espaço. Mas o problema é exatamente esse: o conflito
    de espaços. Por exemplo, moro em Natal, mas sou de Teresina, cidade onde boa parcela da
    população se utiliza de bicicleta para transporte. No entanto, o espaço da cidade não
    mostra as estatisticas e ai a massa de ciclistas disputa de maneira caotica o espaço do
    carro. Até os espaços para pedestres são reduzidos devido a esta disputa, em certas regioes
    da cidade.

    Então como pensar em um discurso de conciliação, se o proprio espaço urbano é
    pensado para apenas um dos lados? No comentario, o fato de um cara gostar de mais espaço não é
    bom so pra ele, porque pode-se pensar em mais espaços pra todo mundo, se o espaço
    excessivo do carro puder ser reduzido. Se o espaço que esse motorista usar for indevidamente,
    dai ja é algo da educação que ele teve.

    Cara Laura,
    no meu primeiro comentario, novamente, quis colocar que não concordo com o fato do
    colega Leandro achar que devemos moderar no discurso. Esse foi o contraponto.
    Não concordo com depredação e violência de maneira alguma, mas não concordo que numa
    manifestação eu não va gritar e deixar expor minha indignação com uma injustiça
    que está sendo cometida. Eu vou numa manifestação exatamente pra ter minha voz ouvida.
    Outro ponto é de minha ultima frase. Sempre que alguem reinvindica algo, tem outro alguem
    que vai perder um certo conforto. Isso é fato da economia politica à filosofia, como
    podemos ver nos varios livros de Niestzche. Até na teoria dos jogos, tema de pesquisas
    matemáticas, isso é dito como uma definição.

    Então, é nesse contexto que acredito que em certas posições politicas devemos
    manter nossas colocações e não maneirar no discurso. Explicar quando for preciso
    esclarecer, protestar e se for preciso, gritar pra reinvindicar algo que é de
    meu direito.

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  • Wadilson

    Às vezes tenho a impressão que estudantes de advocacia ficam lendo todos os comentários detalhadamente e fazendo flames para, talvez, treinar a verve e a eloquência.

    Pela minha pertinência, vou pedalar.

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  • Leandro Bittar

    Francisco,
    sua resposta foi perfeita, mas não acredito que ele representa a imagem dos movimentos pró-bike.
    Isso não é uma crítica. É uma constatação. Tanto que, em muitos momentos, outros ciclistas não se identificam nestas ações.
    Acho que todo o esforço é válido. Só quis deixar a minha opinião sobre o resultado destas atitudes, como se vê na matéria da Folha e num passado recente com a Barbara Gancia.
    Por exemplo, além de ciclista sou motorista. Acho importante para mim e para a minha família usar os dois veículos. Portanto, nem sempre me enxergo neste discurso anti-carro. O novo post do blog sobre a coexistência é sensacional e me atrai muito mais. Concordar com isso é mais honesto, para mim, do que os gritos anti-carro.
    É um conflito que eu não sei resolver. Afinal, a mentalidade das pessoas dentro dos carros são o maior empecilho para o uso mais amplo e seguro da bike. Veja que eu não disse em mudar o discurso pelos fatos dos últimos tempos, mas sim, repensar o discurso em função da reação de algumas pessoas a estes fatos.
    Por fim, para concordar com a Laura, esse discurso de menos carro é tudo o que o motorista quer. Um carro a menos é motivo de alegria para ele. Observe a reação do paulistano que ficou na cidade durante o carnaval.
    Um carro a menos é bem diferente de um movimento por uma bicicleta a mais.

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  • Laura

    Caro Francisco, o seu comentário inicia como uma resposta ao do Leandro mas logo depois desvirtua tudo. O Leandro defende a coexistência e portanto é óbvio pra mim que ele concorda contigo quanto às obrigações do motorista em respeitar pedestre e ciclistas e tudo mais que tu disse. Desvirtuando o assunto assim tu faz parecer que o Leandro disse coisas que ele não disse. Não é justo.
    O que ele criticou, e que eu concordo, é o discurso anticarro (“mais bicicletas, menos carros!”). Todos nós (ciclistas, pedestres, motoristas) se beneficiariam se houvesse menos carros nas ruas e sabem disso, mas muitos, quando ouvem gritos de “menos motor”, se sentem ofendidos e criam antipatia por essas pessoas que “querem proibir os carros”*.

    *mesmo que elas não queiram, a frase e a forma como é gritada faz parecer que querem.

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    • Francisco Fernandes

      Cara Laura,
      Eu concordei em boa parte com o que o colega Leandro falou.
      Não quis em momento algum disvirtuar a colocação dele. Apenas
      quis enfatizar que o que ele quer é o que de fato todos no movimento
      querem.

      Agora não concordei com o fato de dizer que o movimento ta acima
      do bem e do mal. De fato temos que ter auto-critica em qualquer
      coisa que fazemos na vida, mas não concordo de que nesse contexto de agora,
      com essa noticia da Folha e a reação d@s bicicleteir@s de todo país em relação ao
      crime no Massa Critica -POA, de maneirar no discurso.

      Acho que é valido sim lançar uma critica ao universo e a cultura que foi criada
      ao redor dos carros, dito aqui discurso anti-carro. Quem se sente ameaçado com mudanças é
      que vê isso como uma ameaça ou como guerra ou, como mais ridiculo ainda, como ofensa.

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      • Laura

        Caro Franscisco,
        Se teu comentário queria dizer isso, poderia ter dito. Mas desvistuou e faz parecer que o leandro disse coisas que não disse. Em nenhuma parte do comentário tu disse que concordou com qualquer coisa, inclusive o comentário todo parece um contraponto – embora não seja.

        Enfim, o leadro não disse que o movimento estava acima do bem e do mal, mas sim que “O discurso do movimento SOA acima do bem e do mal várias vezes”. É muito diferente.
        Ele, assim como eu, está tentando alertar a todos que o nosso discurso está dando margem para esse tipo de leitura das pessoas, de que queremos guerra e que somos anti-carro.
        Nem o leandro nem eu pensamos isso, nós só enxergamos que muitas pessoas pensam e dificilmente vão mudar de idéia enquanto o discurso PARECER anti-carro e agressivo.

        Quanto a tua frase final (que é dita como Verdade, mas é só opinião):
        Não é só quem se sente ameaçado com mudanças, tenho visto muita gente que quer (e faz) a mudança dizer que estamos sendo agressivos, ofensivos, declarando guerra, etc.

        *Eu incusive, que participei de muitas bicicletadas estou com vergonha da atitude de muitos ciclistas. Mesmo assim continuarei indo nas bicicletadas, distribuindo flores e tentando acalmar a “brigada da testosterona”, porque quero uma cidade mais humana. Mas é triste ver que não dão valor a opiniões diferentes da maioria do grupo.

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  • Guilherme

    Rapaz, me dei até o trabalho de preencher aquele cadastro chatíssimo, só pra mandar o jornalista (e o jornaleco) lamberem sabão.

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  • As ruas são de todos | Vá de Bike!

    […] Folha de São Paulo estimula guerra entre ciclistas e motoristas […]

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  • Leandro Bittar

    Moçada, com todo o respeito de quem não leu a matéria, mas está muito angustiado com essa história toda:

    Se há muitas pessoas acreditando nisso, não pode ser uma completa mentira. Se esse cara foi infeliz ao incitar ainda mais um choque entre os modais, acho que vale a reflexão dos movimentos pró-bike sobre o tema sim.

    Acompanho o mundo duas rodas diariamente. Já fui em algumas bicicletadas, pedal pelados, passeios noturnos, ando na usp direto e tento usar a bike no dia a dia – não consigo fazer isso sem me sentir quase morto, sempre. Outro dia li aqui sobre o comportamento ideal, que evite o confronto e não se deixe levar pela raiva. Isso é muito bom. Já passei pelos extremos de ser atropelado, de xingar veementemente e de manter a calma e trocar ideia numa boa.

    Falo de coração. O discurso do movimento soa acima do bem e do mal várias vezes. Nunca vi alguém dar o braço a torcer e falar: poxa, passamos do limite. Estão sempre sob o argumento de serem mais frágeis.

    Essa resposta ao texto da folha é a primeira vez que vejo pessoas falando claramente em coexistência. Vejam bem, se eu que sou ciclista digo isso, reflitam no resto da população. E não adianta berrar e dizer que eu não sei do que estou falando. É o que transparece.

    Não acho que há uma armação para minimizar os feitos dos movimentos pró-bike. A coexistência é o caminho. O respeito por quem conduz um veículo e de quem conduz qualquer veículo é o principal.

    Não se esqueçam que o discurso é sempre “um carro a menos”, “menos motor + amor” etc. Se isso não for anticarro eu não sei o que é. Incendiá-los?

    Bom, fica a dica. Pensem na bike. Esqueçam o carro. Utópico, totalmente. Mas não há outro caminho. Esse confronto não é sustentável e pode soar hipócrita.

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    • Francisco Fernandes

      Caro Leandro, o movimento em prol do transporte ciclistico não é nunca foi um movimento excludente.
      Pelo que lutamos é exatamente pelo direito de co-existencia. Eu quero ter o direito de pedalar
      e não sentir esses mesmos medos que você está colocando. Hoje falam que somos extremistas porque
      não conseguem ter a sensibilidade de comprender o que queremos colocar. O transito foi legislado
      para ser algo colaborativo, mas ao contratio, se tornou competitivo. Você tem tamanho, você tem força. Compare
      no contexto de um motorista de carro popular: ele nunca vai “disputar” preferencia com uma caminhonete
      ou um caminhão exatamente porque é pequeno e os danos que poderiam ser causados a esse motorista seriam
      bem maiores do que no caminhão. Observe como a logica do transito é essa. Quem dirige sabe do que falo.

      Eu não estou errado em querer de andar em carro proprio, mas é OBRIGAÇÃO minha de motorista respeitar o pedestre
      e o ciclista. Não existe justificativa para um carro atropelar um transeunte, onde quer que seja. Morte
      em transito é homicidio. O motorista tem a obrigação de prestar socorro ao causar danos fisicos.

      A questão não é abolir o carro, mas reduzir sua influência no nosso dia-a-dia. Nem citei as questões de sustentabilidade
      para mostrar que não se trata apenas de meio ambiente. Se trata de ser viavel e responsavel.

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  • Ricardo Dirani

    Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou, quando não for possível a utilização destes, NOS BORDOS DA PISTA DE ROLAMENTO, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.

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  • Megariders se preocupam com repercussão negativa das bicicletas «

    […] site VÁ DE BIKE reconhece, segundo suas proprias palavras: “Em uma PÉSSIMA matéria de autoria do jornalista […]

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  • Jornalista da Folha de São Paulo inventa guerra de ciclistas para motoristas | Massa Crítica – POA

    […] Trecho do site VadeBike: […]

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  • Laura

    Vocês não previram isso? Para mim estava muito claro que matérias assim logo viriam.
    Ouvi essas mesmas coisas delirantes de muitas pessoas nos últimos dias, até de pessoas inteligentes e que querem menos carros na cidade.
    Infelizmente existem muitas pessoas que realmente não querem enxergar as coisas como são e teimam em ver por uma ótica distorcida onde somos CICLOFASCISTAS agressivos que querem exterminar os carros – “um carro a menos”.
    Acho que vale a tentativa de tentar esclarecer a verdade para essas pessoas mas a forma mais efetiva é não dar margem para esse tipo de pensamento.
    Está na hora de tomar mais cuidado com o que nós ciclistas dizemos por aí e principalmente com a nossa atitude nas bicicletadas.
    Os gritos de guerra são combustível para esse tipo de reação das pessoas, especialmente quando gritados a todo pulmão, urrados, como tem sido os de “BICICLETAAAARGH!!! UM CARRO A MENOS”.
    E o “mais amor, menos motor”? Diz que motor é ódio? Diz que bicicleta é amor? Diz as duas coisas e pede mais bicicletas e menos carros em tom agresivo? Eu sei que não diz nenhuma dessas 3 coisas, mas muita gente não consegue fazer a nossa leitura, por isso é muito mais eficiente ter frases claras “mais amor, menos agressividade”, “mais respeito, menos lei da selva”, sei lá! Mas da maneira que estamos fazendo vamos acabar sofrendo muito esse tipo de coisa aí da matéria a até que finalmente nos entendam…

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    • Naldinho

      Independente do que gritarmos esse tipo de matéria continuará sendo veiculada. O lance é continuarmos escrevendo e espalhando as notícias do nosso jeito.

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      • Laura

        É? Como tu tem tanta certeza?
        A mim parece que essas matérias estão aí para agradar as pessoas que já pensam assim.
        Bom, foi só uma ideia. Mas uma coisa é certa, se parecermos agressivos vão dizer que somos agressivos.
        Grito de guerra não é a toa que tem esse nome.

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        • Naldinho

          Certeza só nas ciências que lidam com verdades a priori (por exemplo, a matemática). Nesse mundao de meu Deus, não se pode ter certeza de nada, nem se o sol nascerá amanha. O que falei sobre a matéria é por mera estimativa, dado o histórico de comportamento desses meios de comunicação.
          Não vejo problema com os gritos de guerra. de certa forma, pode-se dizer que Gandhi e Luther king jr. travaram verdadeiras guerras para alcançar seus objetivos e nem por isso deixaram de ser pacifistas. Se quiserem um exemplo mais próximo, basta lembrar das crianças do programa “Xou da Xuxa”. Elas viviam fazendo gritos de guerra e nem por isso se pode dizer que elas eram violentas.

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          • Laura

            Perguntei se tu tinha certeza porque tu afirmou como se fose verdade absoluta. É mais honesto colocar um “eu acho”, “eu acredito”, “eu penso”, antes de frases assim, não acha? Depois me manda os dados dessa estimativa também.

            Gandhi não gritava. O protesto dele era realmente pacífico, com desobediência civil e não-violência. Não disse e nem quero dizer que os gritos de “Bicicleta, um carro a menos” são violência, mas que soam agressivos, principalmente pros que estão dentro dos carros.

            E a comparação dos nossos gritos com os do Xou da Xuxa faz ainda menos sentido pra mim. A não ser que tu esteja de brincadeira nas bicicletadas na ruas.
            Pensa bem, tá comparando os gritos de guerra de crianças em joguinhos num programa de TV com a nossa realidade difícil de trânsito. Claro que os baixinhos não soam agressivos nem ofendem ninguém. Já dezenas de adultos reunidos gritando “um carro amenos” e “menos motor”, soa sim agressivo pra muita gente.

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    • tiago barufi

      O correto é “bikerdistas”. São ditadores sanguinários que querem obrigar todo mundo a andar de bicicleta, proibindo o SUV, chutando a porta dos coitadinhos acuados nos carros, e ainda por cima fazendo tudo isso sem usar capacete.
      A Falha conta com alguns colunistas simpáticos, mas nunca vamos deixar de lembrar que ela está comprometida de verdade com seus anunciantes de carro muito antes da informação.
      O pior é que a linha editorial está mais alinhada com a política fascistóide do que a geração anterior. Acredito mesmo que a Folha está se comportando pior do que o Estadão, coisa que me surpreendeu.

      Comentário bem votado! Thumb up 5 Thumb down 0

  • Ricardo Oliveira

    Lastimável!!!!!
    Lastimável a reportagem do jornalista Rodrigo Vizeu sobre as bicicletadas. Na imprensa livre é claro e fundamental que todas as partes devam expor suas opiniões, porém não opiniões incorretas, insignificantes no universo pesquisado, que possam vir a causar danos a qualquer das partes. A Folha já deve ter percebido o desserviço causado por este repórter em um momento delicado, e que poderá a vir causar um grande atraso no esforço do entendimento da sociedade no respeito aos mais “fracos” nas ruas, ou ciclistas ou pedestres.
    Imagino que a Folha possa de alguma forma minimizar o estrago feito.

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  • E a Folha falha mais uma vez «

    […] Folha de São Paulo estimula guerra entre ciclistas e motoristas | Vá de Bike! – 09/03/2011 […] repercussão na internet foi imediata. No blog das Pedalinas, um texto de repúdio à matéria diz que “ciclistas querem paz, coexistência, ocupar o espaço PÚBLICO, ter direito de ir e […] […]

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  • Naldinho

    O jornalista pecou (e feio) ao definir todo e qualquer motorista como monstrorista, no primeiro parágrafo: ” É assim que ciclistas engajados na defesa do uso de bicicleta como meio de transporte urbano chamam motoristas de carros, ônibus e afins.” Chamamos assim apenas os motoristas que não respeitam as outras pessoas no trânsito. O título e o primeiro parágrafo da matéria são realmente lamentáveis por dar a entender que odiamos toda e qualquer pessoa que dirige um veículo motorizado. O resto da matéria também é lamentável, mas não por levar a algum mal entendido, mas sim por ser um mero agregado de informações que são facilmente encontradas no wiki – em suma, torna toda atividade jornalística dispensável.

    Falar que nós ciclistas estamos em guerra é bem forte. Creio que isso até pode ser dito, desde que se tenha em mente alguns pontos. (1) sabemos que não são todos os motoristas que são hostis no trânsito (2) nossas táticas são totalmente pacíficas – bastava ao jornalista se informar de nossas abordagens aos motoristas (3) lutamos por políticas públicas que garantam a convivência pacífica entre os diferentes modais. Isto é, não saímos correndo atrás desse ou daquele “monstrorista” isoladamente, mas tentamos mudar essa cadeia de produção de desrespeitosos no trânsito.

    Perdoem-me por ter usado a primeira pessoa do plural. Sei que o que escrevi não reprsenta o pensamento de todos. Usei por força de expressaõ mesmo

    @gardeniano

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  • Márcio Rissardi

    Desinformação é a formação que um jornalista tem? Rodrigo vai ser o arauto dessa escola? Vizeu, pecado ter conquistado espaço atribuindo a realidae algo que só existe na sua cabeça. Mente desinformada e preconceituosa, lembrando pré vem de não conhecer e pós conceito quando se conhece e emite-se um juízo. Você enfia as mão pelos pés e aposto que em sua investigação se quer deu uma pedalada ou como dizemos: um bom pedal. Nova escola, jornalista não participativo ou até preguiçoso. Mas fica o convite, vem pedalar com a gente, com amor e informação!!!

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