Leitor afirma que bicicletas não podem usar as ruas, para não atrapalhar os carros

Um debate complexo anda acontecendo nos comentários de um dos textos do Vá de Bike. Um leitor, Ricardo Dirani, tem toda a certeza de que ciclistas não devem usar as vias e que elas seriam de uso exclusivo dos carros.

Sua argumentação se baseia no artigo 58 do Código de Trânsito, que afirma que os ciclistas devem usar os “bordos da pista”. Para Dirani, isso corresponde ao meio-fio e as bicicletas devem circular sobre a sarjeta. “É por onde eu vejo todo mundo que é louco de colocar uma bicicleta no meio do trânsito em Sampa”, afirma o leitor, apesar de sua página no Facebook contar que ele reside em Campinas.

Baseado em sua interpretação subjetiva da lei, Ricardo Dirani dispara frases que demonstram intolerância e falta de respeito pela vida humana, como quando diz que as Bicicletadas são “crimes”, comparando uma interrupção temporária no trânsito de automóveis (por causa de bicicletas, não por causa de outros carros) a assassinatos e estupros.

De uma lei extensa e intrincada como é o Código de Trânsito, Ricardo – não o Neis, dessa vez o Dirani – utiliza apenas um pequeno trecho de um único artigo para embasar sua argumentação egoísta e preconceituosa, deixando de perceber que o todo do Código de Trânsito prima principalmente pelo respeito à vida humana, acima até do direito de circulação.

Embora o discurso do leitor me incomodasse muito, pelo preconceito e agressividade sutilmente embutidos e por estimular atitudes agressivas contra ciclistas, evitei ao máximo escrever uma resposta até agora. Tento não entrar em conflito com quem comenta no Vá de Bike, permitindo seu direito de se expressar por mais equivocado que o leitor esteja, mas não posso correr o risco de permitir que algum desavisado acredite nos absurdos escritos ali.

Portanto, respondo com minha opinião através deste post. O direito de expressão do leitor continua valendo, afinal os comentários são abertos a qualquer um.

Frases

Algumas das frases que me estimularam a escrever este post:

“Sim. É crime [circular a uma velocidade baixa]. Cheque o artigo 48 [na verdade, se referiu ao 58, que diz para utilizar os bordos da pista]. Vocês têm que circular por via própria, e na ausência desta, junto ao meio fio, para não impor sua velocidade ao resto do trânsito.”

“Ah, mas disso eu tenho certeza [que as Bicicletadas continuarão ocorrendo]. Como continuarão acontecendo assassinatos e estupros. Sempre haverão [SIC] pessoas que se consideram acima da lei.”

“Na ausência da ciclovia, você tem que trafegar colado ao meio fio. Você não fica com uma pista só para você. Entende isso?”

“Estaremos pensando em um regime em que ruas são feitas para carros, e calçadas para pedestres, e que ciclistas têm que se encaixar em algum lugar no meio, ao invés de achar que têm um direito que não têm de ocupar qualquer coisa da pista que vá alem de seus ‘bordos’ *quando* não há acostamento ou ciclovia.”

A opinião do Vá de Bike

Ruas para pessoas

Ruas não são feitas para carros. Ruas são feitas para pessoas. Aliás, as ruas sempre foram feitas para as pessoas, desde o início. Para que elas se deslocassem em uma taba, em uma vila, em uma cidade.

Com o tempo, essas pessoas passaram a se deslocar em cavalos, em carroças e depois em máquinas movidas a motor, mas as ruas continuaram sendo essencialmente para levar essas pessoas para onde precisam ir, não importando o veículo que utilizem.

Bordos da pista

Quanto a ciclistas “acharem que têm um direito que não têm” ao ocupar a faixa, vamos rever o que diz o Código de Trânsito:

Art. 58. Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa, ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.

Bem, quando não há ciclovia, ciclofaixa ou acostamento – e dentro de uma cidade isso significa quase sempre – deve-se utilizar os bordos da pista. E é esse um dos pilares da argumentação. Pois vamos analisar esse aspecto.

Em primeiro lugar, o texto diz “os” bordos. Perceba que o artigo está no plural. Isso significa ambos, tanto no lado esquerdo quanto direito. Claro que não vamos utilizar a pista esquerda de uma avenida, sejamos razoáveis. Mas para sair em uma conversão permitida à esquerda, quando essa faixa serve apenas a quem vai virar em uma rua ou fazer um retorno, ou em ruas de tráfego menos intenso, onde na faixa direita circulam ônibus, é importante saber que esse uso é permitido por lei.

Em segundo, até onde vai o bordo? Vejamos a definição de bordo no Código de Trânsito Brasileiro:

BORDO DA PISTA – margem da pista, podendo ser demarcada por linhas longitudinais de bordo que delineiam a parte da via destinada à circulação de veículos.

Bordo é, portanto, a margem da pista. Mas até onde ele vai? A lei não diz. Até as “linhas longitudinais de bordo”? Essas linhas só existem quando há acostamento e, nesse caso, a bicicleta deve circular por ele (o que obviamente é mais seguro). Não havendo bordo demarcado, o bordo vai até onde meu entendimento o levar, já que a lei não o especifica. E meu entendimento o leva até onde for necessário para que minha segurança seja garantida. Entenda por que mais adiante.

Um exercício de compreensão

Pedalando muito próximo ao meio-fio, maus motoristas que desrespeitam leis forçam passagem pela mesma pista e colocam em risco o ciclista, sem se importar com sua vida.

Vamos imaginar por um instante, apenas por um breve instante, que a argumentação desse leitor estivesse correta, que houvesse uma demarcação de bordo nas vias e que o ciclista só devesse mesmo pedalar sobre a sarjeta, correndo o risco de bater o pedal no meio-fio, de entalar a roda em uma grelha ou de não conseguir desviar de um buraco, caindo em meio aos carros.

Como todos os outros artigos do Código de Trânsito continuam valendo, quando Ricardo Dirani passasse com seu carro ao lado de um ciclista ele teria que respeitar o artigo 201, que o obriga a passar a uma distância de um metro e meio da bicicleta que está ali espremida junto ao meio-fio.

Como as faixas de circulação não conseguem abrigar a largura de um automóvel, mais 1,5m de distância, mais a largura de uma bicicleta, Dirani teria de mudar de faixa para fazer a ultrapassagem dentro da lei e sem colocar em risco a vida do ciclista. Para ele, portanto, seria totalmente indiferente se o ciclista está se jogando na calçada ou pedalando bem no meio da faixa, uma vez que seria necessário mudar de faixa de qualquer forma.

Não entendo então o porquê de tanta celeuma, já que o Sr. Dirani se mostra bastante cioso com o cumprimento das leis e não deixaria de cumpri-las apenas para provar um ponto de vista, sobretudo se isso implica em colocar vidas em risco.

Tenho certeza também que o Sr. Dirani respeita o artigo 192, que diz para manter distância lateral segura e não colar na traseira dos demais veículos, incluindo-se aí as bicicletas. Também dá preferência aos ciclistas em cruzamentos, de acordo com o artigo 214, e diminui a velocidade a ultrapassar uma bicicleta, conforme o art. 220 item XIII. Sabe ainda que os veículos motorizados são sempre responsáveis pela segurança dos não motorizados, de acordo com o art. 29 §2º.

Por mais que um ciclista, um pedestre ou até outro sagrado motorista esteja infringindo uma lei de trânsito, essa infração não justifica uma reação violenta e que incorra em crime de tentativa de lesão corporal ou de homicídio como forma de punir ou de “educar” alguém que esteja agindo incorretamente na via. Pense nisso.

Acima de tudo, quero crer que o Sr. Dirani respeita a vida humana, como pessoa de bem que pretende ser. Aquele ciclista utilizando a rua poderia ser seu amigo, se ele se desse a chance. Pode ser um pai, uma mãe, um filho sendo esperado por pais preocupados, o grande amor da vida de alguém. Dê-lhe o direito de chegar inteiro em casa.

Ciclista, ocupe a faixa

Sim, ocupe a faixa. Além de ser seu direito, é muito mais seguro. Não se importe se alguém com pensamento equivocado vai buzinar atrás de você, gritar impropérios contra sua mãe, esmurrar o volante e babar no banco de couro.

É melhor um motorista te xingar e mudar de pista para ultrapassar do que passar com o retrovisor a 10 centímetros do seu guidão, colocando sua vida em risco. E, mesmo que ele o faça, ocupando a faixa você tem um espaço de fuga à sua direita. Estando colado ao meio-fio, você só pode torcer para que ele não encoste em você com uma tonelada de metal a 70km/h.

Veja aqui no Vá de Bike por que ocupar a faixa e como fazê-lo de forma segura. Valorize sua vida, não a opinião de quem não se importa com ela.


167 comentários para Leitor afirma que bicicletas não podem usar as ruas, para não atrapalhar os carros

  • Janaina

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  • […] Ou seja: ocupar a faixa com a bicicleta seria um desrespeito a quem está de carro. Alguns chegam a afirmar que as bicicletas deveriam usar a calçada, para não atrapalhar os […]

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  • Valdemir

    Tenho carro, poderia ir trabalhar todo dia de carro, mas acho muito mais gostoso, prazeroso e divertido ir de Bike de vez em quando, só não vou todos os dias por causa das subidas que eu tenho de pegar na volta que são um porre, desgasta mesmo!Mas sempre alterno, tem dia que vou de carro, tem dia que vou de lotação já que vai vazia mesmo e eu sempre vou sentado, e alguns dias principalmente as Sextas vou de Bike! Até hoje, nunca tive o menor problema, com nenhum motorista na rua, sempre vou no cantinho na minha, pedalando de boa, quando é uma rua muito perigosa e não tenho outro trajeto alternativo subo na calçada mesmo, mas claro sempre respeitando o pedestre, e assim vou feliz para o trampo e feliz de volta para casa! E feliz pedalando por ai nos finais de semana! Agora ficar seguindo a lei a risca é complicado, pois nem sempre dependendo da situação dá, nem para motorista e nem para ciclista, mas se todos tiverem EDUCAÇÃO e BOM SENSO, dá para conviver muito bem, quando saio de carro eu sei muito bem o que posso e o que não posso fazer, e quando saio de bike eu sei bem também o que posso e o que não posso fazer! É simples assim !

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  • Pedro

    Na verdade o que atrapalha o motorista de veículo automotor é o seu próprio pensamento. O mesmo motorista de caminhão que presta serviços para a prefeitura e passa perto de uma escola, para sobre a faixa de pedestres e buzina perto de uma estudante, assustando-a e colocando em risco os demais ali presentes.

    Questionei-o a respeito e o mesmo se deu ao luxo de dizer “E daí?”. Acredito que seja a mesma pessoa que reclama dos altos impostos, mais um prefeito sendo cassado por improbidade administrativa e mais um cachoeira que comete crimes nacionais.

    Tratando-se de leis, não exite essa de lei-mais-que-lei. Desrespeitar o 201 da CTB é uma infração tanto como qualquer outra, seja quebra de decoro, homofobia, improbidade administrativa, enriquecimento ilícito ou quaisquer outra.

    Pra finalizar a minha colocação, cabe lembrar que o direito de IR e VIR é garantido pela constituição, ou seja, minha JUJU (bike) é reconhecida pela CTB e devo trafegar nas ruas como qualquer veículo.

    Não quer respeitar os ciclistas? Dirija-se ao Ciretran e devolva a sua CNH cheia de multas ou ande de helicóptero por um preço bem salgado. Largue dessa hipocrisia de reclamar dos “podrititos” (políticos podres) porque a sua infração é a mesma que a deles, perante a lei.

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  • PAULO

    [Comentário oculto devido a baixa votação. Clique para ler.]

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    • Bom dia, Paulo. Tudo bem?
      Sei o quanto essa matéria e junto com ela, sua opinião é antiga, ,as não posso deixar de comentá-la.
      * Vc propôs POR PLACAS E DOCUMENTAR BICICLETAS. Creio que vc saiba o quanto isso é ridículo…mas vou considerar que disse isso fazendo alusão aos desrespeito que alguns ciclistas cometem por aí. Porém, não entendo o fato de ter exposto isso aqui, já que o blog aborda BONS MODOS E RESPEITO ÀS LEIS, para que todos tenham seu espaço garantido (de fato, a bicicleta tbm tem seu espaço garantido por lei).
      Então a questão dos desrespeitos cai aí, pois ao menos aqui, o RESPEITO ÀS LEIS, e principalmente ÀS PESSOAS é pregado sempre.
      *Acha mesmo que A MAIOR parte dos acidentes se devem à falhas dos ciclistas? Será que a distância de segurança foi respeitada? Ou será que o ciclista simplesmente jogou a bike em cima do carro? O fato de os motoristas não aceitarem a presença de ciclistas na via, É BEM CONHECIDO. Acham que a bicicleta não deveria estar alí, como se o Código de Trânsito não assegurasse esse direito.
      * Suicidas? Pq? Esta dizendo isso, referente ao ciclista estar no bordo da via (daí o HOMICIDA seria o motorista que atropelou o ciclista, concorda?), ou referente à recomendação do blog para que o ciclista se coloque à 1/3 faixa? Pergunto, não para enfatizar a incoerência, mas para compreender realmente o raciocínio (mesmo tendo quase certeza que não obterei resposta).
      *Transporte do futuro? Não. É apenas MAIS UM TRANSPORTE, ,com direitos iguais, e inclusive, COM PRIORIDADE SOBRE VEÍCULOS MOTORES, mesma prioridade que um pedestre tem sobre CICLISTAS e CARROS.

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  • paulo

    PELO AMOR DE DEUS!!!! Ignorem esse ricardo d. Por mais sem noção que ele seja, ele não vai ficar falando sozinho!!!!!!
    Ele tem problemas mentais, como se fosse psicopatia!!

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  • André

    já falei: esse cara é patrocinado pelas montadoras automobilísticas pra ficar pentelhando quem gasta sua energia numa transformação profunda na sociedade com nossas bicicletas sem deixar de seguir as leis

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  • Alexandre

    Boa noite a todos!
    Há +/- 15 anos atrás lembro que havia um grande fluxo de trabalhadores pedalando na rodovia Helio Smith e na Airton Senna (Guarulhos). Hoje apenas alguns corajosos ainda persistem. Obras foram sendo executadas e os acostamentos foram transformados em pistas para automóveis.Foi até criada uma ciclovia, porém de extenção limitada com falta de conservação e manutenção. Infelizmente, se os novos projetos e reformas deixarem de fora o espaço para o ciclista, ficará cada vez mais difícil a convivência. Só restará pedalar por lazer nos finais de semana.

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  • O Ciclista tem que ficar no bordo (se sair, é multa, art. 247 do CTB). O motorista tem o dever de protegê-lo a todo momento, dar-lhe preferência (inclusive em cruzamentos) e manter distância de 1,5 m dele (também sob pena de multa). Qual a dificuldade?

    Errado dizer que o ciclista NAO PODE usar a pista de rolamento.

    Errado dizer que o ciclista PODE INVADIR a pista além do bordo.

    Vejam os outros conceitos do código… Váo ver que uma VIA comporta várias FAIXAS e dois BORDOS.

    Recomendar aos ciclistas que usem a faixa toda é colocá-los em perigo. Ciclista: se vc sofreu acidente ou levou multa (nunca vi..rs) por seguir essa recomendação (usar a faixa toda), cite o texto, o site e seu autor. Se o motorista do carro ficar impune, pelo menos vc tem de quem cobrar. Enquanto não mudarem a lei.

    ACIDENTE DE TRÂNSITO. CICLISTA PROCEDENTE DA MARGEM DIREITA DA RODOVIA, COLHIDO NA FAIXA DA ESQUERDA POR VW-KOMBI QUE TRAFEGAVA AO LADO DE AUTOCARGA. CONCORRÊNCIA DE CULPAS.
    Se o ciclista foi colhido na faixa da esquerda, procedente da margem direita da rodovia, manifesta é a desatenção ou negligência do motorista do veículo abalroador. Ciclista que adentra em rodovia, passando pela frente de auto-carga revela afoiteza ou imprudência, concorrendo, assim, para o infausto, colhido que foi na faixa da esquerda, destinada à ultrapassagem. Se a vítima concorre para o evento danoso com a mesma intensidade de culpa, a indenização devida é reduzida à metade.
    Apelação provida, julgando-se parcialmente procedente o pleito autoral.

    (Acórdão n. 123269, APC5243099, Relator ROMÃO C. OLIVEIRA, 2ª Turma Cível, julgado em 22/11/1999, DJ 22/03/2000 p. 17)

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  • Mauricio

    Ola,á a todos. Eu queria parabenizar Willian por esse otimo texto, e pela resposta ao muito comentado Ricardo. Apoio maioria, senão todas, das ideias que você apresenta em seu blog. E acredito plenamente que é um direito do ciclista ocupar do espaço da faixa por onde julga-se que somente automóveis devam transitar.
    Agora um grande perigo dessa ocupação da faixa quando a calçada nem a ciclovia forem disponíveis é a passagem de veículos grandes, como ônibus e caminhões, pelo fato de serem mais largos do que carros comuns, a probabilidade de nos acertarem torna-se muito maior.
    Então, mesmo apoiando que os ciclistas ocupem as faixas por direito, gostaria que fosse focado também nas questões de segurança, não só as sarjetas, mas a passagem de veículos grandes, que tornam a faixa ainda mais estreita.
    E uma questão que atrapalha tudo é a do fato, de por lei, o onibus ter que transitar apenas pela faixa da direita, colocando em risco o ciclista. Pois, pior que motorista de carro e moto, só motorista de ônibus, que se autodenomina dono da pista.

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  • Jaqueline

    Curioso é que voce critica a ignorância, mas é tão ignorante quanto, incitando as pessoas a ocuparem a faixa; isso vai contra o que o código estabelece, voce quer impor-se perante os outros indívif=duos o que o torna tão pior quanto ..Não tem cabimento por exemplo em uma via de alta velocidade vc querer ocupar uma faixa com a sua velocidade.. voce pode ser um ciclista profissional, porém grande parte das pessoas que estão começando a utilizar mais a bicicleta como meio de transporte não o são… cuidado com sua orientações. Uma das maiores causas de acidente é a imprudencia, a falta de sinalização entre motoristas e demais usuários do sistema viario, bem como a falta de habilidade..

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  • Mediador do futuro

    Pessoal!! Pedalar é otimo para a saúde, faço isto sempre, mas a convera chegar neste nivel, quem somos nós para dizer o que é certo ou errado?

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  • Mediador do futuro

    Ciclista deveria ser considerado como um motorista comum então, com placa na bicicleta, com direito a multa de transito, assim como um motorista comum, já que tem tanto direito assim!

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  • Rafael

    É uma pena não ter me ocorrido a época perguntar ao sr. RICARDO DIRANI? Qual lei obriga a necessidade de “se obter permissão para protestar”?

    Isso não existe. Talvez na Coréia do Norte, mas aqui não. AO contrário do repetido tantas vezes, não é necessario autorização ou permissão para protestar. Vejam o que diz a Constituição Federal (Lei Maior do país, que não pode ser contrariada por nenhuma outra lei, seja federal, estadual ou municipal):

    XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;

    Note que exige-se “aviso prévio”, mas não permissão ou autorização. Ou seja, a autoridade não tem a competencia de permitir ou negar a autorização à manifestação, como muita gente pensa.

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  • Wallace

    Parabéns dirani, deu pra perceber o seu nível de educação e respeito ao próximo. Você deve ser mais esperto que político né?????? Aprenda uma coisa: Nascemos pelados sem dentes e carecas, tudo que temos é lucro. Mas o fim é o mesmo… careca sem dentes e só não vamos pelados porque vestem a gente……. Pense nisso. Educação, cordialidade e respeito ao Próximo faz bem a alma. Além do mais, pro lugar que vais toda essa porcariada que passaste a vida toda buscando não tem o menor significado.E lembre-se isso é ser o idiota de hoje. Espero que tenhas tempo de virar gente.

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  • Mauro de Faria Sampaio (Brasília DF)

    Olha, me desculpem os educados mas…

    Ô Ricardo Dirani! Vai se f……!

    Sou ciclista há 34 anos. Pedalo no parque, na calçada e nas RUAS. Nos 3 respeito os outros, estejam eles de bike, carro, ônibus, a pé, skate, mobilete ou de quatro, como vc está agora. E todos se aproveitando da tua posição.

    Quando tomar um postura ereta, e utilizar suas mãos não como patas, quem sabe descubrirá a utilidade do cérebro e a maravilha que é a convivência e o respeito ao próximo. No mais, vai se f….. de novo! W.Cruz, desculpe os termos …… . Abraço a todos, inclusive pro quadrúpede motorizado.

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  • Henrique

    Jorge que bom q vc se controlou! A questão é que o ciclista estava errado MESMO! Mas ele não merece pena de morte por isso! O que os motoristas devem ter em mente é que um ciclista errado, pode causar ao motorista alguns segundos de atraso. Uma “vingança” como essas, causa uma morte de um ser humano! Acho q todos devem pensar se vale a pena ser um homicida por conta de alguns segundos!
    Parabéns pela paciência! Abraço

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  • Vamos usar a hashtag #150cm para expressar a necessidade da faixa para ciclovia!

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  • Jorge

    Queria dizer que estou arrependido. Hoje tinha um maluco descendo de bike a Al. Casa Branca e por mais que ele tentasse correr, achei ele muito devagar e passei ele a milhão pela direita e a menos de 1,5 , ele estava na pista da esquerda. Ele estava errado, mas eu estava mais. Depois ele me alcançou e ficamos trocando “elogios”. Coitado , ele deve ter tomado um baita susto. Pior que depois que ele me elogiou , pensei em passar por cima. Graças a Deus me controlei, só fiz mais um elogio e caí fora. Lendo essa matéria vi o outro lado e pretendo ter mais paciência. Se bem que o &%#¨&% estava ERRADO !
    Saudações a todos.

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    • Mauro de Faria Sampaio (Brasília DF)

      Jorge, parabéns pela franqueza e tenha mais paciência, nem todo ciclista é educado. Assim como nem todo motorista é consciente e auto crítico como você. Como você mesmo demonstrou, um erro não justifica o outro. Melhor que dar um susto nele (ciclista) é encostar e argumentar com ele o risco que ele passa estando errado e pedindo para ele ir para direita (com sua ajuda é claro). Garanto que a grande maioria se sentirá constrangido e lhe pedirá desculpa ou agradecerá. Logicamente uma minoria irá se alterar. Nesse caso vá embora e no máximo mostre-lhe o dedo médio. Parabéns pela lição: todos nós erramos. Abraço

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  • Kleber Fonseca

    Muito bom o texto, sem falar no site. Parabéns.
    Um grande abraço.

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  • Márcio Araújo

    Gostaria de deixar minha opinião a respeito. Moro em BH e faço um trajeto diário casa/trabalho/casa que perfaz um total de 21 km. Quanto à esta discussão colocada pelo Ricardo Dirani, a qual respeito, sou de opinão contrária pelos seguintes motivos; Pelo menos aqui em BH não temos “massa crítica” todo dia. Quanto à questão de se trafegar de bicicleta pelas calçadas acho incoerente, pois pedestre não usa retrovisor e não fica olhando para tráz todo tempo, e o ciclista não pode prever se ele vai de uma hora para outra para a esquerda ou direita. Neste trajeto que faço, entre Venda Nova e Pampulha, tem um trecho de +ou- uns 4 Km. em que não se vê pedestre na calçada, ai sim eu opto por ela. Concordo com você que não devemos trafegar entre os carros, justamente por causa deste 1,5 m. de distancia e por corremos maior risco de acidentes.
    Um abraço a todos.

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    • Olá Márcio! Muito brigado pelo respeito à minha opinião e disposição ao diálogo!

      Não sei se entendi a primeira razão por que discorda, em que minha opinião depende de haver “massa crítica” todo dia?

      Eu acho que uma bicicleta andando rápida na calçada é um risco para pedestres sim, e coincidentemente uma me passou tirando fina ontem. Mas dá para andar bem devagar com a bicicleta, e se não houver espaço para passar pelo pedestre com segurança, basta desmontar, passar, e montar de novo.

      Quando você diz que não devemos trafegar entre carros com bicicletas, você quer dizer no corredor de carros ou ao lado deles, em vias movimentadas? Quando faz isso, você ocupa uma faixa inteira ou se coloca próximo à calçada?

      Eu de fato tenho visto vídeos sobre ciclismo no trânsito, e estou achando bastante razoável que a bicicleta ocupe a faixa toda quando uma ultrapassagem pela mesma faixa não seria segura. O que não tem absolutamente nada a ver com formar um bolo de bicicletas e bloquear todas as faixas propositalmente, que é o que o Massa Crítica tenta vender como sendo tráfego normal de bicicletas e não um protesto do tipo que precisa de autorização para acontecer. Já vi vídeos de Massas Críticas sendo interrompidas pela polícia na Polônia e nos Estados Unidos, e espero que esta se torne a tendência mundial:

      Warsaw Car Killers Critical Mass 2002
      http://www.youtube.com/watch?v=xTkI1C7nDu4

      Atlanta Police change posture toward Critical Mass
      http://www.youtube.com/watch?v=Uic8HSefvto

      Continuo achando que pedalar por vias movimentadas é desnecessariamente arriscado e eu não faria. Como nunca fiz, mesmo nos muitos anos em que não tive carro. Gostei muito dos vídeos que achei do uso da bicicleta na Holanda, em que as bicicletas ficam bastante segregadas dos carros:

      Bicycle Rush Hour Utrecht (Netherlands) I
      http://www.youtube.com/watch?v=K_o3chL8phA

      Note como neste as bicicletas e os pedestres partilham tranqüilamente a via:

      Bicycle Rush Hour Utrecht (Netherlands) II
      http://www.youtube.com/watch?v=UlQYP4WN-5w

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      • André

        Bogotá e Amsterdã por exemplo só conseguiram a estrutura cicloviária separada com protestos, ocupando e bloqueando as vias. Pesquise!

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  • Henrique

    Fernanda, não ficamos sem argumento, o fato é que somos ameaçados de morte todos os dias por motoristas malucos. Aí vem alguém e me fala que estamos errados, porque protestamos contra isso. Sendo que essa pessoa não é ciclista (pelo visto vc também não é) e não faz idéia do que nós passamos todo os dias. Eu sou ciclista e motorista, sei dos dois lados da moeda! Então, antes de ficar dando opiniões, achando isso, achando aquilo, citando Buda, citando Ranato Russo, procurando vídeo no YouTube. Vai andar de bicicleta. Eu desafio, ande uma semana de bicicleta. Seguindo todas as regras, andando nos bordos da pista, parando no sinal, tudo… Aí depois vc me fala como vc foi tratada pelos motoristas.
    É muito fácil vir criticar sem saber do outro lado!
    Ele não usou nenhum palavrão contra mim, mas a opinião dele me ofende mais do que me xingar. Eu sinceramente abomino o Ricardo. Uma opinião não é simplesmente uma idéia, ela representa a forma como agimos e somos. Portanto, se ele tem essa opinião, ele tem atitudes desse tipo, ou pensa que são certas.
    Então eu peço a vocês, se não são ciclistas, não venham falar com a gente como se soubessem do que estão falando, porque VOCÊS NÃO SABEM!

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  • Henrique

    Fernanda, me desculpa se eu Te ofendi com a palavra NERD! Nao preciso andar de skate para desopilar meu fígado, porque sou ciclista de e pedalo mais de 500 Km’s por semana! Portanto fico mais de quatro horas por dia, encima de uma bicicleta, lidando com imbecis no trânsito. Quando vi esse imbecil falando isso aqui! Nao agüentei!
    As pessoas nao sabem o quanto é difícil ser ciclista e o quanto nos somos desrespeitados!
    Eu sou um atleta, treino no lugar certo, nao fecho carros, nao ocupo a pista. Mas sou chamado de vaga indo, maluco, folgado, atoa, filho da puta! Sou fechado for carros, caminhões motos! Enfim, é uma merda! Mas eu amo o ciclismo e nao vou parar nunca!
    Mas nao agüento ver alguém defendendo que estamos errados, porque andamos mais devegar que carros!
    Então apesar de eu nao estar falando com vc! Me desculpe! Mas eu mantenho o q falei para o Ricardo! Se vc é parente dele amiga, ou ate ele mesmo disfarçando o comentário, para nao quebrar a imagem de culto dele. Infelizmente para mim esse cara é um idiota! E deveria passar um mês andando de Bike na rua pra entender o nos passamos, pra depois vir aqui e falar merda pra gente!
    E vc Fernanda, fala de tratar bem os outros, mas me chama de filho de Vó (aí, como me machucou!) sem nem saber de absolutamente nada de mim! Presta atenção!

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    • Fernanda

      Bom, parece que andar de bicicleta é estressante. Sim, o trânsito é caótico. E eu sou a favor de ciclovias justamente para garantir a segurança, para que os que gostam de andar de bicicleta não tenham que ficar se arriscando e estressando. E eu falei de tratar bem os outros porque você começou a xingar uma pessoa que o tempo todo que eu vi, não usou um palavrão nem com você, nem com ninguém. E você e mais outros, só pelo fato dele defender um ponto de vista diferente do seu, na hora em que fica sem argumentos, recorre ao xingamento, como se você soubesse quem ele é e como ele se comporta no trânsito. Você não conhece ele e você não me conhece também. E eu não preciso conhecer você para xinga-lo quando você xinga alguém de uma forma que me incomoda, mesmo não tendo sido diretamente pra mim. Gostei do seu pedido de desculpas. E é isso, eu só xinguei você porque você partiu pra esse recurso.

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  • Fernanda

    E na minha opinião, Henrique, você não passa de um FILHO DE VÓ, mal criado e que vai contra a tendência mundial de tratar bem as pessoas mesmo quando elas discordarem de você. Olhe-se no espelho antes de chamar alguém de nerd, simplesmente porque alguém demonstra ter lido algo que você não leu. E vai andar de skate, sei lá, pra ver se consegue desopilar esse seu fígado. Seu filho de vó.

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  • joao

    No brasil, na real, ruas nao sao o melhor lugar para bicicleta ,mas poderiam ser se os motoristas nos respeitassem mais, o bom mesmo era ter ciclovia por tudo, mais seguro.

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  • Henrique

    Frederico, nem adiante. Esse bosta desse Ricardo Dirani não responde quando a coisa engrossa pro lado dele!
    Ele gosta de ficar dando uma de intelectual, que lê muito, que já ajudou os lenhadores vesgos do Afeganistão, que gosta de Legião Urbana. Mas na minha opinião, ele não passa de um NERD, mal informado e que vai contra a tendência mundial de aceitar a bicicleta como um transporte benéfico para a sociedade.
    Não adiante discutir com um imbecil desses!
    É melhor ignorar!

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  • freerico oliva

    da próxima vez que o trânsito engarrafar, vou agredir os motoristas. afinal, eles estão fazendo uma manifestação sem a autorização das autoridades. logo, tenho todo o direito de usar a violência.

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  • freerico oliva

    eu preciso ir ao trabalho, eu preciso ir à faculdade, eu preciso ir à casa da minha namorada, eu preciso ir à casa dos meus amigos, eu preciso ir me divertir. como meio de transporte, opto pela bicicleta.

    como faço?

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  • Gostei muito do post e considero a bicicleta como a melhor alternativa para quem quer fugir do transito de SP ou do terror do transporte público.

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  • priscila moreno

    não, ô dirani, não tô desumanizando, não. tô demonizando, mesmo. vc não foi capaz de responder um só comentário meu (e diz agora que é por que fui agressiva, claro, mas vc respondeu comentários que foram ainda mais agressivos que os meus).
    é muita baixeza vc ir até o meu blog pra procurar motivo pra me dizer qualquer coisa. é ridículo. como se eu não soubesse o que eu mesma escrevi. como se vc fosse achar qualquer contradição entre o que eu disse aqui e o que eu vivo. ô babaca, aviso: um blog é editado. a vida, não. então, não pense que somos amigos por que puxa, vc também já se viu num beco sem saída. o que vc sabe sobre mim? o que vc pode apreender do que eu escrevi? nada, nada. um milésimo da minha vida tá escrito ali. e o que a gente conta, nunca é o que a gente vive. nunca! limite-se a falar de bicicletas, ok? se quiser falar da minha vida, vai ter que fazer um blog contando da sua, e aí eu vou ter que querer ler (quem sabe, um dia, se eu tiver curiosidade de estudar o raciocínio dos boçais eu me interesse em ler sua história). por enquanto, o que posso te dizer é: sua mãe ou te bateu demais, ou te bateu de menos. problema da cabeça, vc obviamente tem.
    ah, sim, claro, vc se faz de surdo até enlouquecer, aí me acusa de estar cheia de ódio e ressentimento. sai pra lá! mas a culpa é minha. te chamei tanto pra falar comigo, deu no que deu. eu não sou cicloativista. eu sou uma pessoa mais feliz desde que abandonou o carro e passou a andar de bicicleta. vim até aqui pra dizer isso pra vc: vai pedalar e vai ser feliz. e pára de encher o meu saco. não queria me ajudar? então, some! já é uma ajuda enorme. agradeço de coração.

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  • priscila moreno

    dirani, vc me provoca náuseas. pode ler o que quiser, pode espalhar o que eu disse, não tô nem aí. primeiro vc me ignorou, agora é minha vez.
    pra vc, eu não estou. passar bem.

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    • moreno, desumanizar seu oponente é desumanizar a si mesma. se você cultiva sentir nauseas pelas pessoas, logo sentirá náuseas de si mesma. você está vivendo uma guerra que é toda dentro de sua cabeça. não é uma guerra menor por isso, mas quando você aprender a não levar as coisas a ferro e fogo, vai descobrir pessoas muito mais dispostas a te ajudar, e será muito mais feliz.

      essa discussão toda começou com o cruz revoltado com o artigo da folha falando em uma guerra dos ciclistas contra os monstroristas. eu estou aqui para lembrar vocês de que vocês estão sim, em guerra, e estão sim, cheios de ódio e ressentimento. isso transparece em cada palavra que dirigem a quem não é cicloativista. e não precisa ser assim.

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  • priscila moreno

    Gente! Eu precisava voltar aqui. Precisava!
    Acho que todo mundo viu que fui solenemente ignorada, certo?
    Que o Sr. Dirani não respondeu um sequer de todos os meus argumentos. Certo?
    Vcs são testemunhas!
    O que vcs me diriam se eu contasse que o mesmo Sr. Dirani se deu ao trabalho de ler o meu blog e aí ele resolveu conversar comigo. Me disse o seguinte:
    “Dias difíceis, Priscila?”

    Aí ele cita um trecho de um texto meu, e continua:

    “É engraçado como é fácil a gente assumir coisas erradas das pessoas com quem a gente debate. Eu não imaginava você assim tão frágil. Pensando agora em retrospecto, como você já se dirigiu a mim me cobrando força, coragem, talvez eu devesse ter imaginado. Fiquei agora com uma impressão forte de que se a gente se conhecesse melhor, descobriria que temos muito mais em comum do que de diferente. Eu já me vi, por exemplo, nesse tipo de beco sem saída que você parece descrever no texto acima, várias vezes. Vezes demais.”

    Eu vim trazer isso a público pra deixar bem claro para o Sr. Dirani que eu me senti assediada.
    Se ele tivesse conversado comigo, respondido minhas questões, aí ia ser outra coisa.
    Mas o cara age como se eu não tivesse dito nada, e depois vem querer dar uma de “olha, até que a gente é parecido”.
    Não seja ridículo, Dirani. Ou melhor, não seja mais ridículo.
    Eu respondi:

    “Dirani,

    Fique feliz por eu não te responder com um palavrão.

    Não me dirija a palavra, por favor.
    Em público não foi capaz de responder aos meus argumentos, foi?
    Então não me venha mandando e-mails.

    Sim, esses dias tem sido difíceis.
    E encontrar gente como vc só piora tudo.
    Mas coragem e força, graças a deus, eu tenho.
    Diferente de vc.
    Covarde.”

    Dirani, preste bem atenção no que eu vou te dizer: se eu me sentir ameaçada, cercada, qualquer coisa do tipo, não tenha dúvida de que eu vou tomar toda e qualquer medida que estiver ao meu alcance para impedir vc de me assediar. Não tenha dúvida.

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    • Elaiá, heim, Sra. Moreno…

      Se você quiser começar uma conversa com alguém, esta aqui não é uma boa maneira de convencer as pessoas a falarem com você:
      “mas é muita falta de coragem pra um marmanjo!”

      Se você não conseguir resposta, aumentar esse tom vai ajudar você menos ainda:
      “façam valer a vontade de suas mães. eu não ia gostar de saber que meu filho, que se chama leonardo (coração de leão) me saiu um belo de um bunda-mole. coragem, homens. coragem!”

      Especialmente quando você mesma escreveu o que você pensava de ciclistas, e o que sua mãe pensou quando viu você na bicicleta:

      “A cara da minha mãe quando me viu andando de bike, um misto de “ah, eu tinha uma filha linda” (sim, verbo no passado) com “onde foi que eu errei?”. (…) Mas é assim mesmo que as pessoas vêem os ciclistas: uns kamikazes. Bom, é assim que eu me sinto com os olhares quando ando na rua de bicicleta, e é assim que eu via os ciclistas, pra ser sincera…”
      http://cidadedeideias.blogspot.com/2011/03/terceira-ideia.html

      Eu teria tido pouco interesse em lhe dirigir a palavra depois dessas e das outras, até ler aquele seu texto em seu blog. Ele estava lá, sozinho, com zero comentários, e com todos os sinais de alerta de alguém precisando muito de ajuda. Eu tentei lhe estender uma mão, e você, que diz que dá carona a pessoas estranhas em pontos de ônibus em Sampa, ficou com medo. Com medo de um email.

      Sabe o disco Quatro Estações do Legião Urbana? Renato Russo descreve lá uma experiência que eu devo ter tido mais ou menos na mesma época que ele, no fim dos anos 80: ele achou um livro da Bukio Dendo Kiokai num hotel, A Doutrina de Buda. E de lá a mensagem mais forte que tirou foi “o pior medo é o medo de ter medo”. Tenho muito pouco medo de ter medo. De evitar riscos desnecessários, como pedalar do lado de carros. Para que, me quebrar todo, por nada? Mas por boas causas, eu abracei meus riscos sim. Eu estive em zona de guerra, por opção. Quase perdi um olho. Quase perdi a razão. Mas só me arrependi de não ter ficado mais por lá.

      Eu talvez não devesse, mas vou postar o seu texto aqui. Não só um trecho, mas a totalidade, do jeito que eu mandei para você. Porque é um bom texto, porque você o publicou para todo mundo ver, porque você citou todo o resto do meu email e porque qualquer pessoa que te conheça deveria ao menos tentar te estender uma mão uma hora dessas:

      “não vou mais procurar casa. não vou mais procurar trabalho, nem vou fazer entrevista nenhuma. não vou mais costurar, não vou mais cozinhar, não vou fazer mais nada. vou vender todas as minhas roupas, ficar só com sete mudas, uma para cada dia da semana. mais dois pijamas. uma mochila. vou vender todos os meus móveis, vou vender tudo o que seja possível botar um preço. vou fazer um grande garage sale, um enorme e gigante família vende tudo. vou dar minhas fotos pra quem quiser. vou picotar meus tecidos e vender em retalhos. vou cozinhar uma última vez, tudo o que tem nos armários, pra vender em porções. vou pedir pro pai do leo guardar na casa dele o que for do leo. vou pegar parte do dinheiro pra arrumar essa casa pra entregar pro dono. vou pagar minhas contas, quitar minhas dívidas, fechar a conta no banco. vou pagar a bicicleta, bloquear o celular, ver se meu irmão quer ficar com o telefone fixo. vou dar um beijo no meu filho e dizer daqui a um ano eu volto. ele vai estar banguela, mais alto, mais esperto, mais velho. não sei de mim. tudo vendido, contas pagas, mochila nos ombros, vou andar. não sei pra onde. não sei por que. não sei pra que.
      Postado por Priscila Maria às 10:59 0 comentários Links para esta postagem”
      http://blogdaismalia.blogspot.com/2011/04/nao-vou-mais-procurar-casa.html

      Eu li Demien e O Lobo da Estepe Também, há quase vinte anos. Tive O Jogo das Contas de Vidro por muito tempo, comecei a ler, mas nunca fui muito longe nele. Fiquei com vontade de tentar de novo, de ler aquilo. Se não em alemão, pelo menos em inglês. O título em alemão sempre me fascinou. Der Glasperlenspiel. O pouco que eu li era tão diferente dos outros, e de Sidarta, que parece que àquela altura Hesse havia realmente encontrado alguma coisa diferente para dizer sobre a dor de viver.

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  • “e se são 300 pedalando? Nossa, caiu o mundo! Não se pode falar em obstrução da via, pois as bicicletas estão trafegando! Devagar como bicicletas, mas estão trafegando.”

    Ok. Você já deu o seu argumento, eu já mostrei como infringe o código de trânsito, e você já retrucou que as leis são só para quem discorde de você. Acho que o debate está concluído.

    Enquanto isso, uma mensagem de uma ciclista profissional para os cicloativistas: “Share the road; don’t steal it”. Partilhe a rua, não roube a rua.
    http://www.youtube.com/watch?v=6R810JiJiUk&NR=1

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  • Murilo

    Meu… fila indiana? 300 bikes em fila indiana? Quando eu era adolescente e ia com meus amigos para o Parque Ibirapuera, nem existia ainda a bicicletada. Se estivéssemos em 3 ou mais, tomávamos a faixa da direita da Avenida Brasil sem dó! Não iríamos correr o risco de ser prensados contra o meio-feio e tomar pancada de retrovisor no guidão só pra deixar um monte de apressados folgados passar! É ruim hein! E a calçada na Avenida Brasil todos sabem que é impossível até para pedestre! O engraçado é que se um carro tá indo devagar quase parando, ok! Uma buzinada como se fosse um xingamento, vira-se um pouquinho o volante pra esquerda e pronto! Aí, se tem meia-dúzia pedalando fica tão mais difícil assim virar o volante? E se o fizer não vá derrubar o motoboy que tá passando no corredor ao lado à 70 km/h hein, olha lá (a propósito os motoboys ensinaram muitos motoristas a usarem o retrovisor). Voltando ao assunto, e se são 300 pedalando? Nossa, caiu o mundo! Não se pode falar em obstrução da via, pois as bicicletas estão trafegando! Devagar como bicicletas, mas estão trafegando. Agora vamos substituir as bicicletas por automóveis. Se tivermos 300 carros à frente do carro em que você está (pra quem a carapuça servir), você não conseguirá enxergar o fim da fila de carros. Logo, se estiver tudo parado, se conformará assim como seus iguais. Sabe que não tem como passar, não adianta buzinar que ninguém vai mover seu carro pra dar passagem pra mais um folgado do trânsito que não curte a lentidão e só fica buzinando! Aí se é uma, duas, dez, trinta ou trezentas bicicletas que estão empatando só um pouquinho, o motorista vira o cão.

    Antes do direito do motorista de passar com seu carro pela via, está o direito que o ciclista tem de permanecer vivo e ileso ao também trafegar pela via, independente da vontade do folgado buzinando atrás. E se alguém ainda consegue discordar disso, sinto muito mas merece um chinelada na poupança e ir dormir sem sobremesa! ¬¬

    Não se precisa de leis quando se age com bom senso!

    Não venham retrucar que não obterão resposta!
    Sem mais,
    Murilo

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  • Henrique

    Ricardo Dirani,
    Sem querer faltar com o respeito,
    Mas vc é um merda

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  • Tiago,

    Entendo seu ponto-de-vista.
    Porém, as palavras escritas ficam disponíveis para todos. E sempre podem ser úteis para quem não tem opinião formatada sobre o tema, tem mente aberta, e pode ver os dois lados da questão.

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  • Henrique

    Sr. Dirani.
    Sinceramente, com todo o respeito, eu acho que o senhor têm algum problema sério… O que a maioria das pessoas não pensa, assim como você, não enxerga, é que os ciclistas melhoram o trânsito e não o pioram.
    Olha por essa perspectiva. Um carro ocupa o espaço de seis bicicletas. Seis carros, de acordo com sua medida mínima de 3,13 metros, ocupam quase 19 metros. Ou seja, se seis pessoas fossem de bicicleta, você teria 19 metros a menos de engarrafamento. E vc acha que a culpa do trânsito é do ciclista. Dá próxima vez que você ver um ciclista, você deveria agradece-lo por ser um carro a menos na rua, poluindo e entupindo as ruas. PENSA DIREITO!!

    E outra, acredito que você saiba ler… No CTB diz que as bicicletas trafegam com preferência sobre os veículos automotores.
    Então sinceramente, não dá para intender a sua opinião!

    Na minha opinião o senhor deveria entender que nós ciclistas fazemos muito mais pelo mundo e pelo futuro do que vocês motoristas.

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  • priscila moreno

    eu sei, tiago, vc tem toda razão! mas eu, pelo menos, sou discípula de jó. tenho uma paciência do cão. é que eu era professora, eu acho. sei lá. mas quem se empolgou agora foi vc! rs. é isso, pedalar, pedalar, pedalar. é que quando a gente faz uma coisa que dá muito prazer, a gente quer que todo mundo passe por isso, não é assim?

    ca, vamo nóis!

    ter medo de pedal é para os fracos.

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  • Tiago Costa Nepomuceno

    Nossa, que disposição pra tentar convencer alguém que explicitamente não quer ser convencido…
    Parabéns ao heroicos argumentadores pró-vida, pró-ciclistas, pró-cidades humanas, pró-civilidade, pró-CTB, etc!
    Acho que eu já não tenho mais saco para esses debates. Acho que eu me conformei com o fato óbvio de que somos seis bilhões de mentes diferentes, com distintas perspectivas de mundo (mesmo que vez ou outra próximas em alguns aspectos). Existem momentos (e este é um desses, me parece) que o debate é inócuo demais para merecer o gasto de uma única molécula de ATP. Por exemplo: combater o racista e homofóbico Bostanaro no plenário da Câmara, em entrevistas para a mídia ou em manifestos públicos é fundamental, urgente, obrigatório; combater seus eleitores e defensores na seção de comentários de um post qualquer é pura perda de tempo. O anonimato e a impessoalidade da internet são perfeitos para os covardes que defendem qualquer absurdo sem o risco de represálias sérias. Aqui a lógica é a mesma. O tal Ricardo não quer dar o braço a torcer para nenhum dos bons argumentos apresentados à exaustão (queria ver se teria a mesma coragem de sustentar sua posição caso fosse milagrosamente autuado por um agente da CET), talvez até esteja se divertindo muito com os 15 kilobytes de fama repentina e ainda que postem mais um milhão de irrefutáveis argumentos o debate não avançará um milímetro sequer. Como o cara não é uma figura pública, não é o rei do Twitter, não tem programa na Globo, não foi capa da Playboy, não é colunista dos jornalões, não namora jogador famoso, não participou do último Big Bosta Brasil, em suma, como o cara tem uma esfera de influência muitíssimo limitada, banal (assim como eu e quase todos nós, aliás), talvez o melhor a fazer é deixá-lo com suas ideias e torcer para não encontrá-lo motorizado numa dessas avenidas da vida. O máximo que ele merece depois da primeira meia dúzia de comentários bem intencionados que lhe foram pacientemente dirigidos (e com os quais ele não aprendeu nada, apesar da polidez) é o ostracismo virtual ou ironias que não consumam mais que alguns segundos de digitação. É fato que bons argumentos sempre serão importantes para qualquer transformação social, mas daí a ficarmos martelando e martelando as mesmas teclas na vã esperança de que o sujeito irá em algum momento descobrir a roda e escrever “puxa, agora eu entendi o ponto! de fato calçadas foram feitas pra pedestres e as ruas de Sampa podem ser compartilhadas com civilidade por ciclistas e motoristas”, bah! só mesmo para quem tem muita paciência e tempo (coisas que eu não tenho sobrando, confesso, especialmente a primeira). Na minha modesta opinião a melhor resposta para pessoas como o tal Ricardo não pode ser formulada nem escrita, somente exemplificada: PEDALEM! PEDALEM! PEDALEM! PEDALEM! PEDALEM! PEDALEM! PEDALEM! Pedalem no meio da faixa e ignorem os hunos, godos e visigodos que queimarem a buzina na pressa de chegar até o próximo congestionamento! Sua vida vale muito mais do que a pressa deles, nós todos sabemos. E quando estiverem motorizados, façam exatamente aquilo que nenhum desses bárbaros faz ao volante: deem preferência aos pedestres nas faixas sem semáforos, reduzam a velocidade e se afastem dos ciclistas, sorriam quando possível e humanizem a cidade. O mundo será mudado (ou melhorado, para não ser tão utópico) pelo exemplo, e olhe lá! Haverá mais vítimas enquanto isso? Claro! Talvez eu seja o próximo a ser atropelado covardemente por um monstrorista defensor dos “bordos de 15 cm”, ou minha esposa, ou meus amigos. Muitos filhos ainda ficarão sem pais, muitas mães sem filhos, muitas esposas sem maridos e namorados sem namoradas. Mas isso não depõe contra a urgência de humanizarmos a cidade pelo exemplo (sempre e principalmente) e pelas palavras (quando houver abertura sincera para o diálogo). Lamento informar: sempre haverá Bostanaros, Ricardos (Neis e esse outro) e gente com os pensamentos mais esdrúxulos em relação a qualquer questão de bom senso cívico (e é claro que eles é que acharão esdrúxulo o pensamento dos seus antagonistas, sem surpresas aqui). A diversidade de ideias e ideais é um fato óbvio que merece tanto ser celebrado (quando não coloca em xeque o bem estar alheio) quanto combatido (quando coloca). Conformar-se com esse fato, com essa dissonância inevitável, é um passo importante para con-viver melhor ou no mínimo tolerar mais as diferenças; enfrentá-lo no momento e no local adequados e da maneira correta, outro. Cada um saberá reconhecer por si próprio esse momento e essa maneira. De minha parte, acredito que a menos que se tenha paciência e tempo de sobra para gastar com sardinhas e tubarões, melhor seria concentrar a energia (tão importante!) nestes últimos e deixar que o exemplo (ou a vida) responda à pequenez daquelas. Enquanto isso é bom torcer para que um destes peixinhos sacais não tente te mostrar à força que eles é que estão certos: bons argumentos jamais nos protegerão da barbárie alheia, como Porto Alegre provou. E chega que agora quem gastou tempo demais com sardinhas fui eu…

    COMPARTILHEM AS RUAS!
    Parabéns Willian pelo post e pela premiação merecida!

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  • Camila Oliveira

    Mas então, pra que dia ficou o bike anj@ mesmo?

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  • Thiago

    Meus prezados:
    No dia em que os motor-dependentes demorarem 15 minutos para que o carro se desloque 300 metros para ir até a padaria, talvez se lembrem que um dia souberam andar sobre duas pernas ou duas rodas…
    O que vivencio hoje na minha cidade (420 mil habitantes e 300 mil veículos) é que o percurso que eu faço de carro em 30 minutos, faço em 10 de bike. E nos semáforos? Gente babando, gesticulando com as mãos pra fora do carro, esmurrando o volante.
    Na rua onde eu moro, só havia um semáforo que fazia cruzamento com uma avenida de grande circulação. Hoje são CINCO. Sim, porque ninguém mais respeita a preferência do outro. E vamos criando uma sociedade de neuróticos e estressados ao volante.

    Num futuro não muito distante, andar de bike ou até mesmo a pé será uma questão de inteligência e pontualidade. Escrevam.

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  • A discussão sobre quem é mais civilizado (Índia ou Inglaterra) não cabe aqui, mas acho que basta olhar os indicadores socio-econômicos para obter a resposta, certo? Chega a ser injusto fazer essa comparação entre uma das maiores potências do mundo ocidental e um país semi-tribal, onde metade da população é analfabeta, onde cristãos são perseguidos, igrejas queimadas, pastores mortos.

    Agora, quanto aos “ciclistas imporem sua velocidade ao resto do trânsito”, isso você tirou dos seus sonhos, meu caro sr Dirani. O ciclista é mais rápido do que o carro, taí o desafio intermodal para provar isso. Só porque não atinge velocidades de pico beirando os 100km/h – que, aliás, não levam a nada, é aquela velha história, acelera que nem um doido e depois freia que nem um doido no sinal – não significa que somos mais lentos.

    A quantidade de carros que eu ultrapasso é incomparavelmente superior à quantidade de carros que me ultrapassam. E eu também fico muito irritado com a brincadeira de congestionamento que os motoristas curtem fazer todo santo dia lá pelas 18h. Mas nem buzinar eu buzino. Só sigo adiante e chego em casa feliz.

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    • Ricardo Dirani

      Gunnar: e eu espero que alguem tenha percebido a dupla ironia de que 1) eu não fiz a comparação entre as civilizações e ainda assim 2) ninguem se indignou quando você a fez 🙂 Eu, pessoalmente, não acho que dê para comparar civilizações dessa maneira. A Inglaterra teve esse mérito, de se render diante de protestos não violentos, sobre a indiana. A indiana tem lá seus méritos sobre a inglesa. O triste é ver como alguem pode distorcer isso para cinicamente caracterizar a reação inglesa de covardia. É politicamente correto ofender países de primeiro mundo ao mesmo tempo em que se desfruta das benesses que eles proporcionam, e politicamente incorreto criticar países de terceiro mundo. Para mim essa é também uma atitude covarde e hipócrita. Duplamente hipócrita porque na hora de sugerir que o ciclismo é uma prática avant garde *por* ser adotada na Europa, ao ponto do Sr. Alkmin concluir que minhas restrições ao ciclismo se deveriam a eu não conhecer a Europa, nem a arrogância cultural, nem a de classe (quem seria eu para ter uma opinião pública sobre ciclismo se *nem sequer estive na Europa*, não é?) suscitou qualquer reação negativa.

      Eu vi o vídeo do desafio intermodal. Muito legal o vídeo e a proposta. Eu tenho uma pergunta: Se a bicicleta corre entre as faixas, como os carros podem fazer para manter o metro e meio de distância exigido? Porque pelo vídeo é a passagem pelo corredor de carros que dá a vantagem à bicicleta:
      http://www.ciclobr.com.br/diasemcarro/noticias93_4_Desafio_Intermodal_de_Sao_Paulo.asp

      Achei um artigo aqui que enfatiza que as bicicletas devem formar *fila única* pelo bordo da pista de rolamento: artigo 247:
      http://www.zuandeiros.com.br/index.php?act=leitura&sec=49&id=221

      Novamente a prática do Massa Crítica, de formar um bolo de bicicletas com o intuito de causar o maior transtorno possível ao tráfego da cidade * parece uma clara afronta ao código de trânsito. Se pelo menos uma pessoa já tiver tido a capacidade de interpretação de texto de que esse era o cerne do meu ponto, e não o legalismo específico de quantos metros quem tem que ficar de quem, eu já terei feito valer o meu tempo.

      *The purpose of Critical Mass is not usually formalized beyond (…) attempting to halt all normal city traffic.
      http://en.wikipedia.org/wiki/Critical_Mass

      Incidentemente, achei um outro post falando sobre problemas que estão surgindo na convivência entre ciclistas e corredores (!). Será que a pessoa quando sobe na bicicleta também tende a se transformar em um, sei lá, “bestaclista”? Vocês decidem:
      http://runnersworld.abril.com.br/blogs/correria/bomba-relogio-280697_p.shtml

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  • […] com a nova seção Espaço do Leitor, onde publico comentários e e-mails que recebo e que rendem uma boa discussão, ou que podem servir para ajudar um leitor em alguma situação específica. Pretendo interagir […]

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  • Adriano Acioli

    MEU DEUS. O_O

    Esse maluco tenta justificar esta tentativa de assassinato em massa,com o motorista arrastando pessoas debaixo do carro como se fosse a coisa mais normal do mundo.

    http://www.youtube.com/watch?v=1TeOAwp6Fj4

    CUIDADO GALERA.
    Foi confirmado o que todo mundo já sabia..a que ponto patológico um indivíduo pode chegar…nesses casos nem a psiquiatria salva!
    MUITO cuidado,principalmente quem reside em Campinas.
    Vocês já tem a foto, é só ficar longe.

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