Um relatório da London School of Economics (que, aliás, merece ser lido), aponta que o uso da bicicleta gera cerca de 3 bilhões de libras/ano à economia do Reino Unido, incluindo £51 milhões em faturamento para os fabricantes pelos 3,7 milhões de bicicletas vendidas em 2010.
O estudo leva em conta fatores como fabricação e venda de bicicletas e acessórios, serviços relacionados à bicicleta e empregos na área. Cada ciclista gera em média 233 Libras por ano.
A nação cresce com a bicicleta
O crescimento do uso da bicicleta foi extremamente vantajoso para o Reino Unido. O setor emprega cerca de 23 mil pessoas e contribuiu em £500 milhões em 2010, segundo o relatório. As vendas de bicicletas novas aumentaram 28% em relação a 2009.
1,3 milhão de pessoas começaram a usar a bicicleta em 2010, levando o total de ciclistas a 13 milhões. Desses novos ciclistas, meio milhão agora pedalam regularmente. Sozinhos, contribuíram em £685 milhões para a economia do Reino Unido.
Causas
Todo esse crescimento não veio à toa: o país investiu bastante em infraestrutura e no estímulo ao uso da bicicleta. O relatório aponta um aumento de 200% na infraestrutura cicloviária nacional, com um acréscimo de cerca de 20 mil quilômetros.
Uma lista dos principais motivos que fazem as pessoas usarem a bicicleta por lá mostra bem que a valorização e a proteção do ciclista são importantes. Entre eles, está a preferência – de fato – no trânsito em relação aos veículos motorizados, com sinalização específica (inclusive semafórica), caminhos mais curtos para quem vai de bicicleta, redução dos limites de velocidade, áreas onde carros são proibidos e a prioridade legal do ciclista em acidentes de trânsito, assumindo-se sempre que o motorista foi responsável pela colisão.
O empréstimo e aluguel de bicicletas também tem parte importante nesse processo, incentivando seu uso em curtas distâncias, para quem não tem bicicleta ou a deixou em casa. Quer sair para almoçar com um amigo? Pega uma bicicleta ali naquela esquina, devolve perto do restaurante…
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23 mil pessoas empregadas no setor 1,3 milhão de novos ciclistas 3,7 milhões de bicicletas vendidas 40% das famílias possuem uma bicicleta 208 milhões de viagens ao ano Ciclistas habituais adoecem 1 dia/ano a menos 20 mil novos km de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas Potencial de mercado de £141 milhões |
Economia
Uma informação interessante é que ciclistas regulares ficam doentes um dia a menos por ano. Só essa redução do absenteísmo é responsável por uma economia de 128 milhões de Libras ao Reino Unido. Isso dá uma amostra de quanto as empresas têm a lucrar quando incentivam o uso da bicicleta entre seus funcionários. Lá, aqui e em qualquer lugar do mundo.
O relatório afirma que se houver um aumento de 20% no uso da bicicleta até 2015, haverá uma economia de £207 milhões em redução de congestionamentos, £71 milhões em diminuição da poluição e £52 milhões no Sistema Nacional de Saúde (NHS).
A ministra dos transportes, Theresa Villiers, disse que “o governo está comprometido em encorajar o uso da bicicleta como uma forma saudável e divertida de sair por aí. Ajuda a reduzir os congestionamentos, dá às crianças mais oportunidades de exercício e pode ser parte da luta contra as mudanças climáticas”.
Via Guardian. Dica da Gabi Vuolo.





O que nos cabe é divulgar, falar, espernear sobre isso que sabemos a muito, mas nosso povo insiste em querer seu carro a preço de ouro…
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parabens pra vc, Marco Labao!! Opiniao nota 10!
Oi Willian!
Acabei de perdir uma ajuda pro Thiago Benicchio e me deparei com este seu ultimo post.
Entrei no meu último ano de faculdade e comecei (literalmente) a fazer o meu tgi, que, pra minha felicidade, irá tratar sobre bicicletas.
Você sabe me indicar alguma fonte de pesquisa (site, órgão, associação, etc) na qual eu possa encontrar dados sobre o mercado de bicicletas no Brasil?
Conversei com o João Lacerda e ele me indicou a Abraciclo. Lá até encontrei alguns dados, porém, ainda são poucos.
Gostaria de encontrar alguns dados menos “mercadologicos”, como alguns aspectos sócio-culturais, comportamentais, etc. O surgimento de associações como a Ciclocidade, por exemplo, me interessa. Dados sobre o crescimento do assunto “bicicleta” na mídia, também são bons. Muitas coisas estou pesquisando e retirando aqui do seu blog. Se você souber de algo, fico agradecido! Brigadão e um abraço!
Vitor, você já bateu nas portas certas: Abraciclo e Ciclocidade. Se nenhuma das duas instituições tem esses números, provavelmente eles não existem. Nem mesmo o Censo se preocupa com as bicicletas. Você pode tentar ainda a Transporte Ativo – ta.org.br
Sensacional !!!
No meu caso, sinto que fiquei doente uns 15 dias a menos esse ano em comparação com o mesmo período do ano passado.
Como seria bom se os nossos governantes dessem uma olhada p/ o Reino Unido, quem sabe eles aprenderiam um pouquinho. Mais infelismente neste país só interessa p/ eles vantagens políticas p/ se enriquecerem.
Muito bom!!!!
Viva a 22 de setembro!!!! É isso aí! bike é tudo de bom! pena que não tenho amigos e nem apoio em sair andando pela cidade.
Ótimo blog!
Abração!!!!
Fantástico …
Willian, é esse tipo de dado que pode pautar cadernos de economia. Seria bacana enviar esse tipo de texto para as editorias para que sejam publicados, não? Abraços,
Gustavo Angimahtz
Comercial interessante, produzido na Inglaterra…e no final é sobre ciclistas!!!
http://www.youtube.com/watch?v=ubNF9QNEQLA&feature=player_embedded
o ciclismo deveria ser mais publicado e ter mais incentivo e brasil precisa mais cultura a rspeito do esporte qui e bicicleta e saude
Salve William. Salve geral.
Estou há quase sessenta dias em Londres e aqui ficarei por mais alguns poucos meses. Neste período fiz apenas uma viagem de metrô e nenhuma de ônibus. Logo na primeira semana comprei uma bike usada e desde então ela tem sido minha fiel companheira. Pedalar aqui é moleza. A cidade está fervilhando de ciclistas de todos os estilos, cores e idades. Há ciclovias e ciclofaixas para todos os lados e os motoristas realmente respeitam quem está sobre duas rodas. A sensação de segurança é tão grande que até minha esposa está pedalando cerca de duas horas por dia, algo que ela nunca fez em São Paulo. Mas estou comentando tudo isso apenas para ressaltar como a perspectiva humana é curiosa demais…
Hoje eu li no jornal que na semana passada uma estudante coreana pedalando uma fixa morreu debaixo de um caminhão (https://mail.google.com/mail/?hl=pt-BR&shva=1#drafts/13305329be687c69). Foi o décimo terceiro acidente fatal neste ano aqui em Londres. No mesmo dia, por coincidência bem perto de onde moro, uma outra ciclista sofreu um sério acidente num choque com uma van. Fuçando a net me deparei com o blog de um cicloativista local que num determinado post comenta sobre a gestão do atual prefeito: “Boris Johnson is talking a lot about the “cycling revolution” that is supposed to happen in London. However, the reality is slightly different. Traffic planning in the city is still car-centric and not cycling friendly.” (http://cycling-intelligence.com/2011/07/28/join-the-blackfriars-flashride-on-friday/). É evidente que a imagem de cidade amiga das bicicletas que norteia os sonhos desse blogueiro é Copenhague ou qualquer outra no mesmo nível, referências urbanas de fato ainda muito distantes da realidade de Londres. No entanto, eu que pedalo em São Paulo e que me sinto realizado pedalando por aqui não pude deixar de imaginar como esse blogueiro se sentiria bicicletando em Sampa (tomando fechada de ônibus e ocupando espaço nas vias na marra), o quanto estamos longe de alcançar o nível atual de Londres e ao mesmo tempo (não há paradoxo aqui) o quanto já foi conquistado nesses últimos anos. Entendo e apoio a indignação do colega londrino, mas quem me dera que a minha cidade fosse tão carrocêntrica quanto a dele.
O purgatório é um paraíso para quem vem do inferno.
Abraços a todos.
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Olá Willian Cruz,
Satisfação em receber notícias do mundo bike. Passei me interessar por bike com mais afinco em 2012, embora minha admiração por bike vem desde criança… Essa matéria foi muito interessante para podermos intencificar a noção que a mobilidade via bicicleta e muito viável para nossas cidades. Seja economicamente seja sobretudo por qualidade de vida.
Vou repassar essas informações e dados aqui em Belém do Pará para nossos novos amigos da bike e representantes da prefeitura para quem sabe construir uma política para mobilidade em nossa cidade.
Abraços!
Joao Barbosa – amante do ciclismo.
[...] esse post no site “vá de bike” merece ser lido com atenção. ele traz dados importantes sobre o impacto da adoção de políticas públicas de incentivo ao uso da bicicleta com transporte em cidades grandes. são dados da inglaterra. ciclofaixa na rua joão sacavem, em navegantes-sc [...]
Sou Guarda Municipal de Trânsito em Blumenau, SC e patrulho as ruas da cidade, desde que entrei para GMT a 4 nos, de bike e não a troco a por nada. Sempre dando uma atenção especial aos condutores mau educados e desrespeitosos que insistem em estacionar em ciclofaixas e passeios.
Que ótimo, Altair! Parabéns por contribuir ativamente para um trânsito mais seguro para todos.