Bicicletas de roda fixa

Aline em sua fixa rosa. Ou vermelha, não decidimos ainda. Repare na ausência de câmbios. Foto: Laura Sobenes

Apesar de parecerem bicicletas convencionais a um primeiro olhar desatento, as fixas diferem delas em diversos aspectos. O principal é não terem roda livre, ou seja, os pedais se movem o tempo todo junto com as rodas.

Por essa característica, os próprios pedais são utilizados para frenagem, o que faz com que tradicionalmente não precisem de um sistema de freios. Também não possuem marchas. Em se tratando de fixas, menos é mais.

Por serem leves, ágeis, demandarem baixa manutenção e não terem peças “roubáveis”, necessitando apenas de uma pequena u-lock ao estacionar, as fixas são muito utilizadas pelos famosos bike messengers de Nova Iorque, que rasgam a cidade em alta velocidade, desviando de tudo e de todos com extrema agilidade.

Primando pela leveza e pela simplicidade, os fixeiros (leia “ficseiros”) capricham nos detalhes, do quadro com pintura especial e selim de couro até o vestuário. Apesar de haver modelos produzidos por fabricantes tradicionais de bicicletas, a maioria das fixas são customizadas, às vezes até montadas em casa com peças compradas por aí. Há até mesmo quadros feitos à mão, personalizados para a alma do dono, como katanas. O dono de uma fixa costuma ter muito orgulho de sua bicicleta.

Quem passa a usar uma fixa integra um novo universo, interessante e diversificado, que envolve bem mais que a bicicleta. Há toda uma subcultura a seu redor, envolvendo moda, comportamento, ideologia e até esporte: o Bike Polo é bastante adequado às fixas (entre outros motivos, pela maior facilidade em realizar trackstands).

[Correções ao texto acima são bem vindas e desejadas!]

Yo, fixie!
Alguns sites brasileiros para saber mais sobre fixas e sua cultura singular: 

Fixa CWBFixa SampaFixadasPscycle CommunityRodafixaVelodeath


43 comentários para Bicicletas de roda fixa

  • Curto a simplicidade das fixas.
    Tive uma em 2002, mas nao ficou muito legal. O tema ainda era pouco conhecido.
    Mas, tenho vontade de fazer outra. Tá na lista.

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  • Rosana

    Parece-me, pelas fotos que já vi, que a da Aline é rosa :)

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  • JP

    Essa fixa da foto é VERMELHA!!!

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  • Felipe

    Galera, tô querendo fazer uma fixa. Sei que em geral o pessoal aproveita o quadro de speed pra isso, mas eu tô querendo fazer uma com quadro MTB. Alguém tem uma assim? Recomenda?

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  • Essa cor do quadro da Aline já gerou muito bafafa!

    Vou montar a minha ainda! mas vai demorar primeiro tenho que pagar a do Rodo =\ que foi roubada quando estava comigo!

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  • Marco Labão

    Na minha lista também está uma Fixa com qudro de MTB.

    Quanto ao quadro, com certeza é… VerRosa, puxando para o RosaMelho…

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  • OK.
    e mais uma vez a principal novidade da matéria é o debate super importante sobre o tom ROSA (ROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOSA) da minha bicicleta.

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  • tiago barufi

    Eu já expliquei, isso é magenta. Fim da discussão.

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  • Pedro

    Legal o texto. Tem sempre mais gente conhecendo as fixas a cada dia (eu inclusive), apesar delas serem mais velhas que nossas bisavós =) Aqui em Porto Alegre estão surgindo também mais bicicletas “single speed”, bicicletas sem marcha mas com roda livre. E o freio é contrapedal, o chamado “torpedo”. Abraços.

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  • Juliana

    Fugingo um pouco da discussão sobre tons… rsrsrs… tenho algumas dúvidas…
    O tipo de quadro geralmente tem o cano central paralelo ao chão, mas nada impede que seja inclinado, certo? É por questão de gosto? Nunca vi uma fixa com o cano central diferente…
    Qual a melhor relação entre coroa e catraca para a cidade de Sampa?
    Existe algum lugar em que poderia fazer um test ride ou mesmo alugar e sentir como é?
    ah… e… pelo menos um freio dianteiro ajuda numa frenagem brusca? É mais seguro?
    Obrigada…

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    • é. existe uma questão estética em relação a isso. mas não é regra. a fixa de uma amiga minha (a talita), por exemplo, tem o quadro um pouco mais inclinado em função da geometria e tamanho do cavalo.

      a melhor relação depende unicamente de vc. tem gente que anda com super leves pra girar bastante o pedal, enquanto tem outros que andam com relações estúpidas pra girar menos e desenvolver mais. cada um cada um.

      essa coisa da personalização da bicicleta tem disso. ela é tao particular que fica dificil generalizar sobre qualquer coisa. eu, por exemplo, usava 44×18 ( que é leve e sobe bem as pirambas de SP), mas hj uso 44×16 (um pouco mais pesada). mas experimentando outras relações ja to querendo mudar.

      vc pode fazer test drive la na CicloVila onde o pessoal do CicloUrbano tem exemplares à venda http://www.ciclovila.com.br/

      beijos

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  • sobre freio.. err.. mais outra questão de opção!
    na época dessa foto eu ainda usava o dianteiro (que me salvou inumeras vezes), mas hoje só travo no pedal. existe o risco, claro, mas com o tempo vc aprende a dominar a bicicleta e isso se torna um desafio diário que se retroalimenta e vicia o cerebro.
    obvio que se vc for pedalar pela primeira vez esse tipo de bike, é essencial ter freio na mão. a atitude de tira-lo depende (mais uma vez) unica e exclusivamente de vc.
    =)

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  • tiago barufi

    Fixa não é só aquela bicicleta clássica de messenger com cara de quadro de pista. Na verdade, qualquer geometria se presta a isso:

    http://sheldonbrown.com/fixed-scb.html

    A roda fixa veio antes da catraca!

    A restrição ao alumínio é importante porque ele apresenta fadiga, e com o tempo isso pode resultar em falha estrutural catastrófica (quebra sem aviso!), por causa dos esforços da fixa, principalmente nos chain stays.

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  • Paulo Kreppel

    É… não rola de usar uma dessas em BH.
    Fiquei animado, mas dai lembrei que aqui só tem subida. :(

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  • Pedro

    Já que falaram em relação (sempre é importante discutir a relação com a fixa), caso alguém ainda não conheça tem esse site bem legal pra simular a velocidade atingida com cada relação: http://www.bikecalc.com/speed_at_cadence. Valia um post sobre essa questão de cadência e rpm, o que vocês acham? Sei que a temática do blog é mais voltada para mobilidade urbana, mas entender melhor de cadência faz o ciclista fazer menos esforço nos seus deslocamentos, o que incentiva ainda mais a abandonar o carro e ir de bicicleta. Abraços!

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  • Neto Goulart

    Bem estou com minha “Carla Velosa” nome dado a minha fixa pelo meu filho de 4 anos, a pouco menos de 1 mês. Acostumado a andar de MTB, senti bastante diferença pois nunca tinha andado numa fixa. Principalmente no dia que peguei a minha. E o post relada muito bem o que é a Cultura Fixed Gear, foi através disso que acabei me apaixonando pelo estilo. Pois conheci primeiro a moda, comportamento, ideologia para depois ter e experimentar o bike. É maravilhosa a sensação de pedalar uma Fixa, vc faz parte da bike, vc fica mais experto no transito pois antevê as situações perigosas. A minha foi montada em um quadro de caloi 10 antigo. Já estou pensando na minha próxima. EU particularmente Adorei.
    Ah e pro cara de BH, aki em Curitiba tem muitas subidas, mas é pouquíssimo complicado apenas no inicio pois quando ela embala a subida se torna fácil.
    Abraços
    Neto Goulart

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  • aaaaaaaah curitiba é um tapete, vai
    =)

    Pedro. ja vi posts MUITO bacanas sobre cadência, rpm, etc no http://www.asbicicletas.wordpress.com
    da uma fuçada por la tb
    ;*

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  • Neto Goulart

    Aline, mas vc andou aki só por retas, Marechais e outros comandantes kkkk. Mas pros bairros tem cada ladeira minha amiga que é de colocar a lingua pra fora.

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  • Amigo Neto posso afirmar(tbm por ser um metódico com esse problema de subidas) que subidas nã osã oo problema!

    O problema são as descidas!!!

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  • obrigada phil.
    =)

    subir é sussa. quero ver descer kkkkkkkkkkk

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  • Augusto

    EEEE na descida, como faz??

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  • Phil

    Descida você pode:

    1- empurrar
    2- colocar freios se isto lhe deixa mais confiante
    3- desenvolver sua técnica de frenagem com as pernas!

    A que eu estava usando(e foi roubada >:/ ) não tinha freio nenhum então nas descidas muito ingremes eu empurrava mesmo…

    Já nas mais leves Pedalava normal

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  • e se vc acredita em deus, pode rezar tb
    funciona comigo

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  • Minha única hesitação com fixa aqui em Fortaleza é a junção de subida+calor infernal. Alguém do Rio 40 graus já fez o teste? :]

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  • lclucas

    Eu possuo uma caloi aspen o cambio dela tá bem detonada, eu já sei que o problema fica com a gancheira, mas tirando isso, é possivel converter em uma fixa?

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  • Bia

    Aki na minha terra esse tipo de bike não é novidade, tanto q tem nome específico, é chamada “contra-pedal” e qualquer bicicleteiro converte uma bike comum em uma contra-pedal. As “contra-pedal” são velozes, por isso mais práticas e não precisam dos freios é parar de pedalar q elas param… mas tem q pegar a prática, se não, é queda na certa.

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    • Bia, contra-pedal é o nome dado a uma bicicleta um pouco diferente: ela tem roda livre (ou seja, é possível parar de girar os pedais numa descida sem que a bicicleta freie) e trava a roda traseira quando você gira o pedal para trás. Tive uma dessas nos anos 80.

      E as fixas não são novidade. As primeiras bicicletas com sistema de transmissão, construídas no final do século XIX, eram também de roda fixa.

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  • Rodrigo Ratan

    Em relação a uma Bike 21V, qual é o ‘peso’ de uma roda fixa pra pedalar? Qual é a marcha ‘equivalente’? Em uma subida, é mais pesada? Na reta, muito leve? Na descida, se falhar ao travar ou reduzir os pedais, eles podem girar com tudo e te atingirem e machucar?

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  • giovane

    montei uma fixa em dezembro depois de ver no yuotub agora ja estou montando a segunda fixa é mto tri andar em uma fixa ok abraços a tds fixacheiros kkkkk

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  • Algum site que venda as fixas aqui no Brasil? Pode ser usada!

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  • carlos

    pra quem nao viu a guria da foto está SEM CAPACETE.
    ÓTIMO EXEMPLO pra não dizer o contrario

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    • Aline Cavalcante

      A guria da foto sou eu.
      capacete é um item de segurança PESSOAL, não obrigatório e, portanto, com decisão de uso (ou não) a partir da vontade e responsabilidade do próprio ciclista.
      Eu assumo o meu risco de não utilizar e isso é uma vontade minha, não pode ser colocado como instrumento de “exemplo” para os outros.

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