Bicicletas atrapalham o trânsito?

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Ciclista deixando para trás os carros estacionados na Av. Paulista. E olha que nem era horário de pico.

Há quem diga que uma única bicicleta em meio a centenas de carros está atrapalhando o trânsito, pela sua baixa velocidade. Também há quem tenha certeza de que uma Bicicletada ou Massa Crítica atrapalha o trânsito, por colocar centenas de bicicletas circulando ao mesmo tempo em uma avenida.

Mas uma bicicleta não congestiona. E, mesmo em uma Bicicletada, são centenas de bicicletas passando por ali durante um tempo em que passariam apenas algumas dezenas de automóveis. Em outras palavras, muito mais pessoas por minuto. O trânsito deve ser medido pela sua eficiência em transportar pessoas ou pela quantidade de carros que passam?

Como assim, “não congestiona”?

É verdade, bicicleta não congestiona. E a explicação é bem simples.

O que é congestionamento? Dezenas, centenas, milhares de carros parados. Anda, para, buzina. Acelera, freia, buzina. Você não anda porque há outro carro ocupando o espaço à sua frente. O sinal, abre, fecha, abre de novo e você não consegue chegar nele, porque há outro carro ali e você não tem por onde desviar.

A bicicleta não congestiona simplesmente porque não precisa ficar parada esperando os outros veículos fluírem. Quando os carros param, a bicicleta continua. Bicicleta transita. E, em muitos casos, bem mais rápido que os automóveis.

O vídeo abaixo ilustra o que tentamos explicar. Assista e responda: quem está congestionando?

Mas a bicicleta não é bem mais lenta?

Como a velocidade máxima que uma bicicleta pode atingir é bem mais baixa que um carro, cria-se a ilusão de que deslocar-se com ela levará sempre muito mais tempo. Mas os carros não circulam em velocidade máxima todo o tempo. Aliás, boa parte do tempo em que o carro está ligado, o motorista está parado esperando alguma coisa: o sinal abrir, o carro da frente andar, ou, para os mais educados, um pedestre atravessar.

A bicicleta tem baixa velocidade máxima, mas a média costuma ficar acima da dos carros nos horários de pico. Em São Paulo, a velocidade média dos carros chega a 6,9 km/h em certos horários.

Uma bicicleta circulando devagar faz facilmente uma média mais alta que essa. Quem pedala nas ruas e usa um ciclocomputador para medir a velocidade pode lhe provar isso sem o menor esforço. Um ciclista rápido faz uma média acima de 20 km/h, tranquilamente. Mas mesmo quem pedala com mais calma se mantém acima dos 15 sem esforço.

Mais pessoas por minuto

Justamente por não sofrer as consequências do congestionamento, por fluir melhor, por caberem mais bicicletas em um mesmo espaço e pelo fato dos carros transportarem geralmente uma única pessoa, é possível deslocar muito mais pessoas por minuto em bicicletas do que em automóveis, dado um mesmo espaço viário.

Não acredita? Assista o vídeo abaixo e conte: no mesmo espaço de tempo, passam oito carros (e uma moto), contra 32 bicicletas passando sem pressa. E olha que os carros ficaram com 5 segundos de dianteira! 🙂

E a Bicicletada, com tudo aquilo de gente?

Você já esteve na rua quando uma Bicicletada passa? No máximo em alguns poucos minutos, centenas de bicicletas passam. Em seguida, a rua volta a ficar saturada de automóveis e ninguém mais passa. Todos voltam a fluir em baixa velocidade, com aquele anda e para constante.

As bicicletas não ficam paradas, bloqueando a rua como os carros congestionados. Quem está em um carro atrás, só precisa esperar um pouco, como esperaria do mesmo jeito se houvesse uma centena de carros à sua frente. Aliás, esperaria lá para trás, porque centenas de bicicletas ocupam o espaço de poucas dezenas de automóveis. E esperaria mais, porque sinal aberto não significa que todos os vinte carros daquela quadra conseguirão passar…

A impaciência dos motoristas vem mais do fato de serem bicicletas à sua frente, e não automóveis, do que do impacto real no trânsito. Para entender melhor, imagine se em vez de trezentas bicicletas você tivesse na sua frente duzentos automóveis. Quantas quadras ocupariam? Quantas aberturas de semáforo seriam necessárias para escoá-los?

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86 comentários para Bicicletas atrapalham o trânsito?

  • Jose Castelan

    Concordo com a matéria, pra mim que pedalo diariamente em Porto Alegre há quase 3 anos é muito clara a diferença. Aqui ainda tem muito motorista que xinga, tira fino e tal, inclusive os do transporte público. Mas aos poucos tem aparecido mais ciclistas e com isso a mentalidade vai mudando. Acho que daqui uns 10 anos vai ser bem melhor de pedalar por aqui. Acho que Sao Paulo vai acabar servindo de molde.

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  • Vitor

    Em curitiba, com uma mountain bike e pneus slick, respeitando toda a legislação, faço 17km/h de média. Furando sinal eu fazia 18,5km/h, ou seja, 1,5 km a mais por hora pedalada. Simplesmente não valia a pena tanto desrespeito por tão pouca economia

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  • Anderson

    Eu faço 25 km/h de média em qualquer horário em SP. Geralmente a única coisa que me atrapalha é a chuva, nessas condições costuma deixar 3 ou 4 metros pro carro da frente pra evitar freadas bruscas, mas sempre tem aquele motorista espertinho que insiste em entrar na sua frente e te força a frear. É nessas horas que vc percebe o quanto os carros atrapalham as bikes, em dia de chuva na ciclovia consigo manter a mesma média, mas quando a ciclovia acaba a média vai lá pra baixo.

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  • Diego Muniz

    O único problema na cidade de Niterói com relação as bike é simplesmente o fato de não ter ocorrido um planejamento urbano eficiente e acharam que com a instalação de ciclofaixas estariam resolvendo o problema, sei que muitos iram dizer que melhor isso do que nada,mas pare para pensar um pouco,essas ciclofaixas não oferecem nenhuma segurança aos ciclistas, em uma necessidade de manobra evasiva com certeza sem sobra de duvidas o motorista vai invadir essa faixa destinada ao ciclista, já pude observar por varias vezes isso acontecendo, não é uma questão só de educação no transito mais sim uma questão de instinto e alem do mais do que adianta estimular o uso da bike se não temos ligares seguros para estacionar as bike, bem amigos infelizmente ainda estamos a anos luz de uma cidade que realmente investe em mobilidade urbana pelo uso das bicicletas, mais, valeu pela iniciativa, como bem disse antes, melhor isso do que nada.

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  • Rogério

    [Comentário oculto devido a baixa votação. Clique para ler.]

    Esse comentário não tem feito muito sucesso. Thumb up 8 Thumb down 16

  • Marcos H Apparicio

    Saio do Butanta todos os dias para trabalhar de Bike, passo perrengue na Ponte Cidade Universitaria, p/ chegar a Praça Panamericana para pegar a CicloVia da Pedroso de Morais e da Faria Lima, olha a coisa se resume mais no fato real do que em estudos, me chingam quase todos os dias na passagem da ponte C.U, motoristas nao respeitam meus sinais, etc, e isso todo ciclista passa ou sabe, mas digo aos Srs que tb alguns Ciclistas andam como malucos na cilovia, atravessam sinais vermelhos, chingam os proprios ciclistas que estao mais lentos, nao usam capacetes, luvas, andam no meio da via em zig zag sendo que a ciclovia ta ali para servi~los, andam na contramao, etc, entao eu digo, existem tambem ciclistas mal educados, que nao respeitam semaforos, que nao usam capacete, luva, enfim sou um ciclista de 46 anos e sempre andei de Bike, mas a gente reclamar de carros e nao fazer nossa parte é absurdo, podemos sim atrapalhar o transito se nao tivermos educação.

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  • JuFlesch

    Calculei esse ano: no meu carro ando sempre na média de 15 km/h.
    Na bicicleta, andando nas ruas, eu não consigo passar dos 5 km/h. Não é normal, mas culpo o fato da minha bicicleta ter pneus de mountain (maior atrito) e o fato de ter um medo tremendo de andar pela cidade na minha bike (o que me faz hesitar e parar durante o trajeto atrás de carros estacionados e andar na calçada bem devagar para não assustar os pedestres).
    Na ciclovia eu atinjo, com essa bicicleta, 15 km/h. Para ser acima disso, apenas fazendo um esforço anormal. Culpa dos pneus de mountain.
    Mas a questão é, eu como motorista não me importo de dividir a pista com bicicletas, porque elas não são ameaça pra mim e nem eu para elas.
    Eu como ciclista, me importo de dividir a pista com os carros porque a maioria é imprudente.
    Quando digo que sou a favor da segregação através de ciclovias, é como ciclista que digo isso. Por mim, carros não existiriam.
    Enquanto eles existem, eu me vejo obrigada a usar meu carro também (círculo vicioso). 1) Porque eu ainda chego mais rápido do que na bike e 2) Porque infelizmente ele me protege de motoristas imprudentes.
    Queria que a bicicleta fosse uma opção viável para mim. Queria mesmo! E queria que os motoristas respeitassem mais.
    Por ora, preciso trocar de bike (por uma urbana). Apesar dos pesares, ainda quero insistir nessa forma de locomoção para o meu trabalho.

    Polêmico. O que acha? Thumb up 6 Thumb down 4

    • Luciana Spedine

      JuFlesch, entendo seu medo, mas não dá pra culpar o pneu da bike pela sua baixa velocidade. Eu tb pedalo com pneu de MTB e alcanço boa velocidade. Sugiro que revise a calibragem (ou calibração??) dos seus pneus. Se você está sentindo a bike muito pesada (o tal do atrito), pode ser que esteja pedalando com eles muito murchos, o que deixa a magrela bem pesada e gera sobrecarga e esforço desnecessários.

      Parar atrás de onibus e carros vai contra o propósito da bike, que é mobilidade, fluidez. Acho que o lhe falta é mesmo um pouco de prática e deixar o medo de lado, ele pode paralisá-la.

      A postura que demonstra segurança em cima da bike vem com o tempo e você, sendo uma motorista (acho que a maioria aqui o é) pode também lhe ajudar no sentido de conhecer seus direitos e deveres como ciclista.

      Boa sorte em seu pedal.

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    • Joaquim

      Meu cálculo dos últimos 6 meses: de carro da região da Vila Sônia (SP) até o Itaim Bibi, minha velocidade média é de 7 km/h. Sete. De bike, atravessando pontes como pedestre (empurrando a bike na lateral da ponte – não tenho coragem de atravessar pedalando ainda, infelizmente), minha média é de 14.4 km/h, o dobro do carro.

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  • Thiago Donadon

    Olá, alguém teria o projeto da ciclovia da Eliseu de Almeida e Pirajussara que nunca sai do papel….

    Não entendo como o poder público (prefeitura) é tão incapaz de implantar algo que milhares de pessoas alguardam com muita expectativa e que está tão simples de executar (as obras) e pior que isso qual foi o motivo que já não executaram esta ciclovia no ano passado quando concluiram a canalização do córrego pirajussara…
    Hoje está lá o canteiro sem nada e que daria uma ciclovia desde a divisa com o taboão até o metro butantã….é uma pena, quantas pessoas não poderiam utilizar esta ciclovia (que não seria uma ciclofaixa – funcionando somente aos domingos) diariamente vejo vários ciclistas utilizando a Eliseu e Pirajussara e fico apavorado de ver o quando os carros e onibus (principalmente os intermunicipais) quase querendo passar por cima dos ciclistas….

    obs: quem não conhece a regiao é só passar e observar o quão fácil esta para a implantação desta ciclovia (não precisa despropriar, derrubar árvores) somente precisa de boa vontade….que vemos que é o que a prefeitura não tem….

    É lamentável….

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  • PATRICIA SADALLA COLLESE

    Oi Thiago Barufi, vi seu comentario sobre abrir o farol e um ciclista rapido dar 15 km /por hora.
    Nunca fui ciclista, até resovler melhorar minha vida . Pedalo desde 2009 e graças a minha bike eletrica, consigo hoje pedalar calmamente pelas ruas e consigo, nas arrancadas dar 30 kilometros por hora. O motor da bike eletrica me ajuda muito a pedalar e me tirou o medo de andar nas ruas.
    Sabendo usar e sabendo respeitar , a BIKE ELETRICA ajuda muito ainda mais mulheres como eu de 49 anos , que não são muito esportistas e que quer ir pro trabalho pedalando suavemente uma bike , ainda mais nas arrancadas e nas subidas. O motor me ajuda muito . Hoje uso o motor só 10 % e pedalo 90 % e meu condicionamento melhorou muito.

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  • PATRICIA SADALLA COLLESE

    Olá Marcelo e Willian, muito obrigada pela dica de quando tem poucos carros ficarmos atrás .
    Eu também faço isso que é mais seguro. Mas sempre é bom relembrarmos as medidas de segurança no transito, ainda mais eu que sou CORRETORA DE SEGUROS e ligo diariamente com o fator de PROTEGER MEUS CLIENTES . Hoje a maioria de meus clientes usam o carro, mas espero , junto com todos vocês que um dia agente consiga ( pelo menos um pouquinho ) convencer algumas pessoas que PEDALAR É BOM E MUITAS VEZES MAIS RÁPIDO DO QUE O CARRO. Não sou e nem poderia ser contra o carro porque é meu trabalho e também uso o carro 10 % do meu tempo , principalmente quado estou com minhas filhas , mas precisamos incentivar as pessoas a pedalarem mais .

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  • Olivier Micarelli Filho

    Caro William Cruz, preciso falar com você. Por favor me mande um e-mail com seus contatos.
    Abraços

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  • lucas

    Acabei de me Mudar para curitiba vindo dE são paulo, logo na primeira pedalada em direção a UFPR vi como aqui é pior a situação, motoristas aceleram demais ficam super irritados.
    Alguns tem mais noções respeitam, param mas pra mim muito menos conscientes que em são paulo (sei tem muitos motorista que não respeitam em sp, mas me parecia mais comum o respeito na minha terra natal)
    Mas legal mesmo foi ao chegar na faculdade ver pessoas reclamando que levaram 30 minutos a mais pra chegar enquanto eu errando o caminho levei 20 e poucos minutos.

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  • Marcel Gugoni

    Pois é: 15 km/h é uma velocidade média que até uma galinha consegue superar. Então, ir de galinha é mais rápido do que de carro. Veja mais em http://www.vadegalinha.org.br/

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  • tiago barufi

    “Um ciclista rápido faz uma média acima de 20 km/h, tranquilamente. Mas mesmo quem pedala com mais calma se mantém acima dos 15 sem esforço.”
    Isso não vale para o Willian. Quando ele anda calmamente, passa fácil dos 30km/h. De traje social.

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    • Ricardo Laudari

      Tiago, perspicaz observação! rs

      Vejo os vídeos o Willian e tenho a mesma impressão. Venho ao trabalho vestido como ele, entretanto, a velocidade, é bem diferente.

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  • Luciana

    Mauro-SP, foi um prazer conhece-lo ontem na Bicicletada. Continuemos lutando por um transito mais gentil e pacifico.

    Meu cartaz surtiu efeitos. Eh bem verdade que, nas minhas contas, tres nao cumpriram o metro e meio, mas foi MUITO diferente. Eu podia sentir as pessoas “engolindo seco” atras de mim, dentro de seus carros, aguardando o sinal abrir…

    Nao nos intimidemos… A educacao comeca assim… Um pouco aqui, um pouco ali… Uma hora eles entenderao…

    Bom dia a todos!

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    • Mauro-SP

      Obrigado, Luciana. Prazer meu também. Aliás fico muito satisfeito ao conhecer pessoalmente as pessoas que participam das bicicletadas e manifestações e saber um pouquinho se suas histórias de vida. O que me surpreende é que em todas as últimas em que estive (venho participando desde maio de 2011), a grande maioria eram novatos, que ali estavam pela 1a. vez. Certamente, a participação está crescendo sem parar. Abração.

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    • PATRICIA SADALLA COLLESE

      É isso Luciana e Mauro, não pude estar com vocês, mas sou ciclista eletrica desde 2009 e apesar dos ciclistas em geral não entenderem bem o que é uma bike eletrica ( que não deixa de ser uma bike com um motor pra auxiliar um pouco nas subidas e nas arrancadas ) , eu sinto que precisamos estar UNIDOS no objetivo final de SERMOS UM CARRO A MENOS NAS RUAS. Estou aqui triste mesmo por não ter tido condições de estar com vocês ontem . Imaginem vocês, que meu pai ( em 1979 ) era a única pessoa louca pedalando nas ruas de São Paulo. Ele dizia que São paulo ia parar e ele saia nos jornais e era tido como : FELICIO SADALLA – O LOUCO QUER SALVAR O PAIS E AINDA DIZ QUE SÃO PAULO VAI PARAR !!! ele era na epoca motivo de debocha , hoje , eu pedalo pra ele pra estar junto com todo mundo .
      O melhor de tudo isto é ver meu VIVO E RINDO E FELIZ . Cada manifestação desta ( eu sinto ) que é em homenagem a todos que morreram no transito , todos que pedalam e a meu pai. VIVA !!! vamos juntos nesta luta que um dia São Paulo vai ser uma cidade muito agradável e com milhões de ciclistas pelas ruas ( sejam eles ciclistas normais ou eletricos ). como EDUCAÇÃO vamos ter lugar pra todos !!!

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  • PATRICIA SADALLA COLLESE

    PESSOAL, ADOREI A REPORTAGEM : BICICLETAS NÃO ATRAPALHAM O TRANSITO !!!

    Já escutava isso de meu pai – FELICIO SADALLA há mais de 30 anos atrás e fico feliz de encontrar este artigo que simplismente repete de forma bem similiar os artigos de jornais que meu guardou quando ele saia no jornal em 1980 e diziam que era UM LOUCO . Meu pai dizia que São Paulo ia parar e naquela época , era só meu pai que pedalava nas ruas de São Paulo. Hoje sou eu que pedalo nas ruas de São Paulo por ele e pela humanidade pra que as pessoas entendam que pedalar faz bem pra saúde , une as pessoas e deixa agente de BEM COM A VIDA, além de irmos DEVAGAR E SEMPRE muitas vezes chegamos bem antes do carro !!!

    ADOREI A REPORTAGEM – MUITO LEGAL !!!

    Só faço uma observação, o cciclista que está pedalando no video na estrada deveria lembrar do capacete, luvas e óculos de proteção. Não sei se ele usou algum destes equipamentos mas eu não saio sem isso ainda mais que minha profissão é FALAR SOBRE PROTEÇÃO !!!

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  • Junior

    Primeiramente gostaria de parabenizar o site pelo conteúdo e riqueza das matérias postadas e pela dedicação em trazer informações de ambito público e de cidadania. Infelizmente mais uma fatalidade no cenário dos ciclistas. Sou pedestre e utilizo o transporte público de São Paulo para minha circulação, não faço uso de bicicleta devido a uma deficiencia física nos membros inferiores e não conseguir realizar o movimento de pedalar. Utilizo a Avenida Paulista semanalmente, primeiro por morar perto e segundo por ser minha rota de trabalho/casa. Apenas para pontuar, como forma de ressalva, vale também lembrar que muitos ciclistas não seguem até mesmo as orientações de tráfico seguro nas avenidas como indicado por este site. Um relato breve, e comum de se ver, são ciclistas que não respeitam a faixa de segurança do pedestre, passando pelo sinal vermelho de movimentação na pista. Na mesma avenida presenciei uma vez um ciclista que passou no sinal vermelho e colidiu com um pedestre. De fato não foi um terrível acidente, afinal não podemos comparar um ônibus a uma bicicleta, mas a pedestre teve leves escoriações pelo corpo. Acredito que valha, até mesmo para este site, uma matéria onde também se fale do cuidado do ciclista com o pedestre. Mais uma vez parabéns pela dedicação do site e sentimentos a uma cidadã e também ciclista vítima de um tráfego violento que é São Paulo.

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    • Ricardo Laudari

      Junior,

      Corretíssimo! Na realidade, seria do ciclista com todo os outros elementos do trânsito. Mas é fato, tem muito, mas MUITO ciclista andando fora da lei e sem o devido cuidado. Entristece…

      Vou começar a entregar planfletos do VdB para eles aprenderem o que fazer! Eheheh

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    • Willian Cruz

      Junior, em algum momento terei que escrever um texto abordando essa questão. Obrigado pelo comentário!

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  • José Carlos Gonçalves

    Tendo em vista tanto espaço
    Eu dou um salto para a natureza
    A vida é risco no asfalto
    Estamos fartos da falsa gentileza
    [Du Casco]

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  • Mauro Tonelli

    Concordo plenamente com o artigo!! Bicicleta não é trânsito, carros parados são o trânsito!!!

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    • Willian Cruz

      Mauro, creio que o termo que você procurava é “congestionamento”. Trânsito é (ou deveria ser) sinônimo de circulação. 😉

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  • Marcos Mauro

    Sempre vejo pessoas reclamando que a bicicletada de sexta atrapalha o transito. Mas acho isso um absurdo! Essas pessoas não tem ideia do impacto no transito que aquele número de ciclistas causaria se estivessem de carro. Sou a favor de fazermos um desbicicletada, onde todos nós iríamos de carro com nossas bicicletas penduradas neles a um ponto amplo, como a praça do estádio do Pacaembu, e saíssemos em direção a paulista fazendo uma grande filmagem para usarmos de comparação. Calaria a boca de muita gente!

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    • tiago barufi

      Talvez conseguíssemos algum impacto, mas seria bem chato de fazer…

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      • Marcos Mauro

        Também acho chato, parei de andar de carro durante a semana porque não aguento mais ficar travado em congestionamentos, agora utilizo minha bike e quando não dá vou de metrô. Mas às vezes fico pensando como seria interessante essa ideia absurda…

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    • Rosana

      Vi as fotos, as legendas de algumas estão erradas, e das situações mostradas apenas andar na contramão, pedalar na calçada e falar ao celular enquanto pedala me pareceram infrações. Mostrar como infração o ciclista compartilhando a via é de um desserviço imenso e de uma displicência profissional de repetir o clichê que chega a desqualificar o jornalista que escreve a matéria.

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      • tiago barufi

        Pedalar com o telefone, embora eu considere muito imprudente em alguns casos, não é infração. Poderia ser, da mesma forma que é dirigir com o telefone na mão, que é um costume sacramentado no trânsito paulistano. Tenho a impressão que a vidinha classe média seria ainda mais sofrida sem uma fofoca enquanto espera o sinal abrir.

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        • Luciana

          Pois pedalar com o celular deveria ser, sim, considerado infracao… Ontem, quando o meu tocou (e nao costumo atender quando estou montada na bike), aproveitei o sinal vermelho, desmontei, deixei a bike no meio fio – longe dos carros e fora do alcance de outros possiveis ciclistas ou motociclistas que pudessem vir pelo bordo -, falei rapidamente e retomei o pedal… Dificil assim?? Nao…

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    • Thiago Pereira

      Realmente..um absurdo!
      Não querem mesmo ciclistas na Av. Paulista. Não pode na calçada (já sabíamos), não pode no meio da faixa (correto), não pode entre as faixas (perigoso). Algumas pessoas precisam conhecer melhor o CTB.

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    • Paulo

      Já pedalei várias vezes na faixa de moto da Av. Sumaré mas agora fiquei na dúvida… é proibido mesmo ou a reportagem viajou nesse ponto também? Se não é proibido, vcs acham muito perigoso?

      Acho que depois dessa reportagem pode ter ficado perigoso, uma vez que os motoqueiros que a leram vão querer nos chutar para fora da faixa….

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      • Ricardo Laudari

        Paulo,

        Já usei bastante a faixa também e acho perigoso. Motoboys, em geral, tem muito pouco respeito, consciência e responsabilidade. Motoqueiros são diferentes.

        A Sumaré tem curvas e os motoboys fazem algumas “deitando” a moto, tamanha a velocidade. Numa dessa, se ele não tem ver: crash!

        Não recomendo.

        Boas pedaladas!

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        • Paulo

          Realmente, também já pensei nessa questão da falta de visibilidade nas curvas…

          Inclusive, quando sigo com grupo de pedal da minha região, muitas vezes a gente usa a faixa de moto, tanto da Av. Sumaré quanto da Av. Liberdade. Nesse caso são cerca de 15 a 30 ciclistas, o que ajudaria na questão da visibilidade.

          Mas ainda queria saber, estamos violando a lei?

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      • Willian Cruz

        Paulo, eu não gosto de usar a motofaixa porque me sinto invadindo um espaço e sabe-se lá o que passa pela cabeça do motoboy atrasado que está vindo atrás buzinando… Melhor não arriscar.

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    • Victor Francisco

      Sim bem e daí?

      Se tivessem filmando os automóveis teriam mais infrações ainda!

      PS: Não sou ciclista. Sou motorista. A distancia e o terreno não torna viável a bicicleta

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  • Izabela

    É isso aí, bicicleta não congestiona!

    Mas, ao falar em Bicicletada, acho que esse texto se relaciona:
    http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2012/03/03/a-ciclista-morreu-na-contramao-atrapalhando-o-trafego/

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  • Ricardo Laudari

    Daiane,

    Já que vocês ainda não convivem com essa realidade, é uma ótima oportunidade para digerirem todos os nossos problemas e soluções paridas por aqui. Quando chegar a vez de Palmas enfrentar, tudo será um pouco mais fácil!

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  • Daiane [@VivoVerde]

    Isto é verdade!! E ando bem triste com a falta de educação dos condutores de automóveis aqui em minha cidade (Palmas/TO). E olha que aqui temos espaço e nem passamos por congestionamentos como você bem falou aqui em sua matéria, mas enfim, não vejo demorar muito o dia em que passaremos por isto, mas vamos ver o que dá… até então a maioria anda me respeitando (quando venho de bicicleta aqui para o trabalho), mas dia destes um condutor de uma moto mandou eu sair do “meio da rua”, eu estava no meio da via, como bem sabemos que devemos ficar, o que me deixa triste mesmo é a falta de informação das pessoas, mas vamos com calma que uma hora chega até eles, vamos fazendo nossa parte (blogueiros).

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  • Gabriella

    Tanto é verdade que as bicicletas não congestionam ou atrapalham o transito que foi e é a solução para países que tem um número populacional elevado, cito a China para exemplificar. Também é o meio de transporte favorito para a circulação dentro dos bairros e arredores próximos de onde vivem seus usuários tanto em países da Europa e América do Norte. Crianças vão para escola de bicicleta, adultos ao trabalho,até os idosos a utilizam muito.
    Vamos ter que pedalar muito pra termos uma outra realidade no que tange o Brasil dos grandes centros.

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  • Luciana

    Hoje um senhorzinho buzinou para mim com o farol fechado laaaa na frente… Eu nao tive duvida: “empunhei” meu cartaz de paz… ou, pelo menos, de conscientização… Vou plastifica-lo hoje para poder pensura-lo em minha mochila…

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  • ABMBDC

    Os pontos defendidos são bons, William, mas a atitude do ciclista do primeiro vídeo é ABSURDAMENTE ARRISCADA – e, no meu ponto de vista, errada!
    Toda a nossa luta por espaço nas ruas, por poder ocupar a faixa de rolamento se esvazia na hora que mostramos essa atitude irresponsável, onde o ciclista parece querer dar uma ‘fina educativa’… em um ônibus!

    De resto, o raciocínio é absolutamente correto.

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    • tiago barufi

      Ah, eu não concordo com isso, o risco em ultrapassar carros estacionados é baixíssimo, ainda mais na velocidade tranquila que o cabeludo desenvolve… o maior problema ali seria uma porta se abrindo repentinamente, o que acho improvável porque se trata de uma via “expressa”, hahaha… ou algum motoboy sem paciência.

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      • ABMBDC

        Não eram carros estacionados! Eles estavam em um congestionamento!!! Não dá pra ter uma regra pra gente e outra para os carros. A lei tem que ser igual pra todo mundo: esse é o princípio!

        Polêmico. O que acha? Thumb up 3 Thumb down 5

        • tiago barufi

          Sim, o correto é dizer “estacionado”, quando se trata de um veículo sem movimento em relação ao solo. E, sim, é pouco arriscado ultrapassá-los em baixa velocidade. Ficar parado atrás deles é uma proposta que inviabiliza o uso da bicicleta.
          O código não é igual para todos. Ele determina que os carros devem ceder a preferência para bicicletas. Você vê isso ser respeitado o tempo todo? Eu não!!
          Se você se atém a preciosismo, não sai do lugar – imagine a viabilidade de esperar que esses pobres ‘presos no trânsito’ cedessem TODOS a preferência!! Seria gratificante de se ver, não é mesmo?
          Você parece mais um daqueles que só pega bicicleta em parque, e a leva para a trilha com seu SUV.
          Um pouquinho mais de pragmatismo seria bem-vindo de sua parte.

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          • Luciana

            Mas uma oergunta me ocorre – e sintam-se à vontade para corrigir-me se estiver equivocda: se as motocicletas podem transitar por entre os carros, por que as bikes nao, inclusive e especialmente quando o transito estiver congestionado?

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          • ABMBDC

            Pois é Tiago…
            Visões radicais como a sua são as que geram antipatia aos ciclistas. Você é um prato cheio para tudo que a mídia quer: criar uma rivalidade entre “nós” e “eles”, poder nos chamar de #bikerdistas. Todos esses anos buscando um diálogo vão ladeira abaixo cada vez que manifestações como a sua ganham corpo – e pode ter certeza de que a sua posição vende muito mais jornal que a minha.
            Apenas a título de curiosidade, eu uso a bike para trabalhar, de 2a. a 6a. E você… se parece com o quê?

            Ah, Luciana, de fato você está equivocada: apesar das evidências as motos NÃO podem circular entre os carros.

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          • Luciana

            Hum, obrigada, ABMBDC… Usando uma das palavras em um dos comentarios, “sacramentado” parece estar este mau habito…

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          • tiago barufi

            Você usa a bicicleta todos os dias em São Paulo e fica esperando atrás dos carros para avançar? Parabéns. Meus cumprimentos! Eu não consigo.
            Parece muito estranho para mim imaginar que, numa situação como aquela mostrada no vídeo, exista alguma solução que envolva transportar-se de bicicleta e não ultrapassar os carros.
            Tenho certeza de que defender que as ruas devem ser restritas aos carros vai suscitar inimizades, para dizer o mínimo. Entretanto não vamos conseguir nada com essa postura obediente que não leva em consideração a viabilidade. Não vou conseguir nada mentindo na internet sobre meu comportamento na rua. Acho irrepreensível o vídeo da Avenida Niemeyer, representa perfeitamente a minha rua Vergueiro de manhã: http://www.youtube.com/watch?v=L9nUfAX0X5w&feature=plcp&context=C349e3aeUDOEgsToPDskJWaP9v41j2aUyle_eg8mKg

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          • Willian Cruz

            ABMBDC, você está enganado. O Código de Trânsito não proíbe motos de circularem no corredor. O Projeto de Lei original tinha um artigo com essa proibição, mas ele foi vetado pelo FHC:

            —–
            Art. 56

            “Art. 56. É proibida ao condutor de motocicletas, motonetas e ciclomotores a passagem entre veículos de filas adjacentes ou entre a calçada e veículos de fila adjacente a ela.”

            Razões do veto:

            “Ao proibir o condutor de motocicletas e motonetas a passagem entre veículos de filas adjacentes, o dispositivo restringe sobre maneira a utilização desse tipo de veículo que, em todo o mundo, é largamente utilizado como forma de garantir maior agilidade de deslocamento. Ademais, a segurança dos motoristas está, em maior escala, relacionada aos quesitos de velocidade, de prudência e de utilização dos equipamentos de segurança obrigatórios, os quais encontram no Código limitações e padrões rígidos para todos os tipos de veículos motorizados. Importante também ressaltar que, pelo disposto no art. 57 do Código, a restrição fica mantida para os ciclomotores, uma vez que, em função de suas limitações de velocidade e de estrutura, poderiam estar expostos a maior risco de acidente nessas situações.’
            —–

            Thumb up 4 Thumb down 1

          • Luciana

            William, quando li que era proibido, fui procurar na legislacao e nao encontrei nada esclarecedor. Mais uma vez, obrigada!
            Terei que melhorar as taticas de busca.
            Abracos!

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    • marcelo

      Concordo que no video o ciclista está trafegando de maneira imprudente com risco elevado. Ele poderia sim fazer boa parte das passagens a direita (a esquerda não), mas em uma velocidade mais baixa com menor risco. A atitude deste rapaz denigre a imagem de ciclomobilidade e aumenta o rancor dos motoristas.

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  • Thiago Pereira

    Pessoal,

    É a primeira vez que vou passar de semana na Av. Paulista. Sei que normalmente devemos ficar mais a frente dos carros e não atrapalhar na faixa de pedestres. Como meus amigos e eu devemos proceder nessa via? Aguardar lado a lado dos carro? A frente da faixa de pedestres? E é melhor irmos pela faixa de ônibus ou entre ela e a faixa ao lado. Sei que aqui não é o melhor lugar para isso, mas confesso que estou um pouco inseguro nessa via.

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    • Ricardo Laudari

      Thiago,

      A faixa de ônibus é exclusiva para ônibus: então não! Além de ser muito perigoso para você mesmo.

      A segunda faixa (da direita para a esquerda, a primeira depois da faixa de ônibus) parece a decisão mais acertada, embora os ônibus possam querer mudar de faixa e complicar demais a sua situação.

      No semáforo, SEMPRE à frente dos carros. Pode ficar à frente dos carros e antes da faixa de pedestres. É um local que permite que os carros o vejam, você não atrapalha os pedestres e permite uma saída antes dos carros, evitando ficar paralelamente a eles.

      No mais, eu recomendaria uma paralela. Por uma questão de tranquilidade que também dá o maior prazer. Mas se a vontade é a Paulista, siga as dicas. :o)

      OBS: E todo lugar é lugar de informação e instrução. Ruim mesmo é não perguntar!

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      • Mauro-SP

        Ricardo, costumo NÃO utilizar a faixa de ônibus na Paulista, tal como vc mencionou… Mas confesso que fico em dúvida se é isso o que a lei preconiza. Ao que me parece, o ciclista deve estar SEMPRE à direita na via, junto à sarjeta (meio-fio), independentemente da existência de faixa para ônibus ou não. É isso mesmo ou estou enganado?

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        • marcelo

          Não tem nada na lei que obriga a bike ir a direita. Isso é repetido e repetido como mantra. Bike é nos Bordos!

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        • Ricardo Laudari

          Mauro,

          Justamente, como o Marcelo disse, é nos bordos! Eu sou um dos ciclistas mais caxias que tem. Faço tudo corretamente, não tenho rabo-preso, posso reclamar de quem eu quiser.

          Agora, obviamente, o bom senso ajuda demais. Na faixa de ônibus estaremos prejudicando muito o transporte coletivo (que deve ter prioridade), além de configurar um GRANDE risco ao ciclista.

          Sendo assim, utilizo a segunda faixa! 🙂

          Forte abraço e boas pedaladas

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      • tiagobarufi

        Eu costumava andar na segunda faixa da Paulista, fora da faixa de ônibus, por entender que seria mais respeitoso para com o transporte público deixá-los avançar pela direita desimpedidos.
        Entretanto, desde outubro de 2012 tenho percebido uma atitude diferente por parte dos condutores da SPTRANS: Eles fazem questão de ultrapassar pela esquerda, entrando na segunda ou terceira faixas, às vezes em velocidade alta. Isto mesmo com a faixa exclusiva livre.
        Não descobri ainda se existe alguma determinação oficial ou instrução aos motoristas, mas o fato é que essas ultrapassagens são extremamente perigosas.
        Mudei minha estratégia e agora ando na tal faixa ‘exclusiva’, que seria muito mais exclusiva se não tivesse carros invadindo o tempo todo. Os ônibus me ultrapassam mudando de faixa. Não tenho percebido muitos problemas assim. Evito fazer leapfrog, que é ultrapassar para ser logo ultrapassado. Isso cansa muito e deve ser chato também para eles, então quando vejo que o ônibus vai ter caminho livre à frente não o ultrapasso. Espero que ele avance, e isso tem a vantagem de me deixar com o caminho mais tranquilo. Só os ultrapasso quando vejo que não serei mais alcançado.
        Espero ansiosamente que o trânsito de ônibus nessas avenidas (Paulista, Jabaquara e similares) seja deslocado para a faixa da esquerda, o que na minha opinião melhora a vida de todos. Os ônibus na esquerda, como é o caso da nova Rebouças ou Nove de Julho e Vereador José Diniz, desenvolvem muito mais velocidade média sem os carros atrapalhando nas conversões. Os carros, bem… os motoristas de carro vão continuar reclamando do trânsito. E as pessoas de bicicleta teriam mais segurança.

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        • Willian Cruz

          Tiago, também usava a segunda faixa, passei a usar a do ônibus depois que a CET recomendou isso através de faixas na Avenida Paulista. Também evito ficar ultrapassando seguidamente um mesmo ônibus, pois alguns motoristas se irritam bastante com isso (não deveriam, mas enfim, melhor evitar). E concordo contigo: corredores de ônibus na esquerda são realmente bem melhores, não só para o ciclista mas também para a fluidez do transporte público.

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    • tiago barufi

      Caro xará, a Paulista é bastante espaçosa e por isso é possível esperar antes da faixa de pedestres e à frente dos carros.
      Em situações mais confinadas, é importante ficar à frente dos carros quando o sinal abrir – existem vários problemas em não ser visto nessa hora, além da poluição extra dos escapamentos deles na arrancada, que justificam esperar adiante da faixa de pedestre.
      É comum em situações de tráfego compartilhado, em outros países, a criação de um espaço entre a parada dos carros e a zebra: o chamado bike box, que evita a aglomeração de carros e bicicletas na arrancada, que, como falei antes, é uma situação perigosa.
      Na Paulista, o maior problema é a tal faixa preferencial de ônibus. É muito difícil compartilhar espaço com eles. Eu sugiro andar na segunda faixa, para deixá-los nos ultrapassar pela direita. Se eles tivessem que nos ultrapassar pela esquerda, teriam de mudar para a segunda faixa, isso nem sempre é possível e cria-se uma situação desagradável. Entretanto, há horários com poucos ou nenhum ônibus, quando é mais fácil ocupar a faixa da direita.

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      • Thiago Pereira

        Obrigado Ricardo e Tiago.
        Tentarei pegar vias alternativas (S. Carlos do Pinhal), pois trabalho ao lado do metro Paraíso.
        Quanto a faixa de pedestres ok. Caso na hora eu decida ir pela Av. Paulista, ficarei entre a segunda e terceira faixa. Longe dos ônibus. Espero encontrar vocês lá. Estarei com um Caloi Elite 2.1 vermelha. Alto e Cabeça raspada! rsrs
        abraços

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        • Luciana

          Ei, Thiago, e o capacete????!!!
          Olha, se voce vai pro Paraiso, a Sao Carlos do Pinhal nao seria contra-mao para voce??

          Mesmo que voce va pela Alameda Santos (que eh mao pro Paraiso), ela eh mais estreita e, por experiencia, os carros te espremem mais e sao mais tentados a buzinar…

          Va pela Paulista, ela eh plana, faixas largas… Apenas tenha cuidado…Com o acidente da Julie, estao todos ainda meio assustados e mais prudentes…

          Boa sorte!

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        • Willian Cruz

          Thiago, mais importante que o capacete (que te salva de cair sozinho, não de um atropelamento) é OCUPAR A FAIXA. Não ande entre faixas, a não ser que os carros estejam parados no congestionamento. Quando começarem a andar, sinalize e volte a ocupar a faixa. Não circule pelo “corredor” com os carros em movimento, circule como veículo, utilizando o corredor apenas como recurso para ultrapassar os carros parados que aguardam um sinal abrir.

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          • marcelo

            Uma atitude que tenho tomado em algumas situações é não ultrapassar os carros parados.
            Por exemplo estou trafegando de bike e uns 2-4 carros passam por mim e param num sinaleiro logo adiante.
            Eu tenho 4 carros a minha frente, posso passar eles, e eles novamente terão que me passar.
            O que eu faço numa situação semelhante a acima, eu paro atrás ( e não do lado) do quarto carro, e quando abre o sinaleiro sigo meu caminho.
            Notei que quando faço isso os carros que param atrás de mim (quinto em diante) percebem a atitude e passam por mim de forma muito mais respeitável.
            Isso numa situação com poucos carros.
            Agora diante de um grande congestionamento de carros parados, em que não é possível aplicar a técnica acima eu vou passando, e em velocidade baixa. Se os carros começarem a se movimentar eu entro atrás de um deles e fico entre dois carros, se eles pararem novamente, continuo a ultrapassagem de forma lenta. Se eles aumentarem a velocidade eu fico na faixa, entre o meio da faixa e o bordo da faixa e sigo o caminho.
            Agora quando vejo um ciclista que chega numa situação semelhante a essa acima, pula na calçada, passa todo mundo, para em cima da faixa de pedestres e depois sai na frente fico com o pensamento que a atitude dele só denigre a ciclomobilidade como um todo.

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          • Thiago Pereira

            Fala Willian!
            Confesso que na maior parte do tempo fiquei entre as faixas e fiquei um tanto quanto inseguro, mas cheguei (Conversamos sobre migração de ASP para .NET(C#) com o Claudio Kerber). Na volta ocupei a faixa e foi muito mais tranquilo. Obrigado pelas dicas.

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          • Thiago Pereira

            Foi muito mais tranquilo, tirando o motorista de ônibus jogando o véiculo dele lentamente para o meu lado, conforme descrevi nos comentários sobre a bicicletada. Mas o importante é ocupar as faixas. E gostei também da dica do Marcelo. Abs

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          • Willian Cruz

            Boa, Marcelo, também faço isso que você descreveu. Quando há poucos carros e vejo que o sinal está para abrir, também tenho esperado atrás deles em vez de empacá-los ali na frente.

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    • Luciana

      Thiago, mais uma coisa: procure sempre sinalizar mudança de faixa e, especialmente, quando estiver indo adiante e houver rua à sua direita, para que os carros não te peguem pelo lado esquerdo caso queiram virar à direita (supondo que eles diminuirao a velocidade e darao passagem para voce…) e voce continue reto em segurança…

      Nao vejo problema andar no bordo da segunda faixa, ao lado da faixa de onibus – SUPONDO que o motorista ira enxerga-lo e nao terá motivos para mudar de faixa se o transito estiver fluindo. Caso o transito esteja mais lento, olho vivo e faro fino. Lembre-se que voce precisa se proteger, atentar-se e adiantar-se a uma possivel manobra do motorista… Como ja lemos num dos tantos comentarios/depoimentos, a Paulista eh uma avenida segura e eh possivel, SIM, trafegar nela…

      Eu adoraria ser um bike anjo para ajuda-lo, mas meu trabalho em escritorio nao me permite… 🙁 A proposito, a ciclista na foto do post sou eu. rsrsrsrs 😉

      Boa sorte…

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  • Naldinho

    “A impaciência dos motoristas vem mais do fato de serem bicicletas à sua frente, e não automóveis, do que do impacto real no trânsito.”
    É bem por aí mesmo. Por duas vezes com o trânsito parado ganhei buzinadas por estar na frente de um carro. Alguns motoristas se comportam como cachorros, tem que ficar grudados uns atrás dos outros cheirando o cano de descarga.

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  • James Prado Gondim

    Bom dia

    Parabens pela matéria equilibrada e elucidativa. Os motoristas devem fazer uma reflexão e entenderem que as bicicletas so ajudam a fluidez do trânsito.

    Abraço

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